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Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia

On-line version ISSN 1982-0232

Rev. soc. bras. fonoaudiol. vol.17 no.4 São Paulo Dec. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-80342012000400014 

ARTIGO ORIGINAL

 

Memória operacional fonológica e consciência fonológica em escolares ao final do ciclo I do ensino fundamental

 

 

Aparecido José Couto Soares; Laís Alves Jacinto; Maria Silvia Cárnio

Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo - USP - São Paulo (SP), Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Investigar o desempenho de crianças ao final do Ciclo I do Ensino Fundamental em memória operacional fonológica e consciência fonológica, bem como a possível relação entre essas habilidades nesta faixa de escolaridade.
MÉTODOS: O grupo de pesquisa foi composto por 29 sujeitos de ambos os gêneros, com média de idade de 10 anos, todos regularmente matriculados no 5º ano do Ensino Fundamental com ausência de alterações de linguagem oral e/ou escrita. Foi realizada a avaliação da memória operacional fonológica com a utilização do Teste de Repetição de Pseudopalavras e, posteriormente, utilizou-se o Instrumento de Avaliação Sequencial - CONFIAS para avaliar a consciência fonológica.
RESULTADOS: Os escolares apresentaram desempenho adequado na memória operacional fonológica independente da similaridade da pseudopalavra. Para a consciência fonológica, observou-se desempenho melhor no nível silábico e inferior ao esperado para o nível fonêmico. Apesar de muitos estudos afirmarem a correlação entre a memória operacional fonológica e a consciência fonológica, esta não foi observada nesta amostra.
CONCLUSÃO: A ausência de correlação encontrada entre essas habilidades traz reflexões quanto a possíveis fatores extrínsecos que podem influenciar o desempenho em consciência fonológica.

Descritores: Avaliação; Linguagem; Memória; Aprendizagem; Escolaridade


 

 

INTRODUÇÃO

A consciência fonológica (CF) é a capacidade de refletir sobre a estrutura da fala e diz respeito à habilidades progressivas capazes de identificar, manipular e segmentar os sons(1,2). Tais habilidades constituem representações fonológicas distintas: habilidades silábicas e habilidades fonêmicas(3). Pesquisadores afirmam(4,5) que a CF auxilia no estabelecimento da relação letra-som e culmina no domínio do princípio alfabético da escrita, ou seja, desempenha um importante papel no desenvolvimento da leitura e escrita.

Alguns estudos apontam para o fato de que, embora o desenvolvimento da CF inicie cedo(5,6), a exposição e o aperfeiçoamento da leitura e da escrita favorece o refinamento das habilidades de CF devido à exposição ao material impresso de leitura e à correspondência entre grafemas e fonemas(7).

A memória operacional fonológica (MOF) é referida como um sistema que retêm e manipula temporariamente as informações que podem ser mantidas somente pela repetição ou pela transferência à memória de longo prazo(8). Existem sistemas responsáveis pelo arquivamento e manipulação das informações: um relacionado ao componente visuo-espacial e outro ao fonológico. Há, ainda, a central executiva, responsável pelo controle da atenção e manipulação da informação(9).

O sistema fonológico processa as informações verbalmente codificadas e conta com a participação de dois componentes: a memória operacional fonológica (loop fonológico) responsável pelo armazenamento das informações por um curto período de tempo e a realimentação subvocal (loop articulário) que resgata o material verbal em declínio e o mantêm na memória(10), auxiliando no processamento e organização da linguagem.

O sistema de suporte fonológico torna-se imprescindível durante a aquisição da linguagem, uma vez que está relacionado a representações mais duradouras de novas palavras(2). É pela memória que as palavras lidas são armazenadas até haver a compreensão de um texto(11,12). O desempenho da alça fonológica é quase sempre constante durante o desenvolvimento, porém evidencia-se um aumento da eficiência desse sistema devido ao aprendizado escolar(13).

Um estudo brasileiro verificou a relação entre memória operacional fonológica (MOF), consciência fonológica e escrita em estudantes da pré-escola e primeira série. Os autores constataram que a memória e a consciência fonológica se inter-relacionam e dependem da idade cronológica e maturidade do sujeito. Evidenciaram que tais habilidades favorecem a aquisição da escrita e podem sofrer influências dos estímulos educacionais(6).

