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Revista Brasileira de Medicina do Esporte

Print version ISSN 1517-8692

Rev Bras Med Esporte vol.4 no.3 Niterói May/June 1998

http://dx.doi.org/10.1590/S1517-86921998000300003 

ARTIGO DE REVISÃO

 

A atividade física reduz o risco de câncer?

 

 

E. OrtegaI; C. PetersII; C. BarrigaI; H. LötzerichIII

I Universidad de Extremadura Facultad de Ciencias. Departamento de Fisiología Badajoz, Espanha
II German Sport University Institute for Rehabilitation and Sports for the Disabled Carl-Diem-Weg 6. 50933 Köln, Alemanha
III German Sport University Dept.of Morphology and Tumor Research Carl-Diem-Weg 6. 50933 Köln, Alemanha

 

 


RESUMO

Os resultados preliminares de diversos estudos epidemiológicos sugerem que a atividade física reduz o risco de câncer. Muitos estudos concluíram que o sedentarismo aumenta a possibilidade de surgimento de alguns tipos de câncer, particularmente do de cólon. Foi demonstrado que o exercício promove a ativação do sistema imunológico em animais, com redução concomitante do crescimento tumoral. Nos seres humanos há muitos fatores que podem influir no crescimento tumoral. Dessa forma, há boas razões para pensar que a atividade física possa exercer efeito protetor contra neoplasias, embora os dados epidemiológicos aqui apresentados ainda não permitam estabelecer conclusão definitiva. Contudo, pode-se recomendar o exercício regular de intensidade moderada para a prevenção do câncer. A escolha do tipo de exercício ou esporte pode ser um fator importante, já que dependerá das possibilidades individuais.

Palavras-chave: Câncer. Exercício. Sistema imunológico.

Key words: Cancer. Exercise. Immune system.


 

 

As neoplasias ganham cada vez mais importância no que tange às causas de morte nos países ocidentais e ainda estamos longe de encontrar soluções que as evitem por completo. Na maioria desses países, constituem a segunda causa mais freqüente de morte, logo após as doenças cardiovasculares.

As pesquisas básicas nessa área proporcionaram auxílio importante na compreensão da origem das neoplasias, embora ainda não tenha sido possível obter uma forma de prevenção ou tratamento seguro contra elas. Da mesma forma, embora já se tenha avançado consideravelmente em termos diagnósticos, ainda morre mais da metade dos pacientes nos primeiros cinco anos após a descoberta de metástases.

Os profissionais médicos de todo o mundo atualmente se fazem uma pergunta: a prática de exercícios pode auxiliar na prevenção e na reabilitação de pacientes com câncer? Hoje ainda não se pode afirmar com segurança que a prática de exercícios exerça efeito protetor contra as neoplasias, embora haja grande número de referências bibliográficas que apontem para este caminho1,2. Antes de comentar os resultados obtidos até o momento em relação ao possível efeito preventivo do exercício sobre o câncer, comentaremos brevemente como as neoplasias podem surgir e desenvolver-se.

Teoricamente, o surgimento de neoplasia seria conseqüente a mutação maligna em mitose ou divisão celular. Se uma célula maligna consegue dividir-se sem problemas, estaremos diante do surgimento de um processo neoplásico, que não obedece às regras territoriais do organismo e que perde o que se conhece como inibição por contato. A possibilidade de surgimento de uma célula maligna sempre existe3. Sem dúvida, no organismo humano existe também um controle imunológico que detecta e elimina numerosas células que potencialmente poderiam originar um processo cancerígeno. Burnet4 denominou este sistema immune surveillance e esta teoria continua sendo aceita na atualidade com algumas modificações5-7. Somente quando este sistema está momentaneamente debilitado ou há um defeito funcional, uma célula maligna poderia vencer essa defesa imunológica (sneaking through). Além disso, também é importante para as células malignas que o sistema imune não as reconheça como tais por algum tempo. Essas células têm mecanismos de escape e/ou "mascaramento", com os quais conseguem enganar e fugir do sistema imunológico8,9. Posteriormente, a "luta" das células neoplásicas com as células do sistema imunológico depende da persistência desses dois adversários10-12. Hoje em dia, o tratamento contra o câncer está-se concentrando na ajuda ao sistema imunológico nesse "combate" e, nesse sentido, a prática de exercícios pode desempenhar um importante papel.

