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Revista Brasileira de Medicina do Esporte

Print version ISSN 1517-8692

Rev Bras Med Esporte vol.18 no.5 São Paulo Sept./Oct. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S1517-86922012000500008 

ARTIGO ORIGINAL
APARELHO LOCOMOTOR NO EXERCÍCIO E NO ESPORTE

 

Efeitos de um tratamento combinado (vitamina C pré-exercício e alongamento FNP, tratamento com ultrassom pós-exercício) sobre marcadores de dano muscular induzido por exercício

 

 

Ali JalalvandI; Mehrdad AnbarianII; Ali KhorjahaniIII

IDepartamento de Ciências do Esporte, Sede Hamedan, Universidade Islâmica Azad, Hamedan, Irã
IIDepartamento de Ciências do Esporte da Universidade Bu Ali Sina, Hamedan, Irã
IIIDepartamento de Ciências do Esporte, Sede Takestan, Universidade Islâmica Azad, Qazvin, Irã

Correspondência

 

 


RESUMO

CONTEXTO: Várias estratégias de recuperação têm sido utilizadas na tentativa de minimizar os sintomas da dor muscular de início tardio (DMIT). Contudo, evidências científicas que apoiem este efeito profilático (pré-exercício) e terapêutico (pós-exercício) de um tratamento combinado (FNP e vitamina C, ultrassom) no dano muscular são inexistentes.
OBJETIVO: Investigar os efeitos de um tratamento combinado (FNP e vitamina C, ultrassom) nos marcadores bioquímicos (níveis enzimáticos) e funcionais (ângulo do cotovelo, circunferência de braço, taxa de dor) de dano muscular induzido por exercício.
MÉTODO: Amostra randomizada controlada.
LOCAL: Laboratório da Universidade.
PARTICIPANTES: Alunos universitários masculinos participaram voluntariamente do estudo, o qual não reportou nenhuma dor muscular de início tardio por no mínimo seis meses antes do estudo. Posteriormente, os sujeitos foram agrupados aleatoriamente em subgrupos com mão controle e mão experimental.
INTERVENÇÃO(ÕES): Programa de exercício para indução de dano muscular induzido por exercício envolvendo o teste de bíceps Scott (contração excêntrica com duas mãos).
PROCEDIMENTO(S) PRINCIPAL(IS): Circunferência de braço relaxado, circunferência de braço flexionado, ângulo de cotovelo em descanso, circunferência de antebraço, amplitude de movimento de cotovelo flexionado, amplitude de movimento de cotovelo estendido, dano muscular induzido por exercício, força máxima voluntária isométrica e isocinética foram registrados basal, imediatamente após exercício e 24, 48, 72 e 96 horas após exercício.
RESULTADOS: O subgrupo experimental manifestou redução de sintomas de DMIT em menor amplitude de movimento de cotovelo flexionado e amplitude de movimento de cotovelo estendido, menor perda de força isométrica e isocinética voluntária máxima (P < 0,05) em comparação com o subgrupo controle. Contudo, nenhum efeito na circunferência de braço relaxado, circunferência de braço flexionado, ângulo de cotovelo em descanso ou circunferência de antebraço foi observado (P >0,05).
CONCLUSÃO: Este tratamento combinado foi eficiente em contração máxima voluntária isométrica, dor muscular de início tardio e taxa de intensidade de dor ao longo do tempo. Finalmente, os resultados sugerem que os tratamentos combinados são eficientes na manutenção de força isométrica e diminuição de dor muscular de início tardio e taxa de intensidade de dor.

Palavras-chave: dano muscular induzido por exercício (DMIE), FNP (facilitação neuromuscular proprioceptiva), vitamina C, ultrassom.


