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Revista Brasileira de Medicina do Esporte

versão impressa ISSN 1517-8692

Rev Bras Med Esporte vol.19 no.1 São Paulo jan./fev. 2013

http://dx.doi.org/10.1590/S1517-86922013000100008 

ARTIGO ORIGINAL
CLÍNICA MÉDICA DO EXERCÍCIO E DO ESPORTE

 

Características imunológicas e virológicas e as variáveis flexibilidade (FLEX) e força de resistência abdominal (FRA) de crianças e adolescentes portadores de HIV/AIDS em uso de TARV

 

 

Fabiana Ferreira dos SantosI; Fernanda Bissigo PereiraII; Carmem Lúcia Oliveira da SilvaIII; Alexandre Ramos LazzarottoIV; Ricardo Demétrio de Souza PetersenI

IUniversidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre Rio Grande do Sul, Brasil
IIFaculdade Nossa Senhora de Fátima de Caxias do Sul, Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil
IIIHospital de Clínicas de Porto Alegre Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
IVCentro Universitário La Salle, Canoas, Rio Grande do Sul, Brasil

Correspondência

 

 


RESUMO

INTRODUÇÃO: No contexto da cronicidade da AIDS, escassos estudos avaliaram variáveis de aptidão física em crianças e adolescentes; entretanto, com adultos têm-se registrado a importância da adesão aos exercícios físicos associados à TARV para melhorar essas variáveis.
OBJETIVO: Identificar as características imunológicas, virológicas e as variáveis flexibilidade (FLEX) e força de resistência abdominal (FRA) de crianças e adolescentes portadores de HIV/AIDS em uso de TARV.
MÉTODO: Estudo transversal realizado no Ambulatório de HIV/AIDS em Pediatria do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. A amostra foi obtida consecutivamente por 63 pacientes (dez crianças e 53 adolescentes), de ambos os sexos, entre sete e 17 anos. A análise dos dados foi realizada no SPSS, versão 18.0, (p < 0,05). Para comparar as médias foi utilizado o teste t de Student pareado.
RESULTADOS: O tempo médio de diagnóstico do HIV e da TARV atual foram 11 ± 3,42 anos e 40 ± 32,78 meses. A forma de transmissão prevalente foi a transmissão vertical (98,42%). A carga viral indetectável foi identificada em 73,1%. A contagem de T CD4+ e T CD8+, bem como sua relação, apresentaram as médias de 932,25 ± 445,53 células/ml, 1.018 ± 671,23 células/ml e 0,90 ± 0,41. Nas variáveis FLEX e FRA, independente do sexo, houve maior proporção de crianças e adolescentes classificadas abaixo dos pontos de corte. Observou-se diferença significativa entre a FRA e seus respectivos pontos de corte no período de diagnóstico do HIV (p = 0,032), T CD4+ (p = 0,008) e na carga viral (p = 0,030). Houve diferença significativa entre a FLEX e seus respectivos pontos de corte nas variáveis T CD4+/T CD8+ (p = 0,022) e na carga viral (p = 0,040).
CONCLUSÃO: Os resultados demonstraram que existe uma estabilidade nas características imunológicas e virológicas, porém, níveis indesejados de aptidão física nas variáveis FLEX e FRA.

Palavras-chave: HIV/AIDS, aptidão física, crianças, adolescentes.


ABSTRACT

INTRODUCTION: In the context of chronicity of AIDS, few studies have evaluated variables of physical fitness in children and adolescents; however, with adults the importance of adherence to HAART associated with physical exercise to improve these variables has been reported.
OBJECTIVE: To identify the immunological and virological characteristics and flexibility (FLEX) and abdominal endurance (AE) variables of children and HIV / AIDS adolescents using HAART.
METHODS: This cross-sectional study took place at the HIV / AIDS Pediatric Clinic of the University Hospital ("Hospital de Clínicas") in the city of Porto Alegre. The sample was obtained consecutively by 63 patients (10 children and 53 adolescents) of both sexes, between ages 07 and 17 years. Data analysis was performed with SPSS, version 18.0 (p < 0.05). To compare the means, paired Student's t test was used.
RESULTS: The mean diagnosis time of HIV and HAART was, respectively, 11 ± 3.42 years and 40 ± 32.78 months. The prevalent form of transmission was vertical transmission (98.42%). The undetectable viral load was identified in 73.1%. The count of CD4 + and CD8 + T cells as well as their relationship, presented averages of 932.25 ± 445.53 cells / ml, 1018 ± 671.23 cells / ml and 0.90 ± 0.41, respectively. Concerning the variables FLEX and AE, regardless of sex, there was a higher proportion of children and adolescents classified below the cutoffs points. Significant difference was observed between AE and their respective cutoff points in the HIV diagnosis (p = 0.032); CD4 + (p = 0.008) and viral load (p = 0.030). There were significant differences between FLEX and its respective cutoffs in variables CD4 + / CD8 + (p = 0.022) and in the viral load (p= 0.040).
CONCLUSION: The results demonstrate that immunological and virological characteristics are stable; however, undesirable levels of fitness are observed in FLEX and AE variables.