Há grande quantidade de publicações científicas sobre a importância da atividade física no tratamento e na reabilitação de pacientes com neoplasias13-17. De forma geral, poder-se-ia dizer hoje que a prática de exercícios exerce efeitos benéficos sobre a reabilitação e a estabilidade emocionais, bem como sobre a capacidade funcional do sistema imunológico dos pacientes com neoplasias (figura 1). Pode-se hoje confirmar esses dados através de testes psicológicos e de avaliação da capacidade funcional do sistema imunológico. Por outro lado, para poder responder à questão se a prática de exercícios pode evitar o surgimento e o desenvolvimento de neoplasias, devem-se levar em conta algumas dificuldades. Uma dificuldade na análise dos fatores de risco é o fato de que as neoplasias não podem ser consideradas como uma única doença. Nesse sentido, existem mais de cem tipos diferentes de câncer, cada um com seus próprios fatores de risco e causas multifatoriais. Alguns fatores de risco são bem conhecidos há muito tempo. Sabe-se, por exemplo, que o tabagismo é a principal causa do câncer de pulmão18. Levando em conta esse fato, e também que a maior parte dos desportistas _ tanto profissionais como amadores _ não fuma ou fuma menos, é difícil discernir se o exercício previne diretamente o câncer de pulmão, ou se isso se deve indiretamente à ausência ou quase ausência de fumantes entre os desportistas. Nesse ponto chegamos ao que se conhece como "qualidade de vida", muito relacionada com o surgimento de diferentes enfermidades neoplásicas, bem como de várias outras doenças. Assim, outros fatores que dificultam a tentativa de distinguir os efeitos benéficos ou prejudiciais da atividade física sobre as neoplasias são o consumo de álcool (geralmente muito menor nos desportistas do que na população sedentária) e a qualidade da alimentação que, principalmente nos atletas profissionais, é muito bem cuidada e, em geral, é mais saudável do que a dieta da população em geral, sobretudo em países como os Estados Unidos, e também nos países subdesenvolvidos.

 

 

Os estudos epidemiológicos apresentam também algumas dificuldades para interpretação, já que a atividade física não está contemplada somente durante a prática desportiva, mas também em determinadas ocupações, com maior ou menor intensidade. O primeiro estudo epidemiológico foi publicado há mais de 70 anos e já mostrava associação entre a atividade física laborativa e a incidência de neoplasias19. Quarenta anos mais tarde, outro estudo demonstrou que em ocupações que demandam pouca atividade física a incidência de morte por câncer é maior do que naquelas que exigem grande quantidade de atividade física20. Isso poderia ser conseqüente a um efeito protetor da atividade física contra a aparição e o desenvolvimento de neoplasias. Outros estudos também mostraram influência benéfica da atividade física contra o câncer de cólon21-29, útero30 e testículos23. Também se encontrou menor risco de neoplasias em indivíduos com menor freqüência cardíaca, provavelmente devido ao fato de que nos que praticam atividade física regular a freqüência cardíaca de repouso é menor31. Sem dúvida, também existem trabalhos publicados que não encontraram associação entre o risco de neoplasias e a quantidade de atividade física no trabalho ou com a freqüência cardíaca em repouso21,25,26, 29,31-37, e inclusive um que indica que o sedentarismo se associaria a menor risco de câncer de pulmão, mas maior risco de câncer de próstata, testículos e cólon23.

Em resumo, a maioria dos estudos epidemiológicos concluídos até o momento mostrou efeito benéfico da atividade física contra as neoplasias. Entretanto, alguns estudos não encontraram um efeito claro, e raros são aqueles que mostram efeitos negativos.

