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Revista Brasileira de Medicina do Esporte

versão impressa ISSN 1517-8692

Rev Bras Med Esporte vol.19 no.2 São Paulo mar./abr. 2013

http://dx.doi.org/10.1590/S1517-86922013000200014 

ARTIGO ORIGINAL
CIÊNCIAS DO EXERCÍCIO E DO ESPORTE

 

Comparação da potência anaeróbia mensurada pelo teste de RAST em diferentes condições de calçado e superfícies

 

 

Carlos Augusto Kalva-FilhoI; João Paulo LouresII; Vanessa Holtz FrancoIII; Edson Itaru KaminagakuraIII; Alessandro Moura ZagattoIV; Marcelo PapotiV

ILaboratório de Fisiologia do Exercício (LAFE) – Universidade Estadual Paulista – Presidente Prudente, SP, Brasil.
IIUniversidade Estadual Paulista (UNESP) - Rio Claro, SP, Brasil
IIILaboratório de Avaliação Física Saúde e Esportes (LAFISE) – Universidade Estadual de Ponta Grossa – Ponta Grossa, PR, Brasil
IVUniversidade Estadual Paulista (UNESP) – Bauru, SP, Brasil
VEscola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (USP) – Ribeirão Preto, SP, Brasil

Correspondência

 

 


RESUMO

INTRODUÇÃO: O Running Anaerobic Sprint Test (RAST) tem sido considerado um teste válido para avaliação anaeróbia. Entretanto, como a superfície e o calçado podem afetar alguns parâmetros mensurados durante o exercício, isso pode modificar os parâmetros do RAST.
OBJETIVO: Comparar as variáveis do RAST mensuradas utilizando chuteiras na grama (RASTCG) e tênis na pista (RASTTP).
MÉTODOS: Oito jogadores de futebol (da categoria sub-17) participaram do estudo. Os participantes realizaram dois RAST (intervalo > 24 h). O RAST consistiu em seis corridas máximas de 35m com 10s de intervalo passivo entre cada corrida. O tempo de cada esforço foi registrado para determinação da potência pico (PP), potência média (PM) e índice de fadiga (IF). Após o sexto esforço, amostras sanguíneas foram coletadas para determinação da lactacidemia ([Lac]).
RESULTADOS: Durante o RASTTP, a PP (763,1 ± 87,2 W) e PM (621,6 ± 68,1 W) foram significativamente superiores às PP e PM mensuradas em RASTCG (PP = 667,3 ± 67,0 W e PM = 555,9 ± 74,7 W), enquanto que as [Lac] observadas em RASTTP (7,3 ± 1,8 mmol.L-1) foram significativamente inferiores às mensuradas em RASTCG (9,9 ± 3,2 mmol.L-1). No entanto, o IF não foi significativamente diferente (RASTTP = 32,5 ± 8,3%; RASTCG = 34,1 ± 6,6%). Significativas correlações foram observadas entre as PM (r = 0,90) e as [Lac] (r = 0,72).
CONCLUSÃO: Podemos concluir que as variáveis do RAST são influenciadas pela superfície e calçado utilizados, com valores superiores observados em RAST TP.

Palavras-chave: potência anaeróbia, lactato e jogadores de futebol.


 

 

INTRODUÇÃO

As partidas de futebol de campo são divididas em dois períodos de quarenta e cinco minutos, caracterizando uma modalidade esportiva com predomínio do metabolismo aeróbio. Entretanto, durante a sua prática, o atleta é submetido a várias situações de alta intensidade e curta duração, como saltos, giros, mudanças de direção e corridas de máxima velocidade, tornando o metabolismo anaeróbio (alático e lático) também muito exigido para o desempenho desta modalidade1. Essa grande contribuição anaeróbia resulta na necessidade em mensurar esse componente de forma precisa no futebol para o monitoramento do estado de treinamento do atleta.

