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Revista Brasileira de Medicina do Esporte

Print version ISSN 1517-8692

Rev Bras Med Esporte vol.17 no.4 São Paulo July/Aug. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S1517-86922011000400011 

ARTIGO ORIGINAL
CIÊNCIAS DO EXERCÍCIO E DO ESPORTE

 

Monitoramento do treinamento no judô: comparação entre a intensidade da carga planejada pelo técnico e a intensidade percebida pelo atleta

 

 

Luis ViveirosI,III; Eduardo Caldas CostaII,III; Alexandre MoreiraIV; Fábio Y. NakamuraV; Marcelo Saldanha AokiIII

IComitê Olímpico Brasileiro, Rio de Janeiro, RJ
IIDepartamento de Educação Física, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, RN
IIIGrupo de Pesquisa em Adaptações Biológicas ao Exercício Físico (GABEF), Escola de Artes Ciências e Humanidades, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP
IVDepartamento de Esporte, Escola de Educação Física e Esporte, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP
VGrupo de Estudo das Adaptações Fisiológicas ao Treinamento (GEAFIT), Departamento de Educação Física, Universidade Estadual de Londrina, Londrina, PR

Correspondência

 

 


RESUMO

O objetivo do presente estudo foi comparar a percepção referente à intensidade da carga de treinamento planejada pelos técnicos com a percepção de intensidade reportada pelos atletas de Judô. A amostra foi composta por quatro técnicos e 40 atletas da Seleção Brasileira de Judô. A comparação entre a intensidade planejada e a intensidade experienciada foi realizada através da aplicação do método da percepção subjetiva do esforço (PSE) da sessão durante um training camp. Também foram realizadas coletas de sangue para determinação da concentração de lactato sanguíneo. A intensidade da carga de treinamento reportada pelos atletas superou a intensidade planejada pelos técnicos em todas sessões de treinamento. Com relação à concentração de lactato, houve aumento no período pós-treino em todas as sessões do training camp, não havendo diferença entre as sessões. Os resultados do presente estudo demonstram que, embora o programa de treinamento tenha sido elaborado por técnicos experientes, foi detectada diferença entre a intensidade da carga externa planejada pelo técnico e a intensidade da carga interna percebida pelos atletas. Estes dados reforçam a importância do constante monitoramento do treinamento, a fim de maximizar o desempenho de atletas de elite.

Palavras-chave: percepção subjetiva do esforço, periodização, treinamento esportivo, carga interna de treinamento, carga externa de treinamento.


ABSTRACT

The aim of this study was to compare the perception concerning of the training load intensity of Judo coaches and athletes. The sample consisted of 4 coaches and 40 athletes of the Brazilian National Judo Team. The comparison between the intensity planned by the coach and the intensity experienced by the athletes was determined by the Session RPE method during a "Training camp". In order to assess lactate responses to training, blood samples were collected pre- and post training session. The intensity experienced by athletes was higher than the intensity planned by coaches in all training sessions. Regarding lactate concentration, it was observed an increase at post-training as compared to pre-training in all sessions, with no differences between sessions. The results of this study demonstrate that although the training session has been developed by experienced coaches, significant differences were detected between the intensity of external training load planned by the coach and the intensity of the internal training load experienced by the athletes. These data reinforce the relevance of training monitoring in order to maximize performance of elite athletes.

Keywords: ratings of perceived exertion, periodization, sports training, internal training load, external training load.


 

 

INTRODUÇÃO

O treinamento esportivo é uma atividade sistemática que visa proporcionar alterações morfológicas, metabólicas e funcionais que possibilitem o consequente incremento dos resultados competitivos(1,2). A fim de promover as adaptações desejadas, o atleta deve receber estímulos adequados; logo, o controle das cargas de treinamento é imprescindível para o sucesso do processo de treinamento(3-6). Nas artes marciais, assim como em outros tipos de atividades intermitentes, este tipo de controle de carga é bastante complexo, devido à natureza estocástica da modalidade e aos diversos métodos de treinamento utilizados na preparação destes atletas.

