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Alea: Estudos Neolatinos

Print version ISSN 1517-106XOn-line version ISSN 1807-0299

Alea vol.5 no.1 Rio de Janeiro Jan./July 2003

http://dx.doi.org/10.1590/S1517-106X2003000100005 

Theodor Adorno e a poesia em tempos sombrios

 

 

Jaime Ginzburg

Professor Adjunto da Universidade Federal do Espírito Santo e pesquisador do CNPq (Projeto Integrado Literatura e Autoritarismo)

 

 


RESUMO

Este estudo propõe uma reflexão sobre idéias de Theodor W. Adorno, procurando abordar relações entre a sua concepção de poesia lírica, sua valorização da História e sua crítica da experiência política de seu tempo.

Palavras-chave: Adorno, crítica cultural, Hegel, Paul Celan, poesia lírica, reificação


ABSTRACT

This study brings a reflection about Theodor W. Adorno's ideas, trying to examine connections between his conception of poetry, his evaluation of History, and his political criticism.

Keywords: Adorno, cultural criticism, Hegel, Paul Celan, lyrical poetry, reification


RESUMEN

Esta investigación presenta una reflexión acerca de las ideas de Theodor W. Adorno, procurando considerar las relaciones entre su concepción de poesía, su interés por la historia, y su critica de la experiencia política de su tempo.


 

 

O idealismo alemão teve enorme importância, na história da Teoria da Literatura, como responsável por uma reavaliação das categorias utilizadas para o estudo de obras de arte. Foi um movimento de enorme impacto para a investigação da literatura, com uma discussão aprofundada dos gêneros literários. Entre os pontos fortes desse movimento está a concepção de teoria da poesia lírica formulada por Hegel, que estende até o presente enorme influência direta e indireta nas reflexões acadêmicas.

Desde Hegel, transformações históricas e sociais se articularam com o surgimento de novos paradigmas conceituais. A influência do idealismo alemão atingiu pensadores contemporâneos, que continuam adotando suas propostas fundamentais; além disso, surgiram perspectivas críticas interessadas na renovação de formulações conceituais. Os caminhos de teorização da poesia lírica no século XX são diversos, e se relacionam de variadas maneiras com a contribuição hegeliana.

Eric Hobsbawm caracterizou o século XX como "era das catástrofes", em razão do impacto violento de uma série de experiências de destruição em massa, em escala sem precedentes, em que "não apenas a paz, a estabilidade social e a economia, como também as instituições políticas e os valores intelectuais da sociedade liberal burguesa do século XIX entram em decadência ou colapso"*1. Dentro desse quadro, no âmbito do trabalho intelectual, pensadores sentiram necessidade de reavaliar conceitos e pensar novos caminhos para compreensão de temas de interesse das letras e das ciências humanas.

Como fazer teoria da poesia lírica na era das catástrofes? Esse problema esteve no horizonte dos pensadores da Escola de Frankfurt, que se dedicaram a articular a crítica das experiências de violência extrema e de regimes autoritários à crítica política da cultura. Esse empenho de articulação levou à revisão conceitual de parâmetros consagrados da Teoria da Literatura e, entre eles, das noções originárias do idealismo alemão. Conhecendo em profundidade o trabalho de Hegel, e levando em conta categorias do marxismo, Theodor W. Adorno elaborou uma reflexão sobre lírica, marcando contrariedade ao avanço do impacto do capitalismo industrial. A crítica da reificação constituiu um elemento decisivo para sua percepção da produção cultural.

Em Adorno, a Teoria da Literatura constantemente se articula com a discussão rigorosa de problemas da vida política de seu tempo. Um dos pontos em que essa articulação ganha força é sua concepção de poesia lírica. Em Hegel, encontramos uma base metafísica para a elaboração teórica. Em Adorno, diferentemente, a base é histórica. Essa diferença tem conseqüências enormes para a atribuição de um papel para a poesia na crítica da desumanização promovida pelo capitalismo industrial e por experiências de barbárie.

A comparação entre Hegel e Adorno permite observar que no primeiro existe uma concepção de lírica centrada na categoria da totalidade, enquanto no segundo encontramos caminhos para compreender a fragmentação formal e a ruptura com as convenções tradicionais como elementos voltados para uma crítica das formas desumanizadoras de experiência social do século XX.

