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Revista Brasileira de Medicina do Esporte

Print version ISSN 1517-8692

Rev Bras Med Esporte vol.12 no.3 Niterói May/June 2006

http://dx.doi.org/10.1590/S1517-86922006000300002 

ARTIGO ORIGINAL

 

Indicadores antropométricos de excesso de gordura corporal em mulheres*

 

Indicadores antropométricos de exceso de grasa corporal en mujeres

 

 

Cassiano Ricardo RechI; Edio Luiz PetroskiII; Rosane Carla Rosendo da SilvaIII; João Carlos Nunes da SilvaIV

IMestrando em Educação Física do Centro de Desportos da Universidade Federal de Santa Catarina - Florianópolis/Santa Catarina/Brasil (crrech@hotmail.com)
IIProfessor Dr., Centro de Desportos da Universidade Federal de Santa Catarina. Coordenador e Líder do Núcleo de Pesquisa em Cineantropometra e Desempenho Humano - Florianópolis/Santa Catarina/Brasil (petroski@cds.ufsc.br)
IIIProfessora Dr., Centro de Desportos da Universidade Federal de Santa Catarina - Florianópolis/Santa Catarina/Brasil (rosane@cds.ufsc.br)
IVMédico Especialista em Clínica Médica do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal de Santa Maria - Santa Maria/Rio Grande do Sul/Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

O objetivo deste estudo foi determinar a sensibilidade, a especificidade e a concordância entre dois indicadores de excesso de gordura em mulheres. Foram avaliadas 65 mulheres (50-77 anos de idade), com massa corporal média de 70,3 ± 11kg, estatura de 158,0 ± 5,5cm, permitindo o cálculo do índice de massa corporal (IMC) e do recíproco do índice ponderal (RIP). O percentual de gordura, mensurado através da absortometria radiológica de dupla energia (%GDEXA), foi utilizado como o método de referência. A estatística descritiva, a correlação de linear de Pearson (r) e o índice de Kappa (k) foram utilizados para análise dos dados. O IMC, o RIP e o %GDEXA apresentaram escores médios de 28 ± 4,2kg.m-2; 38 ± 1,9cm.kg-1/3; e 38,1 ± 6,0%, respectivamente. A prevalência de excesso de gordura foi de 89,2% para o %GDEXA. O RIP e o IMC apresentaram prevalências de excesso de gordura de 83,1% e 73,8%, respectivamente. Os coeficientes de correlação linear de Pearson entre %GDEXA e o RIP (r = -0,76) e entre %GDEXA e o IMC (r = 0,72) foram significativos (p < 0,01). O índice de Kappa identificou associação de k = 0,31 entre as medidas de %GDEXA e IMC, e de k = 0,48 entre %GDEXA e RIP. Os indicadores antropométricos apresentaram índices de sensibilidade e especificidade altos (IMC = 79,3% e 71,4%; RIP = 90% e 71,4% respectivamente). A análise através da curva ROC (receiver operator characteristic curve) apresentou áreas sobre a curva de 0,80 para o IMC e de 0,83 para o RIP que não diferiram significativamente (p < 0,05). Os pontos de corte de 26,2kg.m-2 para o IMC e 39,3cm.kg-1/3 para o RIP demonstraram a melhor relação entre sensibilidade e especificidade na identificação de excesso de gordura. Assim, conclui-se que os indicadores antropométricos analisados não diferem em relação à identificação de excesso de gordura e que ambos apresentam valores de sensibilidade e especificidade altos na avaliação do excesso de gordura em mulheres acima de 50 anos de idade.

Palavras-chave: Índice de massa corporal. Recíproco do índice ponderal. Obesidade. Sobrepeso. Mulher.



