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Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas

Print version ISSN 1516-9332

Rev. Bras. Cienc. Farm. vol.38 no.3 São Paulo Sept. 2002

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-93322002000300008 

TRABALHOS ORIGINAIS

 

Obtenção biotecnológica de xilitol a partir de cavacos de eucalipto

 

Xylitol production from eucalyptus chips by biotechnological means

 

 

Eliana Vieira Canettieri*; João Batista de Almeida e Silva; Maria das Graças de Almeida Felipe

Departamento de Biotecnologia, Faculdade de Engenharia Química de Lorena, Lorena

 

 


RESUMO

Cavacos de eucalipto foram submetidos à hidrólise ácida resultando em um hidrolisado hemicelulósico rico em açúcares fermentescíveis. O hidrolisado foi usado como meio de cultivo para o crescimento da levedura Candida guilliermondii FTI 20037 para avaliar a influência da suplementação do mesmo com os nutrientes sulfato de amônio, cloreto de cálcio e farelo de arroz, bem como a concentração de xilose no hidrolisado, o pH e o tempo de fermentação na produção de xilitol. A formação de xilitol a partir do hidrolisado hemicelulósico de cavacos de eucalipto foi influenciada pela presença de sulfato de amônio e farelo de arroz, pela concentração de xilose no hidrolisado e pH inicial de fermentação.

Unitermos: Hidrolisado hemicelulósico de eucalipto. Candida guilliermondii FTI 20037. Fermentação. Xilitol


ABSTRACT

A hemicellulose fraction was obtained after acid hydrolysis of eucalyptus chips soaked in sulfuric acid. The hydrolysate was used as the substrate to grow Candida guilliermondii FTI 20037. The influence of the nutrients (ammonium sulfate, calcium chloride, rice bran), pH, xylose concentration in the eucalyptus chips hemicellulosic hydrolisate and fermentation time were studied indicating that the xylitol production is mainly influenced by nutrients: ammonium sulfate and rice bran; initial pH of fermentation and by the xylose concentration in the eucalyptus chips hemicellulosic hydrolisate.

Uniterms: Eucalyptus hemicellulosic hydrolyzate. Candida guilliermondii FTI 20037. Fermentation. Xylitol.


 

 

INTRODUÇÃO

A biomassa vegetal constitui uma fonte potencial de carbono e energia que pode ser empregada em bioprocessos para a produção de diversos produtos de valor agregado. O mercado para os produtos derivados da biomassa vegetal inclui combustíveis e insumos químicos em geral. Dentre estes, encontram-se alimentos, fármacos e enzimas. Estes materiais lignocelulósicos são compostos principalmente por uma mistura de carboidratos polimerizados (celulose e hemicelulose) e lignina (Fengel, Wegener, 1989). Dentre as diferentes biomassas que compõem os materiais lignocelulósicos os cavacos de eucalipto são fontes promissoras para a bioconversão destes materiais, uma vez que se constituem em resíduo florestal abundante, renovável e de baixo custo (Parajó et al., 1998a). Muitos materiais lignocelulósicos como os resíduos agro-industriais, bagaço de cana (Silva et al., 1998), palha de arroz (Silva, Roberto, 2001), palha de trigo (Nigam, 2001) e os cavacos de eucalipto (Canettieri et al., 2001) são utilizados como meio de cultivo para a obtenção biotecnológica do xilitol. O processo biotecnológico tornou-se possível com a descoberta de leveduras capazes de metabolizar pentoses (Barbosa et al., 1988), principalmente D-xilose (principal açúcar nos hidrolisados hemicelulósicos). O primeiro passo do metabolismo da xilose é o transporte deste açúcar através da membrana celular. Uma vez dentro da célula, a xilose é reduzida a xilitol pela enzima xilose redutase (EC1.1.1.21) com a participação das coenzimas NADPH ou NADH (Jeffries, 1983). A seguir, o xilitol é excretado para o exterior da célula ou oxidado a xilulose pela enzima xilitol desidrogenase (EC 1.1.1.9), com a participação de NAD+ (Slininger et al., 1987). A xilulose é fosforilada a xilulose 5-fosfato, a qual pode ser convertida em piruvato através do complexo enzimático transcetolase-transaldolase, que faz a conexão entre a via das fosfopentoses e a via EMP (Nolleau et al., 1993). As enzimas xilose redutase e xilitol desidrogenase diferem na especificidade pelas coenzimas NADPH,NADH, NAD+ e NADP+. Este fato foi precursor na utilização dessa fonte natural para obtenção de vários produtos biotecnológicos, tais como, xilitol (Silva, Roberto, 2001), etanol (Nigam, 2001), proteína microbiana (Almeida e Silva et al., 1995), combustíveis líquidos, tais como 2,3-butanodiol (Grover et al., 1990) e butanol e vários outros produtos que se utilizam das vias das fosfopentoses. O xilitol, produto de interesse neste trabalho, tem poder adoçante similar ao da sacarose, baixo valor calórico e apresenta propriedades clínicas comprovadas como anticariogenicidade, metabolismo por pacientes diabéticos (Aguirre-Zero et al., 1993) e a prevenção de otites (Uhari et al., 1998). Este trabalho descreve a influência da suplementação do hidrolisado hemicelulósico de cavacos de eucalipto com os nutrientes sulfato de amônio, cloreto de cálcio e farelo de arroz, bem como a avaliação da concentração de xilose no hidrolisado, o pH e o tempo de fermentação na produção de xilitol pela levedura Candida guilliermondii FTI 20037.

