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Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia

Print version ISSN 1516-8484On-line version ISSN 1806-0870

Rev. Bras. Hematol. Hemoter. vol.30 no.1 São José do Rio Preto Jan./Feb. 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-84842008000100010 

ARTIGO

 

Linfomas não-Hodgkin extranodais em Salvador-Bahia: Aspectos clínicos e classificação histopatológica segundo a OMS-2001

 

Extranodal non-Hodgkins lymphomas in Salvador, Brazil: Clinical aspects and histopathological classification according to the WHO-2001 guidelines

 

 

Marinho M. Silva NetoI; Emília M. JalilII; Iguaracyra B. O. AraújoIII

Hospital Aristides Maltez - Liga Bahiana Contra o Câncer - Salvador-BA
IMédico hematologista e hemoterapeuta; Mestre e doutorando em Patologia Humana pela Universidade Federal da Bahia (UFBA); Preceptor do Programa de Residência Médica em Hematologia e Hemoterapia do Complexo Hospitalar Universitário Prof. Edgard Santos – UFBA
IIEstudante de Medicina da Universidade Federal da Bahia; Bolsista de Iniciação Científica do CNPq
IIIMédica patologista; Professora adjunto do Departamento de Anatomia Patológica e Medicina Legal da Universidade Federal da Bahia (UFBA); Mestre em Patologia Humana e Doutora em Hematopatologia

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

Linfomas não-Hodgkin (LNH) extranodais representam cerca de um terço de todos os linfomas e atualmente apresentam taxa de incidência maior que a de linfomas nodais. Diferenças entre LNH nodais e extranodais incluem etiologia, formas de apresentação e resposta terapêutica, entretanto não dispomos de dados na nossa população. Este estudo teve como objetivo caracterizar os LNH extranodais diagnosticados no Hospital Aristides Maltez, em Salvador-Bahia. Foram avaliados, retrospectivamente, 145 diagnósticos de linfoma não-Hodgkin, segundo a OMS-2001, no período de janeiro de 1999 a julho de 2001. A freqüência de linfomas extranodais foi de 30,3%. A idade média dos pacientes foi de 55,6 anos e a relação homem/mulher foi de 1:1. A maioria dos pacientes apresentava estadios avançados (III ou IV de Ann Arbor), presença de sintomas B, LDH normal, bom desempenho pela escala do ECOG e IPI entre zero e dois. Nove pacientes estão vivos e em remissão completa (22,5%) após um seguimento médio de 23 meses. O sítio extranodal mais comumente acometido foram as tonsilas, seguidas pela cavidade oral, pele e trato gastrointestinal, dentre outros. O linfoma difuso de grandes células B foi o mais comum subtipo histológico, seguido pelo linfoma anaplásico de grandes células. Concluímos que o mais freqüente sítio extranodal de apresentação em nosso estudo difere da maioria da literatura, porém nossa freqüência de linfoma extranodal é semelhante à mesma.

Palavras-chave: Linfoma não-Hodgkin extranodal; tonsilas; histopatologia.


ABSTRACT

Extranodal non-Hodgkins lymphomas represent approximately one third of all lymphomas and currently have an incidence higher than nodal lymphomas. Differences in etiology, presentation and outcome of these lymphomas have been reported. However, there are no data in our population. This study was carried out in the Pathological Anatomy Service of Aristides Maltez Hospital in Salvador, Bahia. One hundred and forty-five non-Hodgkins lymphomas cases according to the WHO-2001 classification detected between January 1999 and July 2001 were evaluated. The frequency of extranodal lymphomas was 30.3%. The mean age of the patients was 55.6% years and the male/female ratio was 1:1. The majority of the patients presented with advanced stages, B symptoms, normal LDH, ECOG between o and 2 and IPI between O and 2. Nine patients are still alive in complete remission (22.5%) with a mean follow-up of 23 months. The main extranodal sites were the tonsils followed by the oral cavity, skin and gastrointestinal tract. Diffuse large B-Cell lymphoma was the mains histological subtype, followed by anaplastic large-cell lymphoma. In summary, the mains extranodal site in our study was different from the masority of reports. However our extranodal lymphoma frequency was similar.

Key words: Extranodal non-Hodgkin lymphoma; tonsils; histopathology.


 

 

Introdução

Linfomas não-Hodgkin (LNH) são um grupo heterogêneo de doenças malignas clonais que resultam de mutação (ões) somática (s) na célula linfóide progenitora. A célula maligna possui fenótipo de célula B, T ou NK (natural killer), como determinado por imunofenotipagem e/ou estudos de rearranjo gênico.1

Aproximadamente um terço dos linfomas não-Hodgkin surgem em tecidos diferentes dos linfonodos e, por esta razão, eles são chamados de linfomas extranodais.2 Porém, a definição de linfoma extranodal primário, particularmente na presença de doença nodal concomitante, permanece controversa. De forma prática, linfomas podem ser considerados extranodais quando, após a rotina de estadiamento, demonstra-se que não há envolvimento nodal ou há um envolvimento mínimo (menor que 25% do volume do tumor), com um componente extranodal dominante (maior que 75% do volume do tumor),3 porém esta não é uma proposta universalmente aceita.

