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Revista Brasileira de Medicina do Esporte

Print version ISSN 1517-8692

Rev Bras Med Esporte vol.16 no.1 Niterói Jan./Feb. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S1517-86922010000100014 

ARTIGO DE REVISÃO

 

Efeitos do treinamento resistido na lipoproteína de baixa densidade

 

Effects of resistance training on low density lipoprotein

 

 

Jeferson Luis da Silva; Raul Cavalcante Maranhão; Carmen Guilherme Christiano de Matos Vinagre

Laboratório de Metabolismo de Lípides - Instituto do Coração (Incor) da FMUSP – São Paulo – Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

Os benefícios da prática regular do exercício físico estão claramente estabelecidos na literatura. Entretanto, a escolha do tipo de exercício ideal pode ser mais salutar para indivíduos com doenças específicas e patologias associadas. O propósito desta revisão foi verificar se o treinamento resistido (TR) exerce alguma alteração no colesterol da lipoproteína de baixa densidade (LDL-C). Foram observadas grandes diferenças na literatura, dificultando uma conclusão em relação aos benefícios do TR nesta revisão. No entanto, foi visto que o TR pode ser promissor na redução dos níveis de LDL-C, principalmente em homens e mulheres adultos, em pacientes com diabetes mellitus tipo 1 e tipo 2 e em mulheres pré-menopausa, não mostrando diferenças na população idosa. Os autores concluem que o TR é uma boa opção de exercício físico para indivíduos, principalmente quando o treinamento aeróbio (TA) é contraindicado.

Palavras-chave: exercício resistido, treinamento com pesos, LDL, colesterol.


ABSTRACT

The benefits of exercise regular practice are clearly established in the literature. However, the choice of the ideal exercise may be more beneficial for individuals with specific diseases and associated pathologies. The aim of this review was to determine whether resistance training (RT) promotes any change on low density lipoprotein cholesterol. Important differences were observed in research protocols, making it difficult to define the benefits of RT in this review. However, it was noticed that RT may be promising in reducing LDL-C levels mainly in adult men and women, in patients with diabetes mellitus type 1 and type 2 and in pre-menopausal women, not presenting differences in the elderly population. It was concluded that the RT is an option good of physical exercise for individuals, especially when the aerobic training (AT) is contra-indicated.

Keyworks: resistance exercise, weight training, lipoprotein, cholesterol.


 

 

INTRODUÇÃO

A prática regular de atividade física através de grandes grupos musculares produz adaptações cardiovasculares que aumentam a capacidade de força da musculatura esquelética com exercício resistido. Essa prática regular previne o desenvolvimento de doença arterial coronária (DAC) e reduz sintomas em pacientes com doença cardiovascular estabelecida(1). O estilo de vida sedentário é associado ao aumento de doenças cardiovasculares. A falta de atividade física aumenta o estresse oxidativo, a disfunção endotelial e a aterosclerose(2), sendo esta última a principal causa de morte em países ocidentais industrializados(3). A maioria dos indivíduos que sofrem de doenças cardiovasculares tem um ou mais fatores de risco convencionais para a aterosclerose. Os fatores de risco incluem alterações na homocisteína, fibrinogênio, lipoproteínas, tamanho da partícula de lipoproteínas de baixa densidade (LDL) e proteína C-reativa(4). O fator mais importante do processo de desenvolvimento da aterosclerose consiste na presença de concentrações plasmáticas elevadas de LDL-C(5).

