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Revista Brasileira de Medicina do Esporte

versión impresa ISSN 1517-8692

Rev Bras Med Esporte vol.18 no.3 São Paulo mayo/jun. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S1517-86922012000300004 

ARTIGO ORIGINAL
CLÍNICA MÉDICA DO EXERCÍCIO E DO ESPORTE

 

A idade do início do treinamento, e não a composição corporal, está associada com disfunções menstruais em nadadoras adolescentes competitivas

 

 

Annie SchtscherbynaI; Thiago BarretoI; Fátima Palha de OliveiraII; Ronir Raggio LuizIII; Eliane de Abreu SoaresI,IV; Beatriz Gonçalves RibeiroI

IDepartamento de Nutrição e Dietética, Instituto de Nutrição Josué de Castro, Universidade Federal do Rio de Janeiro – Rio de Janeiro, RJ, Brasil
IILABOFISE, Escola de Educação Física e Desportos, Universidade Federal do Rio de Janeiro – Rio de Janeiro, RJ, Brasil
IIIInstituto de Estudos em Saúde Coletiva, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Escola de Epidemiologia e Estatística – Rio de Janeiro, RJ, Brasil
IVDepartamento de Nutrição Básica e Experimental, Instituto de Nutrição, Universidade do Rio de Janeiro – Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Correspondência

 

 


RESUMO

INTRODUÇÃO: No esporte, o corpo atlético com baixo percentual de gordura é o mais desejado.
OBJETIVO: Estimar a prevalência de disfunções menstruais e identificar se a composição corporal, especialmente a gordura corporal e o treinamento, são fatores associados a estas disfunções em adolescentes brasileiras nadadoras competitivas.
MÉTODOS: Foram estudadas 78 atletas, 11-19 anos, da cidade do Rio de Janeiro, Brasil. A presença de disfunções mentruais e o treinamento foram avaliados por meio de questionário validado; a composição corporal por DXA e as análises estatísticas pelo SPSS 17.0.
RESULTADOS: A idade média foi de 14,6 ± 0,2 anos. Das atletas pós-menarca, 26,3% preencheram os critérios de disfunções menstruais. Atletas oligomenorreicas iniciaram o treinamento esportivo mais novas quando comparadas às eumenorreicas (5,7 ± 3,1 anos versus 7,3 ± 2,4 anos, p = 0,04), porém não houve diferença em relação à composição corporal (massa corporal total e gordura corporal: 56,1 ± 6,5kg e 26,3% ± 4,9 versus 53,3 ± 6,9kg e 25,5 ± 6,5%, respectivamente).
CONCLUSÃO: A idade de início do treinamento esportivo, mas não a composição corporal, apresentou diferença entre adolescentes nadadoras brasileiras em nível competitivo com e sem disfunção menstrual.

Palavras-chave: treinamento, ciclo menstrual, composição corporal, atletas, adolescente.


 

 

INTRODUÇÃO

O interesse feminino pela prática de exercício físico tem crescido nas últimas décadas, contribuindo para a expansão da participação de meninas adolescentes em esportes1. A busca por melhores resultados, com pressão adicional da família e treinadores, é uma constante. Além disso, o corpo tipo atlético com baixo porcentual de gordura é considerado o mais desejável por essas atletas2,3. Neste contexto, distúrbios fisiológicos que comprometem o rendimento físico de uma atleta começam a aparecer4.

Baixo percentual de gordura, quando combinado com treinamento intenso, pode levar a alterações hipotalâmicas, as quais interferem na liberação dos hormônios sexuais femininos. Como resultado, alterações no ciclo menstrual da atleta podem ser identificadas, as quais levam a uma periodicidade mais longa (oligomenorreia) ou ausência de ciclo menstrual (amenorreia)5.

