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Sociologias

Print version ISSN 1517-4522

Sociologias vol.15 no.32 Porto Alegre Jan./Apr. 2013

http://dx.doi.org/10.1590/S1517-45222013000100012 

RESENHA

 

Resenha: "O Romancista e o Engenho: José Lins do Rego e o regionalismo nordestino dos anos 1920 e 1930", de Mariana Ghaguri

 

Review – "O Romancista e o Engenho: José Lins do Rego e o regionalismo nordestino dos anos 1920 e 1930", by Mariana Chaguri

 

 

Mário Augusto Medeiros da Silva

Doutor em Sociologia. Universidade Estadual de Campinas (IFCH-Unicamp) (Brasil). E-mail: marioaugustomed@yahoo.com.br

 

 


RESUMO

Trata-se das relações entre a formalização estética do Ciclo da Cana de Açúcar e o processo social do Regionalismo Nordestino. Analisa a trajetória social e produção literária de José Lins do Rego, buscando deslindar as formas de realização social do autor, nos circuitos intelectuais e políticos de que participou (Pernambuco e Rio de Janeiro, notadamente) e as condições sociais de produção de sua obra (editoras em que a mesma é publicada, recepção entre a crítica de época etc.). Em vista das disputas travadas com os Modernistas paulistas de 1922, sua interpenetração com a crise política dos anos 1930 e com as formulações de Gilberto Freyre acerca das ideias de Região e Nação, Chaguri sugere a análise do Regionalismo Nordestino como parte de um projeto estético e político, cujas intenções e consequências merecem ser sociologicamente examinadas.

Palavras-Chaves: Regionalismo; Ciclo da Cana de Açúcar; José Lins do Rego; Pensamento Social Brasileiro; Sociologia da Literatura.


ABSTRACT

The book deals with the relations between the aesthetics formalization of the Sugarcane Cycle and the social process of the Brazilian Northeastern regionalism. It analyzes the social trajectory and literary work of José Lins do Rego, seeking to disclose this author's ways of social fulfillment in the intellectual and political circles he participated (especially in Pernambuco and Rio de Janeiro) as well as the social conditions of production of his work (his publishers, critiques etc.). Considering his disputes with members of the 1922 modernist movement, intertwined with the political crisis of the 1930s and the formulations of Gilberto Freyre's notions about Region and Nation, Chaguri suggests the analysis of Northeastern Regionalism while part of an aesthetic and political project whose intentions and consequences deserve to be sociologically examined.

Key Words: Regionalism; Cycle of Sugarcane; José Lins do Rego, Brazilian Social Thought, Sociology of Literature.


 

 

 

CHAGURI, Mariana. O Romancista e o Engenho: José Lins do Rego e o regionalismo nordestino dos anos 1920 e 1930, São Paulo: Anpocs / Hucitec, 2009.

Para as novas gerações de leitores, José Lins do Rego talvez seja um ilustre desconhecido. Uma de suas obras mais conhecidas, Fogo Morto, deixou de figurar há algum tempo em listas vestibulares principais, que, historicamente, rotinizam a leitura para estudantes secundários. A José Olympio Editora, que o consagrou e ergueu-se com a ajuda de seu sucesso, encontra-se, atualmente, em posição distinta em relação aos seus tempos áureos da Rua do Ouvidor, 110; agora, está subordinada ao selo Record (Hallewell, 2005, pp. 415-481). O tema do Ciclo da Cana-de-Açúcar, aparentemente, pertence ao pretérito. Apesar de todos esses fatores, demonstra-se muito atual, na exigente reflexão da socióloga Mariana Miggiolaro Chaguri, em O Romancista e o Engenho, distinguida pela ANPOCS como melhor dissertação de mestrado em Ciências Sociais em 2008, tornando-se livro no ano seguinte, pela editora Hucitec.

Consciente dos problemas em tela, anuncia-se a dificuldade em tratá-los, epigrafando a advertência de Gilles Deleuze: "Evitar a dupla ignomínia do erudito e do familiar. Reconduzir a um autor um pouco dessa alegria, dessa força, dessa vida amorosa e política que ele soube dar, inventar[...]" (Chaguri, 2009, p. 15). Cria-se, assim, simultaneamente uma relação de estranhamento e compreensão, desfocada de um estudo da trajetória pessoal de Lins do Rego (embora não passe ao largo da análise); tampouco repisando temas específicos da obra do escritor – que não deixam de ser debatidos longamente.

