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Revista Brasileira de Medicina do Esporte

Print version ISSN 1517-8692

Rev Bras Med Esporte vol.8 no.1 Niterói Jan./Feb. 2002

http://dx.doi.org/10.1590/S1517-86922002000100002 

ARTIGO ORIGINAL

 

Efeitos de oito semanas de treinamento de natação no limiar anaeróbio determinado na piscina e no ergômetro de braço

 

Effect of eight weeks of swimming training on the anaerobic threshold determined in the swimming pool and by arm ergometer

 

 

Fabrizio Caputo; Renata Schmidt Machado; Ricardo Dantas de Lucas; Benedito Sérgio Denadai

Laboratório de Avaliação da Performance Humana, Unesp, Rio Claro - SP

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

O objetivo deste estudo foi analisar os efeitos do treinamento de natação na intensidade do limiar anaeróbio (LAn), determinado na piscina e no ergômetro de braço, verificando se este pode ser utilizado para avaliar os efeitos do treinamento em nadadores. Participaram do estudo sete nadadores de ambos os sexos, com nível de performance regional, que foram submetidos aos seguintes testes, antes e após oito semanas de treinamento: 1) dois tiros de 400m, um a 85% e outro a 95% do máximo, com coleta de 25ml de sangue do lóbulo da orelha no 1º, 3º e 5º minuto após cada tiro, para posterior análise do lactato sanguíneo (YSI 1500); 2) teste contínuo progressivo realizado no ergômetro de braço (UBE 2462 Cybex), com carga inicial de 33,3W e incrementos de 16,6W a cada três minutos até a exaustão voluntária, com coleta de sangue ao final de cada estágio. Um grupo controle de indivíduos não ativos (n = 9), que se manteve sedentário, realizou somente o procedimento 2 no mesmo intervalo de tempo. O LAn na natação (NLAn) e no ergômetro de braço (BLAn) foi encontrado através de interpolação linear, considerando uma concentração fixa de lactato de 4mM e 3,5mM, respectivamente. Os resultados demonstram diferença significante para o grupo treinado, entre o pré (130,4 ± 20,4W) e o pós-teste (137,7 ± 17,9W) para o BLAn. Porém, não foi encontrada diferença significante para o NLAn (1,09 ± 0,1m.s-1 e 1,13 ± 0,1m.s-1, p = 0,06). No grupo controle não foi encontrada diferença para o BLAn entre o pré (93,2 ± 11,5W) e o pós-teste (87,7 ± 7,2W). Pode-se concluir através desses dados que a determinação do LAn no ergômetro de braço é útil para detectar adaptações na capacidade aeróbia de nadadores com nível de performance regional.

Palavras-chave: Ergômetro de braço. Natação. Especificidade. Limiar anaeróbio.


ABSTRACT

The objective of this study was to analyze the effect of swimming training on the intensity corresponding to the anaerobic threshold (AnT) determined in the swimming pool and by arm ergometer, and also to check if the arm ergometer can be used to evaluate the effect of training on swimmers. Participants were seven swimmers of both sexes, with regional performance level, that had been submitted to the following tests before and after eight weeks of training: 1) 2 crawl sprints of 400 m at an intensity of 85% and 95% of their best velocity at each one of the distances, with 25 ml of blood collection at the 1st, 3rd and 5th minute after each shot, for posterior analysis of blood lactate (YSI 1500); 2) incremental continuous test in the arm ergometer (2462 UBE Cybex): initial workload was 33.3 W and intensity was increased by 16.6 W every 3 min until voluntary exhaustion, with 25 ml of blood collection at the end of each stage. A control group of non-active individuals (n = 9), kept sedentary carried out procedure 2 in the same interval of time. The AnT in swimming (SAnT) and in the arm ergometer (AAnT) was determined by linear interpolation, considering a fixed lactate concentration of 4 and 3.5 mM, respectively. Results demonstrate a significant difference for the trained group, between pre- (130.4 + 20.4 W) and post-training (137.7 + 17.9 W) for the AAnT. However, no difference was found for the SAnT (1.09 + 0,1 m.s-1 and 1.13 + 0.1 m.s-1 p = 0.06). In the control group there was no difference for the AAnT between pre- (93.2 + 11.5) and post-training (87.7 + 7.2 W). The authors can conclude that the determination of the AnT by arm ergometer is useful to detect adjustments of swimmers with regional performance to aerobic capacity.

