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Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia

versão On-line ISSN 1982-0232

Rev. soc. bras. fonoaudiol. vol.17 no.2 São Paulo abr./jun. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-80342012000200025 

RESUMO

 

Validação da versão brasileira da Voice Symptom Scale – VoiSS

 

 

Felipe Thiago Gomes Moreti

Programa de Pós-graduação (Doutorado) em Distúrbios da Comunicação Humana, Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP – São Paulo (SP), Brasil; Centro de Estudos da Voz – CEV – São Paulo (SP), Brasil

Endereço para correspondência

 

 

Moreti FT. Validação da versão brasileira da Voice Symptom Scale – VoiSS [tese]. São Paulo: Universidade Federal de São Paulo; 2011.

 

OBJETIVO: Validar o protocolo Voice Symptom Scale – VoiSS para português brasileiro e realizar a análise fatorial de suas questões.
MÉTODOS: Participaram 300 indivíduos, 160 com queixas vocais, sendo 104 do gênero feminino e 56 do masculino; e 140 indivíduos sem queixa vocal, sendo 91 do gênero feminino e 49 do masculino, com semelhança estatística em relação à faixa etária, distribuição do gênero e níveis profissionais. A tradução e validação foram realizadas de acordo com os critérios do Scientific Advisory Commitee of the Medical Outcomes Trust: Etapa 1: Tradução e adaptação linguística e cultural (Tradução do instrumento e Avaliação da equivalência cultural); Etapa 2: Validade de construto (Validade de conteúdo e Validade de construto); Etapa 3: Confiabilidade (Consistência interna e Reprodutibilidade teste-reteste) e Etapa 4: Sensibilidade (Individual das questões do protocolo e Mudança com tratamento. A análise fatorial, demonstrada possível pelos testes de KMO (0,814) e Bartlett (p<0,001) foi realizada após a conclusão da validação do protocolo para o português brasileiro.
RESULTADOS: Tradução e adaptação linguística: não houve intercorrências no processo de tradução e nem necessidade de retirada ou modificação de nenhuma questão do protocolo, chegando-se à versão traduzida e culturalmente adaptada, chamada Escala de Sintomas Vocais – ESV, com 30 questões. Validade: a validade de conteúdo foi assegurada pela etapa anterior e a validade de construto foi garantida pela diferença significante na comparação do escore total com os dados da autoavaliação vocal nos grupos com e sem queixas vocais (p<0,001). Confiabilidade: a ESV apresentou altos níveis de consistência interna (Alfa de Cronbach para o escore limitação=0,950; emocional=0,810; físico=0,913; total=0,960, todos com p<0,001) e excelente reprodutibilidade teste-reteste (limitação p=0,265; emocional p=0,481; físico p=0,585; total p=0,905). Sensibilidade: as 30 questões da ESV mostraram-se sensíveis a indivíduos com queixas vocais. Os escores parciais e total da ESV, assim como a avaliação perceptivo-auditiva vocal, foram estatisticamente diferentes nos momentos pré e pós-terapia fonoaudiológica (limitação, físico, total e avaliação perceptivo-auditiva com p<0,001; emocional com p=0,008). A análise fatorial indicou uma divisão das 30 questões da ESV em nove fatores, obtendo-se um total de 67,75 da variabilidade cumulativa, um valor considerado bom. Os nove fatores foram nomeados da seguinte forma: 1. emocional (cinco questões); 2. funcional (seis questões); 3. rendimento vocal (seis questões); 4. secreção (três questões); 5. som da voz (duas questões); 6. sensação na garganta (três questões); 7. agradabilidade vocal (três questões); 8. instabilidade vocal (uma questão); 9. voz no canto (uma questão).
CONCLUSÃO: A versão validada para o português brasileiro da Voice Symptom Scale – VoiSS, chamada Escala de Sintomas Vocais – ESV, apresenta propriedades psicométricas comprovadas, sendo específica para avaliação de indivíduos com alterações vocais. A análise fatorial da versão validada da ESV apresentou nove fatores: emocional, funcional, rendimento vocal, secreção, som da voz, sensação na garganta, agradabilidade vocal, instabilidade vocal e voz no canto.

 

 

Endereço para correspondência:
Felipe Moreti
R. Visconde de Mauá, 347, Vila Assunção
Santo André (SP), Brasil, CEP: 09030-530.
E-mail: felipemoreti@uol.com.br

Fonte de auxílio: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES.
Conflito de interesses: Não

 

 

Trabalho realizado no Programa de Pós-graduação em Distúrbios da Comunicação Humana, Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP – São Paulo (SP), Brasil, para obtenção do título de Mestre em Ciências, sob orientação da Profa. Dra. Mara Behlau.

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