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Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia

versión impresa ISSN 1516-8484

Rev. Bras. Hematol. Hemoter. v.28 n.3 São José do Rio Preto jul./sep. 2006

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-84842006000300016 

ARTIGO

 

Síndrome mielodisplásica na infância

 

Myelodysplastic syndromes in childhood

 

 

Luiz F. Lopes; Irene Lorand-Metze; Wellington L. Mendes; Adriana Seber; Ligia N. Melo

Serviço de Hematologia e Hemoterapia do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo

Correspondência

 

 


RESUMO

O Grupo Cooperativo Brasileiro de Síndrome Mielodisplásica em Pediatria (GCB-SMD-PED) foi formado em janeiro de 1997 com o objetivo de estudar crianças (menores de 18 anos) com diagnóstico confirmado ou suspeita de mielodisplasia de todo o país. As SMD entretanto, por fazerem interfaces com as leucemias mielóides agudas – LMA), bem como com as doenças mieloproliferativas crônicas – DMPC), podem apresentar-se morfologicamente de várias formas, passíveis de confusão diagnóstica. Assim também, outras doenças com alteração hematológica podem trazer confusão e erros diagnósticos. Daí a necessidade da criação do GCB-SMD-PED para oferecer revisão e suporte no diagnóstico e nos exames complementares dos casos suspeitos de SMD na faixa pediátrica. Embora ainda se use a classificação FAB, duas novas classificações em pediatria foram recentemente propostas: a do Hospital for Sick Children, University of Toronto, Canadá, que propõe a "Classificação CCC" (categoria, citologia e citogenética), na qual foram utilizadas três características principais: categorias de origem "de novo", secundárias e/ou associadas a anormalidades constitucionais, critérios citológicos, com evidências ou não de displasia, e critérios citogenéticos, e a classificação proposta por Hasle e colaboradores, chamada de WHO pediátrica. Neste artigo serão apresentados os dados de 173 pacientes cadastrados no GCB-SMD-PED provenientes de 15 estados brasileiros (41 centros de tratamento em oncologia e hematologia pediátrica). De 1983 a 1997, 51 pacientes foram registrados de forma retrospectiva, e de janeiro de 1998 a fevereiro de 2003, 122 pacientes foram encaminhados ao grupo brasileiro e os seus dados coletados de forma prospectiva. Dos casos registrados e analisados, 93 tiveram confirmação de SMD. Em 36,5%, houve transformação para leucose aguda, sendo que a maioria sofreu transformação para LMA (82,3%) e menor porcentagem para LLA (17,7%). Quanto à evolução clínica dos pacientes encontramos: óbito em 54,8% dos casos, remissão espontânea em 5,4% e 16,1% encontrava-se em tratamento conservador. Infecções em pacientes com SMD e naqueles que sofreram transformação leucêmica foram as causas mais freqüentes de óbito (58,8%). Propomos também neste artigo uma abordagem de diagnóstico em genética e biologia molecular voltada para os casos infantis assim como uma revisão de literatura sobre transplante de medula óssea para os casos pediátricos, além de outros aspectos que diferem da abordagem feita para pacientes adultos.

Palavras-chave: Mielodisplasia;infância; transplante de medula óssea.


ABSTRACT

The Brazilian Cooperative Study Group on Pediatric Myelodysplastic Syndromes (GCB-SMD-PED) started in January 1997 with the goal of studying under 18-year-old patients with MDS or suspected MDS from all over the country. Some primary or secondary disorders are incorrectly called MDS. Because of this the GCB-SMD-PED is a referral group in the country to review and also to give diagnostic support (morphology, genetics, etc.). Some groups still use the FAB classification but two new classifications for pediatric cases have been published: one from the Sick Children's Hospital, University of Toronto, Canada the "CCC Classification" (category, cytology and cytogenetic), and the WHO pediatric classification by Hasle et al. Our proposal here is to present data from the 173 pediatric cases which were referred to the GCB-SMD-PED from 15 states (41 centers). From 1983 to 1997, 51 pediatric cases were registered as retrospective cases and from January 1998 to February 2003, 122 prospective cases were registered. From these 173 cases, 93 where confirmed as MDS. In 36.5% of them there was a transformation into acute leukemia with 82.3% as AML and 17.7% as ALL. The follow up showed that 54.8% died, 5.4% had spontaneous remission and 16.1% were in treatment with no chemotherapy (just transfusion or conservative approach). Infections were the primary cause of death (58.8%). Additionally, in this article the diagnostic approach according to classical or molecular genetics is shown with a review of literature for bone marrow transplantation in pediatric cases and other aspects which are different from the approach offered to adult patients with MDS.

Key words: Myelodysplasia in childhood; pediatric myelodysplastic syndrome; bone marrow transplantation in pediatric; MDS.