 

 

INTRODUÇÃO

Dano muscular induzido por exercício (DMIE) é uma experiência comum para atletas de elite assim como para novatos. Seus sintomas podem variar de frouxidão muscular à dor debilitante severa. O DMIE aumenta a intensidade do desconforto muscular nas horas posteriores à atividade, atingindo seu pico após 24-48 horas e geralmente é solucionado dentro de uma semana1. Os mecanismos, estratégias de tratamento e impacto no desempenho atlético continuam obscuros apesar da alta incidência de dano muscular induzido por exercício (DMIE). O DMIE é mais prevalente no início da temporada desportiva quando os atletas estão retornando aos treinamentos após um período de atividade reduzida. O DMIE é também comum entre atletas quando estes são apresentados pela primeira vez a certos tipos de atividade, indiferentemente da época do ano. Atividades excêntricas induzem a microlesões com maior frequência e severidade do que outros tipos de ações musculares. Exercícios excêntricos são parte da reabilitação regular e do treinamento desportivo. Exercícios excêntricos não usuais causam dano muscular, o qual se manifesta como dor muscular2, perda de força isométrica e dinâmica3,4, perda de amplitude de movimento4, inchaço3, aumentos em proteínas musculoespecíficas no sangue (CK, LDH)3 e enrijecimento passivo aumentado5. A lesão muscular significa ruptura mecânica dos sarcômeros e a dor é resultado da resposta inflamatória da síntese de prostaglandina e leucotrieno6. Os níveis de creatina quinase se elevam com dor muscular de início tardio, indicando ruptura ou alterações em permeabilidade na membrana plasmática. Tais sintomas reduzem a capacidade de se exercitar e podem ser nocivos se o exercício continua a ser praticado. A intensidade e duração do exercício são fatores importantes adicionais no DMIE. Pelo menos seis teorias foram propostas para o mecanismo de DMIE, a saber: ácido lático, espasmo muscular, dano muscular no tecido conjuntivo, dano muscular, inflamação e as teorias de efluxo enzimático. Contudo, a interação de duas ou mais teorias parece explicar a dor muscular. O DMIE pode afetar o desempenho atlético causando redução na amplitude de movimento articular, atenuação do choque e pico de torque. Alterações no sequenciamento muscular e padrões de recrutamento podem também ocorrer, causando estresse não usual nos ligamentos musculares e tendões. Estes mecanismos compensatórios podem aumentar o risco de dano adicional se existir uma tentativa de retorno prematuro ao esporte. Uma série de estratégias de tratamento foi introduzida para ajudar a aliviar a severidade do DMIE e a restaurar a função máxima dos músculos o mais rápido possível7. Várias intervenções como aquecimento, alongamento, massagem, acupuntura, medicamentos anti-inflamatórios e suplementos de estrógeno foram pesquisadas com a finalidade de encontrar intervenções que aliviassem com sucesso a severidade do dano muscular. Os achados de investigações que avaliaram tratamentos para dor muscular de início tardio (DMIT) foram inconclusivos e conflitantes8. Os resultados foram principalmente inconclusivos devido à variedade de protocolos para DMIT, os tipos de protocolos de intervenção e as doses de aplicação9. Do ponto de vista prático, estratégias preventivas são escolhidas por vários praticantes por reduzirem tempo de afastamento dos treinamentos, custo do tratamento, além de diminuírem o risco de dano adicional10. Sendo assim, este artigo tem ênfase em prevenção de DMIT excêntrico. Sugestões de estratégias preventivas apropriadas para dano muscular causado por exercícios excêntricos são oferecidas. Medicamentos anti-inflamatórios não esteroides demonstraram efeitos dependentes da dosagem, os quais podem também ser influenciados pelo tempo de administração. De maneira similar, a massagem apresentou vários resultados que podem ser atribuídos ao tempo de aplicação e ao tipo de técnica de massagem utilizado. Crioterapia, alongamento, homeopatia, ultrassom e modalidades de corrente elétrica não demonstraram efeito de alívio da dor muscular ou outro sintoma da DMIT. Exercitar-se é uma maneira efetiva de aliviar dor durante DMIT; contudo, o efeito analgésico é também temporário. Ainda existem várias questões sem resposta em relação à DMIT e várias áreas potenciais para investigações futuras. Poucas investigações estudaram sobre o impacto de uma combinação de intervenções e muitas variáveis sobre dano muscular induzido por exercícios. Sendo assim, o presente estudo teve como objetivo avaliar os efeitos de uma combinação de intervenções em marcadores e determinar seus efeitos profiláticos (antes do exercício) e terapêuticos (pós-exercício).

