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Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia

Print version ISSN 1516-8484On-line version ISSN 1806-0870

Rev. Bras. Hematol. Hemoter. vol.26 no.1 São José do Rio Preto Jan./Mar. 2004

https://doi.org/10.1590/S1516-84842004000100005 

ARTIGO ARTICLE

 

Freqüências relativas dos fenótipos eritrocitários ABO e Lewis na doença de Jorge Lobo

 

Frequencies of ABO and Lewis blood groups in Jorge Lobo's disease

 

 

Eliane A. Silva; Margarete O. Ferasçoli

Equipe Técnica de Imunologia. Instituto Lauro de Souza Lima – Bauru-SP

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

A doença de Jorge Lobo é uma micose de evolução crônica, causada pelo Lacazia loboi. Os mecanismos envolvidos na suscetibilidade/resistência do hospedeiro frente ao agente não estão ainda elucidados, dentre eles encontra-se a constituição genética. Portanto, o objetivo deste trabalho é avaliar a distribuição dos grupos sangüíneos ABO e Lewis de pacientes com doença de Jorge Lobo em relação à população geral. Foram analisados 13 pacientes provenientes do estado do Acre, 60 indivíduos da região de Bauru (SP) não acometidos pela doença em estudo (grupo controle Lewis) e 2.673 doadores do Banco de Sangue da cidade de Rio Branco (AC) como grupo controle ABO. As presenças dos antígenos eritrocitários foram determinadas pela reação de aglutinação em tubo através dos soros anti-AB, anti-A e anti-B para o fenótipo ABO e dos soros anti-Lewis a e Lewis b para fenotipagem Lewis. As freqüências fenotípicas Lewis e ABO nos pacientes e nos controles são, respectivamente: Le (a- b+) = 54,0% X 72,0%, Le (a+ b-) = 15,0% X 6,0%, Le (a- b-) = 31,0% X 22,0% ; A =15,4% X 33,6%, B = 30,8% X 10,8%, O = 53,8% X 52,9%, AB = 0 X 2,7%. Embora não tenhamos encontrado resultados estatisticamente significantes, nossos achados sugerem existir suscetibilidade à doença de Jorge Lobo em indivíduos com fenótipo B e com menor freqüência fenotípica Lewis b, conferindo assim um grau de importância epidemiológica como grupo de risco naquele meio ambiente.

Palavras-chave: Fenótipo Lewis; Fenótipo ABO; doença de Jorge Lobo.


ABSTRACT

Jorge Lobo's disease is a mycosis with chronic evolution caused by the fungus Lacazia loboi. The mechanisms involved in host resistance and susceptibility to the agent, including aspects relating to the genetic background, are still not clear. The objective of the present study, therefore, is to evaluate the ABO and Lewis blood group distributions in Jorge Lobo's disease patients compared to the general population. Thirteen patients from Acre state, 60 healthy individuals (Lewis control group) from the region of Bauru (SP) and 2673 blood donors from the blood bank of the city of Rio Branco (Ac) were analyzed. Presence of erythrocitic antigens was determined by the tube agglutination reaction using anti-AB, anti-A and anti-B sera for ABO phenotyping. Anti Lewis a and anti Lewis b sera were used for Lewis phenotyping. The Lewis and ABO phenotypic frequencies in patients and controls were respectively: Le (a- b+) = 54.0% vs. 72.0%; Le (a+ b-) = 15.0% vs. 6.0%; Le (a- b-) = 31.0% vs. 22.0%; A =15.4% vs. 33.6%; B = 30.8% vs. 10.8%; O = 53.8% vs. 52.9%; AB = 0 vs. 2.7%. Although the statistical analysis in this study did not evidence any significant difference, our results suggest that phenotype B and Lewis b, at a lesser frequency, could be associated with susceptibility of Jorge Lobo's disease thus demonstrating that this population has a higher risk of developing this mycosis.

Key words: Jorge Lobo's disease; ABO phenotype; Lewis phenotype.


 

 

Introdução

Jorge de Oliveira Lobo, em 1931, descreveu uma micose cutânea-subcutânea de evolução crônica em um paciente da Bacia Amazônica.1 Trata-se de uma doença decorrente da infecção pelo Lacazia loboi (L. loboi) que acomete principalmente trabalhadores rurais que vivem em contato com a vegetação e o solo, como é o caso dos seringueiros da Amazônia. Talvez seja por isso que ela seja mais freqüente em indivíduos do sexo masculino.2

Esta enfermidade clinicamente caracteriza-se por apresentar lesões de aspecto queloidiforme, infiltrativo, ulceroso, gomoso ou verruciforme, de evolução longa, não comprometendo o estado geral do paciente.3 O pavilhão auricular é a região mais freqüentemente acometida, levando a crer que o hábito da população da Amazônia de carregar palha e madeira aos ombros seja responsável por essa localização.4

Com relação aos aspectos imunológicos, os dados são ainda escassos, possivelmente pelo fato do não cultivo in vitro do L. loboi.

