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Revista Brasileira de Medicina do Esporte

versão impressa ISSN 1517-8692

Rev Bras Med Esporte vol.19 no.5 São Paulo set./out. 2013

http://dx.doi.org/10.1590/S1517-86922013000500011 

ARTIGO ORIGINAL
TRAUMATO-ORTOPEDIA

 

Análise da incidência lesional na ginástica aeróbica espanhola de elite

 

 

Rocío Abalo NúñezI; Águeda Gutiérrez-SánchezII; Mercedes Vernetta SantanaIII

IFaculdade de Fisioterapia. Universidade de Vigo. Pontevedra. Galicia. Espanha
IIFaculdade de Ciências da Educação e Desportos. Universidade de Vigo. Pontevedra. Galicia. Espanha
IIIFaculdade de Ciências do Desporto. Universidade de Granada. Granada. Andaluzia. Espanha

Correspondência

 

 


RESUMO

INTRODUÇÃO: A ginástica aeróbica (GA) é uma disciplina que possui exigências físicas específicas e treinamento adequado para prevenir ou minimizar a ocorrência de lesões esportivas.
OBJETIVO: Analisar a incidência de lesões na GA e a sua vinculação com fatores de treinamento
MÉTODO: Realizou-se um estudo em 40 desportistas valencianos com idades compreendidas entre nove e 17 anos. O procedimento de coleta de informações foi através de um questionário de morbidade. A variável dependente foram as lesões durante a temporada 2009-2010 e as variáveis independentes principais foram a carga de treinamento, o material de proteção, superfície de treinamento, gesto técnico e tipo de lesão e zona corporal lesionada.
RESULTADOS: As lesões mais reincidentes foram as relacionadas a ligamentos, afetando por igual os membros superior e inferior. A metade das lesões ocorreu após a realização dos saltos, apesar do uso de algum material de proteção, além de terem ocorrido no início da temporada. Relações significativas entre o número de lesões e a experiência, os dias de treinamento e o número de competições (p < 0,05) foram encontradas.
CONCLUSÕES: O número de lesões diminuiu enquanto o uso de medidas de proteção, com destaque para as munhequeiras, aumentou. Metade das lesões produziu-se durante o período de aprendizagem técnica de dificuldades.

Palavras-chave: prevenção, treinamento, esportes, traumatismo em atletas.


 

 

INTRODUÇÃO

A ginástica aeróbica (GA) é uma disciplina relativamente moderna, com não mais de três décadas de história. Desde a sua inclusão na FIG e até os dias de hoje é objeto de contínuas revisões regulamentares com o intuito de conseguir uma melhor estrutura funcional, de harmonia e coerência entre os seus juízes1.

Trata-se de um esporte com grande exigência técnica e que requer características específicas de seus praticantes: resistência anaeróbica, força relativa, potência ou força explosiva e flexibilidade2,3. Além disso, devido ao alto nível desportivo existente na atualidade e às mudanças do próprio esporte, exige-se do ginasta a constante inclusão de dificuldades de maior nível, aumentando assim o seu risco de lesionar-se4.

Os poucos estudos encontrados referentes aos tipos de lesões neste esporte são de tipo epidemiológico e foram realizados em ginastas espanhóis5,6 e australianos7.

A partir de uma observação detalhada das questões relacionadas com o treinamento e das características do esporte, pode-se tirar informação sobre a incidência de lesões. Adicionalmente, nas ciências do esporte, o registro das lesões associadas com os seus fatores de causalidade pode ser um valioso método profilático e exercer influência no rendimento8. Portanto, o objetivo desta investigação é analisar a incidência das lesões na GA e a sua vinculação com fatores do treinamento nos desportistas valencianos na temporada 2009-2010.

 

MÉTODO

Amostra

Este estudo realizou-se nos desportistas de GA da Comunidade Valenciana. A amostra total foi de 40 desportistas com uma idade de 12 (± 2,52), estatura de 1,46 (± 0,16) e peso de 40,59 (± 12,33).

A escolha por desportistas valencianos ocorreu devido a estes serem o de maior número de ginastas nesta comunidade em todas as suas categorias. Ademais, 12 deles pertencem à seleção espanhola de GA e se destacam em nível nacional e internacional.

A coleta dos dados realizou-se com o consentimento da Federação Espanhola de Ginástica, dos clubes, das treinadoras, dos pais e dos desportistas e foram tratados de acordo com a Lei Orgânica de Proteção de Dados de Caráter Pessoal 15/1999 de 13 de dezembro. A investigação também respeitou a Declaração de Helsinki.

