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Revista Brasileira de Medicina do Esporte

Print version ISSN 1517-8692

Rev Bras Med Esporte vol.7 no.1 Niterói  2001

http://dx.doi.org/10.1590/S1517-86922001000100004 

ARTIGO ORIGINAL

 

Função muscular esquelética e composição corporal de pacientes com hipertireoidismo submetidos ao treinamento contra resistência  

 

Skeletal muscle performance and body composition of patients with hyperthyroidism submitted to strength training

 

 

Kelb Bousquet SantosI; Karla Campos de PaulaII; Ney Dilson M. BarretoIII; Rubens A. Cruz FilhoIII; Wolney C. FigueiredoIII; Antonio Claudio Lucas da NóbregaI

Universidade Federal Fluminense, Niterói, RJ
IDepartamento de Fisiologia e Farmacologia
IIDepartamento de Educação Física
IIIDisciplina de Endocrinologia

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

O hipertireoidismo está associado a uma fraqueza muscular generalizada que é parte da manifestação clínica inicial de cerca de 80% dos pacientes. A recuperação da performance muscular esquelética durante o tratamento do hipertireoidismo depende tanto do aumento da massa muscular quanto da melhoria da função intrínseca da musculatura esquelética. Por outro lado, o treinamento contra resistência aumenta a força e a endurance muscular em diferentes grupos de indivíduos. O objetivo do presente trabalho foi avaliar o efeito deste tipo de treinamento sobre a recuperação da função muscular esquelética de pacientes portadores de hipertireoidismo. Os pacientes, atendidos no ambulatório de endocrinologia, diagnosticados clínica e laboratorialmente com doença de Graves, foram submetidos, antes do tratamento e quatro meses após, a medidas antropométricas e testes de força máxima e endurance musculares (sustentando 30% da carga máxima) de quatro movimentos [handgrip esquerdo (HE) e direito (HD), legpress (LEG), flexão plantar de tornozelo (FPT) e supino reto (SR)]. Após a avaliação inicial, os pacientes foram divididos em dois grupos: 1) controle (GC - tratamento medicamentoso) e 2) treinamento (GT - acrescentado treinamento contra resistência individualizado 2X/semana). Os resultados (GC, n = 3; GT, n = 4; todas do sexo feminino) mostram:

  

 

Os autores concluem que o treinamento contra resistência parece favorecer aumento da massa e da performance muscular esquelética em pacientes com hipertireoidismo.

Palavras-chave: Composição corporal. Função muscular esquelética. Hipertireoidismo.


ABSTRACT

Hyperthyroidism is associated with a general muscle weakness, which is part of the initial clinical manifestation of about 80% of patients. The recovery of skeletal muscle performance during hyperthyroidism treatment depends on both greater muscle mass and improved muscle function. Strength training is an effective method to improve muscle strength and endurance. The purpose of this study was to evaluate the effect of this type of training on the recovery of the skeletal muscle function of patients with hyperthyroidism. Patients referred to the Endocrinology Out-Patient Clinic with clinical diagnosis and laboratory confirmation of Grave's disease were submitted, before the treatment and 4 months later, to anthropometric measurements and determination of maximal static strength and endurance (sustaining 30% of the maximal force) of four movements [left handgrip (LH), right handgrip (RH), legpress (LEG), ankle plantar flexion (APF) and supine benchpress (SP)]. After the first evaluation, the patients were divided into two groups: 1) control (CG- drug treatment) and 2) training (TG- added individualized strength training twice a week). Results (CG, n=3; TG, n=4; all women) showed:

  

 

The authors concluded that strength training seems to favor an increase in skeletal muscle mass and performance in patients with hyperthyroidism.

Key words: Body composition. Skeletal muscle function. Hyperthyroidism.


 

 

INTRODUÇÃO

O hipertireoidismo está associado à fraqueza muscular generalizada, a qual é parte da manifestação clínica inicial de aproximadamente 80% dos pacientes1. Além disto, esta disfunção muscular pode ser grave em pacientes recém-diagnosticados com doença de Graves, comprometendo sua capacidade de realizar atividades cotidianas1. Apesar da disfunção muscular esquelética diminuir a qualidade de vida dos pacientes, a correção do estado hipertireoideo através do tratamento farmacológico pode aumentar em até 40% a performance muscular2.