De acordo com Nicholas Tertulian, Adorno teve constantemente a atitude de indicar raízes de suas idéias no pensamento de Hegel. Vivamente interessado no idealismo alemão, Adorno estabeleceu com ele um diálogo crítico que esteve centrado em alguns pontos, entre eles uma controvérsia sobre o conceito de totalidade. Na perspectiva sócio-histórica de investigação proposta por Adorno, esse conceito é criticado por suas "conseqüências conservadoras", por sua impossibilidade de contemplar a complexidade das experiências individuais e sociais*2.

Na Estética de Hegel, encontramos formulações referentes à poesia lírica que viriam a influenciar de modo decisivo as elaborações conceituais sobre o assunto na Teoria da Literatura contemporânea. De acordo com Hegel, a lírica é constituída como expressão da subjetividade*3. Para o autor, é "a interioridade subjetiva que deve ser considerada como o fator ao qual a obra lírica deve a sua unidade. [...] Encontra-se assim reduzido a uma totalidade subjetiva limitada e só exprime o que brota desta situação ou a ela se vincula"*4.

A argumentação de Hegel elabora a idéia de que podemos identificar uma condição subjetiva definida, um estado de ânimo, que caracterize a subjetividade lírica, sendo expressa pelas diversas imagens apresentadas em um poema. Estas teriam a função de sustentar a particularização específica recebida pelo sujeito, de acordo com os atributos a ele designados. Nessa perspectiva, poderíamos identificar diretamente em um estado de ânimo indicado por um poema uma maneira específica de sentir e pensar as relações entre a interioridade do sujeito e a exterioridade do mundo.

Gerd Bornheim examinou em Hegel a profunda convicção na força do sujeito moderno, disposto a superar limitações e assimilar o novo. Para Bornheim, em Hegel a sustentação da força do sujeito é encontrada na totalidade metafísica, em que se contextualiza toda experiência subjetiva*5. Nesse sentido, o trabalho de Hegel na Estética é profundamente marcado por seus "propósitos idealistas", centrados na reflexão metafísica.*6

Com seus pressupostos metafísicos, a concepção de lírica de Hegel permaneceu com enorme repercussão nos estudos literários no século XX. Sua presença pode ser constatada, de modos diretos e indiretos, em autores tão diversos como Emil Staiger*7 e, no Brasil, em Alfredo Bosi*8. Nessas perspectivas, a investigação sobre a poesia lírica é articulada com uma expectativa de percepção das condições em que é constituída a subjetividade do poema lírico. O estado de ânimo (mesmo com variações nos modos de conceituação) é um elemento importante no enfoque analítico-interpretativo. Metodologicamente, para respeitar esse enfoque, é preciso sustentar um pressuposto conceitual formulado na Estética: deve ser configurada, de algum modo, uma unidade no poema, e esta se vincula com a totalidade subjetiva que se expressa na enunciação.

A experiência histórica do século XX trouxe para esse campo uma série de incertezas, que exigiram uma reavaliação das condições de emprego dos conceitos hegelianos. Um dos caminhos mais produtivos para detectar esse movimento de mudança está na produção de Theodor W. Adorno, pensador da Escola de Frankfurt, com trabalhos voltados para a leitura de Hegel.

O primeiro ponto a ressaltar é a inversão proposta por Adorno para a tradição dialética hegeliana. Em Adorno, o percurso de superação de conflitos entre opostos, princípio fundamental dessa tradição, cede lugar a uma razão antagônica no interior da qual contradições não são superadas*9. Contrariando pressupostos da tradição metafísica hegeliana, Adorno propõe, em sua Dialética negativa, uma formulação conceitual centrada em impasses suspensos, em antagonismos que potenciam a si mesmos, e propõe que o privilégio concedido por Hegel à Metafísica ceda lugar à História, trocando o idealismo das permanências pela finitude da experiência histórica*10. Ao propor essa transformação, Adorno atinge o cerne básico da concepção hegeliana de lírica. Ao trocarmos a Metafísica pela História, suspendemos o interesse por uma totalidade subjetiva, dotada de unidade, e passamos a trabalhar com uma concepção de sujeito necessariamente processual, incompleta, em andamento, e por isso sempre aquém da unidade totalizada. Os antagonismos da História, diferentemente do movimento dialético da Metafísica, não têm como horizonte uma totalidade unitária que supera contradições. Esses antagonismos nos levam à experiência da fratura, da incongruência, de um movimento inquietante e nunca completo.

