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Revista Brasileira de Medicina do Esporte

Print version ISSN 1517-8692

Rev Bras Med Esporte vol.4 no.1 Niterói Jan./Feb. 1998

http://dx.doi.org/10.1590/S1517-86921998000100002 

ARTIGO ORIGINAL

 

Relação entre flexibilidade e força muscular em adultos jovens de ambos os sexos

 

Relationship between muscular strength and flexibility in healthy adults of both genders

 

 

Ana Cristina Gouvêa CarvalhoI; Karla Campos de PaulaII; Tânia Maria Cordeiro de AzevedoII; Antonio Claudio Lucas da NóbregaIII

IBolsista de iniciação científica do CNPq
IIProfessora Auxiliar do Departamento de Educação Física da Universidade Federal Fluminense, Niterói, RJ
IIIProfessor Adjunto; Chefe do Departamento de Fisiologia da Universidade Federal Fluminense, Niterói, RJ

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

Padrões adequados de força muscular e flexibilidade permitem movimentação eficiente, melhorando a performance desportiva e conferindo qualidade de vida. Entretanto, não se conhece a potencial interferência mútua entre força e mobilidade articular. O objetivo deste estudo foi investigar a relação entre força muscular e flexibilidade global e segmentar em adultos jovens. Cinqüenta (30h; 20m; idade 22 ± 4 anos) indivíduos sadios foram submetidos a avaliação cineantropométrica (peso corporal, altura, circunferências, dobras cutâneas), de mobilidade articular máxima passiva (método Flexiteste, que compara a amplitude atingida com mapas de referência) e de força muscular esquelética máxima [método de uma repetição máxima (1RM) de handgrip, legpress e supino horizontal]. Os resultados de força muscular foram corrigidos pela circunferência muscular correspondente, calculada como circunferência do membro subtraída da dobra cutânea vezes valor de π. A flexibilidade global (flexíndice = somatório dos resultados dos 20 movimentos articulares) foi maior nas mulheres [(mediana e amplitude) = 52 (3869)] em relação aos homens [46 (37-57); p = 0,004] à custa de maior flexibilidade segmentar (somatório dos resultados de movimentos relacionados) de quadril (p = 0,004), coluna (p = 0,006) e membros inferiores (p = 0,011), enquanto a força muscular global e por movimentos foi superior nos ho-mens (p = 0,001). Não existiu correlação entre flexibilidade e força muscular para mulheres ou homens, seja do ponto de vista global (mulheres: r = 0,149; p = 0,531; homens: r = 0,092; p = 0,628) ou segmentar (p > 0,05). Concluímos que, considerando a faixa etária estudada, as mulheres têm maior flexibilidade, principalmente nos movimentos de coluna, quadril e membros inferiores, enquanto os homens apresentam maior força muscular global e segmentar, mesmo corrigindo-se a diferença de massa muscular. Os resultados sugerem que não existe relação entre força muscular e flexibilidade em adultos jovens sadios.

Palavras-chave: Flexibilidade. Força muscular. Flexiteste


ABSTRACT

Adequate levels of muscle strength and flexibility allow for efficient movements, improving sports performance and providing a better quality of life. However, the potential mutual interference between strength and joint motion is unknown. The purpose of the study was to investigate the relationship between global and regional muscle strength and flexibility in young adults. Fifty (30 men, 20 women, age 22 ± 4 years) healthy subjects were submitted to an evaluation consisting of kineanthropometry (body weight, height, limb girths, skinfolds), measurement of the maximal passive range of joint motion (flexitest method which compares the joint range achieved to reference maps) and of the peak skeletal muscle strength [one-repetition maximum (1-MR) test of hand-grip, legpress and bench press]. The results of muscle strength were corrected by the corresponding muscular girth, calculated by subtracting the limb girth from the skinfold times the π value. The global flexibility (the sum of the result of all 20 joint movements) was higher in women [(median and range) = 52 (38-69)] compared to men [46 (37-57); p = 0.004] due to a higher regional flexibility (the sum of related movements) of the hip (p = 0.004), spine (p = 0.006) and lower limbs (p = 0.011), whereas the strength of each movement was higher in men (p = 0.001). There was no correlation between flexibility and muscle strength either for men or women, when all data points were pooled (women: r = 0.149; p = 0.531; men: r = 0.092; p = 0.628) or separated by body regions (p > 0.05). The authors concluded that, considering the age range studied, women presented higher flexibility than men, particularly for the movements of the spine, hip and lower limbs, while men present higher global and regional muscle strength, even when corrected for the difference in muscle mass. Results suggest that there was no relationship between muscle strength and flexibility in healthy young adults.