Um outro componente clínico importante do hipertireoidismo é a atrofia muscular esquelética, que tende a afetar mais comumente os grupos musculares proximais que os distais, e que contribui para a redução da força muscular absoluta1. Apesar da recuperação da performance muscular após o tratamento ser um fato conhecido, até pouco tempo não existiam evidências sobre se esta recuperação funcional era decorrente apenas do aumento da massa muscular ou também de uma recuperação da função intrínseca do músculo. Um estudo longitudinal recente do nosso grupo3 concluiu que a melhora da performance muscular esquelética durante o tratamento de hipertireoidismo depende tanto do aumento da massa muscular, como da recuperação da função intrínseca da musculatura esquelética. O mesmo estudo também mostrou que, apesar da correção do estado hipertireoideo do ponto de vista laboratorial e recuperação da força máxima dos pacientes, a endurance (capacidade de sustentar uma carga submáxima por períodos prolongados) continuava muito abaixo dos valores controles. Este achado possui implicações clínicas diretas, uma vez que a endurance guarda uma relação direta com a capacidade funcional para realizar atividades do cotidiano. A partir deste estudo, planejamos investigar o efeito de medidas que possam acelerar a recuperação funcional da musculatura esquelética dos pacientes em tratamento de hipertireoidismo. O treinamento de força, também chamado de treinamento contra resistência, provoca a melhoria da performance muscular de indivíduos jovens sadios4, assim como de portadores de diferentes doenças, como a doença aterosclerótica coronariana5. Além disto, indivíduos idosos experimentam maior independência com o treinamento de força, adquirindo assim melhor qualidade de vida6. Por outro lado, não se conhece o efeito deste tipo de treinamento sobre a recuperação da performance muscular de pacientes em tratamento de hipertireoidismo.

O treinamento de força poderia acelerar a recuperação da função muscular esquelética destes pacientes, melhorando assim sua qualidade de vida em tempo mais curto do que apenas com tratamento farmacológico.

O objetivo principal deste estudo foi verificar o efeito do treinamento contra resistência sobre a recuperação da performance muscular esquelética durante o tratamento farmacológico de pacientes com hipertireoidismo.

 

METODOLOGIA

Pacientes

Os pacientes, virgens de tratamento tireoidiano, foram recrutados do ambulatório de endocrinologia do Hospital Universitário Antônio Pedro, da Universidade Federal Fluminense, todos com diagnóstico clínico, incluindo bócio difuso, e confirmação laboratorial da doença de Graves. Contudo, nenhum destes pacientes apresentava oftalmopatia infiltrativa grave, assim como qualquer outra doença concomitante. Estes foram informados a respeito dos procedimentos e riscos do experimento e assinaram um termo de consentimento antes de entrar no estudo, o qual foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição.

Foram selecionadas para o estudo sete pacientes, três do grupo controle (média ± DP: idade 48 ± 1 anos) e quatro do grupo treinamento (média ± DP: idade 45 ± 5 anos), todas do sexo feminino. Devido aos rígidos critérios de inclusão no estudo, oito pacientes foram excluídos por apresentarem doenças associadas (n = 3), estarem submetidos a tratamento não farmacológico (n = 1), não se dispuseram a participar do estudo (n = 3) e por apresentarem quadro de Graves atípico (n = 1).

Protocolo

Após a confirmação do diagnóstico, os pacientes foram submetidos a uma primeira avaliação, na qual foram realizadas medidas antropométricas e testes de performance muscular esquelética. A partir desta avaliação inicial, teve início o tratamento farmacológico apropriado a cada paciente (metimazole 20-30mg/dia + propranolol 60-120mg/dia) e foi realizada uma divisão em dois grupos: um controle, dos pacientes submetidos apenas ao tratamento medicamentoso, e o outro grupo que, além das drogas, realizou treinamento contra resistência. A divisão nos grupos dependeu basicamente da disponibilidade do paciente em realizar o treinamento de forma efetiva. Todos foram reavaliados após quatro meses de tratamento, tempo este habitualmente necessário para que o paciente atinja o estado eutireóideo.

Composição corporal

As medidas antropométricas incluíram: peso, estatura (balança e estadiômetro Welmy, Brasil), circunferências (braço relaxado, coxa, perna) utilizando fita não-elástica e dobras cutâneas (tríceps, bíceps, coxa e perna medial) com compasso (Harpender, Inglaterra).

As medidas foram sempre realizadas do lado direito e o seu protocolo seguiu o Standard Anatomical Landmarks and Conventions7. Resumidamente, para a medida de circunferência de braço relaxado, o indivíduo é colocado de pé e, inicialmente, é marcado um ponto médio entre a porção mais distal do acrômio e o olécrano, ponto este obtido com o cotovelo a 90186;. Com os braços ao longo do corpo e as palmas das mãos voltadas para frente, a fita é então colocada perpendicularmente ao redor desta marca, de forma que toque a pele e não comprima os tecidos leves. Na circunferência de coxa, o ponto médio é localizado entre o ligamento inguinal e a borda da patela. A medida é feita de forma similar ao braço relaxado, estando os calcanhares separados em cerca de 10cm e o peso distribuído nos dois pés. Na medida da circunferência de perna medial, o indivíduo mantém-se com os calcanhares separados em cerca de 20cm e o peso distribuído igualmente entre os pés. A fita é colocada horizontalmente em torno da perna e movimentada até localizar a circunferência máxima, em um plano perpendicular ao eixo do membro.

