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Revista Brasileira de Medicina do Esporte

Print version ISSN 1517-8692

Rev Bras Med Esporte vol.9 no.5 Niterói Sept./Oct. 2003

http://dx.doi.org/10.1590/S1517-86922003000500002 

ARTIGO ORIGINAL

 

Prevalência de lesões na temporada 2002 da Seleção Brasileira Masculina de Basquete

 

Prevalencia de lesiones en la temporada 2002 de la Selección Brasileña de Básquetbol Masculino

 

 

Paulo MoreiraI; Daniel GentilII; César de OliveiraIII

IFisioterapeuta da Seleção Brasileira de Basquete; Mestrando em Engenharia Biomédica UNIVAP. Docente das Disciplinas Administração em Fisioterapia, Exercícios Terapêuticos e Reeducação Funcional, Recursos Terapêuticos Manuais, Fisioterapia Clínica Geral III e Prática Supervisionada em Ortopedia do Curso de Fisioterapia da UNITAU.
IIMédico do Esporte. Fisiologista da Seleção Brasileira de Basquete. Doutor em Medicina - Unifesp/EPM.
IIIMédico do Esporte. Chefe do Departamento Médico da Confederação Brasileira de Basquete. Docente das Disciplinas Fundamentos Biológicos e Cinesiologia do Curso de Educação Física do Núcleo da Saúde da UNIFMU.

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

Este estudo objetiva apresentar a prevalência, provável etiologia e localização das lesões da Seleção Brasileira de Basquete masculina adulta durante a fase de preparação e o 14º Campeonato Mundial de Basquetebol, em 2002. No total, foram 102 queixas correspondendo ao período de 1/7/02 a 10/9/02, com média de 2,55 lesões/mês/jogador. Encontrou-se maior índice de lesões atraumáticas, incluindo as musculares, doenças sistêmicas e lesões tendinosas (66/102 queixas), ou seja, 64,7% do total. Dentre as lesões traumáticas, as mais freqüentes foram as entorses de tornozelo (13/102 lesões) com 12,8%, seguidas dos traumas diretos (contusões) na região das mãos (9/102 lesões), com 8,8%. Em relação ao local de acometimento, as maiores queixas foram nos membros inferiores (49 /102), com 48,0% e membros superiores (14/102), com 13,7%. Quanto à gravidade, lesões leves representaram 57,8%, seguidas das moderadas e graves, com 32,4% e 9,8%, respectivamente. Em relação à posição de jogo, os pivôs foram os atletas que apresentaram maior número de queixas, 45, representando 44,1% do total, sendo estas devido, principalmente, ao contato físico na região do garrafão. Dessa forma, por ser um esporte de extremo contato, as lesões traumáticas, principalmente em mãos e coxas, e as entorses de tornozelo são altamente representativas, sendo os membros inferiores os mais acometidos.

Palavras-chave: Lesões esportivas. Basquete masculino. Epidemiologia. Esporte.


RESUMEN

Este estudio persigue el objetivo de presentar la prevalencia, probable etiología y localización de las lesiones de la Selección Brasileña de básquetbol masculino adulto durante la fase de preparación para el 14º Campeonato Mundial de Básquetbol 2002. En total fueron 102 consultas correpondientes al período comprendido del 1ro. de julio al 10 de setiembre del 2002, con una media de 2,5 lesiones por deportista. Se encontró un mayor índice de lesiones traumáticas, incluyendo las lesiones musculares, afecciones sistémicas y lesiones tendinosas (66 de 102 consultas), o sea el 64,7% del total. Dentro de las lesiones traumáticas, las más frecuentes fueron los esguinces de tobillo (13 de 102 lesiones) con el 12,8% seguido de los traumas directos (contusiones) de la región de las manos (9 de 102 lesiones) con un 8,8%. En cuanto a la gravedad, las lesiones leves representan el 57,8% seguidas de las moderadas y graves con un 34,4% y 9,8%, respectivamente. En relación a la posición en el juego, los pivots fueron los atletas que presentaron un número mayor de consultas (45) representando el 44,1% del total, siendo estas debidas principalmente al contacto físico de la región con mayor agresividad. De esta forma, por ser un deporte de extremo contacto físico, las lesiones traumáticas principalmente en manos, caderas y los esguinces de tobillo son altamente representativas, siendo los miembros inferiores los mas afectados.

Palabras clave: Lesiones deportivas. Básquetbol. Epidemiología. Deporte.


 

 

INTRODUÇÃO

O basquete é um esporte regido por sua beleza e ritmo. Atualmente, existem cerca de 300 milhões de praticantes no mundo1.