RESUMEN

El objetivo de este estudio fue determinar la sensibilidad, la especificidad y la concordancia entre dos indicadores de exceso de grasa en mujeres. Fueron evaluadas 65 mujeres (50-77 años de edad), con masa corporal media de 70,3 ± 11 kg, estatura de 158,0 ± 5,5 cm, que permitió el cálculo del índice de masa corporal (IMC) y del recíproco del índice ponderado (RIP). El porcentaje de grasa, medido a través de la absortometría radiológica de doble energía (%GDEXA), fue utilizado como método de referencia. La estadística descriptiva, la correlación lineal de Pearson (r) y el índice de Kappa (k) fueron usados para analizar los datos. El IMC, el RIP y el %GDEXA presentaron escores medios de 28 ± 4,2 kg.m-2; 38 ± 1,9 cm.kg-1/3; y 38,1 ± 6,0%, respectivamente. La persistencia de exceso de grasa fue de 89,2% para el %GDEXA. El RIP y el IMC presentaron persistencias de exceso de grasa de 83,1% y 73,8%, respectivamente. Los coeficientes de correlación lineal de Pearson entre %GDEXA y el RIP (r= -0,76) y entre %GDEXA y el IMC (r = 0,72) fueron significativos (p < 0,01). El índice de Kappa identificó una asociación de k = 0,31 entre las medidas de %GDEXA y IMC, y de k = 0,48 entre %GDEXA y RIP. Los indicadores antropométricos presentaron índices de sensibilidad y especificidad altos (IMC = 79,3% y 71,4%; RIP = 90% y 71,4% respectivamente). El análisis a través de la Curva ROC (Receiver Operator Characteristic Curve) presentó áreas sobre la curva de 0,80 para IMC y de 0,83 para RIP, datos que no difirieron significativamente (p < 0,05). Los puntos de corte de 26,2 kg.m-2 para IMC y 39,3 cm.kg-1/3 para RIP demostraron la mejor relación entre sensibilidad y especificidad a la hora de identificar el exceso de grasa. Por tanto, se concluye que los indicadores antropométricos analizados no difieren respecto a la identificación de exceso de grasa, y ambos presentan valores de sensibilidad y especificidad altos al evaluar el exceso de grasa en mujeres por encima de los 50 años de edad.

Palabras-clave: Índice de masa corporal. Recíproco del índice ponderado. Obesidad. Sobrepeso. Mujer.


 

 

INTRODUÇÃO

A desnutrição, o excesso de peso e a obesidade representam fatores de risco para surgimento de várias doenças(1,2). A Organização Mundial da Saúde identificou a desnutrição como o primeiro fator de risco no desenvolvimento de doenças, por todas as causas, em países em desenvolvimento, e o excesso de peso em décimo lugar, tanto para países desenvolvidos quanto em desenvolvimento(1,3).

Nos Estados Unidos, as pesquisas relatam que cerca de 65% da população apresentam excesso de peso e 30% são considerados clinicamente obesos(4,5). O levantamento realizado em 2001 apontou que as amostras de 20 Estados americanos apresentavam prevalência entre 15 e 19% de excesso de peso e em três Estados este índice ultrapassou 25%, demonstrando aumento de 5,6% por ano(6). Na Europa, estima-se que 10-20% de homens e 10-25% de mulheres apresentam excesso de peso.

Os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e de dois levantamentos populacionais (Estudo Nacional da Despesa Familiar - ENDEF - e Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição - PNSN)(2,7) realizados no Brasil, nos últimos anos, indicam aumento significativo na prevalência de excesso de peso e obesidade na população nacional. Em pessoas com mais de 60 anos, os resultados apontam prevalência de excesso de peso em torno de 27% em homens e de 38% em mulheres, sendo que 10% desta população são considerados obesos(2,7).

O aumento na prevalência de excesso de peso e obesidade levou a OMS(1) a reconhecer esse fato como um problema de saúde pública, uma vez que o mesmo está relacionado com o aumento do risco de desenvolver doenças e ocasionar, quando associado a um estilo de vida inadequado (fumo, álcool, sedentarismo), sérios danos à saúde(8).

A avaliação clínica em estudos epidemiológicos do excesso de peso e da obesidade tem sido comumente realizada através de medidas antropométricas de massa corporal e estatura, ou da combinação dessas duas medidas, por apresentar como fatores positivos a praticidade, baixos custos e fácil interpretação dos resultados.