Para as medidas de dobras cutâneas, palpa-se o local e com o dedo indicador e o polegar esquerdo pega-se a dobra, de modo que somente estejam incluídos pele e tecido adiposo, e não muscular. Com a mão direita faz-se a medida utilizando o compasso, que deve estar localizado de forma perpendicular à superfície do membro a ser medido. Este compasso deve ser colocado a cerca de 1cm da borda da dobra cutânea e a leitura feita dois segundos após soltar o gatilho do instrumento. As dobras cutâneas de bíceps e tríceps são feitas no nível do ponto médio marcado para circunferência do braço, que é então colocado ao longo do corpo, com as palmas das mãos voltadas para dentro. A dobra tricipital é medida na linha média da parte posterior do braço, sobre o músculo tricipital; o mesmo é feito na porção anterior para a dobra bicipital. As medidas de coxa e perna medial são feitas com o indivíduo sentado, no ponto médio marcado para circunferência.

Diferentes procedimentos foram aplicados aos dados originais para fornecer índices de composição corporal. O somatório das dobras cutâneas foi utilizado para estimar a massa de tecido adiposo subcutâneo; medidas de circunferência muscular, que somadas estimam a massa muscular, foram obtidas das circunferências de membros (braço, coxa, e perna medial) corrigidas pelas dobras cutâneas correspondentes. Um modelo geométrico linear 8 foi utilizado para obter as circunferências musculares pela aplicação da fórmula: circunferência muscular = circunferência do membro - (p x dobra cutânea do membro).

Função muscular esquelética

A força muscular de três movimentos (legpress, flexão plantar de tornozelo e supino) foi medida pelo método de uma repetição máxima (1RM) e pela dinamometria (Therapeutic Instruments, Clifton, NJ, EUA) para preensão manual (handgrip)9. Alguns minutos de aquecimento e familiarização com os equipamentos foram permitidos antes da avaliação.

A força estática máxima medida na dinamometria de handgrip foi definida como o valor mais alto de força gerado durante três tentativas consecutivas de 2-5 segundos de duração separadas por um intervalo de 1-2 minutos. Define-se 1RM como a carga possível de ser mobilizada uma vez, e não mais que uma, em um determinado movimento.

Para calcular a endurance, os pacientes deviam sustentar um peso equivalente a 30% do 1RM por quanto tempo eles suportassem, sem mudar o ângulo da articulação. Em relação ao handgrip calculou-se a endurance como o tempo máximo de sustentação de 30% da força máxima previamente definida.

Treinamento de força

As sessões de treinamento contra resistência foram realizadas duas vezes por semana com o acompanhamento de uma professora de Educação Física. Nas primeiras sessões, os pacientes foram instruídos sobre o uso dos aparelhos e iniciaram o treinamento com cargas leves suficientes para permitir o aprendizado e a melhoria da eficiência motora dos movimentos. Após este período de adaptação, iniciaram o treinamento com sobrecarga propriamente dito, o qual constou de cargas equivalentes a 60-80% do teste de 1RM ou uma carga que permitia a execução de aproximadamente 12 repetições. O descanso entre as séries foi determinado pelo próprio paciente. A progressão da intensidade realizou-se a cada duas semanas de forma individualizada até que fossem alcançadas 6-8 repetições de cada exercício em três séries. Os exercícios (equipamentos) do treinamento foram os seguintes: legpress baixo, desenvolvimento supino, flexão e extensão de punho, flexão plantar.

 

RESULTADOS

Os resultados referentes à composição corporal e função muscular são apresentados sob a forma de média das alterações entre a primeira e segunda avaliação (delta percentual - D%).

Composição corporal

Como mostra a figura 1, o grupo controle apresentou uma perda ponderal no período, acompanhado de uma perda de tecido adiposo (indicado pela diminuição no somatório das dobras cutâneas - SDC) e ganho de massa muscular (indicado pelo aumento no somatório de circunferências de membros corrigidas - SCC).

O grupo treinamento apresentou um ganho de peso após os quatro meses de treinamento contra resistência associado ao tratamento farmacológico, o que foi acompanhado de uma perda de tecido adiposo e ganho de massa muscular.

 

 

Função muscular esquelética

Os resultados demonstrados na figura 2 mostram que em relação a todos os movimentos [flexão plantar de tornozelo (FPT), supino reto (SR), legpress (LEG) e handgrip esquerdo (HE) e direito (HD)], o grupo treinamento apresentou maior ganho de força quando comparado com o grupo controle.

Endurance

Após quatro meses observou-se que o grupo treinamento apresentou endurance maior para todos os movimentos quando comparado com o grupo controle, como pode ser observado na figura 3.