 

MÉTODOS

Participantes

A participação foi voluntária e os sujeitos foram recrutados através de anúncios verbais na Universidade de Azad e aulas de educação física. Os sujeitos (média ± s idade 22,50 ± 2,07 anos; altura 172,50 ± 4,27m e massa corporal 65,12 ± 4,91kg) não possuíam histórico de lesão musculoesquelética de extremidades superiores, amplitude de movimento de flexão/extensão das articulações de ombro e cotovelo totalmente livre de dor e não estavam engajados em nenhum tipo de treinamento resistido ou atividade física extensiva nos últimos seis meses.

Procedimentos

Após exames médicos cuidadosos e seleção fisioterapêutica feita por um médico, além das primeiras medições terem sido feitas, os sujeitos (n = 16) foram divididos em subgrupos com mãos controles e experimentais. A avaliação clínica indica que os sujeitos estão aptos para exercício ativos. Os subgrupos exponenciais (lados experimentais) receberam um tratamento de exercício enquanto os subgrupos controle não o receberam. Além disso, eles foram estimados antes do exercício, 24, 48, e 72-96 horas após o exercício para mensuração das variáveis dependentes. Alterações em medidas ao longo do tempo foram comparadas entre os subgrupos experimental e controle. As variáveis dependentes consistiram em força máxima flexora voluntária isométrica e isocinética de cotovelo, atividade de creatina quinase, taxa de dor muscular percebida, amplitude de movimento e inchaço.

O Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade, em concordância com a Declaração de Helsinki, aprovou todos os procedimentos antes do início da investigação; todos os voluntários preencheram um questionário de seleção médica e forneceram o formulário escrito de consentimento antes da participação.

Indução de dano muscular

Dano muscular foi induzido através do teste de bíceps Scott. Os sujeitos realizaram 50 contrações excêntricas (60% de contração excêntrica máxima) com ambas as mãos. As contrações excêntricas foram de três segundos; cada uma delas foi separada por descanso de 10 segundos.

 

TRATAMENTOS

Protocolo terapêutico

Este programa inclui medicamentos pré-exercício (uso de vitamina C) e alongamento FNP (profilático) e tratamento com ultrassom pós-exercício (terapêutico).

Pré-exercício

Medicamentos: para tal finalidade, os sujeitos considerados receberam doses preventivas de vitamina C (250mg três vezes ao dia num total de 750mg ao dia) por três dias antes da atividade, no dia da atividade (total de quatro dias).

A técnica de FNP (contrai-relaxa) foi executada para alongamento. Os sujeitos foram tratados com 10 segundos de contração isométrica e depois cinco segundos de relaxamento, e finalmente 20 segundos de alongamento (92). Além disso, foram tratados diariamente por um período de três dias antes do teste. Os exercícios foram divididos em seis sessões, duas sessões ao dia (10 horas da manhã e cinco horas da tarde) na qual cada sessão durou 10 minutos.

Pós-exercício

Para tal tarefa, os músculos frontais e do antebraço foram mantidos sob máxima tensão enquanto toleravam qualquer um dos sujeitos. Tal posição foi mantida por um minuto e então os músculos foram induzidos a aquecimento profundo por cinco minutos de um aparelho de ultrassom de frequência contínua de 1MHz e intensidade de 1,5W/CM2. Ultrassom foi realizado com intervalos de 10 segundos, três vezes (imediatamente após exercício, aproximadamente três a quatro horas após o teste).

Critério de medições

As variáveis dependentes para a indicação de dano foram contração máxima voluntária (CMV) do cotovelo flexor, atividade de creatina quinase (CK), dor muscular (DMIT), amplitude de movimento (ADM) (ângulo de cotovelo em descanso, amplitude de movimento de cotovelo flexionado, amplitude de movimento de cotovelo estendido) e inchaço (circunferência de braço relaxado, circunferência de braço flexionado, circunferência de antebraço) as quais foram utilizadas em pesquisa anterior11. Medidas de variáveis foram registradas com valores basais, imediatamente após exercício, e 24, 48 (e 72, 96) horas pós-exercício. Creatina quinase sorológica foi mensurada em valores basais, imediatamente após exercício, e 24, 48 (e 72, 96) horas após-exercício.

