SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.10 issue4The influence of different joint angles obtained in the starting position of leg press exercise and at the end of the frontal pull exercise on the values of 1RMAnti-doping control in Brazil: results from the year of 2003 and prevention activities author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Services on Demand

Article

Indicators

Related links

Share


Revista Brasileira de Medicina do Esporte

Print version ISSN 1517-8692

Rev Bras Med Esporte vol.10 no.4 Niterói July/Aug. 2004

http://dx.doi.org/10.1590/S1517-86922004000400005 

ARTIGO ORIGINAL

 

O efeito do destreinamento de força muscular em meninos pré-púberes

 

El efecto del desentrenamiento muscular en niños pre-puberes

 

 

Andrea Silveira da FontouraI; Patrícia SchneiderII; Flávia MeyerIII

IGraduada e pós-graduada (Mestrado) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Escola de Educação Física (ESEF), Porto Alegre, RS. Professora adjunta na Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) no curso de Educação Física em Canoas, RS
IIMestranda do Programa Ciências do Movimento Humano, EsEF, UFRGS
IIIMédica Pediatra. Professora Adjunta da Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. PhD pela McMaster University

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

A treinabilidade da força em crianças tem sido bem explorada, mas ainda existe um questionamento a respeito de como a força diminui quando elas param de treinar. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito de 12 semanas de destreino na força muscular de meninos treinados por 12 semanas. Sete meninos pré-púberes (EX, 9,4 ± 1,6 anos) treinaram três séries de 15 repetições, três vezes por semana, por 12 semanas. O treinamento foi supervisionado e desenvolvido em equipamentos; consistiu de oito exercícios, incluindo extensão de joelhos (EJ) e flexão de cotovelos (FC). O teste de 1-RM de EJ e FC foi feito antes e após o treinamento e após 12 semanas de destreinamento. Um grupo similar de meninos (n = 7, 9,7 ± 1,7 anos), que não treinou, serviu como grupo controle (CO). Após o treinamento o grupo EX aumentou (p < 0,05) 1-RM de 14,6 ± 9,8 para 26,2 ± 12,9kg na EJ, e 4,7 ± 2 para 7,9 ± 4,1kg na FC. Após 12 semanas de destreinamento, 1-RM foi 19,6 ± 11,2 na EJ e 6,5 ± 3kg na FC. O decréscimo na força não foi estatisticamente significativo (p > 0,05). Quando corrigida pelo peso corporal e pela massa corporal magra (MCM), 1-RM de EJ diminuiu significativamente (p < 0,05), de 0,64 ± 0,1 para 0,45 ± 0,1 e de 0,83 ± 0,2 para 0,61 ± 0,2 do peso corporal e MCM respectivamente. A força de FC não diminuiu significativamente quando corrigida pelo peso corporal e pela MCM. O grupo CO não mudou os níveis de força nas primeiras 12 semanas, mas após 24 semanas, apresentou um aumento de 41% no 1-RM de EJ e 53% na FC. Conclui-se que após o destreinamento a força muscular em valores absolutos não apresenta redução significativa; os resultados são significativos apenas quando corrigido pelo peso e MCM, e isso se evidencia apenas nos membros inferiores.

Palavras-chave: Treinamento de força. Decréscimo de força. Pré-puberdade.