Key words: Arm ergometer. Swimming. Specificity. Anaerobic threshold.


 

 

INTRODUÇÃO

O aumento, manutenção ou mesmo a perda da aptidão aeróbia são dependentes de uma série de fatores: sobrecarga aplicada no treinamento (intensidade, duração da sessão e freqüência semanal)1, estado inicial de condicionamento2, fatores genéticos3 e a especificidade do movimento empregado4.

Em relação à especificidade do movimento, os efeitos que determinado tipo de exercício pode apresentar sobre a aptidão aeróbia parecem depender da integração do grupo muscular empregado e do estado de condicionamento. Quando se analisam as possíveis transferências dos efeitos do treinamento aeróbio entre grupos musculares bem diferentes (i.e., membros inferiores para superiores e vice-versa), muitos estudos indicam que tanto a potência aeróbia (O2max) como a capacidade aeróbia (limiar anaeróbio) não são modificadas no segmento que não realizou o treinamento, independente do estado de treinamento5,6.

Por outro lado, quando são analisados grupos musculares semelhantes (i.e., corrida e ciclismo, corrida dentro e fora da água), a transferência dos efeitos do treinamento parece depender do nível inicial de condicionamento. Assim, quando os indivíduos são sedentários ou moderadamente treinados, parece ser possível a melhora ou pelo menos a manutenção da aptidão aeróbia por períodos de tempo relativamente longos (quatro a seis semanas), mesmo que não se empregue no treinamento o movimento especificamente utilizado nas competições6,7.

Especificamente para a natação, muitos pesquisadores têm procurado analisar a validade dos testes que são empregados para a avaliação aeróbia e anaeróbia de nadadores4,8-10. Nesses estudos, o princípio da especificidade tem sido um dos aspectos mais investigados, a maioria dos resultados indicando a necessidade de as avaliações dos nadadores serem realizadas em um ergômetro específico (swimming flume) ou na própria piscina4,11.

Como isso nem sempre é possível, alguns estudos têm procurado analisar a validade do ergômetro de braço para a avaliação aeróbia8,12,13 e anaeróbia de nadadores8,10,14. Para a avaliação aeróbia, o único modelo utilizado para validar ou não o ergômetro de braço tem sido a análise do nível de correlação de índices aeróbios (O2max e limiar anaeróbio) determinados no ergômetro com a performance durante a natação em distâncias que variam entre 100 e 1.600m10,12,13. Esses estudos têm verificado que o ergômetro de braço pode ser válido para a avaliação de nadadores, já que os níveis de correlação entre os índices obtidos no ergômetro e a performance têm sido de moderados a altos.

Entretanto, outros modelos de estudo são necessários para validar de forma mais ampla o emprego do ergômetro de braço, pois existe muita dificuldade de acesso a um ergômetro específico (swimming flume), ou ainda pode ser necessário obter informações de nadadores em condições laboratoriais mais controladas. Nessas situações, o ergômetro de braço pode ser uma opção interessante para a avaliação de nadadores. Com base nessas informações, os objetivos deste estudo foram: 1) analisar os efeitos de oito semanas de treinamento de natação na intensidade correspondente ao limiar anaeróbio (LAn), determinado na piscina e no ergômetro de braço em nadadores de nível regional e; 2) comparar as modificações do LAn nesses dois modos de exercícios, verificando se o ergômetro de braço pode ser utilizado para avaliar os efeitos do treinamento nesses nadadores.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Sujeitos

Participaram deste estudo sete nadadores (cinco homens e duas mulheres), com performance de nível regional, que estavam treinando regularmente e já competiam há pelo menos dois anos. Participou também um grupo controle (seis mulheres e três homens), que se manteve sedentário durante todo o período do experimento e realizou somente o teste de laboratório no ergômetro de braço. As características de todos os sujeitos estão descritas na tabela 1. Todos os sujeitos foram informados sobre os riscos e benefícios dos testes, tendo assinado um termo de consentimento.