Outros indicadores, como a relação massa corporal dividida pela estatura, raiz cúbica da massa corporal dividida pela estatura (índice ponderal) e estatura dividida pela raiz cúbica da massa corporal (índice de Sheldon) também são utilizados para a identificação de desnutrição, excesso de peso e obesidade(9). O índice de massa corporal (IMC), desenvolvido por Quetelet em 1871, é um dos procedimentos mais usados para avaliação do excesso de peso e obesidade em estudos epidemiológicos.

Esse indicador apresenta forte associação com a incidência de várias doenças crônicas não transmissíveis(10,11), assim como risco a inúmeros agravantes à saúde, como o aumento do risco de desenvolver doenças cardiovasculares, hipertensão(12), colesterol - LDL, aumento da concentração de triglicerídeos no sangue, diabetes(12,13) e algumas formas de câncer(14).

Alguns autores sugerem que, apesar de IMC ser aceito internacionalmente como um indicador do estado nutricional, apresenta limitações: 1) a relação com a proporcionalidade do corpo - pessoas com pernas curtas terão IMC aumentado; 2) relação com a massa livre de gordura, especialmente em homens, pois um desenvolvimento muscular pode levar a interpretações equivocadas na identificação da obesidade; 3) correlação com a estatura, que, apesar de baixa, pode ser significativa, especialmente em crianças e adolescentes(15). Em idosos, a sarcopenia (redução da massa muscular), acúmulo e a distribuição centrípeta da gordura são colocados como fatores que limitam a utilização do IMC(16,17).

Desse modo, outros indicadores têm sido testados quanto à sua sensibilidade e especificidade na identificação do estado nutricional em estudos epidemiológicos. O recíproco do índice ponderal (RIP) é um desses indicadores propostos(9), sendo considerado um indicador mais robusto matematicamente para a identificação de excesso de gordura do que o IMC(17), uma vez que a medida de massa corporal (medida tridimensional) está no denominador e representa com mais acurácia as mudanças na estrutura corporal(9,17). Contudo, existem poucos estudos que relacionem o RIP com a presença de doenças crônicas não transmissíveis ou que demonstrem essa evidência.

Além dos indicadores de excesso de peso e obesidade, a estimativa do percentual de gordura (%G) também tem grande aceitabilidade para identificação do excesso de gordura corporal (%G)(18). A mensuração %G é comumente realizada através da técnica da hidrodensitometria (pesagem hidrostática), que tem sido amplamente aceita como gold standard(18,19). Em idosos essa avaliação, que necessita do peso submerso, é difícil de ser executada e também demanda longo tempo para sua realização(20).

Assim, outras técnicas laboratoriais têm sido desenvolvidas e aprimoradas para estimativa do %G(21,22). A absortometria radiológica de dupla energia (DEXA) parece ser uma alternativa aos problemas apresentados, até então, pela hidrodensitometria. A técnica permite avaliação rápida e com dados confiáveis em relação à pesagem hidrostática. Alguns autores consideram a DEXA como um sucessor da hidrodensitometria, pois o desenvolvimento tecnológico, ao longo dos anos, levou à evolução dessa técnica(18,20,21).

Apesar de ser ainda uma técnica considerada de alto custo operacional e possuir algumas questões limitantes, tais como a utilização de constantes de hidratação dos tecidos e não utilização de softwares específicos para diferentes idades(22), a DEXA tem sido aceita em estudos de validação e no desenvolvimento de novas técnicas antropométricas de avaliação da composição corporal.

Entretanto, a avaliação do estado nutricional através de indicadores antropométricos muitas vezes apresenta distorções quando comparada com a análise da gordura corporal, principalmente em pessoas com mais idade.

