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Revista Brasileira de Medicina do Esporte

versión impresa ISSN 1517-8692versión On-line ISSN 1806-9940

Rev Bras Med Esporte v.13 n.1 Niterói ene./feb. 2007

http://dx.doi.org/10.1590/S1517-86922007000100011 

ARTIGO ORIGINAL

 

Validação da equação de Brzycki para a estimativa de 1-RM no exercício supino em banco horizontal

 

Validez de la ecuación de Brzycki para la estimativa de 1-RM en ejercicio press de banco

 

 

Matheus Amarante do NascimentoI; Edilson Serpeloni CyrinoI; Fábio Yuzo NakamuraI; Marcelo RomanziniI; Humberto José Cardoso PiancaI; Marcos Roberto QueirógaII

IGrupo de Estudo e Pesquisa em Metabolismo, Nutrição e Exercício, Centro de Educação Física e Esporte, Universidade Estadual de Londrina
IIDepartamento de Educação Física, Universidade Estadual do Centro-Oeste – Paraná

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

O objetivo deste estudo foi analisar a validade da equação proposta por Brzycki para a predição de uma repetição máxima (1-RM) no exercício supino em banco horizontal. Para tanto, 50 homens (22,2 ± 3,5 anos; 64,7 ± 8,6kg), sedentários ou moderadamente ativos, foram inicialmente submetidos a seis sessões de testes de 1-RM no exercício supino em banco horizontal, com 48 horas de intervalo entre cada sessão, para a determinação da carga máxima. Posteriormente, um protocolo de resistência de força foi executado para a determinação de 7 a 10-RM. Os critérios utilizados para a validação incluíram: teste t de Student para amostras dependentes, para comparação entre os valores médios obtidos pela equação preditiva e pelo teste de 1-RM; coeficiente de correlação de Pearson, para análise do grau de associação entre as medidas; erro padrão de estimativa (EPE), para avaliação do grau de desvio dos dados individuais ao longo da reta produzida; erro total (ET), para a verificação do desvio médio dos valores individuais da reta de identidade; erro constante (EC), para análise da diferença entre os valores médios obtidos no teste de 1-RM e preditos pela equação proposta. Nenhuma diferença estatisticamente significante foi verificada entre os valores produzidos pelo teste de 1-RM e a equação de Brzycki (P > 0,05). Tanto o EPE quanto o ET foram relativamente baixos (2,42kg ou 3,4% e 1,55kg ou 2,2%, respectivamente), bem como o EC (0,22kg ou 0,3%). Além disso, o valor do coeficiente de correlação encontrado foi extremamente elevado (r = 0,99; P < 0,05), demonstrando, assim, forte associação entre os valores encontrados pelo teste de 1-RM e a equação de Brzycki. Portanto, a equação analisada por este estudo atendeu satisfatoriamente aos critérios de validação estabelecidos pela literatura. Os resultados sugerem que a equação de Brzycki parece ser uma alternativa bastante atraente para a estimativa dos valores de 1-RM no exercício supino em banco horizontal, a partir da execução de testes submáximos de 7 a 10-RM, em homens adultos sedentários ou moderadamente ativos.

Palavras-chave: Força muscular. Testes de 1-RM. Testes submáximos. Equações preditivas. Desempenho motor. Familiarização.