Contração máxima voluntária (CMV)

Contração máxima voluntária isométrica (CMV): CMV foi avaliada com o uso de um dinamômetro isocinético (Cybex 6000, Ronkonkoma, NY, EUA). O instrumento foi preparado de acordo com as recomendações do fabricante para exercício dos flexores de cotovelo. O torque da CMV foi medido em ângulos de articulação fixos de 90o de extensão de cotovelo, torque isocinético de CMV em velocidades concêntricas de 90o·s-1. Os sujeitos foram incentivados a produzir uma contração máxima contínua de flexores de cotovelo por três segundos contra uma alavanca imóvel do Cybex 6000 dinamômetro isocinético com ângulos de articulação de cotovelo fixos a 90o. Cada repetição durou 3s intervalados com 60s de descanso, e o pico de torque gerado a partir de três tentativas foi registrado como a CMV.

Atividade de creatina quinase (CK): uma amostra de 5ml de sangue venoso foi coletada de porção de veia basílica a cada momento de mensuração (basal, imediatamente após exercício e 24, 48 (e 72, 96) horas após exercício), permitindo coagulação por 1h em temperatura ambiente e foi centrifugada para separação do soro do restante dos constituintes do sangue. O soro foi removido e imediatamente congelado a –70°C para posterior análise. As concentrações de CK do soro foram determinadas utilizando o sistema RANDOM ACCESS 1000.

Taxa de dor muscular percebida (DMP): dor muscular foi avaliada com o uso de uma escala visual analógica. Esta escala possuía uma linha de 10cm com as palavras "ausência de dor" em uma das extremidades e "extremamente dolorido" na outra. Os sujeitos deveriam indicar seus níveis de dor na linha enquanto seus flexores de cotovelos eram: 1) apalpados (três locais na parte de cima do braço: ventre medial do bíceps braquial, 3cm acima e abaixo do ventre medial), 2) estendidos, e 3) flexionados pelo investigador. Na apalpação, o escore mais alto dos três locais era utilizado para futura análise7,12.

Amplitude de movimento (ADM)

Ângulo de cotovelo em descanso: o ângulo do cotovelo em descanso foi determinado pelo ângulo formado no cotovelo quando este era seguro pelo lado enquanto o sujeito não tentava estender seu braço ao máximo (o sujeito tentava estender seu braço enquanto estava relaxado) com o cotovelo seguro lateralmente e a mão em meia pronação de articulação de cotovelo a fim de tocar seu ombro com a palma da mão supinada.

Amplitude de movimento de cotovelo flexionado: amplitude de movimento de cotovelo flexionado foi determinada pelo ângulo formado no cotovelo quando este era seguro lateralmente enquanto o sujeito tentava flexionar a articulação do cotovelo completamente para tocar seu ombro com a palma da mão supinada.

Amplitude de movimento de cotovelo estendido: amplitude de movimento de cotovelo estendido foi determinada como o ângulo formado na articulação do cotovelo quando o sujeito tentava estender seu braço ao máximo com o cotovelo seguro lateralmente e a mão em meia pronação. Para que medidas consistentes fossem obtidas, quatro marcas foram feitas sobre a pele com uma caneta de tinta semipermanente, uma lateralmente próxima do nível da tuberosidade do deltoide; a segunda, no nível do epicôndilo lateral do úmero; uma terceira, no ponto medial do pulso; e uma quarta, lateralmente ao processo estiloide do rádio. Um goniômetro plástico (Sammons Preston Rolyan, Illinois, EUA) foi utilizado para registrar as medidas.

Inchaço: Circunferência de braço relaxado: o diâmetro do membro superior foi medido medialmente entre o processo do acrômio e o epicôndilo lateral do úmero utilizando-se uma fita antropométrica enquanto o braço estava naturalmente estendido ao longo do corpo. O local nas mãos dos sujeitos foi medido três vezes e as médias foram reportadas. A pele foi marcada com uma caneta de tinta semipermanente para consistência nos dias subsequentes. Circunferência de braço flexionado – a circunferência de cima do braço foi avaliada medialmente com o braço flexionado (braço flexionado a 90 graus). O local nas mãos dos sujeitos foi medido três vezes e as médias reportadas. A pele foi marcada com uma caneta de tinta semipermanente para consistência nos dias subsequentes.

Circunferência de antebraço: a circunferência de antebraço foi avaliada no diâmetro máximo utilizando uma fita antropométrica enquanto o cotovelo era flexionado a 90 graus de supinação.