Nesse contexto, o teste de Wingate (WAnT) é frequentemente utilizado para a obtenção da potência anaeróbia de futebolistas2-3. Embora o WAnT seja considerado um teste válido e preciso para a avaliação da potência anaeróbia, a principal limitação da aplicação do WAnT no futebol é que esse procedimento não respeita a validade ecológica do esporte. Neste sentido, o Running Anaerobic Sprint Test (RAST), devido à sua característica intermitente, parece ser um teste mais próximo as ações realizadas por jogadores de futebol. O RAST consiste na realização de seis esforços máximos na distância de 35 m intercalados por um período de recuperação passiva de 10s, sendo determinados os mesmos parâmetros mensurados no WAnT5. Além disso, recentemente Zagatto et al.6, demonstraram que o RAST é um teste reprodutível e bom preditor da performance em corridas de curta duração (35 a 400 m) e, por se tratar de um teste simples e que possui a corrida como meio de locomoção, sua introdução na rotina de treinamento do futebol torna-se viável.

Além de jogadores de futebol7, o RAST tem sido utilizado para avaliação anaeróbia de jogadores de basquetebol8, handebol9 e de indivíduos ativos6. Entretanto, vários estudos têm demonstrado a influência de diferentes superfícies no custo energético10-12 e na determinação de variáveis fisiológicas13,14 e também do exercício realizado descalço ou com calçado15. Além disso, Brechue et al.16 observaram diferenças significativas nas performances máximas de 40 m realizadas na grama e em superfícies mais firmes, demonstrando a influência de diferentes superfícies também em esforços com predomínio anaeróbio. Entretanto, poucos estudos tem demonstrado a influência de diferentes tipos de superfície em esforços de curta duração intercalados a períodos breves de recuperação como o RAST.

Neste sentido, comparações entre os valores obtidos no RAST por futebolistas, com os de outras modalidades podem ser influenciados pelas condições de avaliação. No entanto, ainda não foram verificados na literatura estudos comparando os valores de potência anaeróbia provenientes de diferentes condições de terreno e calçado. Desse modo, o objetivo do presente estudo foi comparar os valores do RAST em diferentes situações, utilizando tênis em superfície firme (RASTTP) e em condições de jogo utilizando chuteiras na grama (RASTCR).

 

MÉTODOS

Participantes

Participaram voluntariamente deste estudo oito futebolistas da categoria sub-17, com idade média de 16,0 ± 1,0 anos, estatura de 174,5 ± 3,7 cm, massa corporal de 64,8 ± 4,7 kg e VO2max de 53,9 ± 5,0 ml.kg-1.min-1. Os responsáveis por todos os atletas foram informados sobre os riscos e benefícios do presente estudo e somente foram incluídos nas análises aqueles que concordaram por escrito com o termo de consentimento livre e esclarecido. Os procedimentos deste estudo foram aprovados pelo Comitê de Ética em pesquisa da Instituição (nº 2.982).

Procedimentos experimentais

As avaliações foram realizadas em duas visitas para a realização de dois RAST, separados por um período mínimo de 24 h e máximo de 72 h. Em ambas as visitas os participantes realizaram seis esforços máximos de 35 m com 10 s de intervalo passivo (RAST). No primeiro dia, os participantes realizaram medidas antropométricas seguidas do RAST, utilizando tênis em pista oficial de atletismo (RASTTP). A segunda visita foi realizada em horário semelhante à primeira e os participantes realizaram o RAST utilizando chuteiras na grama (RASTGR). Antes da aplicação dos esforços, os atletas realizaram um aquecimento de 10 min em ambas as situações.

Running Anaerobic Sprint Test (RAST)

Previamente à realização dos esforços, foi mensurada a massa corporal total dos sujeitos, incluindo as vestimentas utilizadas durante os testes, por meio de uma balança digital (TANITA UM080, Brasil). O RAST consistiu na realização de seis corridas máximas de 35 m, intercaladas por um período de recuperação passiva de 10 s. O registro de tempo foi realizado a cada esforço (Timex®, modelo 85103). A potência absoluta (Pabs) foi determinada em cada corrida através da mensuração do tempo (t), distância (D) e massa corporal (MC) do indivíduo (Pabs (W) = (MCxD2) / t3)

Como variáveis do RAST, foram determinadas as potências pico (PP), média (PM) e mínima (Pmin), tanto apresentadas em unidade relativa à massa corporal (REL) quanto em valores absolutos (ABS), e também o índice de fadiga (IF) (IF(%) = (PP – Pmin) x 100) / PP). Além disso, através da relação entre a distância e o tempo de esforço, foram determinadas a velocidade máxima (VMAX) e a velocidade média (VMED).

