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Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil

Print version ISSN 1519-3829

Rev. Bras. Saude Mater. Infant. vol.15 no.1 Recife Jan./Mar. 2015

http://dx.doi.org/10.1590/S1519-38292015000100002 

REVISÃO

Avaliação do consumo alimentar de crianças brasileiras assistidas em creches: uma revisão sistemática

Evaluation of food consumption among Brazilian children attending daycare centers: a systematic review

Dixis Figueroa Pedraza1 

Daiane de Queiroz2 

Jacqueline Santos da Fonsêca Almeida Gama3 

1Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública. Departamento de Enfermagem. Universidade Estadual da Paraíba. Av. das Baraúnas, 351. Campus Universitário. Bodocongó. Campina Grande, PB, Brasil. CEP: 58.109-753. E-mail: dixisfigueroa@gmail.com

2Faculdade de Ciências Médicas de Campina Grande. Campina Grande, PB, Brasil.

3Departamento de Enfermagem. Universidade Estadual da Paraíba. Campina Grande, PB, Brasil.

RESUMO

Objetivos:

levantar evidências sobre o perfil do consumo alimentar de crianças brasileiras assistidas em creches.

Métodos:

foi realizada uma busca por estudos observacionais nas bases de dados PubMed, LILACS e SciELO. Foram selecionados artigos publicados entre 1990 e 2013, utilizando os termos “food consumption” AND “child day care centers”.

Resultados:

foram identificados 58 artigos, dos quais 21 artigos foram considerados relevantes para o presente trabalho: 18 estudos transversais e três longitudinais. A sistematização dos estudos destaca: i) a concentração geográfica no Sudeste do país; ii) a apropriação da pesagem direta de alimentos e dos valores de referência das Dietary Reference Intakes na avaliação do consumo de alimentos; iii) um panorama preliminar, com ênfase no Sudeste, do consumo deficitário de legumes, frutas e vegetais, e da inadequação da ingestão dietética de ferro; iv) a restrição dos resultados à ingestão média devido à insuficiência do uso de métodos apropriados ao estabelecimento de padrões alimentares.

Conclusões:

apesar da escassez e dispersão espaço-temporal dos estudos, as semelhanças metodológicas possibilitam sugerir um panorama em que predomina a ingestão dietética deficitária do grupo de frutas, legumes e verduras, e de alimentos ricos em ferro; bem como a ingestão excessiva de alimentos protéicos e de alto teor de sódio.

Palavras-Chave: Consumo de alimentos; Nutrição da criança; Creches

ABSTRACT

Objectives:

to provide evidence of the pattern of food consumption among Brazilian children attending daycare centers.

Methods:

Methods: the PubMed, LILACS and SciELO databases were searched for observational studies published between 1990 and 2013 using the terms “food consumption” AND “child day care centers”.

Results:

fifty-eight articles were found, of which 21 were considered relevant to the present study. These included 18 cross-sectional and three longitudinal studies. The studies tended i) to be concentrated in the Southeast region of the country; ii) to use direct weighing of food and reference values from Dietary Reference Intakes to assess food consumption; iii) to present a preliminary overview, focused on the Southeast, of a pattern of consumption low on fruit and vegetables and with inadequate iron intake; iv) to provide results restricted to mean intake, owing to the lack of use of methods appropriate for establishing patterns of food intake.

Conclusions:

despite the paucity and geographical dispersion of the studies, methodological similarities made it possible to suggest that there is a predominant pattern of inadequate consumption of fruit and vegetables and food rich in iron, along with excessive consumption of protein and high sodium contents.

Key words: Food consumption; Child nutrition; Child day care centers

Introdução

A medida da dieta tem uma ampla aplicação em vários campos de conhecimento na área de saúde.1 Os inquéritos alimentares possibilitam analisar a associação da dieta com o estado nutricional e com a situação de saúde.2,3 O conhecimento gerado por meio dessa análise evidencia a situação da adequação da ingestão alimentar e possibilita a definição de políticas públicas direcionadas a garantia da promoção da saúde.1­3

Diversos fatores interferem e tornam difícil o ato de registrar a ingestão de alimentos de um indivíduo, sem exercer influência sobre esse, dentre os quais a complexidade da dieta, os hábitos alimentares, a memória do entrevistado, a cultura e a situação socioeconômica.2 Nas crianças, apresenta­se como dificuldade adicional a incapacidade de reportar o consumo de alimentos, tornando­se imprescindível a participação dos seus responsáveis.2,4

