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Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas

Print version ISSN 1516-9332

Rev. Bras. Cienc. Farm. vol.44 no.4 São Paulo Oct./Dec. 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-93322008000400003 

REVISÃO

 

Hormônio do crescimento e exercício físico: considerações atuais

 

Growth hormone and physical exercise: current considerations

 

 

Vinicius Fernandes CruzatI; José Donato JúniorII; Julio TirapeguiI,*; Claudia Dornelles SchneiderIII

IDepartamento de Alimentos e Nutrição Experimental, Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Universidade de São Paulo
IIDepartamento de Anatomia, Instituto de Ciências Biomédicas, Universidade de São Paulo
IIILaboratório de Pesquisa do Exercício, Escola de Educação Física, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

 

 


RESUMO

Embora o hormônio do crescimento (GH) seja um dos hormônios mais estudados, vários de seus aspectos fisiológicos ainda não estão integralmente esclarecidos, incluindo sua relação com o exercício físico. Estudos mais recentes têm aumentado o conhecimento a respeito dos mecanismos de ação do GH, podendo ser divididos em: 1) ações diretas, mediadas pela rede de sinalizações intracelulares, desencadeadas pela ligação do GH ao seu receptor na membrana plasmática; e 2) ações indiretas, mediadas principalmente pela regulação da síntese dos fatores de crescimento semelhantes à insulina (IGF). Tem sido demonstrado que o exercício físico é um potente estimulador da liberação do GH. A magnitude deste aumento sofre influência de diversos fatores, em especial, da intensidade e do volume do exercício, além do estado de treinamento. Atletas, normalmente, apresentam menor liberação de GH induzida pelo exercício que indivíduos sedentários ou pouco treinados. Evidências experimentais demonstram que o GH: 1) favorece a mobilização de ácidos graxos livres do tecido adiposo para geração de energia; 2) aumenta a capacidade de oxidação de gordura e 3) aumenta o gasto energético.

Unitermos: Hormônios. Hormônio do crescimento. Exercícios físicos. Metabolismo protéico. Metabolismo lipídico


ABSTRACT

Although growth hormone (GH) is one of the most extensively studied hormones, various aspects related to this hormone have not been completely established, including its relationship with physical exercise. Recent studies have contributed to the understanding of the mechanisms of action of GH, which can be divided into 1) direct actions mediated by intracellular signals that are triggered by the binding of GH to its receptor on the plasma membrane, and 2) indirect actions mediated mainly by the regulation of the synthesis of insulin-like growth factors (IGF). Physical exercise has been shown to be a potent stimulator of GH release, especially in young men and women. The magnitude of this increase is influenced by several factors, especially the intensity and volume of exercise, in addition to training status. In this respect, athletes normally present a lower exercise-induced GH release than sedentary or poorly trained individuals. Experimental evidence indicates that GH may 1) favor the mobilization of free fatty acids from adipose tissue for energy generation, 2) increase the capacity of fat oxidation, and 3) increase energy expenditure.

Uniterms: Hormones. Growth Hormone. Physical exercise. Protein anabolism. Lipid metabolism


 

 

INTRODUÇÃO

A importância dos hormônios no controle do metabolismo corporal é fato conhecido há bastante tempo. Dentre os hormônios mais estudados pela ciência está o hormônio do crescimento (GH) (Lange, 2004; Doessing, Kjaer, 2005). Alguns aspectos fisiológicos, contudo, ainda permanecem controversos e desconhecidos, incluindo fatores que regulam sua síntese, mecanismos de ação e efeitos no metabolismo protéico e lipídico. Sendo o exercício físico considerado um potente estimulador da síntese de GH (Gomes et al., 2004), fatores como intensidade (Hoffman et al., 2003), volume e freqüência (Mulligan, Fleck, Gordon, 1996) podem influenciar a concentração de GH. Nesse sentido, a presente revisão tem como objetivo contribuir com informações sobre a ação do GH, seus principais fatores de regulação e mecanismos que podem influenciar sua síntese e liberação durante a realização de exercícios físicos aeróbios e resistidos. Além disso, são apresentadas e discutidas considerações atuais envolvendo os possíveis efeitos do GH no metabolismo protéico e lipídico, e desempenho esportivo.

Aspectos gerais do GH

O GH, também conhecido como somatotropina ou hormônio somatotrófico, é o mais abundante hormônio secretado pela adenohipófise (Baumann, 1991). Dois genes principais estão relacionados com a síntese do hormônio do crescimento: o gene normal do GH (GH-N ou GH-1, growth hormone-normal gene), expresso na hipófise, e o gene variante do GH (GH-V ou GH-2, growth hormone-variant gene) expresso na placenta e detectável na circulação somente durante a gravidez ou lactação (Baumann, 1991; Strobl, Thomas, 1994).