A gordura corporal total está diretamente relacionada com a produção ovariana de estrógeno6. Contudo, com a exposição a dietas restritivas, a gordura corporal designada para a produção de estrógeno é redirecionada para a produção de energia, causando irregularidades na síntese de estrógeno e, consequentemente, alterações no ciclo menstrual5. O objetivo deste estudo foi estimar a prevalência de disfunções menstruais e identificar se a composição corporal – especialmente gordura corporal – e treinamento são fatores associados com estas disfunções em nadadoras adolescentes competitivas brasileiras.

 

MÉTODOS

Inicialmente, 108 atletas foram convidadas a participar do estudo. Dentre essas, três pararam de treinar durante a pesquisa, sete não se interessaram em participar e 20 não completaram todas as fases do estudo.

No total, 78 nadadoras, idade entre 11-19 anos, foram avaliadas na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. No grupo etário selecionado, todas as nadadoras que atingiram pelo menos a quinta posição no ranking de suas categorias etárias em campeonatos estaduais em 2005 ou 2006 foram convidadas a participar deste estudo. As participantes foram investigadas por um período de mais de dois anos. Atletas portadoras de diabetes mellitus, grávidas e lactantes, usuárias de contraceptivos orais, usuárias de drogas e fumantes foram excluídas deste estudo.

Foi solicitado que cada atleta assinasse um termo de consentimento livre e esclarecido. Atletas mais jovens do que 18 anos de idade deveriam solicitar autorização aos pais ou responsáveis legais. Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil (sob número de protocolo 217/05).

A massa corporal total (peso) foi verificada em balança mecânica tipo plataforma, da marca Filizola (São Paulo, SP, Brasil), com capacidade de 150kg (precisão de 100g) e a estatura foi medida com estadiômetro da marca Personal Sanny (São Paulo, SP, Brasil), 2m de comprimento (precisão de 1mm). Todas as medidas foram efetuadas com as atletas vestindo somente roupas de banho, pés descalços, sem portar nada nos cabelos ou adereços.

A avaliação da composição corporal (percentual de gordura corporal e massa corporal magra) foi feita por absortometria radiológica de dupla energia - DXA (Lunar Prodigy Advanced Plus, GE Lunar, Milwaukee, WI, EUA). Este método é rápido, não invasivo e seguro para avaliar a composição corporal. Para a avaliação as atletas estavam em jejum de quatro horas e 12 horas sem realizar exercícios físicos.

A presença de disfunções menstruais e o treinamento foram avaliados por meio de um questionário autopreenchido previamente validado7. Amenorreia primária foi definida como ausência de fluxo menstrual aos 16 anos de idade ou mais, ou ausência de desenvolvimento puberal aos 14 anos de idade ou mais. Da mesma maneira, amenorreia secundária foi definida como ausência de fluxo menstrual por, pelo menos, seis meses ou por três ou mais ciclos menstruais consecutivos. Finalmente, oligomenorreia foi definida como ciclos menstruais mais longos do que 35 dias8,9.

O desenvolvimento puberal foi autoavaliado utilizando os diagramas de Marshall e Tanner10. As atletas receberam uma série de cinco desenhos padronizados de estágios de mamas e de pêlos pubianos femininos com um texto explicativo para avaliação de seu próprio desenvolvimento. A descrição de cada estágio foi lida para  as atletas e, então, era pedido que elas selecionassem o estágio que melhor indicava seu desenvolvimento. Esta avaliação foi feita com privacidade e foi aplicada por uma pesquisadora do sexo feminino. Este método foi validado anteriormente com esta mesma faixa etária11.

Um estudo anterior realizado no Brasil evidenciou que a idade média da menarca era 12,2 ± 1,1 anos para atletas e 11,6 ± 1,9 anos para não atletas7. Assim,  incluimos no presente estudo a avaliação de atletas de 11 anos de idade. Contudo, as nadadoras que estavam nos seus primeiros anos pós-menarca não foram avaliadas para presença de distúrbios menstruais, uma vez que irregularidades na menstruação geralmente ocorrem naturalmente nesta fase12.