Para muitas famílias as creches representam a oportunidade das crianças terem suas necessidades alimentares garantidas em um ambiente seguro, uma vez que a alimentação representa uma das grandes responsabilidades dessas instituições.5 As crianças que frequentam creches devem receber, gratuitamente, no mínimo, 30% das suas necessidades diárias de alimentos, como direito instituído por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar,6 favorecendo à elas um desenvolvimento com saúde intelectual e física.5 Dessa forma, a avaliação do consumo alimentar desse grupo de indivíduos representa uma atividade de grande relevância.2,5

As creches são hoje uma realidade na vida de uma grande parcela das crianças brasileiras. A grande procura por estes serviços pode estar relacionada à crescente participação das mulheres no mercado de trabalho,5 o que pode comprometer o tempo dispensado ao cuidado dos filhos.7,8 Conforma­se, assim, um quadro de responsabilização compartilhada entre os meios institucional e o familiar com relação a alimentação infantil,5 numa relação complexa com perspectivas diferentes sobre o desenvolvimento e as suas necessidades, capazes de comprometer o cuidado com a criança.9

Observa­se, deste modo, que as crianças assistidas em creches encontram­se inseridas numa conjuntura de múltiplas influências familiares, sociais e ambientais, relacionadas, determinantes do padrão alimentar.8 Face ao exposto, o objetivo deste trabalho foi levantar evidências sobre o perfil do consumo alimentar de crianças brasileiras assistidas em creches.

Métodos

A revisão da literatura foi realizada a partir de um levantamento bibliográfico nas bases de dados PubMed (National Library of Medicine, Bethesda, MD), LILACS (Literatura Latino­americana e do Caribe em Ciências da Saúde) e SciELO (Scientific Electronic Library Online). Na busca utilizaram­se os termos "food consumption" AND "child day care centers" e seus equivalentes em português e espanhol. No caso das buscas no PubMed, considerando a grande quantidade de registros fora do foco da revisão, o descritor Brazil também foiusado. Os estudos publicados a partir de 1990 foram investigados, aceitando­se aqueles escritos em português, inglês e espanhol. A busca foi realizada em 09/02/2014 por dois revisores de forma independente.

Para o cômputo do total de estudos identificados, foi verificada a duplicação dos mesmos entre as bases de dados, sendo cada artigo contabilizado somente uma vez. A decisão sobre a inclusão dos artigos incluiu duas etapas: i) triagem por meio da leitura dos títulos e resumos, ii) leitura na íntegra. Na fase de triagem, foram eliminados estudos de intervenção, registros tipo livro ou tese, estudos realizados fora do Brasil e artigos de revisão. Na fase de leitura na íntegra, optou­se por incluir estudos que analisaram indicadores de ingestão alimentar de crianças brasileiras assistidas em creches (todos os tipos de creches). Os estudos sem análise de indicadores da ingestão alimentar foram excluídos.

Os estudos incluídos foram caracterizados segundo autor e ano de publicação, objetivos, participantes/ população, faixa etária, tamanho da amostra e perdas, métodos de avaliação dietética utilizados, recomendações nutricionais para o diagnóstico, e principais resultados. Os estudos de delineamento transversal foram avaliados em relação à qualidade metodológica do tamanho da amostra. Entretanto, decidiu­se por não excluir aqueles identificados com problemas, considerando o interesse do presente trabalho nos métodos de avaliação do consumo alimentar utilizados pelos autores.

Resultados

Foram identificados 76 registros nas bases de dados pesquisadas, dos quais 18 estavam duplicados, totalizando 58 registros que foram submetidos à triagem. Após análise dos títulos e resumos, foram excluídos 25 registros que não preenchiam os critérios de seleção. Posteriormente, com a leitura na íntegra dos 33 artigos elegíveis, 12 foram excluídos por não utilizarem indicadores de ingestão alimentar, sendo incluídos, portanto, 21 artigos para sistematização. O fluxo relacionado à identificação e seleção dos estudos encontra­se na Figura 1.

Figura 1 Fluxograma das fases de identificação, triagem e seleção de artigos sobre o consumo de alimentos de crianças brasileiras assistidas em creches. 