 

 

Procedimentos

Os nadadores foram submetidos a dois testes, um na piscina e outro no ergômetro de braço, para a determinação do LAn. Os indivíduos do grupo controle realizaram apenas os testes no ergômetro de braço. Esses testes foram realizados antes (pré-treinamento) e após (pós-treinamento) um período de oito semanas.

Determinação do limiar anaeróbio na piscina - NLAn

Para a determinação do NLAn foram realizados dois tiros, um a 85% e outro a 95% da performance máxima nos 400m. Para o cálculo foi utilizada a mais recente performance de competição, realizada uma semana antes do início do estudo. Após cada tiro foram coletados 25ml de sangue do lóbulo da orelha no 1º, 3º e 5º minuto da recuperação, para posterior análise do lactato sanguíneo (YSI 1500). Cada tiro foi separado por um período de pelo menos 30 minutos. A velocidade do nadador foi controlada a cada 25m, através de um avaliador que o acompanhava pela borda da piscina. O NLAn foi encontrado através de interpolação linear, entre a velocidade média para cada intensidade e sua respectiva concentração de lactato, em que foi considerada uma concentração fixa de lactato de 4mM15. Os testes foram realizados numa piscina de 25 metros coberta e aquecida, com a temperatura da água mantida a 29ºC.

Determinação do limiar anaeróbio no ergômetro de braço - BLAn

O BLAn foi determinado através de um teste contínuo progressivo realizado no ergômetro de braço (UBE 2462 Cybex), com rotação fixa de 60rpm. O ergômetro foi ajustado de modo que ombro permanecesse na mesma altura do eixo da manivela e os cotovelos não ficassem completamente estendidos. A carga inicial foi de 33,3W, com incrementos de 16,6W a cada três minutos até a exaustão voluntária, com coleta de sangue ao final de cada estágio.O BLAn foi encontrado através de interpolação linear, em que foi considerada uma concentração fixa de lactato de 3,5mM15. Com base nos dados de Heck et al.15, protocolos incrementais e contínuos com estágios inferiores a cinco minutos devem utilizar a concentração fixa de 3,5mM de lactato, para não superestimar a intensidade do LAn. Os nadadores e os indivíduos do grupo controle não possuíam experiência prévia em testes realizados no ergômetro de braço.

Treinamento de natação

As coletas foram realizadas no período específico (pré-treinamento) e posteriormente ao período competitivo (pós-treinamento), separadas por um intervalo de oito semanas. A metragem semanal inicial de treinamento foi de 15.000m (1ª e 2ª semana), aumentando para 20.000 (3ª à 7ª semana), sendo reduzida para 15.000 na última semana, distribuída em quatro ou cinco sessões. Nas primeiras semanas a intensidade da série principal variou entre 65 e 85% do máximo para as distâncias empregadas (50 a 400m). Posteriormente, as intensidades ficaram entre 75 e 95%, chegando a 100% na última semana, utilizando neste caso distâncias mais curtas (12,5 a 100m). Nas séries principais o percentual de nado crawl ficou entre 50 e 100%, dependendo da semana e do estilo principal do nadador.

Análise estatística

Os dados estão expressos como média ± desvio padrão (DP). A análise dos valores pré e pós-treinamento para o BLAn e NLAn foi realizada pelo teste t de Student para dados pareados e pelo teste de correlação de Pearson. A comparação entre os nadadores e o grupo controle foi feita pelo teste t de Student para dados não pareados. Para todos os testes, adotou-se um nível de significância de p < 0,05.