Em sua forma principal, o GH contém 191 aminoácidos e pesa 22 kilodaltons (kDa) (Strobl, Thomas, 1994). Cerca de 75% do total do GH secretado pelas células acidófilas ou somatotrofos da adenohipófise estão em sua forma principal (Baumann, 1994). Existe uma segunda forma de GH no organismo; esta contém 176 aminoácidos, pesa 20 kDa e sua concentração pode variar entre 5 e 10% do total do GH secretado (Baumann, 1991; Strobl, Thomas, 1994). Além destes dois peptídeos, outras isoformas e fragmentos da molécula principal de GH estão presentes em quantidades variáveis na circulação em conseqüência de modificações após a etapa de tradução protéica (Baumann, 1991). Acredita-se que estas isoformas exerçam, também, importantes influências no desenvolvimento placentário, gravidez e lactação, porém ainda são pouco descritos na literatura (De Palo et al., 2001; Lange et al., 2004).

A modulação da secreção do GH na adenohipófise ocorre por influências estimuladoras e inibitórias. Uma complexa inter-relação entre dois peptídios hipotalâmicos regula a liberação do GH na adenohipófise: a somatostatina (SRIF, growth hormone inhibit hormone), que inibe a secreção de GH, e o hormônio liberador de GH (GHRH, growth hormone releasing hormone) (Tirapegui, Fukushima, Grimaldi, 1993; De Palo et al., 2001). Tanto a síntese de GHRH como a de SRIF são influenciadas por diversos neurotransmissores, tais como a serotonina, a dopamina, a acetilcolina e a noradrenalina (Weltman et al., 2000; Wideman et al., 2002). Hormônios periféricos, como a insulina e os glicocorticóides, também influenciam a produção de GHRH e de SRIF, alterando, conseqüentemente, a síntese do GH (Silva, Lengyel, 2003). Adicionalmente, a síntese do GH também é regulada por feedback negativo, ou seja, a elevada concentração do GH na circulação pode promover redução de estímulos à sua síntese na adenohipófise e/ou reduzir a interação com seus receptores nos tecidos corporais, atenuando seus efeitos (Strobl, Thomas, 1994; Silva, Lengyel, 2003).

Existem receptores de GH em diversos tecidos corpóreos, tais como: músculos esqueléticos, fígado, rins, pâncreas, coração, intestino, pulmão e cérebro. A maior parte do GH na circulação apresenta-se ligado a proteínas transportadoras específicas (GHBP, growth hormone binding proteins) (Baumann, 1994). Apesar dos mecanismos de ação ainda serem pouco conhecidos, sabe-se que as GHBP não influenciam somente a forma como o GH circula, ou seja, 1) livre, que é sua forma biologicamente ativa, ou 2) ligado a proteínas transportadoras, que reduzem a sua depuração na circulação. As GHBP também podem regular as funções dos receptores de membrana do GH (GHR), uma glicoproteína transmembrana responsável pela ativação de quinases intracelulares (De Palo et al., 2001).

Em geral, adultos saudáveis apresentam um ritmo circadiano de liberação do GH (~ 0,5 mg/dia), que é lento e estável, seguido de abruptas secreções de pico (15-20 µg/L) (Godfrey, Madgwick, Whyte, 2003). Contudo, mulheres apresentam maior e mais freqüente liberação de GH, tanto em estado de repouso quanto sob estresse (Ex.: exercício), se comparado a indivíduos do sexo masculino (Ehrnborg et al., 2003). Fisiologicamente, é somente durante o sono que homens apresentam maior secreção do GH e, ainda assim, esta é, na maioria das vezes, menor que a secreção observada em mulheres (Van Cauter, Copinschi, 2000).

No decorrer do desenvolvimento humano, a secreção do GH em ambos os sexos alcança concentrações máximas nos períodos de crescimento, principalmente na adolescência (Tirapegui, Fukushima, Grimaldi, 1993). Depois disso, tanto a freqüência como a amplitude ou intensidade da secreção reduzem-se, não sendo difícil encontrar indivíduos com cerca de 20 anos que secretem por dia mais que o dobro da quantidade de GH que indivíduos com cerca de 60 anos (Adams, 2000; Rosen, 2000; Rennie, 2003; Van Der Lely, 2004). Os mecanismos responsáveis por estas alterações não estão totalmente esclarecidos na literatura. Apesar disso, outros diversos fatores podem influenciar a secreção do GH, incluindo o estado nutricional (Tirapegui et al., 2005), a quantidade de sono (Van Cauter, Copinschi, 2000) e de gordura corporal (Lange et al., 2004), o estresse (Bonifazi et al., 1998) e a prática da atividade física ou grau de treinamento (Gomes et al., 2004).