Alguns exemplos ilustram essa realidade. Em um estudo desenvolvido por Sardinha e Teixeira(23), com mulheres idosas, foi relatado um %G médio de 42,6%, enquanto que o IMC médio foi de 27,8kg.m2. No estudo conduzido por Hortobágyi et al.(24), com homens e mulheres de meia-idade, foi observado que, segundo o critério do %G, 40% das mulheres seriam classificadas como obesas, porém, quando adotado o corte pelo valor do IMC, apenas 12% seriam assim classificadas.

Esses exemplos revelam um sério problema na interpretação dos escores obtidos pela avaliação dos indicadores antropométricos em pessoas com mais idade, demonstrando que um mesmo sujeito pode apresentar um diagnóstico diferente em função do indicador utilizado.

Desse modo, com as limitações apresentadas para estimativa dos componentes corporais em estudos populacionais, é necessário e urgente desenvolver e validar indicadores antropométricos de fácil aplicação, baixo custo e grande aplicabilidade, como é o caso do IMC e do RIP.

Assim, este estudo teve por objetivo analisar a sensibilidade e a especificidade do IMC e do RIP na identificação de excesso de gordura corporal em mulheres com mais de 50 anos de idade, tendo como medida de referência a DEXA.

 

MÉTODOS

O estudo caracteriza-se como descritivo correlacional prospectivo(25). Para tanto, foram avaliadas 65 mulheres entre 50 e 77 anos de idade. A amostra foi selecionada de forma não-probabilística, tendo sido recrutada por convite em uma população de participantes de grupo de atividades físicas da cidade de Santa Maria-RS. Todas as idosas eram aparentemente saudáveis. Para inclusão na amostra, os sujeitos não poderiam ter nenhum tipo de prótese fixa, não estar sob tratamento médico ou fazendo uso de medicamentos diuréticos e dietas alimentares que pudessem interferir nos resultados do estudo.

Antes do início do estudo, foi solicitado às participantes que assinassem o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Para melhor representatividade em relação à idade, as mulheres foram distribuídas em cinco grupos etários: 50-55 anos (12 indivíduos); 56-60 anos (14 indivíduos); 61-65 anos (12 indivíduos); 66-70 anos (14 indivíduos) e 71-77 anos (13 indivíduos).

Medidas antropométricas

As medidas antropométricas utilizadas foram a massa corporal (kg) e a estatura (cm). Utilizou-se o procedimento descrito por Alvarez e Pavan(26), sendo que todas as medidas foram realizadas pelo mesmo avaliador. Para coleta dos dados foi utilizada uma balança, marca ARJA, com resolução de 100g, e um estadiômetro, marca Sanny, com resolução de 1mm.

A partir dos escores de massa corporal (MC) e da estatura (EST), foram calculados o IMC e o RIP de acordo com as equações que seguem:

Medida da gordura corporal

Para a avaliação do %G, os exames da DEXA foram efetuados em um aparelho Hologic QDR 4500 fan Beam X-Ray Boné Densitometer (Walthan, MA 02154-USA) do Instituto de Densitometria Óssea de Santa Maria-(Osteolab), RS. Para garantir a qualidade das mensurações, o equipamento foi calibrado diariamente, conforme as especificações do fabricante. Todas as avaliações foram realizadas por uma técnica habilitada em radiologia médica. Considerou-se, para fins deste estudo, somente a medida de gordura corporal total, expressa em percentagem (%GDEXA).

Aos avaliados foi recomendado seguir os procedimentos rotineiros antes da avaliação, a fim de não causar erros na medição: manter a alimentação dos últimos dias, não fumar, não ingerir bebidas alcoólicas nas 24 horas antes do teste, não fazer uso de medicamentos diuréticos, não alterar o padrão de hidratação.

Para análise dos resultados e composição dos grupos classificados como normal e excesso de gordura corporal, foram utilizados os pontos de corte para o IMC, RIP e %GDEXA do quadro 1.

 

 

A fim de determinar a sensibilidade e a especificidade, foram adotados os pontos de corte de IMC > 27kg.m-2 para representar excesso de gordura corporal, de acordo com a classificação específica para idosos(27). Para classificação do RIP, foi considerado o ponto de corte estabelecido por Ricardo e Araújo(17) em crianças e adolescentes, por não existirem pontos de cortes específicos para idosos. Já a classificação do %G obedeceu às recomendações de Lohman(18) para mulheres acima de 50 anos, em que obesidade é caracterizada quando acima de 30% da massa corporal total.