Keywords: HIV/AIDS, physical fitness, children, adolescents.


 

 

INTRODUÇÃO

A síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA, AIDS - Acquired Immunodeficiency Syndrome) é a manifestação clínica avançada decorrente de um quadro de imunodeficiência causado pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH, HIV - Human Immunodeficiency Virus)1. A doença caracteriza-se pela supressão continuada das células do sistema imunológico infectadas pelo HIV, que tornará o organismo suscetível às infecções conhecidas como oportunistas tais como a tuberculose, a toxoplasmose e a pneumonia (por pneumocystis jirovecii)2.

No Brasil, os casos de transmissão vertical aumentaram proporcionalmente à incidência da AIDS, sendo que de 2000 a junho de 2011, foram notificados 61.789 novos casos em gestantes3. Em crianças e adolescentes menores de 13 anos de idade, a transmissão vertical aparece como sendo a categoria de exposição predominante, com percentuais acima de 85% desde 20064.

O advento da terapia antirretroviral combinada (TARV), a partir da introdução dos inibidores da protease (IP), em 1996, tem proporcionado a supressão sustentada da carga viral e, como consequência, a reconstituição imunológica, diminuindo a incidência de infecções oportunistas e aumentando a expectativa de vida dos pacientes, caracterizando a AIDS como uma doença crônica5.

Nesse contexto da cronicidade, escassos estudos avaliaram variáveis de aptidão física em crianças e adolescentes; entretanto, as pesquisas com adultos têm registrado a importância da adesão aos exercícios físicos associados à TARV para melhorar a condição física e, como consequência, a independência funcional6-8. A partir dessas premissas, evidencia-se a necessidade de estabelecer parâmetros para as variáveis que compõem a aptidão física relacionada com a saúde de crianças e adolescentes portadores de HIV/AIDS, proporcionado, desta forma, qualificação na prescrição e no monitoramento do treinamento físico. Sendo assim, elaborou-se um estudo com o objetivo de identificar as características imunológicas, virológicas e as variáveis flexibilidade (FLEX) e força de resistência abdominal (FRA) de crianças e adolescentes portadores de HIV/AIDS em uso de TARV.

 

MÉTODO

Trata-se de um estudo transversal, realizado no Ambulatório de HIV/AIDS em Pediatria do Hospital de Clínicas de Porto Alegre - Brasil. A amostra foi obtida consecutivamente por 63 crianças e adolescentes portadores de HIV/AIDS em uso de TARV, de ambos os sexos, entre sete e 17 anos de idade e clinicamente aptos para a prática de exercícios físicos. Os pacientes que estavam praticando exercícios físicos regulares nos três meses anteriores ao estudo não foram incluídos nele. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (CEP/HCPA).

Foram coletados dados do prontuário referentes ao perfil clínico (sexo, idade, forma de transmissão, período de diagnóstico do HIV e tempo de uso da TARV atual), parâmetros imunológicos (T CD4+ - linfócitos auxiliares, T CD8+ - linfócitos citotóxicos e relação T CD4+/T CD8+) e virológicos (carga viral e log- notação científica que usa a potência 10 para descrever alterações numéricas na carga viral). Considerou-se o tempo de TARV atual, o esquema terapêutico mais recente prescrito pelo médico responsável pelo paciente.

Os linfócitos T são células responsáveis pela imunidade celular dos indivíduos e se classificam em três grandes grupos: T CD4+, T CD8+ os linfócitos natural killer, assassinos naturais (NK). Os T CD4+ ou linfócitos auxiliares (também denominados de helper) são os primeiros linfócitos a entrarem em contato com o HIV por expressarem na sua superfície um marcador fenotípico denominado CD4, que tem alta afinidade pelo vírus. Os T CD8+ são linfócitos citotóxicos que atuam na vigilância imunológica, sendo responsáveis pela eliminação de células infectadas pelo HIV. Os linfócitos NK estão associados às funções de vigilância em certos tumores e infecções virais, porém, não participam do processo de replicação do HIV9.

