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Revista Brasileira de Medicina do Esporte

Print version ISSN 1517-8692

Rev Bras Med Esporte vol.18 no.1 São Paulo Jan./Feb. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S1517-86922012000100009 

ARTIGO ORIGINAL
CIÊNCIAS DO EXERCÍCIO E DO ESPORTE

 

Resposta da frequência cardíaca durante sessão de treinamento de karatê

 

 

Vinicius Flavio MilanezI; José Luiz DantasI; Diego Giulliano Destro ChristofaroII; Rômulo Araújo FernandesIII

IUniversidade Estadual de Londrina – UEL, Centro de Educação Física e Esportes – Grupo de Estudo das Adaptações Fisiológicas aoTreinamento (GEAFIT)
IIUniversidade Estadual de Londrina – UEL, Centro de Saúde Coletiva
IIIUniversidade Estadual Paulista – UNESP, Campus de Rio Claro. Programa de Pós-Graduação em Ciências da Motricidade

Correspondência

 


RESUMO

A prática do karatê pode promover adaptações benéficas sobre os componentes da aptidão física relacionada com a saúde. Dentre esses componentes, o consumo máximo de oxigênio (VO2max) é um importante indicador de aptidão cardiorrespiratória, como também forte preditor de risco de morte por doença cardiovascular. Estudos anteriores avaliaram as respostas da Frequência Cardíaca na modalidade de karatê durante protocolos elaborados pelos pesquisadores que simularam o treinamento. No entanto, esses resultados devem ser interpretados com cautela, uma vez que protocolos podem comprometer a validade ecológica do comportamento da FC. Dessa forma, o objetivo deste estudo foi, através do monitoramento da FC, investigar a distribuição da intensidade durante uma sessão de treinamento de karatê (ST) com a validade ecológica preservada. Nove atletas (M (DP) = 22 (5,2) anos; 60,3 (12,9) kg; 170,0 (0,10) cm; 11,6 (5,7) % gordura) realizaram teste incremental máximo (TI) e uma ST, com monitoramento contínuo da FC, distribuída posteriormente conforme método proposto por Edwards. O tempo médio de duração da ST foi de 91,3 (11,9) minutos (IC95% = 82,0 – 100,5). Os valores de FC média e máxima da ST foram equivalentes a 72% (IC95% = 66-78%) e 94% (IC95% = 89-99%) da FC máxima alcançada durante TI (FCmax), respectivamente. Durante 79,9% (IC95% = 65,7-94,1%) do tempo total da ST, os karatecas permaneceram em uma intensidade superior a 60% da FCmax. Deste modo, conclui-se que a intensidade da ST de karatê atende às recomendações do ACSM com relação à intensidade, duração e frequência semanal, apresentando-se como uma interessante alternativa de exercícios físicos para promoção da aptidão cardiorrespiratória.

Palavras-chave: consumo de oxigênio, artes marciais, frequência cardíaca, saúde, condicionamento físico.


 

 

INTRODUÇÃO

O karatê é uma das mais populares artes marciais praticadas no mundo1. A modalidade envolve diversos grupos musculares, com movimentos complexos de rápidas acelerações e desacelerações2. As técnicas de curta duração de ataque e defesa caracterizam-se por execuções com máxima intensidade, interrompidas por pequenos intervalos3 e tornam a modalidade comparável a um exercício intermitente4.

A prática do karatê, assim como ocorre em outras modalidades de artes marciais, promove adaptações benéficas sobre os componentes da aptidão física relacionada com a saúde5,6. Dentre esses componentes, o consumo máximo de oxigênio (O2max) é um importante indicador de aptidão cardiorrespiratória, como também forte e independente preditor de risco de morte por doença cardiovascular e por todas as causas7,8.

Um pequeno aumento do O2max na ordem de 1 MET (3,5ml.kg-1.min-1) é associado a uma diminuição de 13% e 15% no risco de morte por todas as causas e de doenças cardíacas, respectivamente8. Portanto, a prática de exercícios físicos nas suas mais diferentes formas contribui para a migração do indivíduo da condição de sedentário para fisicamente ativo, podendo promover adaptações satisfatórias na aptidão cardiorrespiratória5,9,10 e consequente redução no risco de morte.

Para esse fim, o American College of Sports Medicine11 normalmente recomenda atividades contínuas, tais como corrida, ciclismo e natação, em uma zona de intensidade entre 60 a 90% da frequência cardíaca máxima (FCmax) por um período de tempo entre 20 e 60 minutos, com uma frequência semanal entre três e cinco vezes. Porém, algumas atividades intermitentes como artes marciais não são mencionadas nas recomendações.