Também foi utilizada a análise da sensibilidade e da especificidade dos indicadores de excesso de gordura (IMC e RIP) em relação ao %GDEXA, sendo considerados os casos falso-positivo, falso-negativo, negativo verdadeiro e positivo verdadeiro, de acordo com a figura 1.

 

 

Nesse caso, o termo sensibilidade refere-se à qualidade do teste em diagnosticar casos de "doença verdadeira", ou seja, informa a precisão dos indicadores antropométricos (RIP e IMC) em identificar pessoas com excesso de gordura, que são também assim diagnosticados em relação à medida critério(28). Quanto maior a sensibilidade, menor será a incidência de casos falso-negativos. A especificidade diz respeito aos sujeitos tidos como não doentes, ou seja, que não apresentam excesso de gordura, e que obtiveram o mesmo resultado pelos indicadores antropométricos (RIP e IMC)(28). Quanto maior a especificidade de um teste, menor será o número de sujeitos classificados como doentes, quando na verdade não o são (falso-positivos).

Análise estatística

Os dados foram submetidos à análise do teste de Shapiro-Wilk para testar a normalidade. Utilizou-se a estatística descritiva (média, desvio-padrão, valor mínimo e valor máximo) e freqüência dos dados. Para identificar a associação entre os escores do IMC e do RIP com a DEXA, utilizou-se a correlação de Pearson e o índice Kappa. Por fim, foi utilizada a análise da curva ROC (receiver operator characteristic curve), que permitiu a comparação da área sob a curva, na identificação do excesso de peso, em relação à medida critério(28), considerando um intervalo de confiança de 95%. As análises foram realizadas no pacote estatístico SPSS® for Windows (versão 11.0).

 

RESULTADOS

Com o objetivo de visualizar as características descritivas da amostra utilizada, a tabela 1 apresenta os escores médios de idade, massa corporal, estatura, %G, IMC, RIP com seus respectivos desvios-padrão e amplitude.

 

 

Os valores médios do IMC e do RIP foram classificados como excesso de gordura(1,10,17), o que já era esperado, uma vez que a massa corporal aumenta com a idade(29,30). Em relação ao percentual de gordura (%GDEXA), a média foi de 38,1 ± 6% (23,6%-52,1%), também sendo classificado como excesso de gordura(18).

A tabela 2 apresenta os escores médios e desvios-padrão para os indicadores antropométricos analisados em função da idade. Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos etários (p < 0,05).

 

 

As mulheres na faixa etária entre 56 e 60 anos apresentaram os menores escores, porém não significativos (p > 0,05) para todos os indicadores de excesso de gordura.

A tabela 3 apresenta a prevalência de excesso de gordura em relação aos diferentes indicadores analisados. Observa-se que 89,2% da amostra apresentaram excesso de gordura quando adotado o %GDEXA como referência. Essa prevalência diminuiu 6,1% em relação ao indicador do RIP e, quando analisado em função do IMC, diminuiu 15,4% em relação à medida %GDEXA.

 

 

A sensibilidade e a especificidade do IMC e do RIP foram testadas em relação aos escores do %GDEXA, conforme apresentado na tabela 4. Pode-se observar que, em relação aos casos de falso-negativo (sensibilidade), o RIP se mostrou mais preciso na identificação de indivíduos com excesso de gordura, porém diagnosticados como não obesos pelo IMC.

 

 

Os resultados mostram que os valores da especificidade dos indicadores IMC e RIP foram iguais na verificação de excesso da gordura corporal (71,4%) e na classificação de casos falso-positivos (28,6%).

A tabela 5 apresenta os valores do coeficiente de correlação linear de Pearson e do índice de Kappa entre os indicadores de excesso de gordura. Pode-se observar que as correlações da DEXA com o IMC e com o RIP foram estatisticamente significativas (p < 0,01).