A variável FLEX foi avaliada através do teste de "sentar e alcançar" e a FRA através do teste abdominal em um minuto, cujos protocolos de referência compõem a Bateria de Testes do Projeto Esporte Brasil (PROESP-BR)10.

A FLEX é definida como a aptidão máxima para mover uma articulação por uma variação de movimento, e a FRA é a capacidade de um grupo muscular executar contrações repetidas por período de tempo suficiente para causar fadiga muscular ou manter estática uma porcentagem específica de uma contração isométrica voluntária máxima por um período de tempo prolongado através de uma tensão11.

Os testes e os valores de referência do PROESP-BR são válidos, fidedignos, de baixo custo e de fácil aplicação, acessível aos professores de educação física no sentido de estabelecer o acompanhamento de crianças e adolescentes na faixa etária de sete a 17 anos de idade. Dentre seus objetivos, está a realização de intervenções na área da promoção da saúde através da proposição de um sistema de medidas e testes que possibilitam a avaliação dos indicadores de saúde associados ao sexo, a idade cronológica, ao crescimento corporal, ao estado nutricional e à aptidão física (quadro 1).

 

 

Para a FLEX, os valores acima dos pontos de corte são considerados com níveis desejados de aptidão física relacionada com a saúde. Para a FRA, os valores iguais e acima dos pontos de corte sugerem níveis desejados para essa aptidão10.

A análise dos dados foi realizada no software estatístico Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 18.0, (p < 0,05). As variáveis descritivas foram analisadas através de medidas de tendência central (média) e dispersão (desvio padrão) e as categóricas foram descritas pela frequência. Para comparar as médias foi utilizado o teste t de Student pareado.

 

RESULTADOS

As características gerais dos participantes do estudo são apresentadas na tabela 1. Considerando os 63 pacientes, 10 eram crianças (sete a nove anos) e 53 adolescentes (dez a 17 anos), com 58,7% dos indivíduos do sexo feminino. O tempo médio de diagnóstico do HIV foi de 11 ± 3,42 anos, e o tempo médio de uso da TARV atual foi de 40 ± 32,78 meses. A forma de transmissão prevalente foi a transmissão vertical (98,42%). A carga viral indetectável (< 50 cópias/ml) foi identificada em 73,1%, e a média do logaritmo foi de 0,90 ± 1,53. A contagem do T CD4+ e do T CD8+, bem como sua relação, apresentaram, respectivamente, a média de 932,25 ± 445,53 células/ml, 1.018 ± 671,23 células/ml e 0,90 ± 0,41.

 

 

As variáveis FLEX e FRA estão descritas na tabela 2. Independente do sexo houve maior proporção de crianças e adolescentes classificadas abaixo dos pontos de corte.

 

 

Observou-se diferença significativa entre a FRA e seus respectivos pontos de corte no período de diagnóstico do HIV (p = 0,032), T CD4+ (p = 0,008) e carga viral (p = 0,030). Crianças e adolescentes com FRA acima do ponto de corte apresentaram T CD4+ maior do que aquelas abaixo do ponto de corte. Houve diferença significativa entre a FLEX e seus respectivos pontos de corte nas variáveis T CD4+/T CD8+(p = 0,022) e carga viral (p = 0,040). Crianças e adolescentes com FLEX acima do ponto de corte apresentaram maior relação T CD4+/T CD8+ do que aquelas abaixo desse ponto (tabela 3).

 

DISCUSSÃO

Os resultados deste estudo demonstraram que existe uma estabilidade nas características imunológicas e virológicas dos participantes; entretanto, eles apresentaram níveis indesejados de aptidão física nas variáveis FLEX e FRA.

Os participantes apresentaram média de 11 anos de diagnóstico de infecção pelo HIV e de três anos e quatro meses de uso da TARV. Evidenciou-se carga viral indetectável (< 50 cópias/ml) em 73,1% dos pacientes e contagem de T CD4+ > 500 células/ml em todos eles. A contagem de T CD4+ > 500 células/ml classifica-os na "categoria imunológica ausente" em relação à infecção pelo HIV12 e demonstra a ação positiva da TARV na sua estabilidade clínica, visto que a história natural da infecção é a imunossupressão.