 

 

Introdução

O cuidado da criança com mielodisplasia tem se modificado nos últimos anos. Além do tratamento de suporte, antigamente única opção oferecida, pode-se incluir nos dias de hoje modalidades mais agressivas, tais como o transplante de medula óssea, e, desta forma, se alcançarem melhores resultados. As mielodisplasias em criança abrangem doenças hematológicas com diferentes aspectos clínicos. Muitos são os campos a estudar em mielodisplasia da infância, desde estudos laboratoriais e de classificação, estudos epidemiológicos, citogenéticos, entre outros.

O número de casos de crianças com mielodisplasia tem aumentado consideravelmente nos últimos anos e daí a necessidade e a importância de se criar um grupo cooperativo reunindo profissionais que tenham interesse no estudo dos diferentes aspectos da doença.1

Segundo consta, o primeiro estudo publicado em mielodisplasia na infância no Brasil foi feito por Luiz Fernando Lopes no Centro de Tratamento e Pesquisa do Hospital do Câncer, em São Paulo. Este foi um estudo retrospectivo (1984 a 1991) identificando oito entre 320 crianças que foram encaminhadas para aquela instituição com diagnóstico provável de leucemia. A análise posterior mostrou que as demais crianças foram diagnosticadas como: 7 – leucemia mielóide crônica tipo adulto, 227 – leucemia linfocítica aguda, 54 – leucemia mielóide aguda, 7 – anemia aplástica e 17 – outros diagnósticos (reação leucemóide por infecções graves, entre outros). Um estudo complementar acrescentando seis outros casos identificados na mesma Instituição no período de 1992 a 1994 foi publicado.2

O Grupo Cooperativo Brasileiro de Síndrome Mielodisplásica em Pediatria (GCB-SMD-PED) foi formado em janeiro de 1997 com o objetivo de estudar crianças (menores de 18 anos) com diagnóstico confirmado ou suspeita de mielodisplasia de todo o país. É um grupo composto de hematologistas, pediatra-oncologistas, pediatra-hematologistas e estudiosos em biologia molecular, entre outros. Os integrantes deste grupo trabalham em diferentes universidades sendo a maioria com experiência anterior com mielodisplasia de adultos.3,4,5,6,7 Quatro comitês atualmente formam o GCB-SMD-PED: comitê de morfologia (cítolo e histopatologia), epidemio-clínica, genética (clínica, citogenética e molecular) e comitê de tratamento.

Os objetivos do GCB-SMD-PED são: i) servir com centro de referência educacional em mielodisplasia pediátrica, ii) conhecer os aspectos epidemiológicos da doença em nosso meio e iii) oferecer apoio e orientação para o diagnóstico e para o tratamento, inclusive realizando exames mais sofisticados tais como citogenética e biologia molecular.

O Brasil é um país extenso e com tantos contrastes que leva a peculiaridades e aspectos epidemiológicos que provavelmente influenciam tanto a freqüência quanto os diferentes tipos de câncer e de mielodisplasia. Exames sofisticados e disponíveis em alguns centros podem ser impraticáveis em outros centros com menos recursos financeiros ou com mão de obra especializada deficitária. Desta forma, a criação de grupos cooperativos sem dúvida traz e trará benefícios.

 

A incidência está aumentando?

O número de casos pediátricos publicados no período de 1984 a 1992 era bastante pequeno. A maioria dos autores publicava de um a cinco casos. Em 17 publicações, somente seis autores relatavam mais que dez casos em períodos de análise bastante grande, o que sugeria a raridade das SMD na infância. Enquanto o grupo europeu de mielodisplasia em pediatria organizava seu primeiro encontro em 1997, no mês de maio, o Centro de Tratamento e Pesquisa Hospital do Câncer realizava o primeiro congresso internacional de mielodisplasia e leucemia na infância em São Paulo, reunindo convidados estrangeiros e nacionais com experiência na área.

A partir deste período, a literatura começa a mostrar alguns dados em pediatria, tais como os do Surveillance, Epidemiology and End Results (SEER), dos Estados Unidos, que mostraram que, entre 1990 e 1995, a incidência anual de LMA de novo em crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade foi de sete casos/milhão.8 De acordo com Smith e Woods,9 a incidência das SMD em pediatria é de aproximadamente 10% das LMA e está ao redor de 0,8 casos/milhão nos Estados Unidos.