Key words: Flexibility. Flexitest. Muscle strength


 

 

INTRODUÇÃO

Níveis adequados de força muscular e mobilidade articular contribuem para a execução de movimentos eficientes e manutenção do equilíbrio, correlacionando-se positivamente com a qualidade de vida1-5. Por outro lado, o declínio da flexibilidade e da performance muscular que ocorre ao longo dos anos correlaciona-se com a diminuição da autonomia e a capacidade para realizar atividades cotidianas nos indivíduos idosos6-8.

Diferentes mecanismos explicam a relação entre flexibilidade e qualidade de vida. Por exemplo, movimentos envolvendo articulações com flexibilidade limitada são executa-dos com menor eficiência mecânica e, portanto, maior gasto energético3. Além disso, a menor flexibilidade das regiões lombar e posterior da coxa parece predispor ao desenvolvimento de lombalgia crônica8. Ao lado da flexibilidade, a performance muscular também está envolvida na qualidade de vida. Toda atividade física, incluindo as do cotidiano, exige o envolvimento de certo percentual da força e endurance máximos dos indivíduos1,9. Por essa razão, o ganho da força muscular máxima faz com que as mesmas atividades representem menor carga relativa e, conseqüentemente, menor estresse fisiológico. Outro aspecto importante diz respeito ao efeito de aumento da massa óssea e da resistência do tecido conectivo como adaptação benéfica ao treinamento de força1-5. Considerando-se esse mecanismo, o treinamento contra resistência torna-se importante, tanto na adolescência10, pois favorece o desenvolvimento de massa óssea total maior, quanto em indivíduos idosos8, particularmente em mulheres pós-menopausa, que passam a perder densidade óssea mais aceleradamente5.

A flexibilidade e a força muscular são qualidades físicas importantes não só para a promoção da saúde, mas também para a performance no esporte competitivo. Os diferentes esportes dependem do desenvolvimento em graus variados da proporção entre as diferentes qualidades físicas. Em certas modalidades como, por exemplo, nos arremessos e nas lutas, a força muscular é fundamental, enquanto a mobilidade articular mostra-se capital para a qualidade da performance na ginástica e no nado sincronizado11,12.

Apesar da sólida base teórica sobre a importância isolada da flexibilidade e da força muscular, ainda permanece obscura a relação entre estas duas qualidades físicas13. Assim, justifica-se a realização de outros estudos envolvendo a avaliação concomitante da flexibilidade e da força muscular de diferentes segmentos e articulações. O objetivo deste estudo foi determinar, em indivíduos adultos jovens saudáveis, a relação entre força muscular e flexibilidade global e segmentar.

 

METODOLOGIA

Amostra

Um total de 50 alunos de graduação de diferentes cursos [20 mulheres, 30 homens; idade (média ± DP): 21 ± 4 anos], inscritos na disciplina de Educação Física da Universidade Federal Fluminense, concordaram em participar, assinando um termo de consentimento após esclarecimento sobre os objetivos, protocolo e riscos do estudo.

Todos os voluntários responderam a um questionário de prontidão para a atividade física (PAR-Q)14 com objetivo de identificar possíveis contra-indicações ao teste de flexibilidade e de força máxima. Uma anamnese médica direcionada dos voluntários identificados na avaliação inicial através do PAR-Q foi realizada por um dos autores.

Protocolo

Todos os voluntários foram submetidos à antropometria15, medida da flexibilidade articular e da força muscular esquelética. Os dados foram obtidos no mesmo dia, sempre na seqüência: antropometria, flexibilidade e força muscular.