 

DISCUSSÃO

Os resultados deste estudo demonstram que o grupo que realizou treinamento contra resistência duas vezes por semana num período de quatro meses, aliado ao tratamento farmacológico, apresentou ganho de peso associado a um ganho de massa muscular e perda de tecido adiposo. Este dado é semelhante aos encontrados anteriormente. Os estudos de composição corporal em pacientes com tireotoxicose leve mostram que o distúrbio é geralmente acompanhado por uma perda de gordura e proteínas, proporcional à composição habitual do corpo10. Em geral essas perdas são restabelecidas pela volta da função tireoidiana ao normal; como mostra o estudo deLing e Kawakami11, que constatou, através de DXA (dual energy X-ray absorptiometry), um aumento tanto de massa adiposa quanto muscular após o tratamento com iodo 131 em pacientes com doença de Graves. Já De la Rosa et al.12demonstraram, também através de DXA, que o ganho de peso em um ano de tratamento com iodo 131 foi predominantemente à custa de massa muscular. Nóbrega et al.3, pesquisando pacientes com hipertireoidismo virgens de tratamento, demonstraram, através de avaliação antropométrica, que o aumento de massa muscular, indicado pelo aumento do somatório das circunferências corrigidas, foi o principal fator para o ganho de peso.

No entanto, o grupo controle do presente estudo apresentou uma perda ponderal, que se acredita ser em função de uma perda de tecido adiposo, apesar do discreto ganho de massa muscular, o qual é habitual após o início do tratamento farmacológico. Sabe-se que indivíduos acometidos pela doença de Graves apresentam uma perda de peso importante, e esta é causada por perda de massa muscular e também de tecido adiposo10.

Em relação à função muscular, os pacientes do grupo treinamento apresentaram um ganho de força maior quando comparado com o grupo controle. Este aumento de força foi válido para todos os movimentos realizados, sendo a diferença ainda mais exuberante em relação à extensão plantar de tornozelo, supino e handgrip. Um estudo de Celsing et al.2 que avaliou a força muscular em pacientes com hipertireoidismo antes e após o tratamento médico (farmacológico ou não) demonstrou que há um aumento de 20-40% de força muscular após o tratamento. Além disso, sabe-se que o treinamento contra resistência confere aumento de massa muscular associado a aumentos de força muscular e endurance13. Logo, acredita-se que o maior ganho de força e massa muscular apresentado pelo grupo treinamento no presente estudo tenha sido uma resposta eficaz ao treinamento contra resistência adotado.

A recuperação da endurance, segundo estudo anterior, não é total após o tratamento farmacológico3. Nossos resultados mostram que houve um ganho de endurance para todos os movimentos realizados no grupo treinamento quando comparado com o controle, sendo mais evidente na flexão plantar de tornozelo, supino e handgrip, movimento este que apresentou uma peculiaridade em relação ao grupo controle, o qual revelou valor negativo para handgrip direito após os quatro meses de tratamento farmacológico.

Naturalmente, o estudo apresenta limitações. Por exemplo, a avaliação da composição corporal limitou-se a medidas de membros em pontos específicos. Idealmente, uma avaliação de composição corporal deveria incluir medidas de circunferências e dobras cutâneas em outros sítios, particularmente em tronco. Entretanto, as medidas antropométricas serviram fundamentalmente para fazer uma correção da performance muscular. Na verdade, a avaliação da força e endurance muscular corrigidas para massa muscular em pacientes com hipertireoidismo permitiu, pela primeira vez, separar o ganho de performance muscular decorrente do simples aumento da massa muscular daquele decorrente da melhoria da contratilidade intrínseca da musculatura esquelética3. Outra limitação evidente do estudo é o reduzido número amostral, impedindo a realização de uma análise estatística comparativa. Este fato decorreu dos rígidos critérios de inclusão e das dificuldades inerentes a estudos longitudinais. Entretanto, os resultados preliminares aqui apresentados sugerem com grande persuasão um efeito evidente do treinamento, principalmente sobre a performance muscular.

Considerando as limitações do estudo, concluímos que o treinamento contra resistência se mostrou eficaz na recuperação funcional dos pacientes acometidos com doença de Graves, permitindo um ganho maior de força muscular e endurance para todos os movimentos, acompanhado de um aumento de peso basicamente à custa de aumento de massa muscular. A continuidade no recrutamento e avaliação de novos pacientes permitirá uma conclusão definitiva sobre os efeitos do treinamento contra resistência na recuperação de pacientes com hipertireoidismo.

 

REFERÊNCIAS

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Endereço para correspondência
Kelb Bousquet Santos
Departamento de Fisiologia e Farmacologia
Rua Prof. Hernani Melo, 101
24210-130 - Niterói, RJ
E-mail: bousquet@megaline.com.br

Recebido em: 6/12/2000
Aceito em: 22/1/2001.