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Revista Brasileira de Medicina do Esporte

Print version ISSN 1517-8692

Rev Bras Med Esporte vol.14 no.3 Niterói May/June 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S1517-86922008000300005 

ARTIGO ORIGINAL

 

Fatores de risco para síndrome metabólica em cadeirantes - Jogadores de basquetebol e não praticantes

 

Risk factors for the metabolic syndrome in wheelchair users - Basketball players and non-practitioners

 

 

Rafael QuintanaI; Cassiano Merussi NeivaII

IFaculdade de Ciências da Saúde Centro Universitário de Patos de Minas UNIPAM Patos de Minas / MG
IIFaculdade de Ciências Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho UNESP Bauru Bauru / SP

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

A atividade física tem sido sistematicamente estudada como fator preventivo no acometimento de enfermidades crônico-degenerativas, especialmente a síndrome metabólica e doenças cardiovasculares. Sedentarismo está relacionado à diminuição ou ausência de parâmetros mínimos de exigência física diária além do estado de repouso, sendo este fortemente associado à redução na condição de saúde dos indivíduos portadores de deficiência física. As respostas metabólicas do organismo mediante a ausência de determinada musculatura, ou sua inatividade pela falta de estímulos, conduzem a diferenças significativas na estruturação da composição corporal. Esta pesquisa teve como objeto o exercício físico regular e a condição de saúde de indivíduos portadores de deficiência física, através da determinação do perfil antropométrico e bioquímico sangüíneo, e ainda pela determinação da prevalência de fatores de risco para síndrome metabólica. Foram estudados 27 homens com paraplegia (T2-L1), portadores de seqüelas de poliomielite ou amputados, divididos em jogadores de basquetebol cadeirantes (JBC) e não jogadores de basquetebol cadeirantes (NJBC). Os JBC apresentaram circunferência de cintura menor comparada aos NJBC, 76,40±8,44 e 89,25±9,73 cm respectivamente (p<0,05). A pressão arterial sistólica foi significativamente maior nos NJBC 123,33±13,70 e 114,00±9,85 mmHg para JBC (p<0,05), não sendo verificada diferença para PAD. Os NJBC apresentaram valores superiores aos JBC para a bioquímica sangüínea de glicemia, TG, CT e frações, exceto para HDL-C (p<0,05). Os indivíduos NJBC apresentaram alta prevalência para fatores de risco da SM, sendo hipertensão arterial prevalente em 58,33% dos indivíduos, dislipidemia de HDL-C presente em 50% e circunferência de cintura acima da normalidade em 41,66%. Os achados do presente estudo sugerem um papel importante do exercício físico na prevenção da síndrome metabólica, embora estudos adicionais devam ser realizados para a melhor compreensão dos mecanismos que promovem a saúde dos deficientes físicos ativos.

Palavras-chave: atividade física, promoção da saúde, deficiência física, síndrome metabólica.


ABSTRACT

Physical activity has been systematically studied as a prevention element of chronic degenerative diseases, especially the metabolic syndrome and cardiovascular disease. Sedentary habits are related to the decrease or absence of minimal parameters of daily physical exercises beyond the resting condition, and they have been strongly associated with the decrease of health in disabled individuals. The metabolic responses of the body in the absence of certain muscles, or its inactivity due to the lack of stimuli, lead to significant differences in the structure of the body composition. This research had as aim regular physical exercise and health condition of disabled individuals, through the determination of the anthropometric and blood biochemical profile. Moreover, the prevalence of risk factors for the metabolic syndrome has been determined. 27 men with paraplegia (T2-L1), presenting polio sequelas or amputation, were divided in two groups: wheelchair basketball players and (WBP) and wheelchair non-basketball players (WNBP). The WBP presented waist circumference smaller than the WNBP, 76.40+8.44 and 89.25+9.73 cm respectively (p<0.05). The systolic arterial pressure was significant bigger in WNBP 123.33+13.70 and 144.00+9.85 mmHg for WBP (p<0.05), and no difference for PAD was verified. WNBP presented higher numbers than WBP for blood glycemic biochemistry, TG, CT and fractions, except for HDL-C (p<0.05). WNBP individuals presented high prevalence for risk factors of metabolic syndrome, being arterial hypertension prevalent in 58.33% of the individuals; HDL-C dyslipidemia present in 50%, and waist circumference above normality in 41.66%. The findings of the present study corroborate others described in the literature on high prevalence of risk factors for metabolic syndrome among individuals with physical disabilities with low levels of regular physical activity. The evidence raised suggests an important role of regular physical exercise as suitable prevention device for metabolic syndrome.