Em 2003, com a publicação de um livro em mielodisplasia na infância, alguns dados puderam ser conhecidos através dos dados divulgados por colegas de diferentes países tais como os de Minsk, Belarússia,10 os de Hong Kong, China, no período de 1993 a 2002,11 os do grupo europeu (EWOG-MDS). de julho de 1998 a abril de 2003,12 da Grécia13 entre 1988 e 2002, do Japão entre 1990 a 1998,14 Polonia,15 Turquia,16 Reino Unido17 e americano.18

A classificação FAB tem sido pouco utilizada em pediatria, entretanto, estes estudos publicados em 2003 utilizaram esta classificação e podem ser vistos na Tabela 1, observando-se variações importantes de freqüência entre os diferentes subtipos. Pode-se também ver os dados do Grupo Cooperativo Brasileiro de SMD em Pediatria publicados por Mario José Aguiar de Paula em sua tese de mestrado.19

 

 

O Brasil dos contrastes e dos desafios

A começar pela cidade de São Paulo, com uma população aproximada de 15 milhões de habitantes, e tem a maior concentração de japoneses fora do Japão. Alguns estudos ligados à epidemiologia do câncer em diferentes povos e etnias têm sido publicados recentemente em literatura nacional e internacional, como, por exemplo, o estudo dos descendentes de índios no estado do Pará, publicado por Koifman e cols.20

Exposições a agentes químicos, principalmente pesticidas, também têm sido descritas em vários trabalhos na literatura: i) a análise de aberrações cromossômicas estudadas pela Universidade de Londrina no Estado do Paraná21, ii) os riscos ligados a ingestão de alimentos com resídos de pesticida publicados pela Universidade de Brasilia22, iii) os resíduos de endosulfan na cultura de tomates e seu impaçto na saúde pública, publicados pelo Instituto de Tecnologia do Estado de Pernambuco23 e iv) a associação de crianças com tumor de Wilms' no Brasil e a exposição dos pais a pesticidas.24 v) a genotoxicidade das partículas de ar na poluição na cidade de São Paulo, estudada por De Martinis e cols25, vi) os achados cito-histológicos em medula óssea de 152 trabalhadores da cidade de Cubatão, estado e São Paulo, publicados por Ruiz e cols26 apontando a persistência de neutropenia atribuída à exposição crônica de benzenos e seus derivados.

Alguns trabalhos brasileiros correlacionando a exposição a vírus como fatores de risco para o aparecimento de câncer também têm sido publicados: i) a distribuição geográfica das leucemias de adulto no Brasil27,28 assim como a associação das leucemias com a infecção do HTLV-I.29 Estudos de leucemias em crianças brasileiras têm sido publicados em literatura estrangeira sob diferentes aspectos: i) a desnutrição como fator prognóstico30,31,32, ii) a freqüência da fusão gênica TEL-AML1 em LLA e a correlação com etnia.33 Watanabe e cols estudaram a influência do "Brazilian ginseng" e o aparecimento de leucemias em estudo experimentais.34 Também a instabilidade genética em pacientes pediátricos expostos a quimioterápicos foi recentemente publicado35 e já referida anteriormente.

 

Diagnóstico

Diagnóstico Morfológico

Estas síndromes, embora de menor ocorrência em crianças, apresentam-se nestas com características peculiares e distintas, permitindo uma abordagem sistematizada e criteriosa para o seu diagnóstico e respectivo tratamento, sendo conhecidos os seus critérios de inclusão e classificação. (Tabela 1)

Entretanto, por fazerem interfaces com as síndromes mieloproliferativas e as leucemias agudas, podem apresentar-se morfologicamente de várias formas, passíveis de confusão diagnóstica. Assim também, outras situações de doenças com alteração hematológica, sejam primárias da MO ou secundárias a outras alterações de outros órgãos ou sistemas, podem trazer confusão e erros diagnósticos. Apesar de todos os avanços tecnológicos das últimas décadas, ainda não existe um "marcador diagnóstico" para estas síndromes, cujos critérios diagnósticos ainda repousam sobre exames clínico e morfológico de sangue periférico (SP) e MO.

Dentro deste contexto, vários fatores etiológicos podem levar a achados com dispoese de células hematopoéticas, mas que não se caracterizam como SMD. Dentre os mais freqüentes em nossa prática clínica, as anemias carenciais por deficiência de vitamina B12 e folato, os estados de ferrodeficiência (puras ou em associação), patologias mitocondriais, infecções virais, exposição a metais pesados e drogas mielotóxicas e uso de anticonvulsivantes, podem ser listados como os principais diagnósticos diferenciais para SMD em Pediatria.36,37,38

Entretanto, duas destas ocorrências devem ser enfatizadas em nosso meio, pela sua freqüência nos hemogramas: i) citopenia(s) de uma ou mais linhagens; ii) monocitose. A(s) citopenia(s), notadamente neutropenia (<1.000/mm3) e plaquetopenia (< 100.000/mm3) quase invariavelmente levam à avaliação de MO. Para anemia como achado isolado, é possível considerarem-se muitos outros fatores etiológicos antes de se atribuir a causa a um defeito primário da MO; entretanto, quando a abordagem diagnóstica e/ou tratamento não trazem resolução para o caso da anemia em questão, há que se avaliar a morfologia da MO para estas situações de anemias sustentadas e sem resposta ao tratamento.39