Possui como características principais esforços breves e intensos, realizados em diversos ritmos, um conjunto de saltos, corridas, movimentos coordenados ataque-defesa, passes, arremessos, assim sendo um esporte de grande movimentação e coordenação2. Essa exigência física, técnica e tática faz com que os treinamentos se tornem mais fatigáveis e extenuantes, exigindo esforço máximo do atleta em busca da perfeição. Dessa forma, disputas mais acirradas, altas cargas de treinamento e aumento de contato entre adversários predispõem a alto nível de lesões.

Os estudos relacionados especificamente ao basquete ainda são escassos e possuem diversas metodologias, não existindo uma correlação entre os mesmos.

MacKay et al.3 realizaram um estudo retrospectivo sobre as lesões no basquete. Através de anotações das queixas e lesões em jogos, sites esportivos e questionando os atletas acometidos, em um total de 10.393 jogadores envolvidos, relataram que lesões graves, com afastamento do atleta por uma ou mais semanas, ocorreram em uma taxa de 2,89/1.000 participações. Os locais mais envolvidos nesses tipos de lesões foram os membros inferiores (MMII). A articulação do tornozelo (1,25/1.000 participações), seguida pelas lesões em perna (0,48/1.000 participações) e articulação do joelho (0,29/1.000 participações).

Este estudo tem o objetivo de apresentar a prevalência, provável etiologia e localização de lesões na Seleção Brasileira de Basquete adulta masculina de 1/7/02 a 10/9/02, período que engloba a preparação e a disputa do 14º Campeonato Mundial de Basquete.

 

MATERIAL E MÉTODO

Os dados coletados e apresentados neste trabalho são referentes às queixas de 16 atletas que, em diferentes períodos, participaram da Seleção Brasileira de Basquete adulto masculina durante o período preparatório e/ou disputaram o 14º Campeonato Mundial de Basquetebol em 2002.

Dos 16 atletas, apenas sete permaneceram o período completo (1/7/2002 a 10/9/2002). Os demais jogadores foram "cortados" por critérios técnicos ou médicos (um caso de lesão grave).

A idade do grupo variou entre 17 e 31 anos (média de 24,5 anos; desvio padrão de 4,3 anos).

O diagnóstico era eminentemente clínico, de acordo com a anamnese e o exame físico. Em casos excepcionais, o departamento utilizava-se de exames complementares.

Os dados eram anotados e classificados segundo critérios preestabelecidos para localização, etiologia e diagnóstico, sendo consideradas de grau leve, lesões que não resultaram em afastamento de treino ou jogo; moderado, lesões com afastamento de um treino e/ou jogo; grave, quando o afastamento foi maior que um dia de treinos e/ou jogos.

As queixas de dor na região da coluna vertebral (apresentadas no estudo como tórax/abdômen), entre elas, cervicalgias, dorsalgias e lombalgias, foram classificadas como atraumáticas, por não possuir um mecanismo de trauma direto, estando apenas relacionadas aos movimentos e gestuais da atividade.

A tabela de percentagem de afastamentos apresentada nos resultados indica percentual encontrado em cada lesão específica, afastando o indivíduo de suas atividades pelo menos por um dia.

Foram consideradas todas as queixas que os atletas levavam ao departamento médico.

Todos os atletas foram informados sobre a realização do estudo e aceitaram a publicação dos dados voluntariamente, após assinatura de um termo de consentimento, o qual garantia a privacidade das informações pessoais.

 

RESULTADOS

Após realizar a análise dos dados obtidos, observou-se que as lesões ocorreram com maior prevalência nos MMII, seguidas das queixas sistêmicas, classificadas aqui como clínica médica (cefaléia, diarréia, entre outras), lesões em membros superiores (MMSS), tórax/abdômen e queixas na região da cabeça. Com relação à etiologia das queixas, observou-se que as não relacionadas ao trauma (atraumáticas) foram as mais freqüentes, 66 (64,7%). As traumáticas representaram 35,3% das queixas totais, constituídas basicamente por traumas diretos e entorses de tornozelo (12,8%) (tabela 1).

 

 

Dentre as lesões mais comuns, por diagnóstico, as mais freqüentes foram as entorses de tornozelo (12,8%), seguidas por traumas direto em mãos (8,8%) e doenças de ordem sistêmica, como, por exemplo, cefaléia e amigdalite (tabela 2). Nessa tabela, também se correlacionaram a etiologia da lesão (traumática ou atraumática) e a percentagem de afastamento dessas lesões por um ou mais dias de treinamentos e/ou jogos.

 

 

Com relação à gravidade das lesões, encontraram-se 57,8% de lesões leves, 32,4% de moderadas e 9,8% de graves (tabela 3).

 

 

Nos MMII, os pivôs foram os atletas que mais relataram queixas, seguidos dos alas e armadores (tabela 4).

