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Revista Brasileira de Medicina do Esporte

versão impressa ISSN 1517-8692

Rev Bras Med Esporte vol.18 no.1 São Paulo jan./fev. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S1517-86922012000100010 

ARTIGO ORIGINAL
CIÊNCIAS DO EXERCÍCIO E DO ESPORTE

 

Perfil morfológico de atletas de elite de Brazilian Jiu-Jitsu

 

 

Leonardo Vidal AndreatoI,II; Emerson FranchiniI; Solange Marta Franzói de MoraesII; João Victor Del Conti EstevesII; Juliana Jacques PastórioII; Thaís Vidal AndreatoII; Tricy Lopes de Moraes GomesII; José Luiz Lopes VieiraII

IUniversidade de São Paulo - USP, São Paulo, SP
IIUniversidade Estadual de Maringá - UEM; Maringá-PR

Correspondência

 

 


RESUMO

Atletas de diversas modalidades esportivas categorizadas pela massa corporal a reduzem para se enquadrarem em categorias inferiores. Essas reduções podem comprometer o desempenho e a saúde dos atletas. Para a determinação da categoria mais adequada é de suma importância o conhecimento da composição corporal, para que se evite a redução excessiva. Desta forma, o presente estudo buscou analisar o perfil morfológico de atletas de elite de Brazilian Jiu-Jitsu. A amostra constitui-se de 11 atletas com 25,8 ± 3,3 anos, medalhistas em competições de nível nacional e/ou internacional. Realizou-se análise antropométrica para determinação de composição corporal e somatotipo. Observou-se percentual de gordura (10,3 ± 2,6%) dentro das indicações para esta população, alto percentual de massa muscular (61,3 ± 1,5%), assim como componente mesomórfico predominante (5,5 ± 1,0). Os pontos de maior e menor acúmulo de gordura foram as regiões abdominal (15,7 ± 6,3mm) e peitoral (6,8 ± 1,5mm), respectivamente. Conclui-se que atletas desta modalidade em período preparatório apresentam peso superior ao peso competitivo (4,4 ± 2,4%), embora apresentem níveis de massa gorda dentro das recomendações, alto percentual de massa muscular e componente mesomórfico predominante.

Palavras-chave: alto rendimento, antropometria, avaliação física.


 

 

INTRODUÇÃO

O conhecimento da composição corporal é essencial em modalidades esportivas de combate para o controle e definição de categoria de peso. Além disto, um maior percentual de gordura corporal está negativamente correlacionado com o desempenho em atividades de locomoção e de entradas de técnicas1,2. Alguns estudos distinguem atletas de diferentes níveis competitivos quanto à sua composição corporal, relatando que atletas de menor nível competitivo apresentam maior percentual de massa gorda3. Desta forma, a maximização do percentual de massa magra dentro do limite superior de uma categoria de peso poderia proporcionar ao atleta vantagem quanto ao rendimento físico4.

Para se enquadrarem em uma determinada categoria, diversos atletas de modalidades esportivas de combate adotam a perda de peso5-8, fazendo uso de diferentes métodos, podendo recorrer à restrição calórica, restrição hídrica, desidratação por meio de saunas, corridas utilizando vestimentas que diminuem a troca de calor com o meio ambiente, utilização de roupas plásticas, uso de diuréticos, laxantes, estimulantes e indução de vômito. Métodos estes que podem causar queda de rendimento físico, afetar negativamente o aspecto cognitivo, trazer danos à saúde e até mesmo causar a morte6,9,10.

Diversos estudos têm objetivado investigar os efeitos da redução de massa corporal sobre o desempenho11-15, as mudanças antropométricas8,12,15, as respostas humorais7,16,17, os efeitos cognitivos9 e as respostas fisiológicas11, diferindo o método de redução em gradual e rápida18,19.

Sendo o Brazilian Jiu-Jitsu um esporte no qual os atletas são divididos em nove categorias de peso, além da categoria denominada absoluto20, os atletas utilizam a redução da massa corporal para se enquadrarem no limite superior de determinada categoria. Steen e Brownell21, em estudo com atletas norte-americanos de luta olímpica (n = 63), apontaram que 41% dos atletas relataram flutuações de peso de 5,0 a 9,1kg em uma semana. Brito et al.22 investigaram 120 lutadores de Brazilian Jiu-Jitsu (14 mulheres e 106 homens) com idade de 21,4 ± 5,3 anos, em período pré-competitivo, e identificaram que 29% dos lutadores adotavam algum método para rápida redução da massa corporal pré-competição. Porém, até o presente momento, não foram encontrados na literatura indicativos da magnitude da redução de massa corporal em atletas de Brazilian Jiu-Jitsu.