A contribuição da TARV na estabilidade de parâmetros virológicos e imunológicos é crucial para conter o avanço da morbimortalidade em crianças e adolescentes infectados verticalmente. Essa premissa pode ser corroborada por outros estudos, como, por exemplo, Mc Connell et al.13 e Judd et al.14, nos quais a utilização da TARV causou um declínio (81-93%) na mortalidade de crianças e adolescentes nos EUA e no Reino Unido, entre 1994 e 2006. No Brasil, Romanelli et al.15 citam o esquema tríplice como o tratamento mais indicado, devido a uma menor replicação viral. Matida et al.16 consideram o uso da TARV como o preditor que influencia significativamente no aumento da sobrevida de crianças expostas ao HIV por transmissão vertical (p < 0,001). Para Miller17, a replicação viral suprimida decorrente da adesão à TARV caracteriza a AIDS como uma doença crônica e controlável com baixa taxa de mortalidade quando comparada a outras patologias.

A forma de transmissão do HIV em 98,5% dos participantes foi vertical, resultado que vai ao encontro dos dados epidemiológicos brasileiros, nos quais 85,8% (13.540) dos casos de AIDS em menores de 13 anos ocorrem por essa forma de transmissão3. Outro resultado relevante é que 58,7% dos pacientes eram do sexo feminino. A razão de sexos no Brasil é de 1,7 homens para cada caso em mulheres3, porém, o percentual deste estudo no sexo feminino é preocupante, pois muitas dessas crianças e adolescentes atingirão a idade adulta, ou seja, vida sexual e reprodutiva e, desta forma, poderão aumentar os casos de infecção pelo HIV, se não forem realizadas estratégias profiláticas à infecção pelo HIV.

A partir das variáveis FLEX e FRA evidenciou-se que crianças e adolescentes HIV/AIDS não possuem níveis desejados de aptidão física, corroborando o estudo de Somarriba et al.18, que identificou que as crianças e os adolescentes portadores de HIV/AIDS (± 16,1 anos) apresentavam medidas mais baixas de aptidão física em comparação com não infectadas nas variáveis FLEX (23,71% vs. 46,09%, p = 0,0003), pico de VO2 (25,92 vs. 30,90 ml/kg/min, p < 0,0001) e relação força-peso das extremidades inferiores (0,79 vs. 1,10 kg levantado/kg de peso corporal, p = 0,002). Assim, o comprometimento físico causado pelo HIV associado à TARV pode causar alterações negativas na força, massa muscular e resistência física19,20.

A investigação prospectiva realizada por Mikkelsson et al.21 citam que a baixa aptidão física na infância e na adolescência reflete negativamente na vida adulta. Os componentes da aptidão física são influenciados pelo sexo, estado maturacional e condições de saúde dos indivíduos22.

Felizmente, as variáveis FLEX e FRA podem ser modificadas a partir de intervenções, como demonstrado por Miller et al.23, em que após 24 sessões de exercícios físicos orientados para crianças HIV/AIDS, as maiores alterações foram verificadas na força de resistência (p = 0,006), flexibilidade (p = 0,001) e aptidão cardiorrespiratória (pico de VO2 - p = 0,001). Os autores também citam que as intervenções com exercícios físicos em crianças HIV/AIDS são eficazes para um menor risco cardiovascular. A administração contínua da TARV caracteriza-se como fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares24, podendo manifestar-se na infância ou na adolescência, justificando a prática de exercícios físicos orientados para prevenir ou amenizar os efeitos adversos da medicação (principalmente dos inibidores da protease), para a manutenção da estabilidade clínica e no desenvolvimento da aptidão física relacionada com a saúde.

A utilização dos referidos pontos de corte para FLEX e FRA deste estudo são utilizados na prática clínica para crianças e adolescentes não infectados, podendo esta ser uma limitação importante, uma vez que pacientes HIV/AIDS apresentam características distintas devido ao processo de infecção e da utilização da TARV. Sugere-se a realização de estudos específicos com crianças e adolescentes portadores de HIV/AIDS para verificar a adequação dos pontos de corte preconizados atualmente sobre a aptidão física relacionada com a saúde e delineamentos que possam avaliar a eficácia do treinamento físico.

 

CONCLUSÃO

As crianças e adolescentes apresentaram estabilidade clínica, porém, necessitam melhorar a aptidão física relacionada à saúde nas variáveis flexibilidade e força de resistência abdominal.

 

AGRADECIMENTOS

Ao Programa de Pós-Graduação em Ciência do Movimento Humano (PPGCMH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul-UFRGS e ao Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

Todos os autores declararam não haver qualquer potencial conflito de interesses referente a este artigo.

 

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Correspondência:
Alexandre Ramos Lazzarotto
Grupo de Pesquisa Saúde e Desenvolvimento Humano
Centro Universitário La Salle
Av. Victor Barreto, 2.288
CEP 92010-000 - Canoas - Rio Grande do Sul, Brasil
E-mail: alazzar@terra.com.br

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