Keywords: physical activity, health promotion, physical disability, metabolic syndrome.


 

 

INTRODUÇÃO

Entre os indivíduos portadores de deficiência física, alterações bioquímicas e metabólicas indesejáveis se estabelecem com a inatividade física, resultando em redução da massa muscular e acúmulo excessivo de tecido adiposo corporal, situação verificada através de parâmetros antropométricos(1-4).

Tais alterações, especialmente no nível de deposição de gordura nos adipócitos, estão descritas na literatura como fator de risco para obesidade, dislipidemia, diabetes, síndrome metabólica e doenças cardiovasculares, desfavorecendo a saúde dos indivíduos portadores de deficiência física sedentários(5-9).

Os benefícios gerados através da prática regular de atividade física sob a redução dos riscos de mortes prematuras por acometimento de doenças cardiovasculares, câncer, diabetes e síndrome metabólica, estão satisfatoriamente descritos na literatura científica(10-16).

Os estudos na população brasileira de deficientes físicos sobre síndrome metabólica e exercício físico ainda são escassos, considerando a dificuldade de uma amostra significativa e a diversidade dos quadros de incapacidades.

Portanto, o objeto de estudo deste trabalho é o exercício físico regular e sua influência na promoção da saúde de indivíduos com deficiência física, tendo como objetivo a descrição antropométrica e bioquímica sangüínea de indivíduos portadores de lesão física, comparando grupos de jogadores de basquetebol em cadeira de rodas e de não jogadores. E ainda, analisar estes dados identificando a prevalência de fatores de risco para síndrome metabólica.

 

MATERIAIS E MÉTODOS

Amostra

Para o estudo descritivo de coorte transversal da população de indivíduos portadores de deficiência física, adotou-se como critério de inclusão, portadores de paraplegia, amputações de membros inferiores e seqüelas de poliomielite. A amostra foi composta de 27 homens, sendo 14 lesados medulares (T2-L1), 5 amputados e 8 com seqüelas de poliomielite, obtida por demanda espontânea entre duas equipes de jogadores de basquetebol em cadeira de rodas e por contato telefônico na base de cadastro da Associação dos Deficientes do município de Patos de Minas. Foram estabelecidos dois grupos, sendo 15 jogadores de basquetebol cadeirante (JBC), com pratica superior a 12 meses, freqüência semanal de duas a três vezes e tempo de exercício por sessão de duas horas, e o outro grupo de não jogadores de basquetebol cadeirante (NJBC), composto por 12 indivíduos.

Todos os participantes do estudo concordaram de forma voluntária com sua participação no mesmo e a divulgação dos resultados após leitura e assinatura do Termo de Consentimento Livre Esclarecido, tendo sido mantido o anonimato de todos. Foram seguidas rigorosamente as normas da Declaração de Helsinki e as precípuas da Lei CNS 196/96, sendo este aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade de Franca sob o protocolo nº 194/05.

Antropometria

A estatura foi mensurada por estadiômetro marca Sanny® com acurácia de 0,1 mm, fixado horizontalmente a 40 cm de uma base rígida. A massa corporal foi obtida em uma balança digital Filizola®, com acurácia de 0,100 g, utilizando-se uma base rígida de madeira e cadeira de rodas quando necessário, determinando-se a massa corpórea por diferença. As próteses utilizadas pelos amputados foram pesadas separadamente, determinando também por diferença a massa corporal.

