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Revista Brasileira de Medicina do Esporte

versão impressa ISSN 1517-8692

Rev Bras Med Esporte v.12 n.1 Niterói jan./fev. 2006

http://dx.doi.org/10.1590/S1517-86922006000100002 

ARTIGO ORIGINAL

 

Efeitos na medida do ângulo Q com a contração isométrica voluntária máxima do músculo quadricipital

 

Efectos en la medida del ángulo Q con la contracción isométrica voluntária máxima del musculo cuadricipital

 

 

Belchior A.C.G.I; Arakaki J.C.I,II; Bevilaqua-Grossi D.II; Reis F.A.I; Carvalho P.T.C.I

IUniversidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal UNIDERP Campo Grande/MS
IIDepartamento de Biomecânica, Medicina e Reabilitação do Aparelho Locomotor Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo FMRP-USP

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

A proposta deste estudo foi verificar a diferença entre o ângulo quadricipital em indivíduos sintomáticos e assintomáticos, em duas diferentes situações de exame, com o quadríceps relaxado e em contração isométrica voluntária máxima (CIVM) através da mensuração radiográfica para contribuir na avaliação e tratamento de pacientes com disfunção femoropatelar (DFP). Foram avaliadas 20 mulheres (40 joelhos), com idade média de 21 anos, através de método radiológico padronizado. Os indivíduos foram posicionados em decúbito dorsal com um estabilizador podálico em "U", com os membros inferiores relaxados, com a utilização de película de chumbo sobre a tuberosidade anterior da tíbia. Para a análise estatística foram utilizadas as médias dos grupos assintomático e sintomático, em estado de relaxamento e em CIVM, e o teste t de Student, com nível de significância de p < 0,05. Os valores médios do ângulo Q para os assintomáticos foram de 17,15° em relaxamento e de 14,5° em CIVM, enquanto os sintomáticos apresentaram 21,45° e 15,8°, respectivamente. Nos resultados para a análise da igualdade entre os grupos sintomáticos e assintomáticos no estado de relaxamento obteve-se p = 0,004, e para o estado de contração isométrica voluntária máxima, p = 0,29. Considerando os dados obtidos no presente estudo, pode-se verificar que em estado de relaxamento há diferença entre o valor do ângulo Q entre indivíduos sintomáticos e assintomáticos, sendo este maior nos portadores da DFP, enquanto que em estado de contração isométrica máxima do músculo quadricipital não houve diferença estatística, ocorrendo redução do ângulo em ambos os grupos.

Palavras-chave: Joelho. Femoropatelar. Ângulo Q.


RESUMEN

La propuesta de este estudio era verificar la diferencia entre el ángulo cuadricipital en los individuos sintomáticos y asintomáticos, en dos situaciones diferentes del examen físico; con el cuadriceps relajado y en el máximo de la reducción isométrico voluntario (CIVM) a través de la medida radiográfica para contribuir en la evaluación y el tratamiento de pacientes con trastorno fémoro-patelar (DFP). Se estimaron 20 mujeres (40 rodillas), con la edad media de 21 años, a través de método radiológico estandardizado. Los individuos se pusieron en decúbito con un estabilizador podálico en "U", con los miembros inferiores relajados, con el uso de película de plomo en la tuberosidad anterior de la espinilla. Para el análisis estadístico se usaron las medias del grupo asintomático y sintomático, en estado de relajación y en CIVM, y la prueba del test t, con un nivel de significancia de p < 0,05. Los valores medios del ángulo Q para los asintomáticos fueron de 17,15° en la relajación y de 14,5° en CIVM, mientras los sintomáticos presentaron 21,45° y 15,8°, respectivamente. En los resultados para el análisis de la igualdad entre los grupos sintomático y asintomático en el estado de relajación se obtuvo p = 0,004, y para el estado de reducción isométrica voluntaria máximo, p = 0,29. Considerando los datos obtenidos en el estudio presente, puede verificarse que en el estado de relajación hay diferencia entre el valor del ángulo Q entre los individuos sintomáticos y asintomáticos, siendo este más grande en los portadores de DFP, mientras en el estado de contracción isométrica máxima del músculo cuadriceps no presentó diferencia estadística, habiendo reducción del ángulo en ambos los grupos.

Palabras-clave: Rodilla. Femoropatelar. Ángulo Q.