Temos observado em nossa prática diária a ocorrência de neutropenias em pacientes previamente hígidos e que, sob estresse de infecção (broncopneumonia, geralmente), apresentam-se com neutropenias graves e que requerem avaliação de MO. Nestas amostras, temos observado achados consistentes com deficiência de vitamina B12 e/ou folato40 e que, repostos adequadamente, trazem recuperação da leucometria em 24 horas (geralmente), freqüentemente sob a forma de leucocitoses, às custas de neutrofilia e desvio à esquerda, traduzindo a resposta (agora adequada) ao estresse inflamatório (informação pessoal). Estes achados também têm sido observados em crianças portadoras de Síndrome de Down, cujo procedimento diagnóstico requer grande cuidado e critérios adequados para exclusão das doenças mieloproliferativas, mais comuns nestes pacientes.

Dentre as citopenias droga-induzidas, numerosos relatos trazem o uso de anticonvulsivantes e medicações antimicrobianas como as drogas mais freqüentemente implicadas, com mecanismos fisiopatológicos diversos, mas que devem ser consideradas no inquérito e avaliação clínica.41 Nestes pacientes, à morfologia da MO temos observado grande retardo de maturação, principalmente do setor granulocítico, muitas vezes similar à dispoese das SMD. Outras situações clínicas, como sepse bacteriana e fúngica, histoplasmose disseminada e infecção pelo HIV devem ser enfatizadas.42,43

A monocitose, de ocorrência muito mais freqüente por causas infecciosas e doenças imune-mediadas, deve ser diferenciada das SMD-subtipo LMMoJ (Leucemia mielomonocítica juvenil) e da forma transitória das DMP associadas à síndrome de Down.44 Para tanto, os critérios estabelecidos por Hasle45 trouxeram uma abordagem e classificação amplamente consagradas. Em suma, poderíamos colocar que as interfaces entre SMD-Pediátrica podem ser esquematizadas segundo a representação abaixo:

Acreditamos que a sistematização e treinamento do "olhar" que deve pautar a avaliação morfológica de SP e MO devem ser estabelecidas por atividade prática constante, com materiais e amostras representativas (de SP e MO), e com colorações a que os hematologistas e patologistas clínicos devem estar familiarizados, para um correto diagnóstico de SMD ou de firme exclusão desta.

 

Diagnóstico genético

Crianças e adultos com SMD de novo apresentam aproximadamente 80% de anormalidades citogenéticas clonais nas células malignas, que ocorrem numa porcentagem maior em pacientes com doenças avançadas.46,47

Algumas doenças decorrentes de anormalidades genéticas, como síndrome de Down, síndrome de Klinefeller ou síndrome de Turner, estão associadas às SMD em cerca de 20% a 30% dos casos de AR, AREB ou AREB-t. Pacientes com anemia aplástica, síndrome de Schwachmann (neutropenias congênitas que usaram G-CSF e ciclofosfamida por tempo prolongado), síndrome da monossomia do 7 familiar, neurofibromatose tipo I, anemia de Fanconi, ataxia telangiectasia, síndrome de Bloom, xeroderma pigmentoso e síndrome de Li-Fraumeni apresentam maior risco de desenvolver SMD.36,37

Em adultos, encontram-se as anormalidades cromossômicas nos cromossomos 5, 7, 8, 9, 11, 12, 18, 19, 20 e 21.48 O envolvimento desses cromossomos pode estar ligado a perdas totais ou parciais de braços dos cromossomos, de ganhos completos de cromossomos e varias translocações (por exemplo, monossomia do 7, 7q-, trissomia do 8, etc.). Entretanto, encontram-se as anormalidades cromossômicas, incluindo translocação 8:21[t(8:21)], translocação 15:17 [t(15:17)], translocação 9:11 [t(9:11)] e inversão do cromossomo 16 [inv(16)], nas LMA de novo e estas não são comuns nas SMD. É mais apropriado classificar como LMA com baixa contagem de blastos os casos que apresentem tais anormalidades genéticas.9

Chan et al,49 em um estudo realizado no St. Jude Children's Hospital, com um grupo de 49 casos portadores de SMD, onde oito casos apresentavam-se com menos de 30% de blastos em medula óssea e citogenética compatível com LMA. Estes oito casos tiveram pior prognóstico em comparação aos outros. Isso levou os autores a concluírem que, nesses casos, é melhor considerar como sendo LMA, e o dado genético deve ser incluído na decisão diagnóstica.