Em 1974, começaram a surgir os primeiros estudos relacionando exercício físico e lipoproteínas plasmáticas e a partir da década de 80 foram surgindo as primeiras evidências dos benefícios cardiovasculares do exercício físico. A IV Diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia menciona o exercício físico regular como uma medida auxiliar para o controle das dislipidemias e tratamento da DAC (grau de recomendação I, nível de evidência A). A prática de exercícios físicos aeróbios promove redução dos níveis plasmáticos de triglicérides (TG) e aumento dos níveis de colesterol de lipoproteína de alta densidade (HDL-C)(6). Entretanto, os efeitos do exercício físico na redução dos níveis plasmáticos de LDL-C ainda não são conclusivos. Em uma metanálise com 1.260 indivíduos portadores de doença cardiovascular não se observou alteração significativa nos níveis de LDL-C após a prática de exercícios aeróbios(7), porém, em homens saudáveis houve tendência à redução(8). O número de estudos que relatam os benefícios do treinamento resistido (TR) na redução do risco de doenças crônicas, na melhora das funções diárias e no aumento de força e massa muscular(9) tem aumentado, porém, as conclusões sobre sua ação nas lipoproteínas plasmáticas ainda são controversas(10), devido ao pequeno número de estudos e a grande quantidade de fatores que podem influenciar no resultado, como nível inicial dos lípides, idade, duração e intensidade do treinamento, consumo máximo de oxigênio (VO2máx), peso corporal e percentual de gordura corporal(11). O objetivo desta revisão foi analisar a interferência do TR nas concentrações plasmáticas de LDL-C em diversos grupos de indivíduos.

 

METODOLOGIA

Foi realizada uma busca no banco de dados da Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA (U.S. National Library of Medicine, incluindo a base de dados Medline e jornais científicos de biomedicina), em todas as línguas, utilizando as seguintes palavras-chave: 'resistance exercíse', 'resistance training', 'weight training', 'weight lifting', 'power training', 'power lifting', 'bodybuilder' associadas a 'low density lipoprotein'. O período pesquisado foi de 1950 até maio de 2009. Com as palavras-chave 'resistance exercíse' e 'low density lipoprotein' foram encontrados 245 artigos; 'resistance training' e 'low density lipoprotein', 165 artigos; 'weight training' e 'low density lipoprotein', 404 artigos; 'weight lifting' e 'low density lipoprotein', 46 artigos; 'power training' e 'low density lipoprotein', 36 artigos; 'power lifting' e 'low density lipoprotein', cinco artigos; e, finalmente, 'bodybuilder' e 'low density lipoprotein', apenas um artigo. Nessa revisão, após análise de todos esses artigos, foram incluídos 89 artigos originais, de revisão e metanálise de estudos randomizados e não randomizados envolvendo exercício resistido combinado com exercício aeróbio e apenas exercício resistido, sendo todos diretamente relacionados com os níveis de LDL-C, tornando essa revisão abrangente e concisa. Não houve critério de exclusão por idade, sexo ou etnia.

 

RESULTADOS

Os resultados controversos da literatura mostram a dificuldade de comprovar a influência do TR sobre os níveis de LDL-C, e diferenças nos protocolos do estudo, como tipo de treinamento, sequência dos exercícios, duração, número de séries, número de repetições, intervalo de descanso entre os treinos, séries e exercícios, velocidade do movimento, tipos de contração, frequência semanal e evolução das cargas, são pertinentes. Abaixo estão descritos os tópicos dividindo os efeitos do treinamento físico de acordo com as modificações nos níveis plasmáticos de LDL-C.

Estudos que não mostraram modificações nos níveis plasmáticos de LDL-C com o TR e TA

Como podemos ver na tabela 1, alguns estudos não mostraram nenhuma diferença de LDL-C com o TR em fisioculturistas(12,13,14,15), em indivíduos com fatores de risco cardiovascular(10), em homens e mulheres hipertensas(16), em crianças e adolescentes(17), em indivíduos hipercolesterolêmicos(18), em mulheres jovens(19,20), obesas(21) e idosas(22,23,24,25), em homens idosos(22,23,25) e obesos(26) com mais de um fator de risco de DAC. Também não foram observadas mudanças como efeito agudo do exercício resistido(27). O LDL-C também não se alterou em homens e mulheres idosas e obesas participantes de um programa de reabilitação após recente evento cardíaco, porém, houve acentuada diminuição da proporção LDL/HDL nessa população(28) e em homens saudáveis(29,30,31). Em pacientes com insuficiência cardíaca crônica (ICC) não houve alteração no perfil lipídico após seis meses de TA e TR(32). Em mulheres pós-menopausa, submetidas a TR leve associado a caminhada e dieta, não houve diferença no LDL-C comparando com grupos submetidos apenas a dieta(33). O TR de baixa intensidade não foi suficiente para alterar o perfil de lípides em mulheres pós-menopausa após oito semanas(34) e em mulheres pós-menopausa com diabetes tipo II(35) A maioria dos estudos com idosos não confirmou os benefícios do TR nos níveis de LDL-C(23,36), mesmo com variação de intensidade(37) e com o treinamento utilizando o próprio peso do corpo(38). Ocorreu diminuição de LDL-C, porém, também diminuiu o HDL-C(39). Um estudo multicêntrico com 1.193 mulheres e 5.460 homens avaliou a relação das lipoproteínas com a força muscular, através de um exercício resistido de uma repetição máxima para região superior e outro para a região inferior do corpo; não encontrou associação entre a concentração de LDL-C e a força muscular entre homens e mulheres, observando apenas uma relação inversa, nos homens, entre a força e a HDL-C(40).

