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Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia

On-line version ISSN 1982-0232

Rev. soc. bras. fonoaudiol. vol.17 no.4 São Paulo Dec. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-80342012000400025 

RESUMO

 

Resolução temporal em perdas auditivas neurossensoriais e lesões cerebrais

 

 

Júlia Gallo

Programa de Pós-graduação (Mestrado) em Distúrbios da Comunicação Humana, Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP - São Paulo (SP), Brasil

Endereço para correspondência

 

 

Gallo J. Resolução temporal em perdas auditivas neurossensoriais e lesões cerebrais [dissertação]. São Paulo: Universidade Federal de São Paulo; 2011.

 

OBJETIVO: Verificar e comparar o comportamento auditivo de resolução temporal em indivíduos com perda auditiva neurossensorial simétrica, assimétrica, indivíduos com lesão cerebral e indivíduos normais.
MÉTODOS: Trinta e oito indivíduos divididos em quatro grupos: 11 indivíduos com perda auditiva neurossensorial simétrica (GPS); quatro indivíduos com perda neurossensorial assimétrica (GPAS); oito indivíduos com lesão em lobo temporal (GL); 15 indivíduos grupo comparação (GC). Estes indivíduos foram submetidos à avaliação auditiva, para definição das características audiológicas dos grupos, e avaliação da habilidade auditiva de resolução temporal através dos testes RGDT e GIN. Os resultados encontrados nesta avaliação foram analisados estatisticamente e as respostas obtidas entre os grupos foram comparadas.
RESULTADOS: O nível de audição de cada uma das orelhas nos grupos GPS, GL, e GC são simétricos. Os grupos comparação (GC) e lesão (GL) são iguais com relação aos resultados audiométricos. Observou-se diferença estatisticamente significante entre os grupos comparação, GC, e estudos: perda auditiva simétrica (GPS) e lesão (GL) para os testes RGDT e GIN. Entre os grupos perda auditiva simétrica e grupo lesão houve tendência a significância estatística. Os dados obtidos nos testes RGDT e GIN dos indivíduos do grupo com perda auditiva neurossensorial assimétrica (GPAS) foi utilizado apenas na comparação final com o grupo com perda auditiva simétrica, devido ao reduzido tamanho da amostra deste grupo. Na comparação dos resultados entre os grupos GPS e GPAS não foram encontradas diferenças estatisticamente significantes.
CONCLUSÃO: A habilidade de resolução temporal foi semelhante entre o grupo de indivíduos com perda auditiva simétrica (GPS) e o grupo com lesão (GL). Ambos os grupos mostraram desempenho pior do que o grupo comparação (GC). O grupo de indivíduos com perda auditiva assimétrica (GPAS) apresentou resultados semelhantes quanto à habilidade auditiva de resolução temporal, em ambos os testes, quando comparados aos indivíduos com perda auditiva simétrica (GPS). A tarefa de resolução temporal com ruído (teste GIN) foi mais fácil do que a tarefa de resolução temporal com tom puro (teste RGDT) mais evidenciado nos grupos com perda auditiva e lesão cerebral, pois estes indivíduos apresentaram limiares melhores no teste GIN do que no teste RGDT.

 

 

Endereço para correspondência:
Júlia Gallo
Av. Raimundo Pereira de Magalhães, 1720/12, Bloco 12, Jd. Iris
São Paulo (SP), Brasil, CEP: 05145-000
E-mail: fga.juliagallo@gmail.com

Financiamento: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ)

 

 

Trabalho realizado na Disciplina de Distúrbios da Audição, Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP - São Paulo (SP), Brasil, para a obtenção do título de Mestre em Ciências pelo programa de pós-graduação em Distúrbios da Comunicação Humana, sob orientação da Profa. Dra. Liliane Desgualdo Pereira e co-orientação da Profa. Dra. Maria Cecília Martinelli Iório.

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