Para a medida de circunferência da cintura foi utilizada uma fita métrica flexível e não elástica marca Mabis®, com mecanismo de retração e graduação de 0,1 mm, registrando-se a medida para o meio centímetro mais próximo. O avaliado estando com o tronco desnudo e posicionado sentado e/ou deitado, determinou-se à circunferência da cintura em triplicata, considerando a média entre as medidas. Como referencial para tomada da medida foi adotado o ponto coincidente com a distância média entre a última costela e a crista-ilíaca após uma expiração normal, sem a compressão da pele(17).

Variável hemodinâmica

A pressão arterial foi obtida por método de ausculta com a utilização de estetoscópio, modelo Tycos® e esfigmomanômetro coluna de mercúrio modelo Missouri®, aferidos pelo INMETRO. A medida foi dada em milímetros de mercúrio (mmHg) observando-se as recomendações da Sociedade Brasileira de Cardiologia(18). Para determinação da pressão arterial sistólica (PAS) foi considerada a fase I de Korotkoff, e a fase V para a pressão arterial diastólica (PAD)(19).

Bioquímica sangüínea

Na obtenção da amostra sangüínea foram observadas 12 horas de jejum, sem consumo de bebidas alcoólicas pelo período de 72 horas e repouso de 30 minutos antes da coleta no período da manhã.

As análises bioquímicas da glicemia de jejum, triglicerídios (TG), colesterol total (CT) e frações deste, HDL-C, LDL-C e VLDL-C, foram realizadas em triplicata, considerando a média entre elas. Foram consideradas as diretrizes para preservação da amostra de glicose(20).

As análises foram obtidas com a utilização de kits de reagentes Liquiform enzimáticos e controle Qualitrol® da LabTest®. O equipamento Express Plus modelo 550 da Bayer® foi utilizado para leitura das amostras. O método de determinação da glicose adotado foi o enzimático colorimétrico da oxidase. Para o colesterol total, triglicerídios e HDL-C foram aplicados o método colorimétrico enzimático. As frações de colesterol LDL-C e VLDL-C foram obtidas pela fórmula de Friedewald(21).

Tratamento estatístico

Para as análises estatísticas foi utilizado o programa SPSS 13.0 for Windows®, verificando a distribuição normal da amostra pela aplicação do teste Shapiro-Wilk, com coeficiente de significância superior a 0,05 para distribuição normal. Foram feitas análises estatísticas descritivas e para a comparação de médias entre duas amostras independentes utilizou-se o teste t de student com p<0,05(22).

 

RESULTADOS

Os vinte e sete indivíduos estudados apresentaram idade média de 33,11±7,56 anos e tempo médio de lesão de 18,18±14,26 anos. A média de idade no grupo JBC foi inferior comparada ao grupo de NJBC 30,13±6,32 e 36,83±7,56 anos de idade respectivamente (p< 0,05). Os indivíduos não jogadores apresentaram tempo de lesão médio de 22,7±17,1 anos, superior aos jogadores 14,5±10,7 anos (p< 0,05).

Significativamente inferior também foi a medida circunferencial da cintura no grupo de jogadores 76,40±8,44 cm e 89,25±9,73 cm para os não-jogadores (p< 0,05). Segundo critérios da Sociedade Brasileira de Cardiologia SBC(23) alterações da circunferência de cintura foram observadas em 41,66% dos NJBC, estando os demais dentro dos valores de normalidade.