A tendência central e medidas de variabilidade foram calculadas. O teste de Mann-Whitney foi utilizado para comparação das médias e o nível de significância adotado foi de 5% (p < 0,05). As curvas de sobrevivência de Kaplan-Meier foram obtidas para estimar a idade média na menarca. Todas as análises foram conduzidas utilizando o programa SPSS, versão 17.0 (SPSS Inc., Chicago, IL, EUA).

 

RESULTADOS

As 78 nadadoras apresentaram idade média de 14,6 ± 2 anos. A anamnese mostrou que as atletas começaram a praticar natação aos 6,6 ± 2 anos e  praticavam o esporte há 8,0 ± 2 anos. Em geral, as atletas treinavam por 2,2 ± 0,5 horas por dia (1,5 a quatro horas por dia e 5,8 ± 0,5 dias por semana – cinco a sete dias por semana).

A presença de disfunções menstruais foi detectada em 26,3% (15 das 78) das atletas. Não houve casos de amenorreia primária ou secundária.

A tabela 1 apresenta dados demográficos e de treinamento de acordo com a presença ou ausência de disfunções menstruais. Atletas oligomenorréicas apresentaram início de treinamento mais cedo do que as eumenorréicas (5,7 ± 3,1 anos versus 7,3 ± 2,4 anos, p = 0,04).

 

 

A distribuição das atletas de acordo com o estágio de desenvolvimento puberal está apresentada na tabela 2. Nenhuma atleta foi classificada no estágio 1.

 

 

Dentre as atletas participantes deste estudo, 21,8% (17 de 78) não apresentaram menarca (atletas pré-menarca), 73,1% (57 de 78) apresentaram menarca (atletas pós-menarca) e 5,1% (quatro de 78) estavam em seu primeiro ano pós-menarca e, assim, foram excluídas da análise de disfunção menstrual9. A idade média da  menarca foi de 12,4 ± 0,2 anos.

A tabela 3 apresenta a composição corporal de acordo com o ciclo menstrual. Não foram encontradas diferenças estatísticas entre os grupos quando analisados os diferentes compartimentos de gordura corporal.

 

 

DISCUSSÃO

Presença de disfunção menstrual é mais alta na população de atletas do que na população de não atletas13,14. Essa prevalência pode variar entre 3,4% e 66% dentro da população de desportistas e de 2% a 5% entre mulheres não atletas15. Em adolescentes, a prevalência dessas alterações ainda não está bem-estabelecida; contudo, sabe-se que essa prevalência é mais comum entre atletas que praticam esportes nos quais o corpo magro está associado à performance, tal como ballet, ginástica artística e corrida de longa distância14. Na pesquisa atual, 26,3% das atletas apresentaram algum tipo de disfunção menstrual. Resultados similares foram demonstrados por Vigário e Oliveira16, que encontraram alterações menstruais em 22,5% das atletas adolescentes brasileiras que praticavam nado sincronizado.

Uma variedade de estudos sugere associação entre a prevalência de irregularidades do ciclo menstrual em atletas e sua composição corporal13,17,18, bem como com baixo percentual de gordura corporal19. Carlberg et al.19 investigaram a relação entre composição corporal e ciclo menstrual em 14 atletas com disfunções menstruais e 28 atletas com ciclos normais em diferentes modalidades. Em todos os parâmetros analisados, incluindo percentual de gordura corporal, os resultados foram significantemente mais baixos em atletas com alterações menstruais, sugerindo que esta ocorrência pode estar relacionada com o baixo percentual de gordura corporal. Apesar disso, não foi identificada nenhuma diferença no percentual de gordura corporal entre atletas de nado sincronizado com ou sem disfunções menstruais20. Tomten e Hostmark21 avaliaram corredoras e encontraram os mesmos resultados. Por outro lado, um estudo com 30 bailarinas e 30 mulheres não atletas concluiu que existe associação significativa entre disfunção menstrual e gordura corporal14.

