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Revista Brasileira de Medicina do Esporte

Print version ISSN 1517-8692

Rev Bras Med Esporte vol.17 no.6 São Paulo Nov./Dec. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S1517-86922011000600009 

ARTIGO ORIGINAL
CIÊNCIAS DO EXERCÍCIO E DO ESPORTES

 

Efeito do exercício físico contínuo e intervalado no peso e perfil bioquímico de ratas Wistar prenhes e consequências no peso da prole

 

 

Sandra Maria BarbalhoI,II; Maricelma da Silva Soares de SouzaI; Júlio César de Paula e SilvaIII; Daniel Pereira CoqueiroI,IV; Gabriela Aparecida de OliveiraI; Tainara CostaII; Marie OshiiwaII

IFaculdade de Medicina e Enfermagem e Faculdade de Ciências da Saúde - Universidade de Marília - Marília, SP
IIFaculdade de Tecnologia de Alimentos de Marília - Marília, SP
IIIFundecif (Fundação para o Desenvolvimento das Ciências Farmacêuticas) - UNESP - Araraquara, SP
IVUniversidade Federal de São Paulo; Departamento de Morfologia da Unifesp

Correspondência

 

 


RESUMO

INTRODUÇÃO: A prática de atividade física é reconhecida como fator importante para a preservação, recuperação e manutenção da saúde. O estímulo à prática de exercícios é crescente, mas quando relacionado à gravidez, dúvidas surgem sobre os efeitos deletérios ou salutares na mãe e no feto.
OBJETIVO: O objetivo deste trabalho foi avaliar os efeitos do exercício físico intervalado e contínuo no perfil bioquímico de ratas Wistar prenhes e avaliar o efeito destes exercícios no peso da placenta e dos filhotes.
MÉTODOS: Utilizou-se 45 ratas Wistar divididas em grupos de 15 animais segundo o tipo de exercício: controle (GC), exercício contínuo (GCO) e exercício intermitente (GIN). Os exercícios constituíram-se de natação forçada, cinco dias por semana, em piscinas individuais: exercício contínuo (duração de 45 minutos diários com sobrecarga de 5% do peso corporal) e intermitente (45 minutos com estímulos de 15 segundos de exercício e 15 de repouso com sobrecarga de 15% do peso corporal). O exercício foi praticado do primeiro ao 20º dia de prenhez. Após este período avaliou-se o peso e os níveis de glicemia, colesterol total, LDL-C, HDL-C e triglicérides das ratas, assim como o peso da placenta e dos filhotes.
RESULTADOS: Não se observou modificação no peso das mães. Houve redução significativa nos níveis de LDL-C. O peso das placentas não variou, mas os pesos dos filhotes variaram estatisticamente entre os três grupos (4,153 ± 0,649; 3,682 ± 0,070 e 3,453 ± 0,052, respectivamente, para os filhos de mães do GC, GIN e GCO).
CONCLUSÕES: Conclui-se que a prática do exercício físico contínuo e intermitente por ratas prenhes, neste modelo experimental, não interferiu no peso corpóreo das mesmas, mas interferiu no peso dos filhotes ao nascer.

Palavras-chave: exercício, prenhez, lipídeos, glicemia, peso ao nascer.


 

 

INTRODUÇÃO

A prática regular de atividade física é reconhecida como fator importante para a preservação, recuperação e manutenção da saúde e esta regularidade conduz a adaptações fisiológicas, morfológicas e bioquímicas importantes para a manutenção da homeostasia. No entanto, não se conhece inteiramente os efeitos do exercício físico durante a gestação e na saúde da prole. As pesquisas nesta área requerem modelos que utilizam animais para que possam ser conhecidas as modificações metabólicas e musculares no organismo(1-3).

Em mulheres a prática de atividade física pode trazer, além dos benefícios metabólicos e redução do peso corporal, também bem-estar mental. No período da gestação ocorrem modificações fisiológicas e psicológicas que requerem cuidados especiais e isso se aplica, também, aos exercícios físicos(4). Há estudos mostrando que nesta fase as mulheres podem realizar exercícios de baixa e média intensidade sem riscos para si ou para o filho(5). Outros mostram que gestantes praticantes de atividade física moderada apresentam melhor evolução na gestação e no parto, quando comparadas a mulheres sedentárias. Por outro lado, a prática de exercícios mais intensos por longos períodos na gravidez acarreta riscos potenciais para o feto, criando fatores que podem gerar estresse fetal, restrição de crescimento intrauterino e prematuridade. O peso ao nascer influencia o estado de saúde e as chances de sobrevida(6,7). O peso ao nascer é o fator singular que mais exerce influência sobre o estado de saúde e as chances de sobrevivência infantil. Os riscos de adoecer e morrer na infância são bastante acentuados para as crianças nascidas com baixo peso(8).