RESUMEN

El entrenamiento de la fuerza en niños ha sido bien explorada, mas existe en la actualidad un cuestionamiento al respecto de como la fuerza disminuye cuando los mismos paran de entrenar. El objetivo de este estudio fue evaluar el efecto del desentrenamiento de 12 semanas sobre la fuerza muscular en niños entrenados por 12 semanas. Siete niños pre-púberes (EX, 9,4 ± 1,6 años) entrenaron tres series de 15 repeticiones, tres veces por semana, por 12 semanas. El entrenamiento fué supervisado y desarrollado en equipamientos, consistió de ocho ejercicios, incluyendo extensión de los codos (EJ) y la flexión de las rodillas (FC). El test de 1-RM de EJ y FC fué hecho antes y después del entrenamiento y después de 12 semanas de desentrenamiento. Un grupo similar de niños (n = 7, 9,7 ± 1,7 años), que no entrenó sirvió como grupo control (CO). Después del entrenamiento el grupo EX aumentó (p < 0.05) 1-RM de 14,6 ± 9,8 para 26,2 ± 12,9 Kg. en la EJ, y 4,7 ± 2 para 7,9 ± 4,1 Kg. en la FC. Después de 12 semanas de desentrenamiento, 1-RM fué de 19,6 ± 11,2 en la EJ y 6,5 ± 3 Kg. en la FC. La disminución de la fuerza no fue estadísticamente significativo (p > 0,05). Cuando fue corregido por el peso corporal y por la masa corporal magra (MCM), 1-RM de EJ disminuyó significativamente (p < 0,05) de 0,64 ± 0,1 para 0,45 ± 0,1 y de 0,83 ± 0,2 para 0,61 ± 0,2 del peso corporal y MCM respectivamente. La fuerza de FC no disminuyó significativamente cuando corregida por el peso corporal y por la MCM. El grupo CO no cambió los niveles de fuerza en las primeras 12 semanas, mas después de las 24 semanas, presentó un aumento del 41% en el 1-RM de EJ y del 53% en la FC. Se concluye que después del desentrenamiento la fuerza muscular en valores absolutos no presenta ninguna reducción significativa; los resultados pasan a ser significativos cuando son corregidos por el peso y la MCM, y eso se evidencia apenas en los miembros inferiores.

Palabras-clave: Entrenamiento de fuerza. Disminuición de fuerza. Pre-pubertad.


 

 

INTRODUÇÃO

A treinabilidade da força muscular é observada em crianças, assim como em adultos. Em estudos anteriores foi verificado aumento da força muscular em meninos, quando adequadamente treinados(1-3). O treinamento de força pode trazer benefícios ao desempenho físico e à saúde da criança, como a melhora da coordenação motora e do desempenho desportivo, a melhora da composição corporal, ou seja, aumento da massa muscular em púberes e a diminuição da gordura corporal(4), e diminuição e a prevenção de lesões nos esportes competitivos e recreativos, assim como a melhora no desempenho competitivo(5).

Pouca informação existe sobre o período de destreinamento; porém, um estudo de Hakkinen e Komi(6) relata que, durante um período de oito semanas sem o estímulo do treinamento, o decréscimo na força em adultos é, inicialmente, à custa de desadaptações neurais causadas pela inatividade. Outros estudos(7,8), também acompanharam o período de destreinamento em adultos.

Acompanhando o período de destreinamento por, no mínimo, o mesmo período de treinamento em adultos, espera-se que a perda seja equivalente aos ganhos obtidos com o treinamento. Em crianças, isso pode ser menos evidente, pois elas estão em fase de crescimento e de maturação, levando a um inevitável aumento do tamanho e da força muscular(9).

Faigenbaum et al.(10) observaram uma queda significativa na força de crianças, após oito semanas de destreinamento; já Blimkie et al.(11) constataram leve queda, porém, não significativa, na força de 1-RM, após oito semanas de destreinamento em pré-púberes.

Por outro lado, em modalidades esportivas, em que a força é determinante para o desempenho, a fase de interrupção de treinamento poderia afetar a força na fase de competição(12).

Estudos que avaliam o período de destreinamento em crianças são poucos e apresentam, muitas vezes, resultados discordantes no que se refere às alterações ocorridas neste período nas diferentes etapas maturacionais.

O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito de 12 semanas de destreinamento na força muscular de meninos que treinaram por 12 semanas.

