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Revista Brasileira de Medicina do Esporte

Print version ISSN 1517-8692

Rev Bras Med Esporte vol.17 no.5 São Paulo Sept./Oct. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S1517-86922011000500011 

ARTIGO ORIGINAL
CIÊNCIAS DO EXERCÍCIO E DO ESPORTE

 

Resposta da taxa metabólica de repouso após 16 semanas de treinamento com pesos em mulheres na pós-menopausa

 

 

Valéria BonganhaI,II; Miguel Soares Conceição I,II; Mara Patrícia Traina Chacon-MikahilII,III; Vera Aparecida MadrugaII,III

IPrograma de Pós-Graduação FEF/Unicamp
IILaboratório de Fisiologia do Exercício – FISEX
IIIFaculdade de Educação Física – Universidade Estadual de Campinas

Correspondência

 

 


RESUMO

INTRODUÇÃO: As alterações corporais provenientes da menopausa como a diminuição da massa magra (MM), aumento e redistribuição da gordura corporal e diminuição do gasto energético de repouso, colaboram para o aumento nas dimensões corporais e subsequente aumento da massa corporal total. Nesse sentido, os benefícios reconhecidos do treinamento com pesos (TP) não estão atrelados apenas ao aumento da força e hipertrofia muscular, mas também à composição corporal e, consequentemente, na taxa metabólica de repouso (RMR).
OBJETIVO: Avaliar a resposta da RMR após 16 semanas de TP em mulheres na pós-menopausa.
MÉTODOS: Participaram 28 voluntárias, subdivididas em dois grupos: treinamento (GT n = 17) e controle (GC n = 11). O programa de TP foi realizado em três sessões semanais, em dias alternados e com duração de aproximadamente 60 min/sessão, por 16 semanas. A intensidade da carga foi determinada por meio de zona alvo de repetições máximas (RM), com reajuste semanal de carga. O consumo de oxigênio (O2) e da produção de gás carbônico (CO2), por meio de calorimetria indireta de circuito aberto, foi utilizado para cálculo da RMR segundo equação de Weir (1949).
ANÁLISE ESTATÍSTICA: Foi utilizado pacote estatístico Bioestat na versão 5.0, com nível de significância de p < 0,05.
RESULTADOS: Houve aumento significante dos valores de MM e força muscular, somente no GT. Não foram encontradas diferenças significantes para os valores da RMR após a intervenção para ambos os grupos.
CONCLUSÃO: O programa de TP de 16 semanas foi eficiente para promover alterações na composição corporal e força muscular de mulheres na pós-menopausa; entretanto, não houve alteração da RMR após a intervenção.

Palavras-chave: menopausa, composição corporal, gasto energético, treinamento com pesos.


 

 

INTRODUÇÃO

O processo de envelhecimento acomete inevitavelmente homens e mulheres. Entretanto, para as mulheres, os efeitos são acentuados com a chegada da menopausa(1).

As alterações corporais provenientes da menopausa como a diminuição da massa magra (MM), o aumento e redistribuição da gordura corporal e a diminuição do gasto energético de repouso, colaboram para o aumento nas dimensões corporais e subsequente aumento da massa corporal total (MCT)(2,3).

O aumento da MCT, além de elevar o risco de obesidade, está associado a uma maior incidência de doenças cardiovasculares, dislipidemias e outras comorbidades, principalmente quando associado à inatividade física(4).

Tem-se observado, dentre as principais estratégias para reduzir ou reverter os efeitos dos processos fisiológicos do envelhecimento, a prática de exercícios físicos regulares(5). Considerando esta estratégia, os benefícios reconhecidos do treinamento com pesos (TP) não estão atrelados apenas ao aumento da força e hipertrofia muscular(6), mas também à composição corporal(7,8) e, consequentemente, na taxa metabólica de repouso (RMR)(9).

Portanto, a proposta do presente estudo foi avaliar a resposta da RMR após 16 semanas de TP em mulheres na pós-menopausa.