Atualmente, existem diversos métodos para quantificar a carga de treinamento(6-8), dentre os mesmos, destaca-se o método proposto por Foster(3) e recentemente revisado por Nakamura et al.(9), conhecido como método da percepção subjetiva do esforço (PSE) da sessão. Este método de quantificação da carga de treinamento já tem sido utilizado nas artes marciais(10,11). O método da PSE utiliza uma pergunta bastante simples: "Como foi a sua sessão de treino?". A resposta deve ser fornecida 30 minutos após o término da sessão de treino, a partir da escala CR10 de Borg(12). O método da PSE da sessão é uma maneira prática de avaliar/quantificar a carga interna de treinamento em relação ao conteúdo do treinamento. Além disso, o referido método(3) também pode ser utilizado para avaliar se existe concordância entre a carga planejada pelo técnico e/ou preparador físico (carga externa de treinamento) e a carga experimentada pelo atleta (carga interna de treinamento)(7,11,13).

Atualmente, o monitoramento do treinamento esportivo torna-se relevante porque apesar do grande esforço no planejamento prévio esportivo que, geralmente, é realizado por técnicos com bom nível de formação teórico-prática, a incidência da síndrome do overtraining (ou overreaching não funcional) ainda permanece alta(13,14). Foster et al.(13) sugerem que uma das causas potenciais para alta incidência de resultados negativos do treinamento esportivo é a incompatibilidade entre a carga externa planejada pelo técnico e a carga interna percebida pelos atletas. Diante do exposto, o objetivo do presente estudo foi comparar a percepção referente à intensidade da carga de treinamento planejada pelos técnicos com a intensidade percebida pelos atletas da Seleção Brasileira de Judô, utilizando o método PSE da sessão, durante a realização de um training camp.

 

MATERIAIS E MÉTODOS

Desenho experimental

A coleta de dados foi realizada no training camp da Seleção Brasileira de Judô. Os atletas da seleção brasileira permaneceram concentrados durante o período de três dias, no qual foram realizadas quatro sessões de treinamento. Cada sessão foi planejada por um técnico diferente. Todas as sessões de treino foram monitoradas a fim de comparar a intensidade da carga planejada pelo técnico e a intensidade percebida pelos atletas, seguindo a metodologia de Foster(3) (método da PSE da sessão). Além da PSE, foi realizada a avaliação da concentração de lactato antes e imediatamente após as sessões de treinamento.

Amostra

A amostra foi constituída por 40 atletas Seleção Brasileira de Judô. Todos concordaram em participar de forma voluntária do presente estudo, assinando o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Os procedimentos experimentais foram aprovados pelo Comitê de Ética da Escola de Educação Física da Universidade de São Paulo (protocolo nº 2.008/21).

Descrição das sessões de treinamento

Foram realizadas quatro sessões no training camp, a fim de traçar uma comparação entre a intensidade da carga pretendida pelo técnico e a percebida pelos atletas. Abaixo, segue a descrição das quatro sessões de treino avaliadas.

Sessão 1 - Aquecimento (corrida leve, movimentação lateral, movimentos com braços) - 15min; NE WAZA - 15min (ippon change); RANDORI -1 x 5min/5 x 3min/4 x 2min.

Sessão 2 - Aquecimento (corrida leve, movimentação lateral, movimentos com braços) - 15min; OCHI KPMI NE WAZA - 10min; NE WAZA 5 x 3min (grupos de três atletas); RANDORI 2 x 4mim/3 x 3min/4 x 2min.

Sessão 3 - Aquecimento (corrida leve, movimentação lateral, movimentos com braços) - 15 min; NE WAZA 10min (ippon change); RANDORI 2 x 5min/2 x 4min/2 x 3min/2 x 2min + 1 x 3min + 1 golden score; 1 x 2min + 1 golden score; 1 x 1min + 1 golden score.

Sessão 4 - Aquecimento (corrida leve, movimentação lateral, movimentos com braços) - 15min; UCHI KOMI RANDORI 3 x 3min/3 x 2min/3 x 1min + 1 golden score.

Monitoramento da intensidade da carga de treinamento

A intensidade da carga de treinamento foi determinada através do método da PSE da sessão(3). O método da PSE utiliza uma pergunta bastante simples: "Como foi a sua sessão de treino?". A resposta deve ser fornecida 30 minutos após o término da sessão de treino, a partir da escala apresentada na tabela 1, que foi adaptada da escala CR10 de Borg(10). O avaliador deve instruir o avaliado a escolher um descritor e depois um número de 0 a 10, que também pode ser fornecido em decimais (por exemplo: 7,5). O valor máximo (10) deve ser comparado ao maior esforço físico experimentado pela pessoa e o valor mínimo é a condição de repouso absoluto (0)(3). Com relação aos técnicos, a classificação da intensidade da carga planejada foi realizada antes do início de cada sessão de treino(13).