 

 

INTRODUÇÃO

A articulação do joelho está envolvida em cerca de 50% das lesões músculo-esqueléticas, sendo a disfunção femoropatelar (DFP) a alteração mais comum(1-3). A DFP é uma desordem articular manifesta por dor na porção anterior do joelho e déficit funcional que compromete as atividades diárias(4,5). Constitui 25% das lesões que comprometem o joelho e 5% de todas as lesões esportivas, representando queixa comum em 20% da população, afetando principalmente jovens do sexo feminino com idade entre 15 e 25 anos(1,6,7).

Os sintomas mais freqüentes são dor anterior no joelho, edema peripatelar, bloqueio e crepitação articular femoropatelar(5,8,9). São geralmente bilaterais e apresentam períodos de exacerbação relacionados com permanecer muito tempo sentado com o joelho fletido, levantar-se da posição sentada, subir e descer degraus ou superfícies inclinadas, corrida, treinamento com peso e ajoelhar-se(1,5,6,10).

São muitos os fatores etiológicos que podem desencadear a DFP, como os desequilíbrios neuromusculares do vasto medial oblíquo (VMO) e vasto lateral (VL); o encurtamento do retináculo lateral, isquiotibiais, trato iliotibial e gastrocnêmicos; a pronação excessiva da articulação subtalar; a lassidão ou encurtamento ligamentar ou capsular; anormalidades ósseas; a anteversão do colo femoral excessiva; a torção tibial externa; o alargamento da pelve e a patela alta(6,10-13).

Em relação às forças ativas exercidas sobre a patela, a principal estrutura responsável por essa atividade é o músculo quadríceps da coxa, que controla a posição da patela em relação à tróclea por meio das fibras oblíquas de suas porções medial e lateral os músculos vasto medial (VM) e vasto lateral (VL)(1).

O músculo VM é dividido em duas porções: o músculo vasto medial longo (VML), que se insere num ângulo de 15° em relação ao eixo longitudinal do fêmur, exercendo pouca ou nenhuma tração para o adequado posicionamento da patela, e o músculo vasto medial oblíquo (VMO), que se insere principalmente num ângulo de 50-55° no eixo longitudinal do fêmur, sendo considerado o estabilizador dinâmico medial da articulação femoropatelar (AFP). Da mesma forma, o músculo VL também é dividido em duas porções: as fibras proximais originam-se no fêmur e inserem-se no terço medial do tendão do músculo quadríceps da coxa, constituindo o músculo vasto lateral longo (VLL), e as fibras póstero-laterais originam-se no tracto iliotibial, sendo mais oblíquas em sua direção, e inserem-se na base e na borda lateral da patela, representando o músculo vasto lateral oblíquo (VLO). Levando-se em consideração as origens e as inserções desses músculos, especialmente das porções oblíquas, notam-se suas ações opositoras e suas importâncias na função da estabilidade patelar(14,15).

Considerando a orientação das fibras musculares, o vasto medial oblíquo (VMO) é o primeiro músculo contribuinte para o vetor de força medial, assim como o vasto lateral (VL) é para o vetor de força lateral(6,16).

A insuficiência ou a hipotrofia do músculo VMO pode gerar o mau alinhamento patelar, especialmente nos últimos graus de extensão (0°-15° de flexão) da articulação do joelho em que ocorre maior instabilidade articular em razão da menor congruência óssea, não apresentando eficiência para conter a tração lateral da patela(17).

O outro fator que pode contribuir para o desenvolvimento ou agravamento da dor, gerando instabilidade do joelho, é o mau alinhamento da articulação femoropatelar, cuja mensuração pode ser realizada através do ângulo quadricipital (Q)(4,18).

O ângulo Q é formado pelo cruzamento de duas linhas imaginárias, a primeira formada da espinha ilíaca ântero-superior até o ponto médio patelar, e a segunda, da tuberosidade anterior da tíbia até o ponto médio patelar, sendo seu valor normal, em média, de 13° nos homens e 18° nas mulheres(1,5,7,11,19).

O aumento do ângulo Q cria um maior vetor em valgo e aumenta a tração lateral da patela, causando o aumento da pressão na faceta lateral patelar, podendo conduzir a uma subluxação patelar, amolecimento da cartilagem e estresse do retináculo, além de contribuir para a propagação da DFP(20,21).

A mensuração desse ângulo pode ser realizada por diferentes métodos, sejam radiografias(10,21) ou clinicamente através do goniômetro(21), e de diferentes formas, com o paciente em posição supina com os joelhos em extensão total e quadríceps relaxado(20,21) ou contraído(22), em ortostatismo(5,7,21), sentado com os joelhos flexionados em 90° ou em 20-30° com o máximo de rotação medial, lateral ou posição neutra da tíbia(5).

