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Revista Brasileira de Medicina do Esporte

Print version ISSN 1517-8692

Rev Bras Med Esporte vol.18 no.1 São Paulo Jan./Feb. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S1517-86922012000100001 

ARTIGO ORIGINAL
CLÍNICA MÉDICA DO EXERCÍCIO E DO ESPORTE

 

Consumo de proteína por praticantes de musculação que objetivam hipertrofia muscular

 

 

Daiane Menon; Jacqueline Schaurich dos Santos

Universidade de Caxias do Sul – UCS – Caxias do Sul, RS

Correspondência

 

 


RESUMO

A grande procura por academia frequentemente está relacionada com o visual estético e na maioria dos casos com o aumento de massa muscular, principalmente por praticantes de musculação. Existe uma crença entre os atletas de que proteína (PTN) adicional aumenta a força e melhora o desempenho. Este estudo teve como objetivo avaliar o consumo de proteína dos praticantes de musculação que objetivam hipertrofia muscular em uma academia do interior do Estado do Rio Grande do Sul. A amostra foi composta por 23 praticantes de musculação, do sexo masculino, com idade entre 19 e 33 anos. Participaram do estudo os praticantes de musculação que realizavam treino para ganho de massa muscular com frequência mínima de três vezes por semana e que tinham experiência em treinamento resistido de no mínimo 12 semanas. Um formulário foi preenchido, sobre informações pessoais e alguns dados específicos em relação ao treino e à alimentação. Foi realizado registro alimentar de três dias. As medidas antropométricas foram retiradas do banco de dados do software de avaliação física da academia. Também foi avaliado o estado nutricional, através do cálculo do índice de massa corporal (IMC). A média de ingestão de proteína foi de 1,7g/kg. A massa magra atual (61,7kg) apresentou valores mais elevados que a massa magra inicial (59,9kg), sendo que esta mostrou-se menor para as três classificações (abaixo, recomendado e acima do recomendado) da ingestão de PTN. Foi detectada diferença estatística significativa para as classificações dentro da faixa recomendada (p < 0,001) e acima do recomendado (p < 0,05), em que, nas duas situações, a massa magra atual se mostrou significativamente mais elevada que a massa magra inicial. Os achados neste estudo sugerem que a amostra não se caracteriza por apresentar o consumo de PTN acima ou abaixo do recomendado, tendo característica de dieta hiperproteica.

Palavras-chave: academia, consumo alimentar, hipertrofia, suplementos alimentares.


 

 

INTRODUÇÃO

Na procura por um corpo "esteticamente perfeito", muitas pessoas testam dietas e regimes dietéticos de qualquer espécie, na esperança de atingir um novo nível de bem-estar ou desempenho físico1. Praticantes de musculação, muitas vezes, colocam em risco sua saúde para adquirir um corpo perfeito, exagerando nos exercícios físicos que podem levar a danos irreparáveis, já que para o desenvolvimento muscular há um limite genético2.

A alimentação de um atleta é diferenciada dos demais indivíduos em função do gasto energético relevantemente elevado e da necessidade de nutrientes que varia de acordo com o tipo de atividade, da fase de treinamento e do momento de ingestão3.

Especialistas apontam que a alimentação é a peça fundamental para o ganho da massa muscular, podendo chegar a 60% em importância4,5. Porém, existe falta de conhecimento das pessoas em geral, de que uma alimentação balanceada e de qualidade, a não ser em situações especiais, atende às necessidades nutricionais de um praticante de exercícios físicos, inclusive de atletas de nível competitivo6.

Existe uma crença popular antiga entre os atletas de que proteína (PTN) adicional aumenta a força e melhora o desempenho, mas pesquisas não apoiam esta teoria e observa-se que a pequena quantidade de proteína necessária para o desenvolvimento muscular durante o treinamento é facilmente atingida por uma alimentação balanceada regular1.

Para os fisiculturistas ou pessoas interessadas em aumentar a massa corporal, a mitologia das necessidades aumentadas de proteínas na dieta é assustadora. Os levantadores de peso consomem algo ente 1 e 3,5g de proteína por quilograma de peso corporal por dia e a maioria desta proteína está na forma de suplemento1.