Outro fator que deve ser considerado é a diferença entre o esforço na execução de um exercício terrestre e um aquático. Há estudos que mostram que há redução na frequência cardíaca durante a imersão, o que pode repercutir no gasto energético(9,10).

A prática da atividade e sua contribuição na gestação são reconhecidas, porém os estudos são pouco claros em relação à intensidade e à frequência que permitem inferir sobre os efeitos deletérios ou salutares da prática de exercícios na gravidez. Também não há ainda padronização da atividade que deve ser recomendada. Em modelos animais, a prática moderada da atividade física durante a prenhez pode exercer efeitos positivos no perfil lipídico das ratas(11).

Frente a isso, o objetivo deste trabalho foi avaliar os efeitos de exercícios físicos contínuos e intervalados no perfil bioquímico de ratas Wistar prenhes e as repercussões no peso da prole. Esses resultados podem contribuir com futuras padronizações de exercícios direcionados para mulheres na fase gestacional.

 

MÉTODOS

Animais

Após a aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UNIMAR (CEMA), iniciou-se o experimento. Os animais foram mantidos em biotério com ciclo claro/escuro 12/12 horas com temperatura ambiente de 22 ± 2ºC, ciclo e umidade relativa de 60 ± 5% e com água e ração ad libitum e foram tratados de acordo com o Guide to the Care and Use of Experimental Animals, que delineia os princípios do Conselho Canadense para o Cuidado com Animais de Laboratório.

Foram utilizadas ratas Wistar virgens pesando aproximadamente 180g, e ratos Wistar pesando em torno de 250g, fornecidos pelo Centro de Experimentação em modelos animais (CEMA), UNIMAR - Marília, SP.

Sequência experimental

Todos os animais foram adaptados ao meio líquido (primeira adaptação) duas semanas antes do início do experimento.

Começou-se com cinco centímetros de água na piscina por cinco minutos. O nível da água foi aumentando gradativamente e diariamente até atingir o nível de 10 centímetros.

A seguir, os animais foram divididos aleatoriamente em três grupos experimentais. Os grupos que realizariam exercício passaram por uma adaptação ao exercício (segunda adaptação).

Diariamente avaliou-se o consumo de água e de ração. No primeiro, sétimo, 14º e 20º dias de prenhez as ratas foram pesadas.

Período de acasalamento e prenhez

Para o acasalamento, as ratas foram distribuídas quatro a quatro em gaiolas de polietileno, na presença de um rato macho no final da tarde. Na manhã subsequente foram realizados os esfregaços vaginais. Os fatores indicativos de prenhez foram: presença de espermatozoides e diagnóstico da fase estro do ciclo estral (este foi considerado dia zero de prenhez).

Uma vez identificada a prenhez as fêmeas foram mantidas em gaiolas individuais durante 21 dias.

Protocolo de treinamento do exercício físico

Foram constituídos três grupos experimentais de ratas prenhes, sendo que cada grupo possuía 15 animais: controle GC (ratas sedentárias); grupo que foi submetido ao exercício contínuo (GCO); e grupo que foi submetido ao exercício intervalado (GIN). Procedeu-se à segunda adaptação (para GCO e GIN), sendo que o tempo de exercício variou de 15 a 45 minutos e a carga foi de 5% do peso corporal no exercício contínuo e 15% no exercício intervalado.

Dia 1: 15 minutos sem carga

Dia 2: 30 minutos sem carga

Dia 3: 15 minutos com carga e 30 minutos sem

Dia 4: 45 minutos com carga

Dia 5: 45 minutos com carga

Após a adaptação ao exercício as ratas do grupo GCO realizaram o programa de exercícios que consistiu em natação por 45 minutos diários contínuos em piscina de vidro individual com largura de 20cm de comprimento, 15cm de largura e 32cm de profundidade, com água entre 28ºC e 31ºC. A sobrecarga foi de 5% do peso corporal (corrigidos semanalmente de acordo com o peso do animal) com uso de minissacolas de areia fixadas ao tórax. Isto foi feito cinco dias por semana do até o 21º dia de gestação.

O programa de exercícios intermitentes consistiu em natação com duração total de 45 minutos em piscina nas condições descritas anteriormente com estímulos de 15 segundos de exercício por 15 segundos de repouso, cinco dias por semana até o 21º dia de gestação. A sobrecarga foi de 15% do peso corporal corrigidos semanalmente (também com minissacolas de areia fixadas ao tórax).

