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Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia

On-line version ISSN 1982-0232

Rev. soc. bras. fonoaudiol. vol.17 no.4 São Paulo Dec. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-80342012000400021 

ARTIGO DE REVISÃO

 

Gagueira desenvolvimental persistente familial: perspectivas genéticas

 

 

Breila Vilela de OliveiraI, *; Carlos Eduardo Frigério DominguesII, *; Fabíola Staróbole JusteIII; Claudia Regina Furquim de AndradeIII; Danilo Moretti-FerreiraIV

IPrograma de Pós-graduação (Mestrado) em Ciências Biológicas (Genética), Instituto de Biociências de Botucatu, Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - UNESP - Botucatu (SP), Brasil
IIPrograma de Pós-graduação (Doutorado) em Ciências Biológicas (Genética), Instituto de Biociências de Botucatu, Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - UNESP - Botucatu (SP), Brasil
IIIDepartamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo - USP - São Paulo (SP), Brasil
IVInstituto de Biociências de Botucatu, Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - UNESP - Botucatu (SP), Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

A gagueira é uma desordem da comunicação oral que tem uma característica multidimensional. A predisposição biológica no desenvolvimento da gagueira ainda não é bem compreendida, mas contribuições genéticas para esta predisposição são reforçadas tanto por referências à agregação familial da gagueira, quanto à gagueira familial, que têm aparecido na literatura há mais de 70 anos. Assim, procuramos estabelecer uma revisão quanto aos prováveis fatores genéticos envolvidos com a manifestação da gagueira desenvolvimental persistente familial. A identificação de genes relacionados à gagueira, bem como de alterações em suas estruturas (por exemplo, mutações), contribuem significativamente para sua compreensão. O modelo exato de transmissão da herança genética para a gagueira ainda não está claramente definida e, provavelmente pode ser diferente entre diferentes famílias e populações. As análises genômicas demonstram, concomitantemente, a relevância dos componentes genéticos envolvidos e sua complexidade, sugerindo assim tratar-se de uma doença poligênica, na qual diversos genes de efeitos variados podem estar envolvidos com o aumento da susceptibilidade de ocorrência da gagueira. O clínico deverá estar alerta ao fato de que uma criança com histórico familial positivo para gagueira poderá ter uma forte tendência a desenvolver o distúrbio de forma crônica. É importante que o clínico esteja atento, de modo a fornecer às famílias orientações precisas sobre o distúrbio. As avaliações objetivas e os tratamentos controlados têm um papel muito importante para o domínio da evolução do distúrbio.

Descritores: Fonoaudiologia; Fala; Gagueira/etiologia; Genética; Genes; Padrões de herança


 

 

INTRODUÇÃO

A fala envolve componentes linguísticos (aspectos formais, segmentais) e paralinguísticos (aspectos prosódicos, supra-segmentais), processados por diferentes vias neurais, os quais, integrados e em sincronia, são fundamentais para a constituição de uma fala fluente que deve ter um fluxo contínuo, mantendo-se a sequência, velocidade, ritmo e duração considerados normais para que as unidades fonológicas, lexicais, morfológicas e/ou sintáticas sejam adequadamente produzidas. Quebras ou rupturas involuntárias em quaisquer unidades linguísticas caracterizam as disfluências, as quais podem ser consideradas comuns (hesitações; interjeições; revisões; palavras não terminadas; e repetição de palavras, segmentos ou frases) ou gagas (repetição de sons ou sílabas; prolongamentos; bloqueios; pausas e intrusão). A gagueira é uma desordem da comunicação oral, complexa que não pode ser considerada como uma entidade nosológica única, pois tem uma característica multidimensional, e é frequentemente experimentada pelo indivíduo como uma perda de controle da própria fala(1).

Durante a infância, devido ao complexo processo de aquisição e desenvolvimento da linguagem, é comum crianças apresentarem disfluências (hesitações, repetição de sons, sílabas ou palavras), tendendo a estabilizar o fluxo de fala ao adquirir maior domínio linguístico-fonológico e morfossintático-semântico-pragmático. Em 80% das crianças essas disfluências são normais e tendem a desaparecer em seis meses, porém em crianças que apresentam fatores predisponentes para a gagueira, essas disfluências poderão evoluir para um quadro crônico conhecido como gagueira desenvolvimental que afeta 5% das crianças, principalmente na faixa etária entre 18 meses a 7 anos, podendo ocorrer até aos 12 anos em alguns casos, com prevalência média de 1% na população. Dentre os fatores de risco para a gagueira desenvolvimental, descritos na literatura, pode-se destacar a idade; o gênero; o tempo de duração das disfluências; a tipologia das rupturas; morbidade pré, peri e pós natal; os déficits de comunicação associados; estresses psicossociais; o histórico familial positivo para gagueira; e reação da criança, da família e da sociedade frente ao problema(1).

