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Revista Brasileira de Medicina do Esporte

Print version ISSN 1517-8692

Rev Bras Med Esporte vol.11 no.6 Niterói Nov./Dec. 2005

http://dx.doi.org/10.1590/S1517-86922005000600006 

ARTIGO ORIGINAL

 

Comportamento subagudo da pressão arterial após o treinamento de força em hipertensos controlados

 

Comportamiento sub-agudo de la presión arterial después del entrenamiento de fuerza en hipertensos controlados

 

 

Mauro Felippe Felix MedianoI, II; Vitor ParavidinoII; Roberto SimãoII, III; Francisco Luciano PontesII; Marcos Doederlein PolitoII, III

ILaboratório de Fisiologia aplicada à Educação Física – LAFISAEF/UERJ
IIUniversidade Gama Filho – UGF
IIILaboratório de Atividade Física e Promoção da Saúde – LABSAU/UERJ

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

Diversos estudos têm demonstrado um efeito benéfico do exercício de força sobre a redução da pressão arterial (PA) pós-exercício, mas ainda são escassas as pesquisas envolvendo pessoas hipertensas. Dessa forma, o presente estudo tem como objetivo comparar as respostas de PA em sujeitos hipertensos medicados após duas sessões de exercício de força com diferentes volumes de treinamento. Para tal, foram estudados 20 indivíduos de ambos os gêneros (61 ± 12 anos) com hipertensão controlada por fármacos e participantes de um programa de exercícios, porém sem experiência no treinamento de força. O estudo foi realizado em três dias não consecutivos. Primeiramente, foi determinada a carga de 10 repetições máximas em cada exercício da seqüência (supino reto, leg-press horizontal, remada em pé e rosca tríceps). Nos demais dias, os mesmos exercícios foram realizados com uma (SER1) ou três (SER3) séries. A aferição da PA foi executada pelo método auscultatório no momento pré-exercício, imediatamente após o término de cada sessão e durante 60 minutos após o término dos exercícios. A ANOVA de medidas repetidas identificou que em ambas as sessões os valores da PA sistólica (PAS) e diastólica (PAD), medidos imediatamente após o término dos exercícios, foram mais elevados (p < 0,05) que os do pré-exercício. O acompanhamento em 60 minutos exibiu, após SER1, uma redução dos valores de PAS apenas no 40º minuto, enquanto não foram encontradas reduções para a PAD. Já após SER3, observou-se uma queda dos níveis de PAS que perdurou por todo o período de monitorização. Para PAD, foram encontradas reduções apenas no 30º e 50º minuto pós-exercício. Conclui-se que uma sessão de treinamento de força pode promover reduções nos níveis de PAS em indivíduos hipertensos medicados e parece ser necessário um maior volume de treinamento para que tal efeito ocorra.

Palavras-chave: Respostas cardiovasculares. Exercício resistido. Saúde.


RESUMEN

Varios estudios han estado demostrando un efecto beneficioso del ejercicio de fuerza en la reducción de la presión arterial (PA) el pos ejercicio, pero todavía son escasos las investigaciones que han estudiado a las personas hipertensas. De esa manera, el estudio presente tiene como objetivo las comparaciones de las respuestas de PA en sujetos hipertensos en tratamiento medicamentoso, después de dos sesiones de ejercicio de fuerza con volúmenes de entrenamiento diferentes. Para ello, 20 individuos de ambos sexos se estudiaron (61 ± 12 años) con hipertensión controlada por los fármacos y participantes de un programa de ejercicios, pero inexpertos en el entrenamiento de fuerza. El estudio se cumplió en tres días no consecutivos. Primeramente, era cierto la carga de 10 repeticiones máximas en cada ejercicio de la sucesión (supino, leg press horizontal, remada, extensiones de triceps en polea). Los otros días, los mismos ejercicios eran cumplidos con series de uno (SER1) o tres (SER3). La medida de la PA fue hecha por el metodo auscultatorio antes del ejercicio, inmediatamente después del fin de cada sesión y durante 60 minutos después del fin de los ejercicios. Se usó ANOVA para identificar las medidas repetidas en ambas sesiones los valores de la PA sistólica (PAS) y diastólica (PAD), se midió inmediatamente después del fin de los ejercicios, encontrándolos que eran más altos (p < 0,05) que el pré-ejercicio. La asistencia en 60 minutos transcurridos, después de SER1, se constató una reducción de los valores de PAS sólo en el minuto 40, mientras que no se encontraron reducciones para la PAD. Ya después del SER3, hubo si una caída de los niveles de PAS que fue observada y que duró mucho tiempo para el período del monitorización entero. Para PAD, se encontraron las reducciones sólo en los minutos 30 y 50 de pos ejercicio. Se concluye de que una sesión de entrenamiento de fuerza puede promover las reducciones en los niveles de PAS en los individuos tratados como hipertensos y parece ser necesario un volumen de entrenamiento más grande para que este efecto suceda.

