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Neotropical Entomology

Print version ISSN 1519-566XOn-line version ISSN 1678-8052

Neotrop. Entomol. vol.34 no.3 Londrina May/June 2005

http://dx.doi.org/10.1590/S1519-566X2005000300016 

CROP PROTECTION

 

Artrópodes-praga e predadores (Arthropoda) associados à cultura da mangueira no Vale do São Francisco, nordeste do Brasil

 

Arthropods-pest and predators associated with mango trees at the Vale do São Francisco, Northestern Brazil

 

 

Flávia R. BarbosaI; Manoel E. de C. GonçalvesII; Wellington A. MoreiraI; José A. de AlencarI; Eduardo A. de SouzaIII; Cherre S.B. da SilvaIII; Adriano de M. SouzaIV; Ismênia da G. MirandaIV

IEmbrapa Semi-Árido, C. postal 23, 56302-970, Petrolina, PE, flavia@cpatsa.embrapa.br
IIUniv. Federal do Ceará./CCA, C. postal 12168, 60356-001, Fortaleza, CE, manoeleneas@zipmail.com.br
IIIEstagiário Embrapa Semi-Árido
IVVALEXPORT, C. postal 120, 56300-000, Petrolina, PE, monitora@valexport.com.br

 

 


RESUMO

Com o objetivo de identificar e estudar a ocorrência das pragas da mangueira e de predadores no Vale do São Francisco, realizaram-se prospecções em oito plantios comerciais, da cultivar Tommy Atkins, de fevereiro de 2000 a janeiro de 2002. Em cada plantio, foram feitas coletas de moscas-das-frutas utilizando-se armadilhas McPhail e Jackson; a ocorrência de outras pragas e predadores foi estimada em amostras de ramos, folhas, inflorescências e frutos. Os artrópodes-praga, em ordem decrescente de ocorrência, foram: Aceria mangiferae (Sayed) (Acari: Eriophyidae) - 87,0%; Pseudaonidia tribitiformis (Green) (Hemiptera: Diaspididae) - 70.1%; Ceratitis capitata Wied. (Diptera: Tephritidae) - 66,1%; Erosomyia mangiferae Felt (Diptera: Cecidomyiidae) - 64,6%; Pleuroprucha asthenaria Walker (Lepidoptera: Geometridae) - 42,9%; Polyphagotarsonemus latus (Banks) (Acari: Tarsonemidae) - 39,3%; Anastrepha spp. (Diptera: Tephritidae) - 33,0%; Selenothrips rubrocinctus (Giard) (Thysanoptera: Thripidae) - 26,4%; Oligonychus sp. (Acari: Tetranychidae) - 16, 6%; Frankliniella schultzei (Trybom) (Thysanoptera: Thripidae) - 13,1%; mirídeo não identificado - 9,1% e pulgões [Aphis craccivora Koch; Toxoptera aurantii (Boyer de Fonscolombe), A. gossypii Glover) (Hemiptera: Aphididae)] - 7,2%. Os predadores foram: Euseius concordis (Chant) e E. citrifolius (Denmark & Muma) (Acari: Phytoseiidae) - 32,7%; Cheletogenes ornatus (Canestrini & Fanzago) (Acari: Cheyletidae) - 32,3%; Rubroscirus sp. (Acari: Cunaxidae) - 17,7%; aranhas não identificadas - 16,6% e (Chrysoperla externa (Hagen) e Ceraeochrysa cubana (Hagen) (Neuroptera: Chrysopidae) - 3,7%.

