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Educação e Pesquisa

Print version ISSN 1517-9702On-line version ISSN 1678-4634

Educ. Pesqui. vol.29 no.1 São Paulo Jan./June 2003

http://dx.doi.org/10.1590/S1517-97022003000100006 

Uso de computador e ergonomia: um estudo sobre as escolas de ensino fundamental e médio de São Paulo

 

Ergonomics and the use of computers: a study with primary and secondary in state of São Paulo

 

 

Lys Esther Rocha; Raquel Aparecida Casarotto; Laerte Sznelwar

Universidade de São Paulo

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

A utilização da informática como instrumento de ensino tem se disseminado na educação. Este estudo teve como objetivo verificar como o computador está sendo usado em escolas da região metropolitana de São Paulo, avaliando o grau de considerações sobre ergonomia na introdução dessa ferramenta. A ergonomia compreende o conjunto de conhecimentos científicos visando o conforto, segurança e eficácia dos produtos.
Participaram 126 escolas, 37 delas do ensino fundamental, de 1ª à 4ª série, com 21.824 alunos; 49 escolas do ensino fundamental, de 5ªà 8ª série, com 29.851 alunos e 40 escolas do ensino médio com 31.516 alunos. A maioria das escolas informou utilizar o computador como ferramenta auxiliar das matérias curriculares a partir de 1995. O uso do computador predominou, no período de 5ª à 8ª série, nas escolas particulares; com um computador para cada 2 ou 3 alunos e com a duração semanal das aulas de até 1h59min. Nas salas de informática instaladas nas escolas, predominou a ausência de mesas e cadeiras com ajustes de altura para as características antropométricas dos alunos. As orientações sobre ergonomia da computação foram fornecidas em 30% das escolas. Na maioria das escolas não se observou queixa de desconforto visual ou muscular sofridos pelos alunos durante a utilização do computador. Esse fato pode estar relacionado ao pequeno número de horas de utilização do computador.
Concluímos que a aquisição de mobiliário e equipamentos para as salas de informática deve incluir a consulta a banco de dados antropométricos e à percepção de conforto dos estudantes.

Palavras-chave: Informática – Escolas - Computador - Ergonomia.


ABSTRACT

The use of computers as a teaching tool is becoming disseminated in education. The present study has as its purpose to investigate how computers are being used in schools within the metropolitan area of São Paulo, evaluating the level of ergonomic issues considered when introducing this tool. Ergonomics comprise the collection of scientific knowledge to ensure the comfort, safety, and efficacy of products.
The work included 126 schools distributed as follows: 37 primary schools (1st to 4th year) with 21,824 students; 49 primary schools (5th to 8th year) with 29,851 students; and 40 secondary schools with 31,516 students. Most schools have declared to use computers as an auxiliary tool in their syllabuses since 1995. The use of computers in the 5th to 8th year of schooling was predominant in private schools, with an average of two to three students per computer, and an average duration of classes of up to 1h59min per week. The majority of tables and chairs installed in computer classrooms at schools lack height adjustments to fit the anthropometric characteristics of pupils. Thirty percent of schools supplied computer ergonomics guidelines. In most of the schools no complaints were observed regarding students' visual or muscular discomfort during the use of computers. This fact can be related to the small number of hours of use.
We have concluded that the acquisition of furniture and equipment for computer classrooms should include consulting anthropometric databases and students' perception of comfort.

Keywords: Computing – Schools – Computers – Ergonomics.


 

 

A utilização de computadores na educação tem trazido diferentes tipos de discussão. La Faille (1989), Crochik (1990) e Bittencourt (1998) analisam a problemática da informática na educação do ponto de vista epistemológico e didático, caracterizando o computador como um recurso didático-pedagógico. Uma das preocupações desses pesquisadores reside no fato de que o computador estimularia a operacionalização de conceitos, empobrecendo o raciocínio dos estudantes. Por outro lado, o desenvolvimento de softwares com linguagem de programação, como Basic, Pascal e Logo, permitiram ao aluno vivenciar o seu potencial criativo, uma vez que possibilitam ao estudante utilizar o computador como máquina a ser ensinada, podendo resolver problemas, finalizar tarefas, desenhar, escrever (Valente, 2002; Prado, 2002).