A Tabela 1 mostra a distribuição dos estudos quanto aos parâmetros de caracterização adotados. Dos 21 artigos incluídos,10­30 18 apresentam delineamento transversal11­18,21­30 e os outros três são estudos longitudinais.10,19,20 A distribuição geográfica mostra concentração dos estudos na Região Sudeste (n=8).10,11,19­21,24,25,28 Os demais, foram realizados nas Regiões Nordeste (n=5);14,15,22,26,27 Norte (n=3);12,29,30 Sul (n=3)13,16,18 e Centro­Oeste (n=2).17,23 No Sudeste, Rio de Janeiro,10,19,20 São Paulo11,24,25 e Minas Gerais21,28 foram os Estados mais representados. No Nordeste, Pernambuco15,22 e Piauí26,27 concentraram a maioria dos estudos. Os estudos na Região Centro­Oeste e no Norte do país foram desenvolvidos no Distrito Federal e no Amazonas, respectivamente, enquanto no Sul apenas Rio Grande do Sul13,16 foi considerado em mais de um trabalho.

Tabela 1 Características dos artigos sobre o consumo de alimentos de crianças brasileiras assistidas em creches. 

Autor, ano Objetivos Participantes/ População Faixa etária Amostra (perdas) Métodos de avaliação dietética* Recomendações nutricionais para o diagnóstico Principais resultados
Silva et al.,10 2013 Monitorar o estado nutricional Paraty (RJ) (creche pública) 2-4 anos 51 - PDA (três dias nâo consecutivos) - EAR (1997, 2002, 2005, 2007) - Aumento do consumo de energia, carboidratos, proteínas, vitamina A, vitamina C e ferro
(15) - RA - AI (1997, 2002, 2005) - Redução discreta do consumo de cálcio
Longo-Silva et al.,11 2012 Avaliar o consumo energético e a adequação da dieta Sâo Paulo (SP) (creches públicas e filantrópicas) 12-29 meses 236 PDA (três dias) - EAR (2002) - Consumo abaixo das recomendações: energia, lipídios, cálcio e ferro
- AI (1999) - Consumo acima das recomendações: vitaminas A e C, e proteína
- EER (2002)
Tavares et al.,12 2012 Verificar o estado nutricional e o consumo alimentar Manaus (AM) (creches públicas e privadas) 24-72 meses 308 PDA (um dia) - EER (2002) - Crianças das creches públicas com maior consumo de gorduras poli-insaturadas, ácido graxo ômega-6, gordura trans, vitamina C e sódio do que as crianças das creches privadas
- RA (complementar à alimentação da creche) - EAR (2004) - Nos dois tipos de creches, proporção elevada de crianças com consumo de vitaminas A e C, zinco e sódio acima do limite superior
- UL (2004) - Adequação da ingestão de ferro e consumo de proteínas acima das recomendações em todas as crianças
Bernardi et al.,13 2011 Avaliar a ingestão alimentar de micronutrientes no domicílio e na escola Caxias do Sul (RS) (escolas públicas e privadas) 2-6 anos 362 - PDA (três dias, na escola) - EAR (1998, 1999, 2002) Maior ingestão de alimentos contendo ferro, folato e vitamina C na escola, e de cálcio, vitamina A e zinco no domicílio
- RA (três dias, no domicílio, complementar à alimentação da escola) - AI (1998, 1999, 2002)
Figueroa Pedraza et al.,14 2011 Avaliar o estado nutricional relativo ao zinco Campina Grande, Joâo Pessoa e Areia (PB) (creches públicas) 6-72 meses 256 R24h IZCG (2004) Prevalência moderada de inadequação dietética de zinco
(21)
Azevedo et al.,15 2010 Identificar o estado nutricional de vitamina A Recife (PE) (creches públicas) 2-5 anos 344 - PDA EAR (2001) Consumo de vitamina A acima das recomendações para a maioria das crianças
- R24h
Bernardi, et al.,16 2010 Estimar o consumo de energia e de macronutrientes no domicílio e na escola e pesquisar diferenças entre escolas públicas e particulares Caxias do Sul (RS) (escolas públicas e privadas) 2-6 anos 365 - PDA (na escola)   - As crianças consumiram maior quantidade de alimentos contendo energia, lipídios e proteínas no domicílio
