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Revista Brasileira de Medicina do Esporte

versión impresa ISSN 1517-8692

Rev Bras Med Esporte vol.18 no.4 São Paulo jul./ago. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S1517-86922012000400003 

ARTIGO ORIGINAL
CLÍNICA MÉDICA DO EXERCÍCIO E DO ESPORTE

 

Estudo comparativo da independência funcional e qualidade de vida entre idosos ativos e sedentários

 

 

Mansueto Gomes NetoI; Marcelle Fernandes de CastroII

IFisioterapeuta, Mestre em Ciências da Reabilitação pela UFMG, Docente da UFBA e União Metropolitana de Educação e Cultura (UNIME)
IIFisioterapeuta, Graduada pela União Metropolitana de Educação e Cultura (UNIME)

Correspondência

 

 


RESUMO

INTRODUÇÃO: O sedentarismo tem sido apontado como fator de risco para o desenvolvimento de doenças crônico-degenerativas em idosos; assim, a atividade física tem sido preconizada como forma de prevenção destas doenças, porém existe uma escassez de estudos que relacionem o sedentarismo e a prática de atividade física com a independência funcional (IF) e a qualidade de vida (QV) desta população.
OBJETIVO: Comparar a IF e a QV entre idosos ativos e sedentários.
MÉTODOS: Foi realizado um estudo, analítico, comparativo e de caráter temporal transversal, tendo como amostra 30 idosos de ambos os sexos, divididos em dois grupos. O grupo 1 foi composto por 15 idosos ativos e o grupo 2, por 15 idosos sedentários. Para avaliação da IF foi utilizada a medida de independência funcional, para a QV foi utilizado o questionário perfil de saúde de Nottingham, já adaptados e validados no Brasil. Como os dados foram não paramétricos, foi utilizado o teste de Mann-Whitney para comparação entre os grupos; a análise foi realizada com o software SPSS versão 14.0, sendo estabelecido um nível de significância
α = 0,05.
RESULTADOS: A média de idade do grupo 1 foi de 68,06 ± 7,82, e no grupo 2 a média foi de 71,20 ± 10,26. Na comparação das médias não foi encontrada diferença significativa, p = 0,12. Na comparação da IF e QV, o grupo 1 apresentou melhores resultados que o grupo 2, com p = 0,001 e p = 0,016, respectivamente.
CONCLUSÃO: Destaca-se a importância da realização da atividade física para manutenção de uma boa IF e QV em idosos.

Palavras-chave: sedentarismo, atividade física, envelhecimento.


 

 

INTRODUÇÃO

A expectativa de vida dos idosos aumentou significativamente nos últimos anos, o que proporcionou um crescimento acentuado da população geriátrica, que está para atingir, aproximadamente, 15 milhões de pessoas, o que representa um total de 9% da população brasileira1. À medida que aumenta a idade cronológica, as pessoas tornam-se menos ativas e a sua independência funcional diminui; esta pode ser definida como a capacidade de realizar as atividades de des

locamento, atividades de autocuidado, sono adequado e participação em atividades ocupacionais e recreativas de forma independente2. As alterações decorrentes do envelhecimento associadas à redução da capacidade funcional e à inatividade podem levar a um impacto na qualidade de vida (QV) desses idosos. Entende-se por qualidade de vida "a percepção do indivíduo sobre sua posição na vida, dentro do contexto de cultura e sistema de valores nos quais vive, e em relação às suas metas, expectativas e padrões sociais"3.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (SBME) e a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG)4, o exercício físico regular melhora a qualidade e a expectativa de vida do idoso beneficiando-o em vários aspectos principalmente na prevenção de incapacidades. A prática na atividade física moderada e regular contribui para preservar as estruturas orgânicas e o bem-estar físico e mental5. Desse modo, verifica-se que a prática de exercício físico pode prevenir e inibir uma série de fatores que afetam a vida dos idosos, dentre os quais estão: a atuação em prol da profilaxia de doenças e a melhoria dos fatores de risco para o desenvolvimento de inúmeras patologias6,7.

Em um estudo realizado por Mota (2006)7, que teve como objetivo comparar o nível de qualidade de vida entre participantes de programas de atividade física e não participantes, a amostra foi constituída de 88 sujeitos divididos em dois grupos: o grupo experimental (GE, n = 46; homens = 34,8%), que estava envolvido num programa de atividade física investigando o impacto do exercício regular na aptidão física e na capacidade funcional e saúde em indivíduos de ambos os sexos com mais de 65 anos de idade; e o grupo de controle (GC, n = 42; homens = 47,6%), que não estava envolvido em nenhum programa regular de atividade física. Nesse estudo foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre ambos os grupos. O GE teve um desempenho superior em todos os domínios do questionário utilizado quando comparado com o GC. Foi observada a influência positiva que a atividade física exerce em fatores cruciais para a independência dos idosos.