Há, ao contrário, um denso movimento pendular entre biografia e obra, texto e contexto, memória pessoal e coletiva, fortuna crítica e pesquisa inédita em arquivos, onde se investiga, objetivamente, as relações entre formalização estética e processo social. As condições sociais de produção da obra e a realização social da figura do autor, desnaturalizadas, são debatidas, intentando recuperar através da pesquisa arquivística em jornais e recurso à produção do cronista José Lins do Rego (atividade pouco discutida por seus estudiosos) suas redes de sociabilidade e as soluções estéticas para que fatores externos se convertessem internamente à obra desse autor.

Assim intenta-se deslindar como o polêmico cronista Lins do Rego dos anos 1920, imerso em disputas intelectuais sobre a realidade social nordestina e o que seria sua modernidade característica (opondo-se frontalmente à Semana de Arte Moderna de 1922) se converterá no grande romancista do Regionalismo da década seguinte, o que se trataria de uma "discussão estética, política e social que data dos anos 1920[...][que] consegue ganhar expressão nacional na década seguinte, em razão[...]das consequências políticas e culturais do movimento político-militar de 1930 o qual buscou dar visibilidade à diversidade existente no País" (idem, p.19, colchetes meus). A atividade do cronista, portanto, estaria aliada à realidade pernambucana dos anos 20, em que "a importância assumida pelos jornais como aglutinadores dos debates políticos e culturais" (idem, p. 22) constituir-se-ia como palco privilegiado para a atuação, realização e reconhecimento dos intelectuais.

Os embates entre os futuristas (alinhados à Semana paulista) e os regionalistas – "cujo objetivo era reconhecer e revisar os valores e dilemas da região nordeste" (idem, p. 21); as disputas locais, reflexos dos embates no poder central; o cenário da derrocada econômica e política – mas, que, como observa Chaguri, não significava o declínio das relações de socialização e sociabilidade dos engenhos de açúcar – configuram ambiência intelectual que procura dar inteligibilidade à decadência. Contexto para o qual as ideias e a atuação de Gilberto Freyre irão convergir. Retornado de estudos nos EUA, a partir de 1923, o sociólogo será articulador intelectual e político dos que, como Lins do Rego, se lançarão à tarefa de entrelaçar o moderno e o tradicional, o atraso e o progresso, centralização e regionalização, "pois de regiões é que o Brasil, sociologicamente, é feito, desde os seus primeiros dias. Regiões naturais a que se sobrepuseram regiões sociais", afirmaria Freyre.

O encontro, então, entre o cronista paraibano, aspirante a escritor, atuando no periódico Dom Casmurro, e o sociólogo pernambucano, afirmando a importância da realidade local, é, portanto, a articulação necessária para que, de um lado, com os textos do primeiro, se contribua para "a legitimação de Freyre como sistematizador das ideias regionalistas já em voga no Recife" (idem, p. 33); e, de outro, com as ideias e proposições do segundo, acerca da identidade espacial e a socialização forjada na economia açucareira, se organizem "memória, história e ficção" como "pilares que sustentam a narrativa de José Lins", no mesmo compasso em que "estruturam também as noções de região e tradição desenvolvidas pelo autor" (idem, p. 52).

Convergem a análise histórico-social e a formalização literária na aproximação entre Gilberto Freyre e José Lins do Rego. Chaguri busca compreender de que maneira se dá este encontro de ideias enquanto um projeto estético e político, em particular no primeiro capítulo, onde elas operam como forças socialmente relevantes, engendradas e operacionalizadas com finalidades específicas.

Apoiando-se nos argumentos de Moema D'Andrea, para quem "o Regionalismo Nordestino emergiu como expressão da crise que afetava economicamente a fração açucareira da oligarquia nordestina" (D'Andrea,1992), e de João Luiz Lafetá (2000), acerca dos projetos estético (ligados às transformações operadas na linguagem) e político (à visão de mundo posta em prática), argumenta-se que o "Regionalismo possui como projeto estético a aproximação com a linguagem oral e a construção de um narrador popular" sendo que "Tradição e região seriam, enfim, a síntese da visão de mundo engendrada pelo regionalismo nordestino", em que se organiza a "defesa da tradição pela via oligárquica, defesa que não devemos ignorar, possui caráter dinâmico, isto é, ao recuperar o passado da região, os regionalistas buscam conferir inteligibilidade ao presente, atualizando, portanto, esse mesmo passado" (Chaguri, 2009, pp. 56-57).

