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Revista Brasileira de Medicina do Esporte

Print version ISSN 1517-8692

Rev Bras Med Esporte vol.17 no.1 São Paulo Jan./Feb. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S1517-86922011000100006 

ARTIGO ORIGINAL
APARELHO LOCOMOTOR NO EXERCÍCIO E NO ESPORTE

 

Razão eletromiográfica de músculos estabilizadores do ombro durante a execução de exercícios com haste oscilatória

 

 

Camilla Zamfolini HallalI; Nise Ribeiro MarquesI; Mauro GonçalvesII

IUNESP - Universidade Estadual Paulista, Campus de Presidente Prudente, SP
IIUNESP - Universidade Estadual Paulista, Campus de Rio Claro, SP

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

Os processos de dor e disfunção do ombro são muito comuns e demandam grande atenção por parte dos profissionais que treinam e reabilitam esta articulação. O excesso de ativação do músculo trapézio superior (TS) combinado com a diminuição da ativação do trapézio inferior (TI) têm sido proposto como fator contribuinte para lesões no ombro. Diversos equipamentos são usados no treinamento e reabilitação destes músculos como faixas elásticas, cargas livres e, recentemente, hastes oscilatórias. Apesar de muito utilizada no contexto clínico e desportivo, pouco se sabe acerca dos efeitos destas hastes sobre o recrutamento dos músculos estabilizadores de ombro. Assim, o objetivo do presente estudo foi determinar a razão de ativação entre os músculos TS e TI em diferentes exercícios realizados com haste oscilatória. Participaram do estudo 12 indivíduos do sexo feminino, jovens (20,4 ± 2,0 anos), fisicamente ativas. O sinal eletromiográfico dos músculos TS e TI foi coletado durante a execução de três diferentes exercícios realizados com a haste oscilatória. A análise dos dados eletromiográficos foi feita a partir dos valores de root mean square (RMS) pelo cálculo da razão entre os músculos TS e TI para cada exercício. Para análise estatística foram utilizados os testes ANOVA para medidas repetidas e post hoc de Bonferroni, considerando como nível de significância p < 0,05. O exercício III apresentou menor razão entre os músculos TS e TI (0,722), seguido pelos exercícios I e II, respectivamente (0,876 e 0,995).
CONCLUSÃO: O uso da haste oscilatória em exercícios executados unimanualmente no plano sagital e com a haste perpendicular ao solo são recomendados para o treinamento e reabilitação dos músculos estabilizadores da escápula por promoverem menor ativação do TS em relação o TI.

Palavras-chave: reabilitação do ombro, equilíbrio muscular, escápula, eletromiografia.


 

 

INTRODUÇÃO

Os processos de dor e disfunção do ombro são muito comuns e demandam grande atenção por parte das equipes de treinamento e reabilitação(1-3). Para a manutenção da adequada cinemática desta articulação é fundamental a integridade dos tecidos musculares, pois além de gerarem força e movimento, também atuam como estabilizadores de todo o complexo articular(4).

Quando as estruturas estabilizadoras não provêm o suporte adequado, pode ocorrer execução incorreta da biomecânica articular e complicações como bursites, tendinites, lesões no manguito rotador e instabilidades(1,4-7). O manguito rotador, por exemplo, por meio da co-contração dos músculos estabilizadores diretos da articulação glenoumeral, reduz a translação do úmero na fossa glenoide, de tal modo que 50% de redução na força do manguito rotador aumenta em 46% a instabilidade anterior(4).

Recentemente tem-se enfocado a importância dos músculos estabilizadores da escápula nas patologias do ombro(8-10). Estudos relatam que em 64% dos casos de instabilidade da articulação glenoumeral, coexiste a instabilidade escapular(4). O excesso de ativação do trapézio superior (TS), concomitantemente à diminuição da ativação do trapézio inferior (TI), são propostos como contribuintes ao movimento anormal da escápula(8,11-13). Cools et al.(11) mostram que atletas com síndrome do impingimento apresentam diminuição da atividade do TI e do trapézio médio (TM) em relação ao TS. Assim, o equilíbrio da razão TS/TI é particularmente importante, pois, frequentemente, a atividade do TI é combinada com excessiva ativação do TS(14).