Coerentemente, no consagrado estudo Lírica e sociedade, Adorno propõe que a sociedade seja tomada como "uma unidade em si contraditória"*11. A exigência proposta à lírica é de um "protesto contra um estado social que todo indivíduo experimenta como hostil, alheio, frio, opressivo [...] A idiossincrasia do espírito lírico contra a prepotência das coisas é uma forma de reação à coisificação do mundo, à dominação de mercadorias sobre homens que se difundiu desde o começo da idade moderna e que desde a revolução industrial se desdobrou em poder dominante da vida"*12.

Em uma sociedade marcada por conflitos, a constituição da subjetividade lírica é atingida pela opressão. No contexto do capitalismo, essa opressão se articula com o princípio da reificação e o fetichismo da mercadoria, reduzindo o alcance da condição propriamente humana. Para Adorno, o individualismo burguês entregou-se "à tutela do mercado"*13 e a concepção de indivíduo deve ser transformada, "intensificada"*14. Rodrigo Duarte, ao comentar as relações entre sujeito e modernidade em Adorno, observou que, para o pensador alemão, em tempos de desenvolvimento tecnológico, "o sujeito experimenta [...] sua degeneração em mera coisa"*15.

Foi estabelecida pelo mercado uma dinâmica de opressão que inviabiliza a aceitação natural de uma concepção idealista de "liberdade do sujeito" ou de "totalidade subjetiva". Na perspectiva de Adorno, a problematização da constituição da subjetividade é um problema fundamentado historicamente nas condições hostis e desumanas de existência propostas pelo capitalismo industrial.

Adorno acredita que, ao abordar uma individualidade, um poema é capaz de apontar elementos referentes a uma coletividade. Para construir esse argumento, que permitirá defender a função social da lírica, Adorno faz referência a Hegel, e elabora uma teoria da linguagem poética, caracterizada como diferenciada da coloquial e afastada do universo reificado das relações desumanizadas da sociedade de mercado*16. Para que a poesia lírica cumpra sua função de resistência à hostilidade do contexto, é preciso que a individualidade seja transformada até o "auto-aniquilamento"*17, em que é perdida a referência convencional de uma totalidade subjetiva unitária bem delimitada.

Observa-se, em "Lírica e sociedade", uma grande e estratégica distância com relação à Estética de Hegel. Em lugar de uma totalidade subjetiva, encontramos uma concepção de individualidade pautada na opressão, uma sociedade fundamentada em conflitos e uma busca de uma linguagem que ultrapasse os caminhos convencionais de expressão. Em lugar de uma identidade individual, encontramos uma série de indicações de que a poesia lírica deve subverter a concepção burguesa de indivíduo e ultrapassar seus limites. O idealismo hegeliano é substituído por um senso profundo da história ocidental a partir do impacto do capitalismo industrial.

O caráter renovador da perspectiva de Adorno é observado na Teoria estética, obra monumental que consolida sua profunda ruptura com relação a Hegel*18. Essa ruptura foi comentada por Marc Jimenez, que nela percebeu a sustentação de teses fundamentais do livro*19. Em sua abordagem, Adorno chama a atenção para a tensão interna presente em obras de arte, e propõe que essa tensão "é significativa na relação com a tensão externa"*20. Nesse sentido, os problemas estéticos estariam diretamente ligados a problemas referentes ao contexto, às condições de produção. Mais uma vez, encontramos um fundamento histórico e concreto, e não idealista, na sustentação dos argumentos. É no andamento conflitivo do processo histórico-social que encontramos motivações, chaves e sinais de um campo complexo de referências articuladas pelas obras de arte.

Em coerência com a "razão antagônica" conceituada no livro Dialética negativa, Adorno propõe, na Teoria estética, uma percepção do caráter conflitivo da experiência social, da seguinte maneira: "os antagonismos não resolvidos da realidade retornam às obras de arte como os problemas imanentes de sua forma"*21. Em um contexto marcado por conflitos, para uma perspectiva que se afasta do idealismo e da metafísica, a obra de arte pode interiorizar os conflitos e elaborá-los como experiência estética. A obra de arte, ao provocar choques, perturbações, transtornos de percepção, estará evocando o necessário estranhamento que deve reger as condições de percepção da realidade social, uma vez que esta se constitui como antagônica, dotada de impasses não resolvidos que se potenciam constantemente.