Laparotomia dos animais

No 21º dia de prenhez, as ratas foram anestesiadas e mortas com pentobarbital sódico (Hypnol) para posterior dessangramento (para coleta de sangue) e realização da laparotomia. Os recém-nascidos e suas respectivas placentas foram pesados em balança de alta precisão. O índice placentário foi calculado pela relação entre o peso placentário e o peso fetal de acordo com a metodologia de Calderon et al.(12).

Avaliação dos parâmetros bioquímicos das ratas

Com as amostras de sangue dos animais foram realizadas as análises com auxílio de kits comerciais para averiguação da glicemia, colesterol total (GT), LDL-C, HDL-C e triglicérides (TGC) (LABTEST para glicemia, colesterol total, HDL-C e triglicérides e WIENER LAB para LDL-C).

 

METODOLOGIA ESTATÍSTICA

Os dados das variáveis estudadas foram analisados pela análise de variância e complementada com o teste de Tukey no nível de 5% de significância.

 

RESULTADOS

A tabela 1 mostra que não foram observadas variações estatisticamente significativas para o peso corpóreo das ratas. Em relação ao perfil bioquímico dos diferentes grupos experimentais, observa-se que apenas os valores de LDL-c sofreram modificações significativas nos grupos que fizeram exercício. A tabela 2 mostra que não houve diferença estatisticamente significativa para o peso da placenta nos diferentes grupos experimentais, mas pode-se observar que os pesos de filhotes de ratas Wistar submetidas a exercício durante o período gestacional variaram estatisticamente entre os grupos. Pode-se notar que o grupo praticante de exercício contínuo foi o que obteve menor peso nos filhotes quando comparado com o grupo controle e com o grupo praticante de exercício intermitente.

 

 

 

 

DISCUSSÃO

O uso da água para a realização de atividade física tem muitas vantagens para o praticante, já que reduz o impacto nas articulações e diminui os riscos de lesão mesmo para grupos especiais como as gestantes(13,14).

Não foram observadas modificações significativas no consumo alimentar e no peso das ratas que praticaram exercício intervalado e contínuo em relação ao grupo controle. Estes dados são corroborados pelos resultados de Volpato et al.(11). Porém, ainda não existe consenso na literatura sobre a relação entre o ganho de peso gestacional e a prática de exercícios físicos(14,15), mas há estudos que mostram redução no ganho de peso(16,17). Lana et al.(18) estudaram os efeitos do exercício forçado em ratos e constataram que não houve diferença estatisticamente significativa entre animais com treino de baixa intensidade em relação aos não treinados, mas detectaram menor peso corporal final nos animais do grupo com treino de alta intensidade em relação àqueles animais do grupo não treinados.

Quanto ao perfil bioquímico, este estudo não mostrou mudanças significativas entre as mães sedentárias e as que praticaram exercício intervalado e exercício contínuo. O fato de as ratas terem praticado atividade física apenas durante a gestação pode ter sido insuficiente para promover alterações significativas no perfil lipídico. Há estudos mostrando que um dos maiores benefícios da atividade física regular é a melhora do perfil lipídico, mas isso é observado em longo prazo(19). Além de reduzir quadros de dislipidemias, a prática constante e regular de atividade física é também benéfica no controle da intolerância a glicose, do diabetes mellitus e das complicações crônicas decorrentes da síndrome metabólica, como a doença cardiovascular tanto em modelos animais como em humanos(20,21).

Os resultados deste trabalho apontam para redução de peso dos fetos ao nascimento quando as mães praticaram exercício físico, embora não tenham sido observadas modificações no peso das placentas. O peso da placenta e o peso do recém-nascido podem ser influenciados por fatores maternos, como a nutrição, presença de diabetes, hipertensão e outras patologias e síndromes. Além destes fatores também pode haver influência do esforço físico excessivo e por isso deve ser levada em consideração a forma e a intensidade que deve ser administrado(22-25).

Volpato et al.(11) também observaram redução do peso dos fetos após programa de natação. Outros autores também encontraram efeitos similares em animais e humanos. Outros estudos com modelos de exercício de intensidade moderada e alta não mostram diferenças entre os grupos quanto ao peso no nascimento. Por outro lado, outros relatos mostram que exercícios de intensidade moderada ao longo da gestação podem aumentar o peso ao nascer, enquanto que exercícios mais intensos e com alta frequência, mantidos por longos períodos durante esta fase, podem resultar em crianças com baixo peso(26-31).

 

CONCLUSÃO

Pode-se concluir que a prática de exercício físico contínuo e intermitente, no modelo experimental utilizado, não produziu modificações substanciais no peso e no perfil metabólico das ratas em período gestacional, assim como não interferiu no peso das placentas, mas provocou redução do peso dos fetos.

 

REFERÊNCIAS

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