Material

Para a coleta das informações, utilizou-se um inquérito de morbidade referida baseando-se em estudos precedentes em outros esportes9,10, mas adaptando-a à GA e, para isso, tem-se considerado a entrevista-questionário validada por Navarro5. Porém, passou-se primeiro na Comunidade Galega para detectar algum possível erro.

Variáveis

As variáveis independentes e objeto de análise giraram em torno dos dados pessoais, características do treinamento e a informação relacionada com as lesões desportivas.

Dados pessoais dos desportistas como sexo, idade, altura, peso e categoria foram coletados. Com respeito ao treinamento, reuniram-se a experiência desportiva, as horas de treinamento diário, o número de dias e de competições e o nível, além do uso de material de proteção e a superfície de treinamento. Quanto às lesões, valorizou-se o tipo de lesão, a sua localização anatômica, a fase de treinamento na que aconteceu e o gesto técnico causador. A variável dependente foram as lesões na temporada 2009-2010. Por lesão, entendeu-se como o dano, acidente ou contratempo que acontece durante a competição ou treinamentos e que causa uma baixa na competição, ou em dois ou mais dias de treinamento, ou que implique uma diminuição de carga de treinamento em duas ou mais sessões consecutivas11.

Procedimento

Primeiramente, todos os participantes e responsáveis (pais, treinadores e federações) foram informados sobre o objetivo do trabalho. Posteriormente, no final da temporada, foi distribuído o inquérito no qual as informações foram reunidas. Todo o processo foi conduzido pela mesma pessoa para evitar erros nas respostas e assim agilizar o processo de organização, processamento e análise dos dados, posteriormente feita no SPSS, versão 18.

 

RESULT ADOS

Características antropométricas

Na tabela 1 observam-se as medidas descritivas das variáveis antropométricas por categoria. Ao realizar o teste t de Student entre as características antropométricas dos desportistas lesionados por categoria, apenas encontraram-se diferenças estatisticamente significativas (p < 0,05) entre a variável do peso na categoria júnior e entre ter ou não lesões durante a temporada.

 

 

Características do treinamento

No total da amostra encontra-se uma correlação de Pearson entre o número de lesões, a experiência nos dias de treinamento e o número de competições das quais participou. Contudo, por categoria e na amostra de lesionados, só se observa esta correlação nos juniores entre as variáveis dias de treinamento, número de lesões e competições.

Há uma relação significativa entre a experiência deste esporte e os dias de treinamento com os desportistas lesionados (p < 0,05). Sendo assim, os que mais se lesionam são os que levam 6,6 anos (± 2,71) e treinam 6,9 dias por semana (± 0,31).

As únicas superfícies de treinamento que não provocaram lesões em ambos os grupos foram o parquet, o tatame e o tablado de madeira. Não há conclusão sobre qual tipo de superfície é mais prejudicial devido à variedade de materiais disponíveis para o piso nos treinamentos. Além disso, não foram encontradas diferenças significativas.

Os participantes que utilizavam algum tipo de proteção e se lesionaram são aqueles que empregavam vários tipos de material de proteção (cinco lesionados, 12,5%) e munhequeiras (cinco lesionados, 12,5%). Contudo, não há diferenças significativas (p > 0,05) (tabela 2).

 

 

Lesões na temporada 2009-2010

Ao longo da temporada 2009-2010 contabilizaram-se 10 lesões (tabela 3). Diferenças significativas foram encontradas entre as categorias e os desportistas lesionados (p > 0,05).

 

 

Analisando o relacionamento entre os lesionados nesta temporada e nas anteriores, observa-se que apenas 17,5% (sete lesionados) voltaram a se lesionar. Ao utilizar o teste do Qui-quadrado entre estas duas variáveis encontram-se diferenças significativas (p < 0,05).

As lesões apresentadas nos desportistas foram de três tipos, conforme evidenciadas na tabela 4, mas não há significância entre elas (Qui-quadrado p > 0,05). As lesões localizam-se em diferentes zonas corporais observando-se diferenças entre os dois grupos analisados, embora sem diferenças significativas (tabela 5).

 

 

 

 

Todas as lesões foram produzidas durante o treinamento da técnica específica, concretamente nos saltos (figura 1). Força estática.

 

 

O gesto técnico mais lesivo foi a execução dos saltos de diversos modos (carpa com queda a flexão de braços, salto agrupado com giro etc).

Comparando os lesionados com o número de competições das quais participaram, comprova-se que os sujeitos que se lesionaram mais foram os que competem quatro ou cinco vezes ao ano (quatro lesionados a cada um, 40%), e os que menos se lesionaram foram aqueles que participam de seis competições ao ano (dois lesionados, 20%). Existem diferenças significativas entre os lesionados e não lesionados com o número de competições das quais participam (p < 0,05).