Na região do tórax e abdômen, os pivôs relataram o maior número de queixas, 10 (71,4%).

As lesões na região da cabeça foram as menos freqüentes (apenas dois relatos dos armadores e um dos pivôs).

As queixas de ordem clínica apresentaram alta freqüência (21,6%), sendo alas (40,9%), seguido dos pivôs (36,4%) e armadores (22,7%) (tabela 3).

Observou-se que a posição do atleta influencia no número de queixas, sendo os pivôs os mais acometidos (44,1%), seguidos pelos alas (35,3%) e pelos armadores (20,6%) (tabela 4).

 

DISCUSSÃO

Os estudos relacionados às lesões na prática específica do basquete ainda são poucos e não há correlação entre os mesmos. Alguns estudos que abordam o tema lesões esportivas, em geral, apenas realizam uma comparação entre diferentes modalidades de esporte. Nesses estudos o basquete é apontado como um dos esportes com maior percentagem de lesões, apenas atrás do futebol, handebol e hóquei no gelo4.

Alguns estudos afirmam que atletas do sexo feminino apresentam maior risco de lesão4-6, diferente de Messina et al.7, que não descreveram diferença significante entre os sexos. Relataram também que o risco de lesão, em ambos os sexos, são maiores durante os jogos em comparação com os períodos de treinamento. Gantus e Assumpção8 publicaram dados divergentes, relatando que 46,8% das lesões ocorreram durante os jogos e 53,2% em treinos, sendo esse um estudo epidemiológico de lesões do sistema locomotor em atletas de basquete durante a temporada de 1998, utilizando um questionário aplicado aos mesmos como forma de coleta de dados.

Encontraram também um alto número de queixas relacionadas a ferimentos na face, seguidos de entorses de tornozelo, tendinites patelares, contusões nas mãos e algias dorsolombares. Dados semelhantes a esses foram encontrados em nosso estudo, exceto as lesões na região da face, que representaram apenas 3,0% do total das lesões, semelhante aos dados encontrados por Cohen e Abdalla9, que relataram 4,1% do total das lesões.

Em nosso trabalho encontramos que a região dos MMII é a mais acometida (48,0%) e a queixa principal, as entorses de tornozelo (26,5% do total nos MMII e 12,8% no geral). A predominância de algias ou lesões em tornozelo e joelhos vem sido citada em diversos trabalhos, sendo a articulação do tornozelo uma das regiões, ou a região de maior acometimento de lesões nesses atletas4-13. Segundo Cohen e Abdalla9 e Zvijac e Thompson14, o uso de bandagens ou estabilizadores na articulação do tornozelo pode diminuir ou minimizar as lesões por entorse.

As queixas na articulação dos joelhos no nosso estudo representaram 5,9% do total, diferente de De Loes et al.5, que encontraram taxa de 10%, e Gantus e Assumpção8, que descreveram 18,7% de lesões nessa articulação.

Os MMSS representam 13,7% das lesões, sendo o trauma direto nas mãos (contusões) a lesão mais freqüente nessa região, com 57,1% e 8,8% do total, semelhante aos dados encontrados por Messina et al.7, Gantus e Assumpção8 e Ray et al.15, 9%, 13,6% e 9%, respectivamente, inferior aos encontrados por Cohen e Abdalla9, com 20,8% do total das lesões. Essas lesões em mãos ocorrem principalmente devido à disputa pela bola, normalmente sob pressão do adversário8.

Neste estudo, também foram relacionadas as doenças sistêmicas (bacterianas, virais, entre outras), sendo estas responsáveis por 21,6% das queixas, possuindo maior representação do que lesões nas regiões do tórax/abdômen, membros superiores e cabeça. Com relação às doenças sistêmicas, não encontramos dados comparativos em literatura.

As queixas na região da coluna vertebral também foram freqüentes (12,8%), ocorrendo pelas características do jogo de alta intensidade e impacto, além de fatores individuais de cada atleta (baixa flexibilidade e postura inadequada), sendo encontrados valores semelhantes em outros estudos (12,3%, 13,2% e 11,5% respectivamente)8,16,17.

Apesar de as entorses de tornozelo e contusões em mãos representarem, individualmente, as queixas mais freqüentes e possuírem uma causa traumática, as queixas atraumáticas representaram a maior parte do total (64). O fato de este estudo ser realizado ao final da temporada dos clubes, após encerramento dos campeonatos nacionais e continentais, auxiliou nesta estatística, pois esses atletas encontram-se em uma fase descendente do ponto de vista físico. Soma-se a esse fator a alta solicitação de treinamentos, maior do que encontram em seus respectivos clubes, cerca de seis horas/dia, sobrecarregando os tecidos moles contráteis (ventre muscular) e não contráteis (tendões, ligamentos, fáscias, etc.), aumentando a predisposição a essas lesões. As lesões musculares e tendinites ligadas a esforços repetitivos e fadiga muscular correspondem a aproximadamente 22,8% das queixas, semelhante aos dados de Gantus e Assumpção8, que observaram em seu estudo 22,7% de lesões com essas características.