(3) - RA (no domicílio, complementar à alimentação da escola) - Apenas o consumo de carboidratos foi levemente superior no ambiente escolar em relação ao domiciliar
- Consumo de carboidratos similar entre as escolas públicas e privadas
Gomes et al.,17 2010 Avaliar o consumo alimentar Distrito Federal (creches filantrópicas) 4-82 meses 877 - PDA (três dias) DRI (2000) - Para todas as crianças com até 12 meses de idade, o consumo das vitaminas B6 e B12, proteína e zinco superou o valor de referência
(199) - R24h (três dias) - Distribuição percentual de lipídios abaixo do limite inferior para todas as crianças
- Acima dos 13 meses, quase a totalidade (93,2-100%) das crianças apresentou o consumo usual acima das recomendações para proteína, carboidratos, vitaminas B1, B2, B6, B12, C, ferro e zinco
Alves et al.,18 2008 Avaliar a antropometria e o consumo alimentar Umuarama (PR) (creches filantrópicas) 4-6 anos 54 PDA - EAR (1999, 2002) - Consumo acima das recomendações: proteína, sódio
- AI (1999) - Consumo abaixo das recomendações: energia, lipídios, carboidratos, fibras, cálcio, ferro
- EER (1997)
Barbosa et al.,19 2007 Comparar a adequação aparente da ingestão individual de nutrientes no ato da matrícula e após seis meses Ilha de Paquetá (RJ) (creches filantrópicas) 2-3 anos 35 - PDA (dois dias) - EAR (2000, 2001, 2002) - No ato da matrícula: consumo energético maior do que a necessidade média estimada
- RA (dois dias) - AI (1999) - Após seis meses: consumo energético dentro da normalidade; melhora no consumo médio de ferro, vitamina C e de fibras
- HD - EER (2002)
Barbosa et al.,20 2006 Avaliar o consumo alimentar no ato da matrícula e após seis meses Ilha de Paquetá (RJ) (creches filantrópicas) 2-3 anos 20 - PDA (dois dias nâo consecutivos) PAINA - As crianças nâo atingiram as recomendações dos grupos do leite, legumes, frutas e cereais em nenhum dos dois períodos
- RA (dois dias nâo consecutivos) - Após seis meses: aumento do percentual de crianças que atingiram a recomendação para os grupos da carne, gorduras e frutas; melhora do índice de Alimentação Saudável
- HD
Castro et al.,21 2005 Analisar o consumo alimentar, o ambiente socioeconômico e o estado nutricional Viçosa (MG) 24-72 meses 87 - PDA (três dias) - EAR (2000, 2001, 2002) - Consumo acima da necessidade média estimada: proteína
- R24h (três dias) - AI (1999) - Consumo abaixo da necessidade média estimada: vitamina A, vitamina C, ferro
- QFCA - EER (2002) - Prevalência de baixa ingestão energética: 75,7%
- Prevalência de ingestão de cálcio abaixo do valor da ingestão adequada: 92,8%
- Grupos de alimentos mais consumidos: cereais e massas, leguminosas, leite e derivados, doces e gorduras
- Grupo de alimentos menos consumidos: frutas, hortaliças, raízes e tubérculo
Fernandes et al.,22 2005 Estimar a prevalência da deficiência de vitamina A com indicadores bioquímicos e dietéticos Recife (PE) (creches públicas) 6-59 meses 240 - PDA (um dia) EAR (2001) - Prevalência de ingestão de vitamina A abaixo da adequação de 100%: 22,1%
(11) - Consumo mediano de vitamina A inferior nas crianças entre 12 e 48 meses de idade
- R24h - Os alimentos que mais contribuíram para o consumo da vitamina A foram os de origem animal
Tuma et al.,23 2005 Elaborar um perfil nutricional Brasília (DF) 7-71 meses 263 - PDA - - Alto consumo de produtos lácteos, arroz/macarrâo, feijão, açúcar, pâes e margarina
- Baixo consumo de peixes, vísceras, sucos/chás e leite materno