Mecanismos de ação do GH

O GH tem ação anabólica, ao estimular o crescimento tecidual, e metabólica, alterando o fluxo, a oxidação e o metabolismo de praticamente todos os nutrientes na circulação (Strobl, Thomas, 1994). Porém, os mecanismos envolvidos com estas ações são bastante complexos e podem ser divididos em: ações diretas, que são mediadas pela cascata de sinalizações intracelulares, desencadeadas pela ligação do GH ao seu receptor na membrana plasmática; e ações indiretas, mediadas principalmente pela regulação da síntese dos fatores de crescimento semelhantes à insulina (IGF, insulin-like growth factors) e de suas proteínas transportadoras plasmáticas (IGFBP, insulin-like growth factor binding proteins).

Em relação ao metabolismo lipolítico e glicolítico, as ações diretas do GH são antagonistas aos efeitos provocados pela insulina (Ghanaat, Tayek, 2005). São justamente esses efeitos que caracterizam o GH como um hormônio "diabetogênico", ou seja, que aumenta a concentração de glicose circulante e, conseqüentemente, estimula a liberação de mais insulina para manter a glicemia adequada (Pell, 1990). Nesse sentido, o GH promove diminuição da oxidação da glicose e de sua captação em vários tecidos, aumento da lipólise e da oxidação de ácidos graxos no tecido adiposo e na musculatura esquelética e cardíaca e estímulo para a produção hepática de glicose, principalmente pela ativação da glicogenólise (Pell, 1990; Ghanaat, Tayek, 2005).

A ação diabetogênica do GH é apontada como uma das maiores limitações ao uso crônico de altas doses de GH, pois pode provocar hiperglicemia, fator de risco para diversas complicações cardiovasculares (Adams, 2000; Borst, 2004). Em indivíduos idosos, foi verificado que a infusão de GH durante uma semana promoveu aumento três vezes maior da secreção de insulina durante um teste de tolerância à glicose (Marcus et al., 1990; Borst, 2004). Contudo, agudamente, o GH também pode ter efeitos semelhantes ao da insulina (Pell, 1990; Ribeiro, Tirapegui, 1995).

Após a ligação do GH ao seu receptor, ocorre dimerização do GHR, fato este essencial para a transdução do sinal intracelular, que se inicia a partir da fosforilação de um resíduo de tirosina, por meio de proteínas acopladas ao GHR, como a janus tirosina quinase 2 (JAK2) (Han et al., 1996). Uma vez que o GHR está fosforilado, diversas proteínas intracelulares podem-se ligar a ele, resultando em fosforilação das mesmas (Strobl, Thomas, 1994). Essas proteínas fosforiladas, por sua vez, transmitem o sinal do GH dentro da célula (Gent et al., 2003). Entre os principais fatores celulares ativados pelo GH estão a família de proteínas conhecidas como STAT (signal transducer and activator of transcription ou transdutor de sinal e ativador da transcrição) que, após fosforilação, também sofrem dimerização e migram para o núcleo da célula para regular a expressão dos genes alvos do GH (Han et al., 1996). Assim, parte considerável dos efeitos metabólicos do GH ocorre por meio da modulação da expressão gênica. Este fato é relevante para a condição do exercício físico, pois mudanças na expressão gênica levam vários minutos ou até algumas horas para que seus efeitos sejam plenamente detectados (Wideman et al., 2002). Além disso, o GH também ativa outras proteínas, como a MAP quinase (mitogen-activated protein kinase), a proteína quinase C e o substrato do receptor de insulina (IRS) (Sasaoka et al., 1996; Gent et al., 2003).

Entre os efeitos indiretos do GH, o mais importante é a modulação da síntese do IGF-1. O IGF-1, que antigamente era chamado de somatomedina C, é o grande mediador dos efeitos anabólicos do GH, principalmente relacionados ao crescimento em estatura (Tirapegui et al., 2005). A principal fonte de IGF-1 na circulação é o fígado, sendo que sua síntese e liberação são influenciadas por diversos fatores, entre os quais: a concentração de GH, o estado nutricional, a composição corporal e a concentração de hormônios e metabólitos (Tirapegui, Fukushima, Grimaldi, 1993). O IGF-1 hepático age como hormônio, estimulando o crescimento de diversos tecidos, como o ósseo e o muscular (Tirapegui, 1999). Todavia, atualmente sabe-se que diversos tecidos são capazes de sintetizar fatores de crescimento locais, incluindo o IGF-1. Nesse caso, o IGF-1 de origem extra-hepática tem ação, predominantemente, autócrina e parácrina, todavia, o GH também influencia a expressão do IGF-1 extra-hepático e de outros fatores de crescimento locais (Pell, 1990; Ribeiro, Tirapegui, 1995).