 

ANÁLISE ESTATÍSTICA

O SPSS (versão 15; SPSS Inc, Chicago, IL) foi utilizado para a análise. O nível de significância estatístico para todas as medidas foi fixado em 0,05. Estatística descritiva e testes paramétricos apropriados foram utilizados para descrever os participantes do estudo. Um teste t para amostras independentes foi utilizado para comparação de medidas basais entre os subgrupos no início e após o treinamento. Para análise dos dados, cada grupo (médias dependentes) repetiu medidas com fatores de tempo e tratamento foi utilizado (ajuste para comparações múltiplas: Bonferroni).

 

RESULTADOS

Valores basais para todas as variáveis dependentes não mostraram nenhuma diferença entre subgrupos (tabela 1).

 

 

Circunferência de braço relaxado, circunferência de braço flexionado, circunferência de antebraço, ângulo de cotovelo em descanso

Circunferência de braço em valor basal e antebraço e ângulo de cotovelo em descanso não foram diferentes entre os subgrupos (P > 0,05). Comparação intersubgrupo de diâmetro de membro e ângulo de cotovelo em descanso não apresentou nenhuma diferença no subgrupo controle comparado com o subgrupo experimental (P > 0,05).

Amplitude de movimento de cotovelo flexionado

Decréscimo em amplitude de movimento de cotovelo flexionado foi observado para o subgrupo controle em todos os subgrupos em todas as sessões (tabela 1). No subgrupo controle, a amplitude de movimento de cotovelo flexionado diminuiu imediatamente (24 horas) pós-exercício em 2,06% abaixo do valor basal comparado com 1,36% de decréscimo no subgrupo experimental (P > 0,05). Esta tendência de queda foi evidenciada no grupo controle em 48 horas (em 3,5%) enquanto quedas de 1,62% foram demonstradas em 48 horas no subgrupo experimental

(P < 0,05), em 72-96 horas, queda percentual média de 1,98%, 0,41% foi ainda evidente no grupo controle, comparado com uma queda de 1,09%, 0,35% no subgrupo experimental (P > 0,05). As comparações de amplitude de movimento de cotovelo flexionado entre os subgrupos apresentaram diferenças significantes entre as mãos controles e experimentais nas 48 horas pós-exercício (P < 0,05), mas comparações de amplitude de movimento de cotovelo flexionado não apresentaram diferenças significantes evidentes entre as mãos controles e experimentais em 72-96 horas pós-exercício (P < 0,05) (tabela 1, figura 1).

 

 

Amplitude de movimento de cotovelo estendido

Decréscimo em amplitude de movimento de cotovelo estendido foi observado para o subgrupo controle em todas as sessões (tabela 1). No subgrupo controle, a amplitude de movimento de cotovelo estendido decaiu imediatamente (24 horas) pós-exercício em 1,71% abaixo de valores basais, comparado com decréscimo de 0,07% no subgrupo experimental (P < 0,05). Esta tendência de queda foi observada no grupo controle nas 48 horas (em 3,05%) e 72 horas (em 1,93%), enquanto decréscimo de 1,22% e 0,69% foi demonstrado em 48 e 72 horas, respectivamente, no subgrupo experimental (P < 0,05). Nas 96 horas, decréscimo percentual médio de 0,47% foi ainda evidente no grupo controle, comparado com decréscimo de 0,07% no subgrupo experimental

(P > 0,05). Comparações intersubgrupo de amplitude de movimento de cotovelo estendido apresentaram diferenças significantes evidentes entre as mãos controles e experimentais nas 24, 48 e 72 horas pós-exercício (P < 0,05) (tabela 1, figura 2).

 

 

Força muscular

Queda em torque isométrico máximo foi observada para o subgrupo controle em todos os ângulos em todas as sessões (tabela 1). No subgrupo controle, o torque caiu imediatamente após-exercício (24 horas) em 1,70% abaixo do valor basal, comparado com queda de 0,84% no subgrupo experimental (P > 0,05). Esta tendência de decréscimo foi apresentada no grupo controle nas 48 horas (em 6,56%) e 72 horas (em 5,47%), enquanto decréscimo de 2,94% e 2,49% foi demonstrado nas 48 e 72 horas, respectivamente, no subgrupo experimental (p < 0,05). Nas 96 horas, decréscimo percentual médio de 2,53% foi ainda evidente no subgrupo controle, comparado com decréscimo de 0,67% no subgrupo experimental (P > 0,05). Contudo, comparações intersubgrupos de torque isométrico máximo apresentaram diferenças significantes evidentes entre as mãos controles e experimentais nas 48 e 72 horas pós-exercício (p > 0,05) (tabela 1, figura 3).