Destarte, o passo seguinte da análise será questionar quais os alcances e os limites operados na síntese daquela visão de grupo, na confecção literária e força narrativa do escritor Lins do Rego, permitindo-se negar a faceta mais comumente atribuída ao autor: a de um escritor ingênuo, embora memorialista brilhante, cuja fatura literária plasmada nas reminiscências pessoais e pueris seria, antes e exclusivamente, produto de singeleza e recuperação de um tempo perdido. Sociologicamente, o passado só se justifica ao presente na medida em que ele se lhe torne explicativo, configurando-se o recurso à memória coletiva como uma sofisticada forma de apreensão da realidade (Halbwachs, 1990). De ingênuo, então, Lins nada teria, tendo incorrido em certo simplismo quem assim o leu, como fica demonstrado em "Biografia, memória e ficção: a crítica contemporânea a José Lins do Rego", parte muito interessante do livro de Mariana Chaguri.

A realização literária do autor é indissociável da reordenação de suas redes de sociabilidade, saído do nordeste para a capital federal. Aí, portanto, e com a chegada, em 1934, do editor paulista José Olympio Filho, se dará uma confluência de fatores muito positiva para Lins do Rego e outros escritores, "Enredados em alianças regionais de várias ordens (políticas, intelectuais e pessoais) não deixa de ser irônico verificar que a circulação extrarregional das obras individuais de cada artista estava diretamente referida aos laços regionais forjados anteriormente. Deve-se notar ainda que, progressivamente, o deslocamento dos artistas para a capital federal significará, também, uma nacionalização das discussões sobre o Regionalismo" (Chaguri, 2009, p. 65).

Detendo-se sobre o narrador e a narrativa do Ciclo da Cana-de-Açúcar e analisando em perspectiva histórico-sociológica as alterações das relações produtivas de engenho à usina no nordeste, gera-se, neste livro, uma hipótese interessante e original: cada obra do Ciclo estabeleceria, a seu modo e tempo, uma camada de inteligibilidade ficcional à decadência. Esta ideia orientará "a investigação do modo pelo qual a forma literária capta o ritmo geral da sociedade em determinado momento histórico" (idem, p.87).

Menino de Engenho (1932), Doidinho (1933), Bangüê (1934), Usina (1936) e Fogo Morto (1943), sintetizariam duas temporalidades: o passado referido na narrativa (relembrado saudosamente), da segunda metade do século XIX e início do XX; com o presente do romancista (entre os anos 1930 e 1940), produto daquele passado, cujas feições menos gloriosas e imediatas têm de ser justificadas.

Há, simultaneamente, convergência explicativa das hipóteses anteriores, bem como um salto analítico. Memória coletiva, processo histórico, visão social de mundo de um grupo; tradição e região; modernismo e modernização; arranjos políticos e culturais do local e global ganham tratamento ficcional acoplados a uma forma específica de exposição literária, em que se trafega da descrição para a narração, onde a categoria de tempo é central para a compreensão do Ciclo, pois  este se constrói "a partir de um trabalho de recuperação do passado que busca explicar o presente, em seus dilemas e disputas, e não simplesmente negá-lo" (Chaguri, p. 89).

Narrar ou descrever, como apontado por Lukács (1965), significará o grau de inteligibilidade e organicidade alcançado pela matéria literária confeccionada em relação ao processo social enquadrado. Tratando-se da decadência do universo social nordestino num certo tempo, alguns cuidados devem ser adotados. Chaguri observa que "o engenho não é apenas uma propriedade rural na qual é realizado o cultivo da cana-de-açúcar, representa, antes, um empreendimento que pressupõe determinadas relações sociais entre homens e mulheres; senhores e escravos; trabalhadores e proprietários" (Chaguri, 2009, p.90). A decadência do engenho, portanto, não significaria simplesmente o desaparecimento das relações sociais que lhe organizavam; ao contrário, se trata de um processo histórico de longa duração, cujos desenlaces se recompõem e ordenam continuamente.

O olhar do menino Carlinhos, da primeira obra, é quem descreve e constrói, "para o leitor, a figura do coronel José Paulino, que entre trabalhadores, escravos e moradores 'tinha para mais de quatro mil almas debaixo de sua proteção. Senhor feudal ele foi, mas os seus párias não traziam a servidão como um ultraje'". Esta mirada afirma ser o coronel um senhor "temido mais pela bondade"; ou que achava natural que a gente do eito vivesse e trabalhasse como burros de carga, porque "Eles nasceram assim porque Deus quisera, e porque Deus quisera nós éramos brancos e mandávamos neles. Mandávamos também nos bois, nos burros e nos matos" (idem, pp. 91 e 94).

Complexifica-se esta passagem do tempo (e, portanto, do processo social) para Carlinhos, ao acontecer tornar-se Carlos de Melo, saindo do engenho, em Doidinho. Não se trata de uma simples mudança de nome: descobre o narrador, na escola, que o mundo poderia ser maior que várzea tanto quanto o poder do avô menor que de outros. Trata-se da "dramatização de uma etapa de aprendizagem de vida [...] o surgimento de sua consciência moral e social [...] e o refinamento estético e literário do narrador do Ciclo de Cana-de-Açúcar" (Chaguri, 2009, p. 97).