 

DISCUSSÃO

Características da amostra

Nos estudos analisados5-7 há semelhança entre a porcentagem de participação do sexo feminino, mas não podemos compará-lo com o sexo masculino devido à sua pequena participação. Nesta amostra, o mesmo fato ocorreu, já que esta só teve quatro sujeitos masculinos.

Tais resultados não concordam com outros trabalhos5,6,12 em que o maior número de lesionados está na máxima categoria, pois esta amostra carecia de desportistas seniores. Estudos relacionados com a ginástica artística também mostram índices mais baixos em relação às categorias inferiores8,13.

Características do treinamento

Para que os fatores que podem influir no desligar de uma lesão sejam conhecidos, supõe estudar todas as condições que rodeiam o desligamento devido a uma lesão. Considera-se que a realização de qualquer tipo de atividade física leva a um verdadeiro grau de risco lesivo inerente; é fácil pensar que esta relação é diretamente proporcional ao tempo de prática. A correlação de Pearson foi utilizada para essa análise. Neste trabalho, as características do treinamento (experiência, horas e dias) apresentaram resultados semelhantes aos encontrados por Navarro5 em GA.

Em termos gerais, pode-se afirmar que quanto maior o nível do desportista, maior a carga de treinamento (dias e horas); aumentando assim o número de oportunidades de lesão. Trabalhos anteriores também apresentaram tal situação5,12. Quanto à superfície de treinamento, não existe predomínio de nenhuma delas que se relacione com a presença de lesões. No entanto, no estudo australiano7 a superfície mais lesiva foi o chão de madeira, igualmente em estudos espanhóis6,14.

Vários autores14-16 concluiram que o chão duro e pouco flexível na recepção dos elementos de dificuldade, faz com que as articulações requisitadas se vejam prejudicadas pelo tipo de material. Sendo assim, a utilização de um piso confiável deve ser incisiva, sendo este uma superfície que permita absorver e restituir a energia dos impactos.

O material de proteção empregado na GA pode ser utilizado para evitar o medo, para realizar uma progressão ótima na realização de exercícios e até mesmo para a prevenção de lesões. Analisou-se o uso de colchonetes, munhequeiras, joelheiras, tornozeleiras, bandagens e outros (cintas, cotoveleiras etc).

A utilização de equipamento de proteção mudou em relação a publicações anteriores5,17, pois acresceu o seu emprego em porcentagens de até 85%.

Quanto ao tipo de material, os dados encontrados reforçam os resultados de Navarro5, sendo as munhequeiras o material mais utilizado pelos ginastas, supondo 47,50%, seguido de 30% que usam vários equipamentos de proteção (colchonetes, joelheiras e munhequeiras) ao mesmo tempo. Tal fato supôs uma diminuição das lesões sofridas pelos desportistas, em relação ao estudo de Navarro5.

Embora o material utilizado pelos desportistas não seja um meio de profilaxia 100% eficaz, a sua utilização diminui o aparecimento de lesões. Contudo, o tipo, as características e as condições do equipamento de proteção deveriam ser considerados18, uma vez que quando utilizados de forma inadequada19 existe lesão da mesma maneira. Assim, Navarro5 encontrou que os ginastas que mais se lesionavam eram aqueles que utilizavam vários equipamentos de proteção.

Lesões na ginástica aeróbica

O tipo de lesão mais comum em estudos precedentes5-7,12,14 foram as musculares, seguidas das articulares e, em menor proporção, as ósseas. Tais informações coincidem com os trabalhos em ginástica rítmica19-21. No entanto, nesta amostra, as lesões mais abundantes foram as ligamentares. Situação igual foi encontrada na ginástica rítmica, em que as entorses e as distensões são as lesões mais recorrentes22.

As lesões existentes podem ser classificadas segundo as diferentes localizações corporais, sendo o membro inferior o mais lesionado nos estudos realizados com o CP5,7. Com o seguinte código, persistem as lesões na extremidade inferior, mas há um decréscimo importante na extremidade superior pelas restrições das aterrisagens push up. No entanto, com o CP vigente contabilizaram-se o mesmo número de lesões nas extremidades.

Quanto à zona corporal mais afetada, esta mudou com os anos, do pulso5,12 para o tornozelo6,7. Apesar disso, não existe predominância de nenhuma estrutura nos ginastas valencianos.