Em mais de 50% das crianças com SMD de novo detecta-se uma anormalidade cromossômica, porém nas SMD secundárias as anormalidades cromossômicas estão presentes em alta porcentagem. As anormalidades de cariótipo mais comumente encontradas em crianças são a monossomia do cromossomo 7 (-7), a perda do braço longo do cromossomo 7 (7q-) e a trissomia do cromossomo 8 (+8). A adição dos cromossomos 6, 9 e 11, assim como deleções dos cromossomos 11, 12 e 13 raramente estão presentes, mas têm sido relatadas em SMD pediátricas.9

A metilação anormal, que ocorre na região promotora dos genes, está associada ao silenciamento gênico. Esta alteração, quando ocorre em genes com característica de supressão tumoral, tem sido relacionada ao início e progressão do câncer e, por isso pode ser considerada como um marcador em potencial para a doença. Tais marcadores podem ser importantes para a detecção do câncer em estágios mais precoces, na determinação de prognóstico, no seguimento da doença e na determinação de resposta a terapia. A detecção de metilação anormal ou hipermetilação tem sido utilizada como um marcador em potencial para o câncer.50-54 Alterações epigenéticas, como a metilação, são freqüentemente encontradas em pacientes adultos com LMA e LLA, e também já foram relatadas na SMD.55,56

Alguns grupos já avaliaram a freqüência e a importância da hipermetilação da região promotora de alguns genes em pacientes com SMD. Todos estes estudos enfocaram a SMD em idade adulta e concentraram seus esforços em dois genes inibidores de ciclinas dependentes de quinases (CDKI), CDKN2B e CDKN2A, que estão envolvidos no controle do ciclo celular, e no gene CALCA (calcitonina) que está envolvido com a regulação dos níveis de cálcio no sangue. Uchida et al57 demonstraram a hipermetilação de CDKN2B em 78% dos pacientes adultos que apresentavam RAEB e RAEB-t, e também em pacientes que evoluíram para LMA. Quesnel et al58 observaram a hipermetilação desse gene em 73% dos pacientes adultos de alto risco, segundo o IPSS, e em 100% dos pacientes com transformação leucêmica. Tien et al59 também obtiveram resultados semelhantes e ainda associaram o aumento na freqüência de hipermetilação desse gene de acordo com a progressão da doença quando realizado o acompanhamento e monitoramento da mesma. Todos esses trabalhos associaram a hipermetilação de CDKN2B com maior risco de progressão para LMA e também com um pior prognóstico para os pacientes adultos. Ao contrário de CDKN2B, o gene CDKN2A foi demonstrado como não metilado (0%) em pacientes adultos com SMD.57

Ihalainen et al60 encontraram hipermetilação de CALCA em 92% dos pacientes adultos estudados. Dos pacientes que se apresentavam metilados para este gene faziam parte todos os pacientes de baixo risco, segundo o IPSS, que tinham RA, sugerindo o envolvimento precoce da hipermetilação desse gene na cascata de desenvolvimento da SMD até t-MDS/AML. Dhodapkar et al61 mostraram a hipermetilação do gene CALCA em 65% de pacientes adultos com SMD, não relacionando com os subtipos da doença, entretanto demonstrando pior prognóstico para esses pacientes por predizer uma possível transformação leucêmica.

Outros genes têm sido avaliados quanto ao seu padrão de metilação em desordens hematopoéticas, principalmente nas leucemias agudas. O gene CDH1, envolvido na adesão celular, foi descrito como hipermetilado em 32% a 78% de pacientes com LMA e em 53% de pacientes com LLA. O gene HIC1, candidato a gene supressor tumoral, está hipermetilado em 10% dos pacientes com LMA e em 50% a 100% para LLA.62 O gene GSTP1 não apresenta alta freqüência de hipermetilação na LMA63 e o gene p73 também demonstrou baixa freqüência de metilaçã o (18%) em LLA.64

No estudo de metilação em MDS pediátrica realizado por Daniel Vidal em sua tese de mestrado65 foi avalidado o padrão de metilação de 14 genes (CDKN2B, CDKN2A, CALCA, CDH1, HIC1, GSTP1, p73, p14ARF, MGMT, APC, RARâ, CDH13, DAPK e TIMP-3) com característica de supressão tumoral em 12 amostras de aspirado de medula óssea de crianças (a fresco) e 13 amostras de esfregaço de MO tambem de pacientes pediátricos acometidos pela SMD. Os genes que apresentaram maiores freqüências de metilação nas amostras foram: CALCA (76%), GSTP1 (52%) e CDKN2B (50%).

 

Classificações e escores de pronóstico utilizados em Pediatria

Um estudo realizado com pacientes cadastrados no Departamento de Hematologia e Oncologia do Hospital for Sick Children, University of Toronto, Canadá66 propõe uma classificação pediátrica denominada de Classificação CCC (categoria, citologia e citogenética), na qual foram utilizadas três características principais: categorias de origem de novo, secundárias e/ou associadas a anormalidades constitucionais, critérios citológicos, com evidências ou não de displasia, e critérios citogenéticos (Tabela 2).