 

MÉTODOS

Sujeitos

A amostra deste estudo contou com dois grupos, um experimental (EX) e outro controle (CO); os grupos foram selecionados em duas escolas diferentes. Nos dois grupos (EX e CO), os responsáveis pelos meninos, após estarem cientes dos procedimentos e das atividades desenvolvidas na pesquisa, e com a aprovação do participante, assinaram um termo de consentimento. Este estudo e o termo de consentimento foram aprovados pelo Comitê de Ética do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

O grupo EX foi composto por sete meninos pré-púberes(13), com uma média de 9,4 ± 1,6 anos. As médias (± DP) de peso, estatura, % de gordura e massa corporal magra (MCM) foram de 39,9 ± 11,8kg; 142,0 ± 11,4cm; 20,1 ± 10,7% e 29,1 ± 5,9kg, respectivamente. Este grupo treinou por 12 semanas.

O grupo CO foi composto por sete meninos pré-púberes (9,7 ± 1,7 anos), que apresentaram as seguintes médias (± DP) para peso, estatura, % de gordura e MCM: 36,6 ± 3,9kg; 142,2 ± 6,4cm; 15,9 ± 7,7% e 29,0 ± 2,9kg, respectivamente. Este grupo não participou de nenhuma atividade física orientada ou programa específico de treinamento ao longo das 24 semanas do estudo.

Etapas do estudo

O estudo foi de 24 semanas e as avaliações de força foram feitas antes do treinamento (pré), após o treinamento (pós) e após 12 semanas sem o treinamento, destreinamento, (D3) no grupo EX; para o grupo CO as avaliações seguiram o mesmo padrão e período.

Avaliação antropométrica

O peso e estatura foram verificados em balança (resolução 100g) e estadiômetro Filizola. O percentual de gordura foi estimado através da equação de Slaughter et al.(14), que utiliza o somatório da dobra tricipital e subescapular. Esta equação considera o gênero e o grau de maturação. A tomada das dobras foi feita utilizando o compasso de Lange e seguiu os padrões de Lohman et al.(15), e foi feita para caracterizar a adiposidade da amostra e obter a massa corporal magra utilizada para o ajuste dos valores de força (força relativa).

Força máxima dinâmica - isotônica 1-RM

Todos os testes de força foram avaliados nos movimentos de extensão de joelho e flexão de cotovelo.

Para esta avaliação, foi utilizado o teste de uma repetição máxima (1-RM)(16), que consiste na execução do movimento em toda a amplitude articular, tendo como tempo de execução cinco segundos.

As cargas para os testes foram aplicadas de forma progressiva, com um intervalo de um minuto entre as tentativas, até o menino não conseguir executar uma repetição completa. Foi considerada a carga da tentativa anterior. A variação de cargas utilizadas foi de 250g, aferidas em balança eletrônica Urano, modelo PS-180 A, divisão: 100g. Durante a execução do teste, o avaliador conferia a velocidade do segmento e a amplitude articular.

Para encontrar a força relativa, a força absoluta foi dividida (corrigida) pelo peso corporal e também pela massa corporal magra (MCM). Através do cálculo de percentual de gordura, utilizando as equações de Slaugther et al.(14), foi obtida MCM para o ajuste dos valores de força.

Treinamento de força

O treinamento de força foi de 12 semanas, com três sessões semanais de 60 minutos. Cada sessão foi assim dividida: 10 minutos de aquecimento em bicicleta ergométrica horizontal Taurus, sem carga; 40 minutos de exercícios de força (descritos a seguir) e 10 minutos de alongamentos (passivo) executados pelos professores responsáveis pelo treinamento. O programa incluiu exercícios principais e secundários.

Os exercícios principais foram extensão de joelhos e flexão de cotovelo, desenvolvidos respectivamente em cadeira extensora Taurus e "Pulley" (roldana) baixo, da mesma marca, adaptado com banco "Scott".

Os exercícios secundários foram adução e abdução de quadril (cadeira adutora e abdutora), peitorais (supino com halteres ou supino equipamento Taurus), dorsal (voador inverso), abdominais e lombares.

