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Revista Brasileira de Medicina do Esporte

Print version ISSN 1517-8692

Rev Bras Med Esporte vol.18 no.2 São Paulo Mar./Apr. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S1517-86922012000200006 

ARTIGO ORIGINAL
APARELHO LOCOMOTOR NO EXERCÍCIO E NO ESPORTE

 

Tensiomiografia utilizada para a avaliação de jogadores de vôlei de praia de alto nível

 

 

David Rodríguez Ruiz; Miriam Esther Quiroga Escudero; Dario Rodríguez Matoso; Samuel Sarmiento Montesdeoca; José Losa Reyna; Yves de Saá Guerra; Gloria Perdomo Bautista; Juan Manuel García Manso

University of Las Palmas de Gran Canaria

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Esta investigação tem por objetivo coletar dados sobre rigidez muscular, as propriedades mecânicas e contráteis dos músculos utilizando a TMG em jogadores de vôlei de praia de alto nível, assim como demonstrar a utilidade deste método para a avaliação dos músculos responsáveis pela flexão e extensão do joelho.
MÉTODOS: A investigação foi conduzida com um grupo de 24 jogadores de vôlei de praia os quais participaram do Torneio Europeu Nestea – Master Espanhol realizado nas Ilhas Grâ-Canárias em maio de 2009.  O método de estudo utilizado foi comparação de casos individuais de vários atletas com a finalidade de verificar a utilidade deste método em esportes. Os músculos analisados foram: vasto lateral (VL), vasto medial (ML), reto femoral (RF) e bíceps femoral (BF).
RESULTADOS: As informações coletadas nos certificam sobre o alto grau de utilidade deste método para avaliação da rigidez muscular e equilíbrio entre estruturas musculares de atletas. Contudo, a validade e reconstrução dos resultados estão condicionadas a um severo protocolo de avaliação. Além disso, os seguintes critérios devem ser considerados: individualidade (o perfil do atleta) e especificações (características do esporte).
CONCLUSÕES: A aplicação da TMG em jogadores de alto nível revela a existência de importantes diferenças dependendo de suas funções em jogo (defesa, bloqueio ou alternância entre ambas as posições), as ações técnicas, a posição em quadra (direita-esquerda) e o histórico de lesões médicas.

Palavras-chave: tensiomiografia, avaliação muscular, simetrias, vôlei de praia, rigidez.


 

 

INTRODUÇÃO

O 'boom' do vôlei de praia teve origem nos Jogos Olímpicos de Atlanta em 1996. Tal esporte exige uma grande variedade de técnicas, ações exercidas em areia seca e fofa as quais são parecidas com as exercidas no vôlei de quadra (sprints, mudanças de direção, saltos verticais…). Durante cada partida, acontecem em média 85 ações diferentes em aproximadamente 42-45 minutos de jogo1,2. Devido às características do jogo, existem certas colocações específicas e posições básicas que são comuns a todos os atletas. Sendo assim3, citam a posição de agachamento central como um elemento prévio para as ações de bloqueio e como uma posição de defesa em quadra.

A premissa básica do treinamento físico é desenvolver uma estrutura muscular sólida e equilibrada com a finalidade de otimizar as atividades técnicas e reduzir o possível risco de lesões durante a partida. Um aspecto considerado por todos os treinadores no vôlei de praia é a superfície instável da areia3,4.

O número reduzido de jogadores por partida, sendo este de dois jogadores no time, exige que a área defendida por cada jogador seja maior (32m2/jogador) acrescido ao fato de que eles não podem ser substituídos por um outro jogador, aumenta as necessidades de condicionamento em comparação com o vôlei de quadra. O número de vezes que o jogador entra em contato com a bola é alto apesar da superfície dificultar movimentos rápidos5-7 mencionam que esta atividade acontece em condições climáticas desfavoráveis (dias nublados ou ensolarados, temperatura do ar, velocidade do ar, temperatura da areia e umidade).

Em relação ao ponto de vista mecânico, devemos enfatizar o chamado "mecanismo triplo de extensão" (extensão das articulações do tornozelo, joelho e quadril). Este acontece para que o corpo seja impulsionado em direção à bola de forma rápida e eficiente. De acordo com Smith6, os jogadores utilizam esta técnica para saltar e se moverem o mais rapidamente possível na direção da bola. De qualquer maneira, o fato de estarem jogando na areia limita as ações dos músculos envolvidos no tornozelo e altera significativamente os movimentos da técnica. Além disso, jogadores e técnicos devem levar em consideração tal fato uma vez que ele determina a forma e aplicação da força, tempo e magnitude de força de voo e a altura do salto vertical8,9.