O presente estudo não evidencia diferenças significativas entre a massa corporal total e o percentual de gordura corporal em atletas e alterações no ciclo menstrual. O fato do estudo ter sido conduzido em atletas adolescentes pode ter influenciado neste resultado.

Brownell et al.22 acreditam que a ocorrência de alterações menstruais pode ser influenciada, pelo menos parcialmente, pela distribuição  da gordura corporal. De acordo com esses autores, alterações menstruais podem ser causadas por baixo percentual de gordura corporal na região femoral. Assim, essas alterações seriam a resposta do corpo para poupar energia. No estudo atual, diferenças significativas na gordura femoral, bem como em outras partes do corpo não foram observadas entre as atletas com ou sem alterações menstruais.

Frisch e Mcarthur13 demonstraram que, para que a saúde reprodutiva e a função menstrual regular sejam mantidas, um mínimo e 22% de gordura corporal são necessários. Estes autores associaram essa quantidade de gordura com a produção de estrógeno ovariano. Em atletas com percentual de gordura abaixo de 22%, a produção de estrógeno ovariano, além da função menstrual, seria comprometida. No presente estudo, diferenças significativas em relação ao percentual de gordura corporal não foram observados entre os grupos analisados. Este fato pode sugerir que a quantidade de gordura corporal, per se, não está diretamente associada à regulação do ciclo menstrual em nadadoras adolescentes brasileiras.

É raro encontrar diferenças no percentual de gordura corporal entre nadadoras; por esse motivo, alterações na gordura corporal não se relacionam com a melhora no desempenho23. Nadadoras apresentam porcentagens de gordura corporal parecidas com as da população em geral24,25. Acredita-se que, neste esporte, as atletas necessitem de maior quantidade de gordura corporal para flutuação e deslocamento na água resultando em melhores resultados em competições26.

Além disso, outros fatores podem estar relacionados com a presença de alterações no ciclo menstrual, como predisposição genética, dietas restritivas, transtornos alimentares (anorexia nervosa, bulimia nervosa e respectivos precursores), estresse psicológico, rotinas intensas de treinamento (alta intensidade e volume), supressão do hormônio reprodutivo (estrógeno e progesterona) e  níveis de cortisol no sangue elevados1,3,17,22,26. Em nosso estudo, a idade de início de treinamento foi diferente entre nadadoras com e sem disfunção menstrual.

Neste estudo, o uso de questionários autoaplicáveis para a obtenção de informação sobre o ciclo menstrual e  treinamento foi uma limitação. Outra limitação foi a ausência de dados hormonais, os quais poderiam ter auxiliado em nossa interpretação sobre irregularidade menstrual, especialmente das atletas que apresentavam oligomenorreia.

Torstveit et al.27 sugeriram o uso de um modelo de critério de risco incluindo perguntas sobre disfunção menstrual para a detecção de distúrbios como, por exemplo, desordens alimentares (DA) em atletas de esportes que requeiram magreza. Além disso, em atletas não magras a autoavaliação de DA é sugerida para a identificação precoce de transtornos alimentares clínicos. Contudo, outros fatores ainda não elucidados podem estar associados com o desenvolvimento dessas alterações. Outros estudos devem ser conduzidos com o objetivo de auxiliar a prevenir as disfunções menstruais em atletas. Sugerimos que treinadores e preparadores monitorem sistematicamente atletas adolescentes, contribuindo assim para diminuir a prevalência de disfunções menstruais e reduzir o risco para a saúde dessas atletas.

 

AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem às participantes, que viabilizaram este estudo.

 

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Correspondência:
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21940-280 – Rio de Janeiro, RJ
E-mail: anniebyna@yahoo.com.br

Todos os autores declararam não haver qualquer potencial conflito de interesses referente a este artigo.