 

 

Efeito do tempo foi encontrado no torque isocinético máximo nos 90o/s entre valores basais e qualquer uma das outras sessões (48, 72 horas pós-exercício) nos subgrupos experimental e controle ao longo do tempo (p > 0,05). Torque isocinético máximo nos 90o/s alterou-se com o tempo dentro do subgrupo controle, diminuindo em 4,12% abaixo do valor basal imediatamente após-exercício (24 horas) e em 7,09% e 6,25% em 48 e 72 horas, enquanto decréscimo de 2,86% e 2% foi demonstrado nas 48 e 72 horas, respectivamente, no subgrupo experimental (P < 0,05). Nas 96 horas, decréscimo percentual médio de 4,40% foi evidente no subgrupo controle, comparado com decréscimo de 0,60% no subgrupo experimental (P > 0,05). Porém, comparações intersubgrupo de torque isocinético máximo mostraram diferenças significantes evidentes entre as mãos controles e experimentais em 48 e 72 horas pós-exercício (p < 0,05) (tabela 1, figura 4).

 

 

Taxa de dor muscular percebida (DMP)

Antes do exercício, nenhum participante reportou dor durante as avaliações. A DMIT foi desenvolvida após o exercício em ambos os subgrupos (tabela 1). O subgrupo controle reportou maior percepção de DMIT pós-exercício (3,58 e 4,40) do que o subgrupo experimental (1,97 e 2,82) em 24 e 48 horas, respectivamente (p < 0/05). Nas 72 horas, o aumento de dor médio foi equivalente a 3,66 e 2,48 nos subgrupos experimental e controle, respectivamente (P > 0,05). Comparações intersubgrupos de taxa de dor muscular percebida apresentaram diferenças significantes evidentes entre as mãos controles e experimentais nas 48 e 72 horas pós-exercício (P < 0,05) (tabela 2, figura 5).

 

 

 

Atividade de CK plasmático

Os aumentos percentuais de nível de CK nas 24, 48, 72 e 96 horas foram maiores do que nos valores basais (P < 0,05). Nas 96 horas pós-exercício, o nível de CK foi 56,34% acima do valor basal (tabela 3, figura 6).

 

 

 

DISCUSSÃO

O possível efeito profilático (antes do exercício) e terapêutico (pós-exercício) de um tratamento combinado nos marcadores bioquímicos (níveis enzimáticos) e funcionais (ângulo do cotovelo, circunferência de braço, taxa de dor) de dano muscular induzido por exercício foi investigado. O tratamento combinado teve um efeito de alívio nas respostas para DMIT induzida por exercício em relação às alterações em amplitude de movimento (flexibilidade), dor muscular, força isométrica voluntária máxima e força isocinética; contudo, este não apresentou efeito de alívio nas respostas para DMIT induzida por exercício em relação à circunferência de braço relaxado, circunferência de braço flexionado, ângulo de cotovelo em repouso, circunferência de antebraço e atividade de CK plasmático.

Não foram encontradas diferenças entre os subgrupos para circunferência de braço relaxado, circunferência de braço flexionado e circunferência de antebraço (P > 0,05). Diâmetro de membro não apresentou diferença discernível entre subgrupos e consequentemente forneceram evidência indireta de que a intervenção não obteve sucesso em causar estas alterações. Contudo, anteriormente, outros autores13 atribuíram a dor de DMIT ao edema e inchaço dentro das fibras musculares exercitadas. Porém, Smith6 e Armstrong14 discutiram que há um acúmulo de monócitos, os quais se convertem a macrófagos após lesão, e estes produzem substâncias, as quais, por sua vez, sensibilizam as terminações nervosas tipos III e IV dentro de 24 a 48 horas. Além disso, Buroker e Schwane15 e Gulick et al.12 encontraram que medidas de diâmetro de membros exercitados excentricamente não aumentaram em nenhum momento da avaliação pós-exercício, em concordância com nossos achados.