Na amostra estudada foi evidenciada diferença estatisticamente significativa (p<0,05) para a PAS entre os grupos 114,00±9,85 e 123,33±13,70 mmHg respectivamente, não sendo significativa a diferença para PAD. Sob os critérios de classificação da hipertensão arterial da SBC(18), 86,66% dos indivíduos JBC a PA encontrava-se com valores ótimo ou normal, dentre estes, 6,66% apresentaram valores limítrofes para normalidade. O quadro de hipertensão em estágio leve foi prevalente em 6,66%. No grupo de NJBC, 41,66% apresentavam pressão arterial normal ou ótima, com prevalência de valores limítrofes de normalidade em 33,33%. Quadros de hipertensão arterial leve e severa representaram 24,99%.

Nas dosagens de glicose, CT, VLDL-C, LDL-C e triglicerídios foram observadas diferenças significativas entre os grupos, não sendo verificada diferença na fração de colesterol HDL-C (tabela 1).

 

 

Adotando como referência os critérios da American Diabetes Association(24) para determinação do diabetes, verificou-se que 88,88% dos indivíduos de ambos os grupos apresentavam nível glicêmico dentro da normalidade, e 11,11% sob níveis inapropriados.

Foram constatadas alterações lipidêmicas em ambos os grupos, pelos valores de referência da III Diretrizes sobre Dislipidemia da SBC(25). Entre os JBC pode ser verificada dislipidemia com redução do nível de HDL-C em 40% dos indivíduos, não sendo verificado qualquer outro quadro dislipidêmico. A hipertrigliceridemia prevaleceu em 8,33% dos NJBC e 16,66% apresentaram hipercolesterolemia. Neste mesmo grupo foram observados aumento de LDL-C em 16,66% e redução de HDL-C em 50%.

Considerando os componentes adotados pela SBC(23) para a síndrome metabólica nas diretrizes para diagnóstico e tratamento, os NJBC apresentaram dados que sugerem uma alta prevalência dos fatores de risco, destacando-se a hipertensão arterial, obesidade central e dislipidemia, sendo está última pronunciada também entre os JBC (tabela 2).

 

 

DISCUSSÃO

As circunferências de cintura obtidas entre os indivíduos JBC, estatisticamente inferiores aos NJBC, demonstram um menor nível de deposição de gordura central entre os primeiros, sendo esta uma medida sugerida na literatura para determinação do depósito de gordura corporal(2). Chan et al.(26) correlacionaram circunferência de cintura com a predição de tecido adiposo em compartimentos, obtendo valores entre 0,66 e 0,85 dependendo do local de deposição da gordura.

Entretanto, a localização da deposição de gordura subcutânea não pode ser determinada por medidas circunferenciais, sugerindo uma metodologia adequada para o controle da obesidade subcutânea.

Os valores obtidos para PAS e PAD corroboram os achados de Haddad et al.(27), que verificaram respostas adaptativas da pressão arterial sistólica entre deficientes sob aumento no nível do condicionamento cardiovascular, sugerindo um modelo terapêutico importante para a resposta hipertensiva em deficientes físicos. Midha et al.(28) em estudo sobre os efeitos do exercício no condicionamento físico e na função metabólica, não observaram diferença significativa da pressão arterial diastólica entre indivíduos portadores de lesão física, evidência esta também obtida neste estudo.

Ainda que os achados de pesquisa possam apresentar evidências discordantes sobre a resposta pressórica ao modelo de exercício físico, autores como Dela et al.(29) e Steinberg et al.(30), sugerem que o papel fundamental para o controle cardiovascular é o nível da lesão e as respostas humorais estabelecida por feedback, considerando os menores níveis de epinefrina e norepinefrina em indivíduos paraplégicos.

As evidências obtidas da glicemia sangüínea significativamente menor entre os JBC comparada aos NJBC, reforçam os achados de Phillips et al.(31) sobre o modelo de exercício físico para o controle da glicemia sangüínea. Complementarmente, Vidal et al.(32) incorpora a relação entre o grau de comprometimento da lesão, condição física e desajustes glicêmicos.

