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Revista Brasileira de Medicina do Esporte

Print version ISSN 1517-8692

Rev Bras Med Esporte vol.5 no.2 Niterói Mar./Apr. 1999

http://dx.doi.org/10.1590/S1517-86921999000200008 

AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE

 

Posicionamento Oficial

 

Redução de peso em lutadores

 

 

AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE

 

 


RESUMO

Apesar de um número crescente de evidências contrárias, permanece muito freqüente a prática de reduções rápidas de peso entre lutadores. Essa redução rápida traz conseqüências adversas importantes que podem afetar o desempenho nas competições, prejudicar a saúde e até mesmo o crescimento e desenvolvimento normais. Para enfatizar os aspectos educacionais e reduzir o risco para a saúde dos participantes, o Colégio Americano de Medicina do Esporte recomenda algumas medidas para educar os técnicos e os lutadores em relação a uma boa nutrição e comportamentos saudáveis para controlar o peso, eliminar as reduções rápidas de peso e estabelecer regras que limitem a redução de peso.


 

 

INTRODUÇÃO

Por mais de meio século, reduções rápidas de peso em lutadores foram muito difundidas entre educadores, profissionais de saúde, cientistas do esporte e pais1-4. Desde que o Colégio Americano de Medicina do Esporte publicou pela primeira vez o Posicionamento Oficial sobre redução de peso em lutadores em 19765, uma grande quantidade de artigos de pesquisa foi publicada sobre o assunto. Em um período de uma semana, a redução rápida de peso em lutadores colegiais foi em média de 2kg, tendo ficado acima de 2,7kg em 20% dos lutadores3,6,7. Um terço dos lutadores de nível colegial relataram repetir esse processo mais de 10 vezes em cada temporada6,7. Estas práticas têm sido documentadas nos últimos 25 anos7,8 e no decorrer desse tempo parece que a sua prevalência mudou muito pouco3,6,7.

 

REDUÇÃO DE PESO EM LUTADORES

Se por um lado lutadores podem crer que possuem excesso de gordura, por outro lado estudos mostram que fora da temporada lutadores de escola secundária têm de 8 a 11% de gordura corporal, bem abaixo dos seus colegas que têm em média 15%9-12. Estimativas durante a temporada encontraram percentuais de gordura de até 3% e em média de 6 a 7%13-19. Conseqüentemente, a redução da gordura corporal não contribui quase nada para a redução de peso, enquanto que os principais métodos para redução ponderal (p.ex., exercício, restrição alimentar, jejum e diversos métodos de desidratação) afetam a água corporal, o conteúdo de glicogênio e a massa corporal magra14,20-23. Essas técnicas de redução de peso são utilizadas por 25 a 67% dos lutadores6,7,23,24. Tem sido relatado o uso de agentes farmacológicos, incluindo os diuréticos, estimulantes e laxantes para reduzir o peso entre alguns desses atletas3,6,24. Essas técnicas para reduzir o peso têm sido passadas de lutador para lutador ou do técnico para o lutador e mudaram pouco nos últimos 25 anos. Raramente os pais ou os profissionais de saúde fornecem algum tipo de orientação sobre como reduzir o peso de forma adequada6,7,24. Recentemente, um número pequeno mas crescente de mulheres começaram a praticar lutas. Não há dados disponíveis sobre os comportamentos para controle de peso nesse grupo específico. Se essas mulheres também utilizarem as mesmas técnicas para redução rápida de peso, os mesmos problemas de saúde e desempenho que ocorrem com os homens podem ser esperados para elas.

Os lutadores praticam essas técnicas de redução de peso acreditando que as suas chances de sucesso nas competições aumentarão. Ironicamente, essa redução rápida de peso pode prejudicar o desempenho e colocar sob risco a saúde do atleta. A redução de peso em lutadores pode ser atribuída a reduções da quantidade de água corporal, do glicogênio, da massa magra e apenas uma pequena quantidade de gordura. A combinação de restrição alimentar e privação de fluidos cria um efeito fisiológico adverso e sinérgico no organismo do lutador, enfraquecendo-o para a competição. Além disso, a maior parte das formas de desidratação, como o suor exagerado e o uso de catárticos, contribui para a perda de eletrólitos mais água25,26. Os lutadores esperam repor os fluidos corporais, eletrólitos e glicogênio durante o breve período (30min a 20h) entre a pesagem e a competição. Entretanto, o restabelecimento da homeostase hídrica pode levar de 24 a 48h27; a restauração das reservas de glicogênio muscular pode levar até 72h28,29; e recuperar a massa magra perdida pode levar ainda mais tempo. Em resumo, uma redução rápida de peso parece influenciar negativamente as reservas de energia do lutador e o seu equilíbrio eletrolítico.

Os efeitos isolados ou combinados da redução rápida de peso sobre a função fisiológica e o desempenho são mostrados na tabela 1. Estas funções são indicadoras de desempenho durante uma luta; contudo, nenhum estudo avaliou a relação entre o desempenho na luta e a redução de peso. Embora os dados científicos não sejam conclusivos, essas práticas de redução rápida de peso podem também alterar o estado hormonal56, diminuir o estado nutricional protéico57, impedir o crescimento e desenvolvimento normais58, afetar o estado psicológico3,6,24,52,59, prejudicar o desempenho acadêmico60-62 e ter graves conseqüências como tromboembolismo pulmonar63, pancreatite64 e redução da função imunológica65. O uso de diuréticos pode resultar em efeitos mais importantes sobre o sistema cardiovascular e o equilíbrio eletrolítico do que outras formas de redução de peso25,47.