Palabras-clave: Respuestas cardiovasculares. Ejercicio resistido. Salud.


 

 

INTRODUÇÃO

A hipertensão arterial, isoladamente, é um fator de risco para diversas doenças, tanto cardíacas quanto vasculares(1). Por outro lado, a redução da pressão arterial (PA) diminui o risco de desenvolvimento de tais enfermidades(2). Dados recentes sugerem que terapias anti-hipertensivas têm sido associadas a reduções na incidência de acidente vascular cerebral (35-40%), doença arterial coronariana (20-25%) e insuficiência cardíaca (> 50%)(3).

Uma das estratégias para a redução da pressão arterial de repouso é a prática regular de exercícios físicos. Diversos estudos têm comprovado um efeito benéfico do treinamento físico, tanto aeróbio(4) quanto de força(5), sobre os níveis de PA de repouso. Esses efeitos podem ocorrer como uma adaptação crônica ao treinamento ou como uma redução dos níveis pressóricos depois de uma sessão de exercícios, no que se denomina hipotensão pós-exercício (HPE)(6).

A maioria dos estudos que analisaram os efeitos da atividade física nos níveis de PA pós-exercício utilizou o exercício aeróbio como principal estratégia. As informações sobre o comportamento da PA após uma sessão de treinamento de força ainda são relativamente escassas, principalmente quando a amostra é composta por hipertensos. Entretanto, foi verificado que o exercício de força pode reduzir a PA sistólica pós-esforço, tanto de mulheres normotensas quanto hipertensas(7). Nesse caso, foram realizados cinco exercícios em forma de circuito com 50% da carga máxima. Mais recentemente, manipulando a intensidade de seis exercícios de força, foi identificada uma redução na PA sistólica de jovens saudáveis em relação aos valores pré-exercício até 60min após a atividade(8). Contudo, não foram encontradas referências sobre o comportamento da PA pós-esforço quando se manipula o volume do exercício como, por exemplo, o número de séries. Isso pode ser importante, já que as respostas cardiovasculares em séries múltiplas podem ser mais elevadas que em série única(9).

Desse modo, o objetivo do presente estudo foi verificar o comportamento da pressão arterial após duas sessões de exercícios de força realizadas em diferentes volumes por sujeitos hipertensos controlados com medicação.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Sujeitos

Foram recrutadas 20 pessoas hipertensas (61 ± 12 anos; 70,2 ± 14,4kg; 160,0 ± 6,2cm) de ambos os gêneros (16 homens e quatro mulheres), participantes de um programa de exercícios físicos supervisionados, porém sem experiência prévia com treinamento de força. Embora todos os indivíduos utilizassem pelo menos uma medicação anti-hipertensiva, não houve homogeneidade quanto ao controle do fármaco. Os sujeitos foram orientados a não ingerir cafeína ou álcool no período de coleta de dados, assim como não realizar suas atividades físicas habituais antes dos testes. Como critérios de exclusão, foram considerados indivíduos que possuíam qualquer outra enfermidade que pudesse comprometer as respostas cardiovasculares e limitações articulares que impossibilitassem a realização dos exercícios.

Protocolo experimental

Após aprovação pelo comitê ético institucional, foram realizadas três visitas ao local de teste, com intervalo entre 48 e 72h entre as mesmas. No primeiro dia, os indivíduos passaram por uma anamnese e foram instruídos em relação aos procedimentos a serem realizados no estudo. Após tais explicações, assinaram um termo de consentimento de acordo com a resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. Após essa fase, foi realizado um teste de 10 repetições máximas (10RM) nos exercícios supino reto, leg-press, remada em pé no puxador baixo e rosca tríceps no puxador alto (aglomerado Righetto®). Foram atribuídas para cada sujeito até cinco tentativas para a determinação da carga, com intervalo de cinco minutos entre elas.