Alterações indesejáveis nos valores de glicemia sangüínea entre indivíduos com lesão física foram descritas por Jones, Legge, Goulding(33), e outros estudos de revisão e intervenção têm demonstrado o efeito positivo do exercício físico na ação da insulina e conseqüente controle da glicemia, na adaptação aguda e crônica(31,34,35).

Além das alterações da glicemia entre os NJBC, estes apresentaram níveis séricos desfavoráveis e significativamente superiores de CT, TG e LDL-C, comparados ao JBC. Presente em ambos os grupos, foi a dislipidemia da fração de colesterol HDL-C, discordando dos achados em estudos sobre atividade física e aumento desta fração de colesterol(36,37).

O perfil bioquímico sangüíneo dos indivíduos lesionados fisicamente sofre alterações pronunciadas do componente lipidêmico, tendo como uma das causas, o menor nível de mobilidade ou mesmo a ausência total de movimentos, postulando um papel adjuvante do exercício físico neste controle, muito embora outras variáveis devam ser consideradas como a etnia, dieta e o tabagismo(7,32,36, 38,39).

O controle do aporte diário de gorduras na ingesta caloria diária, parece uma medida apropriada para melhor identificar o papel do exercício físico sobre o perfil lipidêmico, excluindo a interferência nutricional, especialmente sobre TG e CT.

Os achados de Silva et al.(40) corroboram os dados obtidos no presente estudo referentes ao HDL-C, embora uma mensuração acurada da intensidade, duração e freqüência do exercício físico tem sido reportada como mediador das adaptações favoráveis do HDL-C em grupos de indivíduos ativos(38).

Uma mensuração acurada e amostra mais homogênea quanto ao tipo e nível de lesão, podem fornecer evidências sobre as relações entre exercício físico e fração lipoprotéica HDL-C na população de deficientes físicos.

A prevalência de fatores de risco para síndrome metabólica neste estudo foi significativamente elevada entre os NJBC, corroborando as evidências que apontam o exercício físico como medida adequada para a prevenção desta síndrome(41,42).

Os modelos de exercício físico incluem atividades de caráter cardiovascular e musculoesquelético, com resultados reportados para uma ampla gama de intensidades e freqüências(43,44). Ainda na prevenção e controle da síndrome metabólica a dieta parece desempenhar papel adjuvante, especialmente sob os quadros dislipidêmicos(45).

Recentes estudos apontam para uma complexa interação de fatores de risco que determinam a síndrome metabólica, caracterizada por depósito de gordura central, dislipidemia, pressão arterial alta e níveis glicêmicos inadequados(15,45,46).

Na amostra estudada, o fator de risco de maior prevalência foi a hipertensão arterial e adiposidade central no grupo de NJBC, e associadamente nos dois grupos, a dislipidemia com redução do HDL-C.

 

CONCLUSÃO

Considerando os menores níveis de deposição de gordura central, o aprimorado controle glicêmico e as alterações menos pronunciadas do perfil lipidêmico apresentados pelo grupo de jogadores comparado aos não jogadores, ambos portadores de deficiência física, sugerem um papel importante do exercício físico regular para o decréscimo da prevalência dos fatores de risco para a síndrome metabólica nesta população.

Estudos com uma amostra superior à estudada podem permitir inferências estatísticas e correlações entre tipos de lesão física e modelos diferenciados de exercício físico.

 

AGRADECIMENTOS

A indústria LabTest® pelo apoio no fornecimentos dos kits de reagentes para realização das análises laboratoriais e ao Laboratório de Análises Clínicas do Centro Universitário de Patos de Minas UNIPAM.

 

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Endereço para correspondência:
Rua João XXIII, 20/203 Sobradinho
CEP 38701-126 Patos de Minas/MG Brasil
Email: rafaelquint@terra.com.br

Submetido em 08/06/2006
Versão final recebida em 21/08/2007
Aceito em 03/01/2008

 

 

Todos os autores declararam não haver qualquer potencial conflito de interesses referente a este artigo.