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Revista Brasileira de Medicina do Esporte

Print version ISSN 1517-8692

Rev Bras Med Esporte vol.18 no.5 São Paulo Sept./Oct. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S1517-86922012000500006 

ARTIGO ORIGINAL
CLÍNICA MÉDICA DO EXERCÍCIO E DO ESPORTE

 

Questionário nutricional simplificado de apetite (QNSA) para uso em programas de reabilitação cardiopulmonar e metabólica

 

 

Sabrina Weiss StiesI; Ana Inês GonzálesI; Maick da Silveira VianaII; Ricardo BrandtII; Renata Labronici BertinIII; Ricardo GoldfederI; Anderson Zampier UlbrichI; Alexandro AndradeII; Tales de CarvalhoI

INúcleo de Cardiologia e Medicina do Exercício - Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) – Florianópolis, SC – Brasil
IILaboratório de Psicologia do Esporte e do Exercício - Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) – Florianópolis, SC – Brasil
IIIDepartamento de Ciências Farmacêuticas – Universidade Regional de Blumenau (FURB) – Blumenau, SC – Brasil

Correspondência

 

 


RESUMO

O presente estudo teve por objetivo traduzir e validar para a língua portuguesa o Questionário Nutricional Simplificado de Apetite (QNSA), verificando sua clareza e validade para participantes de programa de Reabilitação Cardiopulmonar e Metabólica (RCPM). Cento e quarenta e seis indivíduos foram entrevistados, sendo 79 homens, com média de idade de 63 anos (± 10) e 67 mulheres, com média de 66 anos (± 11). A análise descritiva foi apresentada em média, desvio padrão e frequência. A consistência interna da escala foi avaliada por meio do coeficiente alfa de Cronbach e a análise fatorial pelo método de extração de análise dos componentes principais utilizando os critérios de Kaiser (autovalores > 1). Todas as questões do instrumento apresentaram resultados positivos em relação à clareza. Os itens do questionário apresentaram carga fatorial superior a 0,40, com variação de 0,40 a 0,81. Com exceção da questão relacionada com a quantidade de refeições diárias, todas as demais apresentaram alta correlação com o escore total da versão brasileira do instrumento. No que se refere à análise de consistência interna, obteve-se resultado de 0,61. A versão brasileira do QNSA demonstrou ser válida para aplicação em participantes de programa de RCPM, constituindo-se em uma importante ferramenta na avaliação do apetite nessa população.

Palavras-chave: estudos de validação, má nutrição, doenças cardiovasculares, doenças metabólicas.


 

 

INTRODUÇÃO

No Brasil, assim como mundialmente, as doenças cardiovasculares (DCV) representam a principal causa de incapacidade e morbimortalidade1,2. Aproximadamente um terço dos óbitos totais e 65% das mortes na faixa etária entre 30 e 69 anos de idade ocorrem em decorrência das DCV, as quais são responsáveis por grande número de internações e elevados gastos financeiros3.

Pacientes com doenças cardíacas que apresentam diabetes4, ansiedade5, depressão5,6 e fatores de risco como tabagismo7 podem apresentar alterações do estado nutricional. As consequências da má nutrição estão relacionadas com sérios agravos à saúde8, contribuindo para o aumento da morbimortalidade e predispondo a uma série de complicações, entre elas a diminuição da capacidade funcional e comprometimento do sistema imunológico9,10. Em adendo, é frequente para estes indivíduos o uso concomitante de diversos medicamentos que, associados ao processo de envelhecimento, podem influenciar no apetite, paladar, digestão, absorção, utilização de diversos nutrientes e perda de peso11,12.

É importante que a atenção seja direcionada aos aspectos nutricionais de indivíduos submetidos aos programas de exercício físico13, como é o caso dos participantes de programas de reabilitação cardiopulmonar e metabólica (RCPM), os quais devem manter uma dieta balanceada e equilibrada para manutenção da saúde e bom desempenho físico14.

A detecção precoce e o tratamento da perda de apetite podem evitar a perda de peso, melhorar a saúde e reduzir a mortalidade15. Neste contexto, nos últimos 20 anos foram desenvolvidos instrumentos para avaliação do risco nutricional, como o Malnutrition Universal Screening Tool, o Nutrition Screening Initiative (NSI) e o Risk Evaluation for Eating and Nutrition (SCREEN I e SCREEN II)16. No entanto, estas ferramentas são extensas e contemplam múltiplos domínios nutricionais interdependentes. Uma opção para avaliação do risco nutricional é o Questionário Nutricional Simplificado de Apetite (QNSA)15, que tem se mostrado mais simples e de aplicação mais rápida do que os demais instrumentos. Recentemente, o QNSA vem sendo utilizado em importantes estudos17-19, inclusive na área da cardiologia20.