A utilização de suplementos com proteínas e aminoácidos comerciais tem aumentado entre os atletas e esportistas, tendo como objetivo a substituição de proteínas da dieta, o uso para aumentar o valor biológico das proteínas da refeição e, ainda, por seus efeitos anticatabolizantes e anabolizantes7.

Assim sendo, o presente estudo teve por objetivo verificar se a alimentação dos praticantes de musculação que objetivam hipertrofia muscular é rica em proteínas (provenientes da alimentação e/ou da suplementação).

 

METODOLOGIA

Trata-se de um estudo transversal. A coleta de dados foi realizada no período compreendido entre os meses de janeiro e abril de 2009, na Academia Escola da Universidade de Caxias do Sul (UCS) no município de Caxias do Sul, do Estado do Rio Grande do Sul. Foram selecionados voluntários praticantes de musculação, do sexo masculino, com idades entre 18 e 40 anos, que tinham como objetivo hipertrofia muscular e que treinavam a um tempo igual ou superior a três meses, com uma frequência mínima de três vezes por semana. Encontrou-se, em média, 100 indivíduos com esses critérios, sendo que 42 deles foram voluntários e, desses, 23 efetivamente participaram da amostra. A exclusão dos 19 participantes se deu em função da falta da entrega do registro alimentar.

O presente estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Fundação Universidade de Caxias do Sul (CEP/FUCS) da cidade de Caxias do Sul, no Estado do Rio Grande do Sul, protocolo número 088/08. Ao concordar em participar da pesquisa, os indivíduos assinavam o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), em duas vias.

Após a assinatura do termo, os participantes eram encaminhados para uma sala reservada, onde foram entrevistados e orientados pela própria pesquisadora ao preenchimento do registro alimentar de três dias, dois dias durante a semana e um dia de final de semana, no qual o entrevistado anotou todos os alimentos, suplementos e bebidas consumidas com suas respectivas quantidades, especificando a marca e a quantidade em medidas caseiras8. Foi utilizado o livro "Métodos práticos para calculo de dietas", para a visualização das porções9. Estes registros alimentares foram calculados através do software de avaliação nutricional Dietwin profissional versão 2008. Nesta mesma sala foi realizado o preenchimento de um formulário sobre informações pessoais e alguns dados específicos em relação ao treino e à alimentação. Em relação ao treino, foi questionada a frequência semanal e o tempo de duração da atividade de musculação. Em relação à alimentação, foi questionado se fazia uso de suplementação e a quantidade diária ingerida.

As medidas antropométricas, o cálculo da massa magra inicial e atual foram retiradas da ficha de avaliação física que constam no banco de dados do software de avaliação física computadorizada Physical Test versão 4.1 para Windows, 1994-2003, em que o método utilizado segue o protocolo de Pollock e Jackson, 1984, que utiliza as sete dobras cutâneas (subescapular, tricipital, peitoral, axilar média, suprailíaca, abdominal e coxa). A massa magra inicial utilizada foi correspondente ao período de três a seis meses antes da realização da massa magra atual. O índice de massa corporal (IMC) foi calculado com as medidas de peso e altura, através da seguinte fórmula: IMC = peso (kg) / altura2 (m); os pontos de corte adotados foram: baixo peso (IMC < 18,5), eutrofia (IMC = 18,5 a 24,9), sobrepeso (IMC = 25 a 29,9) e obesidade (IMC ≥ 30)10.

A apresentação dos resultados se deu através das medidas de posição (média e mediana) e de dispersão (desvio padrão e amplitude interquartílica), bem como através da distribuição das frequências simples e relativa. A simetria da distribuição das variáveis foi investigada através do teste de Kolmogorov-Smirnov (p > 0,200). Para a comparação de proporções foi utilizado o teste do Qui-quadrado, levando em consideração a distribuição teórica de homogeneidade entre as categorias comparadas. Considerando a comparação das variáveis referentes à ingestão de valor energético total (VET), proteína (PTN), carboidrato (CHO) e lipídeo (LIP), e em relação a utilização ou não do suplemento PTN, foi utilizado o teste de Mann-Whitney. No que se refere à comparação da massa magra inicial e final foi utilizado o teste t de Student para dados pareados. Foi utilizado o software Statistical Package to Social Sciences para Windows 13.0, com nível de significância (α) de 5%.