Um dos métodos amplamente utilizado na determinação da intensidade de sessões de treinamento é o monitoramento da frequência cardíaca (FC)12 devido à sua relação com o consumo de oxigênio (O2). A partir desse método é possível avaliar valores médios, máximos de FC ou analisar por zonas de FC a distribuição da intensidade do treinamento.

Estudos anteriores avaliaram as respostas da FC na modalidade de karatê durante protocolos elaborados pelos pesquisadores que simularam o treinamento13-15. No entanto, esses resultados devem ser interpretados com cautela, uma vez que protocolos podem comprometer a validade ecológica do comportamento da FC. Consequentemente, são limitadas as informações sobre a resposta da FC durante uma sessão de treinamento da modalidade de karatê.

Dessa forma, o objetivo deste estudo foi investigar a distribuição da intensidade durante uma sessão de treinamento de karatê com a validade ecológica preservada por meio do monitoramento da FC. Hipotetizamos que a intensidade de uma sessão convencional de karatê difira das situações acima citadas e atenda às recomendações do ACMS11 para desenvolvimento de aptidão cardiorrespiratória (60 a 90% da FCmax).

 

MÉTODOS

Sujeitos

A amostra foi constituída por nove karatecas de ambos os sexos (M (DP) = 22 (5,2) anos; 60,3 (12,9) kg; 170,0 (0,10) cm; 11,6 (5,7) % gordura), sendo cinco homens (24,0 ± 6,4 anos; 64,4 ± 15,6kg; 169,2 ± 9,4cm; 8,6 ± 5,5% gordura) e quatro mulheres (19,5 ± 2,1 anos; 55,1 ± 7,7kg; 162,5 ± 3,5cm; 15,2 ± 3,6% gordura), que treinavam regularmente, no mínimo, cinco vezes por semana a pelo menos dois anos. Todos os sujeitos foram informados acerca dos procedimentos a serem realizados, dos riscos e benefícios associados e, na sequência, assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa Local, em acordo com a Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde, sob o protocolo número 192/07.

Delineamento experimental

Inicialmente, os atletas realizaram um protocolo composto por avaliação da frequência cardíaca durante um período de repouso (FCrep) com duração de cinco minutos e um teste incremental máximo (TImax) em esteira (Super ATL, Inbrasport, Brasil) para determinação do limiar ventilatório (LV), ponto de compensação respiratória (PCR), FCmax e O2max. Posteriormente a um intervalo mínimo de 48 horas, realizaram uma sessão de treinamento, na qual a FC foi monitorada continuamente para posterior análise da distribuição da intensidade. Todos os sujeitos foram familiarizados com os procedimentos, equipamentos e instruídos a não realizarem esforços intensos ou ingerirem bebidas alcoólicas nas 24 horas precedentes aos testes, bem como não consumirem alimentos e bebidas cafeinadas nas três horas precedentes aos testes.

 

 

As velocidades iniciais foram de 6 e 8km.h-1 para mulheres e homens, respectivamente. A inclinação foi fixada em 1% e os incrementos de 1 km.h-1 foram realizados a cada três minutos até a exaustão voluntária. Durante todo o teste progressivo a FC foi registrada por meio de um cardiofrequencímetro Polar® (S810i, Polar Electo Oy, Kempele, Finlândia), assim como as trocas gasosas pulmonares foram registradas a cada 20 segundos por meio do analisador de gases VO2000 (MedGraphics, EUA). A calibração foi realizada anteriormente a cada teste a partir de uma amostra de gás ambiente e de concentrações gasosas conhecidas de O2 (16%) e CO2 (5%). O fluxo de gases para o aparelho também foi calibrado por meio de uma seringa de três litros. A FCmax foi considerada como a média do registro da FC dos últimos 30 segundos do teste progressivo. Critérios sugeridos na literatura foram utilizados para determinação do valor de O2max16, do LV e do PCR17.

Sessão de treinamento (ST) convencional de karatê

Durante a ST, os atletas realizaram um aquecimento breve e alongamentos, ambos não padronizados e com duração de aproximadamente 20 minutos. Após o aquecimento, a sessão de treinamento foi separada em pequenos turnos com duração de dois minutos em que eram realizadas técnicas básicas, combinadas e combinadas contra o oponente. Pequenos intervalos com duração entre 30 e 60 segundos eram realizados entre os turnos para mudanças de técnicas, de oponente ou para descanso, conforme a rotina diária de treinamento dos atletas. Não houve interferência por parte dos pesquisadores no cronograma e treinamento adotados pela comissão técnica.

O relógio do cardiofrequencímetro foi posicionado estrategicamente nas costas do atleta, fixado junto à fita transmissora dentro do kimono para proteger o aparelho e preservar a integridade física dos atletas. A média dos valores registrados durante toda a ST foi definida como frequência cardíaca média (FCSTmed), enquanto o maior valor registrado durante a ST foi definido como frequência cardíaca máxima da sessão (FCSTmax).