 

 

Com base nessa classificação que foi utilizada para 40 pacientes da instituição citada entre os anos de 1988 e 1998, os autores obtiveram resultados que demonstraram relação com o prognóstico. Pacientes com categorias avançadas e anormalidades citogenéticas apresentaram pior prognóstico. Eles concluíram que é necessária a utilização dessa classificação de forma ampla para que se possam uniformizar a abordagem clínica e os critérios para publicação científica.

Hasle et al45 publicaram uma proposta de classificação pediátrica para as SMD e doenças mieloproliferativas com base na classificação da OMS.67 Em consenso, determinaram alguns critérios mínimos para o diagnóstico das SMD na infância e propuseram a classificação para doenças mieloproliferativas/mielodisplasias. (Tabela 3)

 

 

 

 

Há poucos estudos sobre fatores prognósticos para as SMD na infância. Souto et al (2003)68 relataram a experiência do Grupo Cooperativo Brasileiro de Síndromes Mielodisplásicas em Pediatria (GCB-SMD-PED) com sessenta pacientes com relação à citologia. Os investigadores analisaram a sobrevida de acordo com a porcentagem de blastos na medula óssea e a displasia encontrada nas séries hematopoiéticas, e encontraram significância estatística de pior prognóstico para os casos com mais de 20% de blastos e displasia presente nas três séries hematopoiéticas.

Três estudos publicados utilizaram o IPSS nas SMD pediátricas. Eles foram realizados no Japão por Sasaki et al (2001);69 no Reino Unido por Passmore et al (2003);70 e no grupo europeu EWOG–MDS por Hasle et al (2000b).71 Nos estudos japonês e inglês, somente no grupo de pacientes com cariótipo de pior risco encontrou-se valor significativo de prognóstico para a sobrevida. Para o EWORG-MDS71 o resultado da citogenética não foi fator prognóstico, entretanto nos casos que apresentaram porcentagem de blastos na medula óssea menor que 5% e contagem de plaquetas maior que 100 x109/l, o prognóstico para a sobrevida foi melhor. Todos concluíram que esse sistema de escore tem limitações e nenhum dos critérios do IPSS foram fatores prognósticos significativos para quaisquer desses estudos.

 

Dados analisados pelo GCB-SMD-PED: aspectos clínicos e tratamento

Neste artigo serão apresentados os dados de 173 pacientes cadastrados no GCB-SMD-PED provenientes de 15 estados brasileiros (41 centros de tratamento em oncologia e hematologia pediátrica). De 1983 a 1997, 51 pacientes foram registrados de forma retrospectiva, e de janeiro de 1998 a fevereiro de 2003, 122 pacientes foram encaminhados ao grupo brasileiro e os seus dados coletados de forma prospectiva. De todos os casos registrados e analisados, 93 tiveram confirmação de SMD.

Alguns deles foram encaminhados por colegas que fazem parte do GCB-SMD-PED, ou então por colegas que ouviram falar sobre o GCB-SMD-PED e que encaminharam as lâminas de mielograma e biópsia ou os próprios pacientes para confirmação diagnóstica. A maioria dos casos veio para orientação diagnóstica, terapêutica ou para estudo complementar (citogenética ou biologia molecular). O diagnóstico previamente feito pelos colegas que encaminharam ao grupo foram revistos pelos integrantes dos comitês de citologia e histopatologia. Estes resultados podem ser visto na Tabela 4.

 

 

Estes dados mostram a importância da criação do grupo cooperativo de mielodisplasia na infância oferecendo revisão diagnóstica, estudos complementares e orientação terapêutica. Obviamente, quanto mais casos forem encaminhados, maior a experiência do grupo em diagnosticar corretamente os casos permitindo cada vez mais ser este grupo uma referência em nosso país.

Dentre os 122 pacientes encaminhados ao grupo, do total de 93 pacientes confirmados com SMD os achados mais freqüentes do exame físico ao diagnóstico foram palidez (61,3%), hepatomegalia (54,8%) e esplenomegalia (47,3%).

Quanto às variáveis relativas aos resultados do sangue periférico ao diagnóstico dos 93 casos com SMD, sendo encontrado os seguintes dados (média): hemoglobina de 7,9 g/dl, hematócrito de 24,7%, volume corpuscular médio (VCM) de 81,6 fl, valor de plaquetas de 95,08/mm3, leucócitos iniciais 17.265/mm3; encontramos em 46 pacientes 7,27% de mieloblastos no sangue periférico.(Tabela 5).