- R24h - Menor consumo de energia, proteína, cálcio, ferro e vitamina C nas crianças entre 7 e 23 meses de idade
- QFCA - Consumo acima das recomendações: proteína, vitamina C
Spinelli et al.,24 2003 Verificar o consumo alimentar e a adequação de nutrientes Sâo Paulo (SP) 6-18 meses 106 PDA - QMS (1985) - Consumo abaixo das recomendações: ferro, fibras, energia
- DRI (1997) - Consumo razoável segundo as recomendações: vitamina A
- AAP (1993) - Consumo regular: alimentos açucarados - Consumo baixo: frutas e verduras
Holland e Szarfarc,25 2003 Descrever a oferta, a ingestão e a adequação de consumo das refeições oferecidas nas creches e nos domicílios Sâo Paulo (SP) (creches construídas e equipadas pelo município e de administração indireta) 3-4 anos 82 - PDA - - Grupo de alimentos menos consumidos: frutas, verduras e legumes
- Alimentos mais consumidos no jantar: arroz e feijão, complementado principalmente com frango ou carne bovina (ovos, salsichas e peixe foram menos freqüentes)
- Consumo de leite: 56% das crianças - Prevalência de baixa ingestão energética (ou risco): 47,6%
- Prevalência de alta ingestão energética (ou risco): 8,5%
- R24h (um dia, complementar à alimentação da creche)
Araújo et al.,26 2001 Avaliar a adequação de vitamina A nas refeições oferecidas em creches e identificar os principais alimentos fontes da vitamina A consumidos pelas crianças na creche e no domicílio Teresina creches(PI) (creches públicas) 2-7 anos 462 - PDA - IVACG (1989) - Maior inadequação dietética de vitamina A nas crianças de maior idade (7 anos)
(92) - Baixa frequência de consumo de vegetais fontes de vitamina A
- QFCA (de vitamina A) - SBAN (1990)
Cruz et al.,27 2001 Conhecer e avaliar o valor nutricional dos alimentos e refeições servidos em creches Teresina (PI) ( públicas) 2-6 anos 390 PDA (cinco dias) SBAN (1990) - Consumo médio de energia, ferro, cálcio e vitamina A abaixo das recomendações nas crianças em período integral nas creches
- Consumo médio de energia, vitamina A e vitamina C abaixo das recomendações nas crianças em período parcial nas creches
- Consumo médio de energia com tendência de aumento segundo a idade da criança
- Consumo médio de proteína superior aos valores recomendados
- Alimentos mais consumidos: alguns tipos de frutas (banana, laranja, melancia e maracujá), sucos industrializados, tubérculos, abóbora, chuchu e beterraba, caldo de feijão, frango, carne bovina, carne enlatada, cereais e leite
- Raro consumo de frutas fontes de vitaminas A e C
- Ausência de vegetais folhosos, soja, peixe, fígado e miúdos na alimentação
Magalhães et al., 200128 Avaliar a prevalência de anemia e de deficiência de vitamina A Viçosa (MG) (creches públicas) 3-6 anos 135 PDA RDA(1989) - Dietas adequadas em relação à vitamina A em 77% do valor recomendado
- Ferro biodisponível adequado para crianças entre 1 e 3 anos de idade
Yuyama et al.,29 1999 Determinar os constituintes nutricionais e a adequação da alimentação Manaus (AM) (creche filantrópica) 1-6 anos NR AQA RDA(1989) - Alimentos mais consumidos: feijão, leite com café, chá/sucos/refrigerantes, arroz
- Consumo acima das recomendações: sódio, cobre
- Consumo abaixo das recomendações: potássio, energia, ferro e zinco
Nagahama et al.,30 1990 Avaliar o estado nutricional Manaus (AM) (creche do SESI) 4-6 anos 250 - PDA FAO/OMS (1974) - Consumo acima das recomendações: proteína
(125) - Consumo abaixo das recomendações: energia, lipídios, carboidrato, cálcio, ferro, vitamina BI, vitamina B2, niacina, vitamina C
-  R24h - Consumo adequado às recomendações: vitamina A, fósforo