Os meninos fizeram uma sessão de adaptação na semana anterior ao início do treinamento, cuja intensidade foi de 40% do teste de 1-RM. A intensidade do treinamento variou de 60 a 85%(17) do teste de 1-RM.

Análise estatística

Para verificar diferenças entre todos os períodos avaliados, para cada grupo, foi realizada a análise não-paramétrica, utilizando o teste de Friedman. A diferença, entre os períodos de avaliação, foi verificada através do método de comparações múltiplas para o teste de Friedman.

Foi selecionado um teste não-paramétrico, visto que os dados não eram homogêneos e o número amostral não comportava uma análise paramétrica.

Para a análise inter-grupos foi utilizado o teste-T para amostras independentes, para cada período, para todas as variáveis avaliadas.

Foi escolhida uma análise paramétrica, visto que, quando comparados os métodos (teste T e Mann-Whitney test) não houve diferença estatisticamente significativa; então, foi selecionado o paramétrico.

O pacote estatístico usado para todas as análises foi o SPSS 8.0.

O nível de significância considerado foi de p < 0,05.

 

RESULTADOS

Para os valores de força de 1-RM de extensão de joelho (EJ) e flexão de cotovelo (FC), os grupos não apresentaram diferença estatisticamente significativa, quando comparados entre si, durante os períodos do estudo, tornando assim os grupos semelhantes (tabela 1).

 

 

Após 12 semanas de treinamento, o grupo EX aumentou significativamente (p < 0,05) a força de 1-RM de extensão de joelho e flexão de cotovelo em 78 e 67%, respectivamente (14,6 ± 9.8 para 26,2 ± 12,9kg na extensão de joelho e de 4,7 ± 2 para 7,9 ± 4,1kg na flexão de cotovelo). O grupo CO não modificou estatisticamente os valores de força nas primeiras 12 semanas, mas após 24 semanas (do pré para D3), o grupo CO aumentou 41% na extensão de joelho e 53% na flexão de cotovelo (tabela 1).

Após 12 semanas de destreinamento, apesar de apresentarem uma tendência, os valores absolutos da força de 1-RM no grupo EX não mostraram uma queda estatisticamente significativa (p > 0,05), de 26,2 ± 12,9 para 19,6 ± 11,2kg para EJ e de 7,9 ± 4,1 para 6,5 ± 3,0kg para FC. Os resultados mostram ainda que a tendência é mais evidente nos membros inferiores do que nos superiores (tabela 2).

 

 

Quando os resultados foram corrigidos pelo peso corporal e pela MCM, a queda de força do pós para o D3 foi significativa na extensão de joelho.

A força de 1-RM de extensão de joelho, corrigida pelo peso corporal, apresentou uma redução de 41% (p < 0,05), de 0,64 ± 0,15 para 0,45 ± 0,15, e de 36% (0,83 ± 0,29 para 0,61 ± 0,26), quando corrigida pela MCM (figura 1).

 

 

Durante as 12 semanas de destreinamento, mesmo corrigida pelo peso e MCM, a força de 1-RM de flexão de cotovelo do grupo EX não apresentou redução significativa (figura 2).

 

 

DISCUSSÃO

Os resultados deste estudo demonstraram que, após 12 semanas de treinamento de força, houve um aumento na força de 1-RM de 78%, para a extensão de joelho, e de 67%, para a flexão de cotovelo em meninos pré-púberes. Após 12 semanas de destreinamento, ocorreu queda significativa na força de extensão de joelhos corrigida pelo peso corporal de 41% e de 36% pela MCM. No grupo controle, houve um aumento gradual e biológico da força de 1-RM, sendo significativo apenas ao final das 24 semanas.