Outros estudos epidemiológicos procuraram uma associação entre a atividade física realizada em momentos de lazer e o risco de neoplasias. Dessa forma, a pergunta é: a realização de determinados esportes, tanto por atletas amadores quanto por atletas de elite, traz efeitos benéficos em relação ao câncer? O primeiro estudo neste sentido foi conduzido por Rook38. Esse grupo observou o tempo de vida e as causas de morte de indivíduos que foram atletas durante a sua permanência na Universidade de Cambridge, em relação aos não-atletas. Os resultados não mostraram nenhuma diferença estatística entre os grupos estudados em relação às mortes por câncer. Já outros estudos mostraram que os indivíduos que foram atletas durante a sua juventude apresentavam menor risco de surgimento de câncer39, particularmente de mama e do sistema reprodutor40-42. Segundo outro estudo, o risco de surgimento de câncer de reto poderia ser reduzido através da realização de cinco ou mais horas de exercício por semana34. Em estudos realizados com indivíduos aposentados observou-se que o risco de neoplasias diminui com a realização de mais de duas horas de qualquer tipo de esporte por semana43. Também se observou efeito benéfico de atividade física de caráter recreativo sobre o câncer de cólon26,27,44,45, próstata21,46,47, intestino48 e colorretal49. Na realidade, não foram encontrados efeitos benéficos da atividade física recreativa sobre todos os tipos de câncer: existem estudos que não relatam nenhum efeito21,26,50-55, e até mesmo outros estudos mostrando que os atletas de elite têm maior risco de câncer de próstata34,39,56.

É interessante também relatar os estudos que indicam que intensidade moderada de exercício é a mais recomendável para reduzir o risco de neoplasias34,57,58, não estando ainda claros os efeitos da atividade física de alta intensidade. Schmid58 mostrou que os desportistas vivem mais tempo do que os indivíduos sedentários, mas que a incidência de morte por câncer nos desportistas, em relação a outras doenças, foi superior nestes. Uma possível explicação para esse fato poderia ser a redução do risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Em resumo, os estudos epidemiológicos a esse respeito mostram que é possível supor que a prática de exercícios previne contra o surgimento de neoplasias. No total, existem 18 estudos que indicam que os indivíduos fisicamente ativos apresentam menor risco de câncer. Em seis estudos não se encontrou nenhuma associação e, em cinco, os resultados indicam que os desportistas têm maior risco de neoplasias. Portanto, ainda não é possível afirmar com total segurança que a atividade física é capaz de prevenir o surgimento e o desenvolvimento de processos neoplásicos, embora haja um corpo importante de estudos que sugiram este papel.

Alguns investigadores explicam os efeitos benéficos da atividade física em relação ao câncer recorrendo a efeitos indiretos, principalmente os relacionados com o estilo de vida. Dessa forma, pode-se dar crédito a vários fatores protetores contra neoplasias como, por exemplo, maior resistência contra o estresse59-62. Esses muitos fatores levam a uma dificuldade na interpretação dos estudos realizados. De fato, alguns cientistas não analisam, em seus estudos, diferenças de condição socioeconômica, saúde geral dos indivíduos que compuseram a amostra, a alimentação e a qualidade de vida. A alimentação adquire grande importância nesse tipo de análise, principalmente porque existem grandes diferenças entre os desportistas e os não-desportistas. Em geral, os desportistas utilizam dietas com grande quantidade de carboidratos. As dietas ricas em fibras passam pelo trato gastrintestinal mais rapidamente do que as dietas pobres em fibras, mais utilizadas nos países industrializados63. Estudos do Instituto para o Estudo do Câncer da Alemanha sustentam que a ingestão de grandes quantidades de carne é prejudicial. Muito prejudiciais à saúde também são as dietas pobres em legumes e ricas em gorduras35,64. A associação entre as dietas pobres em fibras e as doenças do sistema digestivo podem ser explicadas devido ao elevado tempo de trânsito dos alimentos no trato gastrintestinal. Dessa forma, aumenta-se o tempo de contato de agentes cancerígenos com a mucosa e o epitélio do tubo gastrintestinal. Além do tipo de alimentação, a prática desportiva pode reduzir o tempo de trânsito intestinal dos alimentos, já que facilita o peristaltismo intestinal, provavelmente por tônus parassimpático aumentado conseqüente à atividade física aeróbica regular65,66. Essa seria provavelmente a explicação dos resultados dos estudos já comentados, que demonstram a redução da incidência de neoplasias do tubo gastrintestinal nos indivíduos fisicamente ativos.

