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Revista Brasileira de Medicina do Esporte

Print version ISSN 1517-8692

Rev Bras Med Esporte vol.10 no.6 Niterói Nov./Dec. 2004

http://dx.doi.org/10.1590/S1517-86922004000600003 

ARTIGO ORIGINAL

 

Análise da confiabilidade do método Figura Oito e da volumetria para mensuração do edema de tornozelo

 

Análisis de la confiabilidad del método Figura Ocho y de la volumetria para medida del edema de tobillo

 

 

Filipe Abdalla dos ReisI; Eduardo Alves RibeiroI; Paulo de Tarso Camillo de CarvalhoI, II; Ana Carulina Guimarães BelchiorI; Juliano Coelho ArakakiII; Rodrigo Antunes de VasconcelosII

ICurso de Fisioterapia da Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal Uniderp Campo Grande/MS
IIDepartamento de Biomecânica, Medicina e Reabilitação do Aparelho Locomotor Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo FMRP-USP

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

A presença de lesões no tornozelo torna necessária a mensuração do edema como fator diagnóstico e evolutivo. O presente trabalho teve como objetivo analisar a confiabilidade do método Figura Oito e da volumetria para a mensuração do volume do tornozelo, intrateste e interteste. Vinte voluntários, sexo masculino, assintomáticos, idade entre 15 e 30 anos (X= 21,8), foram avaliados aleatoriamente por três examinadores; cada um realizou três mensurações utilizando o método Figura Oito e três, a volumetria. A ordem dos examinadores e da técnica de mensuração foi aleatória. Observou-se excelente confiabilidade nas duas técnicas (ICC = 0,99). O coeficiente de correlação momento-produto de Pearson demonstrou similaridade entre os examinadores; o primeiro apresentou r = 0,91, o segundo, r = 0,95 e o terceiro, r = 0,96. Concluiu-se que os dois métodos são confiáveis, apesar de a maioria dos autores recomendar o método Figura Oito pela sua praticidade, rapidez e baixo custo.

Palavras-chave: Tornozelo. Edema. Mensuração.


RESUMEN

La presencia de lesiones del tobillo hace necesario el medir la magnitud del edema como factor diagnóstico y evolutivo. El presente trabajo tiene como objetivo analisar la confiabilidad del metodo Figura Ocho y de la volumetría para la mensura del volumen del tobillo intratest e interteste. Veinte voluntarios, de sexo masculino, asintomáticos, de edades entre 15 a 30 años (X= 21.8), fueron avaluados aleatoriamente por tres examinadores, donde cada uno realizó tres medidas utilizando el método Figura Ocho y tres utilizando la volumetria. La orden de los examinadores y de la técnica de mensura fué aleatoria. Se ha observado una excelente confiabilidad en las dos técnicas (ICC = 0.99). El coeficiente de correlación momento-produto de Pearson demonstró similaridad entre los examinadores, siendo que el primero presentó r = 0.91, el segundo r = 0.95 y el tercero r = 0.96. Se concluye que los dos métodos son confiables, a pesar de la mayoría de los autores han recomendado el método Figura Ocho por su practicidade, rapidez e bajo costo.

Palabras-clave: Tobillo. Edema. Mensuración.


 

 

INTRODUÇÃO

Lesões no tornozelo decorrentes de traumas são freqüentes durante a prática esportiva, levando o atleta ao afastamento das competições. Grande parte dessas lesões resulta em processo inflamatório agudo, no qual o edema é um dos sinais mais relevantes(1-4).

O edema indica reação inflamatória tecidual, alteração na dinâmica normal dos capilares e funcionamento inadequado ou comprometido do mecanismo de bombeamento venoso e do sistema linfático(5,6).

Denota-se excesso de líquido no interstício ou em cavidades serosas; sendo um processo desencadeado pela histamina, pela bradicinina, pelos leucotrienos e por outras classes de mediadores químicos, pode corresponder a um exsudato ou a transudato. O exsudato é o líquido inflamatório extravascular com concentração protéica elevada e grande quantidade de restos celulares; em contraste, o transudato é um líquido com teor protéico baixo composto em sua maior parte de albumina(7,8).

Petersen et al.(9) classificaram o edema do tornozelo, por método visual, em: leve, moderado e grave. O edema leve ocorre quando todos os marcos ósseos (maléolos, osso navicular e base do quinto metatarso) estão bem visíveis; o moderado, quando os marcos ósseos são menos visíveis; e o grave, quando os marcos ósseos têm difícil localização visual.