PDA: Pesagem direta de alimentos; RA: Registro alimentar; R24h: Recordatório de 24 horas; HD: História dietética; QFCA: Questionário de frequência de consumo alimentar; AQA: Análise química de alimentos; EAR: Estimated Average Requirement; AI: Adequate Intake; EER: Estimated Energy Requirement; UL: Upper Limit; IZCG: International Zinc Consultative Group; DRI: Dietary Reference Intakes; PAINA: Pirâmide alimentar infantil norte-americana; OMS: Organização Mundial da Saúde; AAP: American Academy of Pediatrics; IVACG: Internatiosnal Vitamin A Consultive Group; SBAN: Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição; RDA: Recommended Dietary Allowances; FAO/OMS: Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação/Organização Mundial da Saúde; - Não relatado;

*Para o caso de pesagem direta dos alimentos e recordatório de 24 horas, a quantidade de dias de aplicação é somente relatada quando a informação disponível no artigo.

Observações: Todos os estudos de delineamento transversal, a exceto Silva et al.,10 Barbosa et al.19 e Barbosa et al.,20 de delineamento longitudinal.

A faixa etária das crianças apresentou comporta­mento heterogêneo. Considerando a idade em anos completos, observa­se que quase todos os estudos (n=20) envolveu crianças de até seis anos de idade10­25,27­30 e que sete deles incluíram crianças menores de dois anos.11,14,17,22­24,29 O tipo de instituição foi diverso, tendo sido realizados, por exemplo, sete estudos em creches públicas10,14,15,22,26­28 e seis em instituições filantrópicas ou administradas por entidades não governamentais.17­20,25,29 Em três estudos21,23,24 não foi informado o tipo de instituição.

O tamanho da amostra variou, incluindo menos de 100 crianças (n=6);10,18­20,21,25 de 100 a 300 crianças (n=7)11,14,22­24,28,30 e acima de 300 crianças (n=7).12,13,15­17,26,27 Perdas amostrais expressivas foram reportadas nos estudos de Araújo et al.26 e de Nagahama et al.30 Os estudos de menor tamanho amostral foram os de desenho longitudinal.10,19,20 O realizado por Yuyama et al.29 não referiu o tamanho da amostra. A avaliação da qualidade metodológica do tamanho da amostra dos estudos de delineamento transversal indicou problemas em cinco deles.18,21,24,25,30

Somente dois estudos14,29 não utilizaram a pesagem direta dos alimentos como método de avaliação dietética. Entre os pesquisadores que relataram a quantidade de dias para a pesagem direta dos alimentos, vê­se que o procedimento foi realizado três vezes em seis estudos,10,11,13,17,21,23 duas vezes em dois estudos19,20 e cinco vezes em um estudo.27 O recordatório de 24 horas foi utilizado em oito estudos,14,15,17,21­23,25,30 o registro alimentar em seis,10,12,13,16,19,20 o questionário de frequência alimentar em três21,23,26 e a história dietética em dois.19,20

Para a avaliação da adequação da ingestão dietética, observa­se que os pesquisadores usaram recomendações internacionais e nacionais, incluindo as recomendações da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura/Organização Mundial da Saúde (FAO/OMS) de 1974,31 as recomendações para energia e proteínas da OMS de 1985,32 as Necessidades Médias Estimadas de 198933 e as recomendações da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição de 1990.34 As Dietary Reference Intakes (DRI)35 foram utilizadas em vários estudos, incluindo os valores de Estimated Average Requirement (EAR) e de Adequate Intake (AI), referenciados pelo Food and Nutrition Board do Institute of Medicine.36­39 Os parâmetros das DRI publicadas no ano de 199740 também foram usados. Considerando os estudos que divulgaram resultados sobre o consumo por grupos de alimentos, o leite e seus derivados21,23,25,27 e os alimentos açucarados,21,23,29 foram citados como os de maior consumo em vários destes. Vegetais folhosos, legumes e frutas foram reportados como alimentos de consumo insatisfatório em cinco dos manuscritos.20,21,24,25,27 A mesma situação foi reportada em três trabalhos23,25,27 para peixes, fígado e miúdos. Nenhum dos estudos citados representou a Região Sul do país, bem como, somente para o grupo do leite (consumo satisfatório) e das verduras/frutas/legumes (consumo insatisfatório), verifica­se a citação de no mínimo dois estudos de uma mesma Região (Sudeste). Fernandes et al.22 e Araújo et al.,26 no Nordeste, investigando a ingestão dietética de vitamina A, relataram menor consumo de vegetais fontes desta vitamina em detrimento dos alimentos de origem animal.