Inchaço foi observado como resposta a DMIT e inflamação aguda; mesmo assim, DMIT foi diferente de uma resposta inflamatória aguda16. Quando ultrassom pulsado foi endossado17 como bem-sucedido no tratamento de inchaço, estava na verdade sendo utilizado para tratar uma resposta inflamatória aguda. Além disso, é interessante notar que o uso de medicamentos anti-inflamatórios apresentou efeito muito pequeno no curso de tempo da DMIT18. Pudemos, assim, acreditar que o processo aqui ocorrido não se trata estritamente de não reduzir um processo inflamatório. Encontramos que o tratamento combinado não reduziu o inchaço em DMIT.

A magnitude de perda de força foi diferente entre os subgrupos (P > 0,05). A resposta de força isocinética e isométrica voluntária máxima nesta investigação apresentou um grande declínio imediatamente pós-exercício e recuperação geral em relação aos níveis pré-exercício nas 96 horas subsequentes e concordar com outras na literatura19. Força muscular é um dos melhores indicadores de dano muscular, os quais normalmente estão reduzidos após exercício com recuperação lenta20. Perdas de força de até 60% são evidentes diretamente após exercício e estas podem durar até 10 dias21. Foi inicialmente hipotetizado que tal fato se deve à inibição de dor, mas as perdas de força são vistas bem antes da percepção de dor. Acredita-se que o excesso de alongamento de sarcômeros e coincidência de redução de actina e miosina seja a principal causa desta perda de força22. Westerbald et al.23 sugeriram que a fadiga causada pela redução em produção de cálcio do retículo sarcoplasmático danificado pode levar à incapacidade de gerar força.

A prevenção de dano muscular induzido por exercício com o uso de FNP mostrou o efeito benéfico sobre a força muscular24. O resultado de nosso estudo foi parecido com este estudo, mas foi diferente de estudos anteriores de High et al.25, Johansson et al.26.

Adicionalmente, ultrassom pulsado foi usado no passado para cavitação estável e microfluxo (microstreaming) para curar músculos lesionados. Hasson et al.27 observaram que os desvios de percentagem basal para contração isométrica, torque de extensão máxima e trabalho de extensão de joelho foram significantemente menores nas 48 horas para sujeitos que receberam ultrassom pulsado em comparação com tratamento placebo e sujeitos controle. Os autores concluíram que ultrassom pulsado acelera restauração de desempenho muscular normal e, assim, foi eficaz em diminuir DMIT.

Mais recentemente, outros autores encontraram resultados conflitantes. Plaskett et al.28 encontraram que não houve diferenças nos níveis de dor ou desempenho muscular entre o grupo experimental recebendo US pulsada a 1,0Wcm e um grupo placebo. Contudo, neste estudo não houve grupo controle e grupos com poucos sujeitos, o que pode limitar as conclusões. O resultado de nosso estudo foi diferente desse estudo. Vitamina C e alongamento FNP e tratamento com ultrassom como utilizado em nosso estudo não diminuíram significantemente os efeitos de DMIT na força.

Encontramos diferenças entre os subgrupos para amplitude de movimento de cotovelo flexionado e amplitude de movimento de cotovelo estendido (P < 0,05). Amplitude de movimento (ADM) apresentou diferença visível entre os subgrupos e, consequentemente, forneceu evidência indireta de que a intervenção foi bem-sucedida neste estudo.

No presente estudo, uma técnica diferente (contrai-relaxa FNP e tratamento com ultrassom) foi aplicada. Esta técnica é uma combinação de ambas as manobras de alongamento estático e dinâmico. Como resultado, alguns efeitos vantajosos do FNP e tratamento com ultrassom foram evidenciados nos sintomas do dano muscular induzido por exercício (DMIE) em termos de percepção sensorial e função muscular.

A aplicação de FNP antes do exercício e o tratamento com ultrassom após exercício foram o objetivo na preparação do músculo localizado para prevenção e tratamento de sintomas de DMIE.