 

 

Determinação da concentração de lactato

A concentração de lactato foi determinada em cinco atletas escolhidos, aleatoriamente, sendo mantidos os mesmos cinco em todas as sessões de treino. A coleta de sangue foi realizada no início e imediatamente após o término da sessão. Após o procedimento de coleta, a concentração de lactato foi determinada pelo aparelho portátil Accutrend Lactate (Roche©).

 

ANÁLISE ESTATÍSTICA

Os resultados estão expressos em média e desvio padrão da média. A análise dos dados foi realizada através do teste de Wilcoxon (concentração de lactato) e do teste t (PSE), sendo estabelecido o valor mínimo de significância igual a p < 0,05.

 

RESULTADOS

Através da comparação do escores da PSE da sessão reportados pelos técnicos e atletas, é possível verificar que a intensidade experienciada pelos atletas foi superior à intensidade prevista pelo técnico em todas as sessões de treinamento (figura 1).

 

 

Com relação à concentração de lactato, foi detectado aumento significativo no pós-treino para todas as sessões do training camp, não havendo diferença entre as sessões (tabela 2).

 

 

DISCUSSÃO

O presente estudo teve como objetivo comparar a intensidade da carga de treinamento planejada pelo técnico com a intensidade percebida pelos atletas da Seleção Brasileira de Judô durante a realização de um training camp. Nesse sentido, os resultados indicaram que houve diferença entre a intensidade planejada pelo técnico e a intensidade percebida pelos atletas (figura 1). Em todas as sessões de treinamento avaliadas, a intensidade reportada pelos atletas foi superior à intensidade objetivada pelo técnico.

Foster et al.(13) sugerem uma classificação das sessões de treinamento a partir do método da PSE da sessão: fácil (PSE < 3), moderada (PSE entre 3-5) e difícil (PSE > 5). Através da referida classificação, é possível verificar, de acordo com a intensidade planejada pelo técnico, que as sessões deveriam apresentar um direcionamento para cargas moderadas. Entretanto, os atletas reportaram que estas sessões foram realizadas de forma mais intensa que o pretendido pelo técnico (figura 1).

Uma das questões que podem justificar os altos escores de PSE apresentados pelos atletas é a característica da metodologia de treinamento a que os mesmos foram submetidos. O training camp é realizado fora da temporada regular de competições, com objetivo de melhorar a aptidão física e aspectos técnicos dos atletas. Nesse sentido, esta estratégia envolve treinos de maior intensidade com elevada duração em comparação aos regularmente realizados(15).

Entretanto, tem sido reportado que longos períodos de atividades de alta intensidade durante os training camps podem causar notáveis disfunções fisiológicas nos atletas(16,17), tais como distúrbios no comportamento alimentar, severo dano muscular e desidratação/perda de eletrólitos(18,19).

Nesse sentido, Fry et al.(20) apontam para a importância da adequada periodização das cargas de treinamento, com suficientes períodos de recuperação, a fim de evitar adaptações indesejadas. Com este intuito, o método PSE da sessão pode ser utilizado, de forma bastante exequível, para avaliar/controlar as cargas de treinamento(4,21,22), favorecendo melhor equilíbrio entre a distribuição das sessões de treinamento.

Uma das causas potenciais que poderiam explicar as diferenças na PSE da sessão entre os técnicos e os atletas seria a falta de comunicação. Essa falha foi levantada por Foster et al.(13). Estes pesquisadores verificaram que atletas de endurance treinam de forma mais forte nos dias que os técnicos planejam treinos mais fracos e de forma mais fraca nos dias que técnicos elaboram sessões mais fortes(13). Nos dias moderados, segundo Foster et al.(13), parece haver concordância entre o planejado pelo técnico e o referido pelos atletas. Imamura et al.(11) também verificaram incompatibilidade entre a intensidade planejada pelo técnico e a intensidade experienciada pelos atletas de Caratê. Ao comparar o escore de técnicos experientes e atletas, após realização de 1.000 socos e 1.000 chutes, Imamura et al.(11) constataram que os técnicos reportam valores superiores de PSE em comparação aos valores reportados pelos atletas. Essa incoerência entre técnicos e atletas nos estudos de Foster et al.(13) e Imamura et al.(11) reforça, ainda mais, a importância da utilização de métodos de monitoramento, como a PSE da sessão, para o planejamento eficiente das cargas de treinamento.