Dois estudos(10,11) observaram o período de destreinamento em crianças. Blimkie et al.(11), após oito semanas de destreinamento, precedidos de oito de treinamento dinâmico, observaram queda não significativa na força absoluta de 1-RM de meninos pré-púberes no supino e na pressão de pernas. Estes resultados de Blimkie et al. são semelhantes aos do presente estudo, pois apresentaram uma tendência à queda de força absoluta, mas estatisticamente não significativa.

Faigenbaum et al.(10), após oito semanas de destreinamento, antecedidos de oito de treinamento dinâmico, registraram queda na força de 6-RM de 28,1% na extensão de joelho, num grupo de 11 meninos e quatro meninas pré-púberes.

Faigenbaum et al.(10) encontraram redução significativa dos valores absolutos de força de 6-RM (submáximo) após oito semanas de destreinamento; já Blimkie et al.(11) avaliaram a mesma duração de destreinamento e não encontraram redução estatisticamente significativa avaliando a força de forma máxima, utilizando o teste de 1-RM. Talvez se os testes fossem semelhantes os resultados apresentassem um comportamento diferente.

Em outro estudo Blimkie et al.(18) não constataram redução de força no período de destreinamento nos membros superiores; esses resultados são semelhantes aos desse estudo, onde também não foi constatada redução estatisticamente significativa na força de 1-RM de flexores de cotovelo.

A não redução na força nos flexores de cotovelo poderia estar associada à diferença de treinabilidade entre os segmentos superiores e inferiores(11).

Ganhos acentuados de força em crianças pré-púberes são observados nas primeiras quatro a oito semanas de treinamento, devido a adaptações neuromotoras e, após esse período, a força continua aumentando, mas em menor grau(18). É possível que, quando se avalia o período de destreinamento por oito semanas, antecedido de oito de treinamento, encontremos uma redução significativa na força, porque, no período em que ocorre acentuado aumento de força, o estímulo é retirado e, assim, a queda pode ser mais acentuada, como foi observado no estudo de Faigenbaum et al.(10).

Poucos estudos confrontaram os resultados do grupo EX com o grupo CO. No presente estudo observamos que, ao final das 24 semanas, os dois grupos apresentaram valores sem diferença estatisticamente significativa, nas diversas medidas de força de 1-RM. Assim, um treinamento de força em pré-púberes não interferiu na aquisição de força devido ao processo de crescimento e desenvolvimento.

No destreinamento a redução da força em adultos é sempre evidente e fica entre 12%(19) e 68%(20).

Tendo em vista que a aquisição de força em adultos e em pré-púberes é diferente, ou seja, em adultos ocorre uma adaptação neural e também morfológica, ou o aumento da massa muscular, sendo assim, espera-se que o comportamento da perda de força também se apresente de forma diferente.

Em pré-púberes o processo maturacional torna menos evidente a redução de força no período de destreinamento(11).

O estudo teve por limitação o número amostral reduzido, sendo necessária uma ampliação em futuros estudos. Mais estudos, avaliando esse período, poderão contribuir para um conhecimento mais profundo das variáveis que interferem no destreinamento de força em crianças.

 

CONCLUSÃO

Apesar de a redução de força não ter sido estatisticamente significativa, deve-se considerar que ocorreu um decréscimo, após a interrupção do treinamento, podendo ser substancial na criança que pratica esportes competitivos. Então, a manutenção do treinamento de força deve ser considerada, principalmente em períodos preparatórios nas diversas modalidades esportivas.

 

AGRADECIMENTOS

Agradecemos ao CNPq e Capes pelo apoio; à Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul ESEF-UFRGS e ao Laboratório de Pesquisa do Exercício Lapex; e a nossa atual instituição, Universidade Luterana do Brasil - Ulbra.