Palavras-chave: Mangifera indica, controle biológico, inimigo natural


ABSTRACT

In order to identify and evaluate the occurrence of arthropods-pest and predators on mangoes at "Vale do São Francisco", northestern Brazil, studies were carried out in eight commercial plantations of the cv. Tommy Atkins, from February 2000 to January 2002. In each area, fruit flies were collected using McPhail and Jackson traps; other pests and predators were evaluated on samples of branches, panicles and fruits. The arthropods-pest occurrence in decreasing order were: Aceria mangiferae (Sayed) (Acari: Eriophyidae) - 87.0%; Pseudaonidia tribitiformis (Green) (Hemiptera: Diaspididae) - 70.1%; Ceratitis capitata Wied. (Diptera: Tephritidae) - 66.1%; Erosomyia mangiferae Felt (Diptera: Cecidomyiidae) - 64.6%; Pleuroprucha asthenaria Walker (Lepidoptera: Geometridae) - 42.9%; Polyphagotarsonemus latus (Banks) (Acari: Tarsonemidae) - 39.3%; Anastrepha spp. (Diptera: Tephritidae) - 33.0%; Selenothrips rubrocinctus (Giard) (Thysanoptera: Thripidae) - 26.4%; Oligonychus sp. (Acari: Tetranychidae) - 16.6%; Frankliniella schultzei (Trybom) (Thysanoptera: Thripidae) - 13.1%; unidentified mirid - 9.1%, and aphids [Aphis craccivora Koch; Toxoptera aurantii (Boyer de Fonscolombe), A. gossypii Glover (Hemiptera: Aphididae)] - 7.2%. The predators were: Euseius concordis (Chant) and E. citrifolius (Denmark & Muma) (Acari: Phytoseiidae) - 32.7%; Cheletogenes ornatus (Canestrini & Fanzago) (Acari: Cheyletidae) - 32.3%; Rubroscirus sp. (Acari: Cunaxidae) - 17.7%; unidentified arachnids - 16.6%, and Chrysoperla externa (Hagen) and Ceraeochrysa cubana (Hagen) (Neuroptera: Chrysopidae) - 3.7%.

Key words: Mangifera indica, biological control, natural enemy


 

 

O pólo de agricultura irrigada em Petrolina-PE/Juazeiro-BA, localizado no submédio do Vale do Rio São Francisco, destaca-se no cenário nacional como um dos maiores produtores da manga destinada ao mercado internacional, sendo responsável por 90% das exportações brasileiras (Ferracini & Pessoa 2001).

Durante seu desenvolvimento, a mangueira é atacada por diversos insetos e ácaros, que provocam diferentes tipos de danos. Na literatura, 260 espécies de insetos e ácaros têm sido registradas como pragas de maior ou menor importância da mangueira (Peña et al. 1998). No Brasil, com exceção das moscas-das-frutas, cujas espécies mais comuns já se dispõe de importantes conhecimentos (Nascimento et al. 2002), há carência de informações sobre as demais pragas da mangueira, bem como desconhecimento dos inimigos naturais associados às pragas, informações indispensáveis à racionalização do controle.

Para assegurar a produção agrícola sustentável e competitiva, é necessário que os produtores de manga utilizem as técnicas de Produção Integrada de Frutas (PIF), obedecendo aos padrões reconhecidos e exigidos pelos mercados importadores. A PIF representa um conjunto de técnicas voltadas à produção de frutas de alta qualidade, especialmente no que se refere à obtenção de frutos livres de resíduos de agroquímicos, e proporciona menor impacto ambiental no sistema de produção (Titi et al. 1995). De acordo com Lopes et al. (2002), o Manejo Integrado de Pragas (MIP) e Doenças representa 80% da estratégia de implantação desse sistema de produção agrícola. A partir de 1999, a Embrapa Semi-Árido iniciou pesquisas com a cultura da mangueira, no Vale do São Francisco, objetivando a implantação da PIF. A meta inicial foi o estudo das pragas e inimigos naturais presentes, pré-requisitos indispensáveis para implementação do MIP. O presente trabalho teve por objetivo identificar e estudar a ocorrência das pragas da mangueira e de seus predadores, em plantios irrigados.

 

Material e Métodos

No período de fevereiro de 2000 a janeiro de 2002, foram realizadas coletas de pragas e inimigos naturais e observações dos danos das pragas, em plantios comerciais de mangueira, da cultivar Tommy Atkins, no município de Petrolina, PE.