Tais razões fazem com que uma avaliação precisa, individualizada e localizada das estruturas musculares especialmente envolvidas nas atividades do vôlei de praia seja necessária. A tensiomiografia (TMG) seria utilizada neste caso como um instrumento para disponibilizar informações sobre a musculatura que nos auxilia a prevenir desiquilíbrios, ou sobrecarga na musculatura, os quais poderiam ser produzidos por ações técnicas repetidas. Pfirrmann et al10 mencionam que estes casos são possíveis razões para muitas lesões que reduzem o rendimento dos atletas ou mesmo levam à deficiência. 

A TMG é um método de diagnóstico não invasivo o qual não necessita de nenhum esforço da parte do indivíduo ao qual ele é aplicado. Ela é utilizada como uma ferramenta para avaliação da rigidez, as características mecânicas e a capacidade de contração das estruturas musculares de superfície analisadas11-14. Ela mede as alterações geométricas (deslocamentos radiais) que ocorrem no ventre muscular durante a contração. Em seguida, os resultados obtidos expressos como deslocamento de sensor versus tempo de atividade são utilizados para determinar a rigidez e o equilíbrio entre estruturas musculares, cadeias musculares (flexão – extensão) ou extremidades (direita – esquerda).

O objetivo da presente investigação é utilizar a TMG como um instrumento de mensuração das características mecânicas dos músculos de jogadores de vôlei de praia com a finalidade de demonstrar a validade deste método para avaliação da musculatura envolvida com a articulação flexora-extensora do joelho. Além disso, pretende-se determinar se os resultados obtidos são suficientemente precisos para usar a TMG na detecção de patologias, assimetrias e perfis específicos de jogadores. Fica entendido que os dados obtidos são afetados por potenciais lesões, ações técnicas específicas e a posição do jogador (defesa, bloqueio de posições alternativas de jogo durante a partida) e a área de jogo onde a maioria das atividades é realizada (esquerda ou direita).

 

MÉTODOS

Amostra

Vinte e quatro jogadores foram examinados (10 mulheres; 5 de alto nível internacional e 5 de nível internacional. 14 homens; 5 de alto nível internacional, 2 de nível internacional e 7 de nível nacional), todos participantes do Torneio Europeu Nestea- Master Espanhol, ocorrido na ilha Grã-Canária em 2009 (Tabela 1). Os músculos mais importantes a serem estudados foram: vasto lateral (VL), vasto medial (ML), reto femoral (RF) e bíceps femoral (BF).

 

 

Todos os participantes foram informados sobre os possíveis riscos associados ao estudo e assinaram consentimentos escritos aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa da ULPGC, seguindo os critérios da Declaração de Helsinki para pesquisa em humanos.

Procedimentos experimentais

A TMG tem um detector sensorial de pressão magnética o qual é colocado perpendicularmente sobre o ventre muscular do músculo selecionado11,15,16. A pressão deve ser a recomendada pelos fabricantes17. Para produzir a contração muscular, aplicamos estímulos elétricos crescentes de um milisegundo18-20 através de dois eletrodos localizados nas extremidades do ventre do músculo (não nos tendões).

A reprodutibilidade do método e validade do protocolo experimental utilizadas pela TMG têm sido investigadas em diferentes estudos12,20-26

Uma vez que a avaliação do músculo selecionado é finalizada, informações numéricas sobre a magnitude dos movimentos radiais das fibras musculares transversais são obtidas11,20. Os resultados são apresentados no gráfico (Figura 1): deslocamento radial máximo do ventre muscular (Dm), tempo de contração (Tc), Tempo de Delay (Td), Tempo de sustentação (Ts) e Tempo de relaxamento (Tr).

 

 

O deslocamento radial máximo (Dm) é representado pelo movimento radial do ventre muscular expresso em milímetros. Ele apresenta e avalia a rigidez do músculo, com variações entre sujeitos e a maneira como seus grupos musculares se desenvolveram no treinamento. Resultados baixos, comparados com a média, demonstram alta massa muscular e rigidez27, enquanto que resultados baixos representam falta de massa muscular ou alta fadiga muscular14,17,22,28-30. O tempo de delay (reação ou ativação - Td) da estrutura muscular analisada representa o tempo que este levou para alcançar 10 % do movimento total. Contudo, ele dependerá do predomínio da fibra nesta estrutura de músculo esquelético, seu estado de fadiga30 e seu grau de ativação31. O tempo de contração (Tc) é obtido pela determinação do tempo de intervalo do fim do tempo de reação (10% Dm) até 90% da deformação máxima. O tempo de sustentação (duração da contração - Ts) é o tempo teórico que a contração é mantida. Com a TMG, este pode ser calculado (Ts) pela determinação do intervalo de tempo, já que a deformação inicial atinge 50% de seu valor máximo, até os valores de deformação durante o tempo de relaxamento o qual retorna a 50% da deformação máxima. O tempo de relaxamento (Tr), o tempo no qual a resposta do músculo diminui de 90% para 50% Dm, oferece informações sobre os níveis de fadiga.  De qualquer maneira, se os resultados forem maiores do que a média do indivíduo, há indicação de fadiga. Neste caso, existe uma importante correlação entre o movimento do ventre muscular e os processos de contração muscular21.