 

REFERÊNCIAS

1. Meyer F, Pinto R, Fontoura AS, Namen G, Mello ED, Caiaffo FI, Martinez AR. Strength training in prepubescent boys with a marginal degree of undernourishment. Med Sci Sports Exerc 1998;30:148.        [ Links ]

2. Pfeiffer RD, Francis RS. Effects of strength training on muscle development in prepubescent, pubescent and postpubescent males. Physic Sports Med 1986; 14:134 43.        [ Links ]

3. Weltman A, Janney C, Rians CB. The effects of hydraulic resistance strength training in pre pubertal males. Med Sci Sports Exerc 1986;18:629-38.        [ Links ]

4. Blimkie CJ. Resistance training during preadolescence. Issues and controversies. Sports Med 1993;15:389-407.        [ Links ]

5. American Academy of Pediatrics, Committee on Sports Medicine and Fitness. Strength training by children and adolescents. Pediatrics 2001;107:1470-2.        [ Links ]

6. Hakkinen K, Komi PV. Electromyographic changes during strength training and detraining. Med Sci Sports Exerc 1983;15:455-60.        [ Links ]

7. Klausen K, Andersen LB, Pelle I. Adaptative changes in work capacity, skeletal muscle capillarization and enzyme levels during training and detraining. Acta Physiol Scand 1981;113:9-16.        [ Links ]

8. Narici MV, Roi GS, Landoni L, Minetti AE, Cerretelli P. Changes in force, cross-sectional area and neural activation during strength training and detraining of the human quadriceps. Eur J Appl Physiol 1989;59:310-9.        [ Links ]

9. Malina RM, Bouchard C. Growth, Maturation and Physical Activity. Human Kinetics: Champaign, IL, 1991.        [ Links ]

10. Faigenbaum AD, Westcott WL, Micheli LJ, Outerbridge R, Long CJ, Larosa-Loud R, Zaichzowsky LD. The effect of strength training and detraining on children. J Strength Conditioning Res 1996;10:109-14.        [ Links ]

11. Blimkie CJ, Martin J, Ramsay J, Sale D, Macdougall D. The effects of detraining and maintenance weight training on strength development in prepubertal boys. Canadian Journal of Sports Sciences 1989;14:102-7.        [ Links ]

12. Koutedakis Y. Seasonal variation in fitness parameters in competitive athletes. Sports Med 1995;19:373-92.        [ Links ]

13. Tanner JM. Growth and at Adolescence. Oxford: Blackwell Scientific Publication, 1962.        [ Links ]

14. Slaughter MH, Lohman TG, Boileau RA, Horswill CA, Stillman RJ, Vanloan MD, Bemben DAA. Skinfold equations for estimation of body fatness in children and youth. Human Biology 1988;60:709-23.        [ Links ]

15. Lohman TG, Roche FA, Martorell A. Anthropometric Standardization Reference Manual. Abridged: Champaign, IL, 1991.        [ Links ]

16. Knuttgen HG, Kraemer WJ. Terminology and measurement in exercise performance. J Appl Sport Sci Res 1987;1:1-10.        [ Links ]

17. Fleck SJ, Kraemer WJ. Designing resistance training programs. Human Kinetics: Champaign, IL, 1997.        [ Links ]

18. Blimkie CJ. Resistance training during pre and early puberty: efficacy, trainability, mechanisms, and persistence. Canadian Journal of Sports Sciences 1992; 17:264-79.        [ Links ]

19. Thorstensson A. Observation on strength training and detraining. Acta Physiol Scand 1977;100:491-3.        [ Links ]

20. Graves JE, Pollock ML, Leggett SH, Braith RW, Carpenter DM, Bishop LE. Effects of reduced training frequency on muscular strength. Int J Sports Med 1988; 9:316-9.        [ Links ]

 

 

Endereço para correspondência
Andrea Silveira da Fontoura
Rua Ferreira Viana, 659, apto. 22
90670-100 - Porto Alegre - RS
E-mail: deafontoura@pop.com.br

Recebido em 6/2/04. 2a versão recebida em 15/4/04. Aceito em 6/5/04

 

 

Todos os autores declararam não haver qualquer potencial conflito de interesses referente a este artigo.