Os programas de prevenção e reabilitação buscam intervir nos fatores etiológicos que levam à ocorrência de lesões no ombro, melhorando a biomecânica responsável pela estabilização desta articulação(4). Atualmente os protocolos de exercícios enfatizam a importância do treinamento dos músculos escapulares como componente essencial na reabilitação do ombro e, assim, a restauração do controle e equilíbrio muscular têm se tornado um grande desafio(15-18).

A eletromiografia de superfície (EMG) é amplamente utilizada como instrumento para o estudo da atividade muscular do ombro(5,6). O conhecimento das funções musculares fornece subsídios para orientar as intervenções que visam otimizar o movimento e a função nos processos de reabilitação e treinamento(6). Estudos recentes sobre as diversas patologias que acometem o ombro procuraram descrever os exercícios usados na reabilitação, de acordo com o nível de ativação da musculatura envolvida(2,5,6,19,20).

O treinamento e reabilitação dos músculos do ombro têm sido feitos com o uso de diversos equipamentos como cargas livres, faixas elásticas e, recentemente, hastes oscilatórias(21). As hastes oscilatórias são ferramentas de intervenção que proporcionam rápidas contrações musculares excêntricas e concêntricas, gerando co-contração dos grupos musculares por meio de movimentos oscilatórios causados pela movimentação da haste com o membro superior (a figura 1 ilustra a haste oscilatória em repouso e em movimento)(1,4). A co-contração dos grupos musculares aumenta a estabilidade local e protege a articulação de forças compressivas e de tração(4). Lister et al.(1) identificaram, por meio da eletromiografia de superfície, que os músculos supraespinhal, trapézio fibras superiores e trapézio fibras inferiores possuem maior atividade durante exercícios executados com o uso de haste oscilatória do que com faixa elástica ou cargas livres.

 

 

Apesar do uso bastante difundido da haste oscilatória no treinamento e reabilitação, não existe na literatura estudos que analisaram a razão de ativação dos músculos TS e TI em diferentes exercícios realizados com este instrumento. Diante disto, o objetivo do presente estudo foi determinar a razão muscular TS/TI em diferentes exercícios realizados com haste oscilatória.

De acordo com Cools et al.(14), o posicionamento corporal influencia a atividade muscular individual e também a razão entre os músculos. Assim, este estudo tem como hipótese que a mudança no posicionamento da haste oscilatória durante exercícios comumente usados no treinamento e reabilitação com este equipamento, promove diferentes níveis de ativação dos músculos TS e TI com consequente interferência na razão TS/TI.

 

MÉTODO

Sujeitos

Participaram do estudo 12 voluntárias do sexo feminino, fisicamente ativas, universitárias, destras e com média de idade de 20,4 anos (± 2,0). Foram incluídas no estudo as voluntárias que não apresentaram histórico de lesão em membros superiores no período de seis meses pregressos ao estudo.

Todas as voluntárias foram devidamente informadas sobre os procedimentos do estudo e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido aprovado em comitê de ética local.

Procedimentos de avaliação

Os procedimentos para a coleta de dados foram realizados em dois dias, com intervalo mínimo de 24 horas e máximo de 72 horas entre eles. No primeiro dia foi realizada a familiarização das voluntárias com o ambiente da coleta de dados, com a utilização da haste oscilatória (Flexibar® ) e com os três exercícios propostos (figura 2). No segundo dia, os três exercícios com a haste oscilatória foram executados de modo aleatório.

 

 

Antes de iniciarem os exercícios, as voluntárias receberam feedback visual, por meio de um monitor, para a manutenção da postura neutra em pé e foram instruídas a manter a mesma postura durante todo exercício(22). A movimentação da haste oscilatória foi realizada por meio de movimentos de flexão e extensão de cotovelos. O ritmo de movimentação da haste durante os exercícios foi controlado por um metrônomo calibrado a 300bpm e para a manutenção da flexão adequada de ombro em cada exercício, foi utilizado um alvo como feedback visual. Todos os exercícios foram executados durante 15 segundos com um período de 60 segundos de repouso entre cada. A figura 3 mostra o monitor e o alvo usados respectivamente para a adequação da postura em pé e para a manutenção do posicionamento do ombro.

 

 

Eletromiografia

Para captação do sinal eletromiográfico foram utilizados eletrodos bipolares de superfície, de Ag/AgCl (Meditrance® ) com área de captação de 1cm e distância intereletrodos de 2cm. Os eletrodos foram posicionados no hemicorpo direito das voluntárias sobre os músculos: trapézio fibras superiores (TS), a 50% da distância entre o acrômio e o processo espinhoso de C7; e trapézio fibras inferiores (TI), a 2/3 da distância entre a borda superior medial da escápula e o processo espinhoso de T8(23).