 

RESULTADOS

Estatística descritiva por deslocamento radial máximo do ventre muscular (Dm), tempo de contração (Tc), Tempo de delay (Td), Tempo de sustentação (Ts) e Tempo de relaxamento (Tr) para os sujeitos estudados é fornecida na Tabela 2.

 

DISCUSSÃO

As informações obtidas nos parâmetros Dm, Td, Tc, Ts e Tr nos permitem analisar as propriedades do músculo, dependendo do tipo de fibra21, a simetria (lateral ou funcional) entre as extremidades 32-33, os níveis de fadiga muscular28-30,34, ou transtornos anatômicos28,35,36. Estes e outros aspectos complementares são o que tentamos explicar nas seções seguintes.

TMG e ações técnicas

A partir da amostra analisada, os valores do BF de ambas as pernas são mais baixos do que os obtidos a partir dos músculos extensores do joelho (VM, RF e VL). Uma massa muscular alta do músculo isquiotibial pode ocorrer devido a duas ações técnicas frequentes em jogadores de vôlei de praia; posição inicial de recepção (articulação do quadril, dobrada) e o salto vertical explosivo (a cadeia muscular extensora o ativa). Tal fato é especialmente percebido em jogadores experientes. Uma massa muscular excessiva produz um abalo no equilíbrio desta, levando a uma assimetria entre os músculos extensores e flexores do joelho, causando dor na articulação do joelho (Tabela 3).

 

 

A conexão entre agonista e antagonista durante movimentos flexores-extensores da articulação o joelho está apresentada na tabela como a porcentagem de simetria funcional. Valores normais estão por volta de 65% ou mais28,33,35. Esses valores são utilizados por estes autores como referência, coletados em uma investigação conduzida com indivíduos que praticam atividade física com moderação. Contudo, eles devem ser utilizados como um guia, apesar de podermos observar na Tabela 3 que existem jogadores com valores de simetria funcional mais altos. Neste contexto, valores de simetria podem ser atribuídos a dois fatores diferentes:

- Fadiga excessiva ou rigidez do músculo BF;

- Falta de tônus ou fadiga muscular dos músculos extensores da articulação do joelho (VM, RF, VL).

Por exemplo, o indivíduo chamado de masculino 1 (Tabela 3) possui uma Dm de  4.1 mm em seu BF de sua perna direita e 6.6 mm em sua perna esquerda. Esses resultados podem ser positivos ou negativos apesar de ser um sinal de um bom tônus muscular. Por outro lado, se compararmos e considerarmos a extensa musculatura, há indicação de um possível risco de lesão para o jogador. Os valores da RF são muito altos para este tipo de jogadores (perna direita: 17,9 mm, perna esquerda: 16,8 mm). Os valores moderados que apresentam essa característica indicam assimetria funcional, causando as frequentes dores lombares que o jogador vem sentindo.

Os valores de Dm do VL e VM informam sobre o nível de simetria funcional da articulação do joelho. Dor patelar e tendinite na rótula podem ser causadas por instabilidade no joelho. Se considerarmos as informações sobre feminino 1 da Tabela 3, podemos observar que ela pode estar sentindo dor na sua perna direita, apesar dos  valores simetria serem aceitáveis, 75% perna direita e 88% perna esquerda. Analisando a relação entre VM e VL, concluímos que o problema pode ser causado por um possível desiquilíbrio entre eles (49 % perna direita e 85 % perna esquerda).

TMG e sua função técnica

O BF é frequentemente requisitado em ações defensivas e em movimentos específicos durante competições. Os valores do Dm pertencentes a jogadores de longo prazo deste esporte (para categorias masculina e feminina) mostram que estes são mais baixos em especialista em defesa. Em nossa amostra, os especialistas em defesa possuem valores de Dm entre 2 e 4 mm. Mas em contrapartida, os especialistas em bloqueio, os quais oscilam entre a posição de defesa e bloqueio, apresentam valores em torno de 4 e 8 mm. Estudos prévios enfatizam o valor de referência de Dm 8,17 mm em sujeitos não treinados33, enquanto jogadores de futebol variam entre 3 e 8 mm35.

TMG e a posição ocupada pelo jogador em quadra

As funções exercidas pelos jogadores determinam um envolvimento maior de certas estruturas musculares. Devemos acrescentar a estas considerações a posição que eles assumem em quadra e as funções que eles exercem.

Se revisarmos a duração de contração (Ts) da amostra nos daremos conta de que os jogadores que competem em duplas apresentam níveis de fadiga mais altos em seus  VL (Tabela 4).