Ao final do sexto esforço, nas duas situações, amostras sanguíneas (25 µl) foram coletadas do lóbulo da orelha dos participantes utilizando tubos capilares previamente calibrados e heparinizados. As amostras foram imediatamente depositadas em fitas reagentes (BM-Lactate) e analisadas em lactímetro portátil (Accusport®, Boehringer Mannheim GmbH®,GER).

 

ANÁLISE ESTATÍSTICA

Os resultados estão apresentados na forma de médias ± desvio padrão. A normalidade dos dados foi testada e confirmada com o teste de Kolmogorov-Smirnov. A comparação dos parâmetros entre os seis esforços, em ambas as situações, foi analisada através da análise de variância ANOVA one-way para medidas repetidas, seguida do post hoc de Tukey. Para a diferenciação entre as potências de cada esforço, bem como para a comparação dos parâmetros provenientes do RAST nas diferentes condições de calçado e terreno, utilizou-se o teste t de Student para amostras dependentes. As possíveis associações foram verificadas com o teste de correlação de Pearson. Todas as análises foram realizadas com o auxílio do pacote estatístico Statistica 7 (Statsoft, EUA), e em todos os casos o nível de significância foi pré-fixado em p < 0,05.

 

RESULTADOS

O tempo total de esforço foi significativamente superior (p < 0,05) na situação RASTGR (31,6 ± 1,6 s) em relação a RASTTP (30,4 ± 0,9 s). Além disso, na situação RASTTP a VMAX (7,4 ± 0,2 m.s-1) e VMED (6,9 ± 0,2 m.s-1) foram superiores (p < 0,05) das observadas na situação RASTGR (7,1 ± 0,2 e 6,6 ± 0,3 m.s-1, respectivamente). Adicionalmente, as PPABS, PPREL, PMABS, PMREL e [Lac], foram superiores (p < 0,05) na situação RASTTP em comparação à RASTGR, o que não ocorreu com o IF (tabela 1).

 

 

As potências mensuradas nos seis esforços (E1, E2, E3, E4, E5 e E6), demonstradas tanto de maneira relativa à massa corporal como em valores absolutos, tiveram comportamentos similares. Observamos uma diminuição significativa nos valores de potência com relação ao primeiro esforço a partir de E3 na situação RASTGR. Entretanto, na situação RASTTP evidenciamos uma queda a partir de E4, demonstrando menor diminuição abrupta das potências geradas nesta situação. Além disso, potências, velocidades e tempos no E1, E4, E5 e E6 foram significativamente diferentes entre as situações (figura 1).

Com relação às correlações entre as variáveis provenientes do RAST nas duas situações estudadas, somente as PMABS (r = 0,90), PMREL (r = 090), VMEA (r = 0,90) e as [Lac] (r = 0,72) foram significativamente correlacionadas.

 

DISCUSSÃO

Os principais achados do presente estudo demonstram que as performances no RAST na situação RASTTP foram significativamente superiores às observadas no RASTGR.

Zagatto et al.6, ao avaliarem 17 indivíduos moderadamente ativos em pista de 400 m, observaram valores de PP (695,4 ± 107,4 W) e PM (555,2 ± 77,30 W) semelhantes aos encontrados na situação RASTGR. Valores próximos de PP (649,9 ± 82,7 W) e PM (529,3 ± 69,7 W) também foram encontrados para jogadores de handebol9. Entretanto, ao comparar as potências obtidas por estes dois estudos com as determinadas na situação RASTTP, observamos que os valores da presente investigação são superiores. Desse modo, quando as comparações são realizadas na mesma superfície (RASTTP), futebolistas podem apresentar valores superiores de potência anaeróbia absoluta e a aplicação do RAST na grama pode subestimar a real potência gerada pelos membros inferiores neste teste.