Previamente à colocação dos eletrodos, foi realizada tricotomia, abrasão com lixa fina e limpeza com álcool no nível dos músculos estudados, bem como sobre o acrômio direito, local em que foi posicionado o eletrodo de referência, com o intuito de evitar interferências no sinal eletromiográfico(24).

A captação do sinal eletromiográfico foi realizada por meio do módulo de aquisição de sinais biológicos por telemetria de 16 canais da Myoresearch (Noraxon® - EUA) e com a utilização do software específico deste equipamento MRXP 1.07 (Noraxon® - EUA), calibrado com frequência de amostragem de 1.000Hz, ganho total de 2.000 vezes (20 vezes no sensor e 100 vezes no equipamento), filtro passa alta em 20Hz e filtro passa baixa em 500Hz.

Análise cinemática

Os dados cinemáticos foram coletados para determinar o período de maior estabilidade da frequência de oscilação da haste, bem como para garantir a eficácia do uso do metrônomo na manutenção da mesma frequência de oscilação para todas as voluntárias (entre 4 e 5Hz).

Marcadores fotorreflexivos foram posicionados na manopla central e nas extremidades da haste. As imagens foram captadas por meio do software da Myoresearch (Noraxon) e de uma filmadora digital (Panasonic® NV GS320) posicionada a 5m de distância em uma altura referente a 50% da altura de cada voluntária.

A análise cinemática foi realizada por meio do software Vicon Peak 9.0 (Peak Motus® - EUA). A frequência de movimentação da haste oscilatória durante os exercícios foi calculada por meio do deslocamento dos pontos da manopla e da extremidade da haste, de acordo com a seguinte fórmula:

F = nº de ciclos Tempo(s).

A figura 4 apresenta o período de maior estabilidade da frequência de oscilação da haste nos exercícios I, II e III.

 

 

Análise dos dados

Para análise dos dados eletromiográficos foram considerados os cinco segundos de exercício compreendidos entre o quinto e o décimo minuto, pois este foi o período de maior estabilização da frequência de oscilação da haste (figura 4).

A análise eletromiográfica foi realizada por meio de rotinas desenvolvidas em ambiente MatLab. O cálculo do root mean square (RMS) foi feito em janelas móveis de 250ms. A partir dos valores de RMS obtidos, foi calculada a razão entre os músculos TS e TI para cada exercício e, em seguida, foram aplicados os testes de Shapiro-Wilk, ANOVA para medidas repetidas e post hoc de Bonferroni por meio do pacote estatístico PASW Statistics 17.0. O nível de significância adotado foi p < 0,05.

 

RESULTADOS

Os resultados mostraram que, em todos os exercícios realizados com haste oscilatória, a razão TS/TI foi inferior a 1 (tabela 1). Houve diferença significativa da razão TS/TI entre os três exercícios executados com a haste oscilatória (p < 0,000 para todas as comparações).

 

 

O exercício III foi o que apresentou menor razão TS/TI (0,722), seguido pelos exercícios I e II, respectivamente (0,876 e 0,995). A figura 5 ilustra o comportamento da razão TS/TI em função do tempo durante os exercícios I, II e III.

 

 

A figura 6 mostra o comportamento eletromiográfico em função do tempo dos músculos TS e TI para os exercícios I, II e III.

 

 

DISCUSSÃO

Os exercícios que promovem o excesso de ativação do TS em relação ao TI têm sido referidos como contribuintes ao movimento anormal da escápula(14). Haja vista a importância do treinamento dos músculos estabilizadores da escápula no tratamento e prevenção de lesões por instabilidade de ombro, os resultados do presente estudo confirmam a hipótese de que os exercícios prescritos com o uso da haste oscilatória podem ser selecionados de acordo com a razão de ativação TS/TI.

Três exercícios com a haste oscilatória comumente usados no treinamento e reabilitação muscular do ombro foram selecionados para o estudo. O exercício I foi executado bimanualmente com os ombros em aproximadamente 90º de flexão e oscilação da haste no plano transversal, paralela ao solo. O exercício II também foi executado bimanualmente com os ombros em aproximadamente 180º de flexão e oscilação da haste no plano frontal, paralela ao solo. O exercício III foi executado com o membro superior dominante, ombros em aproximadamente 90º de flexão e oscilação da haste no plano sagital, perpendicular ao solo.