Assim, objetivou-se estudar a diferença entre o ângulo quadricipital em indivíduos sintomáticos e assintomáticos, em duas diferentes situações de exame, com o quadríceps relaxado e em contração isométrica voluntária máxima através da mensuração radiográfica para contribuir na avaliação e tratamento de pacientes com DFP.

 

MÉTODOS

Amostra

Foram recrutadas por convite verbal 20 voluntárias (n = 40 joelhos) do sexo feminino, com idade entre 15 e 30 anos (média de 21 anos), no período de maio a julho de 2003.

Dez pessoas (n = 20 joelhos) não apresentavam queixas de dor no joelho; antecedentes traumáticos, cirúrgicos ou patologia envolvendo qualquer articulação dos membros inferiores; distúrbio vascular ou neurológico periférico ou central, constituindo o grupo de joelhos considerado normal, isto é, assintomático.

Nas demais pessoas (n = 20 joelhos) foram diagnosticadas DFP, com dor bilateral, segundo critérios de Cowan et al.(22), que têm como fatores de inclusão: 1) dor anterior ou retropatelar em pelo menos duas das seguintes atividades: subir escadas, ficar sentado por tempo prolongado, ao agachar, correr, ficar de joelhos ou pular; 2) dor durante a palpação patelar; 3) sintomas com mais de um mês cujo início não se relaciona com trauma. Como fatores de exclusão: 1) sinais ou sintomas de outra patologia; 2) história recente (menor que três meses) de cirurgia no joelho; 3) luxação ou subluxação patelar; 4) evidência clínica de lesão meniscal; 5) instabilidade ligamentar; 6) tendinite patelar; 7) osteoartrose ou dor irradiada da coluna vertebral; 8) gravidez ou qualquer outra condição que possa interferir na coleta dos dados.

Antes das avaliações, as voluntárias foram esclarecidas sobre o procedimento da pesquisa e assinaram o Termo de Consentimento Livre Formal e Esclarecido segundo as Diretrizes e Normas Regulamentadoras de Pesquisa envolvendo Seres Humanos constantes da Resolução do Conselho Nacional de Saúde Nº 196/96.

Instrumentação

Estabilizador podálico em "U": placa metálica com dois braços móveis em forma de "U" sobre o qual foram posicionadas as regiões dos calcâneos. A abertura dos braços impedia a rotação lateral dos membros inferiores e sua abertura correspondia à distância entre os pés após os joelhos terem sido alinhados com o quadril.

Aparelho radiológico: modelo G3 com capacidade de 500mmA. A distância da ampola ao chassi foi de 1,70m, chassi com dimensão 35 x 91cm, filme (Kodak®) e revelação automática (Macrotec®).

Procedimentos

Com o paciente posicionado em decúbito dorsal sobre a mesa radiológica, com os joelhos em extensão total, com estabilizador podálico em "U", solicitou-se que os membros inferiores fossem mantidos em estado de relaxamento (fig. 1).

 

 

Logo em seguida, radiografias em posicionamento ântero-posterior foram realizadas pelo mesmo técnico, utilizando filme radiológico de 35 x 91cm, incluindo segmento do quadril até 15cm abaixo do TAT, previamente demarcado com uma película de chumbo (4cm2) fixada à pele com fita adesiva, para facilitar a visualização do TAT após a revelação do filme, quando o ângulo Q foi traçado pelo examinador, utilizando régua, caneta e transferidor convencionais (fig. 2).

 

 

O mesmo procedimento foi realizado com a solicitação de uma contração isométrica voluntária máxima do músculo quadríceps.

Análise estatística

Calcularam-se as médias dos valores coletados prosseguindo com o método estatístico, o teste t de Student, com nível de significância de 0,05, sendo o teste aplicado entre os valores do ângulo Q colhidos entre os pacientes assintomáticos e os sintomáticos, tanto em estado de relaxamento quanto em contração isométrica voluntária máxima.

 

RESULTADOS

Primeiramente calcularam-se as médias apresentadas do ângulo Q nos estados de relaxamento e em contração voluntária máxima, tanto no grupo de paciente assintomático quanto no sintomático (tabela 1).

 

 

Assim, prosseguiu-se com a análise estatística, com o teste t de Student, analisando a igualdade entre os grupos sintomático e assintomático (figs. 3 e 4). No estado de relaxamento, adquiriu p = 0,004, enquanto para o estado de contração voluntária máxima apresentou p = 0,26.