Estudos que mostraram aumento nos níveis plasmáticos de LDL-C com o TR e TA

Comparando-se os níveis de LDL-C em fisiculturistas, corredores e levantadores de peso, observou-se que fisiculturistas e corredores apresentaram concentrações semelhantes da lipoproteína. Porém, os levantadores de peso tiveram aumento de LDL-C, o que sugere que esse foco de treinamento é menos favorável que em fisiculturista para o perfil de lípides(41), apesar de ambas as modalidades utilizarem o TR. Além do tipo de TR, a alimentação pode influenciar de forma diferente no LDL-C. Nesse sentido, homens idosos e suplementados com proteína derivada da carne bovina submetidos a TR apresentaram maior concentração de LDL-C do que o grupo de homens vegetarianos treinados(42). Em homens treinados, após cinco semanas de destreino, não houve alteração nos níveis de LDL-C(43). Em outro estudo, as interrupções dos TR e TA por 14 dias não foram suficientes para alterar o perfil dos lípides em atletas, porém, houve diminuição do VO2máx no grupo do TA e não houve alteração nos parâmetros de força no grupo do TR(44). Contudo, o destreino por seis semanas reverteu as modificações benéficas causadas no perfil lipídico após um período de 16 semanas de TA em mulheres; no entanto, os parâmetros de força muscular continuaram presentes com o TR(19), mostrando que o efeito do TR nos lípides plasmáticos em homens pode persistir por no mínimo cinco semanas de destreino, o que não ocorre em mulheres, que com a interrupção do treinamento por seis semanas podem apresentar diminuição dos efeitos do exercício no perfil lipídico. Outro fato importante é a piora do perfil lipídico após um ano de destreino de TR e TA(43) (tabela 3).

Estudos que mostraram diminuição nos níveis plasmáticos de LDL-C com o TR e TA

Como podemos ver na tabela 2, alguns estudos mostram diminuição da LDL-C associando TR com TA. Trabalhos que combinaram os dois tipos de treinamento mostraram melhora na redução de LDL-C em homens não obesos(45), homens negros(46), homens idosos(47) e em homens e mulheres obesas com e sem dieta suplementada com fibra solúvel diminuíram os níveis de LDL-C(48), mulheres com síndrome do ovário policístico (SOP)(49) e adolescentes obesos com retardo mental (50). Outro grupo beneficiado com essa combinação de treinamentos foi o de homens com paraplegia crônica, nos quais se observaram diminuição de LDL-C e decréscimo de cerca de 25% no risco de doença cardiovascular(51) (tabela 2). Além disso, o uso de fibras solúveis em indivíduos com fatores de risco cardiovascular associado a TR apresentou efeitos benéficos no perfil lipídico, com diminuição os níveis de LDL-C(52). Alguns trabalhos observaram correlação entre menor taxa de LDL-C com baixa ingestão de alimentos com gordura e colesterol e também com baixa porcentagem de gordura corporal em indivíduos treinados com TA e TR(53). No entanto, mesmo com uma dieta rica em colesterol e gordura, indivíduos com alto índice de estresse por treinamento militar apresentaram redução de LDL-C em até 30%(54), assim como em atividades de alta intensidade(55). No entanto, Tran e Weltman(56) mostraram em uma metanálise que indivíduos treinados, que diminuem ou mantêm o peso corporal, apresentam redução nos níveis de LDL-C, enquanto que indivíduos que ganham peso têm o LDL-C aumentado. A relação peso corporal e LDL foi rejeitada em um estudo comparando fisiculturistas e indivíduos sem treino com o mesmo peso corporal; encontrou-se diminuição de LDL-C nos fisiculturistas(57), mostrando que a composição corporal pode ser mais importante que o peso corporal. A diminuição do peso corporal promovida pela dieta em conjunto com o TA e o TR previne declínio normal da massa magra e da força muscular e melhora a composição corporal, a força máxima e o consumo máximo de oxigênio, comparado com perda de peso induzida apenas pela dieta(58). Após o ajuste da porcentagem de gordura corporal, a distribuição de gordura corporal e exercício físico têm papéis independentes em mulheres obesas(59); tem sido demonstrado que mudanças na composição corporal de mulheres em pré-menopausa não se correlacionam com as alterações do colesterol total e do LDL-C(60).