Por outro lado, são interessantes as observações de que os pacientes com câncer raramente apresentam em suas histórias clínicas "infecções inespecíficas", como a gripe, ou infecções em certos órgãos e tecidos67. Esses resultados podem ser explicados tendo em vista que, como conseqüência das infecções inespecíficas (p. ex.: gripe) aumenta a produção de interferon, que pode manter estimuladas as células NK, fundamentais na luta imunológica antitumoral. De fato, outros estudos não encontraram um estímulo importante das células NK nos pacientes com câncer de mama68. Outros estudos mostram também associação negativa entre a freqüência de infecções com febre nas histórias clínicas e o surgimento de câncer69,70. Já há alguns anos se sabe que a atividade física pode estimular o sistema imunológico, tanto em relação à resposta imune específica como inespecífica. A reação do sistema imunológico após uma atividade física é comparável com a que se produz com uma infecção "leve"71 (quadro 1). Existem muitos resultados que confirmam esse aspecto, tanto de forma quantitativa quanto qualitativa. A atividade física regular estaria ativando o sistema imunológico de forma aproximadamente semelhante à que ocorre com uma infecção leve. Esse efeito talvez possa ser considerado como um "treinamento" do sistema imunológico, responsável pela redução do risco de câncer.

 

 

Como conseqüência de todas essas evidências, a Sociedade Americana contra o Câncer propõe desde 1985 a prática de exercícios como protetora contra o câncer72. Entretanto, ainda são necessários mais estudos. Dada a dificuldade de interpretação dos estudos realizados em humanos (devido à grande quantidade de variáveis que podem interferir nos resultados), são muito importantes os estudos experimentais realizados com animais de laboratório, nos quais variáveis como qualidade de vida, alimentação, diferenças genéticas, sexo, idade, etc., são muito mais facilmente controladas. Os experimentos em animais de laboratório estão de acordo com os resultados que mostram que a atividade física regular pode estimular o sistema imunológico. Existem numerosas investigações que sustentam que a atividade física ativa o sistema imunológico contra as células neoplásicas. Há alguns anos um estudo mostrou que a proliferação de células de sarcomas é mais lenta em ratos submetidos a atividade física73. Esses resultados também foram confirmados em ratos submetidos a uma semana de treinamento antes de injeção de células de um fibrossarcoma, e que continuaram treinando durante quatro semanas após essa injeção19. Outros estudos corroboram nos ratos esses efeitos, ou seja, uma proliferação mais lenta das células tumorais74,75. A duração da vida de um grupo de ratos que haviam nadado três semanas antes e duas semanas após uma infecção com células neoplásicas aumentou 20%76. Demonstrou-se também que o número de animais mortos se reduz aproximadamente 20% tanto com treinamentos de corrida quanto de natação77. Uhlenbruck e Order16,17 observaram um efeito supressivo sobre a proliferação tumoral e metástases com o treinamento físico, estudo realizado também com ratos. Em ratos, inclusive, descreveu-se redução da proliferação das células tumorais com o exercício e também redução completa do tumor78-81. Portanto, os estudos feitos até o momento em animais parecem confirmar os realizados em humanos.