 

 

Quanto às variáveis relativas aos dados do sangue periférico ao diagnóstico, subdivididas em duas categorias: SMD (AR, AREB, AREB-t, inclassificáveis, secundárias e hipocelulares) e doenças mieloproliferativas (LMMJ), com os seguintes dados (média): hemoglobina de 7,8 g/dl e 8,79 g/dl, leucócitos de 9.274 cel/mm3 e 53.092 cel/mm3, mieloblastos de 3,77% e 6,05% e plaquetas de 84.486 cel/mm3 e 116.807 cel/mm3, respectivamente (Tabela 6).

 

 

Referente às variáveis tratamento administrado aos pacientes nos diversos serviços de origem, houve diversos tipos de tratamento, de altas doses de quimioterapia a tratamento de suporte, e os pacientes foram subdivididos em seis grupos: quimioterapia em baixas doses (citarabina, 6 tioguanina, 6 mercaptopurina, hidroxiuréia), quimioterapia convencional (protocolos de indução de LMA, altas doses de citarabina, ciclofosfamida, antibióticos antitumorais, etoposide), fatores de estimulação de colônias (fator estimulante de granulócitos e eritropoitina), agentes de diferenciação celular (alfa-interferon, ácido transretinóico), transplante de células-tronco (autólogo, alogênico e de sangue de cordão) e outras terapias (esteróides, hormônios, inibidores de angiogênese, inibidores de metilação e tratamento de suporte) (Tabela 7).

 

 

Onze pacientes foram submetidos a transplantes de medula óssea. Destes, dez foram alogênicos e um de sangue de cordão umbilical não aparentado (nove pacientes com diagnóstico de AREB, um com AR e outro com LMMJ). Do diagnóstico até a data do transplante a média de tempo decorrido foi de 4,3 meses, com mediana de 3,6 meses.

Em 36,5% dos casos houve transformação para leucose aguda, sendo que a maioria sofreu transformação para LMA (82,3%) e menor porcentagem para LLA (17,7%).

Quanto à evolução clínica, encontramos: óbito em 54,8% dos casos, remissão espontânea em 5,4% e 16,1% encontravam-se em tratamento conservador.

Infecções em pacientes com SMD e naqueles que sofreram transformação leucêmica foram as causas mais freqüente de óbito (58,8%) (Tabela 8).

 

 

Transplante de medula óssea no tratamento de smd em pediatria

Existem duas diferenças fundamentais no tratamento da SMD em crianças e em adultos. A primeira é que crianças têm uma longa expectativa de vida e, por isso, a abordagem terapêutica deve ter sempre intenção curativa. A SMD pediátrica tem comportamento mais agressivo, com mais de 40% de transformação para leucemia mielóide aguda (LMA), principalmente nos primeiros dois anos após o diagnóstico.72 A chance de uma criança com LMMC estar viva em oito anos sem TMO é de apenas 6%.73 Os únicos pacientes que, a curto prazo, talvez tenham melhor prognóstico sem TMO são raras crianças com AR sem monossomia 7.72-74,75 Entretanto, quando transplantadas durante o primeiro ano após o diagnóstico, antes de existir progressão da doença, sua expectativa de SLE é de 78%.76

A segunda diferença importante entre crianças e adultos é que a chance de cura com TMO é muito maior abaixo dos 20 anos devido a menor mortalidade associada ao procedimento77 e menor chance de recidiva.78

Antes de indicar o transplante, é muito importante afastar anormalidades constitucionais, associadas à SMD em 20% das crianças, pois podem também acometer o potencial irmão doador, como, por exemplo, a monossomia 7 familial e Anemia de Fanconi.72 Pacientes com anemia de Fanconi devem ser tratados segundo protocolos específicos com baixas doses de ciclofosfamida no regime preparatório.

Apesar da chance de cura com transplante ser maior em pacientes com baixa porcentagem de blastos, o uso da quimioterapia indutória está associado a maior mortalidade associada ao procedimento.79 Um terço dos doentes com mielodisplasia, metade dos que têm monossomia 7, nunca alcança remissão com quimioterapia.80 Assim, pacientes com doador HLA-compatível geralmente são encaminhados diretamente para o transplante.

A sobrevida livre de eventos (SLE) com TMO alogênico publicada pelo European Working Group on Myelodysplastic Syndrome in Childhood (EWOG-MDS) foi de 38% em transplantes com doador irmão HLA idêntico e 22% após TMO não aparentado.81

Alguns fatores prognósticos foram identificados pelo EWOG-MDS em TMO aparentados e podem nos ajudar a delinear as melhores estratégias terapêuticas: regimes preparatórios baseados no uso do bussulfano foram significativamente melhores do que os que utilizaram radioterapia, com SLE de 62% versus 11%, respectivamente. A chance de recidiva foi de 38% com bussulfano e 78% com irradiação corporal total. A profilaxia da doença do enxerto contra o hospedeiro também influenciou a chance de cura dos pacientes: com o uso isolado de ciclosporina ou metotrexate, a chance de recidiva foi de 31% e SLE de 57%. Utilizando ciclosporina e metotrexate ou depleção de linfócitos-T, a chance de recidiva foi de 71%, reduzindo a SLE para apenas 23%.