A gagueira também pode se manifestar em outras duas circunstâncias distintas, a partir de lesões, em uma ampla gama de áreas cerebrais, a qual denominamos gagueira adquirida ou neurogênica(2) e outra, envolvendo aspectos psicológicos.

A gagueira desenvolvimental é subdividida em: desenvolvimental persistente - presente durante um período igual ou superior a 36 meses após sua manifestação; recuperação tardia - recuperada entre 18 e 36 meses após seu início; e recuperação precoce - recuperação antes de 18 meses após a instauração do distúrbio(3). Nos casos em que há recorrência na família em que dois ou mais indivíduos são acometidos pela gagueira, esta é denominada de desenvolvimental familial(4), propósito deste trabalho. Nos casos em que há apenas um indivíduo gago na família, denomina-se desenvolvimental isolada. Assim, a classificação da gagueira(1-4) pode ser representada esquematicamente (Figura 1).

A predisposição biológica no desenvolvimento da gagueira ainda não é bem compreendida, mas contribuições genéticas para esta predisposição são reforçadas por referências quanto à agregação familial da gagueira, que têm aparecido na literatura há mais de 70 anos(5-8). Assim, devido aos relevantes e recentes achados científicos, no âmbito biológico, procuramos estabelecer uma revisão quanto aos prováveis fatores genéticos envolvidos com a manifestação da gagueira desenvolvimental persistente familial e desta forma contribuir com o seu melhor entendimento.

 

REVISÃO DE LITERATURA

Os principais argumentos que fundamentam o envolvimento de fatores genéticos na gagueira são: estudos de gêmeos, com maior concordância entre gêmeos monozigóticos (62,5% a 90%) em relação a gêmeos dizigóticos (6,6% a 9%)(8-13); a agregação familial, em que as disfluências são mais propensa a se desenvolver em indivíduos consanguíneos, em detrimento aos casos em que não há essa relação(9,14-16) e a similaridade fenotípica desenvolvida entre gagos, como repetições, prolongamentos de sons e sílabas de palavras sem estarem ligadas a diferenças de língua e cultura(15,17-19).

Desta forma, acredita-se que existam regiões do genoma que carregam informações importantes para o desenvolvimento humano (genes), os quais uma vez alterados (mutados), podem promover pequenas e sutis mudanças na estrutura e função do cérebro(20-23), em indivíduos com gagueira desenvolvimental persistente familial, o que tem conduzido grupos de pesquisa a realizar amplos estudos genéticos nas últimas décadas.

A gagueira desenvolvimental persistente familial é considerada uma afecção com padrão de herança complexa ou multifatorial(24). Tal característica é resultado de interações complexas de diversos fatores predisponentes como o genótipo em um ou mais loci e diversos componentes ambientais capazes de ativar, acelerar ou intensificar a manifestação da doença. Estudos de mapeamento gênico, associados a análises estatísticas variadas e complexas, como estudos de associação e análise ligação, têm sido exaustivamente utilizados nos processos de localização e identificação dos loci e alelos especificamente envolvidos que fornecem uma prova definitiva da contribuição genética para a gagueira(25).

A busca de genes que influenciem características complexas tem sido muito mais desafiadora do que os estudos genéticos de traços mendelianos(26). Vários fatores contribuem para este problema, incluindo a heterogeneidade etiológica e genética e, a necessidade de modelos genéticos complexos com muitas variáveis para efeitos de lócus, interações gene-gene e gene-ambiente, o que justifica o uso de diversos métodos estatísticos. Um método adequado de análise genética para a gagueira exige uma combinação de passos para a identificação de regiões cromossômicas, nas quais residem as variações genéticas e que caracterizam a etiologia complexa desta doença(25).

O exato modelo de transmissão da herança genética na gagueira ainda não foi bem definido e, além disso, há a possibilidade de ser diferente entre as diferentes populações(27). Há indícios de que exista um gene principal, responsável pelo aumento do risco de ocorrência da gagueira, quando combinado com outros genes(28). Diversos estudos genéticos foram realizados com o objetivo de identificar possíveis regiões e/ou genes relacionados com a afecção (Quadro 1).

Recentes descobertas têm apontado para variadas regiões do genoma que uma vez alteradas podem estar possivelmente relacionados à gagueira como por exemplo genes da família dos receptores (DRD2; DRD3) e, transportadores (SLC6A3) de dopamina(29,30) bem como outros até então relacionados a outras doenças, como as Mucopolissacaridoses Tipo II e III - GNPTAB (N-acetylglucosamine-1-phosphate transferase, alpha and beta subunits)(31) GNPTG (N-acetylglucosamine-1-phosphate transferase, gamma subunit), e ao gene NAGPA (N-acetylglucosamine-1-phosphodiester alpha-N-acetylglucosaminidase) que atua na mesma via metabólica(32). Nas regiões cromossômicas 7q31 e 7q35 estão localizados, respectivamente, os genes FOXP2 (Forkhead Box P2) e CNTNAP2 (Contactin-associated protein-like 2) os quais tem sido, permanentemente, apontados como genes diretamente relacionados aos distúrbios de fala e de linguagem(33,34).