Contudo, os estudos que abordam esta relação são geralmente direcionados para as séries iniciais do Ensino Fundamental, onde o papel da CF e da MOF é inquestionável na aquisição da leitura e escrita. Dessa forma, com o avanço da escolaridade, espera-se um aprimoramento de tais habilidades. Entretanto, faz-se necessário a investigação do processo oposto, ou seja, se há influência da instrução formal no desempenho em CF e MOF a fim de encontrar evidências para o melhor entendimento desta relação, uma vez que são escassos na literatura, estudos dessa natureza(14). Sendo assim este estudo objetivou investigar o desempenho de crianças ao final do Ciclo I do Ensino Fundamental em MOF e CF, bem como a possível relação entre essas habilidades nesta faixa de escolaridade.

 

MÉTODOS

Pesquisa aprovada pela Comissão de Ética e Pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, sob protocolo nº 220/11. Todos os responsáveis pelas crianças assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

Constituíram o grupo de pesquisa 29 estudantes de ambos os gêneros, na faixa etária de 10 a 11 anos, com média de idade de 10 anos, regularmente matriculados no 5º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública da cidade de São Paulo. Para participar do estudo, os escolares deveriam atender aos seguintes critérios de inclusão: autorização dos pais ou responsáveis legais para participação do estudo; ausência de déficits cognitivos, auditivos ou visuais; ausência de repetência em seu histórico escolar; ausência de alterações de linguagem oral e/ou escrita, bem como de histórico de tratamento fonoaudiológico.

Os pais e/ou responsáveis responderam a uma anamnese fonoaudiológica relacionada aos aspectos gerais de saúde, desenvolvimento motor e linguístico, escolarização e aprendizagem da criança (Anexo 1). Os professores responderam a um questionário relacionado aos aspectos comportamentais, de aprendizagem e escolarização dos estudantes para confirmação dos critérios de inclusão (Anexo 2).

Procedimentos para seleção dos sujeitos

Foi realizada triagem fonoaudiológica, composta pela prova de Fonologia do Teste de Linguagem Infantil ABFW(15) e pela contagem de história eliciada por uma imagem de ação(16) na qual foram observados os aspectos de coesão e coerência da linguagem oral(17).

Em relação à linguagem escrita foi utilizado o Teste de Desempenho Escolar (TDE)(18), composto de três subtestes: escrita, leitura e aritmética. A aplicação do TDE tem duração aproximada de 20 a 30 minutos e oferece um resultado geral do desempenho escolar para cada habilidade. Além disso, os escolares realizaram avaliação audiológica básica em um programa de saúde auditiva desenvolvido na referida escola.

Foram incluídos no estudo os estudantes que não apresentaram alterações auditivas e/ou alterações de linguagem oral e escrita, ou seja, atingiram parâmetros esperados à faixa etária ou nível de escolaridade nas provas realizadas, conforme instruções dos testes utilizados. Quanto ao nível de escrita, todos os sujeitos apresentaram nível alfabético. Em relação ao teste de Fonologia do ABFW, foram consideradas alteradas as crianças que não atingiram a pontuação máxima, uma vez na faixa etária dos sujeitos pesquisados não são esperadas alterações fonológicas. Aqueles escolares que apresentaram alguma alteração foram encaminhados para serviços de Fonoaudiologia mais próximos da residência.

Provas experimentais

Foi realizada a avaliação da MOF com a utilização do Teste de Repetição de Pseudopalavras (TRP)(13). O teste é composto por 40 pseudopalavras de baixa, média e alta similaridade seguindo a estrutura fonológica do português. A prova foi aplicada em cada aluno individualmente seguindo o critério proposto pelo instrumento, no qual respostas corretas valem um ponto e incorretas, zero.

Para avaliar a CF foi utilizado o Instrumento de Avaliação Sequencial - CONFIAS(19) composto pelo nível silábico (40 estímulos) e fonêmico (30 estímulos). A aplicação da prova e a pontuação seguiram os critérios estabelecidos pelo teste.

Os dados obtidos foram submetidos à análise estatística nos softwares Minitab 16 e SPSS 18. Por constatar que a distribuição dos dados não respeitava a normalidade, foram utilizados testes não paramétricos. Sendo assim, foi realizada análise descritiva e verificada a relação entre as provas por meio do teste de Wilcoxon e do coeficiente de correlação de Spearman com nível de significância de 5%.