Outro estudo, realizado por Fernandes et al. 8 , teve como objetivo investigar os níveis de atividade física de adultos em idade avançada e a sua influência nos domínios da satisfação com a vida, autoestima e crescimento pessoal. A amostra foi constituída por 168 indivíduos de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 60 e os 95 anos. Os resultados evidenciam que cerca de 40% da amostra era fisicamente inativa, enquanto somente 31,5% dos idosos eram ativos. Os resultados das análises comparativas e correlacionais demonstraram que os idosos ativos tinham níveis superiores de satisfação com a vida, autoestima e crescimento pessoal.

A relação entre envelhecimento e exercícios físicos tem sido objeto de estudo de inúmeros trabalhos científicos atuais. Embora haja muitos estudos mostrando os benefícios da atividade física na prevenção de fatores de risco associados às doenças crônico-degenerativas em idosos, ainda existe na literatura escassez de pesquisas que mostrem o impacto do sedentarismo e da prática de atividades físicas na IF e na QV desta população. O estudo da QV de idosos ativos e sedentários é necessário para delinear a associação entre atividade física e QV9. Sendo assim, o objetivo deste estudo foi comparar a IF e a QV entre idosos ativos e sedentários.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Esta pesquisa se caracteriza como um estudo de campo quantitativo, analítico, comparativo, transversal. O critério de inclusão da pesquisa se restringe a idosos com faixa etária maior que 60 anos de idade, de ambos os sexos, que deambulem de forma independente. Foram considerados ativos os idosos que praticavam atividade física no mínimo há três meses. Os idosos que responderam ao questionário frequentavam uma academia de ginástica localizada na cidade de Lauro de Freitas, e os demais foram da comunidade adjacente ou próxima à região da academia, para diminuir a possibilidade de viés de seleção. A pesquisa adotou os princípios éticos dispostos na Resolução do Conselho Nacional de Saúde (nº196/96), a qual obteve aprovação do comitê de ética de uma instituição de ensino superior sob o parecer (CEP 01.450-2009). Os participantes da amostra foram informados sobre a garantia da privacidade e sigilo das informações e que seus resultados seriam divulgados em trabalhos científicos. Todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

Os dados do estudo foram obtidos pela aplicação de dois questionários: perfil de saúde de Nottingham (PSN)10 e a medida de independência funcional (MIF)11, e ainda foram colhidos dados sociodemográficos (idade, sexo, escolaridade, hipertensão (HAS), raça e, caso praticasse atividade física, qual era a modalidade).

O PSN quantifica a QV dos entrevistados de acordo com parâmetros preestabelecidos e validados. Este instrumento já foi previamente adaptado e validado para a população idosa no Brasil10 e utiliza uma linguagem de fácil interpretação, fornece uma medida simples da saúde física, social e emocional do indivíduo, sendo considerado clinicamente válido para distinguir pacientes com diferentes níveis de disfunção e para detectar alterações importantes no quadro de saúde do paciente ao longo do tempo. O perfil de saúde de Nottingham é uma escala que contém 38 itens, agrupados em seis seções: habilidade física, nível energético, dor, reações emocionais, qualidade do sono e isolamento social. Quanto menor a pontuação (um ponto para cada resposta "sim"), melhor a percepção do indivíduo da sua qualidade de vida, sendo o escore 0 indicador de saúde perfeita10.

Para a avaliação da capacidade funcional foi utilizada a medida de independência funcional (MIF), uma escala que já foi adaptada e validada para a população idosa no Brasil11. A medida de independência funcional foi desenvolvida na década de 1980 por uma força-tarefa norte-americana, organizada pela Academia Americana de Medicina Física e Reabilitação, e seu objetivo foi criar um instrumento capaz de medir o grau de solicitação de cuidados de terceiros que o paciente portador de deficiência exige para realização de tarefas motoras e cognitivas. A validação da MIF foi feita por diversos trabalhos e, basicamente, envolveu a avaliação de propriedades psicométricas e a comparação com outros instrumentos de avaliação funcional. O seu campo motor é composto de 13 itens e subdividido em quatro categorias: cuidados pessoais, controle de esfíncter, mobilidade/transferência, locomoção. O cognitivo é composto de cinco itens e em duas categorias: comunicação e cognição social. Para cada item atribui-se uma nota, que pode ser: 1 - assistência total; 2 - alta assistência; 3 - assistência moderada; 4 - assistência mínima; 5 - supervisão; 6 - independência modificada; 7 - independência total. O total máximo é 126 pontos, que indica independência total e a mínima é de 18 pontos, indicativo de dependência total11.