Evidências de interrupções, que afetam a correta funcionalidades dos genes, como alterações apresentadas na variação do número de cópias em certas regiões do genoma (CNVs), nos rearranjos cromossômicos e mutações, podem implicar numa variedade de condições genética e consequentemente, neuropatológicas(35). Assim, acredita-se que estas alterações devam interferir em toda a dinâmica do desenvolvimento neuronal e que, perturbações nesse sentido, resultem num aumento significativo das chances de alguma forma de disfunção neurológica com prováveis implicações em relação aos centros nervosos da fala e da linguagem(36), os quais uma vez alterados, devam promover a ocorrência de disfluências que possam culminar no desenvolvimento da gagueira.

A predisposição genética pode afetar a fluência quanto à capacidade do indivíduo em relação ao controle motor da própria fala. Uma resposta ineficiente ao esforço muscular desempenhado e a sua resposta autônoma, pode implicar em contrações musculares em tempos diferentes ou a percursos com atos dessincronizados(37). Evidências recentes sugerem que a gagueira desenvolvimental persistente familial ocorra devido a disfunções cerebrais(38), atribuídas diretamente a fatores genéticos(20,39,40).

 

DISCUSSÃO

Torna-se evidente que os genes que predispõem ao aparecimento da gagueira, até então relacionados estão sendo melhor estudados e que alterações em um ou mais genes relacionados podem contribuir significativamente para a manifestação da gagueira além disso, exato modelo de transmissão ainda não está claramente definido e, provavelmente pode ser diferente entre diferentes famílias e populações(27).

Por se tratar de uma doença de caráter multidimensional e de herança complexa, a gagueira deve ser investigada levando-se em consideração todos os fatores de risco, para a obtenção de um diagnóstico preciso e definitivo dos pacientes portadores. Os resultados obtidos a partir de análises genômicas, por meio de estudos de ligação e associação, na identificação de possíveis genes candidatos, bem como de alterações e interações em vias celulares que possam estar atreladas ao fenótipo, demonstram, concomitantemente, a relevância dos componentes biológicos envolvidos e sua complexidade, o que sugere de fato, tratar-se de uma doença poligênica na qual diversos genes, de efeitos variados, podem estar envolvidos com o aumento da susceptibilidade de ocorrência da gagueira(25).

 

COMENTÁRIOS FINAIS

A sobreposição dos diversos fatores genéticos possivelmente envolvidos com a manifestação da gagueira e as já caracterizadas aos distúrbios da fala e linguagem como a síndrome de Tourette, o autismo, o distúrbio específico de linguagem e a dislexia, permite-nos inferir de que há provavelmente, um compartilhamento dos mecanismos moleculares básicos envolvidos, os quais uma vez suplementados, a partir da atuação de outros fatores biológicos (genes secundários) e ambientais, possam implicar no acometimento da gagueira.

Identificar a variação genética responsável pela gagueira é um grande desafio enfrentado por diversos grupos de pesquisa a qual, uma vez melhor compreendida é determinante para o entendimento de sua etiologia primária, dos aspectos epidemiológicos e dos possíveis fatores não genéticos envolvidos e que tem importantes implicações no diagnóstico e no prognóstico do paciente.

Desta forma, o fonoaudiólogo deverá estar alerta ao fato de que uma criança com histórico familial positivo para gagueira poderá ter uma forte tendência a desenvolver o distúrbio de forma crônica, além de apresentar possivelmente outros parentes afetados na família. È importante que o clínico esteja apto a fornecer às famílias orientações precisas sobre o distúrbio. As avaliações objetivas e os tratamentos controlados tem um papel muito importante para o controle da evolução do distúrbio.

 

REFERÊNCIAS

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Endereço para correspondência:
Danilo Moretti-Ferreira
Instituto de Biociências de Botucatu, UNESP
Departamento de Genética
Serviço de Aconselhamento Genético
Distrito de Rubião Júnior S/N
Botucatu (SP), Brasil, CEP: 18618-970
E-mail: sag@fmb.unesp.br

Recebido em: 11/5/2011
Aceito em: 31/8/2011
Conflito de interesses: Não
Financiamento: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES); Fundação Lucentis.

 

 

* Contribuíram com igual relevância para a produção do trabalho.
Trabalho realizado no Instituto de Biociências de Botucatu, Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - UNESP - Botucatu (SP), Brasil.

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