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Revista Brasileira de Medicina do Esporte

versión impresa ISSN 1517-8692

Rev Bras Med Esporte vol.18 no.2 São Paulo marzo/abr. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S1517-86922012000200004 

ARTIGO ORIGINAL
CLÍNICA MÉDICA DO EXERCÍCIO E DO ESPORTE

 

Exercício aeróbico ou com pesos melhora o desempenho nas atividades da vida diária de mulheres idosas

 

 

Vagner RasoI,II,III; Júlia Maria D'Andrea GreveIII

IPrograma de Mestrado em Reabilitação do Equilíbrio Corporal e Inclusão Social da Anhanguera-UNIBAN
II
Faculdades de Educação Física e de Medicina da Universidade do Oeste Paulista, UNOESTE
III
Laboratório de Estudos do Movimento do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, LEM-IOT-HC-FMUSP

Correspondência

 

 


RESUMO

Este estudo aleatorizado não controlado teve como objetivo determinar o efeito de um protocolo de exercício com pesos ou aeróbico no desempenho das atividades da vida diária em mulheres idosas. Para tanto, a amostra foi constituída por 41 mulheres idosas aparentemente saudáveis na faixa etária de 60 a 85 anos de idade (x: 65,1 ± 7,9 anos) divididas aleatoriamente em grupo exercício com pesos (n: 22) ou aeróbico (n: 19). O grupo exercício com pesos consistiu na execução de três séries de oito a 12 repetições a 60% de uma repetição máxima no exercício leg press 45º. O grupo exercício aeróbico consistiu em pedalar em cicloergômetro durante 40 minutos a 60% da frequência cardíaca de reserva. Os dois protocolos foram realizados três vezes por semana durante cinco semanas. As atividades da vida diária selecionadas foram velocidade para se levantar de uma posição sentada (VLPS), velocidade para se levantar de uma posição deitada (VLPD), velocidade para subir escada (VSE) e velocidade para calçar e amarrar o tênis (VCAT). O grupo exercício aeróbico melhorou significativamente o desempenho em VCAT (19,1%), enquanto o exercício com pesos incrementou significativamente o desempenho em VSE (4,3%) e VLPS (8,9%). Os resultados deste estudo permitem concluir que tanto o exercício com pesos como o aeróbico induziram efeito positivo nas atividades da vida diária, sugerindo que ambas as modalidades de exercício devem ser associadas a um programa adequado de exercícios para a melhora da capacidade funcional de pessoas idosas.

Palavras-chave: atividades da vida diária, capacidade funcional, envelhecimento, exercício aeróbico, força muscular.


 

 

INTRODUÇÃO

O envelhecimento per se exerce impacto profundo na capacidade funcional para realizar as atividades da vida diária que pode seriamente comprometer o desempenho em inúmeras tarefas diárias1. As características funcionais musculares declinam significativamente como resultado do envelhecimento2, sobretudo associado a comorbidades3. Além disso, tem sido sugerido que a capacidade funcional para realizar inúmeras atividades da vida diária parece ser sensivelmente dependente da função muscular4.

Estão bem estabelecidas as evidências científicas demonstrando os benefícios da prática regular de exercícios com pesos na população aparentemente saudável5,6 e até mesmo naqueles indivíduos com doenças crônicas não transmissíveis7 ou infectocontagiosas8,9. Os clássicos estudos apontam benefícios como diminuição da adiposidade corporal10, incremento da força muscular11, aumento do tamanho do miócito individual12, decréscimo do número de quedas13, aumento da densidade mineral óssea14, menor tempo de trânsito gastrointestinal15, melhora da resposta da hemoglobina glicosilada16, além de aumento da capacidade funcional17. Mesmo assim, os exercícios aeróbicos ainda têm sido mais frequentemente recomendados. Portanto, em consideração a heterogeneidade referente à necessidade de prescrição de exercícios para pessoas idosas, este estudo teve como objetivo determinar o efeito do exercício aeróbico ou com pesos no desempenho das atividades da vida diária de mulheres idosas.

 

MÉTODOS

Voluntárias

Para a seleção das voluntárias, informações referentes a um projeto de pesquisa foram divulgadas em clubes, igrejas e associações frequentadas por pessoas idosas, além de nos meios de comunicação.