Nas visitas subseqüentes, ao chegarem ao local do experimento, os sujeitos permaneceram, aproximadamente, 10 minutos sentados em local calmo e confortável para a medida da PA pré-exercício. Posteriormente, realizaram de forma aleatória uma (SER1) ou três (SER3) séries de, no máximo, 10 repetições dos exercícios propostos, com intervalo de dois minutos entre as séries e os exercícios. Durante a execução das sessões, a manobra de Valsalva foi constantemente desencorajada e não houve qualquer tipo de estímulo que possibilitasse motivar os voluntários. Imediatamente após o término de cada sessão, a PA foi aferida ainda no local do último exercício realizado. Após essa medida, os indivíduos foram transferidos para um local calmo, onde permaneceram sentados por 60 minutos para registro da PA, que ocorreu em intervalos de 10 minutos. Em todos os casos, a aferição da PA foi executada por um único e experiente avaliador através do método auscultatório, utilizando-se esfigmomanômetro aneróide (Tycos®) e estetoscópio (Sprague®).

Análise estatística

Os dados foram tratados através de ANOVA de duas entradas (volume de treinamento x medidas pós-esforço) com medidas repetidas no segundo fator. O teste post-hoc de Scheffé foi utilizado para identificar as diferenças significativas, considerando como significância estatística p < 0,05. Utilizou-se o programa Statistica 5.5 (Statsoft®, EUA) nos tratamentos dos dados (descritivo e inferencial).

 

RESULTADOS

Os resultados das variáveis analisadas podem ser observados na tabela 1. Em ambas as sessões, os valores da PA sistólica (PAS) e diastólica (PAD) medidos imediatamente após o término dos exercícios foram mais elevados que os do pré-exercício.

 

 

O acompanhamento em 60 minutos exibiu, após SER1, uma redução dos valores de PAS apenas no 40º minuto, enquanto não foram encontradas reduções para os níveis de PAD.

Já após SER3, observou-se uma queda consistente dos níveis de PAS pós-exercício que perdurou por até 60 minutos. Para PAD, encontramos reduções apenas no 30º e 50º minuto pós-exercício.

 

DISCUSSÃO

No presente estudo, observou-se que, imediatamente após o término de cada sessão, as médias de PAS e PAD foram mais elevadas que as do pré-exercício, independentemente do número de séries. Isso pode ser explicado pelas variáveis que concorrem para a elevação da PA e que se manifestam durante a atividade física de elevada intensidade, como a ativação de quimiorreceptores por fadiga periférica(10). Assim, exercícios realizados até a exaustão repercutiriam em uma resposta mais elevada da PA imediatamente após o esforço(11-13), diferentemente dos exercícios realizados de forma submáxima(14).

Contudo, os valores de PA nos momentos subseqüentes ao exercício parecem declinar de forma rápida, pelo mecanismo barorreflexo(13), pela hiperemia decorrente da contração muscular(15) e pela supressão da atividade simpática(6). Além disso, os valores de PA podem se reduzir além daqueles observados na condição pré-exercício. Os mecanismos envolvidos nesse processo ainda estão pouco esclarecidos. É possível que diferentes vias fisiológicas, isoladas ou combinadas, contribuam para tal fenômeno, tais como maior liberação de óxido nítrico(16) e menor descarga adrenérgica(17). Essa redução da PA após a atividade física é tida como uma das principais intervenções não-farmacológicas de controle da PA, principalmente em indivíduos hipertensos(18). Nesse sentido, quanto maior a magnitude e, principalmente, a duração da HPE, melhor o efeito do exercício sobre a saúde cardiovascular do praticante. Além disso, parece que a sucessão continuada desse comportamento hipotensivo após o esforço repercute cronicamente sobre a PA de repouso, tornando-a mais reduzida que aquela observada na condição pré-treinamento(6).

No presente estudo, a redução da PA nos momentos subseqüentes ao exercício foi influenciada pelo volume de treinamento. Em SER3, observou-se uma redução significativa dos valores de PAS durante os 60 minutos de verificação. Porém, somente foram identificadas diferenças estatísticas para a PAD nas medidas realizadas 30 e 50min após o exercício. Já em SER1, não foi encontrado um comportamento padrão de redução, tanto para PAS quanto para PAD.