RESUMEN

El objetivo de este estudio ha sido analizar la validez de la ecuación propuesta por Brzycki para la predicción de una repetición máxima (1-RM) en el ejercicio press de banco. Para esto, 50 hombres (22,2 ± 3,5 años; 64,7 ± 8,6 kg), sedentarios o moderadamente activos, fueron inicialmente sometidos a seis sesiones de tests de 1-RM en ejercicio press de banco, con 48 horas de intervalo entre cada sesión, para determinar la carga máxima. Posteriormente, un protocolo de resistencia de fuerza fue ejecutado para determinar de 7-10-RM. Los criterios utilizados para la validación incluyeron: test "t" de Student para muestras dependientes, para comparar los valores medios obtenidos por la ecuación predictiva y por el test de 1-RM; coeficiente de correlación de Pearson, para analizar el grado de asociación entre las medidas; error padrón de estimativa (EPE), para la evaluación del grado del desvío de los datos individuales a lo largo de la recta producida; error total (ET), para verificar el desvío medio de los valores individuales de la recta de identidad; error constante (EC), para el análisis de la diferencia entre los valores medios obtenidos en el test de 1-RM y proveídos por la ecuación propuesta. Ninguna diferencia estadística significante fue verificada entre los valores producidos por el test de 1-RM y la ecuación de Brzycki (P > 0,05). Tanto el EPE como el ET fueron relativamente bajos (2,42 kg o 3,4% y 1,55 kg o 2,2%, respectivamente), así como el EC (0,22 kg o 0,3%). Además de esto, el valor del coeficiente de correlación encontrado fue extremamente elevado (r = 0,99; P < 0,05), mostrando así una fuerte asociación entre los valores encontrados por el test de 1-RM y la ecuación de Brzycki. Por tanto, la ecuación analizada por este estudio atendió satisfactoriamente a los criterios de validez establecidos por la literatura. Los resultados sugieren que la ecuación de Brzycki parece ser una alternativa bastante atrayente para estimar los valores de 1-RM en el ejercicio press de banco, a partir de la ejecución de tests submáximos de 7-10-RM, en hombres adultos sedentarios o moderadamente activos.

Palabras-clave: Fuerza muscular. Tests de 1-RM. Tests submáximos. Ecuaciones de predicción. Desempeño motor. Familiarización.


 

 

INTRODUÇÃO

Dentre os principais testes indiretos empregados para avaliação da força muscular destacam-se os testes de uma repetição máxima (1-RM) e de repetições múltiplas (6-10-RM). O teste de 1-RM, apesar de ser um dos mais utilizados e citados pela literatura, pode ser influenciado por inúmeros fatores, uma vez que exige do avaliado grande concentração e conhecimento prévio da técnica de execução, dentre outras características importantes(1). Além disso, a execução de esforços com cargas máximas pode acarretar elevado estresse muscular, ósseo e ligamentar, desencadeando modificações metabólicas importantes(2).

Por outro lado, testes de repetições múltiplas podem ser muito mais aplicáveis a diferentes populações, em diversas situações. Vale destacar que a recomendação para prescrição de programas de treinamento com pesos publicada pelo ACSM(3), para adultos saudáveis, enfatiza a utilização de repetições múltiplas, sobretudo para o desenvolvimento da força, resistência de força, hipertrofia e potência muscular. Logo, o uso de testes de repetições múltiplas pode reproduzir relativamente as exigências das próprias sessões regulares de treinamento, ao contrário do que se observa durante a aplicação de testes de 1-RM.

Nesse sentido, pesquisadores têm buscado desenvolver e/ou validar equações preditivas para a estimativa dos valores de 1-RM por meio de testes submáximos, baseados na execução de múltiplas repetições(2,4-10).

Entretanto, ainda existem poucas informações relacionadas à validação da maioria das equações preditivas, propostas até o momento, para a estimativa de 1-RM, bem como sobre o possível impacto positivo da aplicação dessas equações em diferentes situações que envolvam a análise da força muscular. Essas informações podem ser bastante úteis para aplicação em diferentes populações e em diversos locais que disponibilizam espaço para treinamento com pesos, tais como clínicas, academias, clubes, dentre outros.

Com base nas informações apresentadas anteriormente, o propósito deste estudo foi analisar a validade da equação de Brzycki para a predição de 1-RM no exercício supino em banco horizontal, em homens adultos jovens sedentários ou moderadamente ativos.

 

METODOLOGIA

Sujeitos

Noventa e nove universitários, do sexo masculino, na faixa etária de 18 a 32 anos, foram selecionados voluntariamente para participar deste estudo. Como critérios iniciais de inclusão, os sujeitos deveriam ser sedentários ou moderadamente ativos (atividade física regular < 2x por semana) e não ter participado regularmente de nenhum programa de treinamento com pesos ao longo das últimas oito semanas precedentes ao início do experimento. Do total de sujeitos selecionados inicialmente, somente 50 compareceram efetivamente a todas as sessões de testagens e cumpriram todas as exigências preestabelecidas para o estudo, sendo assim incluídos em todas as análises.