Durante as duas últimas décadas, a incidência de linfomas tem aumentado e a incidência de linfomas extranodais aumentou mais que a de linfomas nodais.4 Enquanto a taxa de incidência anual, nos Estados Unidos, foi de 1,7% a 2,5% para os linfomas nodais, para os linfomas extranodais ela foi de 3,0 a 6,9%,4 sendo superados apenas pelo câncer de pulmão em mulheres e pelo melanoma em ambos os sexos.3 Os maiores aumentos foram observados em linfomas do sistema nervoso central (244%) e linfomas do olho (140%).3 Outros sítios extranodais com importante aumento de incidência foram o trato gastrointestinal e a pele.3,4

Há uma grande variação nas taxas de freqüências de linfomas extranodais em diferentes países, sendo mais observados no Kuwait (52%), Itália (48%), Líbano (44%), França (42%), Holanda (41%), Dinamarca (33%-37%) e Israel (34%-36%), seguidos por freqüências menores em Hong Kong (29%), Canadá (27%), EUA (24%) e Reino Unido (22%-25%).3,4

A infecção pelo HIV e outras infecções virais, tratamentos imunossupressores e fatores ambientais, incluindo exposição a pesticidas e solventes, têm sido usados para explicar o aumento da incidência de linfomas extranodais.3 Parte deste acréscimo na incidência, particularmente nos linfomas de cérebro e trato gastrointestinal, também pode ser explicado pela melhoria nas técnicas diagnósticas.3

Estudamos, retrospectivamente, quarenta casos consecutivos de linfomas não-Hodgkin extranodais diagnosticados no Serviço de Anatomia Patológica do Hospital Aristides Maltez, em Salvador, Bahia, Brasil, no período de janeiro de 1999 a julho de 2001. Estes linfomas foram classificados segundo a Organização Mundial da Saúde;5 foram levantados dados clínicos e laboratoriais, dentre outros parâmetros, a fim de conhecermos o comportamento e a freqüência destes tumores na nossa população.

 

Casuística e Métodos

Foram avaliados pacientes diagnosticados com linfoma não-Hodgkin no Serviço de Anatomia Patológica do Hospital Aristides Maltez no período de janeiro de 1999 a julho de 2001. Os pacientes com manifestação extranodal foram selecionados para análise retrospectiva dos prontuários, após parecer favorável da Comissão de Ética da Instituição (Parecer nº 118/06). Foram considerados como linfomas extranodais aqueles pacientes sem envolvimento nodal concomitante e aqueles com doença extranodal dominante (maior que 75% do volume do tumor). Linfomas das tonsilas/anel de Waldeyer foram considerados extranodais. Foram excluídos pacientes com manifestação extranodal na recidiva, com mieloma múltiplo/plasmocitoma e com prontuário médico incompleto. Foram levantados nos prontuários dados clínicos, laboratoriais (hemograma, desidrogenase lática, função renal, perfil hepático) e resultados dos exames realizados para estadiamento (tomografias de pescoço, tórax e abdômen total, biópsia de medula óssea). O estadiamento foi obtido usando-se os critérios de Ann Arbor,6 o desempenho funcional dos pacientes foi avaliado pela escala do ECOG e o Índice Prognóstico Internacional (IPI) foi obtido conforme os parâmetros previamente estabelecidos.7 Todos os casos tiveram seus diagnósticos revisados por um hematopatologista (I.A.), usando o seguinte painel de anticorpos para imuno-histoquímica: CD20, CD79a, CD3, CD45RO, MIB1, CD38, CD30, CD23, CD5, CD10, Bcl-2.

A sobrevida global foi analisada pelo método de Kaplan-Meier, considerando-se o período compreendido entre o diagnóstico e o óbito ou perda de seguimento, sendo os pacientes censurados na ocasião destes dois últimos eventos. Na análise dos dados não-paramétricos dicotômicos foram utilizados os testes do qui-quadrado e o de probabilidades exato de Fisher. Este último foi utilizado quando a amostra, em uma das caselas, foi inferior a cinco. Foi utilizado o software BioEstat® versão 3.0 na realização da análises estatísticas. O valor de p foi considerado significativo quando < 0,05.