 

RESULTADOS

A tabela 1 demonstra a caracterização da amostra estudada, que foi composta por 23 investigados. No que se refere à idade, foi observada uma amplitude de variação de 19 a 33 anos, com média de 25,8 anos (DP = 3,7). A estatura média encontrada foi de 1,75m (DP = 0,06) e  no que se refere ao peso, a média observada foi de 69,6kg (DP = 8,5 kg).

 

 

Nas informações referentes ao IMC, a média foi de 22,7 (DP = 2,8). Quando a abordagem do IMC se fez através da classificação, predominou o "estado" eutrófico, caracterizando 65,2% (n = 15) da amostra. A proporção de investigados eutróficos se mostrou significativamente mais elevada (p < 0,003) que a de investigados com baixo peso, 8,7% (n = 2) e sobrepeso, 26,1% (n = 6).

As informações referentes ao consumo alimentar estão descritas na tabela 2. Quanto às refeições diárias, a média foi de aproximadamente cinco refeições (DP = 1). Em relação ao valor energético (VET) ingerido, a ingestão média foi de 35,7kcal/dia (DP = 11,1). Levando em consideração o limite para o VET recomendado (37-41kcal/dia), verificou-se que 52,2% (n = 12) ingeriram abaixo do recomendado (de 18 a 35kcal/dia), 26,1% (n = 6) ingeriram acima do recomendado (de 42 a 64kcal/dia) e 21,7% (n = 5) ingeriram o VET conforme o recomendado (de 37 a 41kcal/dia). Comparando as proporções apresentadas para as ingestões, não foi detectada diferença estatística significativa (p = 0,154).

 

 

Considerando os resultados referentes à PTN, a média de ingestão foi de 1,7g/kg de peso/dia (DP = 0,7g/kg). No que se refere à ingestão observada segundo o limite para a PTN recomendada (1,6-1,7g/kg de peso/dia), verificou-se que 30,4% (n = 7) ingeriram abaixo do recomendado (de 0,6 a 1,5g/kg de peso/dia), 43,5% (n = 10) ingeriram acima do recomendado (de 1,8 a 3,4g/kg de peso/dia) e 26,1% (n = 6) ingeriram a PTN conforme o recomendado (de 1,6 a 1,7g/kg de peso/dia). Comparando as proporções apresentadas para a ingestão de proteína, não foi detectada diferença estatística significativa (p = 0,568).

Quanto aos resultados do CHO, observou-se que a ingestão média foi de 4,5g/kg de peso/dia (DP = 1,6g/kg). Levando em consideração o limite de ingestão recomendada para CHO (5,0-8,0g/kg de peso/dia), verificou-se que 69,6% (n = 16) ingeriram abaixo do recomendado (de 2,4 a 4,8g/kg de peso/dia), 4,3% (n = 1) ingeriram acima do recomendado (9,0g/kg de peso/dia) e 26,1% (n = 6) ingeriram a CHO conforme o intervalo de recomendação (de 5,0 a 8,0g/kg de peso/dia). Comparando as proporções apresentadas para a ingestão, foi detectada diferença estatística significativa (p < 0,001), indicando que a proporção de investigados com consumo de CHO abaixo do recomendado se mostrou significativamente mais elevada nesta amostra.