As voluntárias interessadas foram submetidas à triagem preliminar constituída de perguntas sobre o estado retrospectivo e atual de saúde, uso de medicamentos, tabagismo e nível de atividade física. Posteriormente, foram convidadas a participar de avaliação física (variáveis antropométricas, metabólicas e neuromotoras) e de capacidade funcional, assim como a receber informação detalhada do programa. Os critérios de inclusão foram constituídos por: 1) gênero feminino; 2) idade entre 60 e 85 anos; 3) ser aparentemente saudável; e 4) ser previamente sedentária ou não participar de programa de atividade física sistematizada nos três meses precedentes.

Enquanto que os critérios de exclusão foram: 1) estar sob tratamento para algum tipo de enfermidade infecciosa; ou possuir 2) doença(s) cardiovascular(es); 3) artrite reumatoide; 4) desordens do sistema nervoso central e/ou periférico; ou, ainda, ter 5) histórico anterior de câncer; 6) sofrido cirurgia ou 7) permanecido em repouso forçado em leito nos três meses precedentes; ou 8) possuir qualquer distúrbio ortopédico que contraindicasse a participação na avaliação física, execução dos exercícios e nos testes de capacidade funcional.

Quarenta e uma voluntárias (60 a 85 anos [x: 65,15 ± 7,88 anos]) foram submetidas à avaliação física e de capacidade funcional. Após esta fase, as voluntárias foram aleatoriamente divididas em dois grupos. O grupo exercício com pesos foi constituído por 22 voluntárias (61,67 ± 13,88 anos), enquanto o exercício aeróbico por 19 voluntárias (65,15 ± 7,88 anos). Todas foram informadas de que a participação no estudo era voluntária e que poderiam desistir a qualquer momento. Também foram esclarecidas sobre os possíveis benefícios e riscos à saúde, critérios de inclusão e exclusão, e procedimentos adotados. Após estas orientações, um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) foi obtido de cada voluntária de acordo com as normas regulamentadas pela resolução nº 196/96 do Conselho Nacional de Saúde.

Período de adaptação

Inicialmente, as voluntárias foram submetidas a uma semana de familiarização e aprendizagem. Nesse período, as voluntárias aprendiam a técnica correta de execução do movimento e a manter a velocidade no cicloergômetro de acordo com a porcentagem da frequência cardíaca de reserva (FCreserva) prescrita. Além disso, foram adotadas as seguintes recomendações para as voluntárias do grupo exercício com pesos: 1) limitar inicialmente a amplitude articular do movimento até que a voluntária fosse capaz de realizar o exercício com amplitude completa confortável e sem risco de lesão; 2) período de dois minutos de recuperação entre as séries; e 3) respiração ativa durante a fase positiva do movimento. Logo após esse período, as voluntárias do grupo exercício com pesos foram submetidas ao teste de uma repetição máxima (1RM) que serviu como parâmetro para a prescrição da intensidade de esforço.

Protocolo experimental

Os protocolos foram executados três vezes por semana durante cinco semanas. O protocolo de exercício com pesos consistiu em desempenhar três séries de oito a 12 repetições a 60% 1RM para o exercício leg press 45º com repouso passivo de dois minutos entre as séries. Este grupo realizava o exercício em duplas para proporcionar maior segurança na execução do exercício. As voluntárias do protocolo de exercício aeróbico realizaram exercício em cicloergômetro com intensidade correspondente a 60% FCreserva durante 40 minutos.

Antes e após cada sessão, as voluntárias fizeram exercícios de alongamento. O grupo aeróbico pedalava durante cinco minutos após o término da sessão em velocidade inferior, para que as funções cardiovasculares retornassem mais rapidamente às condições de repouso. Todas as sessões foram supervisionadas e as voluntárias não puderam engajar durante o período de intervenção em qualquer outro programa de atividade física e muito menos aderir a dietas alimentares. As voluntárias também foram orientadas a preservar o nível de atividade física diária, assim como os hábitos alimentares durante o período de intervenção.

Teste de uma repetição máxima (1RM)

O 1RM foi empregado para mensurar a força muscular e como critério para a prescrição da intensidade de esforço no exercício leg press 45º. O procedimento do teste foi o de realizar exercícios de alongamento para os grupamentos musculares específicos e, imediatamente após, uma série de oito a 12 repetições no exercício leg press 45º com sobrecarga entre 40% a 60% 1RM. O 1RM foi considerado como a maior quantidade de peso possível que a voluntária poderia levantar em uma única execução completa bem-sucedida utilizando técnica apropriada. A técnica apropriada foi definida como a execução do exercício por meio dos grupos musculares solicitados na ação motora primária sem auxílio de momentum ou alterações na posição corporal que pudessem auxiliar no desenvolvimento da força.