Antropometria

Foram obtidas as circunferências de braço, antebraço, coxa e perna (panturrilha) com uma fita métrica não elástica. Dobras cutâneas de pontos coincidentes com as medidas da circunferência foram obtidos com um compasso de dobras cutâneas (Harpender, Inglaterra). A circunferência muscular foi calculada pela circunferência do membro subtraído da dobra cutânea relacionada multiplicada por 3,1416 (π)16. Todas as medidas foram obtidas no lado direito, segundo padronização internacional17. Altura e peso também foram registrados antes e após o período de treinamento.

Medida da flexibilidade

A amplitude máxima passiva de 20 movimentos articulares em ombro, membro superior, quadril, membro inferior e tronco foi medida através do Flexiteste18. Nesse método, atribui-se a cada movimento articular um valor inteiro de 0 a 4, comparando-se a posição obtida com as do mapa de referência (anexo 1). Nesse método padronizou-se que os movimentos são medidos do lado direito sem aquecimento prévio. A fidedignidade do Flexiteste foi determinada anteriormente, obtendo-se coeficientes de correlação intraclasse médios de 0,94 e 0,89 para a fidedignidade intra e interobservadores, respectivamente. Vale notar que coeficientes de correlação intraclasse superiores a 0,75 são considerados excelentes índices de fidedignidade19. O somatório dos valores medidos em todos os movimentos corresponde ao flexíndice, que foi utilizado para quantificar a flexibilidade global. A partir dos resultados dos movimentos individuais, foram calculados índices de flexibilidade segmentar, somando-se os movimen-Apresentamos a descrição por escrito de apenas alguns tos relacionados a cada articulação (anexo 1): ombro (movi-movimentos do Flexiteste como exemplo. As posições do mentos de XVI a XX), quadril (V a VIII), coluna (IX a XI), avaliador e do avaliado nos movimentos podem ser observamembro inferior (I a IV) e membro superior (XII a XV). das no mapa de referência (anexo 1).

Medida da força muscular

A força muscular máxima foi medida pelo método de uma repetição máxima (1RM) para legpress e desenvolvimento supino horizontal e pela dinamometria para preensão manual estática direita (handgrip)1-4. Alguns minutos de aquecimento e familiarização com os equipamentos foram permitidos antes das medições. A avaliação do 1RM foi realizada pelo método crescente de cargas. A força máxima estática de handgrip foi considerada como o maior valor desenvolvido em três tentativas de poucos segundos de duração, separadas por um intervalo de 1-2 minutos. A influência da mas-sa muscular sobre a força dos indivíduos foi controlada corrigindo-se os valores da força pela circunferência muscular correspondente (ver medidas antropométricas). Especificamente, as forças do movimento supino, legpress e handgrip foram corrigidas pelas circunferências musculares de braço, coxa e antebraço. O somatório dos valores individuais de cada movimento foi utilizado como indicador da força máxima global.

Estatística

Os dados foram submetidos a análise univariada para determinar se a distribuição dos dados era ou não gaussiana e permitia a utilização de métodos estatísticos paramétricos. O teste t simples foi utilizado para comparações entre os sexos de flexibilidade global, segmentar (ombro, quadril, coluna, membros superiores e membros inferiores), força muscular e força corrigida. Caso a distribuição de alguma variável não fosse normal ou quando se tratava de variável descontínua (por exemplo, flexíndice), o teste U de Mann-Whitney foi utilizado para tais comparações. O coeficiente de correlação de Pearson foi utilizado para determinar o grau de associação entre duas variáveis. Os dados com distribuição normal são apresentados como média e erro-padrão e os dados de variáveis descontínuas ou aqueles com distribuição não-paramétrica são apresentados como mediana e amplitude.

 

RESULTADOS

A flexibilidade global demonstrou ser maior nas mulheres [flexíndice = 52 (38-69)] em relação aos homens [flexíndice = 46 (37-57); p = 0,004; figura 1]. Quando analisada segmentarmente, a flexibilidade foi significativamente maior nas mulheres nos movimentos de quadril (p = 0,004), coluna (p = 0,006) e membros inferiores (p = 0,011). Porém, nos movimentos referentes ao ombro (p = 0,277) e membros superiores (p = 0,067), essa diferença não demonstrou ser significativa (figura 1).