 

MÉTODOS

Amostra

Participaram desta pesquisa 28 voluntárias, subdivididas em dois grupos: grupo treinamento (GT; n = 17) e grupo controle (GC; n = 11). As voluntárias eram clinicamente saudáveis e estavam na pós-menopausa (ausência mínima de 12 meses de menstruações), não faziam uso de qualquer tipo de terapia de reposição hormonal e não eram ativas fisicamente.

Todas as voluntárias, após serem conscientizadas sobre a proposta do estudo e procedimentos aos quais seriam submetidas, assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

O estudo em questão foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual de Campinas, de acordo com as normas da Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde sobre pesquisa envolvendo seres humanos sob o protocolo nº 248/2004, com adendo em 2007.

Procedimentos

Para avaliação da antropometria foram aferidas medidas da MCT, estatura e circunferência de cintura (CC).

A composição corporal foi obtida pela técnica de mensuração das espessuras das dobras cutâneas, com adipômetro calibrado (LANGE).

A antropometria e a composição corporal foram avaliadas segundo procedimentos descritos por Heyward e Stolarczyk(10).

A densidade corporal foi obtida pela fórmula generalizada proposta por Jackson e Pollock(11) e transformada em percentual de gordura (%G) por meio da fórmula de Siri(12) e, posteriormente, foram estimados os valores de massa gorda (MG) e a MM(13).

A modificação de componentes da composição corporal pode influenciar os valores da RMR; portanto, foi calculada a RMR total e a RMR relativizada pela massa corporal total (MCT) e pela massa magra (MM). Foram realizadas correlações entre os componentes da composição corporal e a RMR no momento inicial e final do estudo, para comprovar a relação entre essas variáveis.

Teste de uma repetição máxima (1-RM)

Os indicadores de força muscular foram determinados pelo teste de uma repetição máxima (1-RM) em três exercícios: supino reto, leg press e rosca direta(14). Foi empregado um protocolo de familiarização ao protocolo de treinamento na fase antecedente aos protocolos de avaliação de 1-RM, objetivando a não subestimação dos resultados obtidos(15). A força muscular foi avaliada neste estudo, embora esses valores não tenham sido utilizados na prescrição do treinamento, para mostrar a eficiência do mesmo.

Avaliação da taxa metabólica de repouso

A determinação da RMR foi realizada por meio do consumo de oxigênio (O2) e da produção de gás carbônico (CO2), utilizando-se calorimetria indireta de circuito aberto pelo sistema de análise de gases (Ultima CPX, MedGraphics, EUA) e calculada em valores diários (kcal/dia) pela equação de Weir(16): RMR = [(3,941 * O2) + (1,106 * CO2)] * 1.440, onde: O2 = valor médio consumido (litros/minuto) e CO2 = valor médio expirado (litros/minuto).

O teste foi realizado no Laboratório de Fisiologia do Exercício (FISEX) da Faculdade de Educação Física da Unicamp, em condições laboratoriais e após período de jejum de 12 horas. Para este teste, as voluntárias usavam uma máscara facial conectada ao analisador de gases, permanecendo em silêncio, na posição supina, evitando mexer-se e não dormir, durante 30 min, para que fosse captada respiração a respiração. O analisador de gases era calibrado antes de cada teste. Para o calculo da RMR foram desprezados os 10 min iniciais, para a estabilização das variáveis fisiológicas no estado de repouso.

Programa de treinamento

O programa de TP foi dividido em duas etapas: primeira etapa (E1) e segunda etapa (E2). As etapas diferenciaram-se na intensidade, forma de ordenação e prescrição dos exercícios, como detalhadas a seguir: na E1, a prescrição dos exercícios foi de maneira alternada por segmentos, em que realizou-se três séries de 10 repetições máximas (RM) com pausa de um min entre as séries; a E2 foi prescrita de maneira localizada por articulação com três séries de oito RM e intervalo entre as séries de um min e 30s. Essa prescrição seguiu as recomendações dos estudos apresentados pelo ACSM(17).

A intensidade da carga foi determinada por meio de zona alvo de RM e não em valores percentuais de 1-RM(18), com reajuste semanal de carga.