Nos estudos que divulgaram resultados sobre a ingestão dietética de nutrientes e energia, os nutrientes mais frequentemente citados como de "consumo acima das recomendações" foram a proteína11,12,17,18,21,24 e o sódio.12,18,29 O ferro11,21,24,29,30 e a energia,11,21,24,25,30 por sua vez, tiveram a maior quantidade de reportes como de "consumo abaixo das recomendações". Nesses estudos, considerando aqueles que analisaram a adequação de nutrientes, os valores oscilaram de 106,7%18 a 189,6%24 para a proteína; 167,6%18 a 512,0%29 para o sódio; 38,4%24 a 81,7%11 para o ferro e 36,5%30 a 58,9%24 para a energia (dados não disponíveis em tabela). Nenhum dos estudos elencados representou a Região Nordeste do país; foram encontrados, no mínimo, dois estudos com a citação da mesma Região: para proteína (acima das recomendações) no Sudeste; sódio (acima das recomendações) no Norte; ferro (abaixo das recomendações) no Sudeste e no Norte, e energia (abaixo das recomendações) no Sudeste.

Dos estudos que enfocaram a vitamina A,15,22,26,27 dois,22,26 no Nordeste, revelaram um menor consumo dietético nas crianças de maior faixa etária e um15 relatou consumo acima das recomendações para a maioria das crianças. Para o micronutriente zinco, relatou-se prevalência moderada de inadequação dietética.14

Discussão

Apesar de os resultados encontrados mostrarem que existe uma escassez de estudos sobre o consumo de alimentos em crianças brasileiras assistidas em creches, estando estes ainda concentrados geograficamente na Região Sudeste do país e com dispersão associada ao tempo (21 estudos no período de 1990 a 2013), as semelhanças metodológicas garantem a comparabilidade dos mesmos. Até o momento não existem artigos publicados sistematizando o conhecimento sobre o perfil relacionado ao consumo de alimentos desse grupo, servindo o presente artigo para apresentação, atualização e sistematização.

A escassez de estudos relacionados ao consumo de alimentos de crianças foi constatada em outras revisões.4,41 Este fato pode estar associado, além da complexidade própria de tal avaliação,2 como já mencionado, às dificuldades para estabelecer associações entre a dieta e a ocorrência de doenças, que podem gerar vieses nas análises. Esses fatores exigem uma coleta de dados criteriosa e o uso de técnicas estatísticas apropriadas que possibilitem aproximar as informações relatadas pelos entrevistados com a real ingestão de nutrientes e de energia.3

A concentração da produção científica no Sudeste do Brasil vem sendo apontada por outros estudos de revisão sobre temas da área de saúde.42,43 É, portanto, necessário desenvolver uma maior quantidade de estudos que representem as desigualdades socioespaciais da população brasileira e as influências geradas pelos alimentos típicos e pela cultura alimentar das diferentes regiões do Brasil.

Segundo a literatura, dentre os principais vieses presentes nos estudos sobre consumo alimentar encontram­se aqueles inerentes ao tamanho amostrale ao processo de amostragem.3,4 O aumento da amostra é necessário quando a variação interindividual, que varia para cada nutriente e depende da heterogeneidade da população, é grande. Ainda, considera­se que a obtenção de informações de um maior número de dias é uma alternativa para a obtenção de dados mais confiáveis nos casos de estudos com quantidade de indivíduos insuficientes.4 Assim, o tamanho de amostra inapropriado dos trabalhos que foram identificados com problemas nesse quesito18,21,24,25,30 compromete a generalização dos seus resultados, sobretudo naqueles em que o consumo de alimentos foi verificado exclusi­vamente em um dia.18,24,25,30

Em relação aos métodos de avaliação dietética usados pelos pesquisadores, destaca­se o uso preferencial da pesagem dos alimentos ingeridos. Este tem sido considerado o método mais exato para determinar a ingestão de alimentos,2 aspecto positivo não somente do ponto de vista metodológico assim como por tornar comparáveis os resultados dos estudos. Fica posto, então, que o uso da pesagem dos alimentos é factível no contexto das creches, devendo haver uma menor valorização das limitações que lhe são atribuídas, como ser demorado, oneroso e invasivo.2

O recordatório de 24 horas e o registro alimentar também foram métodos usados por vários pesquisadores, enquanto o questionário de frequência alimentar foi pouco utilizado. Considerando que, similarmente ao método de pesagem de alimentos, o recordatório de 24 horas e o registro alimentar avaliam a ingestão atual/ingestão média de alimentos e/ou nutrientes, e que a frequência alimentar descreve os padrões alimentares,2,3,44 sugere­se uma lacuna no conhecimento sobre os hábitos alimentares das crianças assistidas em creches. Ainda não existe no Brasil nenhum questionário de frequência de consumo de alimentos validado para crianças menores de cinco anos,45 explicando esse resultado e indicando a necessidade de investimentos nesse sentido.