Visando a conhecer a ocorrência das moscas-das-frutas em três plantios comerciais, foram instaladas armadilhas contendo proteína hidrolisada a 7% (McPhail) ou o paraferomônio trimedilure (Jackson), de acordo com o recomendado para o monitoramento dessas pragas (Nascimento et al. 2002). As coletas das moscas foram realizadas semanalmente e a cada 15 dias, respectivamente, para as armadilhas McPhail e Jackson. A identificação e contagem do material coletado foram feitas no laboratório de Entomologia da Embrapa Semi-Árido. Após a identificação e a quantificação das moscas-das-frutas, efetuou-se o cálculo do número de moscas capturadas por armadilha/dia (MAD), pela fórmula:

Onde:

M = quantidade de moscas capturadas;

A = número de armadilhas do pomar, e

D = número de dias de exposição da armadilha.

Para os outros artrópodes-praga e artrópodes-predadores, as amostragens foram feitas a cada dez dias, em sete plantios comerciais, tomando-se ao acaso cinco plantas, as quais foram subdivididas em quadrantes. Dependendo do estádio fenológico, foram coletados oito folhas ou ramos (dois em cada quadrante) e panículas e/ou frutos (um por quadrante), de cada planta (Barbosa et al. 2000). O material coletado foi acondicionado em sacos de papel no interior de sacos plásticos e transportado em caixas de isopor para o laboratório da Embrapa Semi-Árido, onde se realizou a separação, identificação e contagem das pragas e predadores, sob microscópio estereoscópico.

Exemplares não identificados de insetos e ácaros foram enviados a especialistas para identificação. Para isso, alguns insetos foram alfinetados e conservados a seco; os pulgões foram mantidos em álcool 95%, os ácaros foram montados em lâminas permanentes em Hoyer e os tripes foram conservados em meio AGA (Monteiro et al. 2001).

O cálculo da percentagem de ocorrência das pragas e inimigos naturais nas propriedades se fez pela fórmula: O = (número de plantas ou armadilhas contendo a espécie/número total de plantas ou armadilhas amostradas) x 100. Para os cálculos das percentagens de ocorrência de Ceratitis capitata Wied. e Anastrepha spp. utilizaram-se, respectivamente, os dados das armadilhas Jackson e McPhail.

 

Resultados e Discussão

Os artrópodes-praga, em ordem decrescente de ocorrência, foram: Aceria mangiferae (Sayed) (87,0%), Pseudaonidia tribitiformis (Green) (70,1%), C. capitata (66,1%), Erosomyia mangiferae Felt (64,6%), Pleuroprucha asthenaria Walker (42,9%), Polyphagotarsonemus latus (Banks) (39,3%), Anastrepha spp. (33,0%), Selenothrips rubrocinctus (Giard) (26,4%), Oligonychus sp. (16,6%), Frankliniella schultzei (Trybom) (13,1%), mirídeo não identificado (9,1%) e os pulgões [Aphis craccivora Koch; A. gossypii Glover, Toxoptera aurantii (Boyer de Fonscolombe)] (7,2%) (Tabela 1).

 

 

No Vale do São Francisco, alguns dos insetos e ácaros observados neste estudo, podem causar danos consideráveis à cultura da mangueira, maiores até que os das moscas-das-frutas. Contudo, C. capitata e Anastrepha spp., merecem destaque não só pelos danos diretos que causam à produção, como, também, pelas barreiras quarentenárias impostas pelos países importadores da fruta in natura (Nascimento et al. 2002). A. mangiferae por ser vetor do fungo Fusarium subglutinans, agente etiológico da malformação da mangueira, que é séria doença no Vale do São Francisco, provocando drástica redução na produção (Santos Filho et al. 2002). Em conseqüência do ataque de E. mangiferae ao eixo da inflorescência da mangueira, pode haver perda total da panícula floral, podendo ainda o inseto danificar folhas, brotações e provocar a queda de frutos. S. rubrocinctus e F. schultzei atacam folhas e inflorescências. Em grandes infestações de S. rubrocinctus, também os frutos são danificados (Barbosa et al. 2000). As lagartas de P. asthenaria alimentam-se de pétalas e ovários de flores, resultando o ataque no secamento parcial ou total da inflorescência. Entretanto, os maiores danos são causados aos frutos que podem apresentar o pedúnculo ou a superfície da epiderme danificada pelas larvas, ocorrendo queda ou amadurecimento precoce (Peña et al. 1998). Os pulgões (A. craccivora, A. gossypii, T. aurantii), a cochonilha P. tribitiformis e o mirídeo não identificado, embora presentes nos plantios observados, não causam danos significativos à mangueira.