Neste compasso, mais difícil se torna a possibilidade de compreensão e elaboração das formas de dizer para o narrador. Sintomaticamente, "a escassez de diálogos também contribui para a imprecisão da visão de mundo" (idem, p. 100). Este fato se agudiza em Bangüê, com José Paulino morto e onde Carlos de Melo adulto se mostra incapaz de repor e desempenhar as condições e papéis sociais esperados de um senhor de engenho.

Destarte, aparentemente particularizados, mas sinais de uma tragédia coletiva, sua "Fraqueza moral e descompasso histórico [...] sua pouca habilidade para ocupar o lugar do avô acaba por revelar, também, a lenta decadência do lugar social do patriarca [...]" (idem, p. 107), ameaçado pela urbanização e dinamização da economia açucareira. O par de opostos descrição-narração é o que permite compreender, por meio da fatura literária, o sentido atribuído à decadência, pois, se descrever nivela todas as coisas, porque as insere num presente contínuo, narrar distingue e ordena (portanto, torna organicamente compreensível a complexidade do processo social e sua formalização estética). A progressão desse movimento interno é o que atesta a grandiosidade da confecção literária de um autor como José Lins do Rego. Da descritiva inocência pueril em Menino de Engenho à narrativa desfaçatez cínica de Bangüê, temos a visão de um mundo que se despedaça, concretizada em Usina.

Esse esfacelamento promove também o rearranjo de uma nova ordem. "Para Gilberto Freyre, o usineiro é um 'deformado pelo império do açúcar', ausente do campo na maior parte do tempo [...] Assim, os trabalhadores 'na doença ou na dor não têm uma sinhá-dona a quem pedir remédio, um sinhô a quem pedir 20$000 de extraordinário, mas só o barracão duro e absorvente, retratados magnificamente [...] em Bangüê e Usina" (idem, p.119). Ao contrário das críticas às relações de favor e de dádiva, bem demonstradas por Chaguri, há, na visão sociológica freyriana desse mundo que se esfacela deixando rastros, também uma crítica negativa à emancipação e às suas novas relações de dependência e desmando, notadamente capitalistas.

Num ponto alto do livro, ao analisar a obra-prima de José Lins do Rego, afirma-se que "Assim, é em Fogo Morto que, para além do patriarca, o próprio patriarcalismo entra em cena na narrativa justamente porque escravos, moradores, senhores decadentes e coronéis poderosos ganham o primeiro plano da narração, dinamizando-a" (idem, p.135). A hipótese, portanto, da formalização estética de um processo social está evidenciada.

O Romancista e o Engenho apresenta-se como uma importante contribuição à análise sociológica da literatura brasileira, cuja confecção teve sempre a história social do país em seu horizonte. A documentação consultada em arquivos, o percurso analítico através das obras do Ciclo, os movimentos pendulares entre biografia e História, texto e contexto etc. devem ser ressaltados como formas de escapar ao consagrado sobre Lins, sendo capaz de lançar novas luzes sobre autor, obras e processos sociais aparentemente tão distantes de questões atuais.

Demonstra, ao contrário, que a investigação sobre os temas sociológicos da decadência e da modernização, região e nação, emancipação e subordinação, violência e poder, projeto estético e projeto político, entre outros, são pares classificatórios que se colocam como ideias correntes, sinalizadoras de crises históricas irresolutas, tanto para análise dos processos sociais como para a ficção brasileira contemporânea. Exemplo deste segundo item pode ser a entrevista do escritor Paulo Lins, surgido em 1997, como um dos grandes autores brasileiros do final do século: "Recomendo aqui assim: antes de ler Cidade de Deus, leia Fogo Morto" (Lins, 2003, p. 35). Cria-se um arco significativo entre realidades socio-temporais e narrativas literárias aparentemente díspares, mas que se aproximam pela fragmentação progressiva de mundos organizados com diferentes sentidos de violência e desmando. Trata-se, também, de mais uma tentativa de compreensão da história presente à luz do passado, suscitada por um escritor cujas relações com o processo social envolvente são fortemente (auto)explicitadas. Neste sentido, O Romancista e o Engenho, para discussão e compreensão de um momento específico e sua comparação posterior, pode ser excelente roteiro, cuja leitura e debate esclarecem e instigam.

 

Referências

CHAGURI, Mariana M. O Romancista e o Engenho: José Lins do Rego e o regionalismo nordestino dos anos 1920 e 30, São Paulo: Anpocs/Hucitec, 2009, p. 15.         [ Links ]

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