Foster et al.(13) ainda ressaltam que seu método poderia auxiliar na detecção de um equívoco comum no treinamento esportivo: a tendência das cargas de treinamento, preferencialmente, permanecerem em níveis moderados, ao invés dos valores extremos. Os resultados do presente estudo parecem apontar para essa mesma tendência de centralização das cargas, visto que em todas as sessões analisadas a PSE dos atletas variou entre aproximadamente 5-6 (figura 1). Esta tendência dos atletas reportarem escores semelhantes para as cargas deve ser analisada, de forma bastante criteriosa, pelo técnico, pois a monotonia de estímulos predispõe os atletas ao desempenho sub-ótimo(13,20), além de contribuir para etiologia da síndrome do overtraining(14). Através do mesmo método, Foster(3) propõe cálculos simples, que podem ser utilizados para avaliar a monotonia das sessões em um determinado período de treinamento.

No que se refere à concentração de lactato, os resultados do presente estudo apontam que as sessões de treinamento apresentaram solicitação significativa da via anaeróbia (tabela 2), o que é característico do Judô(23). Drigo et al.(24) verificaram respostas semelhantes de lactato em lutas (três lutas de dois minutos e 90 segundos de intervalo) simuladas de solo (6,7 ± 2,8mmol/l) e lutas de projeção (6,5 ± 2,8mmol/l). Entretanto, Franchini et al.(23,25-27) encontraram valores superiores (~10-12mmol/l) após luta simulada de cinco minutos (tempo oficial de competições internacionais). É provável que, durante a simulação de luta (curta duração), a intensidade do esforço seja maior que a intensidade média da sessão de treinamento. Além disso, é importante ressaltar que a concentração de lactato, no presente estudo, foi medida imediatamente após o final da sessão de treinamento. O cadenciamento da intensidade, à medida que a fadiga se instala ao final da sessão de treinamento, também pode ter atenuado a resposta do lactato sanguíneo.

Nesse sentido, parece que a concentração de lactato observada após as sessões de treinamento não explica os altos escores de PSE da sessão expostos pelos atletas. É plausível especular que outros aspectos previamente relatados em training camps de Judô, tais como, acúmulo de carga de treinamento sem o devido período de descanso, incapacidade de recuperação, severos danos musculares e alterações imunológicas(15) possam, em parte, explicar os altos escores de PSE da sessão relatados pelos atletas do presente estudo. Por outro lado, também é possível que a resposta do lactato (pré- e pós-treino), per se, não seja capaz de traduzir a magnitude da carga de treinamento da sessão.

 

CONCLUSÃO

Os resultados do presente estudo demonstram que, embora o programa de treinamento tenha sido elaborado por técnicos experientes, foi detectada diferença entre a intensidade da carga externa pretendida pelo técnico e a intensidade da carga interna percebida pelos atletas. Este resultado reforça a importância da adoção de estratégias para o monitoramento/controle das cargas de treinamento na preparação de atletas de elite, uma vez que esta discrepância entre as cargas planejadas e experienciadas pode contribuir para o nível sub-ótimo de performance. Além do método da PSE da sessão, outras estratégias adicionais como testes de desempenho físico, questionários e parâmetros bioquímicos também devem ser utilizados para monitorar o processo de treinamento esportivo.

 

AGRADECIMENTOS

Agradecemos o auxílio do Dr. Aaron Coutts (University of Technology, Sydney, Austrália) na discussão dos resultados apresentados no presente trabalho. Também agradecemos à Confederação Brasileira de Judô pelo auxílio na coleta dos dados.

 

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Correspondência:
Marcelo Saldanha Aoki
Universidade de São Paulo; Escola de Artes, Ciências e Humanidades
Av Arlindo Bettio, 1000 Ermelino Matarazzo
SP - SP - Brasil CEP: 03828-000

Todos os autores declararam não haver qualquer potencial conflito de interesses referente a este artigo.