Este estudo faz parte de um projeto de pesquisa mais amplo, de caráter longitudinal, que vem sendo conduzido pelo nosso laboratório e que tem investigado o impacto do treinamento com pesos sobre diferentes variáveis. Todos os sujeitos, após ser convenientemente esclarecidos sobre a proposta do estudo e procedimentos aos quais seriam submetidos, assinaram consentimento livre e esclarecido. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual de Londrina, de acordo com as normas da Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde sobre pesquisa envolvendo seres humanos.

Métodos

Teste de força máxima (1-RM)

A força máxima foi determinada por meio do teste de 1-RM no exercício supino em banco horizontal. Esse exercício foi escolhido por ser bastante popular nos treinamentos com pesos de indivíduos com diferentes níveis de treinabilidade.

O início da testagem foi precedido por uma série de aquecimento (seis a 10 repetições) com aproximadamente 50% da carga estimada para a primeira tentativa no teste de 1-RM. Após dois minutos de repouso o teste era iniciado. Os indivíduos foram orientados para tentar completar duas repetições. Caso as duas repetições fossem completadas na primeira tentativa, ou mesmo se não fosse completada sequer uma única repetição, uma segunda tentativa era realizada, após um intervalo de recuperação de três a cinco minutos, com uma carga superior (primeira possibilidade) ou inferior (segunda possibilidade) àquela empregada na tentativa anterior. Tal procedimento foi repetido novamente em uma terceira e derradeira tentativa caso ainda não se tivesse determinado uma única repetição máxima. A carga registrada como 1-RM foi aquela na qual cada indivíduo conseguiu completar uma única repetição máxima(11).

Previamente ao início do estudo foi empregado um protocolo de familiarização na tentativa de reduzir os efeitos de aprendizagem e estabelecer a reprodutibilidade dos testes no exercício. Todos os sujeitos foram testados, em situação semelhante ao protocolo adotado, em seis sessões distintas intervaladas por períodos de 48h.

Vale ressaltar que a forma e a técnica de execução do exercício utilizado foram padronizadas e continuamente monitoradas na tentativa de garantir a eficiência do teste.

Teste de força submáxima

Um teste de esforço até a exaustão, a 80% de 1-RM, foi aplicado aproximadamente 48h após o encerramento da última das seis sessões de testes de 1-RM, no exercício citado anteriormente.

Uma série de aquecimento de seis a 10 repetições, com aproximadamente 50% da carga estabelecida para esse teste, foi realizada previamente. Após dois minutos de repouso o teste era iniciado. Os sujeitos foram orientados para que tentassem executar o máximo de repetições possíveis até que se configurasse uma incapacidade funcional de vencer a resistência oferecida. Todos os sujeitos que atingiram entre 7 e 10-RM foram selecionados para compor a amostra a ser investigada, uma vez que esse intervalo de repetições parece ser o mais adequado para estimar os valores de 1-RM a partir de testes submáximos de força(10).

Modelo matemático

Para efeito de validação cruzada, dentre as equações disponíveis na literatura, optou-se pelo modelo matemático proposto por Brzycki(2):

onde:

•carg rep: valor da carga de execução das repetições, expressa em kg;

•rep: número de repetições executadas.

Tratamento estatístico

Para a validação da equação proposta por Brzycki para a predição de 1-RM no exercício supino em banco horizontal foram adotados os seguintes critérios: teste t de Student para amostras dependentes, para comparação entre os valores médios obtidos pela equação preditiva e pelo teste de 1-RM; coeficiente de correlação de Pearson, para análise do grau de associação entre as medidas; erro padrão de estimativa (EPE), para avaliação do grau de desvio dos dados individuais ao longo da reta produzida; erro total (ET), para a verificação do desvio médio dos valores individuais da reta de identidade; erro constante (EC), para análise da diferença entre os valores médios obtidos no teste de 1-RM e preditos pela equação proposta. O nível de significância adotado para as análises foi de P < 0,05.