A menor razão TS/TI foi encontrada durante a execução do exercício III. Segundo Ballantyne et al.(25), quando o ombro é rodado externamente com o voluntário na posição prona, observa-se maiores níveis de atividade eletromiográfica do TI. No entanto, no presente estudo, o exercício III foi executado com o ombro em posição neutra de rotação para manter a haste perpendicular ao solo. Assim, o aumento da ativação do TI em relação ao TS neste exercício pode não ter sido provocado pelo posicionamento do ombro, mas pela maior instabilidade articular durante o movimento unilateral, o que exigiu maior ativação do TI para a manutenção da adução da escápula(26).

O exercício I apresentou a segunda menor razão TS/TI. A execução bilateral do exercício I pode ter garantido uma maior estabilidade da articulação do ombro, exigindo, portanto, menor ativação do TI em comparação ao exercício III. A literatura aponta que os exercícios executados com abdução horizontal de ombro são frequentemente usados na reabilitação(18,27).

Entretanto, para a correta execução do exercício I, as voluntárias mantiveram os ombros em adução horizontal durante todo o exercício como forma de manter ambas as mãos sobre a manopla central da haste oscilatória, o que pode ter influenciado o comportamento eletromiográfico dos músculos estudados.

A maior razão TS/TI encontrada no presente estudo foi durante a execução do exercício II. O posicionamento do membro superior adotado para a correta realização deste exercício mostrou-se favorável à ativação do músculo TS, pois os ombros foram mantidos em aproximadamente 180º de flexão combinada com adução para a manutenção das mãos na manopla central da haste. Segundo Kendall et al.(26), com a origem fixada, as fibras do TS elevam a escápula aproximando a extremidade acromial do occipital; assim, os ombros em 180º de flexão favorecem a ação do TS.

Apesar da máxima padronização adotada nos procedimentos metodológicos do presente estudo, algumas limitações devem ser consideradas. Na prática clínica e desportiva, equipamentos como faixas elásticas e cargas livres são combinados rotineiramente com uma infinidade de exercícios para a melhora das capacidades físicas. Entretanto, para o presente estudo, três exercícios com a haste oscilatória foram usados para efeito de comparação por se tratarem dos mais específicos para a articulação do ombro e de fácil execução; além disso, apesar da crescente utilização da haste oscilatória em academias e clínicas de reabilitação, trata-se de um equipamento novo e recentemente inserido no contexto clínico e esportivo.

Os voluntários selecionados para o presente estudo eram jovens saudáveis, do sexo feminino, sem histórico de lesão nos membros superiores. Portanto, a extrapolação dos resultados apresentados para pessoas com lesões na articulação do ombro deve ser feita com cautela. No entanto, nosso estudo pode ser considerado pioneiro na análise da razão TS/TI em exercícios realizados com haste oscilatória e, assim, poderá ser útil na prática clínica e esportiva, como também incentivar novas investigações a respeito.

A partir das questões levantadas e dos resultados encontrados, sugerimos que novos estudos sejam realizados com indivíduos de diferentes faixas etárias e gêneros, acometidos por lesões específicas na articulação do ombro. Além disso, estudos semelhantes abordando os músculos do manguito rotador e outros responsáveis pela estabilidade escapular como o serrátil anterior, seria de grande contribuição científica para a área.

 

CONCLUSÃO

No presente estudo, foi determinada a razão eletromiográfica dos músculos TS/TI em três diferentes exercícios com o uso da haste oscilatória a fim de identificar quais promovem a menor ativação do TS em relação ao TI. Os resultados mostraram que durante a execução do exercício III foi observada menor razão TS/TI em relação aos exercícios I e II. Deste modo, sugerimos que o uso da haste oscilatória em exercícios executados com apenas uma das mãos pode ser recomendado para o treinamento e reabilitação dos músculos estabilizadores da escápula por promover menor ativação do músculo TS em relação ao TI.

 

AGRADECIMENTOS

À Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), pelo apoio científico.

 

REFERÊNCIAS

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Endereço para correspondência:
Mauro Gonçalves
UNESP - Laboratório de Biomecânica
Rua 24-A, 1.515
Rio Claro, SP
E-mail: maurog@rc.unesp.br; camillazhallal@yahoo.com.br

Todos os autores declararam não haver qualquer potencial conflito de interesses referente a este artigo.