Considerando a necessidade da avaliação do apetite em indivíduos com DVC e a falta de instrumentos em português que possam suprir esta necessidade, o presente estudo teve por objetivo traduzir e validar para a língua portuguesa o QNSA, verificando sua clareza e validade para participantes de programa de reabilitação cardiopulmonar e metabólica (RCPM).

 

MÉTODOS

Trata-se de um estudo descritivo de corte transversal com amostragem não probabilística.

Participantes

Fizeram parte do estudo indivíduos participantes de um programa de RCPM no Sul do Brasil. Cento e quarenta e seis indivíduos de ambos os sexos participaram do estudo, sendo 79 (54,1%) homens, com média de idade de 63 anos (± 10), e 67 (45,9%) mulheres, com média de idade de 66 anos (± 11). A tabela 1 apresenta as características dos participantes do estudo.

 

 

INSTRUMENTOS

Caracterização clínica e sociodemográfica

Inicialmente foi utilizado um questionário semiestruturado com perguntas que abordaram aspectos relacionados com os fatores de risco cardiovasculares (HAS/diabetes/hipercolesterolemia/obesidade/tabagismo) e ao diagnóstico médico.

Para classificação socioeconômica foi utilizado o Critério Padrão de Classificação Econômica Brasil/2008 da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa21. Esse questionário avalia itens existentes na residência do participante e a escolaridade do chefe da família. O questionário tem alta relação com a renda familiar (r = 0,78 e r2 = 62%).

Estado nutricional

O estado nutricional foi verificado por meio do índice de massa corporal (IMC), o qual foi obtido pela razão entre massa corporal e estatura ao quadrado (kg/m2)24. Para a classificação do estado nutricional de indivíduos até 60 anos de idade, adotaram-se os valores de referência propostos pela Organização Mundial da Saúde22 e para pacientes acima de 60 anos os valores de referência adotados foram os propostos pela Organização Pan-Americana de Saúde23.

Questionário Nutricional Simplificado de Apetite (QNSA)

O Questionário Nutricional Simplificado de Apetite (QNSA) é a versão curta do Council of Nutrition Appetite Questionnaire (CNAQ). O estudo de validação dos questionários15 indicou que, por sua brevidade e confiabilidade, o QNSA é mais recomendado para o uso clínico.

O QNSA é composto por quatro itens, agrupados em um único domínio. Cada questão apresenta cinco opções de respostas, as quais são representadas pelas letras de A a E. As questões são pontuadas baseadas na seguinte escala: A = 1, B = 2, C = 3, D = 4 e E = 5. Quando somadas, estas geram o escore total do questionário, que pode variar de 4 a 20. Quanto menor, maior é o risco de perda de peso. No instrumento original, índices inferiores ou iguais a 14 indicam risco de perda de pelo menos 5% de peso em seis meses.

Procedimentos

Após explanação dos objetivos do estudo, todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (parecer 149/2011), de acordo com a resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. Os pesquisadores agendaram um horário que melhor se adequasse à rotina dos participantes. A coleta foi realizada tomando-se cuidado para que não existissem interferências externas, sendo cada participante do estudo avaliado individualmente por pesquisadores que atuam no programa de RCPM em questão. O questionário foi aplicado em forma de entrevista e o tempo de aplicação foi de aproximadamente dois minutos.

Tradução, tradução reversa e adaptação cultural

Os itens da versão original do QNSA inicialmente foram traduzidos para a língua portuguesa por dois tradutores independentes, brasileiros, qualificados, que estavam cientes do objetivo do trabalho. As duas traduções foram então comparadas pelos tradutores e o pesquisador e, em caso de divergências, foram realizadas modificações para se obter um consenso quanto à tradução inicial.

A tradução foi então vertida para o inglês (back-translation) por dois professores de inglês bilíngues, sendo um de nacionalidade inglesa e outro norte-americano, os quais não participaram da etapa anterior. Compararam-se as duas versões com o instrumento original em inglês e as discrepâncias existentes foram analisadas por uma equipe composta por dois nutricionistas, dois fisioterapeutas, três professores de educação física e um cardiologista, todos pesquisadores e com experiência assistencial na área. O questionário em português foi reescrito até obtenção de um consenso para versão final (anexo 1).

 

ANÁLISE ESTATÍSTICA

Os dados foram analisados no programa Statistical Package for the Social Sciences – SPSS® versão 18.0 para Windows®. A análise descritiva foi apresentada em média, desvio padrão e frequência.

Clareza

A avaliação da clareza do instrumento foi realizada por meio de escalas com variação de 0 a 10, nas quais 0 correspondia a nenhuma clareza e 10 a total clareza. Cada uma das quatro questões da versão brasileira do Questionário Nutricional Simplificado de Apetite foi avaliada por meio da escala, sendo verificada a média atribuída a cada questão do instrumento.