 

 

A correlação entre a DEXA e o IMC foi de 0,72 (p < 0,01), o que sugere forte associação entre seus valores de forma positiva, ou seja, quando aumentam os valores de gordura corporal, aumentam também os valores do IMC. A correlação entre os valores da DEXA e do RIP também foi estatisticamente significativa (p < 0,01), o que revela forte associação entre estes indicadores. No entanto, diferente do caso do IMC, pois este indicador apresentou associação negativa (r = -0,76), ou seja, inversamente proporcional.

O índice Kappa foi utilizado para a análise da associação entre os indicadores antropométricos e o DEXA (tabela 5), apresentando valores de 0,31 para o IMC e 0,48 para o RIP. Esses valores são considerados moderados para análise de variáveis categóricas.

A figura 2 apresenta a curva ROC (receiver operator characteristic curve) para os dois indicadores antropométricos analisados no estudo. A área sob a curva ROC para o IMC foi de 0,80 (0,68-0,89). O ponto de corte de 26,2kg.m-2 apresentou o mais adequado equilíbrio entre sensibilidade (75,4%) e especificidade (75%). O RIP apresentou uma área sob a curva ROC de 0,83 (0,72-0,91), seu ponto de corte identificado em 39,3cm.kg-1/3 demonstrou sensibilidade de 85,7% e especificidade de 75%.

 

 

Na comparação entre as áreas da curva ROC produzidas, não foi observada diferença significativa (p = 0,637), tendo apresentado uma diferença entre as curvas de 0,03 (IC = -0,09:0,15; 95%).

 

DISCUSSÃO

A preocupação em estabelecer a sensibilidade e a especificidade dos indicadores antropométricos, em relação à medida de excesso de gordura, é justificada pelas constantes alterações na composição corporal da população de meia-idade e idosa(30,31). Desse modo, a relação entre o ganho de peso e acúmulo de gordura difere da relação que é apresentada em adultos jovens.

O processo de envelhecimento provoca diminuição no poder de predição dos indicadores antropométricos em relação à quantidade de gordura corporal. No presente estudo, o IMC e RIP explicaram 52% (R2 = 0,523) e 59% (R2 = 0,595), respectivamente, da variância do %G. Esses valores são menores dos que os observados em adultos jovens, que apresentam uma relação mais elevada(9,32,33).

Esta diminuição do poder de predição se reflete nos pontos de corte estabelecidos para a identificação do excesso de gordura em indivíduos de meia-idade e idosos. Ou seja, a adoção de pontos de corte estabelecidos de forma generalizada para cálculos de prevalência de excesso de gordura em grupos específicos, como os analisados neste estudo, pode apresentar distorções(23,34,35).

Isso pode ser observado na discordância das prevalências de excesso de gordura apresentadas na tabela 3. A amostra apresentou 89,2% de excesso de gordura a partir da DEXA; entretanto, a prevalência é reduzida para 73,8% quando analisados os escores do IMC e mais próxima da DEXA (83,1%) quando utilizado o RIP.

O RIP apresentou prevalência mais próxima da encontrada pela medida do %GDEXA, sendo mais sensível na identificação de casos falso-negativos (tabela 4).

Os casos falso-negativos são os mais preocupantes quando são analisados grupos com mais idade, uma vez que o acúmulo de gordura corporal e sua distribuição diferem em função da idade(30,31). Embora os resultados do presente estudo não tenham apresentado um aumento significativo no %GDEXA em relação aos grupos etários, alguns estudos têm demonstrado aumentos dos indicadores de excesso de peso e obesidade(23,35) nas idades mais avançadas.

Com relação à análise da especificidade, os dois indicadores antropométricos (IMC e RIP) apresentaram resultados iguais (71,4%) em relação ao diagnóstico de excesso de gordura. Entretanto, o IMC apresentou 20,6% de casos falso-negativos (12 casos), enquanto foram encontrados dois casos falso-positivos (tabela 4).