O controle das moscas-das-frutas é recomendado quando o MAD for maior ou igual a 1 (Barbosa et al. 2000). Nos pomares monitorados neste estudo, o MAD médio observado para Anastrepha spp. e C. capitata foi, respectivamente, 0,20 e 0,36, não sendo atingido o nível de controle. Baixas densidades populacionais de moscas-das-frutas na região semi-árida brasileira, também têm sido relatadas por Haji et al. (1991) e Nascimento et al. (2002).

Os artrópodes-predadores, em ordem decrescente de ocorrência, foram: os ácaros Euseius concordis (Chant) e E. citrifolius (Denmark & Muma) (32,7%), Cheletogenes ornatus (Canestrini & Fanzago) (32,3%), Rubroscirus sp. (17,7%), aranhas (16,6%) e os crisopídeos (Chrysoperla externa (Hagen) e Ceraeochrysa cubana) (Hagen) (3,7%) (Tabela 1). Nas áreas comerciais amostradas, durante a realização do estudo não houve interferência nos tratos fitossanitários utilizados pelos produtores, o que, provavelmente, explique a pouca diversificação e a baixa percentagem dos predadores.

Ácaros da família Phytoseiidae estão sendo utilizados no controle biológico de ácaros-praga e de tripes, sendo até comercializados para tal finalidade (Moraes 2002). Contudo, a simples constatação desses ácaros nos pomares estudados, não comprova sua atuação como predador, pois, podem também se alimentar de pólen, fungos, excreções açucaradas de insetos e exsudados vegetais. Ácaros da família Cheyletidae, em condições de campo, têm sido associados a cochonilhas e ao ácaro rajado Tetranychus urticae (Koch) (Moraes 2002). A associação de C. ornatus com a cochonilha Pinnaspis aspidistrae (Signoret) em citros, no Submédio São Francisco, na região de Juazeiro-BA, foi relatada por Moraes et al. (1989). Os crisopídeos têm despertado atenção quanto ao seu uso no controle populacional de insetos e ácaros e têm sido relacionados como predadores de ácaros e de insetos como pulgões, cochonilhas, tripes, lepidópteros, dípteros, etc. (Freitas 2002).

Os conhecimentos gerados neste trabalho fornecem subsídios para o desenvolvimento e implementação da Produção Integrada da Mangueira no Vale do São Francisco, pois, a identificação das pragas e inimigos naturais associados à cultura são pré-requisitos básicos para o MIP. Além disso, a observação da ocorrência, bem como dos danos das pragas nos pomares, são importantes informações para o estabelecimento de um sistema de PIF.

 

Agradecimentos

Os autores agradecem a Dr. Carlos H.W. Flechtmann e Dr. Gilberto J. de Moraes, ESALQ/USP, pela identificação dos ácaros; Dra. Renata C. Monteiro, dos tripes; Dra. Rachel G. Ferreira, da Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária (IPA), dos afídeos; Dr. John Brown, do National Museum of Natural History, Washington, de P. asthenaria e Dr. Sérgio de Freitas, FCAV/UNESP, pela identificação dos crisopídeos.

 

Literatura Citada

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Received 13/XI/03. Accepted 14/II/05.

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