Tem sido demonstrado que o custo energético para a corrida pode ser influenciado pela superfície, apresentando valores superiores na areia10-12 e na grama17 quando comparados à superfícies mais firmes. Neste sentido, o maior custo energético encontrado na areia é atribuído à fatores como diminuição na utilização da energia elástica e da eficiência do complexo músculo-tendão10,11. Além disso, recentemente Sassi et al.17 determinaram um maior custo energético para a corrida na grama (5%), principalmente pela maior absorção de impacto observada nesse terreno (35%). Desse modo, no presente estudo, a menor rigidez apresentada na situação RASTGR, pode ter levado a um maior custo energético para cada esforço nesta situação, aumentando o tempo total e, por consequência, resultando em piores performances no RAST na situação RASTGR.

Além da superfície, o uso de diferentes tipos de calçado pode ter influenciado os achados do presente estudo. Di Michele et al.14, ao compararem o limiar anaeróbio de 18 jogadores de futebol, determinado na esteira e na grama natural, não observaram diferenças significativas utilizando calçados de corrida nas duas situações. Entretanto, Kunduracioglu et al.13 determinaram que jogadores de futebol de campo podem apresentar menores valores de limiar anaeróbio, determinado em campo com chuteiras em comparação ao determinado em esteira utilizando tênis. Além disso, utilizando chuteiras na grama e tênis em superfície mais firme, Brechue et al.16 observaram tempos significativamente maiores na grama (5-6%) para corrida máxima de 40 m, avaliando jogadores de futebol americano. Neste sentido, o uso de chuteiras pode ter aumentado o tempo de contato com o solo, fator observado na velocidade de 20 m após a fadiga induzida18,19 e associado a menor eficiência do ciclo alongamento encurtamento20.

Os resultados obtidos no presente estudo apontam para uma diferenciação nos últimos três esforços do RAST entre as condições de avaliação, além de uma queda mais acentuada nas potências e velocidades da condição RASTGR. Considerando que o RAST é um esforço intermitente, durante a realização dos esforços máximos (~5s), a energia necessária é obtida principalmente por fontes anaeróbias21. Neste sentido, o desempenho nos esforços subsequentes é determinado principalmente pela recuperação dos estoques de fosfocreatina (PCr), remoção do lactato e dos fosfatos inorgânicos intracelulares (Pi), processos que são realizados durante os períodos de recuperação pelo metabolismo aeróbio22. Entretanto, foi demonstrado que intervalos superiores a 10 s são necessários para uma recuperação satisfatória de PCr23, assim, o período entre cada esforço no RAST provavelmente não foi suficiente para a restauração desse substrato, levando a diminuição gradual das potências e velocidades obtidas.

Além disso, a hipótese de que os esforços realizados na grama com chuteiras acarretaram uma maior utilização dos estoques de PCr, que pode ser sustentada pelas maiores [Lac] observadas na situação RASTGR. Isso ocorre principalmente pela maior ativação da via glicolítica, após a diminuição das concentrações de PCr, na tentativa de manter a produção satisfatória de ATP24. Adicionalmente, através da maior utilização de ATP e ativação do metabolismo lático, metabólitos como o lactato e íons hidrogênio têm sua concentração muscular aumentada, o que tem sido associado à fadiga nesse tipo de esforço25. Por outro lado, vários estudos demonstraram que em esforços intermitentes a glicólise é inibida26-28. Entretanto, Glaister et al.28 observaram maiores [Lac] em esforços intermitentes com 10 s de intervalo em comparação aos realizados com 30 s de intervalo, evidenciando a necessidade de mais estudos com relação ao papel da glicólise nesse tipo de exercício.

Mesmo a literatura apresentando um consenso à respeito do gasto energético e sobre as características mecânicas da corrida em diferentes superfícies, o presente estudo não realizou mensurações diretas destas variáveis durante os esforços do RAST. Entretanto, as diferenciações encontradas nas superfícies estudadas são relevantes por mostrar a limitação nas comparações das variáveis do RAST em diferentes condições de avaliação.

 

CONCLUSÃO

Os achados do presente estudo sugerem que para jogadores de futebol as potências obtidas através do RAST podem ser influenciadas pelas condições de avaliação, apresentando valores inferiores na situação RASTGR em comparação à RASTTP, provavelmente pela maior demanda metabólica envolvida na primeira condição, evidenciando a necessidade de mais estudos que investiguem a participação dos sistemas aeróbio, anaeróbio lático e alático durante estes esforços.

 

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