Em geral, atletas de modalidades esportivas de combate de domínio têm apresentado percentual de gordura corporal abaixo da média populacional4,16,23. Especificamente em relação ao Brazilian Jiu-Jitsu, Del Vecchio et al.24 relataram que lutadores da modalidade (n = 7) apresentavam valores de 9,8 ± 4,2% de gordura corporal.

Além da composição corporal nas modalidades de lutas, Carter e Heath25 sugerem que o somatotipo e o sucesso esportivo estão positivamente correlacionados. Em modalidades esportivas de combate, o componente de mesomorfia tem sido destacado como o mais relevante para o desempenho4,26, permitindo, inclusive, discriminar atletas de diferentes graus de desempenho27. Contudo, pouco se conhece acerca da somatotipologia em atletas de Brazilian Jiu-Jitsu, tendo sido encontrado apenas um estudo24 que reportou componente mesomórfico predominante nesta população (n = 7; 7,9 ± 1,4).

Face às considerações anteriores e visto que o Brazilian Jiu-Jitsu é um esporte pouco estudado quanto aos aspectos antropométricos, o presente estudo teve como objetivo analisar o perfil morfológico apresentado por atletas de elite deste esporte.

 

MÉTODOS

Amostra

A amostra desta pesquisa constituiu-se de 11 atletas de elite de Brazilian Jiu-Jitsu, do sexo masculino, com idade de 25,8 ± 3,3 anos, pertencentes à categoria adulta masculina, com graduações de faixa marrom e preta. Para se enquadrarem neste grupo foram medalhistas em competições de nível nacional e/ou internacional. Destes atletas, um pertencia à categoria pena (até 67kg), quatro à leve (até 73kg), três à médio (até 79kg), dois à pesado (até 91kg), e um à superpesado (até 97kg).

Todos os sujeitos, depois de informados sobre os procedimentos aos quais seriam submetidos, assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Posteriormente, a coleta de dados ocorreu no Laboratório de Fisiologia do Esforço (Labfise) da Universidade Estadual de Maringá (UEM), entre os dias primeiro de agosto e 17 de setembro de 2008. Neste período, os atletas se encontravam em período preparatório. Este trabalho foi aprovado pelo Comitê Permanente de Ética em Pesquisa Envolvendo Seres Humanos (COPEP) da Universidade Estadual de Maringá, parecer nº 175/2007.

Instrumentos de medida

Os atletas tiveram sua massa corporal mensurada com utilização de balança Filizola® com precisão de 0,1kg, e a estatura determinada em estadiômetro Seca® com precisão de 0,1cm, segundo protocolo de Lohman et al.28. A partir das medidas de massa corporal e estatura, determinou-se o índice de massa corporal (IMC) por uso do quociente massa corporal/estatura2 (kg/m2).

Os perímetros de tórax, cintura, abdômen, quadril, antebraço, coxa e perna foram obtidos seguindo as técnicas descritas por Lohman et al.28, com exceção dos perímetros de braço relaxado, no qual considerou-se a maior circunferência e perímetro de braço contraído, o qual foi medido no ponto de maior volume, no final de uma contração voluntária máxima do bíceps. Todos os perímetros foram determinados com uso de fita métrica Seca® com precisão de 0,1cm. Os diâmetros ósseos do bicôndilo femoral e bicôndilo umeral foram obtidos com paquímetro, com precisão de 0,1cm, de acordo com a descrição de Lohman et al.28.

A determinação da espessura das dobras cutâneas (peitoral, axilar média, tricipital, subescapular, abdominal, suprailíaca e coxa medial) foi realizada em forma de triplicata, sendo utilizado o valor médio, seguindo a padronização de Lohman et al.28. Para isto, utilizou-se plicômetro Harpenden (John Bull British Indicators®, Inglaterra) com pressão constante de 10g/mm, e precisão de 0,2mm.

A partir da espessura das dobras cutâneas, determinou-se a densidade corporal (DC) pela fórmula de Jackson e Pollock29:

 

 

onde ∑7EDC é o somatório da espessura das sete dobras cutâneas (peitoral, axilar média, tricipital, subescapular, abdominal, suprailíaca e coxa).

