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Alea : Estudos Neolatinos

versão impressa ISSN 1517-106X

Alea v.5 n.2 Rio de Janeiro jul./dez. 2003

http://dx.doi.org/10.1590/S1517-106X2003000200001 

Editorial

 

 

O tema geral deste número da Revista Alea é "Paradigmas estéticos: crise e renovação". Nosso objetivo era, sobretudo, o de detectar momentos críticos da história e a busca de novos rumos empreendida nos domínios da arte e da literatura.

O primeiro artigo analisa uma questão central da reflexão sobre a história no século XX: o destino do marxismo na perspectiva de Walter Benjamin, pensador cuja importância vem sendo redescoberta a cada dia. Em seguida, um retorno ao romance Respiración artificial, de Ricardo Piglia, reconfigura as relações entre política e ficção no âmbito da literatura argentina.

Três artigos têm por objeto escritores franceses consagrados, mas com óticas bastante diversas. O primeiro visa reconstituir a incessante busca de uma linguagem própria que pauta a obra de André Gide. O segundo parte da constatação do silêncio de Roland Barthes a propósito de André Malraux, para interrogar o poder da crítica na consolidação/dissolução de um paradigma estético e na redução do sentido da obra de um escritor. O terceiro analisa a leitura de Jean Genet da transfiguração do mundo operada por Giacometti, para discutir a estetização da própria personagem do artista empreendida pelo escritor.

Em seguida, dois artigos propõem leituras, por assim dizer, entre culturas: o misticismo islâmico relido pela estética neobarroca que marca a obra de Tahar Ben Jelloun e a presença de E. T. A. Hoffmann na literatura francesa do século XIX.

Para encerrar, um artigo põe em cena relações entre poesia e pensamento com Montaigne, e outro discute, a partir da interpretação de uma entrevista concedida por Armando Freitas Filho, o modo como um registro tradicionalmente não literário pode configurar-se como um espaço de experiência poética.

Esperamos que tais discussões frutifiquem e possam gerar novos debates no intuito de atualizar permanentemente entre nós, e com precisão cada vez maior, o quadro dos estudos lingüísticos e literários.

 

Os Editores