 

RESULTADOS

A descrição das características gerais da amostra é apresentada na tabela 1. Vale ressaltar a grande heterogeneidade dos sujeitos investigados com relação aos valores de massa corporal, estatura e IMC.

 

 

Na figura 1 são apresentados os valores médios (± DP) observados no exercício supino em banco horizontal nas seis sessões de testes de 1-RM realizadas. Verificou-se acréscimo progressivo da carga levantada alcançando aproximadamente 8% entre a primeira e a sexta sessão de testes (P < 0,05). Contudo, houve estabilização nos resultados encontrados a partir da quarta sessão, ou seja, entre os testes 4 e 6 não foram encontradas diferenças significativas (P > 0,05).

 

 

As informações necessárias para a análise de validação da equação de Brzycki para o exercício utilizado são apresentadas na tabela 2. Os valores médios de 1-RM no exercício supino em banco horizontal estimados pela equação de Brzycki foram semelhantes aos obtidos no teste de 1-RM (P > 0,05), com EPE de 3,4%.

 

 

DISCUSSÃO

A validade de equações preditivas para a obtenção de valores de 1-RM por meio de testes submáximos, ao invés da aplicação do tradicional teste de 1-RM, tem atraído o interesse de pesquisadores que estudam diferentes populações, de ambos os sexos, em diversas faixas etárias.

Assim, o presente estudo se limitou a investigar o potencial preditivo da equação de Brzycki para a estimativa dos valores de 1-RM no exercício supino em banco horizontal, a partir de procedimentos de validação recomendados pela literatura, em adultos jovens sedentários ou moderadamente treinados, do sexo masculino.

Os resultados indicaram elevado coeficiente de correlação entre as médias dos valores do teste de 1-RM e os valores preditos pela equação analisada (r = 0,99; P < 0,05), com erro padrão de estimativa relativamente baixo (EPE = 3,4%). Além disso, nenhuma diferença estatisticamente significante foi verificada na comparação entre os valores médios obtidos em testes de 1-RM e os valores médios preditos pela equação de Brzycki, a partir da aplicação de testes submáximos de 7 a 10-RM (t = 0,47; P > 0,05). Esses resultados são bastante interessantes, uma vez que, embora a predição de valores de 1-RM a partir de testes submáximos, em geral, apresente valores de correlação bastantes elevados (r > 0,90), o EPE relatado na maioria dos estudos tem sido maior ou igual a 10%(12).

Acredita-se que a faixa de repetições predeterminada para inclusão dos sujeitos no presente estudo possa ter melhorado a qualidade das informações produzidas, uma vez que alguns estudos têm indicado que testes submáximos de até 10-RM proporcionam melhor estimativa dos valores de 1-RM.

Nesse sentido, Whisenant et al.(10), após aplicar o teste de força máxima (1-RM) e em seguida o teste de 225 libras (carga fixa), em um grupo de 69 jogadores de futebol americano (18 a 24 anos), verificaram que, dentre as diversas equações preditivas analisadas, a equação de Brzycki, para um intervalo de 1 a 10-RM foi aquela que apresentou o maior valor de correlação (r = 0,89).

De forma semelhante, Knutzen et al.(13), ao testar a validade de quatro equações preditivas (Brzycki, Epely, Lander, Mayhew) em 51 indivíduos adultos idosos, sendo 21 homens (73,1 ± 6,0 anos; 76,6 ± 15,1kg) e 31 mulheres (69,1 ± 5,7 anos; 71,9 ± 13,7kg), mediante testes de 1-RM e 7 a 10-RM, em 11 exercícios (dentre eles o leg-press, supino, tríceps pulley, remada lateral), verificaram que a equação de Brzycki foi a que apresentou maiores coeficientes de correlação em sete dos 11 exercícios investigados, dentre os quais o supino em banco horizontal (r = 0,89). Além disso, foi identificada uma variação, em valores absolutos, especificamente para o exercício supino, de 0,5 a 3,0kg, entre os valores medidos e preditos. Com base nesses resultados, os autores sugeriram que, em testes submáximos, compreendendo entre 7 e 10-RM, a equação de Brzycki parece ser a de maior potencial preditivo.

