SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.3 issue2Perspectivas da Medicina do Esporte no BrasilLesões e proteção oculares nos esportes author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Services on Demand

Journal

Article

Indicators

Related links

Share


Revista Brasileira de Medicina do Esporte

Print version ISSN 1517-8692

Rev Bras Med Esporte vol.3 no.2 Niterói Apr./June 1997

http://dx.doi.org/10.1590/S1517-86921997000200007 

MENSAGEM

 

A Brasileira de Medicina do Esporte e seu vôo mais alto

 

 

Marcos Aurélio Brazão de Oliveira

 

 

Foi com grande satisfação que aceitamos o cargo de Presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte para o período 1999-2001 e o fizemos por duas razões fundamentais: a primeira delas foi que a indicação de nosso nome se deu por unanimidade e isso, além de ser uma grande honra para nós, nos dá a certeza de que com o apoio de todas as regionais o trabalho ficará bastante facilitado. O outro motivo é que nos sentimos prontos para enfrentar o desafio que é presidir a entidade máxima de Medicina do Esporte no país. Com a experiência acumulada em três anos como Secretário Geral, três anos como Vice-presidente e três anos como Presidente da Sociedade de Medicina Desportiva do Rio de Janeiro (caminhando para o 1º ano do 2º mandato desta mesma entidade) nos sentimos em condições de trabalhar pela nossa Especialidade em nível nacional.

Não somos afeitos a promessas (quem nos conhece sabe disso); entretanto, juntamente com nossa diretoria, iremos elaborar um plano de trabalho que vise, fundamentalmente, a divulgação e o fortalecimento da especialidade e a ocupação definitiva do espaço que nos pertence. Nosso maior trunfo para isso, sem dúvida, são os programas de prevenção de doenças que inúmeras instituições internacionais têm implantado nos últimos anos e nos quais a utilização do exercício é considerada imprescindível para a manutenção e promoção da saúde. A Organização Mundial de Saúde e a International Society and Federation of Cardiology (1994), a American Heart Association (1995), o National Center of Chronic Disease Prevention and Health Promotion – US Government (1996), The American College of Sports Medicine (1996), The International Federation of Sports Medicine (1997) e a própria Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (1997) são algumas das instituições que elaboraram documentos deste tipo.

Seria muita ingenuidade e pretensão de nossa parte pensar que poderíamos desenvolver qualquer trabalho sozinhos. Temos consciência de que teremos de contar com o auxílio de todos os colegas engajados em nossa luta. Por isso, gostaríamos apenas de lembrar o exemplo dos gansos. Essas aves voam em bandos, numa formação que lembra a letra "V", o que melhora seu desempenho em 71%. Quando um ganso bate as asas cria um "vácuo" para o pássaro seguinte, o que faz com que a energia gasta para voar seja menor. Sempre que um deles sai da formação, sente subitamente a resistência do ar por tentar voar sozinho e, rapidamente, volta para a formação, aproveitando a "aspiração" da ave imediatamente à sua frente. Além disso, os que seguem os líderes grasnam incessantemente para incentivá-los. Sigamos, portanto, o exemplo destas aves: cada qual desempenhando sua função para alcançar um só objetivo (nosso vôo mais alto) – o engrandecimento e reconhecimento definitivo da Medicina Desportiva brasileira.

Creative Commons License All the contents of this journal, except where otherwise noted, is licensed under a Creative Commons Attribution License