No que diz respeito à ingestão de LIP, a média de ingestão foi de 1,2g/kg de peso/dia (DP = 0,4g/kg). No que se refere à ingestão observada segundo o limite para a LIP recomendado (1,0g/kg de peso/dia), verificou-se que 21,7% (n = 5) ingeriram abaixo do recomendado (de 0,6-0,9g/kg de peso/dia), 56,5% (n = 13) ingeriram acima do recomendado (de 1,0 a 2,3g/kg de peso/dia) e 21,7% (n = 5) ingeriram exatamente a quantidade recomendada. Comparando as proporções observadas, detectou-se que as diferenças não se mostraram estatisticamente significativas (p < 0,062); no entanto, a significância limítrofe apresentada pelo teste (0,05 < p < 0,10) sugeriu que a proporção da amostra com ingestão de LIP acima do recomendado tende a se mostrar mais elevada nesta amostra.

A tabela 3 mostra que a massa magra atual apresentou valores mais elevados que a massa magra inicial, em que a média inicial foi de 59,9kg (DP = 6,1) e a final, de 61,7kg (DP = 5,9). De acordo com o teste t de Student (p < 0,001), a média da massa magra atual se mostrou significativamente mais elevada que a massa magra inicial.

 

 

Avaliando a massa magra em relação à ingestão de PTN, realizou-se para cada classificação da ingestão de PTN a comparação entre a massa magra inicial e a atual. Pela tabela 4 pode-se observar que a massa magra inicial se mostrou menor para as três classificações da ingestão de PTN, sendo que, nas três classificações de PTN as diferenças evidenciadas se mostraram estatisticamente significativas (p<0,05). Avaliando a massa magra em relação à ingestão de PTN, realizou-se, para cada classificação da ingestão de PTN, a comparação entre a massa magra inicial e a atual.

 

 

No que se refere à ingestão do VET apresentada na Figura 1, os investigados que não utilizaram suplementos (N) apresentaram uma mediana de 34kcal/kg de peso/dia, e os que utilizaram suplemento a base de PTN a mediana foi de 30kcal/kg de peso/dia; no entanto, a diferença observada não se mostrou estatisticamente significativa (p > 0,05), indicando que a utilização ou não de suplemento a base de PTN não está influenciando na ingestão de VET.

 

 

Na Figura 2 está demonstrada a ingestão de suplemento a base de proteína (PTN), em que os investigados que não utilizaram suplementos (N) apresentaram uma ingestão mediana de 1,6g/kg de peso/dia, enquanto que, entre os que utilizaram PTN, a ingestão mediana foi de 1,7g/kg de peso/dia, implicando em não existência de diferença estatisticamente significativa (p > 0,05) entre os dois grupos.

 

 

DISCUSSÃO

O treinamento resistido é considerado a atividade física mais eficiente para a modificação da composição corporal pelo aumento da massa muscular. Tais alterações na composição corpórea ocorrem após várias semanas de treinamento11. Marcinik et al.12, ao acompanhar 10 adultos jovens, por um período de 12 semanas, durante um programa de treinamento com pesos, encontraram um aumento significante na massa magra (1,3kg ou 2%). Resultados semelhantes foram encontrados no presente estudo quando comparados a massa magra inicial e a atual no momento da avaliação. No estudo de Wilmore13, não foram encontradas alterações na massa corporal em homens submetidos a 10 semanas de treinamento com pesos; todavia, modificações significantes foram verificadas na massa magra (+2,4%) e na massa gorda (-7,5%).

Segundo as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte6, a ingestão adequada de proteínas para atletas de força seria de 1,6 a 1,7 gramas por quilo de peso corporal por dia. No presente estudo, a média de ingestão da amostra enquadrou-se dentro das recomendações diárias de proteínas, mas a maioria estava consumindo valores acima do recomendado. Em estudo realizado com 11 indivíduos praticantes de musculação com objetivo de hipertrofia muscular do sexo masculino do município de Cascavel, PR, a maioria (63,6%) dos indivíduos consumiu mais de 2g/kg/dia de proteína na sua alimentação, caracterizando na maioria dos avaliados uma dieta hiperproteica14. Segundo Duran et al.15, alguns estudos mostraram que frequentadores de academia costumam ter uma alimentação hiperproteica, devido ao modismo e falta de informações e orientações adequadas.