Determinada a densidade corporal, utilizou-se a equação de Siri30 para estimar composição corporal:

 

 

onde %G é o percentual de gordura corporal.

A massa muscular (MM) foi estimada pela equação proposta por Martin et al.31:

 

 

onde E é a estatura, PC é o perímetro de coxa corrigido pela espessura da dobra cutânea de coxa, PABR é o perímetro de antebraço e PP é o perímetro de panturrilha corrigido pela espessura da dobra cutânea de perna medial, sendo todas as medidas em centímetros. Os perímetros de coxa e panturrilha foram corrigidos via subtração dos valores encontrados pelo valor de π multiplicado pelas respectivas espessuras de dobras cutâneas.

A determinação da somatotipia foi obtida valendo-se da proposta de Carter e Heath25 que considera massa corporal, estatura, diâmetros ósseos (bicôndilo umeral e bicôndilo femoral), perímetros (braço contraído e perna medial), e espessura das dobras cutâneas (tricipital, subescapular, suprailíaca e perna medial).

 

ANÁLISE ESTATÍSTICA

Os dados obtidos foram analisados estatisticamente por meio do programa Excel® e apresentados em média, desvio padrão (DP), erro padrão da média (EPM), intervalo de confiança de 95% (IC95%) e amplitude (valores mínimos e máximos).

 

RESULTADOS

As características antropométricas dos atletas de Brazilian Jiu-Jitsu são apresentadas na tabela 1. As grandes variações quanto à massa corporal (83,1 ± 8,7kg) e estatura (180,1 ± 6,5cm) se devem principalmente às diferentes categorias competitivas desses atletas.

 

 

Os resultados indicaram baixo nível de gordura corporal, porém com grande variação entre os valores extremos. Os pontos de maior e menor acúmulo foram as regiões abdominal e peitoral, respectivamente. Os atletas apresentaram componente mesomórfico predominante e elevado percentual de massa muscular.

 

DISCUSSÃO

A composição corporal é um componente essencial para o controle e definição da categoria de peso em modalidades esportivas de combate. Porém, poucos estudos têm investigado o perfil morfológico de atletas de Brazilian Jiu-Jitsu. Assim, a principal dificuldade ao analisar resultados encontrados em estudos com lutadores de Brazilian Jiu-Jitsu é a falta de indicadores em estudos publicados em periódicos indexados. Face a esta limitação, utilizou-se dados obtidos em modalidades semelhantes (judô e luta olímpica) para realizar possíveis comparações.

Outra dificuldade existente na análise dos dados é que não há homogeneidade em relação à fase de treinamento dos atletas, à equação para estimar a densidade corporal, à equação para estimar o percentual de gordura corporal e, quando adotado o método de espessura de dobras cutâneas, o tipo de compasso.

Entretanto, quanto ao método de mensuração da composição corporal, a grande maioria dos estudos utiliza o método de espessura de dobras cutâneas para estimar a densidade corporal. Este estudo adotou a equação de Jackson e Pollock29, desenvolvida originalmente para indivíduos entre 18 e 61 anos. Embora esta equação não tenha se demonstrado sensível para identificar pequenas alterações na composição corporal de judocas submetidos à perda de peso32, ela tem sido amplamente utilizada em estudos com atletas de modalidades esportivas de combate4,26 e atletas de outras modalidades33,34.

Apesar destas limitações, uma comparação dos resultados deste estudo com os resultados obtidos em outros estudos envolvendo lutadores é apresentada na tabela 2.

Os resultados encontrados estão em conformidade com estudos anteriores que indicam que praticantes de esportes de combate de domínio possuem percentual de gordura abaixo da média populacional4,16,23. Quando comparados com outros estudos envolvendo lutadores de Brazilian Jiu-Jitsu e lutadores de modalidades semelhantes, percebe-se que os atletas deste estudo estão na média apresentada por esta população, sendo que o menor e o maior valor médio de percentual de gordura foram 7,3%16 e 15,0%14, respectivamente. Analisando apenas os atletas de Brazilian Jiu-Jitsu, percebe-se uma grande similaridade nos resultados encontrados quando comparados com aqueles (~10%) reportados por Del Vecchio et al.24.

Dividindo os atletas da mesma nacionalidade1,2,24, com o objetivo de descartar possíveis diferenças étnicas, percebe-se similaridade entre os resultados deste estudo com os estudos de Del Vecchio et al.24 e Franchini et al.2, porém com uma discrepância quando comparados a judocas da seleção universitária de judô (n = 13; ~14%)1.