 

 

 

 

DISCUSSÃO

Acompanhando a análise dos resultados, é possível visualizar a diferença da magnitude do ângulo Q entre indivíduos sintomáticos e assintomáticos, em estado de relaxamento (p = 0,004). O valor médio encontrado corrobora os valores estimados na literatura, que são em média de 15° para os indivíduos assintomáticos e 20° para os sintomáticos(7,11).

A redução do valor do ângulo Q com a contração isométrica voluntária máxima nos indivíduos assintomáticos também foi encontrada em estudo similar que analisava o ângulo Q em mulheres saudáveis, com idade média de 22 anos, na posição ortostática, em que os valores expressos foram em média de 13°(23).

Todavia, o valor do ângulo Q nas mulheres sintomáticas (p = 0,26) neste estudo também apresentou redução durante a contração isométrica voluntária máxima. Por serem portadoras de DFP esperava-se uma alteração da ativação do músculo VMO, havendo uma perturbação em sua função de estabilização medial patelar(16), especialmente com o membro inferior em extensão total (0°), onde ocorre maior instabilidade articular em razão da menor congruência óssea(17,22), não apresentando eficiência para conter a tração lateral da patela. Assim, com a solicitação da contração isométrica voluntária máxima do músculo quadricipital, estimava-se que a patela ficaria lateralizada, gerando o aumento do ângulo Q.

Porém, a redução do ângulo Q presenciada pode ser justificada pelos estudos que analisaram a ativação dos músculos vasto medial oblíquo e vasto lateral, durante o exercício isométrico quadricipital, com o joelho em extensão total, em que nenhuma das porções musculares apresentou ativação preferencial(24,25).

Outros estudos eletromiográficos examinaram variáveis como a intensidade e o tempo de recrutamento neuromuscular entre os músculos VMO e VL, durante atividades funcionais tais como subir e descer escadas, caminhada, entre indivíduos saudáveis e portadores da DFP, mas também não encontraram resultados satisfatórios que fossem associados à DFP(20,24,26).

Durante a análise do comportamento patelar de mulheres com DFP, utilizando a tomografia computadorizada, nenhuma conclusão se obteve quanto ao efeito da contração do músculo quadríceps nos ângulos de inclinação patelar, mas houve um aumento significativo do ângulo de congruência, especialmente com o joelho a 0° e a 20° de flexão(27).

Portanto, o comportamento de redução do ângulo Q com a contração isométrica voluntária máxima do músculo quadricipital em indivíduos com DFP leva a justificar o emprego de formas de tratamento que utilizam esse tipo de contração.

O SLR, exercício realizado com a elevação da perna em linha reta, é uma forma de tratamento muito empregada na reabilitação da DFP(28-31). Acreditamos, baseados neste estudo, que, se associado com a contração voluntária máxima durante sua execução, poderá minimizar o mau alinhamento patelar.

Além disso, propostas atuais de tratamento enfatizam o fortalecimento dos músculos abdutores do quadril(32,33), devido ao desequilíbrio na cinemática do membro inferior, sendo assim sensata a introdução no programa cinesioterapêutico dos exercícios de SLR associados com a abdução do quadril.

Porém, independentemente da forma a ser escolhida para a execução do SLR, o exercício físico promove através da atividade motora a reeducação sensória(34), o que é extremamente benéfico aos indivíduos com DFP, pois geralmente apresentam anormalidades proprioceptivas(3).

Apesar de este estudo apresentar dados significativos, possui suas limitações, como o custo envolvido com as aquisições das imagens radiológicas, assim como o posicionamento adotado para o procedimento, em decúbito dorsal, o qual acreditamos não reproduzir uma mensuração funcional ideal.

 

CONCLUSÃO

Considerando os dados obtidos no presente estudo, verificou-se que em estado de relaxamento há diferença significativa entre o valor do ângulo Q entre indivíduos sintomáticos e assintomáticos e que esta diferença não está presente em estado de contração isométrica máxima do músculo quadricipital, havendo redução do valor do ângulo em ambos os grupos.

 

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Endereço para correspondência:
Rua Gravataí, 290, Monte Castelo – 79010-390 – Campo Grande, MS, Brasil
Tel.: (67) 351-5400
E-mail: carulms@ pop.com.br

Recebido em 1/12/04. Versão final recebida em 22/8/05. Aceito em 5/9/05.

 

 

Todos os autores declararam não haver qualquer potencial conflito de interesses referente a este artigo.