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Neotropical Entomology

versão impressa ISSN 1519-566Xversão On-line ISSN 1678-8052

Neotrop. Entomol. v.35 n.4 Londrina jul./ago. 2006

http://dx.doi.org/10.1590/S1519-566X2006000400017 

CROP PROTECTION

 

Dispersão de Acarophenax lacunatus (Cross & Krantz) (Prostigmata: Acarophenacidae) em trigo armazenado, sob condições artificiais

 

Dispersion of Acarophenax lacunatus (Cross & Krantz) (Prostigmata: Acarophenacidae) in stored wheat, under artificial conditions

 

 

Carlos R.F. de OliveiraI; Lêda R.D'A. FaroniII; Raul N.C. GuedesI; Angelo PalliniI; José R. GonçalvesI

IDepto. Biologia Animal, Entomologia, crfoliveira@hotmail.com
IIDepto. Engenharia Agrícola, lfaroni@ufv.br Univ. Federal de Viçosa, 36570-000, Viçosa, MG

 

 


RESUMO

A habilidade de dispersar é fundamental para o êxito de um inimigo natural em situações de armazenamento de grãos. O objetivo deste trabalho foi avaliar a capacidade do ácaro Acarophenax lacunatus (Cross & Krantz) se dispersar e localizar o hospedeiro Rhyzopertha dominica (Fabricius) (Coleoptera: Bostrichidae) em uma massa de grãos. O experimento consistiu na liberação de fêmeas fisogástricas de A. lacunatus na superfície de uma massa de grãos de trigo, no interior de frascos de vidro, os quais continham placas de Petri (5 cm de diâmetro) com 20 adultos de R. dominica, em diferentes profundidades (4, 8, 12, 16 e 20 cm da superfície). As placas de Petri foram cobertas com organza para evitar o escape dos insetos. A dispersão da progênie dessas fêmeas fisogástricas foi avaliada 10, 20 e 30 dias após o início dos experimentos. Os ácaros foram capazes de se dispersar, sendo encontrados em todas as profundidades e em todos os períodos avaliados. Entretanto, o número de A. lacunatus diminuiu à medida que a profundidade aumentou, com altos valores observados nas profundidades iniciais após 20 e 30 dias de armazenamento. É possível que avaliações conduzidas em períodos maiores que 30 dias da liberação do parasita possam demonstrar um aumento no parasitismo em profundidades maiores. Os resultados indicam que A. lacunatus se dispersa ativamente, até 20 cm de profundidade, sem o auxílio de um hospedeiro para a foresia.

Palavras-chave: Ácaro, dispersão, Bostrichidae, grãos armazenados


ABSTRACT

Ability to disperse is fundamental for a successful natural enemy in a stored grain environment. The objective of the present work was to assess whether the mite Acarophenax lacunatus (Cross & Krantz) disperses in a grain mass to locate its host Rhyzopertha dominica (Fabricius) (Coleoptera: Bostrichidae). The experiment was based on the release of physogastric females of A. lacunatus on the surface of glass containers containing Petri dishes with 20 adults of R. dominica at different depths (4, 8, 12, 16 and 20 cm). The Petri dishes were covered with voil to prevent insect escape. Dispersion of the progeny of these physogastric females was assessed 10, 20 and 30 days after the beginning of the experiment. The mites were able to disperse and they were observed at every depth and at every period of assessment. Nonetheless, the number of A. lacunatus decreased with the increasing depth, with highest values observed at the lowest depths after 20 and 30 days of storage. It is possible that evaluations conducted in periods longer than 30 days of the parasite release could demonstrate an increase in parasitism at higher depths. The results indicated that A. lacunatus actively disperse for up to 20 cm on its own, without the assistance of its host for phoresy.