 

MATERIAIS E MÉTODOS

Obtenção e preparo do hidrolisado hemicelulósico

O hidrolisado hemicelulósico de cavacos de eucalipto foi obtido por hidrólise ácida de cavacos da espécie Eucalyptus grandis de 20 x 10 x 5 mm, contendo 29% de mistura (Almeida e Silva et al., 1995). A razão de cavaco (w/v) e ácido sulfúrico 0,35% foi de 1:4,5, a temperatura 156 ºC e o tempo de hidrólise 27 minutos. Após a hidrólise, o hidrolisado foi concentrado a vácuo a 70 ºC, a fim de aumentar a concentração de xilose. O hidrolisado original e o concentrado foram caracterizados quanto ao pH, concentração dos açúcares (glicose, xilose e arabinose), ácido acético e fenóis. Após a caracterização, o hidrolisado foi submetido ao tratamento pela alteração do pH (Alves et al., 1998). O pH inicial de 1,9 foi aumentado para 7,0 com CaO, seguido de redução para pH 5,5 com H3PO4 e, em seguida, foi tratado com adição de 10% de carvão ativo sob agitação em shaker a 200 rpm por 1 h a 30 C. A cada alteração do pH e também após tratamento com carvão, o precipitado formado foi removido por filtração a vácuo. Finalmente, o pH do hidrolisado foi ajustado em 4,0 e 8,0, conforme matriz de planejamento fatorial fracionário 26-2 e autoclavado a 111 ºC por 15 minutos.

Microrganismo e Preparação de Inóculo

A levedura Candida guilliermondii FTI 20037 foi mantida a 4 ºC em ágar extrato de malte inclinado. As células, de 3-5 dias, foram inoculadas em meio de cultura suplementadas com: D-xilose: 30,0 g/L, D-glicose: 7,0 g/L, extrato de farelo de arroz: 20,0 g/L, (NH4)2SO4: 2,0 g/L e CaCl2.2H2O : 0,1 g/L. Cinquenta mililitros deste meio foram colocados em erlenmeyer de 125 mL e incubados em shaker a 200 rpm, 30 ºC por 24 h. Em seguida, as células foram coletadas por centrifugação (2000 x g, 15 min) e ressuspensa em água destilada esterilizada. Dessa suspensão foi usado um volume adequado (0,5-1,0 mL) para alcançar a concentração inicial de células de 3.0 g/L ou 108 células/mL em todas as fermentações.

Meio e Condições de Fermentação

O meio de fermentação utilizado foi o hidrolisado hemicelulósico tratado e suplementado com os nutrientes segundo um planejamento fatorial fracionário 26-2. As fermentações foram realizadas em erlenmeyer de 125 mL contendo 50 mL de meio em shaker a 200 rpm, 30 ºC, durante 72 ou 96 h.

Métodos Analíticos

As concentrações de açúcares e ácido acético foram determinadas por cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE) - cromatógrafo Shimadzu C-R7A (Kyoto, Japão),equipado com um detector de Índice de Refração (RI) e coluna Aminex HPX-87H Bio-Rad (Hercules, CA) sob as seguintes condições: temperatura: 45 ºC, eluente: ácido sulfúrico, 0,01 N, fluxo: 0,6 mL/min, volume amostra injetado: 20 mL. Para a determinação de fenóis foi utilizado o método colorimétrico (Kim, Yoo, 1996; Guerra, 2000).