 

RESULTADOS

A análise descritiva para a MOF apontou que a média de acertos foi de 38 pontos dos 40 possíveis. O coeficiente de variação indicou que a menor variabilidade pertence aos itens de baixa similaridade e a maior variabilidade ocorreu nos itens de média similaridade (Tabela 1).

Para a CF observou-se que a média de acertos no teste foi de 59,4 pontos dos 70 possíveis. Nas atividades de consciência silábica a média foi de 36,9 dos 40 pontos possíveis e para a consciência fonêmica a média foi de 22,5 acertos dos 30 possíveis. O coeficiente de variação indica que a parte fonêmica apresentou maior variabilidade que a silábica (Tabela 2).

Para analisar a relação entre memória operacional fonológica e consciência fonológica nesta amostra, a pontuação de ambos os testes foi padronizada para permitir tal comparação. Assim, a fim de investigar a possível relação entre MOF e CF, utilizou-se o teste de postos de Wilcoxon, o qual mostrou que a maior parte dos sujeitos apresentou melhor desempenho na memória operacional quando comparada à consciência fonológica (Z=-4,385, p<0,001).

Para explorar melhor estas diferenças foi comparado o desempenho na MOF com o desempenho nas habilidades silábicas e fonêmicas. No primeiro caso não houve diferença estatística (Z=-1,479, p=0,0139), já no segundo os sujeitos foram melhor na memória quando comparados ao nível fonêmico do CONFIAS (Z=-4,707, p<0,001). A comparação da CF com cada tipo de similaridade na repetição de não palavras evidencia que os sujeitos apresentaram desempenho melhor na memória, independente do grau de similaridade das pseudopalavras. (Tabela 3).

 

 

Para verificar se estas medidas se correlacionam nestas provas, foi utilizado o Coeficiente de Correlação de Spearman, porém os resultados indicam que não houve correlação nesta amostra (Tabela 4).

 

 

DISCUSSÃO

Estudos têm demonstrado que as habilidades de CF e MOF estão fortemente relacionadas à aquisição da leitura e da escrita(7,20,21), uma vez que a primeira representa a capacidade de refletir sobre a estrutura da fala, e a segunda, atua como um sistema que retêm e manipula temporariamente as informações linguísticas. Dessa forma, este estudo objetivou investigar o desempenho de crianças ao final do Ciclo I do Ensino Fundamental em MOF e CF, bem como a possível relação entre essas habilidades nesta faixa de escolaridade.

O desempenho acima da média apresentado pelos sujeitos deste estudo em MOF evidencia o que diversos autores já apontaram(6,22) quanto à possível contribuição do processo de escolarização em habilidades pertencentes ao processamento fonológico, pois aprender a ler em um sistema alfabético de escrita como o português pressupõe, dentre outras, a capacidade explícita de analisar a estrutura sonora da fala, bem como adequada memória fonológica que permite reter informações e obter acesso a representações das informações fonológicas da linguagem(14,23). Além disso, pode-se inferir que o bom desempenho no teste contou com habilidades da linguagem oral dos indivíduos e com um sistema de armazenamento temporário de informação adequada(22), visto que os sujeitos foram submetidos à triagem fonoaudiológica e não apresentaram nenhum tipo de alteração.

Estudos relatam a existência de alguns fatores que afetam a MOF quanto ao seu armazenamento fonológico, sendo estes: a similaridade fonológica e o efeito de extensão da palavra. No primeiro caso, um estudo(22) demonstrou que sequências de palavras similares são menos lembradas do que sequências de palavras não-similares, revelando que a informação verbal é representada por um sistema fonológico específico, ao invés de outro sistema de armazenamento, como visual ou semântico.

Entretanto, os dados deste estudo apontam que independente da similaridade das pseudopalavras, os escolares as recordaram sem dificuldades, evidenciando novamente o quão hábeis estavam para a realização deste tipo de tarefa, pois sabe-se que a MOF é transitória e está mais vinculada aos componentes sintáticos e fonológicos da linguagem (22), fato observado neste estudo, uma vez que os sujeitos não apresentaram alterações quanto aos aspectos fonológicos e sintáticos da linguagem oral.