Os exercícios propostos na E1 e E2 foram: 1) mesa extensora; 2) mesa flexora; 3) supino livre horizontal; 4) puxada frente; 5) flexão de cotovelos; 6) extensão de cotovelos; 7) pressão de pernas; 8) elevação lateral; 9) abdominais e 10) panturrilha. Para os exercícios abdominais e panturrilha foram prescritos três séries de 15 repetições durante todo o período experimental.

O TP foi realizado em três sessões semanais, em dias alternados e com duração de aproximadamente 60 min/sessão, durante 16 semanas. As voluntárias foram supervisionadas por professores de educação física durante todo o período experimental, de modo que cada professor acompanhasse, no máximo, três voluntárias ao mesmo tempo.

Tratamento estatístico

A normalidade dos dados foi verificada pelo teste de Shapiro-Wilk. Para avaliar os efeitos do TP em ambos os grupos nos momentos inicial e final (MI = momento inicial e MF = momento final) sobre a RMR e a composição corporal foi utilizado o teste de ANOVA two-way, variáveis estas que apresentaram distribuição normal.

Para analisar os resultados da força muscular foi utilizado o teste de Kruskal-Wallis, devido à ausência da normalidade dos dados.

A correlação de Pearson foi utilizada para avaliar as relações da RMR com as variáveis da composição corporal e idade.

Para todas as análises foi utilizado pacote estatístico Bioestat na versão 5.0, com nível de significância de p < 0,05.

 

RESULTADOS

Nenhuma diferença significante foi encontrada nos componentes da composição corporal, idade, estatura e CC, quando comparados os grupos GT e GC. Contudo, ao longo do estudo, houve aumento significante (p ≤ 0,05) para os valores de MM no GT e diminuição significante (p ≤ 0,05) dos valores de MM no GC (Tabela 1).

 

 

Os indicadores de força muscular apresentaram aumento significante (p < 0,05) dos valores nos três exercícios avaliados após a intervenção somente para o GT. Nenhuma diferença significante foi encontrada para o GC, bem como na comparação entre os grupos (Tabela 2).

 

 

Os valores de RMR absoluta e relativa à composição corporal não mostraram alterações significantes (p < 0,05) entre MI e MF para ambos os grupos.

Em relação à RMR absoluta, houve aumento de 6,1% para o GT e diminuição de cerca de 2,5% para o GC no mesmo período. Para a RMR relativa à MM, houve aumento de aproximadamente 2% para o GT e diminuição de 4,5% para a mesma variável no GC, durante o período avaliado. A RMR relativa à MCT sofreu aumento de 5% no GT e diminuição de 1,3% para o GC (Tabela 3).

 

 

Uma correlação positiva e significante foi encontrada entre a RMR e os valores de CC, MCT e MM, no GT entre MI e MF e correlação negativa significante entre a RMR e a idade no MI do GT. Nenhuma correlação significante foi encontrada no GC (Tabela 4).

 

 

DISCUSSÃO

A RMR tem sido alvo de diversos estudos(9,19-22), cuja importância do TP foi evidenciada, por estimular o aumento da MM como estratégia para aumentar o gasto energético de repouso e, assim, elevar os valores da RMR.

O presente estudo foi realizado na tentativa de investigar a influência do TP, (com característica hipertrófica), sobre a RMR em mulheres na pós-menopausa durante 16 semanas de intervenção.

Reduções na RMR ocorrem com o aumento da idade e por consequência das alterações na composição corporal causadas pela menopausa(23). A partir dos 20 anos, as mulheres têm um declínio da RMR de cerca de 2% por década, e a diminuição da MM tem sido relatada como componente da composição corporal com maior influência sobre esse declínio(24).

Após a intervenção com o TP foi encontrado aumento significante da MM no GT, mostrando que o treinamento proposto foi eficiente para promover mudanças na composição corporal. Esses resultados corroboram outros estudos(7-9) comprovando a eficiência do TP para tal finalidade.

Segundo Hunter et al.(5), a perda de MM é de apenas 5 a 10% em idades entre 20 e 50 anos, mas, posteriormente, a perda adicional é de 30-40% entre 50 e 80 anos.