Efeitos metabólicos do GH no exercício físico

Metabolismo protéico e desempenho

Diversos efeitos promovidos pelo exercício físico são influenciados pelo GH, incluindo a redução no catabolismo protéico e a oxidação de glicose, concomitantemente ao aumento da mobilização de AGL (Ácidos Graxos Livres) do tecido adiposo, para gerar energia (Ribeiro, Tirapegui, 1995). Estes fatos sugerem o GH como importante hormônio liberado em diversas situações de estresse (Lange, 2004). No entanto, estudos demonstram que o GH também tem efeitos considerados como "anabólicos", dentre os quais a promoção do balanço protéico positivo (Fryburg, Gelfand, Barrett, 1991) e o aumento na quantidade de massa muscular (Machida, Booth, 2004) e na liberação de IGF-1 (Adams, 2000), o qual está envolvido na estimulação do processo hipertrófico muscular (Machida, Booth, 2004; Chen, Zajac, Maclean, 2005). A Tabela I apresenta alguns dos principais efeitos do GH no metabolismo protéico e desempenho.

Os efeitos do GH no metabolismo protéico dependem da interação entre o GH, as IGFs e os substratos, em especial, as proteínas (Rennie, 2003). Em situações de ausência ou redução acentuada da síntese do GH, verifica-se diminuição na quantidade de massa muscular, força e resistência muscular (Rudman et al., 1990; Rennie, 2003). Normalmente, em indivíduos deficientes de GH ou idosos (> 60 anos), a reposição do hormônio resulta em aumento na força, na massa muscular e no Volume Máximo de Oxigênio (VO2máx) e submáximo (Cuneo et al., 1991a; Cuneo et al., 1991b; Borst, 2004).

Pesquisas preliminares demonstram que, quando indivíduos saudáveis foram submetidos à infusão aguda com GH, em quantidade similar à liberação fisiológica, observou-se aumento na capacidade de síntese protéica, concomitantemente à redução na degradação/liberação de aminoácidos pelo tecido muscular, fato que pode ser considerado como efeito "anabólico" (Fryburg, Gelfand, Barrett, 1991; Fryburg, Barrett, 1993). Uma vez que nesses estudos não foram constatadas alterações na concentração sistêmica de alguns hormônios, incluindo a insulina e o IGF-1 foi postulado que o GH pode regular de forma direta o turnover protéico de células, principalmente musculares (Fryburg, Barrett, 1993). Nesse sentido, o GH poderia servir como sinal anabólico para o aumento na quantidade de massa muscular e para regular as adaptações que ocorrem com a realização de exercícios físicos.

Se o GH possui efeitos "anabólicos" diretos sobre o metabolismo protéico muscular, seria esperado que sua utilização exógena associada a um programa de treinamento físico pudesse promover ganhos adicionais na massa muscular. Entretanto, estudos sobre os efeitos "anabólicos" do GH no metabolismo protéico (Fryburg, Gelfand, Barrett, 1991), na força muscular (Yarasheski et al., 1992) ou no desempenho e massa muscular de indivíduos saudáveis são controversos (Fryburg, Barrett, 1993; Healy et al., 2003). Alguns autores sugerem que o aumento na massa muscular em atletas de diferentes esportes, incluindo, o halterofilismo e o fisiculturismo se deve não apenas à utilização crônica de GH, mas, também à administração conjunta de outros hormônios ou agentes anabólicos (Karila et al., 1998; Jenkins, 1999; Van Der Lely, 2004; Rennie, 2003).

Em um estudo foi avaliado o efeito da administração de GH (40 µg/kg/dia ou 0,1 UI/kg/dia) em indivíduos saudáveis submetidos a um período de 12 semanas com exercícios físicos resistidos, realizados 5 vezes por semana em intensidade de 75-90% da força máxima (4 a 8 repetições) (Yarasheski et al., 1992). Os resultados mostraram aumento na massa livre de gordura e na quantidade de água corporal em ambos os grupos. No entanto, o grupo tratado com GH apresentou maiores valores. Adicionalmente, a taxa de síntese protéica foi maior que a sua degradação no grupo GH. Todavia, não foi constatada modificação na força, na circunferência de diversos membros avaliados e na taxa de síntese protéica do músculo quadríceps. Outros estudos que se propuseram a verificar os efeitos do GH em quantidades (0,1 UI/kg/dia a 0,2 UI/kg/dia) e períodos variados (2 a 4 semanas) em atletas ou indivíduos fisicamente ativos não observaram benefícios da administração do hormônio sobre o metabolismo protéico (Yarasheski et al., 1993; Berggren et al., 2005).