Quanto ao efeito de extensão da palavra, diversas pesquisas(22,24) revelam melhor desempenho em vocábulos cujo tempo de articulação é menor. Porém, tal dado não pôde ser verificado neste estudo, pois a prova utilizada não permitiu este tipo de análise, uma vez que não continha monossílabos.

Quanto à CF, os resultados deste trabalho vão de acordo com o descrito na literatura(6) quando analisados conforme a classificação do CONFIAS, considerando-se o desempenho dos sujeitos baseado no nível de escrita que estes possuem, neste caso, alfabético(25). Contudo, o teste foi padronizado para crianças de nível sócio-econômico médio/alto com média de idade de sete anos. Sob esta perspectiva, seria esperado que os sujeitos desta pesquisa, por pertencerem ao quinto ano do Ensino Fundamental e estarem em uma faixa etária mais elevada, atingissem a pontuação máxima, fato que não ocorreu.

Ao analisar o desempenho dos sujeitos em relação à consciência silábica e fonêmica, notou-se que na primeira os estudantes apresentaram resultados próximos à pontuação máxima, fato não observado para a parte fonêmica do teste. Diferentes estudos nacionais e internacionais relatam que a evolução da escolaridade propicia maior conhecimento dos fonemas e aumento no desempenho em habilidades fonêmicas, que por exigirem altos níveis de consciência fonológica, se desenvolve nos anos ulteriores à alfabetização (14,26-28), o que não foi observado no desempenho dos escolares deste estudo. Isso pode ter ocorrido pelo fato de que escola onde a pesquisa foi realizada enfatizar as sílabas e o alfabeto nas atividades de leitura e escrita, explorando muito pouco os aspectos fonêmicos das palavras e textos trabalhados.

Outro fator que pode ter contribuído para a baixa pontuação em CF, seria a má qualidade do ensino nas escolas públicas do país, registradas nos mais variados indicadores. As condições de infraestrutura, a formação de muitos profissionais, os alunos desinteressados e até mesmo as condições familiares e sócio-econômicas(29) parecem influenciar negativamente o desempenho dos estudantes quanto às atividades que envolvam as habilidades linguístico-cognitivas.

Apesar de muitos pesquisadores(5,6,23) afirmarem a correlação entre a MOF e CF, esta não foi observada no desempenho dos escolares desta pesquisa. Assim sendo, pondera-se que este dado tenha ocorrido devido aos múltiplos fatores (educacionais e sociais) que podem ter influenciado o desempenho inferior em CF dos sujeitos e não necessariamente de ausência de correlação entre estas habilidades, uma vez que ambas compõem o processamento fonológico e operam conjuntamente na maneira como as informações linguísticas são processadas, armazenadas e utilizadas(6). Além disso, a variabilidade entre essas duas variáveis foi muito pequena, fato que pode prejudicar a análise da correlação.

Sugerem-se novas pesquisas com amostragem maior, e se possível, comparando-se escolares de ensino público e privado, bem como a seleção de outro instrumento de avaliação da CF que contemple dados normativos para as diferentes faixas de escolaridade.

 

CONCLUSÃO

Os escolares deste estudo apresentaram desempenho adequado nas provas de MOF e CF, entretanto, considerando-se a faixa de escolaridade dos sujeitos e o nível de escrita, a performance em CF foi inferior aos dados descritos pela literatura nacional e internacional.

O fato de não ter sido encontrada correlação entre essas habilidades contribui de forma significativa para reflexões em relação a possíveis fatores extrínsecos que possam influenciar o desempenho em CF.

 

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Endereço para correspondência:
Aparecido José Couto Soares
R. Cipotânea, 51, Cidade Universitária
São Paulo (SP), Brasil, CEP: 05360-160
E-mail: ajcsoares@usp.br

Recebido em: 16/12/2011
Aceito em: 28/8/2012
Conflito de interesses: Não
Financiamento: Pró-Reitoria de Pesquisa da USP - Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (RUSP - 2011)

 

 

Trabalho realizado no Laboratório de Investigação Fonoaudiológica em Leitura e Escrita, Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo - USP - São Paulo (SP), Brasil.

 

 


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