A força muscular máxima global foi superior nos homens quando comparada com a das mulheres (p = 0,001; figura 2). Essa diferença existiu também de forma isolada para os três movimentos estudados (p = 0,001; figura 2).

 

 

 

A análise de regressão linear entre flexibilidade global e força muscular máxima global apresentou correlação negativa (r = -0,297; p = 0,036) quando foram aglutinados os resultados de ambos os sexos. Porém, quando essa análise foi desenvolvida separando-se os resultados quanto ao sexo, não foram observadas correlações significativas (mulheres: r = 0,149; p = 0,531; homens: r = 0,092; p = 0,628; figura 3).

 

 

Quando a flexibilidade e a força muscular foram analisados segmentarmente, ou seja, agrupando-se os resultados de movimentos relacionados, não houve nenhuma correlação linear significativa [membro superior feminino vs. handgrip: r = -0,088; p = 0,705; membro superior masculino vs. hand-grip: r = 0,254; p = 0,175 (figura 4); ombro feminino vs. supino: r = 0,063; p = 0,787; ombro masculino vs. supino: r = 0,136; p = 0,469 (figura 5); quadril feminino vs. legpress: r = 0,232; p = 0,318; quadril masculino vs. legpress: r = 0,023; p = 0,903 (figura 6)].

 

 

 

DISCUSSÃO

O presente estudo investigou transversalmente a relação entre flexibilidade e força muscular em indivíduos jovens sadios realizando uma análise global e multiarticular. Essa abordagem metodológica foi possível pela utilização do Flexiteste, que classifica em escala ordinal a amplitude do arco de 20 movimentos articulares diferentes realizados passivamente. Esta característica difere o Flexiteste de outros métodos tradicionais como o sit-and-reach3, cujos resultados avaliam apenas um movimento corporal, além de depender do comprimento proporcional de membros inferiores e da força para executá-lo ativamente pelo avaliado.

Os resultados mostraram que a força muscular máxima é maior nos homens do que nas mulheres, independente dos grupos musculares avaliados. Por outro lado, em relação à flexibilidade, as mulheres têm, de forma global, maior flexibilidade do que os homens, dados estes que corroboram a literatura3,4. Uma contribuição original do presente estudo é a demonstração de que a diferença entre mulheres e homens quanto à flexibilidade localiza-se nos movimentos do quadril, coluna e membro inferior, mas não existe nos movimentos de membro superior e ombro.

Outro aspecto importante é a demonstração da inexistência de correlação entre flexibilidade e força muscular, sugerindo independência entre essas qualidades físicas. Análises de correlação separadas foram realizadas entre força e flexibilidade de homens e mulheres, pois a aglutinação dos resultados de ambos os sexos pode revelar equivocadamente um coeficiente de correlação significativo, conforme exemplificado na figura 3. Os dados obtidos em homens e mulheres têm diferenças sistemáticas de flexibilidade e de força e, por essa razão, devem ser analisados separadamente20.

Essa independência entre flexibilidade e força muscular sustenta conceitos atuais4 e sugere que o treinamento específico de cada valência não deva interferir mutuamente. Essa questão poderá ser melhor investigada por meio de um protocolo longitudinal de treinamento isolado e combinado de força muscular e flexibilidade. Outros estudos envolvendo indivíduos de idades diferentes e portadores de doenças deverão confirmar ou não esses achados obtidos em jovens sadios.

Em conclusão, considerando as características do grupo estudado, os resultados demonstraram que mulheres têm maior flexibilidade que homens, principalmente nos movimentos de coluna, quadril e membros inferiores, enquanto os homens apresentam maior força muscular global e segmentar, mesmo corrigindo-se a diferença de massa muscular. Os resultados sugerem que não existe relação entre força muscular e flexibilidade em adultos jovens sadios.

 

AGRADECIMENTOS

Este estudo foi fomentado pelo CNPq (nº 20660/95-1).

 

REFERÊNCIAS

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Endereço para correspondência:

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