Além da reificação propiciada pelo universo do mercado, no capitalismo industrial, outro elemento importa muito a Adorno como fundamento da desumanização no século XX: a ascensão de regimes autoritários, responsáveis por políticas de extermínio e pela circulação de ideologias opressoras. Em uma parte da Dialética negativa, Adorno trata de um de seus temas mais caros, o impacto de Auschwitz no pensamento ocidental. Nesse aspecto, Adorno investiga a articulação direta entre estado de choque e filosofia, expondo que a interiorização da extrema violência de Auschwitz motiva a reelaboração do interesse filosófico*22. Nesse quadro difícil para a experiência intelectual, mapeado pelo livro, o papel de resistência da arte seria fundamental*23.

Reflexão similar sustenta a avaliação de Adorno da poesia de Paul Celan: "Os poemas de Celan querem exprimir o horror extremo através do silêncio. O seu próprio conteúdo de verdade torna-se negativo. Imitam uma linguagem aquém da linguagem impotente dos homens [...] A infinita discrição, com que procede o radicalismo de Celan, aumenta a sua força"*24. Os critérios utilizados por Adorno para destacar Celan estão enraizados em uma experiência coletiva, histórica, de aniquilação. O "horror extremo" da Segunda Guerra não admitiria, em perspectiva adorniana, uma representação idealista, com um sujeito lírico plenamente constituído. Essa plenitude seria incongruente com o horror presenciado na Guerra. São contrariadas expectativas de expressão totalizante, de sentido pleno, de unidade expressiva afirmativa de uma identidade. A estratégia de voltar-se para a negatividade, o silêncio, a discrição, permite manter a tensão, historicamente crucial, que pauta as relações entre indivíduo e história. A linguagem poética renuncia à expressão e se volta negativamente, seguindo uma forma brutal de "razão antagônica", para a exposição de seus próprios impasses. Celan intitulou um de seus trabalhos como Prisão da palavra (Sprachgitter)*25, chamando a atenção para as dificuldades de conciliar a experiência humana e a linguagem verbal.

Em um de seus poemas, Celan encena a problemática da linguagem que se esvai com a percepção do componente aniquilador e destrutivo da experiência. "Veio uma palavra, veio,/ veio pela noite,/ queria brilhar, queria brilhar/ Cinzas/ Cinzas, cinzas"*26. Embora traga em si a determinação de evidenciar-se, em meio à escuridão, a palavra cede lugar no horizonte do sujeito para as cinzas, resíduos da destruição que ocorre à volta. A palavra não conquista uma posição brilhante ou emancipatória. Em Celan, o movimento tenso da escrita, que se volta severamente contra seu próprio impulso, pode ser considerado um caso exemplar de antagonismo interior, que se vincula diretamente com os antagonismos sociais, assimilados de maneira delicada e melancólica na década de 1950, no Pós-Guerra.

É muito relevante nesse ponto a observação apresentada por Adorno sobre o paradoxo constitutivo da crítica cultural. Segundo ele, toda atividade crítica é exercida dentro de um sistema cultural. Quando um intelectual se dedica a essa atividade, necessariamente incorporará, de algum modo, elementos do sistema de que faz parte e a respeito do qual se posiciona criticamente. O paradoxo consiste em que o crítico está dentro do sistema que pretende criticar, e portanto toda crítica do sistema será também uma crítica de si mesmo. Nos termos de Adorno, "o crítico dialético da cultura deve participar e não participar da cultura. Só assim fará justiça à coisa e a si mesmo"*27.

Seguindo esse percurso de raciocínio, se encararmos a atividade poética como uma forma de crítica da cultura, percebemos que o caso de Paul Celan é exemplar. O sujeito lírico de um poema como "Stretto" ganha sua força por ter interiorizado intensamente o horror sobre o qual discorre. Para que esse horror ganhe intensidade, Celan renuncia ao distanciamento, preferindo a configuração melancólica do trauma e o discurso fragmentário da impossibilidade de uma linguagem plena e de um sentido totalizante. As cinzas apontam para um lado terrível da experiência histórica, e o gesto de apontar exprime negativamente a intensidade do que não pode ser representado.

Nesse sentido, o valor da poesia lírica depende de seu afastamento das convenções tradicionais que estabelecem a perspectiva totalizante de expressão e representação. Em "Crítica cultural e sociedade", Adorno escreve: "O ataque ao todo retira sua força de que quanto mais o mundo possui a aparência de unidade e totalidade, maior é o avanço da reificação"*28. Como depreendemos de "Lírica e sociedade", Adorno acredita que a poesia pode se opor à hostilidade e à desumanização. A ruptura com concepções totalizantes tem um papel importante nessa oposição.