Estudos têm demonstrado que este fungo apresenta antígenos comuns com Paracoccidioides brasiliensis, bem como com células leveduriformes do Histoplasma capsulatum, Blastomyces dermatitidis, Candida albicans e a forma miceliana dos Coccidioides immitis.5 Desse modo, eles são empregados nas avaliações sorológicas.

Os mecanismos envolvidos na suscetibilidade e resistência do hospedeiro frente ao L. loboi não estão ainda elucidados. Entre os diversos mecanismos sugeridos encontra-se a constituição genética dos indivíduos. Mas, até o momento, não encontramos na literatura muitos estudos sobre marcadores genéticos envolvidos na suscetibilidade da doença de Jorge Lobo, exceto o trabalho realizado por Marcos,6 que pesquisou a freqüência dos antígenos HLA de classe I e classe II em portadores desta micose.

A hipótese de uma eventual associação entre grupo sangüíneo e suscetibilidade a doenças tem sido o objeto de numerosas investigações.7 Estudos envolvendo a parede celular de dermatófitos têm demonstrado que os fungos Trychophyton mentagrophytes, T rubrum e Epidermophyton flocosum têm glicoproteínas que são antigenicamente similares ao isoantígeno A de eritrócito humano.8 De acordo com os autores, os indivíduos que têm esses antígenos eritrocíticos seriam mais suscetíveis ao desenvolvimento de dermatofitoses generalizadas e resistentes ao tratamento do que os indivíduos não providos desses antígenos. Recentemente, Vilani-Moreno et al,9 ao investigarem a relação entre dermatófitos e grupo sangüíneo ABO, encontraram um número maior de pacientes pertencentes ao grupo sangüíneo A e infectados pelo T. rubrum; entretanto, não obtiveram evidência estatística de que esses indivíduos eram mais suscetíveis às dermatofitoses.

Na coccidioidomicose, estudos apontam alta prevalência da micose em indivíduos do grupo sangüíneo B, particularmente na forma disseminada da doença.10

Em relação aos antígenos do grupo sangüíneo Lewis e sua interação com patógenos, estudos com Candida albicans (cepa 2346) demonstraram haver a expressão de uma adesina que se liga à fucose, o açúcar imunodominante do antígeno Lewis (a).11

A determinação do fenótipo Lewis, em mulheres com candidíase vaginal recorrente, revelou freqüência aumentada de fenótipo Lewis(a) e de ABO-Lewis não secretor, sendo considerado como fator de risco adicional para o desenvolvimento da enfermidade.12

Considerando os estudos realizados anteriormente em pacientes com dermatofitose, coccidiodomicose e candidíase e a escassez de dados impossibilitando o estabelecimento de uma associação entre suscetibilidade à doença de Jorge Lobo e antígenos de grupos sangüíneos, o presente trabalho tem por objetivo avaliar a distribuição dos grupos sangüíneos ABO e Lewis nos eritrócitos de pacientes com doença de Jorge Lobo em relação à população não acometida pela enfermidade.

 

Casuística e Métodos

Para a realização desse estudo foram utilizadas amostras de sangue de 13 pacientes com doença de Jorge Lobo, caucasóides, não aparentados, do sexo masculino, com idades variando entre 18 e 50 anos, provenientes do estado do Acre e que foram atendidos no Instituto Lauro de Souza Lima de Bauru (SP). Ao serem incorporados ao estudo, os pacientes foram esclarecidos sobre os propósitos dos procedimentos que foram adotados, os quais só se realizaram com plena concordância dos mesmos.

Integraram o grupo controle, para o fenótipo Lewis, 60 profissionais sadios, de ambos os sexos, do Instituto Lauro de Souza Lima de Bauru. Para o grupo controle do fenótipo ABO foram utilizados 2.673 doadores de sangue do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Acre. Para a determinação do fenótipo Lewis, os indivíduos do grupo controle foram esclarecidos sobre o propósito da pesquisa.

As amostras de sangue foram coletadas por punção venosa, usando-se como anticoagulante 1mg/ml de EDTA (ácido etileno-diamino-tetracético, sal di-sódico) para identificação dos fenótipos ABO e Lewis nas hemácias.