O ponto de maior acúmulo de gordura corporal na presente amostra foi a região abdominal. Judocas de elite (n = 43; 15,8 ± 11,5mm) e não-elite (n = 93; 15,4 ± 10,7mm)38 apresentaram valores semelhantes, e também apresentaram como maior ponto de acúmulo de gordura corporal a região abdominal. Este acúmulo de gordura na região central é comum no gênero masculino, o qual tem como característica a distribuição de gordura no modelo andróide, devido principalmente a características hormonais39.

O IMC, analisado isoladamente, classifica os atletas como tendo sobrepeso. Entretanto, essa classificação não é a melhor a ser utilizada para atletas, pois leva em consideração apenas a massa corporal e a estatura, não identificando os constituintes da composição corporal. Valores predominantes de mesomorfia elevados de massa muscular e o baixo nível de gordura corporal indicam que este IMC elevado é produto de um acentuado desenvolvimento da massa muscular encontrado nos lutadores do presente estudo.

Carter e Heath25 sugerem que o somatotipo e o sucesso esportivo estão positivamente correlacionados. Em modalidades esportivas de combate de domínio, o componente de mesomorfia tem sido destacado como o mais relevante para o desempenho4,26, permitindo, inclusive, discriminar atletas de diferentes graus de desempenho27. Neste sentido, nossos resultados quanto à somatotipia indicam que lutadores de Brazilian Jiu-Jitsu possuem componente mesomórfico predominante.

Uma comparação somatotipológica entre os resultados deste estudo com outros estudos envolvendo lutadores é realizada na tabela 3.

Quando comparado o resultado deste estudo com outros estudos envolvendo lutadores de Brazilian Jiu-Jitsu e lutadores de modalidades similares (judô e luta olímpica) percebe-se que os atletas deste estudo apresentaram o maior valor quanto ao componente mesomórfico. Nos demais estudos, o menor valor de mesomorfia encontrado foi de 5,6 em judocas de categoria mais leve (n = 18)40; em contrapartida, o maior valor foi de 7,9 em atletas de Brazilian Jiu-Jitsu (n = 7)24.

Os atletas foram avaliados em período preparatório, e constatou-se que todos encontravam-se acima do limite superior de massa corporal de suas categorias (4,4 ± 2,4%), com amplitude variando entre 1,0% e 9,2%. Esses valores são compatíveis com o reportado em outras modalidades como a luta olímpica6,21,42. O fato de os atletas estarem acima do limite superior da categoria competitiva merece atenção, uma vez que a redução rápida de massa corporal para se adequarem em suas categorias pode trazer dano à saúde43 e prejudicar o desempenho44, principalmente pelo fato de que estes atletas apresentam percentual de massa gorda compatível com as indicações para lutadores, e componente mesomórfico predominante. Assim, estratégias para coibir reduções acentuadas que apresentaram sucesso em outras modalidades esportivas de combate45,46 devem ser implementadas entre atletas de alto rendimento do Brazilian Jiu-Jitsu. Adicionalmente, mais estudos são necessários para identificar os perfis de atletas da modalidade, visto o baixo número de estudos envolvendo o Brazilian Jiu-Jitsu22,24,47.

 

CONCLUSÃO

Pode-se concluir que os atletas de elite de Brazilian Jiu-Jitsu possuem percentual de massa gorda dentro das recomendações para esta população, alto percentual de massa muscular e componente mesomórfico predominante. Embora os atletas de elite de Brazilian Jiu-Jitsu possuam este perfil morfológico, devido ao período de treino corresponder ao período preparatório, apresentaram massa corporal superior ao limite superior de suas categorias competitivas, indicando a necessidade de recorrer à redução de massa corporal para se enquadrarem em suas categorias competitivas.

 

AGRADECIMENTO

Os pesquisadores Leonardo Vidal Andreato, João Victor Del Conti Esteves e Juliana Jacques Pastório agradecem aos órgãos CNPQ e CAPES por bolsas de estudo.

 

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Correspondência:
Departamento de Ciências Fisiológicas - Laboratório de Fisiologia do Esforço
Av. Colombo, 5.790, bloco H-79, sala 109 - 87020-900 – Maringá, PR
E-mail: vidal.leo@hotmail.com

Todos os autores declararam não haver qualquer potencial conflito de interesses referente a este artigo.