A prescrição do TP por zona alvo de repetições máximas mostrou-se eficaz para aumentar os valores dos indicadores de força muscular de maneira estatisticamente significante após a intervenção no grupo que participou do treinamento. Tais resultados também foram encontrados na pesquisa de Silva et al.(6), que utilizaram a prescrição por zona alvo de repetições em mulheres idosas.

Em relação aos valores da RMR, tanto absoluta quanto relativa, avaliados neste estudo, não foi encontrado aumento significante para ambos os grupos estudados. Estes resultados confrontam aos resultados publicados por Trevisan e Burini(9), que mostraram aumentos significantes na RMR de mulheres na pós-menopausa no mesmo período de intervenção.

Embora haja semelhança com o estudo de Trevisan e Burini(9) quanto ao gênero estudado, tipo de exercício e tempo de intervenção envolvidos, a amplitude da idade da amostra estudada (mulheres idosas) foi superior à da amostra desse estudo (mulheres de meia-idade), podendo gerar a disparidade dos resultados encontrados, visto que mulheres idosas apresentam condições físicas mais fragilizadas em relação às mulheres na meia-idade.

A pesquisa de Lemmer et al.(26) mostrou um efeito do gênero na resposta da RMR após intervenção com TP, cujos resultados mostraram um aumento significante na RMR apenas em homens idosos, mesmo quando os valores foram relativizados pela MM.

As correlações avaliadas neste estudo mostraram que a estimativa da RMR possui relação com os componentes da composição (MCT e MM) corporal, independentemente do nível de treinamento.

A CC tem sido muito utilizada como indicador indireto de obesidade abdominal. A correlação significante encontrada entre a RMR e a CC, em ambos os momentos no GT, indicam que a gordura abdominal pode influenciar na predição da RMR corroborando os estudos de Luhrmann et al.(20).

Entretanto, as relações da RMR com a CC ainda não estão bem elucidadas(20,27), sendo os resultados deste estudo apenas indícios de tal comportamento.

Dionne et al.(28) após seis meses de TP em mulheres jovens e idosas, não encontraram modificações significantes na MCT, RMR e somente uma tendência a aumento da MM.

O aumento da MM neste estudo não foi suficiente para promover aumento da RMR após a intervenção, o que nos remete à uma limitação podendo apontar que o tempo de intervenção seria insuficiente para promover tal adaptação.

Publicações anteriores(28,29) já mostraram a relação inversa da RMR com a idade. Entretanto, neste estudo só foi encontrada correlação negativa significante entre a RMR e a idade no MI no GT, podendo inferir que para a amostra estudada, a idade não foi fator determinante para o declínio da RMR.

O processo da menopausa, por si só, pode contribuir de maneira mais significativa para o decréscimo da RMR, devido à diminuição na produção de hormônios femininos(23).

A disparidade dos efeitos do TP para aumento da RMR em mulheres na pós-menopausa mostra a necessidade de novas pesquisas.

 

CONCLUSÃO

A RMR de mulheres na pós-menopausa não apresentou aumento significante após 16 semanas de TP. Por outro lado, houve aumento significante da força muscular e MM, confirmando que o TP é eficiente para atenuar algumas alterações que as mulheres nesta faixa etária sofrem devido aos efeitos deletérios do envelhecimento e da menopausa, promovendo adaptações benéficas para a saúde.

 

AGRADECIMENTOS

Agradecemos à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) pela bolsa de pós-graduação, bem como ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pelo auxílio pesquisa e bolsa de pós-graduação concedidos. Agradecemos ao Prof. Dr. José Rocha pelas avaliações cardiológicas realizadas no início do projeto.

 

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Correspondência:
Laboratório de Fisiologia do Exercício - FISEX - Faculdade de Educação Física/Universidade Estadual de Campinas Unicamp
Av. Érico Veríssimo, 701
13083-851 – Caixa Postal 6134 Campinas, SP, Brasil.
E-mail: valeriabonganha@hotmail.com

Todos os autores declararam não haver qualquer potencial conflito de interesses referente a este artigo.