Entre as vantagens da utilização das tecnologias de informática nas escolas, Knave (1997) cita o desenvolvimento da arte de educar e treinar que, com o uso das tecnologias, torna mais agradável a aula para os estudantes, fazendo da escola um lugar mais agradável, excitante e variável, tornando os alunos mais motivados e concentrados, e possibilitando que os estudantes obtenham respostas rápidas, desenvolvam a cooperação e a solidariedade. Na Suécia, em 1994, foi desenvolvida uma política para o uso da tecnologia da informática na educação enfatizando que os alunos devem aprender a buscar informações e se comunicar por computadores pessoais, a utilizar programas de processadores de texto e cálculo e que os professores devem receber treinamento nesse tipo de tecnologia.

Além dos aspectos pedagógicos, o uso do computador na escola suscita discussões sobre a utilização da ergonomia no planejamento do ambiente escolar e na definição de orientações preventivas aos professores e estudantes. Entendendo-se como ergonomia "o conjunto de conhecimentos científicos relativos ao homem e necessários para a concepção de ferramentas, máquinas e dispositivos que possam ser utilizados com o máximo de conforto, segurança e eficácia" (Wisner, 1987, p.12).

Bartolomeu et al. (1999) analisam o dimensionamento correto do mobiliário dos laboratórios de informática das escolas, discutindo desde a distribuição do mobiliário nas salas de informática até as características das mesas, cadeiras e microcomputadores.

Levando-se em conta que, no momento atual, o emprego da informática na educação tem se disseminado nas escolas em São Paulo, este estudo teve por objetivo verificar como o computador está sendo utilizado, avaliando o grau de considerações sobre ergonomia na introdução dessa ferramenta, no planejamento do local de sua utilização e nas orientações fornecidas aos professores e alunos.

 

Metodologia

Este estudo envolveu a participação de 125 escolas da região metropolitana de São Paulo, divididas em:

a) ensino fundamental de 1ª à 4ª série, 37 escolas, 21.824 alunos;

b) ensino fundamental de 5ª à 8ª série, 49 escolas, 29.851 alunos;

c) ensino médio, 40 escolas, 31.516 alunos.

As escolas foram selecionadas buscando abranger diferentes localizações geográficas da região metropolitana de São Paulo, como também a natureza pública ou privada da instituição. Não houve a intenção de fornecer um quadro representativo da utilização de computadores pelas escolas em São Paulo, mas o objetivo de compreender como o computador tem sido usado no ensino fundamental e médio.

O questionário aplicado foi elaborado originalmente em inglês, por Bergqvist et al. (1997), do National Institute for Working Life, em Estocolmo, na Suécia, com o objetivo de realizar uma pesquisa internacional sobre a utilização de computadores nas escolas. O questionário foi utilizado na Suécia e depois traduzido e aplicado no Japão, Itália, Noruega, Chile, Austrália, Finlândia e Estados Unidos.

A primeira etapa do presente estudo consistiu na tradução do questionário do inglês para o português por docentes da Faculdade de Medicina e da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. A tradução foi testada em cinco escolas do ensino fundamental e médio para avaliar a compreensão do seu conteúdo. O conteúdo do questionário caracteriza a existência de cursos de informática ou a utilização de computadores como auxiliar nas demais matérias; o tempo de utilização dos computadores pelos alunos; as características das salas de informática e equipamentos; as orientações fornecidas na utilização dos computadores e as queixas de desconforto referidas pelos estudantes.

A segunda etapa consistiu no treinamento de alunos do curso de Fisioterapia da Universidade de São Paulo, que estavam participando da disciplina Fisioterapia Preventiva. Foi lido o questionário e discutido o conteúdo de cada questão.