Para a avaliação da adequação da ingestão de nutrientes, observa­se a apropriação de valores de referência com a evolução dos métodos. Nos estudos mais antigos sobressai o uso das recomendações das décadas de 1970 e 1980, e das DRI naqueles mais recentes. Nesse sentido, é necessário ressaltar que a utilização dos valores de referências das DRI constitui a recomendação atual na avaliação de dietas e interpretação dos inquéritos alimentares, tendo na análise da EAR o parâmetro mais indicado para expressar a prevalência de inadequação da ingestão alimentar.

Saliente­se que o uso da Recommended Dietary Allowance (RDA) – ingestão dietética recomendada ­ não é recomendado na avaliação do consumo alimentar de grupos, pois pode resultar na superestimação da ingestão dietética.4,46 A aplicação das recomendações das DRI para a população brasileira deve ponderar os dados de ingestão dietética com o seu erro associado, pois as mesmas foram estabelecidas para as populações dos Estados Unidos e do Canadá.46

Com relação aos resultados dos estudos revisados, o presente trabalho conseguiu sistematizar o consumo deficitário de legumes, frutas e vegetais. Esse consumo deficiente de alimentos ricos em nutrientes pode ser sugerido ao menos para as Regiões Sudeste (considerando os estudos com base no consumo por grupos de alimentos) e Nordeste (considerando os estudos com base na ingestão dietética de vitamina A). Situação similar apresenta­se com relação à ingestão acima das recomendações para a proteína, marcadamente no Sudeste, e o sódio, no Norte.

Estes achados estão em sintonia com o perfil nacional, que indica modificações no padrão alimentar com aumento no consumo de alimentos industrializados e redução do consumo de frutas, legumes e verduras.47 Este perfil pode contribuir para o desenvolvimento de obesidade, com repercussões na saúde das crianças e maior risco de doenças crônicas não transmissíveis na vida adulta, o que sinaliza a necessidade de promover a alimentação saudável, com o envolvimento da família, de órgãos governamentais e dos meios de comunicação.48 Nesse contexto, o Programa Nacional de Alimentação Escolar é essencial para o cumprimento das normas do Programa.49,50

Os resultados deste estudo reforçam a carênciade inquéritos alimentares, especificamente no que se refere a vitaminas e minerais, apontada anteriormente,51 limitando a adoção de medidas preventivas considerando os indicadores dietéticos como primeira referência do risco de deficiências nutricionais.2 Os indícios de ingestão dietética deficitária em ferro nas Regiões Sudeste e Norte do país, encontrados, são comparáveis aos reportados em estudo de base populacional com crianças pernambucanas menores de cinco anos.51

Conclui­se, a partir dos achados desta revisão: i) a escassez de pesquisas e dispersão espaço-temporal com concentração na Região Sudeste; ii) o uso preferencial da pesagem direta de alimentos e a incorporação dos valores de referência das DRI como métodos de avaliação; iii) o consumo deficitário de legumes, frutas e vegetais, ao menos nas Regiões Sudeste e Nordeste; iv) a escassez de resultados sobre a adequação dietética de vitaminas e minerais com indícios de dietas deficitárias em ferro, ao menos nas Regiões Sudeste e Norte; v) sinais de consumo acima das recomendações de proteína na Região Sudeste e de sódio na Região Norte; vi) a restrição dos resultados à ingestão média devido à insuficiência do uso de métodos apropriados ao estabelecimento de padrões alimentares.

São necessários, portanto, investimentos em pesquisa, visando o desenho e validação de instrumentos e questionários de frequência de consumo de alimentos, por exemplo, que tornem possível traçar os hábitos alimentares e a adequação dietética de micronutrientes de crianças. Ainda, considerando a concentração da produção científica na Região Sudeste do país, há necessidade de pesquisas direcionadas a melhorar o conhecimento sobre o consumo de alimentos das crianças brasileiras assistidas em creches. Tais recomendações são importantes, inclusive, para análises referentes à execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar.

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Received: August 28, 2014; Revised: December 29, 2014; Accepted: January 05, 2015

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