Análise Estatística

Os fatores utilizados nos experimentos, bem como os seus níveis estudados, estão mostrados na Tabela I. A avaliação da influência dos fatores estudados foi realizada de acordo com planejamento fatorial fracionário 26-2 e análise estatística efetuada no programa Statgraphics v. 4.1 e Stat-Ease v. 5.0.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Na Tabela II são mostradas as características do hidrolisado de cavacos de eucalipto logo após hidrólise ácida (original) e após concentração a vácuo (concentrado). Estes hidrolisados compreendem mistura de monossacarídeos, predominantemente de xilose, característica também constatada nos hidrolisados hemicelulósicos de palha de arroz (Mussato, Roberto, 2001), bagaço de cana (Rodrigues et al.,1999) e palha de trigo (Nigam, 2001).

A Tabela II mostra que todos os compostos analisados tiveram suas concentrações aumentadas após a etapa de concentração a vácuo. Comportamento semelhante foi encontrado por Alves et al. (1998) e Rodrigues et al. (1999) durante a concentração do hidrolisado hemicelulósico de bagaço. Segundo Fengel e Wegener, (1989) a xilose pode ser degradada a furfural durante o processo de concentração, fato que, no presente trabalho, não ocorreu, pois foi observado que o aumento da concentração dos açúcares glicose, xilose e arabinose foi diretamente proporcional ao fator de concentração do hidrolisado (3 vezes). O ácido acético, considerado como forte inibidor da fermentação de xilose-xilitol (Ferrari et al., 1992; Felipe et al., 1996) teve sua concentração elevada de forma não proporcional (1,2 vezes) ao fator de concentração do hidrolisado, provavelmente devido à volatilização parcial na etapa de concentração.

Ainda na Tabela II, observa-se que a concentração a vácuo do hidrolisado acarretou decréscimo do pH inicial de 1,9 para 1,5. Este fato se deve, provavelmente, ao aumento da concentração de íons H+ provenientes do H2SO4 utilizado na hidrólise ácida e também do CH3COOH presente no meio. Os fenóis, outros compostos tóxicos à atividade microbiana, também foram constatados no hidrolisado de eucalipto com concentração de 1,25 g/L, superior à presente no hidrolisado de bagaço, da ordem de 0,04 g/L encontrado por Rodrigues et al. (2001).

Na Tabela III são mostradas a matriz de planejamento experimental e a respectiva produção de xilitol. Os resultados experimentais foram utilizados para avaliar a influência dos fatores: SA, CA, FA, pH, CO e T na produção de xilitol. Os níveis inferiores e superiores de pH e CO foram corrigidos, pois foi verificada variação entre os valores experimentais e os propostos inicialmente. Os hidrolisados foram acertados para pH 4,0 (ensaios de 1 a 8) e pH 8,0 (ensaios 9 a 16) no final do tratamento e foi verificado que após a autoclavagem estes valores modificaram, em média, para pH 3,55 e pH 5,72 (conforme é mostrado na Tabela III).

Na Figura 1 é mostrado o gráfico de probabilidade normal, onde podemos constatar que os fatores que exerceram efeitos significativos sobre a produção de xilitol foram pH, CO, SA e as interação [SA][T], [SA][pH] e [SA][FA], dispostos fora da reta no gráfico. De acordo com Box et al. (1978) e Barros Neto et al. (1995), os efeitos que se confundem com o erro experimental acumulamse formando uma reta em relação à probabilidade normal acumulada, sendo portanto não significativos. Na Tabela IV é mostrada a análise dos efeitos, a qual confirma os efeitos significativos encontrados na Figura 1 como pH, CO e SA e as interações [SA][pH]+[CO][T] e [SA][T]+[pH][CO] significativas ao nível de 5% de probabilidade e [SA][FA]+[CA][CO] a 10%.

 

 

Contudo, os efeitos de interação apresentam-se confundidos e, assim, foi feita uma análise criteriosa para identificar qual a interação que de fato era significativa para o processo. Desprezando as variáveis não significativas, resultou SA, FA, pH e CO. As variáveis presentes na interação, cujo os efeitos principais foram significativos, apresentam grande probabilidade de também serem significativas. Desse modo, foram selecionadas as interações [SA][FA], [SA][pH] e [pH][CO] como significativas, eliminando CA e fixando T em 72 h.