Key words: Mite, dispersion, Bostrichidae, stored grain


 

 

A dispersão é um importante processo para muitas espécies de ácaros que permite a expansão de suas populações, a colonização de áreas diferentes e a fuga de inimigos naturais. Em geral, adaptações estruturais, fisiológicas e comportamentais associadas ao mecanismo da dispersão são comuns e variadas em ácaros (Binns 1982). Os principais métodos de dispersão em ácaros ocorrem através de correntes de ar ou pela utilização de outros animais como meio de transporte (dispersão passiva), embora o deslocamento (dispersão ativa) também seja um meio de dispersão por curtas distâncias (Evans 1992).

O ácaro Acarophenax lacunatus (Cross & Krantz) parasita ovos de coleópteros-praga de produtos armazenados (Faroni et al. 2000, Oliveira et al. 2003a, b) e exibe o processo de fisogastria, comum em outras espécies de ácaros e que consiste no desenvolvimento da progênie no interior do corpo da fêmea (Gerson & Smiley 1990, Evans 1992), a qual emerge sexualmente madura e capaz de parasitar novos hospedeiros (Faroni et al. 2000, 2001).

Outra peculiaridade que A. lacunatus apresenta é o comportamento de foresia (Faroni et al. 2000), que é comumente observado em ácaros de diversas famílias e que consiste no transporte passivo de um organismo por outro com o propósito de dispersão (Clausen 1976, Roff 1991, Steinkraus & Cross 1993). A foresia é o fenômeno no qual um animal (o forético) se fixa à superfície do de outro animal (o carregador), que o transportará para um ambiente favorável ao seu desenvolvimento ou para nova colonização (Farish & Axtell 1971, Evans 1992).

Várias espécies de ácaros que ocorrem em ambientes de armazenamento de grãos e subprodutos são mencionadas como foréticas em insetos-praga (Barker 1993), inclusive predadores como Blattisocius tarsalis (Berlese) e Blattisocius keegani (Fox) (Mesostigmata: Ascidae) (Graham 1970, Hughes 1976). Em relação a ácaros parasitos, Newstead & Duvall (1918) encontraram até 31 indivíduos de Acarophenax tribolii Newstead & Duvall (Protigmata: Acarophenacidae) foréticos em apenas um indivíduo de Tribolium sp. Rack (1959) observou cerca de 150 indivíduos de Paracarophenax dermestidarum Rack (Protigmata: Acarophenacidae) em um único adulto de Dermestes sp. Para o coleóptero Alphitobius diaperinus (Panzer), Steinkraus & Cross (1993) observaram o ácaro Acarophenax mahunkai Steinkraus & Cross (Protigmata: Acarophenacidae) forético em 32,5% dos insetos estudados. Na família Acarophenacidae é a fêmea adulta quem desempenha a função de dispersão e em alguns membros da família Pyemotidae há duas formas distintas de fêmeas, que diferem em estrutura e comportamento, sendo a que apresenta modificações para a foresia, a responsável pela dispersão. Entretanto, apenas um tipo de fêmea é conhecido em Acarophenacidae (Kaliszewski et al. 1995).

Como não há informações acerca da capacidade de dispersão de A. lacunatus numa massa de grãos, o objetivo do presente trabalho foi avaliar se este ácaro consegue dispersar de maneira ativa (por deslocamento) sem utilizar um inseto (Rhyzopertha dominica Fabricius) como carregador. Tal conhecimento se faz necessário uma vez que a habilidade de um inimigo natural dispersar é um dos critérios importantes para a seleção de agentes de controle biológico em ambientes de armazenamento de grãos (Schöller & Flinn 2000).

 

Material e Métodos

Populações de A. lacunatus foram mantidas em criações contínuas do coleóptero R. dominica, em frascos de vidro com capacidade de 1,7 L, sobre grãos de trigo com umidade em torno de 13% (base úmida). A obtenção de fêmeas fisogástricas de A. lacunatus foi realizada com base em metodologia usada por Faroni et al. (2000). As colônias foram mantidas em câmara climatizada com temperatura de 30 ± 2ºC, umidade relativa de 65 ± 5% e escotofase de 24h.