 

RESULTADOS

Os valores obtidos pelos nadadores durante o pré-treinamento para o BLAn (130,4 ± 20,4W) foram significantemente diferentes (p < 0,05) dos obtidos durante o pós-treinamento (137,7 ± 17,9W). Para o NLAn não houve diferença significante (p = 0,06) entre os testes pré (1,09 ± 0,1 m.s-1) e o pós-treinamento (1,13 ± 0,1 m.s-1) (tabela 2). No grupo controle, os valores de pré-treinamento (93,2 ± 11,5W) para a BLAn não apresentaram diferença estatística em relação ao pós-treinamento (87,7 ± 7,2W), mas foram significantemente diferentes dos valores pré e pós-treinamento apresentados pelos nadadores (tabela 2). A percentagem média de mudança apresentada pelos nadadores entre o pré e o pós-treinamento para o BLAn e NLAn foi de 5,9 ± 7,9 e 3,0 ± 4,3%, respectivamente (tabela 3).

 

 

 

 

As potências correspondentes ao BLAn antes e após o treinamento foram significantemente correlacionadas com a velocidade do NLAn (r = 0,74 e r = 0,75, respectivamente) (figura 1).

 

 

DISCUSSÃO

O objetivo deste estudo foi verificar os efeitos do treinamento de natação no LAn determinado na piscina e no ergômetro de braço, verificando se este pode ser utilizado para avaliar os efeitos do treinamento em nadadores. O principal achado foi que, em relação a cada sujeito, as mudanças (aumento ou diminuição) do BLAn ocorreram no mesmo sentido do NLAn. Além disso, concordando com estudos anteriores16, verificou-se que as intensidades referentes ao LAn no ergômetro de braço e na natação foram moderadamente correlacionadas, tanto antes como depois do treinamento, sugerindo que o ergômetro de braço é válido para a avaliação do LAn em atletas de performance regional.

A determinação do O2max no ergômetro de braço com a finalidade de caracterizar o perfil fisiológico de triatletas17,18 e realizar a predição de performance aeróbia de nadadores tem sido bastante empregada12. Em relação à validade para predição de performance, os dados ainda são antagônicos. Obert et al.12 encontraram correlação significante entre o O2max (ml/kg/min), obtido durante o teste realizado no ergômetro de braço, e a performance nas provas de 100, 200 e 400m nado crawl, indicando, assim, que este índice fisiológico é adequado para predizer a performance de nado, apesar de o exercício ter sido realizado no ergômetro de braço. Entretanto, Loftin et al.13 não observaram correlação significante entre o O2max obtido no ergômetro de braço e a performance de nado (1.600m) em 14 triatletas recreacionais, embora para as outras modalidades (42,3km de ciclismo e 10km de corrida) o O2max determinado no ergômetro específico tenha sido correlacionado de forma significante com a performance. A ausência de validade para a predição de performance aeróbia nessas condições pode não ser apenas pela falta de especificidade do ergômetro de braço, pois mesmo o O2max determinado no swimming flume9, no tethered swimming19 ou na piscina11,20 também não é um bom preditor da velocidade de 400m na natação.

A resposta do lactato sanguíneo ao exercício, identificada por diferentes terminologias (limiar de lactato, limiar anaeróbio ou máxima fase estável de lactato), tem mostrado maior validade para a predição da performance aeróbia do que o O2max21,22. A utilização de uma concentração fixa de lactato (4mM) para a identificação da máxima fase estável de lactato pode não ser apropriada, pois o estado nutricional23, a variabilidade individual24 e o tipo de exercício25 podem influenciar nesta predição. Entretanto, diversos estudos têm mostrado que a intensidade correspondente a 4mM de lactato sanguíneo é valida para a predição de performance aeróbia na natação9,20.