A coleta de dados nas escolas foi feita no período entre maio e setembro de 1998, pelos alunos do curso de Fisioterapia, sob a supervisão de docentes da Faculdade de Medicina e Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Nas escolas, as entrevistas foram realizadas com os professores de informática; não havendo esse cargo, as questões foram dirigidas à direção da escola. Em cada escola, as respostas foram preenchidas para apenas um período escolar (ensino fundamental de 1ª à 4ª série ou de 5ª à 8ª série ou do ensino médio).

Os dados dos questionários foram codificados e digitados com análise de consistência das informações. Neste estudo realizamos a análise descritiva dos resultados.

 

Resultados

O número médio de alunos das escolas em cada estágio de ensino foi de 590 no ensino fundamental de 1ª à 4ª série, correspondendo a um computador para cada 24 alunos; 609 alunos de 5ª à 8ª série, com um computador para cada 27 alunos; e 788 alunos no ensino médio, com um computador para cada 22 alunos. A maioria das escolas informou utilizar o computador a partir de 1995.

A utilização do computador variou de acordo com o ano escolar, com índice de 62,2% para o ensino fundamental de 1ª à 4ª série, de 77,6% para o ensino fundamental de 5ª à 8ª série e de 62,5% para o ensino médio. Quanto à natureza pública ou privada das escolas, as escolas públicas apresentaram menor uso do computador em todos os anos de ensino (Tabela 1).

 

 

Em relação ao emprego extensivo do computador, a maioria das escolas, em todos os níveis de ensino, utilizou o computador principalmente como ferramenta auxiliar das matérias curriculares e em menor proporção para cursos de informática. Para os alunos da 1ª à 4ª série do ensino fundamental, essa diferença foi mais acentuada: 51,4% das escolas usam o computador como ferramenta no auxílio de outras disciplinas e 5,4% oferecem cursos específicos de informática. Por outro lado, no ensino médio e fundamental de 5ª à 8ª série, observou-se maior oferta de cursos de informática para os alunos (Tabela 1).

Em relação aos cursos de informática (Tabela 2), observou-se o predomínio da oferta de cursos de processadores de texto e criação de imagens em todos os níveis de ensino. Em relação a cursos que habilitassem à utilização da Internet, houve predomínio da oferta para os alunos do curso médio.

 

 

Em relação ao modo de utilização do computador (Tabela 3), verificou-se o predomínio do uso de um computador para cada dois a três alunos, com a duração semanal das aulas de até 1h59min em todos os estágios. Com relação à disponibilidade de utilização do computador, esta se deu em 72% das escolas para os alunos do ensino médio e em apenas 34% delas para os alunos do ensino fundamental, o que demonstra um uso diferenciado de acordo com o estágio do aluno.

 

 

Observou-se, nas escolas, a construção ou adaptação de salas para o uso dos computadores, conhecidas como Salas de Informática (Tabela 4). Esses locais são utilizados por alunos do ensino fundamental e médio, predominando a ausência de mesas e cadeiras com ajustes de altura, isto é, sem adaptação do mobiliário para as diferentes estaturas entre alunos de 7 a 17 anos. Em torno de 50% das escolas, foi planejado o posicionamento das janelas e lâmpadas, durante a instalação dos computadores, visando a evitar a presença de reflexos nos terminais.

 

 

Em relação às características dos computadores utilizados, todas as escolas utilizavam o computador tipo Desktop, com telas CRT e coloridas, com uso do teclado e mouse para a entrada de dados.

Em relação às orientações fornecidas para os alunos quanto ao modo de uso dos computadores (Tabela 5), em torno de 30% das escolas relataram oferecer algum curso sobre ergonomia na computação. As recomendações sobre a postura a ser adotada nas cadeiras foi fornecida para 91,3% dos alunos do curso fundamental da 1ª à 4ª série e para 60% dos alunos dos outros estágios.