 

Resultados

Características gerais

Foram feitos 145 diagnósticos de linfoma não-Hodgkin no período de janeiro de 1999 a julho de 2001. Destes, 44 foram considerados linfomas extranodais (30,3%), porém apenas 40 pacientes foram incluídos no estudo devido aos critérios de exclusão. A média de idade foi de 55,6 anos, variando de 17 a 86 anos. A relação homem/mulher foi de 1:1.

Características clínicas

Sete pacientes (17,5%) apresentavam dois sítios extranodais acometidos. Nos demais havia apenas um sítio extranodal acometido. Em 65% dos pacientes (26 casos) a manifestação estava localizada na cabeça e/ou no pescoço. Os sítios de acometimento e suas respectivas freqüências estão sumarizados na Tabela 1.

 

 

Em dez pacientes (25%) o envolvimento era exclusivamente em sítios extranodais. Nos demais pacientes havia também envolvimento nodal.

Características clínicas dos pacientes como estadiamento, presença ou não de sintomas B, desempenho funcional pela escala do ECOG e IPI são apresentados na Tabela 2.

 

 

Não houve diferença estatisticamente significante quando comparados os pacientes com estádios localizados (I e II) e avançados (III e IV) em relação à presença ou não de sintomas B (p= 0,25) e ao desempenho funcional pelo ECOG (p=0,3). Pacientes com doença localizada apresentaram mediana de sobrevida de 49 meses, significantemente maior (p= 0,0001) que pacientes com doença avançada (6 meses). Porém, em relação ao IPI, não houve diferença na sobrevida global se comparados pacientes de baixo risco e baixo risco intermediário com pacientes de alto risco intermediário e alto risco (p= 0,07).

Pacientes com envolvimento exclusivo de sítios extranodais, sem doença nodal concomitante (n= 10), apresentaram maiores medianas de idade (p= 0,003) e sobrevida (p< 0,00001), menores medianas de LDH (p= 0,04) e expressão de MIB (p= 0,03) que os demais pacientes. Não houve diferença significante quando comparamos estes pacientes com os demais em relação ao desempenho pela escala do ECOG (p= 0,3) e ao IPI (p=0,6).

Dez pacientes encontram-se vivos, sendo que nove (22,5%) estão em remissão completa e um (2,5%) apresentou recidiva quatro anos após o diagnóstico. Onze pacientes (27,5%) faleceram após iniciada a terapia, a maioria por doença progressiva (Figura 1). O tempo médio de seguimento foi de 23 meses.

 

 

Características laboratoriais

Dezenove pacientes apresentavam valor de LDH normal (59,4%) e 13 pacientes (40,6%) apresentavam valor de LDH elevado no diagnóstico. Não houve diferença significante (p= 0,16) se comparados pacientes com LDH normal ou alta em relação ao estadiamento (I e II versus III e IV). Pacientes com IPI de baixo risco e baixo risco intermediário apresentaram menor mediana de LDH (386 U/l) que os demais pacientes (543,5 U/l) (p=0,0006). Também nos pacientes com LDH normal a mediana de sobrevida (38 meses) foi significantemente maior (p= 0,02) que nos demais (mediana de 10 meses).

Em relação à histologia, 31 pacientes tinham linfoma B e sete pacientes tinham linfoma T. O linfoma difuso de grandes células B (LDGCB) foi o mais freqüente subtipo histológico (27 pacientes) seguido pelo linfoma anaplásico de grandes células (LAGC) (quatro pacientes), linfoma plasmablástico (LP) e linfoma T periférico não-especificado (LTP) (dois pacientes para cada) e o linfoma folicular (LF), a micose fungóide (MF) e o linfoma extranodal da zona marginal de tecido linfóide associado a mucosas (MALT) estavam presentes em um paciente cada. A Tabela 3 sumariza a distribuição dos subtipos histológicos dos linfomas por sítios de envolvimento.

 

 

Dois pacientes com LDGCB gástrico apresentaram pesquisa para Helicobacter pylori positiva pelo método de Giemsa.

Pacientes com linfomas de células B apresentaram mediana de idade maior e mediana de LDH e expressão de MIB menores que os pacientes com linfomas de células T, assim como melhor desempenho pela escala do ECOG e estadios mais localizados. Na Tabela 4 encontram-se descritas características dos pacientes com linfomas B e T.

 

 

Discussão

Aproximadamente um terço dos LNH surge em outros tecidos que não nos linfonodos e são referidos como LNH extranodais primários. Numerosos estudos têm mostrado diferenças entre LNH nodais e extranodais, incluindo etiologia, formas de apresentação, comportamento clínico e resposta terapêutica.8 Neste estudo descrevemos características histopatológicas, clínicas e laboratoriais ao diagnóstico de LNH extranodais ocorrendo em pacientes provenientes de uma mesma região geográfica, em um determinado período de tempo (janeiro de 1999 a julho de 2001).