O teste foi iniciado aumentando arbitrária e gradativamente a sobrecarga até a voluntária conseguir realizar uma única repetição com o máximo de peso possível. Foi respeitado um período mínimo de dois minutos de recuperação entre as tentativas, sendo que o número de tentativas para alcançar 1RM não ultrapassou três. No intuito de evitar a manobra de Valsalva, foi recomendado às voluntárias inspirar antes de realizar o movimento, expirar durante a fase positiva do movimento e novamente inspirar quando o peso retornasse à posição inicial18.

Atividades da vida diária (AVD)

Os testes empregados para a análise do desempenho nas AVD foram velocidade para se levantar de uma posição sentada (VLPS), velocidade para se levantar de uma posição deitada (VLPD), velocidade para subir escada (VSE) e velocidade para calçar e amarrar o tênis (VCAT). Brevemente, as voluntárias deveriam executar o desempenho em determinado teste o mais rápido possível. O melhor resultado de três tentativas foi considerado para análise, com exceção de VCAT, em que foi realizada apenas uma única tentativa19.

Análise estatística

O teste de Shapiro-Wilk foi empregado para a análise da normalidade dos dados. O teste t de Student para amostras independentes foi empregado para a análise intergrupo no período pré-programa. Enquanto o teste t de Student para amostras dependentes foi utilizado na análise intragrupo; o nível de significância adotado foi p < 0,05. Também foi calculado o delta percentual. O software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS versão 17.0) foi empregado para os cálculos. Os dados são apresentados como média ± desvio padrão.

 

RESULTADOS

Na Tabela 1 são apresentadas as características das voluntárias de acordo com os grupos e tempo.

 

 

Foi verificado que as voluntárias de ambos os grupos não apresentaram diferença estatisticamente significativa no peso corporal e, tampouco, na capacidade funcional independente do teste no período pré-programa, sugerindo que os critérios de elegibilidade empregados resultaram em dados normalmente distribuídos para todas as variáveis. O mesmo fenômeno foi observado no período pós-programa independente da estratégia de intervenção.

As voluntárias do protocolo de exercício com pesos reduziram significativamente em 9% (p < 0,05) o tempo para desempenhar o teste VLPS. As voluntárias do protocolo de exercício aeróbico demonstraram tendência de melhora no desempenho para VSE em 4%, enquanto que as voluntárias do protocolo de exercício com pesos reduziram significativamente o tempo para o mesmo desempenho em 4% (p < 0,05). A magnitude de efeito induzida por ambos os protocolos foi maior para VCAT. As voluntárias do protocolo de exercício aeróbico melhoraram significativamente sua capacidade em 19%, mas não ocorreu o mesmo para as voluntárias do protocolo de exercício com pesos (12%, p > 0,05) (Tabela 2).

 

 

DISCUSSÃO

Os resultados demonstraram que as voluntárias do protocolo de exercício aeróbico apresentaram melhora significativa em VCAT (19%), enquanto que as do exercício com pesos incrementaram o desempenho em VLPS (9%) e VSE (4%). O efeito induzido em VLPD não alcançou significância estatística independente do protocolo.

A importância desses achados adquire maior relevância quando se considera duas características intrínsecas bastante importantes que se referem ao pequeno intervalo de tempo de duração do estudo (cinco semanas) e a inclusão de somente um único exercício no protocolo de exercício com pesos. Além disso, após o período de intervenção, uma das voluntárias que participou do protocolo de exercício com pesos relatou ser capaz de se levantar da própria cama, tarefa que não executava sem o auxílio de outra pessoa antes de se engajar no programa.

Esses resultados corroboram as evidências científicas atuais que sugerem a utilização de exercícios com pesos na rotina diária de programas de exercícios para pessoas idosas e está em consenso com as recomendações de atividades físicas das principais instituições internacionais5-7.

As voluntárias do protocolo de exercício com pesos demonstraram melhora estatisticamente significativa nos testes que dependiam do deslocamento e transporte da massa corporal (VLPS e VSE). A melhora do desempenho nessas atividades está provavelmente associada ao incremento da força muscular que pode diminuir o esforço relativo e absoluto e aumentar a tolerância à fadiga periférica e central durante a realização das atividades da vida diária5.

Por outro lado, não fomos capazes de lograr uma hipótese que nos subsidiasse responder a melhora de desempenho no teste velocidade para calçar e amarrar o tênis alcançada pelas voluntárias do protocolo de exercício aeróbico (19%, p < 0,05). É provável que, muito embora não tenha alcançado significância estatística, a capacidade diferencial de desempenho apresentada pelos grupos no pré-programa represente um importante aspecto que não possa ser descartado. Isso pode ser respaldado, sobretudo, devido ao fato de que possivelmente o impacto clínico dessa diferença no período pré-programa tenha talvez sido mais importante do que o poder estatístico.