 

 

Na tabela 6 caracterizou-se a observação dos professores de informática em sobre a presença de queixas de desconforto pelos alunos durante a utilização dos computadores. Na maioria das escolas não foram observadas queixas. O desconforto mais citado foi o relacionado ao sistema ocular, que aconteceu em 20% dos alunos do ensino médio, 13% do ensino fundamental de 1ª à 4ª série e 7,9% para os alunos do ensino fundamental de 5ª à 8ª série. O desconforto relacionado às costas ocorreu em 12% do ensino médio.

 

 

Discussão

Este estudo mostrou um crescente uso de computadores nas escolas da região metropolitana de São Paulo, principalmente nas instituições privadas, com o planejamento de salas de informática que estão sendo utilizadas por alunos dos diferentes estágios (ensino fundamental e médio) sem um adequado dimensionamento do mobiliário para a variabilidade de dimensões corporais dos estudantes.

Bergqvist et al. (1997) aplicaram o mesmo questionário, utilizado neste estudo, em Estocolmo, observando que o uso mais freqüente do computador aconteceu como ferramenta de ensino auxiliar de outras matérias. Nas escolas então pesquisadas havia dez estudantes para cada computador. No ensino médio a utilização individual do computador era comum. Foram organizadas salas de informática e a maioria utilizava computador desktop e colorido. A minoria das escolas havia fornecido orientações sobre ergonomia e postura. No momento da instalação dos computadores, foram considerados os posicionamentos das janelas e lâmpadas. Esses dados são similares aos encontrados nesta pesquisa, exceção feita ao fato de que o número de usuários por microcomputador no ensino médio em São Paulo é maior que 1(um).

No presente estudo verificou-se a utilização dos computadores por mais de uma criança. Esse fato também foi observado por Noro et al. (1997), em inquérito sobre o uso de computadores em escolas do ensino fundamental de 1ª à 4ª série, no Japão, onde um posto com computador é dividido por duas ou três crianças e o tamanho geral do mobiliário é grande quando comparado à estatura das crianças.

Nas escolas estudadas predominou o uso de computadores desktop com as queixas de desconforto nas costas variando de 5 a 12%, enquanto Harris e Straker, (2000) ao analisar o uso de laptop por crianças de 10 a 17 anos, na Austrália, em casa e escola, verificaram que 20 a 38% relataram desconforto na coluna lombar quando usavam ou carregavam o equipamento.

Neste estudo verificou-se um índice pequeno de queixas de desconforto para o sistema visual e coluna, resultado também observado no estudo de Bergqvist et al. (1997). Esse fato pode ser explicado pelo pouco tempo de uso dos computadores pelos alunos nas escolas.

O dimensionamento correto do mobiliário para escolas é uma preocupação internacional, tendo gerado uma padronização, que no Brasil foi definida pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) sob o número 14.006. Entretanto, esses parâmetros estão sendo discutidos por diversos autores (Mandal, 1982; Aagaard-Hansen et Storr-Paulsen, 1995; Troussier et al., 1999).

Noro et al. (1997) sugerem o planejamento específico para o mobiliário com a inclusão de ajustes nas mesas e cadeiras de acordo com as medidas dos alunos, acompanhada da colocação do monitor do computador diretamente na mesa, do fornecimento de suporte para os pés quando as crianças não alcançarem o chão e a preocupação com o apoio das mãos e braços dos alunos.

No Brasil, Bartolomeu et al. (1999) analisaram o mobiliário de informática destinado a crianças de 5 a 11 anos e apresentaram algumas orientações em relação à postura e características desses equipamentos:

– Cadeira: o assento e o encosto devem ser estofados e revestidos de material perspirante, com densidade e consistência para suportar até 2 cm de depressão. O assento e o encosto devem ser ajustáveis para a altura, permitindo que o estudante apoie totalmente os pés no chão e garantam o suporte lombar. O assento deve ter as bordas arredondadas. Os pés da cadeira devem ser estáveis, com cinco pés e rodízio para sua movimentação.