As diferenças nos resultados de pesquisas sugerem que os fenômenos demonstrados em indivíduos deficientes de GH ou em idosos não necessariamente se equiparam aos efeitos em indivíduos saudáveis (Rennie, 2003). Além disso, a alteração no peso corporal encontrada em diversos trabalhos pode ser conseqüência do efeito antidiurético promovido pelo GH, na qual ocorre aumento na retenção de sódio e, por conseguinte, de água. Esse mecanismo é regulado pelo sistema renina-angiotensina, fato que aumenta o volume de água extracelular e não a massa muscular (Moller et al., 1997; De Palo et al., 2001; Doessing, Kjaer, 2005). Ainda que outros estudos demonstrem turnover protéico aumentado ou maior massa livre de gordura decorrente da administração do GH, esses efeitos, considerados por muitos pesquisadores como "anabólicos", não necessariamente são traduzidos em aumento na quantidade de proteínas contráteis (Rennie, 2003; Healy et al., 2003).

Assim, o papel direto do GH na regulação do metabolismo protéico, bem como sobre o desempenho de indivíduos saudáveis, ainda é bastante controverso. Pesquisas mais recentes indicam que indiretamente o GH pode ter papel bem mais relevante, principalmente envolvendo a liberação de IGF-1 e sua interação com células satélites, mas até o presente momento são poucas as evidências de que a administração exógena de GH é de fato capaz de promover ganhos significativos de massa e força musculares (Nguyen et al., 1998; Adams, 2000; Chen, Zajac, Maclean, 2005).

Metabolismo lipídico

Embora as catecolaminas e a insulina sejam os principais reguladores hormonais do metabolismo lipídico, estudos demonstram que o GH promove aumento na concentração sérica de glicerol e AGL, sugerindo aumento da lipólise no tecido adiposo (Pritzlaff et al., 2000; Lange et al., 2002). Por outro lado, a redução da concentração de GH ou sua ausência total favorece o acúmulo de gordura pelo tecido adiposo, fato que é observado em indivíduos deficientes na produção de GH (Rudman et al., 1990). Alguns estudos mostram que, nos casos desta deficiência, a reposição do GH pode favorecer a lipólise, reduzindo especialmente a quantidade de gordura abdominal, bem como o volume dos adipócitos, entretanto, mais estudos são necessários (Cuneo et al., 1991a; Lange, 2004).

Em estudos com indivíduos saudáveis também puderam ser observados efeitos indicativos de lipólise com a administração do GH. Gravholt et al. (1999) verificaram que a utilização do GH promoveu aumento na lipólise do tecido adiposo subcutâneo das regiões abdominal e glútea. Lange et al. (2002) também observaram que a mobilização de AGL, glicerol e lactato em indivíduos saudáveis submetidos a exercícios físicos aeróbios foi potencializada com a administração aguda de 7,5 UI de GH.

Por outro lado um estudo observou que a elevação na disponibilidade de AGL, promovida pelo GH, não aumentou a taxa de oxidação de gorduras para geração de energia (Hansen et al., 2005a). Esses fatos estão de acordo com outros trabalhos realizados in vitro em adipócitos de humanos saudáveis, na qual o GH apenas aumentou a mobilização da gordura armazenada (Deyssig et al., 1993; Marcus et al., 1994). No entanto, o GH também pode ter outros efeitos, como o aumento na sensibilidade às catecolaminas, produzidas em elevada quantidade durante sessões de exercícios físicos (Lange et al., 2002). Além disso, o GH pode antagonizar o efeito antilipolítico da insulina, aumentando a taxa de oxidação de AGL (Lange, 2004). Esses efeitos, por si só, poderiam alterar a capacidade de oxidação de gorduras pelos tecidos, contribuindo para a redução da quantidade de gordura corporal (Gravholt et al., 1999; Lange, 2004).

Evidências também indicam que o GH pode aumentar o gasto energético (GE) de repouso entre 10-25%, fato que também pode contribuir na redução da quantidade de gordura corporal de indivíduos saudáveis (Gravholt et al., 1999; Lange, 2004). Moller et al. (1993) verificaram que a administração de GH em doses suprafisiológicas (12 UI/dia) em mulheres saudáveis durante 2 semanas promoveu aumento de aproximadamente 15% no GE de repouso e na taxa de oxidação de gorduras. Corroborando com esses resultados, Hansen et al. (2005b) verificaram que em indivíduos saudáveis e treinados, o tratamento com GH em quantidades suprafisiológicas (6 UI/dia) durante 2 semanas aumentou o GE e a oxidação de AGL.