Os dados observados no presente estudo podem ser comparados aos resultados de alguns dos poucos estudos disponíveis na literatura que comparam diretamente os efeitos de ambos os programas de exercícios. Alguns estudos sugerem a existência de efeito positivo na aptidão física assim como na massa óssea independente do protocolo de exercícios (exercício aeróbico ou com pesos)20, além de melhora da mecânica de caminhada e diminuição da queixa de dores na articulação do joelho21.

Muito recentemente, foi verificado que o exercício aeróbico não induziu maior efeito na concentração sanguínea de LDL-C em homens adultos jovens quando comparado ao programa constituído de exercício aeróbico e com pesos22. Ambos os protocolos possuíam características similares ao do presente estudo. Por outro lado, Raso et al.23 sugeriram que a força muscular, mais do que o consumo de oxigênio de pico, pareceu ser o principal mediador do efeito induzido por programa de exercícios com pesos de intensidade moderada na concentração de triglicerídeos de mulheres idosas clinicamente saudáveis. Mas os mesmos autores demonstraram que o protocolo de exercícios não foi eficiente para alterar o número de moléculas coestimulatórias, marcadores de ativação celular e de apoptose, assim como a função linfocitária24, e que nem a força muscular, tampouco a potência aeróbica, representaram importantes preditores fenotípicos ou funcionais do sistema imunológico de mulheres idosas25.

No entanto, indivíduos com inúmeros tipos de câncer submetidos a radio ou quimioterapia diminuem as queixas de fadiga relacionada ao câncer, melhoraram a capacidade funcional, bem-estar emocional, vitalidade e qualidade de vida seja após programa domiciliar de exercício aeróbico associado com pesos26 ou como efeito induzido a programa múltiplo de exercícios de intensidade vigorosa27. Buchner et al.28 ainda notaram que o programa de exercício aeróbico melhorou a capacidade aeróbica de pessoas idosas enquanto o de exercícios com pesos incrementou a capacidade de produção de força isocinética. Mas nenhum dos dois programas foi eficiente para melhorar a caminhada ou o estado de saúde dos indivíduos. As evidências parecem realmente demonstrar que o exercício aeróbico tem maior potencial para induzir efeito positivo sobre os parâmetros cardiovasculares, enquanto que os exercícios com pesos nas variáveis neuromotoras29. Muito embora ainda não existam evidências científicas disponíveis sobre o impacto comparativo de ambas as modalidades na capacidade funcional para executar as atividades da vida diária, é possível sugerir que os exercícios com pesos possam contribuir ao decréscimo da demanda relativa das atividades da vida diária30.

Os resultados deste estudo permitem concluir que tanto o protocolo de exercício aeróbico como o de exercício com pesos foi suficiente para induzir melhora significativa no desempenho das atividades da vida diária. Muito embora esses resultados sejam limitados aos protocolos de exercícios empregados, os clássicos estudos disponíveis na literatura demonstram que a aderência a somente um único exercício (no caso, exercício com pesos) é suficiente para induzir magnitude de incremento extremamente elevada na força muscular (i.e., de 174%11 a 227%12), além de significativa melhora na área de secção transversa muscular e na capacidade funcional para realizar as atividades da vida diária12. Pode ainda ser adicionado o fato de que esses mesmos estudos fundamentaram a base das principais instituições internacionais sobre a mudança de paradigma referente à prescrição de exercícios com pesos para pessoas idosas5-7. Nesse sentido, em outra escala proporcional, é possível sugerir que a aderência a protocolos de exercícios similares aos empregados neste estudo seja inicialmente eficaz para pessoas idosas que se encaixam nos critérios de elegibilidade utilizados.

Por outro lado, não pode ser desconsiderado o fato de que a ausência de grupo controle, o uso isolado das modalidades de exercício sem que houvesse um terceiro grupo associando ambos os protocolos (exercício aeróbico e com pesos), assim como a ausência de controle das atividades físicas diárias espontâneas representam importantes limitações que sugerem a realização de estudos futuros.

 

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Correspondência:
Laboratório de Reabilitação do Equilíbrio Corporal e Inclusão Social, Anhanguera-UNIBAN.

Rua Maria Cândida, 1813, sexto andar – 02071-013 – São Paulo, SP, Brasil.
E-mail: vagner.raso@gmail.com

Todos os autores declararam não haver qualquer potencial conflito de interesses referente a este artigo.