Nossa freqüência de LNH extranodal (30,3%) foi semelhante à maioria descrita na literatura,3,4 próxima à encontrada em países como Estados Unidos (24%), Canadá (27%), Reino Unido (22-25%) e Hong Kong (29%) e menor que a encontrada em países como Kuwait (52%), Itália (48%), Líbano (44%), França (42%) e Holanda (41%).3,4 No Brasil, dados de Portugal et al, na série de pacientes HIV negativos, revelaram uma freqüência de doença extranodal primária de 34%.9

Diferindo da maioria da literatura onde o trato gastrointestinal é o sítio mais comum de acometimento extranodal,2,3,8 as tonsilas foram os sítios extranodais mais comumente acometidos em nosso estudo. Sabe-se que algumas infecções estão implicadas na gênese de linfomas extranodais. Recentemente foi demonstrada uma associação do EBV (vírus Epstein-Barr) com linfomas extranodais de cabeça e pescoço.10 Sabe-se também que a porta de entrada da infecção pelo EBV é orofaringe. Estudo local demonstrou um elevado número de células infectadas pelo EBV em tonsilas de crianças.11 Em parte destes casos havia a expressão da proteína LMP-1, associada à imortalização e transformação celular. A associação do EBV com linfomas no nosso meio está bem caracterizada no grupo pediátrico. Possivelmente esta freqüência de linfomas em cabeça e pescoço, especialmente orofaringe, esteja relacionada à infecção pelo EBV. Porém, são necessários estudos complementares para fortalecer esta hipótese.

Seguindo a tendência da literatura,3 o estômago foi o órgão do trato gastrointestinal mais acometido por linfoma na nossa série. Porém observamos uma maior freqüência do subtipo histológico LDGCB que as outras séries4,12 e um número mínimo de linfomas de pequenas células, especialmente tipo MALT. De acordo com Isaacson13 e Takeshita et al,14 os LDGCB do TGI podem surgir a partir de um linfoma MALT (transformação), com coexistência de ambos os aspectos, ou serem puros. No nosso material, não observamos áreas de transformação a partir de MALT, porém o diagnóstico foi firmado em material de biópsia, o que restringe a amostragem. Portanto, possivelmente alguns dos nossos casos de LDGCB surgiram a partir de um linfoma MALT que sofreu transformação, o que explicaria a freqüência dos subtipos histológicos encontrada no TGI.

Pacientes com estádios mais localizados apresentaram melhor sobrevida que os demais (p= 0,0001). Não conseguimos reproduzir este dado em relação ao IPI (baixo risco versus alto risco), embora houvesse tendência para a associação (p=0,07). Nos pacientes com linfoma extranodal sem acometimento nodal concomitante encontramos melhor sobrevida, diferindo do encontrado por outro autor.8 No nosso estudo, LDH isoladamente pareceu correlacionar-se melhor com o prognóstico que o IPI. Uma possibilidade atrativa é que o cálculo do IPI não seja totalmente adequado para pacientes com linfomas extranodais. Por outro lado, este resultado poderia ser atribuído ao número limitado de pacientes e à ausência de alguns dados em prontuário, o que impossibilitou o cálculo do IPI. Portanto, são necessárias séries maiores para uma melhor correlação.

Embora a estratificação do risco de morte por LNH pelo IPI7 não inclua o fenótipo do linfoma como um fator prognóstico, observamos que pacientes com linfomas B apresentaram menor mediana de LDH (p= 0,0001), estádios mais localizados (p=0,01) e melhor desempenho pela escala do ECOG (p= 0,02), sendo que alguns destes parâmetros são usados para cálculo do IPI. Em relação à sobrevida, embora maior nos linfomas B (14 meses) que nos linfomas T (3 meses), não houve significância estatística (p= 0,63).

Concluímos que linfomas extranodais no nosso meio acometem predominantemente as tonsilas palatinas, sendo o LDGCB o subtipo histológico mais comum. Embora a freqüência dos linfomas extranodais em relação aos nodais, no nosso estudo, seja semelhante à maioria descrita na literatura, as peculiaridades descritas quanto ao tipo histológico e sítio preferencial de acometimento podem estar relacionados a fatores geográficos associados à gênese destas neoplasias na nossa cidade.

 

Agradecimentos

A todos os funcionários do Serviço de Anatomia Patológica do Hospital Aristides Maltez e a todos os pacientes que participaram do estudo.

 

Referências Bibliográficas

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Correspondência:
Marinho Marques da Silva Neto
Rua Baependi, 102 – Ondina
40170-070 – Salvador-BA – Brasil
Tel.: (71) 4009-7070; Fax: (71) 4009-7071
E-mail: marinhomneto@yahoo.com.br

Recebido: 20/11/2006
Aceito após modificações: 14/07/2007

 

 

Avaliação: Editor e dois revisores externos
Conflito de interesse: sem conflito de interesses

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