Esses resultados corroboram outras investigações que encontraram em mulheres adultas(32) 30% de casos falso-positivos. E são também similares aos relatados por Smalley et al.(9), que relacionaram seis indicadores de excesso de gordura com a medida de %G obtida por pesagem hidrostática. Os autores verificaram entre as mulheres que 44,6% da amostra eram casos falso-negativos e 1,8% falso-positivos na utilização do IMC em comparação com a pesagem hidrostática.

Hortobágyi et al.(24), avaliando 365 mulheres entre 14 e 45 anos de idade, encontraram valores de sensibilidade de 26,9% e de especificidade 98,2%, sendo relatados 9,3% de casos falso-positivos e 32,9% de falso-negativos. Os dados relatados naquele trabalho diferem dos encontrados no presente estudo. A razão para tal diferença pode estar na definição dos pontos de corte adotados como critério de referência para a determinação de excesso de gordura corporal.

Apesar de o IMC ter apresentado concordância entre os valores de sensibilidade com o diagnóstico do RIP, o mesmo revelou menor concordância na identificação de casos falso-negativos (sensibilidade).

Isso se confirma na análise do índice de concordância (Kappa) para ambos os indicadores, nos quais os índices são considerados moderados, apesar de a correlação linear de Pearson ter sido significativa, o que vai ao encontro de outros estudos realizados neste sentido(32,33,35).

O RIP apresentou coeficiente de correlação de -0,76 com o %GDEXA (tabela 5), valor menor do que o relatado por Smalley et al.(9) (r = -0,86) e correlação de 0,84 com o IMC. Em estudo realizado com mulheres pós-menopausa, os valores de correlação encontrados foram de 0,83 entre o IMC e a medida de gordura relativa mensurada através do DEXA(34,35).

Com relação à análise da curva ROC, a comparação entre as curvas (figura 1) não apresentou diferença significativa entre os dois indicadores de excesso de gordura. Apesar de os pontos de corte utilizados no estudo IMC > 27kg.m-2 e RIP < 41cm.kg-1/3 para o diagnóstico de excesso de gordura não terem diferido em relação à medida critério, um ajuste para os pontos de corte de > 26,2kg.m-2 para IMC e de < 39,3cm.kg-1/3 para o RIP produziu um ajuste no diagnóstico de excesso de gordura.

Nesse caso, a utilização desses pontos de corte propiciaria sensibilidade e especificidade de 75,4% e 75% para o IMC, respectivamente. Ou seja, com relação ao ponto de corte adotado no estudo, haveria melhora no diagnóstico de casos de falso-positivos. A sensibilidade do IMC seria reduzida em 3,9%, enquanto que a especificidade seria 3,6% maior. Por outro lado, o RIP teria perda de 4,3% na sensibilidade e aumento de 3,6% para a especificidade.

A diminuição da relação do IMC no diagnóstico de excesso de gordura já foi relatada em outros estudos, demonstrando que os pontos de corte estabelecidos devem ser vistos com cautela em grupos específicos(23,34,35).

Uma investigação envolvendo 317 mulheres pós-menopausa demonstrou que o ponto de corte de 24,9kg.m-2 para o IMC é o melhor discriminador de excesso de gordura(35). Esses achados corroboram os dados apresentados por Wellens et al.(34), que observaram que o ponto de corte de 23kg.m2 apresentaria melhor equilíbrio entre a sensibilidade e especificidade em mulheres. Sardinha e Teixeira(23), em um estudo com mulheres idosas, concluíram que o ponto de corte de 25,5kg.m-2 é o melhor ponto discriminador de excesso de gordura nessa população, indo ao encontro dos achados neste estudo, no qual o IMC apresentou ponto de corte de 26,2kg.m-2.

As diferenças encontradas nos pontos de cortes, em diversos estudos, estão relacionadas com a medida critério utilizada e com o ponto de corte estabelecido para identificação de excesso de gordura em idosos. Alguns autores têm utilizado valores entre 30 e 38%GC como ponto de corte.