Estudos que mostraram modificações nos níveis plasmáticos de LDL-C apenas com o TR

Estudos em populações diversas submetidas somente a TR mostraram diminuição significativa de LDL-C. Uma metanálise com 32 estudos mostrou diminuição de LDL-C no TR em indivíduos hiperlipidêmicos e normolipidêmicos(61). Em pacientes com diabetes mellitus tipo 1(62) e diabetes mellitus tipo 2(63,64), houve diminuição relevante de LDL-C. TR com intensidade moderada e alto volume de exercícios, realizado em forma de circuito, tem se mostrado apropriado para indivíduos com diabetes mellitus tipo 2(63). Diminuição significativa de LDL-C, apenas com o TR, também foi observada em homens(53,65,66,67), mulheres(67), homens adolescentes(68), mulheres pré-menopausa(60,69) e homens obesos(58). Um interessante estudo com o TR de alta intensidade em mulheres idosas (70 a 87 anos) mostrou diminuição de LDL-C, mesmo sem alteração no peso e na dieta(70). Um estudo randomizado com homens portadores de HIV com lipodistrofia reduziu o LDL-C, diminuiu a gordura corporal e melhorou a força muscular(71). Uma metanálise com 95 estudos concluiu que o exercício físico reduz em10,1% os níveis de LDL-C e a associação do exercício físico com dieta obteve redução de 8% a 12 % de LDL-C(72). Outro estudo epidemiológico envolvendo mais de 50 empresas, com 8.499 homens que realizavam quatro a sete horas de TR por semana, mostrou que a alta qualidade do TR está fortemente associada à redução da incidência de hipercolesterolemia(73). Uma metanálise de ensaios controlados e randomizados selecionou 29 estudos representando 1.329 homens e mulheres adultos e mostrou que o treinamento resistido realizado de forma progressiva reduz o colesterol total (CT), a razão CT/HDL-C, a porção não HDL-C, os triglicérides (TG) e principalmente o LDL-C(74).

 

DISCUSSÃO

O TR de alta intensidade pode diminuir o risco de doença arterial coronária independente do VO2máx, peso e composição corporais em homens(66). Além disso, alguns estudos mostraram que o TR aumenta o VO2máx em homens(65). Estudos que relacionaram o VO2máx com lipoproteínas mostraram que homens com menor condicionamento físico (VO2máx < 40ml/kg/min) e menor índice de aptidão física possuem um perfil desfavorável das subfrações de LDL e HDL, apresentando aumento da concentração de partículas de LDL pequenas e densas (d >1,044g/ml) e diminuição das partículas de HDL2a comparando-se com homens com um VO2máx maior do que 50ml/kg/min. Análise de regressão multivariada revelou que concentrações de LDL pequena e densa são determinadas principalmente pelo índice de massa corpórea (IMC), enquanto que de HDL2a e apolipoproteína A-I são determinadas principalmente pelo condicionamento físico (VO2máx) em jovens homens saudáveis, sugerindo uma relação entre bom condicionamento físico, baixo peso corporal e perfil favorável da subfração da lipoproteína(75). Em contrapartida, O'Donovan et al.(76) relataram que o exercício físico não influencia o tamanho da partícula de LDL. No entanto, o treinamento físico realizado por longos períodos indica a formação de partículas de LDL com maior conteúdo de colesterol e pobres em proteína, sendo essa uma das formas pelas qual o exercício físico exerce um efeito protetor na doença cardiovascular(77). Alguns dados sugerem que o TR pode diminuir o LDL-C, apesar de seus efeitos sobre os lípides ainda serem modestos e variáveis, promovendo importante redução da morbidade e mortalidade na população com doenças do coração, sendo especialmente importante para pacientes com dislipidemia aterogênica(78). O efeito do exercício físico sobre os fatores de risco da aterosclerose pode ser significativamente ampliado por outras mudanças no estilo de vida, tais como modificações na composição da dieta e perda de peso, apesar de ser menor do que o promovido por terapias farmacológicas(1).