 

 

Por essas razões, a Federação Nacional de Associações Estaduais de Escolas Secundárias apóia a opinião de que cada estado implemente regras que incluam um programa efetivo de controle de peso66. Vários estados instituíram com sucesso programas que tornam necessário avaliar a composição corporal e incluem uma educação nutricional (comunicação pessoal, ref. 67) e mais estados parecem dispostos a aderir. Cientistas, médicos, nutricionistas, técnicos, administradores desportivos, treinadores e outros profissionais de saúde devem procurar implementar essas alterações recomendadas nacionalmente.

 

CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES

Devido aos benefícios questionáveis e aos potenciais riscos para a saúde trazidos pelos procedimentos para redução rápida de peso (particularmente em adolescentes), o ACSM faz as seguintes recomendações:

1. Educar os técnicos e os lutadores a respeito das conseqüências adversas de um jejum prolongado e de um estado de desidratação para o desempenho físico e a saúde.

2. Desestimular a utilização de roupas de borracha, saunas secas ou a vapor, laxantes e diuréticos para "perder peso".

3. Adotar novas legislações em nível regional ou nacional programando pesagens imediatamente antes das competições.

4. Programar pesagens diárias antes e depois das competições para monitorizar reduções artificiais de peso. O peso perdido durante os treinos e competições deve ser reposto através de uma ingestão adequada de alimentos e líquidos.

5. Avaliar a composição corporal de cada lutador no início da temporada utilizando métodos validados para essa população12,17. Rapazes com até 16 anos e um percentual de gordura abaixo de 7% ou acima de 16 anos com um percentual de gordura abaixo de 5% necessitam de avaliação médica antes de competir. Lutadoras devem ter um percentual de gordura mínimo de 12 a 14%68.

6. Enfatizar a necessidade de uma ingestão calórica diária obtida através de uma dieta balanceada rica em carboidratos (> 55% das calorias), com baixo teor de gorduras (< 30% das calorias) com uma quantidade adequada de proteínas (15 a 20% das calorias, em torno de 1,0 a 1,5g por quilograma de peso corporal), determinada com base nas orientações do RDA (Recommended Dietary Allowances)69 e nos níveis de atividade física70,71. A ingestão calórica mínima para lutadores secundaristas deve ficar na faixa entre 1.700 e 2.000kcal por dia e um treinamento rigoroso pode aumentar as necessidades em até 1.000kcal extras por dia69. Os lutadores devem ser desestimulados por técnicos, pais, inspetores de escola e médicos a consumir menos do que as suas necessidades mínimas diárias. Em combinação com o exercício, esta ingestão calórica mínima contribuirá para uma redução gradual de peso. Depois que se tenha atingido o peso mínimo, deve-se aumentar a ingestão de calorias o suficiente para satisfazer as necessidades para um desenvolvimento normal de um lutador jovem69.

O ACSM estimula:

Permitir que mais participantes por equipe venham a competir, criando novas categorias entre 54,0kg e 69,5kg, ou permitindo mais de um representante de cada equipe por categoria de peso, como a natação e o atletismo.

Padronização dos regulamentos sobre os critérios de participação nos torneios e campeonatos, de modo que reduções de peso rápidas e muito grandes sejam desestimuladas ao final da temporada (p.ex., um lutador que pula uma ou mais categorias).

Esforços conjuntos entre técnicos, cientistas do esporte, médicos, nutricionistas e lutadores para obter e registrar dados de composição corporal, estado de hidratação, demandas energéticas e nutricionais, crescimento, maturação e desenvolvimento psicológico dos lutadores.

Através deste Posicionamento Oficial, o ACSM espera promover o esporte de luta proporcionando um ambiente educacional positivo para o atleta de escolas de primeiro e segundo graus. O ACSM crê que estas recomendações permitirão que os lutadores se concentrem melhor na aquisição de habilidades técnicas, melhora da aptidão física, preparação psicológica e nas interações sociais oferecidas pelo esporte.

 

AGRADECIMENTOS

Este Posicionamento Oficial substitui o anterior, de 1976.

Este documento foi revisto para o Colégio Americano de Medicina do Esporte pelo Comitê de Declarações e por: Dr. Jack Harvey, Prof. Michael Sharratt, Profa. Suzanne Steen e Prof. Charles Tipton.

 

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Traduzido, com permissão por escrito, do original: American College of Sports Medicine. Position Stand on weight loss in wrestlers. Med Sci Sports Exerc 1996;28(2)ix-xii.
Traduzido por:
José Kawazoe Lazzoli
Editor-Chefe da Revista Brasileira de Medicina do Esporte
Primeiro-Secretário da Sociedade de Medicina Desportiva do Rio de Janeiro
Professor do Departamento de Morfologia e da Disciplina de Medicina do Exercício
e do Esporte, da Universidade Federal Fluminense, Niterói, RJ
Diretor do ergocenter _ Instituto Petropolitano de Ergometria, Petrópolis, RJ