Estatística descritiva foi realizada para análise dos dados demográficos e clínicos; os dados de variáveis contínuas foram avaliados como medidas de tendência central e dispersão e expressos como médias e desvio padrão; os dados de variáveis dicotômicas ou categóricas foram avaliados com medidas de frequência e expressos como percentagens. Para análise da normalidade dos dados foi utilizado o teste de Kolmogorov-Smirnov. Como os dados foram distribuídos de forma não paramétrica, o teste de Mann-Whitney foi utilizado para comparação das variáveis do estudo independência funcional e qualidade de vida entre os grupos. A análise foi realizada com uso do software SPSS (Statistical Package for the Social Sciences) para Windows (versão 14.0) e foi estabelecido um nível de significância α = 0,05.

 

RESULTADOS

Fizeram parte da amostra 30 idosos, com o mínimo de 60 anos de idade, sendo que 15 eram ativos e 15 eram sedentários. No grupo de idosos ativos, a média de idade em anos foi de 68,06 ± 7,82 e no grupo de idosos sedentários, de 71,20 ± 10,26, sendo que esta diferença não foi estatisticamente significativa (p = 0,46). Dos 15 indivíduos do grupo de idosos ativos, 46,6% eram do sexo masculino e 53,4% eram do sexo feminino; já no grupo de idosos sedentários, 20% eram do sexo masculino, enquanto 80% eram do sexo feminino, sendo que esta diferença não foi estatisticamente significativa (p = 0,12). Em relação à hipertensão, dos 15 idosos ativos, 33% eram hipertensos e 67% não apresentavam hipertensão; e dos 15 idosos sedentários, 67% eram hipertensos e 33% não apresentavam hipertensão.

A tabela 1 mostra as médias e os desvios padrão das variáveis do estudo em comparação do grupo de idosos ativos e do grupo de idosos sedentários. Em relação à medida de independência funcional nas tarefas motoras (MIFM), no grupo de idosos ativos a média foi de 89,93 ± 2,25 e no grupo de sedentários a média foi de 84,10 ± 11,74, sendo que esta diferença foi estatisticamente significativa (p = 0,01); em relação à medida de independência funcional nas tarefas cognitivas (MIFC), no grupo de idosos ativos a média foi de 33,66 ± 2,74 e no grupo de sedentários a média foi de 31,93 ± 5,03, sendo que esta diferença não foi estatisticamente significativa (p = 0,90); em relação à medida de independência funcional, o resultado total (MIFT) no grupo de idosos ativos, a média foi de 123,60 ± 3,29 e no grupo de sedentários a média foi de 111,53 ± 17,14, sendo que não houve diferença estatisticamente significativa (p = 0,05); em relação ao PSN, no grupo de idosos ativos a média foi de 5,00 ± 6,50 e no grupo de sedentários a média foi de 10,33 ± 6,75, sendo que esta diferença foi estatisticamente significativa (p = 0,01).

 

 

DISCUSSÃO

Os resultados encontrados nesta pesquisa mostram que a atividade física está associada a uma boa IF do indivíduo. Foi observada uma influência positiva em fatores cruciais para a independência dos idosos. Foram obtidos valores mais elevados em relação à IF no grupo de idosos ativos em domínios diferentes como cuidados pessoais, controle de esfíncter e locomoção. Em relação ao desempenho cognitivo, não houve diferença entre os grupos.

Os resultados obtidos em relação com a MIFM indicam que a IF dos idosos ativos foi superior, o que corrobora outros estudos que comprovam que quanto mais ativa é uma pessoa menos limitações físicas ela tem12,13. Os idosos que têm por hábito a prática de atividades físicas têm uma desaceleração nas modificações ocorrentes, quer na estrutura do indivíduo quer na funcionalidade dos aparelhos e sistemas que compõem a sua estrutura corporal3,14. A prática da atividade física incide beneficamente nas alterações decorrentes do processo de envelhecimento, auxiliando a manutenção das funções12, isso pode contribuir para manter e/ou melhorar a força, a flexibilidade, a coordenação e o equilíbrio, elementos da aptidão física essenciais para manter a capacidade funcional no idoso15. Além de beneficiar a capacidade funcional, o exercício físico promove melhora na aptidão física12.

Em uma revisão sistemática conduzida por Spirduso e Cronin16, que determinou se um programa de atividade física influencia no bem-estar e no retardo da dependência de idosos, foi identificado, a partir dos estudos incluídos na revisão, que um programa de atividade física de longo prazo está relacionado com o retardo da instalação de incapacidade e maior independência dos idosos na realização de atividades de vida diária.