A concentração de homocisteína elevada pode determinar o risco de doença arterial coronária, através de alterações na função endotelial(79), existindo uma correlação entre homocisteína e o LDL-C(80). Os exercícios intensos e extenuantes têm demonstrado aumento nas espécies reativas de oxigênio (ERO), resultando em maior estresse oxidativo e possivelmente liberando fatores inflamatórios; isso ocorre principalmente através do overtraining (excesso de treinamento)(81). No entanto, os efeitos crônicos do exercício resistido mostram uma regulação adaptativa do sistema antioxidante no miocárdio, sugerindo que sessões acumulativas de exercício resistido podem prevenir a peroxidação lipídica e preservar a capacidade antioxidante do miocárdio(82). Vincent et al.(83) observaram que o aumento de força muscular foi correlacionado com diminuição nos níveis de homocisteína após seis meses de TR(36,37,80,84), enquanto que a mudança nos níveis de hidroperóxidos (PEROXs) foi correlacionada com a gordura corporal, mostrando que o TR reduz o estresse oxidativo e os níveis de homocisteína independente do adipócito, indicando proteção para idosos obesos e idosos saudáveis. Além disso, os autores sugerem que o TR pode oferecer proteção contra fatores de risco cardiovascular emergentes, através de exercícios físicos adequados ao peso corporal(83), podendo prevenir declínio cognitivo em idosos pela via do mecanismo de IGF-I e da homocisteína(85). Apenas um trabalho não mostrou diminuição da homocisteína em idosos após 17 semanas de treinamento físico(86).

Um importante efeito do TA foi demonstrado em avaliação do metabolismo da LDL através da utilização de uma nanoemulsão lipídica artificial que se liga a receptores de LDL. A remoção plasmática da nanoemulsão foi cinco vezes mais rápida em indivíduos com TA, provavelmente ocasionada por aumento de receptores de LDL ativados pelo exercício físico aeróbio(87). Resultados semelhantes foram encontrados em um estudo realizado com indivíduos treinados com TR(88), os quais tiveram aumento de três vezes na remoção plasmática da nanoemulsão. O menor tempo de permanência da LDL na circulação sanguínea diminui a chance de oxidação. Nesse sentido, os indivíduos com TA apresentaram menor concentração de LDL oxidada. Além disso, esses resultados obtidos tanto com TA como com TR devem estar relacionados com os efeitos antiaterogênicos do exercício físico. Em adição, um recente trabalho mostrou que o TR diminui a LDL oxidada, melhora a condição antioxidante, a função endotelial e a saúde cardiovascular, sendo uma excelente opção de exercício quando o TA for contraindicado(89).

 

CONCLUSÃO

Em conclusão, resultados conflitantes dos efeitos do TR sobre o LDL-C mostram a necessidade de mais estudos com protocolos padronizados e randomizados, o que evitaria a interferência de diversos fatores que possam prejudicar a interpretação dos dados. No entanto, a revisão bibliográfica sugere que o TR pode ser promissor na redução dos níveis de LDL-C principalmente em homens e mulheres adultos, em pacientes com diabetes mellitus tipo I e tipo II e em mulheres pré-menopausa, mas não em população idosa. Indivíduos com pré-disposição para DAC podem ser beneficiados com o TR, diminuindo os riscos de aterosclerose, pela diminuição dos seus fatores, sendo os níveis de LDL-C o principal deles. Outro importante fator além da redução do LDL-C é a possível modificação na estrutura dessa lipoproteína e no número de seus receptores, que podem explicar os benefícios do exercício. Novos estudos randomizados e controlados são de fundamental importância para o entendimento dos mecanismos que envolvem o metabolismo da LDL com o TR.

 

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Todos os autores declararam não haver qualquer potencial conflito de interesses referente a este artigo.