Distribuição da intensidade de treinamento

A distribuição da intensidade de treinamento foi realizada através do método proposto por Edwards18, que consiste na divisão das zonas relativas à FCmax (Zona 1: 50 a 59% da FCmax; Zona 2: 60 a 69% da FCmax; Zona 3: 70 a 79% da FCmax; Zona 4: 80 a 89% da FCmax; Zona 5: 90 a 100% da FCmax).

 

ANÁLISE ESTATÍSTICA

Inicialmente, o teste de Shapiro-Wilk foi utilizado para análise da distribuição dos dados. Variáveis que apresentaram normalidade foram expressas em valores de média (M) e desvio padrão (DP), e caso não atendesse o pressuposto de normalidade, em mediana, primeiro e terceiro quartis. Para as comparações entre os sexos foi utilizado o teste t de Student para amostras independentes. Para as comparações entre as formas de distribuição do tempo da ST, utilizou-se a análise de variância de medidas repetidas e, em caso de significância constatada, o post hoc de Bonferroni, quando as variáveis envolvidas na comparação respeitassem os pressupostos paramétricos. Quando violados estes pressupostos, a análise de variância de Friedman e o teste de Wilcoxon como post hoc foram utilizados. O nível de significância adotado para todas as análises foi de 5%. Os dados foram tratados utilizando-se o programa SPSS para Windows, versão 17.0.

 

RESULTADOS

As características fisiológicas dos karatecas em valores médios (M) e desvio padrão (DP) são apresentados na tabela 1. O O2max médio do grupo (n = 9; M (DP) = 47,1 (7,4) ml.kg-1.min-1; IC95% = 41,4-52,8) foi considerado alto para ambos os gêneros em relação ao padrão populacional7 e com diferença estatisticamente significante entre os atletas masculinos e femininos (tabela 1). Ainda na tabela 1 estão presentes os valores de FCrep, FCmax, frequência cardíaca no limiar ventilatório (FCLV) e frequência cardíaca no ponto de compensação respiratória (FCPCR), sem diferenças estatísticas entre os gêneros.

 

 

Também não houve diferenças estatísticas entre os atletas masculinos e femininos para os valores de FCSTmed e FCSTmax obtidas durante a sessão de treinamento (tabela 2). Os valores de FCSTmed e FCSTmax alcançaram intensidades equivalentes a 72% (IC95% = 66-78%) e 94% (IC95% = 89-99%) da FCmax, respectivamente.

 

 

O tempo total médio da sessão de treinamento foi de 91,3 (11,9) minutos (IC95% = 82,0-100,5). A partir da análise da distribuição da intensidade (figura 1) foi possível constatar que o tempo de permanência na zona 5 (90% a 100%), bem como na intensidade abaixo de 50% FCmax, foi estatisticamente menor em relação às demais zonas. A maior parte do treinamento foi realizada dentro da faixa de 60% a 89% da FCmax, o que corresponde às zonas 2, 3 e 4 do método utilizado8 (figura 1).

 

 

Na figura 2 é possível observar que, dos 91,3 minutos (tempo total de duração da ST), os karatecas permaneceram 72,5 minutos em uma intensidade ≥ 60% da FCmax, conforme recomendação do ACSM11 para ocorrer adaptações satisfatórias na aptidão cardiorrespiratória. Esse tempo é equivalente a 79,9% (IC95% = 65,7-94,1%) do tempo total da ST.

 

 

O tempo de permanência na intensidade abaixo de 50% da FCmax foi mínimo. A partir das respostas individuais da FC de dois voluntários (figura 3), fica evidenciada a característica intermitente de moderada a alta intensidade durante a sessão de treinamento.

 

 

As médias de FCLV e FCPCR do grupo (n = 8) foram equivalentes, respectivamente, a 83% (IC95% = 80-85%) e 90% (IC95% = 87-92%) da FCTImax. Embora a maior parte do treinamento ocorra entre a intensidade de 60% a 90% da FCTImax, durante a ST os karatecas permaneceram predominantemente na intensidade abaixo da FCLV (M = 80,4%; IC95% = 65,5-95,3%) e entre FCLV e FCPCR (M = 15,4 %; IC95% = 4,7-26,2%). Os dados de LV e PCR de um dos voluntários foram perdidos devido a problemas técnicos na obtenção do O2 durante TI.