Em estudo prospectivo observacional foram investigados seis atletas do sexo masculino, praticantes de musculação, em que a oferta proteica de 2,5g/kg de peso/dia não trouxe benefícios adicionais a 1,5g/kg/dia para aumentar o fluxo e a síntese proteica, bem como a positivação do balanço nitrogenado. A elevação da oferta proteica (2,5g/kg de peso/dia) não diferenciou quanto ao ganho muscular16. Cyrino et al.17, em estudo semelhante realizado com seis atletas de culturismo, do sexo masculino, sugerem que a ingestão proteica entre 1,5 e 2,5g de proteína/kg de peso corporal/dia, associada ao treinamento com pesos, pode contribuir de forma significativa para o aumento de força e massa muscular. No presente estudo foram encontrados resultados similares, em que para as três classificações de ingestão de PTN se mostraram estatisticamente significativas, a massa magra atual mostrou-se mais elevada que a massa magra inicial em todos os grupos, porém, quanto à ingestão de PTN dentro da faixa recomendada e acima do recomendado, mostrou-se um resultado significativo maior. Novamente, a discussão recai sobre a dificuldade em afirmar as reais necessidades proteicas de uma população de frequentadores de academia18.

As necessidades nutricionais em termos calóricos correspondem a um consumo que se situa entre 37 a 41kcal/kg/ de peso/dia para praticantes de musculação. Dependendo dos objetivos, a taxa calórica pode apresentar variações mais amplas, com o teor calórico da dieta situando-se entre 30 e 50kcal/kg/peso/dia6. No presente estudo o valor calórico total ficou abaixo do recomendado.

Para otimizar a recuperação muscular, recomenda-se que o consumo de carboidratos esteja entre 5 e 8g/kg de peso/dia. Em atividades de longa duração e/ou treinos intensos, há necessidade de até 10g/kg de peso/dia para a adequada recuperação do glicogênio muscular e/ou aumento da massa muscular6. No presente estudo, o consumo de CHO mostrou-se abaixo do recomendado, resultado reforçado pelo estudo de Oliveira et al.14 em que 90,9% dos praticantes de musculação com o objetivo de hipertrofia apresentaram consumo glicídico abaixo do recomendado. Também, em estudo realizado em Cotia, região metropolitana de São Paulo, com 32 alunos, em 2004, que estivessem praticando algum exercício físico há pelo menos três meses, com frequência igual ou superior a três vezes por semana, o consumo de carboidrato obteve uma maior porcentagem de inadequação, sendo que quase metade da população (46,9%) apresentou uma dieta hipoglicídica15.

Hernandez et al.6 sugerem que um adulto necessita diariamente de cerca de 1g de gordura por kg/peso corporal, o que significa 30% do valor calórico total (VCT) da dieta. Para os atletas, tem prevalecido a mesma recomendação nutricional destinada à população em geral. Nesta amostra, a ingestão de lipídeo foi superior à recomendada. Estes dados também foram encontrados no estudo de Oliveira et al.14 e reforçados por Garcia19 em que prevaleceram características de dietas hiperlipídicas entre os atletas de musculação.

Portanto, a partir deste estudo, pode se concluir que a amostra não se caracteriza por apresentar o consumo de PTN abaixo ou dentro do valor recomendado, a maioria dos indivíduos tinham características de dietas hiperproteicas. No entanto, o consumo de proteína dentro de todas as faixas de recomendação mostrou-se efetivo no ganho de massa muscular nos praticantes de musculação, sendo que a ingestão dentro e acima do valor recomendado teve um aumento maior. Quando analisados o consumo de calorias e demais macronutrientes, encontramos para calorias e carboidrato, na amostra em geral, uma ingestão abaixo dos valores recomendados, porém para lipídeo encontrou-se valores acima do recomendado na ingestão diária da amostra.

 

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Correspondência:
Rua Cirilo Ruzzarim, 474, Lourdes – 95070-480 – Caxias do Sul, RS
E-mail: dai_menon@yahoo.com.br

Todos os autores declararam não haver qualquer potencial conflito de interesses referente a este artigo.