Em outras modalidades como a dança15,23-25 ou a ginástica rítmica, a maioria das lesões apresenta-se nos membros inferiores8, diferentemente da ginástica artística, em que aparecem lesões nas extremidades superiores pela sobrecarga das suas estruturas na realização de determinados exercícios, já que esta é uma zona corporal que não está adaptada a suportar grandes cargas como o peso do corpo26.

Em todos os estudos a maior porcentagem de lesões se encontra na parte de técnica específica com diferentes quantidades em cada um dos seus enfoques de trabalho5-7. Tais dados destacam a importância da técnica neste esporte.

Durante a fase de técnica específica, através de técnicas repetitivas, os elementos obrigatórios e de dificuldade da rotina competitiva são aprendidos, desenvolvidos e mecanizados. Portanto, a automatização destes gestos ou elementos é a causa das altas porcentagens de lesão nesta fase de trabalho. As lesões na parte específica podem ser devido à maneira pela qual o método de treinamento utilizado em GA está baseado em repetições, escassa variabilidade dos seus exercícios e programas não individualizados4. O mesmo acontece no balé contemporâneo15 ou na dança pela realização ou repetição de padrões biomecânicos incorretos27.

Na GA, os elementos de saltos são os de maior incidência de lesão5,6 como na dança15 e na patinação artística28. Isso indica que nestes esportes existem gestos técnicos de grande relevância nas rotinas e com um alto índice de lesões. Na GA, a sua relevância fica constatada pelos estudos nos quais o grupo de saltos constitui o grupo de elementos mais numeroso e com maior possibilidade de dificuldade em todas as edições dos diferentes códigos de pontuação, por isso a frequência da sua utilização pelos ginastas1,6,29.

Na população desta análise, todas as lesões se produziram durante os treinamentos e o mês mais lesivo foi setembro, contabilizando 50%. A diferença foi em Fetterplace7 onde dois ginastas se lesionaram durante competição. É importante destacar que o mês de setembro para estas ginastas era um período crucial de aprendizagem técnica de dificuldades novas, no qual as cargas repetitivas durante a assimilação da técnica específica do gesto a adquirir por parte da ginasta pôde levar a um maior risco de lesão. Nesta linha de pensamento, há uma concordância com os resultados de Navarro5, nos quais a persistência de repetições sucessivas de gestos técnicos específicos é um fator evidente de risco e lesão, daí a necessidade de controlar o volume e a intensidade dos mesmos. Lesões mais frequentes durante treinamentos ocorrem devido às exigências técnicas deste esporte que demanda resistência anaeróbica, força relativa, potência ou força explosiva e flexibilidade de seus praticantes2,3. Além disso, devido ao alto nível desportivo existente na atualidade e à grande evolução do próprio esporte, exigindo dos ginastas constante inclusão de dificuldades de maior nível4, estes dedicam muitas horas ao treinamento e, portanto, suas possibilidades de se lesionarem aumentam.

As limitações desta investigação estão na obtenção de uma amostra masculina mais abundante, pois esta foi tão pequena que comparações entre sexo foram impossibilitadas.

O seguinte passo desta investigação é evidenciar os dados para treinadores e desportistas. Adicionalmente, seria de muita utilidade desenvolver um programa de prevenção de lesões que deveria integrar os desportistas nos seus treinamentos. Assim, ao diminuir a incidência ou a gravidade das lesões, os ginastas poderão melhorar seu rendimento e sucesso desportivo.

Em vista dos resultados obtidos, produziu-se uma diminuição das lesões na ginástica aeróbica. Tal fato pode ser obtido pelo aumento no uso das medidas de prevenção e/ou as mudanças no CP. Não há predominância de uma zona corporal lesionada, mas o tipo de lesão mais recorrente foi o ligamentar. A fase de trabalho na que maior porcentagem de lesões se produz foi a técnica específica, especificamente na execução dos saltos. Todas as lesões ocorreram durante os treinamentos e o maior número de lesões encontra-se no princípio das temporadas.

 

CONCLUSÃO

Conclui-se que embora a utilização de materiais de proteção não seja definitiva para diminuir o índice de lesões neste esporte, já que podem existir outros fatores influentes tais como: falta de condição física, técnica inadequada, fadiga no desportista etc, o uso de um equipamento adequado de proteção e as pertinentes recomendações poderiam diminuir a sua incidência.

 

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Correspondência:
Faculdade de Fisioterapia
Campus A Xunqueira s/n. 36005
Pontevedra. Galicia. Espanha
rocioabalo@uvigo.es

Recebido em 06/11/2012, Aprovado em 21/01/2013.

 

 

Todos os autores declararam não haver qualquer potencial conflito de interesses referente a este artigo.

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