 

DISCUSSÃO

O principal objetivo do presente estudo foi, através do monitoramento da FC, investigar a distribuição da intensidade durante uma sessão de treinamento de karatê com a validade ecológica preservada, na tentativa de caracterizar a modalidade como uma atividade alternativa para promoção da aptidão cardiorrespiratória. No Brasil, uma revisão dos principais periódicos nacionais19 apurou que, no período de 1998 a 2008, foram publicados apenas seis estudos relacionados à modalidade de karatê. Na literatura internacional, até o presente momento, grande parte dos estudos que avaliaram a resposta da FC relacionados com a modalidade de karatê direcionou suas investigações a katas2, a protocolos predeterminados pelos pesquisadores que simularam o treinamento1,13,15 e apresentaram valores de FCSTmed e FCSTmax inferiores aos do nosso estudo. Os protocolos usados naqueles estudos comprometem a validade ecológica, uma vez que o tempo de duração, ações e grupamentos musculares envolvidos têm limitações frente ao que acontece em uma sessão convencional. Além disso, a resposta da FCSTmed é considerada um método limitado para avaliar exercícios de alta intensidade com características estocásticas20-22. Por isso, no presente estudo, diferentemente dos anteriores, analisamos também a distribuição da intensidade do esforço realizado por karatecas durante uma ST, sem intervenção dos pesquisadores no cronograma de treinamento adotado pela comissão técnica, mantendo íntegra a validade ecológica.

Os resultados obtidos durante a ST indicam que a modalidade contempla os requisitos de duração e intensidade do ACSM11 para promoção de aptidão cardiorrespiratória. Dos 91,3 minutos (duração total da ST), 72,5 minutos os atletas permaneceram a uma intensidade ≥ 60% da FCmax, conforme demonstrado na figura 2, equivalente a 79,9% do tempo total da ST. Portanto, a maior parte do treinamento foi realizada dentro da faixa de 60% a 90% da FCmax, o que corresponde às zonas 2, 3 e 4 do método utilizado18, enquanto que, na intensidade abaixo 60% da FCmax, a permanência foi muito pequena e abaixo de 50%; FCmax foi mínima (42 seg.) (figuras 1 e 2).

Além disso, é possível afirmar que o karatê caracteriza-se como uma modalidade intermitente de moderada a alta intensidades, conforme ilustrado na figura 3(A e B), corroborando com estudos prévios3,4 e com outras modalidades de artes marciais23-25. Estímulos de treinamento provenientes de modalidades com características intermitentes são eficientes para promover o aumento significativo no O2max de crianças pré-púberes26, adultos jovens e de meia idade27, idosos28, de ambos os sexos27, independente do nível de treinamento, pois as respostas nos índices cardiorrespiratórios abrangem desde sedentários até atletas27,29.

O grupo analisado neste estudo apresentou valores de O2max superiores aos valores normativos5,7,24 e semelhantes a estudos prévios de karatê e de outras modalidades de combate similares. Esses resultados, juntamente com os resultados de estudos prévios de artes marciais5,23,24, permitem inferir que os voluntários possuem índices de aptidão cardiorrespiratória acima do aceitável para promoção de saúde e redução de risco de morte. Adicionalmente, de acordo com os intervalos de confiança apurados para os marcadores de aptidão aeróbia (O2max, LV e PCR), é possível constatar que o grupo possui uma capacidade aeróbia homogênea, acima da média populacional7 e dentro dos parâmetros recomendados pela literatura para redução de risco à saúde5,7,24. Uma capacidade aeróbia elevada contribui tanto no fornecimento quanto na ressíntese dos fosfatos de alta energia durante as atividades e nas recuperações, respectivamente30, adaptação importante para a modalidade3.

Vale destacar que o presente estudo apresenta algumas limitações importantes, tais como a falta de um acompanhamento longitudinal das sessões e o número reduzido de sujeitos analisados. Entretanto, foram monitorados nove atletas em nove diferentes sessões de treinamento que apresentaram valores de FC média de 72% da FCmax (IC95% = 66-78%), demonstrando, assim, semelhança das respostas de FC entres as sessões. Com relação ao número relativamente pequeno de sujeitos que compuseram a amostra, este se deve à forma pela qual os atletas são categorizados de acordo com a idade e a massa corporal, o que faz com que as equipes normalmente possuam apenas um atleta por categoria, fato que tem sido verificado frequentemente nos estudos realizados com karatecas (n ≤ 10)2,3,13,15. Ponderadas as limitações do presente estudo, é possível afirmar que o karatê apresenta-se como uma interessante alternativa de exercícios físicos para promoção da aptidão cardiorrespiratória.

 

CONCLUSÃO

Com base nos resultados observados durante o presente estudo, é possível afirmar que a intensidade de uma ST da modalidade karatê com a validade ecológica preservada atende às recomendações do ACSM com relação à intensidade, duração e frequência semanal apresentando-se como uma interessante alternativa de exercícios físicos para promoção da aptidão cardiorrespiratória.

 

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E-mail: viniciunesp@hotmail.com

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