Na Tabela V é mostrada a análise de variância considerando-se somente os efeitos significativos e é confirmado a influência dos fatores acima descritos, sendo, então, significativos: SA, pH, CO, FA e as interações [SA][FA], Foram realizados 4 experimentos no ponto central com o objetivo de minimizar o erro experimental e assim identificar o grau do modelo. As repetições permitiram identificar se o modelo é linear ou quadrático.

Na Tabela VI são mostrados os resultados da produção de xilitol no ponto central.

 

 

De acordo com Box et al. (1978) e Barros Neto et al. (1995), um modelo quadrático adequado significa que se está próximo da otimização, então realizam-se ensaios complementares para encontrar os coeficientes de segunda ordem, enquanto que um modelo linear indica que se devem alterar os níveis da região de estudo a fim de se aproximar da otimização, o que se conhece como passo ascendente.

Na Tabela VII é mostrada a análise de variância para um modelo linear e observa-se que embora o coeficiente de determinação, R2, seja igual a 0,92, os efeitos significativos foram somente CO e [pH][CO], indicando que um modelo quadrático é mais adequado para representar o processo.

Na Tabela VIII é mostrada uma estimativa da análise para um possível modelo de segundo grau. Constata-se que alguns termos não significativos no modelo linear passam a ser significativos, assim como a curvatura (p=0,0006), aumentando ainda o coeficiente de determinação, (R2), de 0,92 para 0,98, confirmando que o modelo quadrático é mais adequado.

Portanto, podemos afirmar que a formação de xilitol a partir do hidrolisado hemicelulósico de cavacos de eucalipto depende dos fatores, sulfato de amônio, farelo de arroz, concentração de xilose no hidrolisado e pH inicial de fermentação. A suplementação de nutrientes no meio de fermentação é primordial, uma vez que proporciona condições para o crescimento do microrganismo. O sulfato de amônio serve como fonte de nitrogênio e o farelo de arroz é fonte de aminoácidos. Ambos os nutrientes favorecem o crescimento da levedura. O pH também exerce forte influência na bioconversão xilose em xilitol. Segundo Pelczar et al. (1980), as leveduras crescem melhor em meios ácidos com pH entre 3,5 e 3,8, sendo que os limites situam-se entre pH 2,2 e 8,0, de acordo com a espécie. Roberto et al. (1996), trabalhando com a levedura C. guilliermondii constatou que o pH inicial do meio afetou a produção de xilitol e obteve melhores resultados com um pH inicial de 5,3. Em estudos realizados com a C. shehatae a produção de etanol aumentou de 45 para 55 g/ L quando o pH passou de 4,5 para 6,0 (Kastner et al., 1996). Um outro fator analisado e de grande influência na produção de xilitol foi a concentração inicial de xilose no hidrolisado. Quando concentramos o hidrolisado, no nosso caso a vácuo por evaporação, para aumentarmos a concentração de xilose, ocorre concomitantemente aumento na concentração de outros compostos não-voláteis, alguns deles inibidores do metabolismo microbiano com conseqüente efeito negativo na produção de xilitol. Segundo Parajó et al. (1998b), a elevação da concentração inicial de xilose promove o seu rápido consumo e intensifica a produção de xilitol, resultando em maiores eficiência e produtividade volumétrica. No entanto, o aumento excessivo da concentração de xilose acarreta decréscimo nas taxas de crescimento do microrganismo, com conseqüente queda das taxas de produção de xilitol (Nolleau et al., 1993). Essas interferências negativas na produção de xilitol podem ser explicadas em função da pressão osmótica elevada e da repressão de enzimas que participam do metabolismo deste açúcar (Nigam, Singh, 1995).

 

CONCLUSÃO

A obtenção biotecnológica de xilitol a partir de cavacos de eucalipto é influenciada pelos nutrientes sulfato de amônio e farelo de arroz como suplementação do meio de fermentação no hidrolisado, bem como pela concentração de xilose no hidrolisado e pH.

 

AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) pelo auxílio financeiro.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Recebido para publicação em 15 de fevereiro de 2001.

 

 

* Correspondência: Eliana Vieira Canettieri Departamento de Biotecnologia, Faculdade de Engenharia Química de Lorena Rodovia Itajubá-Lorena, Km 74,5, 12600-000, Lorena - SP , Brasil E-mail:cscavone@icb.usp.br.

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