Gabriel et al.(10) relatam que, caso o edema não seja corrigido, acarretará estado de incapacidade funcional pela limitação da elasticidade muscular, diminuição dos arcos articulares, encurtamento de aponeuroses e, em certos casos, necrose tecidual.

Com associação de métodos de mensuração do edema, pode-se avaliar a gravidade da lesão e efetividade do tratamento; vários métodos são utilizados para mensurar o volume dos membros, sendo eles: medida de circunferência, volumetria, impedância bioeletrônica e modelo computacional(9,11,12).

A volumetria e o método Figura Oito são os processos avaliativos padronizados mais utilizados para mensuração do edema do tornozelo com finalidade de quantificar a eficácia do tratamento(5,11-15).

Desde o tempo de Arquimedes, o deslocamento da água é utilizado para mensurar a massa corporal e relatos na literatura indicam que foi útil para diferenciar o ouro de outros metais para a criação da coroa do rei Hiero(5,12).

A volumetria é uma importante técnica para mensurar o edema articular em superfícies irregulares como o pé e tornozelo. A mensuração é realizada pelo volúmetro, um recipiente translúcido especialmente projetado, contendo água em seu interior e com uma calha para extravasamento desse líquido(12,14-17).

O método Figura Oito, desenvolvido por Esterson(18), consiste da perimetria, com fita métrica, das áreas de maior concentração de edema no tornozelo, ou seja, a região dos ligamentos talofibular anterior, calcaneofibular e tibiofibular anterior(11).

Mawdsley et al.(13) determinaram que o método Figura Oito tem confiabilidade baseada no coeficiente de correlação intraclasse, porém sua validade em relação à volumetria ainda não foi estabelecida.

Assim, o presente trabalho teve como objetivo analisar a confiabilidade e aplicabilidade do método Figura Oito e da volumetria para a mensuração do volume do tornozelo na prática clínica, intrateste e interteste.

 

CASUÍSTICA E MÉTODOS

Amostra

Foram recrutados, por convite verbal, 20 voluntários, sexo masculino, idade entre 15 e 30 anos ( = 21,8), sem antecedentes traumáticos. Foram excluídos da seleção da amostra os voluntários que apresentaram distúrbios traumato-ortopédicos prévios (fraturas, tendinopatias), procedimento cirúrgico prévio e outras patologias sistêmicas.

Antes do início do experimento, todos os voluntários foram esclarecidos sobre os procedimentos da pesquisa, com assinatura de Termo de Consentimento Livre e Informado segundo as Diretrizes e Normas Regulamentadoras de Pesquisa envolvendo Seres Humanos constantes da Resolução do Conselho Nacional de Saúde Nº 196/96.

Procedimentos

Mensuração volumétrica

Utilizou-se volúmetro manufaturado em material translúcido (vidro), segundo o padrão da marca Baseling Volumetric Edema Set, Idyllwild, CA, com dimensões: 33,5cm de comprimento, 13cm de largura e 24cm de altura (fig. 1).

 

 

Os voluntários em trajes apropriados, expondo pernas e tornozelos, foram posicionados em cadeira mantendo flexão de joelho esquerdo, selecionado aleatoriamente, em aproximadamente 90º. Antes da imersão, uma camada de água foi aplicada manualmente ao membro inferior esquerdo (MIE) para minimizar a quantidade de ar contida sob os pêlos(15).

A seguir, os voluntários foram instruídos a abaixar suavemente o MIE no volúmetro, contendo cinco litros de água à temperatura ambiente, até que o pé descansasse confortavelmente no fundo. O volume de água deslocado foi descarregado por uma calha em um Becker e transferida para uma proveta de 1.000mL (graduação de 10mL).

Aleatoriamente, três examinadores clínicos (A, B e C) foram selecionados para a coleta individual da volumetria. Cada examinador realizou a mensuração três vezes em cada voluntário, registrando os valores em formulário padronizado.

Método Figura Oito

Os examinadores instruíram os voluntários, também aleatoriamente, a permanecerem sentados com o joelho em extensão completa e o tornozelo em posição neutra. Realizou-se a mensuração, o zero da fita métrica mantido sobre o ponto médio entre a projeção articular do tendão do tibial anterior e o maléolo lateral. Direcionou-se a fita para o centro do arco longitudinal medial do pé, sobre o osso navicular, tangenciando a região plantar em direção ao maléolo lateral, tendão calcâneo e maléolo medial até encontrar o ponto zero da fita (fig. 2).