Com relação à gravidade das lesões, encontraram-se 57,8% de lesões leves, 32,4% moderadas e 9,8% graves, dados ligeiramente diferentes dos apresentados por Cohen e Abdalla9, com 46% de lesões leves, 39% moderadas e 14,4% graves. Divergentes foram os resultados apresentados por Gantus e Assumpção8, com 28,9% leves, 37% moderadas e 33,5% graves e por Mcleod & Kirkby18, com 34% leves, 46% moderadas e 20% graves, que em seus estudos encontraram quantidade maior de lesões de moderado grau. Cabe a nós ressaltar que, provavelmente, essa diferença ocorreu pelos critérios que foram estabelecidos pelos autores e não que as queixas ou lesões sejam diferentes.

Com relação ao posicionamento em quadra, dos 16 atletas estudados, 43,7% atuavam na posição de pivô, 37,5% na posição de ala e 18,8%, armadores, dados semelhantes aos encontrados por Gantus e Assumpção8, em cujo estudo 40,6% eram pivôs, 30,6% alas e 28,8% armadores, enquanto que Cohen e Abdalla9 estudaram 42,8% de alas, 33,7% de pivôs e 23,5% de armadores. Essa diferença entre os trabalhos pode ser explicada pelo fato de alguns atletas não possuírem posição de jogo fixa, atuando em posições distintas em determinados momentos ou situações de jogo, alterando a coleta dos dados.

Realizamos também uma correlação entre as queixas de dor e o posicionamento do atleta em quadra. Os pivôs sofreram maior número de lesões (44,1%), seguidos dos alas (35,3%) e, por último, os armadores (20,6%). Os pivôs relataram maior número de queixas de dor relacionadas a lesões traumáticas em mãos, tórax/abdômen e entorses de tornozelo. Essas queixas, em sua grande parte, foram relatadas depois de jogadas dentro do garrafão, devido ao maior contato físico em busca do rebote ou arremessos curtos. Por outro lado, possuem menos queixas em relação às lesões atraumáticas, provavelmente por seus deslocamentos não exigirem tanta intensidade, ao contrário de alas e armadores, que apresentaram alto índice de lesões atraumáticas. As lesões de tornozelo (principalmente entorses) aconteceram, em grande parte, no momento da aterrissagem, fato corroborado por MacKay et al.11. Gantus e Assumpção8, Cohen e Abdalla9 e Raschka et al.13 observaram alto índice de lesões traumáticas devido ao contato direto em mãos e face, além de entorses de tornozelo durante o movimento de busca ao rebote nos pivôs, dados semelhantes aos encontrados por nós, divergindo apenas nos traumas em face, que nos pivôs do nosso estudo corresponderam a 2,2% do total de lesões.

Neste estudo foi encontrada média de 6,37 lesões/jogador/temporada e índice de 2,55 lesões/jogador/mês, próximos aos dados relatados por Colliander et al.6, 8,6 lesões/temporada, Gantus e Assumpção8, 7,7 lesões por atleta, e Henry et al.16, com 8,6 lesões por jogador. MacKay et al.3 descreveram índice de 18,3 lesões por 1.000 horas de basquete jogadas.

 

CONCLUSÃO

As lesões em MMII (48,0%) e MMSS (13,7%) foram as mais freqüentes. Apesar de ser um esporte de grande contato físico, as lesões atraumáticas (64,7%) foram mais freqüentes que as traumáticas (35,3%). Pelos critérios por nós adotados, as lesões leves foram as mais representativas, com 57,8%, seguidas das lesões moderadas, com 32,4%, e as lesões graves, com 9,8%. Os pivôs apresentaram maior percentagem de queixas, seguidos pelos alas e armadores, respectivamente. Neste estudo foi encontrada média de 6,37 lesões/temporada e índice de 2,55 lesões/jogador/mês. O conhecimento prévio das lesões mais freqüentes, assim como a identificação de suas prováveis causas, é de suma importância para o planejamento e prevenção das lesões, contribuindo para o aumento da performance dos atletas.

 

Todos os autores declararam não haver qualquer potencial conflito de interesses referente a este artigo.

 

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Endereço para correspondência
E-mail: phcmoreira@ig.com.br

Recebido em 26/2/03
2ª versão recebida em 20/7/03
Aceito em 22/9/03