 

 

TMG e prevenção de lesões

A possibilidade de que a TMG contribua para a prevenção de lesões é elevada. A priori, isso nos dá oportunidade de determinar situações de alto risco para futuras lesões musculares. A interpretação nestes casos exige um alto nível de experiência por parte do avaliador já que os resultados da TMG em alguns casos apresentam semelhanças entre os estados ideais de rendimento e estados de alto risco com potencial para lesão.

Por exemplo, após um sessão de treinamento intenso é bem comum encontrar os seguintes valores em BF: Ts e Td altis e Tc e Dm baixos. Estas circunstâncias são óbvias porque as estruturas musculares estão em condições ótimas para exercer um trabalho mecânico eficiente, mas também é certo que exista um alto nível de fadiga, o qual poderia envolver um risco para a integridade do músculo. Nestas circunstâncias onde os músculos apresentam elevada rigidez é necessário massageá-los ou alongá-los (Tabela 5).

 

 

Uma outra aplicação em vôlei de praia, assim como em outros esportes, é a detecção de fadiga muscular, para a qual é necessário utilizar mais de uma variante da TMG para conduzir um diagnóstico personalizado para cada sujeito. Do nosso ponto de vista, consideramos que com altos níveis de fadiga, o tempo de reação (Td) deva ser alto, o encurtamento da velocidade do músculo (Dm/Tc) baixo e a duração da contração (Ts) alta. De qualquer jeito, devemos ser cautelosos com os resultados, especialmente com os valores de encurtamento de velocidade porque podemos nos deparar com fadiga relacionada com Dm alta ou baixa.

Dm baixa pode ser causada devido às ações de alta velocidade que podem ser derivadas de altos níveis de rigidez muscular. Se a Dm aumenta muito esta pode estar relacionada com um estado de fadiga crônica ou fraqueza muscular. Um outro aspecto a ser considerado é que não é possível fazer comparações entre sujeitos sem valores informativos e cada um deles durante seu treinamento habitual ou competições, uma vez que o tempo de contração irá depender das caraterísticas do músculo analisado e tempo de contração alto parece estar relacionado com um número maior de fibras de tipo 131.

TMG, controle de lesões e recuperação

A TMG pode fornecer dados sobre o progresso e efetividade da recuperação das lesões. Para tal, utilizamos dois exemplos do estudo: os processos de recuperação de um ligamento cruzado rompido e fibras partidas do BF.

Ligamento cruzado rompido; o atleta focou sua recuperação no fortalecimento dos isquiotibiais de sua perna machucada (perna esquerda). Apesar de seu equilíbrio morfológico (diâmetro de coxa de sua perna dominante 55,6cm; não dominante 54,6cm) sua resposta muscular indica que existem sérias assimetrias. Por exemplo, sua simetria funcional (músculos flexores-extensores) foi desiquilibrada em seu lado direito (53%) e há assimetria entre VM e VL da outra perna (48%).

No caso do atleta com fibras musculares partidas da perna esquerda: este atleta focou sua recuperação em treinamento de hipertrofia: mesmo assim ele ainda apresentava anomalias em BF de ambas as pernas (Tabela 6).

 

 

A Tabela 6 apresenta transtornos mecânicos e nervosos em ambos os BF. Podemos especificamente observar que a perna esquerda apresenta valores mais altos de Tc, Dm e Td do que a perna direita. Além disso, o atleta apresentava desiquilíbrio da massa muscular em ambas as pernas (diâmetro da perna direita 66cm, e 62cm perna machucada).

 

CONCLUSÕES

Os dados obtidos dos sujeitos em nossa amostra nos permite confirmar que a TMG é uma técnica altamente útil para a avaliação de estruturas de rigidez muscular e equilíbrio muscular de atletas. Contudo, devemos lembrar que a validade e reprodutibilidade dos resultados estão condicionadas a protocolos de avaliação rígidos. Além disso, devemos considerar que a interpretação dos dados deve respeitar os critérios de individualidade (o perfil do atleta) e especificidades (características do esporte). A aplicação em uma amostra de voleibol de praia de alto nível mostra a existência de diferenças relevantes devido as diferentes funções de cada jogador (defesa, bloqueio ou alternância entre ambas as funções), as ações técnicas, a posição em quadra (direita-esquerda) e o histórico de lesões do jogador.

 

AGRADECIMENTOS

À Federação Real Espanhola de Voleibol pela colaboração.

 

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Correspondência:
Campus Universitario de Tafira, s/n

Edificio de Ciencias de la Actividad Física y el Deporte - 35017
Las Palmas de Gran Canaria
drodriguez@def.ulpgc.es

Todos os autores declararam não haver qualquer potencial conflito de interesses referente a este artigo.