Análise fatorial

A análise fatorial da versão brasileira do QNSA foi realizada por meio do método de extração de análise dos componentes principais, utilizando-se dos critérios de Kaiser (autovalores > 1). Estabeleceu-se 0,4 como a carga mínima para que a questão fizesse parte do fator. Previamente à análise fatorial, foram realizados os testes de esfericidade de Bartlett e o Kaiser-Meyer-Olkin (KMO), com o fim de verificar as correlações entre as questões do instrumento e a viabilidade de utilização da análise fatorial.

Consistência interna

Para verificar a consistência interna da versão brasileira do QNSA obteve-se o valor do coeficiente alfa de Cronbach. Foram realizadas análises tanto da escala completa quanto da mesma com a exclusão de itens.

 

RESULTADOS

Todas as questões da versão brasileira do QNSA apresentaram resultados positivos em relação à sua clareza. A média atribuída às questões 1, 2, 3 e 4 foram, respectivamente, 9,9, 9,8, 9,8 e 9,9. Apenas um participante (0,7%) avaliou negativamente a clareza das questões (< 7,0).

Os resultados descritivos de cada questão da versão brasileira do QNSA, bem como o resultado geral da escala, são apresentados na tabela 2. Verifica-se que as questões 3 e 4 não receberam as avaliações mais negativas (1), resultando em médias mais elevadas em comparação às questões 1 e 2. Onze participantes apresentaram resultados inferiores a 14, ou seja, risco de perda de peso.

 

 

A intercorrelação das variáveis foi confirmada (X2 = 76,45; p < 0,001), indicando que a matriz de dados é adequada para proceder a análise fatorial. O teste de KMO obteve resultado de 0,62, o que também é considerado adequado para realização da análise fatorial.

Por meio da análise fatorial, observou-se que o questionário possui um único componente principal, indicando uma estrutura unifatorial. Este componente explica 47,0% da variação total do instrumento (tabela 3). Os itens do questionário apresentaram carga fatorial superior a 0,40, com variação de 0,40 (questão 4) a 0,82 (questão 1). Com exceção da questão 4, todas as demais apresentaram alta correlação com o escore total da versão brasileira do QNSA (tabela 4).

 

 

 

A análise de consistência interna da versão brasileira do QNSA obteve resultado de 0,61. Quando realizadas análises de exclusão de itens, verificou-se que as maiores variações na soma da escala e em sua variância ocorreram quando a questão 4 foi excluída. A consistência interna tende a reduzir quando algum item é excluído, exceto a questão 4, que leva a resultados mais positivos (tabela 5).

 

 

DISCUSSÃO

O presente estudo demonstrou que não houve dificuldade na aplicação da versão brasileira do Questionário Nutricional Simplificado de Apetite e no entendimento do mesmo pelos pacientes, o que demonstra a sua aplicabilidade e clareza.

Os itens do questionário apresentaram carga fatorial superior a 0,40. Com exceção da questão 4, todas as demais apresentaram alta correlação com o escore total da versão brasileira do QNSA. Os resultados da análise fatorial referentes às questões 1 e 3 apresentaram valores superiores aos obtidos por Wilson et al.15 na validação original do questionário. A consistência interna obtida com a versão brasileira do QNSA (0,61) é inferior à apresentada pela versão original do instrumento (0,70); porém, por se tratar de um fator com poucas questões, esse resultado pode ser considerado suficiente. Sugere-se que as questões da versão brasileira do QNSA sejam pontuadas, assim como as versões dos demais países, mantendo-se a interpretação da versão original, ou seja, quanto menor o valor total, maior é o risco de perda de peso sendo que índices inferiores ou iguais a 14 indicam risco de perda de pelo menos 5% de peso em seis meses. No entanto, torna-se imperativo que pesquisas utilizando o questionário traduzido sejam acompanhadas de evidências na população brasileira, algo será realizado após a etapa de validação do presente estudo.

O QNSA foi desenvolvido pelo Council for Nutritional Strategies in Long-Term Care para avaliar a perda de apetite em pacientes adultos e idosos e está bem correlacionado com o instrumento padrão ouro para avaliação nutricional, o Mini-Nutritional Assessment (MNA). A utilização deste questionário é importante como avaliação inicial de rotina e facilita uma eventual intervenção nutricional25, sendo relevante para o monitoramento dos indivíduos em casas de repouso, pacientes hospitalizados19 ou durante intervenção de saúde em programas na comunidade26. Recomenda-se que o mesmo possa ocorrer na avaliação sistemática de participantes de RCPM.

A utilização desta ferramenta é importante visto a perda de apetite e consequente perda peso serem condições frequentes e eventos importantes em indivíduos adultos e idosos15,27,28, o que exige procedimentos simples para reconhecer alterações do estado nutricional29.

A versão brasileira do QNSA demonstrou ser clara e válida para utilização com participantes de programas de RCPM. A partir da tradução e validação fatorial apresentadas, estimula-se a realização de novos estudos com objetivo de verificar sua sensibilidade e especificidade para indicação de risco nutricional.

 

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Correspondência:
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