– Mesa: deve permitir que o aluno fique posicionado com os ombros relaxados e o ângulo entre o braço e o antebraço seja de 90 graus. A mesa deve ser feita de material anti-reflexivo.

– Apoio para os pés: deve apresentar uma inclinação de 20 graus, para melhorar a postura e o retorno venoso do usuário.

– Posicionamento dos equipamentos: o terminal de vídeo deve ficar a 90 graus do plano da mesa, sendo sua distância para os olhos de 35 a 50 cm. A altura do terminal de vídeo deve ser de dez graus abaixo da linha do horizonte visual do usuário.

A partir do artigo de Morgado et al. (2002), sobre recomendações para criação de ambientes informatizados em escolas públicas, evidenciam-se as divergências existentes sobre altura de mesa e cadeiras, uma vez que esse autor recomenda alturas fixas para os dois equipamentos, enquanto Bartolomeu et al. (1999) propõem regulagem para ambos.

A aquisição de mobiliário e equipamentos para o laboratório de informática deve incluir a consulta a banco de dados antropométricos e também a percepção de conforto dos estudantes na utilização desses instrumentos, conforme proposto por Aagard-Hansen e Storr-Paulsen (1995). Casarotto e Liberti (1994) desenvolveram bancos de dados com medidas dos segmentos corporais de escolares brasileiros na faixa etária de 4 a 7 anos e Silva e Paschoarelli (1999) na faixa de 3 a 18 anos.

No planejamento da sala de informática ressalta-se que, em relação à iluminação, as principais tarefas colocam duas exigências quase opostas.

A leitura do texto e o olhar para o teclado requerem um nível de iluminação elevado, enquanto a leitura da informação na tela do monitor, exige um bom contraste entre os caracteres e o fundo. Pela sua natureza este contraste diminui em função do aumento do nível de iluminação do local por interferência da luz. (Lips et al., 1991, p. 26)

É preciso colocar as luminárias de maneira a evitar os reflexos na superfície da tela. Algumas recomendações incluem a necessidade de não haver janelas em frente ou atrás do monitor; e de o ângulo principal do olhar ser paralelo à fila de janelas e de luminárias.

Neste estudo observou-se uma preocupação das escolas em orientar sobre a postura correta na cadeira. Contudo o dimensionamento inadequado do mobiliário e a falta de possibilidade de ajustá-los torna ineficazes essas orientações para os alunos, para os programas de prevenção de dores na coluna e lesões por esforços repetitivos na população trabalhadora.

Mattos (1990), ao analisar o processo de formação de professores de segundo grau em informática educacional, mostra a ausência desse conteúdo nos programas desenvolvidos. Nas propostas de Almeida (2002), para um curso de especialização em informática em educação, esses conteúdos também estão ausentes.

 

Conclusão

Este estudo verificou que o computador é uma ferramenta de ensino consolidada nas escolas. Apesar disso, a adequação das salas de informática às características antropométricas dos estudantes ainda não foi implementada. Recomenda-se que, na aquisição de mobiliários novos, ou reestruturação dos ambientes, as orientações sobre ergonomia sejam incorporadas.

Os professores de informática deveriam também receber noções de ergonomia, para que pudessem repassar esses conhecimentos nas aulas de informática, ajudando assim a criar nos estudantes uma postura preventiva com relação aos problemas que o uso do computador e os ambientes inadequados podem ocasionar nos seus desempenhos e na saúde.

 

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Endereço para correspondência
Lys Esther Rocha
Rua Teodoro Sampaio, 115
05405-000 – São Paulo/SP
E-mail: lysrocha@usp.br

Recebido em 12.07.02
Aprovado em 07.04.03

 

 

Lys Esther Rocha é professora doutora do Departamento de Medicina Legal, Ética Médica e Medicina Social e do Trabalho da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Raquel Aparecida Casarotto é professora doutora do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Laerte Sznelwar é professor doutor do Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.

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