 

 

Cada examinador realizou a mensuração três vezes em cada voluntário, registrando os valores em formulário padronizado.

Análise estatística

Aplicou-se a análise da variância (ANOVA) com finalidade de comparar as médias obtidas pelos examinadores, individualmente e entre si.

Calculou-se o coeficiente de correlação momento-produto de Pearson, para medir o grau de relacionamento linear entre as medidas coletadas da volumetria e do método Figura Oito, para cada examinador.

Para a avaliação da confiabilidade dos métodos, aplicou-se o teste F determinando a diferença entre as variâncias, ou seja, em qual método houve menor variação na coleta de dados pelos examinadores. Outro teste utilizado para verificar a confiabilidade dos métodos de coleta foi o cálculo do coeficiente de correlação intraclasse (ICC), no qual valores mais próximos de 1 indicam excelente confiabilidade do teste.

 

RESULTADOS

Na análise da variância (ANOVA) não houve diferença significativa para a volumetria (p = 0,87) e para o método Figura Oito (p = 0,12).

Em relação ao coeficiente de correlação momento-produto de Pearson, os examinadores obtiveram similaridade de resultados, estando a menor variação na coleta do examinador C (tabela 1).

 

 

O resultado do teste F apresentou, em 90% dos indivíduos, variabilidade maior na volumetria (p < 0,05) e, em 10% dos indivíduos, houve a mesma variabilidade. Em nenhum indivíduo a variabilidade da volumetria foi menor do que no método Figura Oito.

O conjunto de dados, após tratamento estatístico, demonstrou que há menor variabilidade nos valores coletados pelos examinadores no método Figura Oito (gráfico 1) e o resultado do ICC de 0,99 para os dois métodos de mensuração confirma a confiabilidade de ambos.

 

 

DISCUSSÃO

A validação dos resultados baseou-se na homogeneidade da amostra, composta de adultos jovens do sexo masculino, com idade média de 21,8 anos, valores que confirmam os dados encontrados na literatura(9,13,19-31).

Os resultados indicam que ambos os métodos são fidedignos na mensuração do edema de tornozelo, presumindo-se que esses resultados devem-se à padronização das mensurações.

Acredita-se que a volumetria apresentou maior variabilidade no teste F devido à instabilidade do meio líquido, visto que a maioria dos voluntários avaliados não conseguia permanecer com o MIE imóvel durante a realização da mensuração.

Pressupõe-se que a similaridade de resultados foi decorrente do treinamento prévio dos examinadores e do aperfeiçoamento técnico individual.

Mawdsley et al.(13) propuseram que o método Figura Oito poderia ser confiável, obtendo ICC de 0,99 ao mensurar 15 indivíduos com edema secundário a uma entorse crônica de tornozelo. Tatro-Adams et al.(11) obtiveram resultado igual ao mensurar 50 indivíduos com entorse de tornozelo, obtendo ICC de 0,99.

Wilson et al.(15) observaram ICC de 0,95 ao avaliar 34 indivíduos atletas com entorse de tornozelo.

Em concordância com Esterson(18) e Tatro-Adams et al.(11) o método Figura Oito é uma técnica de fácil execução, rapidez, baixo custo e confiabilidade e, quando comparado com a volumetria, é também mais higiênica.

Entretanto, presume-se que o Figura Oito não deve ser escolhido como método de mensuração quando o edema atingir toda a extremidade inferior, como porção distal da perna, tornozelo e pé, sendo nestes casos recomendada a volumetria.

Outros trabalhos, comparando diferentes métodos de mensuração, devem ser implementados para melhor avaliação dos resultados em função da escassez de trabalhos na literatura pesquisada (Medline, Lilacs).

 

CONCLUSÃO

Conclui-se que o Figura Oito e a volumetria são métodos de alta confiabilidade e de fácil aplicabilidade clínica na mensuração do volume da articulação do tornozelo.

 

REFERÊNCIAS

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Endereço para correspondência
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Recebido em 24/9/04. 2ª versão recebida em 17/11/04. Aceito em 17/11/04.

 

 

Todos os autores declararam não haver qualquer potencial conflito de interesses referente a este artigo.