Alguns estudos aventam a possibilidade de que o aumento no GE observado pode ser o resultado da maior quantidade de tecidos metabolicamente ativos (Moller et al., 1993; Hansen et al. 2005b);contudo, os trabalhos que estabeleceram esta relação não mensuraram de fato massa muscular, mas massa livre de gordura, o que poderia trazer interpretações equivocadas por conta do possível efeito antidiurético do GH. Adicionalmente, também têm sido propostas, como fatores contribuintes para o aumento no GE, pequenas alterações promovidas pelo GH na concentração de hormônios da tireóide e na estimulação mitocondrial de proteínas desacopladoras (UCP), fatos que favorecem a oxidação de AGL (Lange, 2004; Hansen et al. 2005b).

De forma geral, evidências indicam que o GH tem importante efeito no processo de redução da quantidade de gordura corporal, principalmente por meio da estimulação na mobilização de AGL do tecido adiposo, no GE e na sensibilidade às catecolaminas.

Efeitos do exercício físico sobre o GH

Exercício aeróbio

A maior parte dos estudos envolvendo atividades físicas do tipo aeróbias demonstra que a intensidade e a duração do exercício são os principais fatores que alteram o perfil de liberação do GH (Wideman et al., 2002; Weltman et al., 2006). Além disso, variáveis como o nível de treinamento (Diego et al., 1992), a composição corporal (Lange, 2004), o gênero (Wideman et al., 1999) e a idade dos indivíduos estudados (Marcell, Wiswell, Hawkins, 1999) também podem modular a liberação deste hormônio (Jenkins, 1999; Rennie, 2003). A Tabela II apresenta as principais variáveis que podem influenciar a liberação do GH em exercícios aeróbios.

Em geral, pode ser observada elevação na concentração do GH na circulação sangüínea nos primeiros 10 a 15 min de exercício físico, realizado na intensidade de aproximadamente 30% do VO2máx (Sutton, Lazarus, 1976; Felsing, Brasel, Cooper, 1992; Wideman et al., 2002; Copeland, Consitt, Tremblay, 2002). Entre 40 e 60 min de atividade, a concentração basal ou de repouso do GH, que é de 1-2 µg/L, pode aumentar em diversas vezes, sendo a amplitude deste aumento dependente da intensidade em que o exercício físico for realizado (Felsing, Brasel, Cooper, 1992). Embora em alguns estudos a concentração do GH tenha variado entre 5-25 µg/L na intensidade leve a moderada (25% a 75% VO2máx) (Pritzlaff et al., 1999; Marcell et al., 1999; Pritzlaff et al., 2002) outros trabalhos com protocolos mais intensos (> 90% do VO2máx) demonstraram ser capazes de elevar a concentração para aproximadamente 50 µg/L (Wallace et al., 2000; Wideman et al., 2002). Em geral, ao fim da atividade a concentração sistêmica do GH declina gradativamente até chegar ao valor pré-exercício, sendo que, na maioria das vezes, esta redução pode ocorrer em aproximadamente 60 min (Wideman et al., 2002).

Uma vez que o exercício físico aeróbio realizado cronicamente pode promover adaptações no organismo que são capazes de influenciar a liberação aguda do GH, o nível de treinamento passa a ser uma variável bastante relevante na avaliação do perfil de liberação do GH (Goldspink, 2005). A maioria dos trabalhos indica que indivíduos não treinados, submetidos a uma sessão de exercício aeróbio, apresentam maior amplitude na liberação do GH que indivíduos treinados ou atletas (Deuschle et al., 1998). Além disso, nesses últimos sujeitos a resposta do GH parece ser atenuada (Diego et al., 1992; Jenkins, 1999). Uma das hipóteses para justificar este fenômeno está diretamente relacionada com a concentração de lactato liberada no exercício e, conseqüentemente, com a intensidade que este é realizado (Vanhelder, Goode, Radomski, 1984; De Palo et al., 2001; Doessing, Kjaer, 2005; Weltman et al., 2006). Exemplo disso é que, para um indivíduo não treinado, a realização de uma sessão de exercício físico representa estresse fisiológico não habitual, o que geralmente leva a rupturas de membranas celulares, com liberação de enzimas citosólicas e elevada síntese de lactato (Doessing, Kjaer, 2005). Estes e ainda outros fatores desencadeiam uma rede de regulações hormonais, aumentando a secreção do GH, com o objetivo de restaurar a homeostasia corporal e preparar o organismo para novo estresse (Weltman et al., 2000).