Entretanto, em todos os estudos, os valores de IMC recomendados como melhores discriminadores de excesso de gordura têm sido inferiores aos apresentados pela Organização Mundial da Saúde(1) (IMC > 30kg.m-2) para esse diagnóstico(23,34,35).

Assim, o ponto de corte estabelecido como padrão (%G = 30%) pode explicar por que os valores estabelecidos pela curva ROC são maiores do que os apresentados em outros estudos, pois o critério de excesso de gordura, em estudos com grupos com mais idade, tem adotado valores mais altos de %G, o que acaba reduzindo os valores dos indicadores antropométricos para manter um valor adequado de sensibilidade do indicador.

Isso representa que no diagnóstico de excesso de gordura para melhor identificação de casos de obesos verdadeiros, na utilização do IMC o ponto de corte IMC > 26,2kg.m-2 estabelece melhor relação com a medida critério, porém esse valor pode apresentar uma variação se for adotado outro ponto de corte para a medida de gordura, que neste estudo foi de %G > 30%. Em relação ao RIP, o mesmo também teve ponto de corte ajustado para adequação entre os casos falso-positivo e negativo.

Entretanto, essas diferenças não produziram mudanças estatisticamente consideráveis no diagnóstico de excesso de gordura na amostra analisada. Isso pode estar relacionado com a utilização dos pontos de corte estabelecidos, e o "n" amostral reduzido e não equiparado para os grupos: "normal" e "excesso de gordura", que contribuíram com as inferências aqui expostas. Desse modo, necessita-se de novos estudos com diferentes pontos de corte e com uma amostra aleatória para identificação de pontos de corte que tenham relação com os riscos à saúde da população idosa.

Outro importante fator é determinar de forma relacional, com o agravo para a saúde, de um ponto de corte para a determinação de excesso de gordura em pessoas com mais idade, para que as comparações possam ser realizadas.

 

CONCLUSÕES

A importância do uso de indicadores antropométricos (IMC e RIP) apresenta como característica básica a facilidade de coleta dos dados e simplicidade na interpretação de seus resultados, o que pode contribuir para que a própria população auxilie no controle dos índices de obesidade. A aplicação prática desses indicadores reflete-se na premissa de que os mesmos apresentam uma relação direta com a incidência de várias doenças crônico-degenerativas.

Com base nos resultados obtidos pode-se inferir, obedecendo às limitações da utilização da medida da %GDEXA como um método padrão de referência, que as mulheres do presente estudo apresentam alta prevalência de excesso de gordura corporal, independente do indicador antropométrico utilizado.

Os indicadores IMC e RIP apresentaram valores altos de sensibilidade. Porém, o RIP se mostrou mais sensível do que o IMC para avaliar o excesso de gordura corporal em mulheres acima de 50 anos, adotando o valor de 30% como critério de referência para o diagnóstico de excesso de gordura.

A área sob a curva ROC não demonstrou diferença significativa entre os indicadores de IMC e RIP para diagnóstico de excesso de peso. Os pontos de corte de 26,2kg.m-2 e 39,3cm.kg-1/3 para o IMC e RIP, respectivamente, apresentaram a melhor relação entre sensibilidade e especificidade para o diagnóstico de excesso de gordura corporal nessa amostra de mulheres.

 

AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem o apoio do Instituto de Densitometria Óssea de Santa Maria (OSTEOLAB), Santa Maria, RS.

 

REFERÊNCIAS

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Endereço para correspondência:
Edio Luiz Petroski
Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Desportos/Departamento de Educação Física
Campus Universitário, Trindade, Caixa Postal 476 88010-970 - Florianópolis, SC.
Tel.: (48) 331-8562. E-mail: petroski@cds.ufsc.br

Recebido em 14/12/04. Versão final recebida em 12/11/05. Aceito em 29/11/05.

 

 

Todos os autores declararam não haver qualquer potencial conflito de interesses referente a este artigo.
* Universidade Federal de Santa Catarina, Núcleo de Pesquisa em Cineantropometria e Desempenho Humano.