A leitura de Adorno não apresenta soluções mágicas. A opção adorniana propõe que o lugar da metafísica seja ocupado pela história, e esta não acena com a possibilidade de superar facilmente impasses e conflitos sociais. Embora tenha grande influência de Karl Marx, o pensamento de Adorno não é equacionado, em sua filosofia da história, com uma utopia revolucionária. Como expõe no impressionante ensaio "Educação após Auschwitz", Adorno conta com a expectativa de mudanças sociais profundas, necessárias para que os extremos de violência não sejam repetidos*29. Sua concepção de mudança social envolve a crítica de "tendências regressivas" com inclinações para a violência*30 e da noção de "direito de Estado acima do direito dos membros da sociedade" *31. A escrita desse ensaio, entre o tom melancólico e o amargo, assim como a poesia de Celan, está impregnada do impacto do horror e, por essa razão, renuncia a qualquer idealismo.

A contribuição de Theodor Adorno no estudo da literatura está diretamente ligada à crítica da violência, da desumanização no capitalismo industrial, e do autoritarismo fascista. Sua concepção de lírica, fundamentada sociologicamente como um problema histórico, focalizado como crítica da reificação e da opressão, permite examinar poemas líricos como obras dotadas de importante impacto político.

 

 

Recebido em 24/7/2002
Aprovado em 25/9/2002

 

 

*1 (Hobsbawn, Eric. A era dos extremos. O breve século XX. São Paulo: Companhia das Letras, 1995: 112.         [ Links ])
*2 (Tertulian, Nicholas. "Lukács, Adorno et la philosophie classique allemande". Em: Archives de philosophie. Paris, 1984. T. 47, Cahier 2: 198-9.         [ Links ])
*3 (Hegel, G. W. F. Estética. Lisboa: Guimarães, 1993: 607-29.         [ Links ])
*4 (Ibid.: 617-8.)
*5 (Bornheim, G. "A invenção do novo". Em: Abensour, Miguel et al. Tempo e história. São Paulo: SMC / Companhia das Letras, 1992.         [ Links ])
*6 (Bornheim, G. "O que está vivo e o que está morto na Estética de Hegel". Em: Bavcar, E. al. Artepensamento. São Paulo: Companhia das Letras, 1994: 127).         [ Links ]
*7 (Staiger, Emil. Conceitos fundamentais de poética. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1975.),         [ Links ]Octavio Paz** (Paz, Octavio. El arco y la lira. México: Fondo de Cultura Económica, 1956.         [ Links ])
*8 (Bosi, Alfredo. O ser e o tempo da poesia. São Paulo: Cultrix, s/d.         [ Links ])
*9 (Adorno, Theodor. Negative dialectics. New York: The Continuum Publishing Company, 1999: 317-8.         [ Links ])
*10 (Ibid.: 358-60.)
*11 (Adorno, Theodor. "Lírica e sociedade". Em: Benjamin, Walter et alii. Textos escolhidos. São Paulo: Abril Cultural, 1983: 194.         [ Links ])
*12 (Ibid.: 195.)
*13 (Ibid.: 201.)
*14 (Ibid.: 202.)
*15 (Duarte, Rodrigo. Adornos: nove ensaios sobre o filósofo frankfurtiano. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1997: 52.         [ Links ])
*16 (Adorno, Theodor. "Lírica e sociedade". Op. cit.: 200.)
*17 (Ibid.: 202.)
*18 (Adorno, Theodor. Teoria estética. Lisboa: Martins Fontes, 1988.         [ Links ])
*19 (Jimenez, Marc. Para ler Adorno. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1977: 71.         [ Links ])
*20 (Adorno, Theodor. Teoria estética. Op. cit.: 16.)
*21 (Ibid.: 16.)
*22 (Adorno, Theodor. Negative dialectics. Op. cit.: 364.)
*23 (Cf. Jay, Martin. As idéias de Adorno. São Paulo: Cul-trix / EdUSP, 1988: 50-1.         [ Links ])
*24 (Adorno, Theodor. Teoria estética. Op. cit.: 354.)
*25 (Celan, Paul. Cristal. São Paulo: Iluminuras, 1999: 65.         [ Links ])
*26 ("Stretto". Ibid.: 77.)
*27 (Adorno, Theodor. "Crítica cultural e sociedade". Em: Prismas. São Paulo: Ática, 1998: 25.         [ Links ])
*28 (Ibid.: 22.)
*29 (Adorno, Theodor. "Educação após Auschwitz". Em: Sociologia. São Paulo: Ática, 1986.         [ Links ])
*30 (Ibid.: 38.)
*31 (Ibid.: 45.)

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