Os fenótipos ABO foram definidos pela presença dos antígenos nas hemácias através dos soros anti-AB, anti-A e anti-B monoclonais (prova direta de Beth Vincent)13 e confirmados pela presença dos anticorpos nos soros, através de hemácias-padrão dos grupos A1, A2 e B.

Os soros utilizados foram de procedência nacional (ASEM NPBI Produtos Hospitalares Ltda) e adotados para a tipagem ABH no sangue. A tipagem sangüínea Lewis nos eritrócitos foi realizada pela técnica de aglutinação em tubo, seguindo rigorosamente as instruções do fabricante dos anticorpos monoclonais Lea e Leb (ASEM NPBI Produtos Hospitalares Ltda).

O resultado foi considerado positivo quando as hemácias foram aglutinadas com os respectivos anti-soros, e negativo, na ausência de aglutinação.

Os resultados obtidos foram avaliados pelo teste do c2 para pequenas amostras (teste exato de Fisher), para comparação de prevalência dos fenótipos ABO e Lewis, adotando-se o nível de significância de 5%.

 

Resultados

Os resultados expressos nas tabelas 1 e 2 mostram, respectivamente, as freqüências dos grupos sangüíneos ABO e Lewis dos pacientes e dos controles.

 

 

 

 

Dos 13 pacientes avaliados, 53,8% apresentaram fenótipo O, 15,4% fenótipo A, 30,8% fenótipo B e não ocorreram portadores de fenótipo AB.

A comparação da distribuição do grupo sangüíneo ABO, em porcentagem, entre os pacientes e grupo controle, sugere que possam existir diferenças significativas.

Ao analisarmos a distribuição dos grupos sangüíneos do sistema ABO que mostrou diferença quanto às proporções do grupo nos pacientes e controle, verificamos que o qui quadrado = 6,469; 3 GL; 0,50< p <0,10, o que indica a inexistência de diferença significativa. Além disso, se os pacientes e controles forem distribuídos em dois fenótipos B e não B para comparação, o qui quadrado corrigido com um grau de liberdade será 3,447; 1 GL; 0,05< p < 0,10, o que indica, novamente, que não há diferença significativa entre os pacientes e a amostra controle quanto a esses fenótipos.

No que se refere à distribuição do fenótipo Lewis, a comparação das amostras de pacientes com os controles revelou não haver diferença significativa entre as proporções.

 

Discussão

A doença de Jorge Lobo apresenta características peculiares como a existência de casos de pacientes com forma clínica localizada e outros com forma clínica disseminada, o que sugere diferentes graus de resistência dos hospedeiros frente ao L. loboi.14

Apesar do número de pacientes acometido pela doença de Jorge Lobo não ser muito grande, a doença é incapacitante em um número significativo desses pacientes,15 constituindo um grave problema de saúde pública, uma vez que o tratamento mais eficaz para a doença ainda é cirúrgico, sendo muitas vezes necessárias várias intervenções cirúrgicas.

Do ponto de vista imunológico, são poucos os estudos que avaliam essas alterações imunológicas no paciente portador dessa micose. Recentemente, Vilani-Moreno16 não encontrou alterações significativas nos níveis de citocinas IL1b, TNFa, IL10 e INFg em sobrenadante de cultura de células mononucleares dos pacientes em relação ao grupo controle. Entretanto, a quantificação de IL4 e IL6 revelou maior produção, mas para IL2 os níveis apresentaram-se menores, sugerindo que pacientes com doença de Jorge Lobo revelam um predomínio de perfil Th2.

Outro aspecto relevante é que esta micose ocorre em indivíduos que moram na região Amazônica. Isso nos alerta a pensar se existiria o componente genético somado a fatores ambientais e comportamentais que estariam atuando na predisposição dessa população, já que a ocorrência de infecção por fungos causadores de micoses sistêmicas foi demonstrada nas diversas macrorregiões brasileiras por meio de inquéritos populacionais com intradermorreação, aplicando-se principalmente antígenos de Paracoccidioides brasiliensis e de Histoplasma capsulatum. O isolamento destes fungos e de Cryptococcus neoformans de amostras ambientais e de animais tem contribuído para definir microrregiões onde se passam a exposição e a infecção humana. No entanto, em razão do pequeno número de isolamentos obtidos, permanecem desconhecidos, em grandes extensões do território brasileiro, os locais nos quais os fungos fazem o ciclo de vida saprofítica e onde poderiam infectar o homem.17

Com relação a marcadores genéticos, até o momento não encontramos na literatura estudos da freqüência fenotípica e genotípica de grupos sangüíneos nos portadores desta moléstia. Sabemos que os grupos sangüíneos (sistemas ABO e Lewis) têm sido associados com a predisposição de desenvolver enfermidades específicas como câncer gástrico em indivíduos do grupo sangüíneo A,18 infestação por filarias em pessoas pertencentes ao grupo B, propondo como hipótese que polissacarídeos destes parasitas podem inibir as a e b aglutininas no soro humano.19