Ao passo que as sessões de exercícios tornam-se crônicas, o organismo aumenta sua capacidade adaptativa e, para uma mesma intensidade relativa não é necessária elevada liberação do GH (Felsing, Brasel, Cooper, 1992). Nesta linha de pesquisa, a prescrição de atividades físicas próximas ou até acima do limiar anaeróbio pode ser muito eficiente em promover maior liberação do GH, contudo, é importante citar que exercícios muito intensos podem deixar de ter características aeróbias, levando o indivíduo à exaustão em curto espaço de tempo (Kraemer, Ratamess, 2005).

O gênero da amostra também é uma variável importante na avaliação do perfil de liberação do GH. No estado de repouso e durante o sono, mulheres apresentam maiores concentrações do GH que homens de mesma idade (Consitt, Copeland, Tremblay, 2002). Esta diferença parece estar principalmente relacionada aos efeitos do hormônio estradiol, o qual acredita-se ser um potente estimulante da liberação do GH (Bunt et al., 1986; Consitt, Copeland, Tremblay, 2002; Copeland, Consitt, Tremblay, 2002). Além disso, independentemente do estado de treinamento, mulheres no início de uma atividade podem apresentar liberação mais rápida de GH, ao passo que ao término da sessão a depuração de GH pode ser reduzida quando comparada aos resultados obtidos em homens (Bunt et al., 1986). Diversos trabalhos vêm estabelecendo escalas de referência diferentes para cada gênero nas concentrações de GH, IGF-1 e outros marcadores de colágeno e crescimento ósseo (Wideman et al., 1999; Pritzlaff et al., 2002; Ehrnborg et al., 2003).

Ainda em mulheres, Weltman et al. (1992) verificaram que exercícios com intensidades próximas ao limiar anaeróbio podem aumentar a liberação de repouso e GH durante o sono por um período de até 24 h, o que ainda não foi demonstrado em homens. Recentemente, Weltman et al. (2006) observaram que a amplitude e a freqüência da secreção do GH em mulheres jovens submetidas ao exercício aeróbio em diversas intensidades são maiores que a de homens em qualquer idade ou mesmo que a de mulheres pós-menopausa.

De acordo com Zaccaria et al. (1999) e Wideman et al. (2002) tanto homens jovens (± 21 anos) como mais velhos (> 42 anos), submetidos a um protocolo de exercícios aeróbios, apresentam elevações agudas no GH plasmático; contudo, a disparidade nos valores demonstra que, em indivíduos mais velhos, a liberação do GH é fortemente atenuada. Foi postulado que a liberação reduzida do GH em homens e mulheres idosos pode estar relacionada à baixa capacidade destes em realizar atividades mais intensas. Com isto, a produção de lactato pelos tecidos é menor, fato que não promove estímulos na secreção do GH. Apesar disso, cabe salientar que a prática de atividades físicas por indivíduos com idades mais avançadas pode ter inúmeros benefícios à saúde; contudo, parece ter pouco efeito direto sobre a liberação do GH.

Exercício resistido

Pesquisas com protocolos de diferentes níveis de intensidade têm sido utilizadas para verificar os efeitos do exercício físico resistido na liberação do GH. Na maioria destes estudos, coletas de sangue para a determinação da concentração do GH ocorrem antes e após as atividades, ao passo que apenas alguns trabalhos apresentam resultados durante a realização dos exercícios (Wideman et al., 2002; Kraemer, Ratamess, 2005). Além disso, a cinética de liberação do GH induzida pelo exercício físico resistido é com freqüência avaliada por períodos não mais longos que 12-24 h após a atividade (Kanaley et al., 2001; Raastad et al., 2001).

Semelhantemente aos exercícios aeróbios, a concentração do GH, tanto em homens como em mulheres jovens, pode variar entre 5-25 µg/L dependendo do protocolo empregado; contudo, na maioria dos casos, a concentração de pico do GH nos exercícios resistidos ocorre imediatamente após o término da sessão (Hakkinen et al., 2000). Gradualmente, esta concentração de pico pós-exercício vai diminuindo até retornar aos valores pré-exercício. Este processo normalmente dura entre 60 e 90 min após o fim da atividade física (Mcmurray, Eubank, Hackney, 1995; Bosco et al., 2000; Hakkinen et al., 2000; Wideman et al., 2002). A Tabela III apresenta as principais variáveis que podem influenciar na liberação do GH em exercícios resistidos.