Em nosso estudo, foi encontrada correlação significante (r = 0,75) entre o BLAn e NLAn, tanto antes como após o treinamento, sugerindo que a resposta metabólica é semelhante entre a natação e o ergômetro de braço. Esses dados também foram relatados recentemente por Guglielmo e Denadai16, que encontraram correlação muito semelhante (r = 0,75) entre o limiar no ergômetro de braço e na piscina em um grupo de nadadores e triatletas de performance regional e estadual. Neste estudo foi encontrada também correlação significante (r = -0,67) entre o LAn no ergômetro de braço e o melhor tempo nos 400m, sugerindo que a ausência de validade do O2max determinado no ergômetro de braço para a predição de performance é mais dependente da menor capacidade de predição do índice (O2max) do que da falta de especificidade do ergômetro.

Poucos estudos têm analisado os efeitos que determinados programas de treinamento podem apresentar sobre as respostas cardiovasculares e metabólicas durante o exercício no ergômetro de braço. Os poucos existentes têm utilizado indivíduos sedentários que realizaram treinamento de força ou de características aeróbias no próprio ergômetro, ou ainda indivíduos com paraplegia ou com doenças cardiovasculares5,26-28. Swensen et al.26 verificaram, em um grupo de sedentários, que um programa de treinamento contra resistência (3 x 10 repetições máximas) durante quatro semanas aumentou a potência aeróbia máxima no ergômetro de braço. Bhambhani et al.5, utilizando um grupo de indivíduos sedentários, que treinaram durante oito semanas no ergômetro de braço ou na bicicleta ergométrica, verificaram que as respostas máximas (O2max) ou submáximas (limiar ventilatório) só foram alteradas quando os indivíduos foram avaliados no ergômetro em que o treinamento foi realizado, sugerindo que as adaptações ao treinamento foram específicas ao movimento empregado nas sessões de treino.

Em nosso estudo, o LAn determinado no ergômetro de braço aumentou após as oito semanas de treinamento na natação. Como esse comportamento não foi observado no grupo controle, que permaneceu sem treinamento, podemos descartar um possível efeito de aprendizagem no teste incremental realizado no ergômetro de braço, que poderia ter melhorado o LAn dos nadadores, independente do treinamento. Além disso, houve concordância total no sentido das adaptações de cada atleta (aumento ou diminuição) no LAn determinado no ergômetro de braço e na piscina. Importante destacar que o LAn tem-se mostrado extremamente válido para controlar os efeitos do treinamento de natação, mesmo em um grupo de altíssima performance (nível olímpico)29.

Assim, as adaptações determinadas pelo treino de natação sobre a resposta metabólica também são detectadas pelo exercício realizado no ergômetro de braço, mesmo com a musculatura empregada e a posição do corpo não sendo exatamente as mesmas nas duas condições. Vale destacar que aproximadamente 70% da propulsão durante o nado crawl é determinada pelos membros superiores30.

Deve-se destacar, entretanto, que o número de nadadores empregados em nosso estudo é relativamente pequeno, o que pode limitar a aplicação destes dados de forma mais ampla. Além disso, são necessários outros estudos que analisem nadadores com maiores níveis de performance e/ou em diferentes períodos de treinamento, para que se possam obter informações mais definitivas sobre a adequação ou não do ergômetro de braço para a avaliação aeróbia de nadadores.

Podemos concluir através desses dados que a determinação do LAn no ergômetro de braço é útil para detectar adaptações na capacidade aeróbia de nadadores com nível de performance regional.

 

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Endereço para correspondência:
Benedito Sérgio Denadai
Laboratório de Avaliação da Performance Humana
Instituto de Biociências
Av. 24A, 1.515 - Bela Vista
13506-900 - Rio Claro, SP - Brasil
E-mail: bdenadai@rc.unesp.br

Recebido em: 10/10/2001
Aceito em: 22/11/2001
Apoio: CNPq