Em relação ao exercício aeróbio, parece que quanto maior o volume, mais a duração da HPE(19). Esse fato está associado aos resultados do presente estudo, ou seja, os mecanismos de redução da PA após a atividade não seriam diferentes em relação ao tipo de exercício realizado. Uma das possíveis explicações para esse fato reside no aumento da liberação de substâncias vasodilatadoras, como óxido nítrico e prostaglandinas, que aumentam o fluxo sanguíneo e diminuem a resistência vascular(20). Entretanto, à margem do possível agente vasodilatador responsável pela HPE, é importante considerar que o aumento do fluxo sanguíneo pode acontecer de forma localizada ou sistêmica. No primeiro caso, o fluxo sanguíneo encontra-se elevado após o exercício somente na região solicitada. Isso foi evidenciado no estudo de Legramante et al.(21), no qual os autores somente identificaram redução da resistência vascular periférica na panturrilha (que foi solicitada durante um teste máximo), mas não observaram alterações no antebraço. Por outro lado, Cleroux et al.(22) verificaram que após 30min de exercício em cicloergômetro a 50% da capacidade máxima, a resistência periférica no antebraço estava menor que a de repouso. Assim, pode-se supor que um maior volume de trabalho, como no caso do presente estudo, que ocorreu em SER3, estaria relacionado a alterações sistêmicas não identificadas em SER1.

Entretanto, mesmo com o volume mais elevado, somente foi verificada HPE para a PAS. Tais resultados corroboram alguns estudos na literatura, nos quais reduções consistentes são encontradas para os valores de PAS(7,8,23), mas não se observando o mesmo padrão para PAD, tanto em mulheres normotensas e hipertensas(7) quanto em jovens normotensos(8,24,25). Uma das possíveis explicações para a não alteração da PAD é o valor pré-exercício. A literatura sugere que a redução da PA após o esforço relaciona-se diretamente com o seu valor pré-exercício(18). Por essa razão, hipertensos apresentariam uma maior redução absoluta dos valores pressóricos que normotensos. Contudo, no presente estudo, os sujeitos estavam sob ação medicamentosa, o que pode ter sido responsável pela pouca variação da PAD. Não obstante, em relação ao presente estudo, qualquer redução na PA, mesmo que não significativa, pode ser entendida como clinicamente importante, pois se trata de um procedimento fisiológico de redução da PA (mesmo que temporária) em um hipertenso que já se encontra controlado por medicação.

De fato, mesmo sem utilização de qualquer droga, a HPE ainda não é um consenso decorrente do exercício de força. Enquanto existem informações sobre reduções importantes na PA após o exercício(8), outros resultados não mostram quaisquer alterações(24) ou até mesmo aumento(26). A inconsistência de informações pode estar associada às inúmeras variáveis envolvidas, como forma de medida da PA e período de acompanhamento pós-esforço; e quanto à prescrição, como volume, intensidade, intervalo entre as séries e estado de treinamento. Dessa forma, torna-se difícil a comparação entre estudos cujas características metodológicas são variadas.

Finalmente, algumas limitações e observações no presente estudo precisam ser comentadas. Primeiramente, a ausência de controle ou da homogeneização sobre as drogas utilizadas não permite afirmar que a atividade realizada tenha exercido o mesmo efeito hipotensor em todos os sujeitos. Para além disso, os sujeitos realizaram repetições máximas como forma de homogeneizar a intensidade do treinamento. Porém, a prescrição de repetições máximas como forma de treinamento de força para hipertensos deve ser desencorajada, em virtude de potenciais comprometimentos, como acidente vascular cerebral decorrente da elevação súbita e intensa da PA durante a atividade(27). Assim, os resultados obtidos no presente estudo podem não se reproduzir em valores diferentes de carga ou de repetições.

Em suma, pode-se concluir que: a) por até 60 minutos pós-exercício, uma sessão de treinamento de força pode promover reduções nos níveis pressóricos, principalmente para PAS, em indivíduos hipertensos controlados por medicação; b) parece ser necessário um maior volume de treinamento para que tal efeito ocorra.

Contudo, são necessários outros estudos dessa natureza em pessoas hipertensas, principalmente com melhor controle da medicação utilizada.

 

AGRADECIMENTO

Os autores agradecem aos professores Astrogildo Vianna de Oliveira Júnior e José Silvio de Oliveira Barbosa pela colaboração no desenvolvimento deste estudo.

 

REFERÊNCIAS

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Endereço para correspondência
arcos Doederlein Polito
Laboratório de Atividade Física e Promoção da Saúde LABSAU/UERJ
Rua São Francisco Xavier, 524, sala 8.133, bloco F
Maracanã – 20550-013 – Rio de Janeiro, RJ
E-mail: mdpolito@uol.com.br

Recebido em 28/2/05. Versão final recebida em 30/5/05. Aceito em 17/7/05.

 

 

Todos os autores declararam não haver qualquer potencial conflito de interesses referente a este artigo.