Tem sido proposto que o aumento na quantidade de estresse mecânico, produzido pelo elevado número de repetições, a maior síntese e liberação de ácido lático e o processo de hipóxia durante exercícios resistidos podem estimular a liberação de GH (Vanhelder, Goode, Radomski, 1984; Kraemer, Ratamess, 2005). Também, o aumento da acidose intramuscular pode estimular a atividade dos nervos simpáticos por meio de reflexo quimioreceptivo mediado por quimioereceptores intramusculares, aumentando a resposta do GH (Gordon et al., 1994; Hoffman et al., 2003). Em geral, protocolos de exercícios resistidos com maior volume (10 a 12 repetições) e cargas moderadas (< 60%) parecem otimizar a secreção do GH em mulheres (Kraemer et al., 1991). Já protocolos em que são realizadas poucas repetições (± 5), com intervalos de descanso mais longos (± 3 min), não resultam em aumento significativo na liberação do GH (Kraemer et al., 1991; Wideman et al., 2002; Consitt, Copeland, Tremblay, 2002).

Em relação aos efeitos do treinamento resistido sobre a liberação do GH, estudos demonstram uma resposta atenuada na secreção do GH, seja imediatamente após atividades físicas ou mesmo sobre a concentração em estado de repouso (Hurley et al., 1990; Bell et al., 2000). Esse perfil de liberação é muito similar ao observado nos treinamentos com exercícios aeróbios. Entretanto, a resposta do GH pode ser diferente quando indivíduos sedentários são submetidos a treinamento resistido. Ahtiainen et al. (2003) observaram que, após 21 semanas de treinamentos com exercícios resistidos, indivíduos não treinados apresentaram aumento discreto na concentração do GH imediatamente, 15 e 30 min após o exercício. Em atletas de força, submetidos ao mesmo período de treinamento, a concentração do GH foi significativamente atenuada 30 min após a atividade. Em mulheres sedentárias também pode ser observado aumento na concentração de GH em resposta ao treinamento resistido (Kraemer et al., 1998; Marx et al., 2001).

O treinamento resistido também tem se tornado uma importante opção no processo de envelhecimento, com o intuito de atenuar ou mesmo de reverter a redução da força e da massa muscular, bem como a síntese de diversos hormônios, tais como o GH (Craig, Brown, Everheart, 1989). De acordo com estudo realizado por Copeland et al. (2002), exercícios resistidos realizados por mulheres com idades de 19 a 69 anos foi eficaz em aumentar a liberação de GH após a atividade, principalmente se comparada a um protocolo de exercícios aeróbios. Apesar disso, a resposta do GH induzida por exercícios resistidos é menor em homens e mulheres idosos (Craig, Brown, Everheart, 1989; Copeland, Consitt, Tremblay, 2002). Quando exercício resistido são realizados cronicamente, em um estudo verificou-se que após um período de 24 semanas de treinamento, nenhuma alteração na concentração de GH foi observada (Hakkinen et al., 2000).

Assim como nos exercícios aeróbios, as hipóteses a respeito dos efeitos do exercício resistido na liberação do GH em indivíduos com idades acima de 40 anos podem estar relacionadas à intensidade, à carga de trabalho e, conseqüentemente, à concentração de lactato liberado durante a atividade (Hakkinen et al., 2000; Wideman et al., 2002; Consitt, Copeland, Tremblay, 2002).

 

CONCLUSÃO

Com base nas evidências apresentadas neste trabalho, o hormônio do crescimento deve ser considerado um importante agente modulador do metabolismo no exercício. Entretanto, apesar de ser atribuído a este hormônio inúmeros efeitos anabólicos sobre a massa muscular, pouca eficácia tem sido comprovada por pesquisas científicas, exceto em situações extremas, tais como a ausência ou redução acentuada de sua síntese ou ainda em casos de administração suprafisiológica. Por outro lado, no metabolismo lipídico, o hormônio do crescimento tem demonstrado efeitos lipolíticos diretos e indiretos, tais como o favorecimento da mobilização de ácidos graxos livres no tecido adiposo para geração de energia, o aumento na sensibilidade às catecolaminas, a estimulação na liberação de outros hormônios, tais como os da tireóide ou, ainda diminuindo a ação antilipolítica da insulina. Esses efeitos podem aumentar a capacidade de oxidação de gordura, bem como o gasto energético.

 

AGRADECIMENTOS

Agradecemos o apoio da CAPES, do CNPq e da FAPESP (processos números 05/58997-4 e 05/59003-2) pelas bolsas de estudo concedidas.

 

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Recebido para publicação em 06 de julho de 2007
Aceito para publicação em 02 de outubro de 2008

 

 

* Correspondência:
J. Tirapegui
Departamento de Alimentos e Nutrição Experimental
Faculdade de Ciências Farmacêuticas Universidade de São Paulo
Av. Prof. Lineu Prestes, 580, Bloco 14
05508-900 - São Paulo - SP, Brasil
E-mail: tirapegu@usp.br