A secreção de antígenos dos grupos sangüíneos ABO(H) na saliva está associada ao estado de portador de Candida na cavidade bucal e de candidoses.20

Os antígenos do sistema ABO são oligossacárides gerados em um processo que envolve a atividade específica de enzimas, as glicosiltransferases, que fixam os açúcares sobre uma substância precursora da membrana do glóbulo vermelho. Os genes localizados em 3 loci separados (ABO, Hh e Sese) controlam a expressão desses antígenos.21 Sendo que, dependendo da presença do gene H, este determina que a enzima fucosiltransferase transforme a substância precursora em antígeno H. A presença dos genes A e/ou B determina que as respectivas transferases adicionem N-acetilgalactosamina (ou galactose), à galactose terminal da substância H, formando os antígenos A e B eritrocitários, encontrados em muitas outras células e humores do organismo.22

Os indivíduos do grupo sangüíneo O não possuem transferases A ou B, não convertendo a substância H em antígenos A e/ou B, apresentando quantidades abundantes de antígeno H na superfície dos eritrócitos.

Os antígenos ABH não estão restritos aos eritrócitos, mas estão presentes na membrana de muitas outras células e isso tem levado a acreditar que eles podem comportar-se como estruturas alvos à aderência microbiana, predispondo assim os hospedeiros à suscetibilidade a infecções.23, 24

Quanto ao sistema Lewis, há estudos reconhecendo a complexidade deste sistema e sua associação com doenças, tais como câncer gástrico e intestinal25 e infecções do trato urinário.24,26 Os antígenos do grupo sangüíneo Lewis possuem a peculiaridade de não serem expressos geneticamente na membrana das hemácias. Provavelmente, o principal sítio de síntese dos glicolípides Lewis seja nas células da mucosa intestinal, de onde são transportados para o plasma. Posteriormente, os glicolípides plasmáticos são adsorvidos na superfície dos eritrócitos caracterizando a especificidade Lewis nessas células.27 Sabe-se que a expressão dos antígenos Lewis sobre a superfície das células endoteliais e epiteliais é controlada pelos alelos Le (FUT-III), H (FUT-I) e SE (FUT-II) que agem intrinsecamente na formação dos antígenos glicolipídicos pela adição de açúcares específicos a uma cadeia oligossacáride precursora.28

Os resultados por nós obtidos não revelaram uma associação entre os grupos sangüíneos examinados (ABO e Lewis) e a doença de Jorge Lobo. Percebe-se, na distribuição do sistema ABO, um acréscimo de indivíduos do grupo B em detrimento de A nos pacientes.

O estudo realizado por Deresinski et al10 em pacientes com coccidioidomiose revelou alta proporção da micose em indivíduos do grupo sangüíneo B. Para os autores, parece existir uma associação entre este grupo sangüíneo e a forma disseminada da doença. Provavelmente, na doença de Jorge Lobo a mesma predisposição possa ser inferida para a distribuição fenotípica ABO, conforme verificamos no presente trabalho.

No que se refere ao sistema Lewis, visualizamos uma diferença percentual menor de Le (a- b+) nos pacientes quando comparado ao grupo controle da região de Bauru. Apesar do qui quadrado não evidenciar diferenças significativas, as diferenças percentuais encontradas nos estimulam a buscar novas investigações utilizando-se sorologia, análise molecular e estudo do sistema secretor para a identificação fenotípica.

Embora não tenhamos encontrado resultados estatisticamente significantes, nossos achados sugerem existir suscetibilidade à doença de Jorge Lobo em indivíduos com fenótipo B e com menor freqüência fenotípica Lewis b, conferindo assim um grau de importância epidemiológica como grupo de risco naquele meio ambiente.

 

Agradecimentos

Os autores agradecem ao Dr. Denys Fujimoro, responsável pelo Centro de Hematologia e Hemoterapia do Acre, pelo fornecimento da freqüência sangüínea ABO dos doadores de sangue do Acre, como grupo controle, e ao Prof. Dr. Bernardo Beiguelman por analisar os resultados estatisticamente.

 

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Endereço para correspondência
Eliane A. Silva
Rua Dr Eduardo Vergueiro de Lorena, nº 544 apto42, Bloco C, Jardim Planalto
17044-460 – Bauru-SP

Recebido: 09/08/2003
Aceito após modificações: 27/01/2004

 

 

Avaliação: Editor e dois revisores externos
Conflito de interesse: não declarado

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