Vale ressaltar que a simples análise do coeficiente de correlação produto-momento, de forma isolada, não permite uma avaliação definitiva sobre o potencial preditivo do modelo empregado, visto que esse índice não é suficientemente sensível para analisar o comportamento individual, por meio dos valores medidos e estimados.

Outro fator importante para a análise das informações obtidas pelo presente estudo foi a utilização de sessões de familiarização no teste de 1-RM no exercício investigado, uma vez que nenhum dos estudos citados anteriormente relatou o uso de procedimentos de familiarização. Nesse sentido, em dois trabalhos recentemente publicados pelo nosso grupo, pudemos verificar a necessidade da utilização desse tipo de procedimento em testes de 1-RM, sobretudo em estudos de acompanhamento, para minimizar os possíveis equívocos de interpretação associados a valores iniciais subestimados(14-15).

Em estudo conduzido por Ware et al.(1), 45 atletas de futebol americano foram submetidos a teste de 1-RM, bem como a um protocolo de testes de resistência de força com uma carga equivalente a aproximadamente 70% de 1-RM, no exercício supino. Embora o coeficiente de correlação encontrado para a equação de Brzycki tenha sido elevado (r = 0,92, P < 0,05), os autores relataram que essa equação não apresentou valores aceitáveis para avaliação da força muscular em atletas. Provavelmente, esses resultados tenham sido comprometidos pela falta de familiarização prévia dos sujeitos com o teste de 1-RM. Desse modo, as cargas referentes a 1-RM podem ter sido subestimadas, assim como as cargas submáximas utilizadas. Além disso, o percentual de carga aplicado (70% de 1-RM) pode não ter proporcionado o estímulo necessário, possibilitando aos sujeitos a execução de um número de repetições superior a 10, o que, em tese, fragiliza a aplicação do modelo proposto por Brzycki.

Com base nos resultados alcançados pelos sujeitos investigados neste estudo, nos seis testes de 1-RM executados, verificou-se que, realmente, a falta de sessões de familiarização teria acarretado subestimação nos valores de 1-RM. Dessa forma, os valores a serem obtidos, posteriormente, no teste de 7 a 10-RM poderiam gerar uma estimativa bastante diferente dos valores medidos. Portanto, a adoção desse procedimento parece fortalecer, sobremaneira, a qualidade das informações produzidas. Vale ressaltar que os resultados obtidos na presente investigação indicaram a necessidade de pelo menos quatro sessões de familiarização para a obtenção da carga máxima (1-RM).

 

CONCLUSÃO

Os achados do presente estudo indicaram que a equação de Brzycki atendeu satisfatoriamente aos critérios de validação utilizados, uma vez que nenhuma diferença estatisticamente significante foi verificada entre os valores produzidos pelo teste de 1-RM e a equação de Brzycki (P > 0,05). Além disso, tanto o EPE quanto o ET e o EC foram relativamente baixos (3,4%, 2,2% e 0,3%, respectivamente), ao passo que o valor do coeficiente de correlação encontrado foi extremamente elevado (r = 0,99; P < 0,05), demonstrando, assim, forte associação entre as informações mensuradas e estimadas.

Os resultados sugerem que a equação de Brzycki pode ser considerada uma alternativa bastante atraente para a estimativa dos valores de carga máxima (1-RM) para o exercício supino em banco horizontal, a partir da execução de testes submáximos de 7 a 10-RM, pelo menos em homens adultos sedentários ou moderadamente ativos.

 

REFERÊNCIAS

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Endereço para correspondência:
Edilson Serpeloni Cyrino
Grupo de Estudo e Pesquisa em Metabolismo, Nutrição e Exercício
Centro de Educação Física e Esporte, Universidade Estadual de Londrina
Rod. Celso Garcia Cid, km 380, Campus Universitário
86051-990 Londrina, PR, Brasil
E-mail: emcyrino@uel.br

Recebido em 29/10/05. Versão final recebida em 3/3/06. Aceito em 19/7/06.

 

 

Todos os autores declararam não haver qualquer potencial conflito de interesses referente a este artigo.

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