Ainda não se conhecem exatamente os mecanismos mediadores dos efeitos benéficos do treinamento físico contra o câncer. Alguns estudos analisaram a relação entre o crescimento tumoral e a atividade das células NK in vitro82. A estimulação das células NK é muito grande nos animais nos quais o tumor é totalmente reduzido. Outros estudos indicaram potente efeito antitumoral das células NK e dos macrófagos em conseqüência da atividade física, células responsáveis no sistema imunológico pela luta contra as neoplasias71,83-85.

Vários mecanismos foram propostos para explicar a associação existente entre a atividade física e o risco de surgimento de neoplasias em humanos45,86.

O exercício pode reduzir o risco através de redução da quantidade de gordura corporal, evitando assim a obesidade, que é considerada um fator de risco para alguns tipos de câncer, como o de endométrio, de mama e de cólon.

O exercício pode também influir sobre os níveis de certos hormônios, como o estradiol, o qual é considerado um agente causal em algumas formas de câncer de mama.

A atividade física regular pode reduzir os níveis de estresse, com efeito benéfico sobre a resistência ao câncer, ou pode aumentar a defesa imunológica contra o crescimento tumoral. Não obstante, deve-se dedicar maior atenção a esse aspecto, já que nem sempre o estresse leva a maior possibilidade para desenvolver determinado tipo de câncer e, inclusive, nem mesmo o estresse pode ser considerado um agente imunossupressor.

Outro dos mecanismos diz respeito ao sistema imunológico. Os mecanismos de resposta imune inata, como a atividade das células NK, macrófagos, neutrófilos e citoquinas, proporcionam eficiente primeira linha de defesa contra as neoplasias. Assim, o exercício, através de seu estímulo à resposta imunológica inespecífica, pode estimular maior vigilância do sistema de defesa do organismo para evitar o desenvolvimento de tumores, principalmente dos processos de metástases. De fato, sobre os tumores que não são muito sensíveis ao controle pela imunidade natural, o exercício exerce poucos efeitos, ou até efeitos negativos, aumentando a metástase tumoral. Isso depende das características do tumor (sensível ou não às células NK, por exemplo) e do exercício (tempo, duração, tipo e momento no qual se realiza).

Finalmente, os fatores genéticos podem fazer com que um indivíduo que se exercita tenha diminuído ou aumentado o risco de câncer.

Levando em conta esses aspectos, parece que um bom planejamento do treinamento nos atletas pode impedir efeitos prejudiciais sobre o sistema imunológico, que poderiam aumentar o risco de surgimento de neoplasias87.

Em resumo, pode-se recomendar um exercício regular de intensidade moderada (por exemplo, "trotar" durante 30 a 35 minutos) para a prevenção do câncer. Exercícios dessa natureza foram recomendados recentemente nos Estados Unidos para melhorar a saúde geral36. A escolha do tipo de atividade física pode ser um fator importante, já que deve depender das possibilidades individuais. Especialmente nos mais idosos, ou nos indivíduos que estão iniciando uma atividade física, devem ser escolhidos exercícios que não afetem as articulações, como a natação e o ciclismo. Pode-se controlar a intensidade do exercício com o auxílio da freqüência cardíaca, que deve estar aproximadamente na faixa de "180 menos a idade". A freqüência semanal deve ser de duas a três vezes, durante um tempo aproximado de 30 a 45 minutos por sessão.

 

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Traduzido por:
Dr. José Kawazoe Lazzoli
Editor-Chefe da Revista Brasileira de Medicina do Esporte Primeiro-Secretário da Sociedade de Medicina Desportiva do Rio de Janeiro
Professor do Departamento de Morfologia da Universidade Federal Fluminense, Niterói, RJ Diretor do Ergocenter _ Instituto Petropolitano de Ergometria, Petrópolis, RJ
Traduzido com permissão por escrito do original: Ortega E, Peters C, Barriga C, Lötzerich H. ¿Puede la actividad física reducir el riesgo de cáncer? Archivos de Medicina del Deporte 1997;58:127-34.