No presente estudo não houve diferença significativa no resultado da MIFC entre os grupos. Outros estudos evidenciam a melhora específica da memória e na capacidade de tomar decisões com o exercício, ou atividade física regular. Esses autores baseiam sua conclusão na análise de hormônios e enzimas corporais que estariam presentes na circulação tanto na realização de atividades físicas como na evocação da memória e na tomada de decisões17,18. Além disso, o exercício físico leva o indivíduo a uma maior participação social, resultando em bom nível de bem-estar biopsicofísico, fatores esses que contribuem para a melhoria de sua qualidade de vida18. Santos e Andrade15, em seu estudo, afirmam que os idosos com déficit cognitivo com alteração de atenção e memória têm cinco vezes mais chance de sofrerem queda, pois o controle postural e a manutenção do equilíbrio sofrem influência da função cognitiva.

Em relação à QV, os dados obtidos através dos domínios do PSN nos mostrou que o grupo de idosos ativos tem melhor QV do que o grupo de idosos sedentários. Quanto maior a dificuldade do idoso em realizar atividades de vida diária (AVD) pior sua percepção em importantes domínios da QV3,14.

O resultado obtido neste estudo em relação à QV avaliada pelo PSN mostrou que, em todos os domínios avaliados, os idosos ativos apresentaram melhor desempenho quando comparados aos sedentários, principalmente no domínio IS (interação social). Com relação a esse domínio, os resultados encontram embasamento em Rodrigues et al. quando citam que idosos que praticam uma determinada atividade física regularmente apresentam menos casos depressivos, principalmente quando ela é realizada em grupo de pessoas com idades semelhantes, no qual ocorre grande socialização e surgem novos interesses e amizades19.

Com o desenvolvimento de atividades, os idosos compõem um novo ciclo de amizade e demonstram melhorias significativas em suas relações sociais. Assim, os estudos realizados por Oliveira20 e Santarém21 mostram que o exercício desperta um sentimento de bem-estar e de equilíbrio emocional. O bem-estar físico é relevante para lidar com quase todos os eventos estressantes, particularmente os que exigem grande mobilização22,23. Para Carvalho e Papaleo24, nenhuma doença tem efeito tão devastador sobre o idoso quanto a solidão e a inatividade. Portanto, as práticas físicas são importantes na QV do idoso, além de levantar sua autoestima, autoconfiança e uma interação social. Estes fatores podem gerar uma melhor percepção dos indivíduos em relação à sua saúde. Na atual sociedade contemporânea, QV, satisfação ou bem-estar psicológico são atributos para o que se designa uma velhice bem sucedida, e esta depende do equilíbrio entre as limitações e as potencialidades da pessoa, que lhe permite lidar com as inevitáveis perdas decorrentes do envelhecimento5,25.

É importante ressaltar que a maioria dos idosos ativos (67%) não apresentava hipertensão. Segundo Ciolac e Guimarães em26 e Pollock et al. em27, a prática regular de exercício físico tem demonstrado prevenir o aumento da pressão arterial associado à idade, mesmo em indivíduos com risco aumentado de desenvolvê-la26,27. Como também indivíduos hipertensos têm sido tradicionalmente desencorajados a realizar exercício devido ao receio de precipitar um evento cerebrovascular ou cardíaco. Porém, estudos investigando o efeito de longo período de treinamento com exercício resistido sobre a pressão sanguínea de repouso não documentaram efeitos deletérios, sugerindo que indivíduos hipertensos não devem evitar sua prática, pois ela proporciona grandes benefícios para a qualidade de vida, principalmente de indivíduos idosos27.

Por meio dos resultados desta pesquisa, pode-se ressaltar a importância da prática de atividade física para a população de idosos, sendo que cada vez o exercício físico deve ser exercido a fim de evitar consequências funcionais deletérias do envelhecimento, melhorando sua independência e qualidade de vida. O exercício pode contribuir para uma velhice mais saudável, com manutenção da autonomia e conservação da capacidade funcional, podendo retardar o aparecimento de complicações e contribuindo para um bem-estar psíquico e social. O presente estudo apresenta algumas limitações. Em primeiro lugar, a generalização dos resultados é limitada porque a amostra é pequena e a característica temporal do estudo é transversal. Este fato reduz a possibilidade para determinar a causa e efeito. Em segundo lugar, no momento da aplicação dos questionários, um número significativo de idosos demonstrou muita impaciência ao responder às questões, o que pode vir a influenciar de alguma forma o resultado. Vale destacar que o trabalho realizado apresentou como vantagem o seu baixo custo, em razão da centralização das atividades realizadas. Sugere-se a realização de novos estudos com amostras maiores e de caráter longitudinal para documentar o impacto do exercício na qualidade de vida de idosos sedentários.

A prática regular da atividade física mostrou ser um fator importante para a população idosa, podendo trazer benefícios significativos na independência funcional e uma melhor percepção destes sobre sua QV.

 

REFERÊNCIAS

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