A técnica de FNP contrai-relaxa foi utilizada para preparação dos flexores de cotovelo com movimentos passivo e ativo, os quais podem melhorar a flexibilidade muscular via inibição autogênica e inibição recíproca. Os benefícios de um aquecimento ativo podem ser a minimização de rigidez muscular através da movimentação dos grupos musculares através de sua amplitude de movimento. Como resultado, o aquecimento com alongamento FNP pode liberar ligações entre actina e miosina e, assim, reduzir a rigidez muscular passiva. Tal fato pode contribuir com uma taxa aumentada de desenvolvimento de força e aumento na eficiência do músculo trabalhando durante exercício excêntrico29.

Exercícios de alongamento também afetam as propriedades mecânicas da unidade músculo-tendão (UMT), e.g., reduzir a tensão na unidade músculo-tendão que afeta o componente viscoelástico tecidual levando a um aumento na conformidade do músculo e redução em rigidez muscular; consequentemente, menor tensão será produzida no músculo durante um alongamento especificado. A melhora resultante da flexibilidade muscular possivelmente reduz dano muscular e de tecido conectivo após exercício30. Consequentemente, o tratamento combinado pode melhorar a flexibilidade muscular e diminuir significativamente os efeitos de DMIE na amplitude de movimento.

Os resultados revelaram que houve diferenças significativas evidentes entre a mão controle e a mão experimental para dor muscular de início tardio e taxa de intensidade de dor (p < 0,05). Sendo assim, este protocolo terapêutico foi eficaz na melhora de marcador de deficiência para escala visual analógica (EVA) em 24h, 48h e 72h após dano muscular induzido por exercício.

Várias razões foram propostas para a causa de dor em DMIE. Smith6 acredita que o inchaço e o edema intracelular sejam a causa para a compressão nas terminações nervosas sensíveis à dor. Tal fato pode levar à sensibilização destes nervos e, consequentemente, dor. Esse autor apoia tal teoria quando teoriza que é esta a razão para que a dor seja apenas sentida na movimentação e apalpação, mas não durante repouso. Na medida em que o músculo é colocado sob estresse mecânico, a pressão interna aumenta e a compressão das terminações nervosas acontece.

Contudo, Clarkson e Newham22 acreditam que sejam os mediadores liberados no processo inflamatório, como a bradicinina, serotonina e histamina que sensibilizam as terminações nervosas de dor e, assim, resultem em dor. Como resultado, um tratamento combinado (vitamina C e alongamento FNP e tratamento com ultrassom) como o utilizado em nosso estudo diminuiu significativamente os efeitos da DMIE na percepção de dor.

A liberação intracelular de CK foi utilizada como um marcador indireto de DMIE por muitos anos7. A resposta de CK nesta investigação mostrou pico 48h pós-exercício, o que é a mesma resposta de dados anteriores utilizando um protocolo semelhante para indução de dano. Sendo assim, a maioria das respostas de CK seguindo exercício excêntrico causador de dano no membro superior tende a ser ligeiramente mais tardia e apresenta pico 24h após20. Apesar da razão para tal fato não ser clara19, pode-se especular que o membro superior está mais desacostumado à carga excêntrica e logo está mais suscetível a dano do que o membro inferior; consequentemente, CK é mais tardio e de maior magnitude no membro superior19.

 

CONCLUSÕES

Investigamos os possíveis efeitos profiláticos (antes do exercício) e terapêuticos (pós-exercício) de um tratamento combinado em dano muscular induzido por exercício. Com base nesses resultados, a vitamina C e alongamento FNP antes de exercício e tratamento com ultrassom pós-exercício podem reduzir os sintomas de dano muscular (ADM, perda de força, dor muscular e intensidade de dor) mais do que no subgrupo controle. Os resultados deste estudo sugerem que a aplicação de um tratamento combinado ajuda a atenuar os sintomas de DMIE nos flexores de cotovelo.

 

AGRADECIMENTOS

Este estudo recebeu apoio financeiro parcial do Departamento de Educação Física e Ciências do Esporte, Sede Hamedan, Universidade Islâmica de Azad, Hamedan, Irã.

 

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Correspondência:
Department of Physical Education & Sport Sciences Hamedan Branch, Islamic Azad University Hamedan, Iran
E-mail: jalalvand_ali@yahoo.com

 

 

Todos os autores declararam não haver qualquer potencial conflito de interesses referente a este artigo.