Em relatos mais recentes do Registro Internacional de Transplante de Medula, pacientes abaixo dos 18 anos de idade com AR/ARSA têm SLE de 72% e os transplantados para AREB/ AREB-t, 63% de SLE em três anos.78

Algumas questões ainda não foram estudadas em crianças, como o papel da esplenectomia antes do TMO, a utilização de células-tronco do sangue periférico e o papel dos transplantes de intensidade reduzida no tratamento de fases muito avançadas da doença, nas quais a mortalidade associada ao transplante pode exceder a chance de cura da doença.

Assim, crianças com SMD devem ser cuidadosamente avaliadas para que sejam afastadas anormalidades constitucionais. A tipagem HLA da criança e dos familiares deve ser realizada logo ao diagnóstico, assim como a inscrição no Redome daqueles sem doador idêntico. Regimes de condicionamento sem radioterapia e a profilaxia de DECH com droga única poderão contribuir para chance ainda maior de cura de pacientes pediátricos.

 

Transplante de medula óssea no tratamento da leucemia mielomonocítica juvenil

A LMMJ é uma desordem clonal originada das células- tronco pluripotentes. Tem incidência relatada de 1,2 por milhão em crianças de 0 a 14 anos. Acomete lactentes e crianças jovens, com a maioria dos casos em menores de 5 anos de idade. Geralmente é caracterizada por hepatoesplenomegalia importante, leucocitose com monocitose, anemia, trombocitopenia e hemoglobina fetal elevada na maioria dos pacientes. Mais de 80% dos pacientes tem cariótipo normal e são, por definição, cromossomo Philadelphia negativo e BCR-ABL negativos.82,83

O tratamento deste tipo de doença mieloproliferativa pode consistir de regime quimioterápico único ou múltiplo e, em um número limitado de pacientes, esses regimes apresentam respostas variáveis, determinando poucas evidências de que melhore os resultados de sobrevida. Apenas o transplante de células progenitoras (TCP) alogênico mostrou melhores resultados nas taxas de sobrevida. Apesar deste fato, a taxa de recaída é alta, variando de 28% a 55% na maioria dos estudos, com sobrevida livre de doença (SLD) em cinco anos de 25 a 40%.84-86

De 91 pacientes tratados com TCP em 16 diferentes publicações, 38 (41%) permaneciam vivos, incluindo 30/60 pacientes que receberam transplante HLA compatível, ou com apenas um antígeno incompatível de doador familiar, 2/12 com doadores não compatíveis e 6/19 com doador não relacionado compatível. A estimativa de sobrevida para os pacientes com TCP HLA compatível de doador familiar parece significantemente melhor do que com qualquer outra modalidade terapêutica. Citorredução agressiva ou esplenectomia não mostram evidências de melhora nas taxas de sobrevida ou mesmo diminuição do risco de recaída da doença pós-transplante.

O maior estudo em TCP alogênico em pacientes com LMMJ indicou que o regime de condicionamento com bussulfano e outra droga citotóxica ofereceu melhor taxa de sobrevida livre de evento (SLE), principalmente em relação à recaída da doença, em crianças com doador HLA relacionado e compatível, comparado a qualquer outra modalidade terapêutica, incluindo irradiação corporal total.

O EWOG-MDS (European Working Group on Myelodysplastic Syndrome in Childhood) em conjunto com o European Blood and Marrow Transplantation (EBMTR) reportaram os resultados avaliados em 110 crianças portadores de LMMJ, após TCP alogênico, com a utilização de um regime de condicionamento que incluía bussulfano, ciclofosfamida e melfalano.87-90 Quarento e oito crianças receberam transplante de doador idêntico relacionado e 52 de doador não relacionado. Nesta série, a incidência cumulativa em cinco anos de morte relacionada ao transplante foi de 13% e da recaída da doença foi de 35%. A idade maior de 4 anos e sexo feminino preditivos de piores resultados. A taxa de SLE em cinco anos para os pacientes que receberam o transplante de doador relacionado e não relacionado foi de 55% e 49%, respectivamente.

Assim, fica claro que a tendência atual no tratamento de crianças portadoras de LMMJ é o transplannte de células progenitoras alogênico, com taxas de sobrevida que ultrapassam 50%. A identificação de fatores prognósticos pode contribuir no esclarecimento aos pacientes quanto ao risco de recaída da doença.

 

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Correspondência:
Luiz Fernando Lopes
GCB SMD PED Sobope
Av. Moema, 94 - cj 31
São Paulo-SP
Tel.: (11) 5052-7537

Recebido: 15/08/2006
Aceito após modificações: 25/08/2006

 

 

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Conflito de interesse: Não declarado