As unidades experimentais consistiram de frascos de vidro de 3,0 L (30 cm altura x 15 cm de diâmetro) contendo grãos de trigo com umidade em torno de 13% (base úmida). No interior da massa de grãos de cada frasco foi colocada uma placa de Petri (5 cm de diâmetro), contendo 30 g de trigo e 20 adultos de R. dominica (com mesma idade). Essas placas, que também serviram de armadilhas, foram inseridas na massa de grãos a 4, 8, 12, 16 e 20 cm de profundidade em cada frasco (Fig. 1) As tampas foram perfuradas e os orifícios preenchidos por tecido organza, permitindo a respiração e a contenção dos insetos, bem como a passagem de ácaros para seu interior. Em cada frasco, na superfície dos grãos, foi colocada uma placa de Petri, contendo 50 fêmeas fisogástricas de A. lacunatus e a dispersão da progênie foi avaliada 10, 20 e 30 dias após o início dos experimentos, que foram realizados no delineamento inteiramente casualizado, com cinco tratamentos (diferentes profundidades) e quatro repetições. Após o período de 10, 20 e 30 dias, o conteúdo das placas foi passado em peneiras com diferentes aberturas de malha, separando-se insetos, grãos, resíduos de trigo (pó), ácaros e ovos de R. dominica. Os dados obtidos pela análise do material sob microscópio estereoscópico foram submetidos à análise de covariância (SAS Institute 1989) e regressão (Jandel Scientific 1986).

 

Resultados e Discussão

O número de fêmeas fisogástricas de A. lacunatus foi influenciado significativamente pela interação tempo de avaliação x profundidade das armadilhas (Tabela 1). Aos 10 dias, o número de ácaros encontrado em todas as armadilhas foi pequeno (Fig. 2). Pode-se observar uma tendência decrescente do número de ácaros em relação à profundidade, nos períodos de avaliação de 20 e 30 dias. Embora tenham atingido as armadilhas em todas as profundidades avaliadas, menos ácaros foram encontrados a 20 cm da superfície. É possível que avaliações feitas em períodos superiores a 30 dias da liberação de A. lacunatus possam demonstrar um aumento no número de ácaros em profundidades maiores.

 

 

Em relação ao número de ovos não-parasitados de R. dominica, também foi observada diferença significativa para a interação tempo de avaliação x profundidade das armadilhas (Tabela 2). Para o período de 10 dias de armazenamento, em todas as armadilhas, o número de ovos não-parasitados foi baixo, já que praticamente todos os ovos desse coleóptero estavam parasitados. Aos 30 dias houve uma tendência decrescente no número de ovos não-parasitados em relação à profundidade, ao contrário do observado aos 20 dias de avaliação (Fig. 3). O fato de mais ovos não-parasitados de R. dominica terem sido observados nas maiores profundidades e nos períodos de 20 e 30 dias, pode ser explicado pelo menor número de ácaros encontrados nesses locais. Isso reforça a hipótese de períodos mais longos favorecerem a maior dispersão de A. lacunatus uma vez que, nas profundidades próximas à superfície, o parasitismo desse ácaro implicou no menor número de ovos disponíveis (não-parasitados) do coleóptero.

 

 

Para grãos armazenados em pequenas quantidades existem vários estudos sobre a capacidade de penetração de algumas espécies de parasitóides numa massa de grãos (Williams & Floyd 1971, Press & Mullen 1992, Flinn et al. 1996, Sanon et al. 1998), mas para ácaros tais informações são escassas. Flanders & Badgley (1963) comentam que o ácaro B. tarsalis apenas consegue regular a população de Ephestia kuehniella Zeller (Lepidoptera: Pyralidae), em situações onde a profundidade do material não ultrapassa 8 cm. Nielsen (1998), avaliando a capacidade de predação de B. tarsalis, observou que esse ácaro apresenta dificuldades em localizar ovos de E. kuehniella sob uma camada de 1 mm ou mais de farinha. O autor comenta, ainda, que a possibilidade de B. tarsalis penetrar no produto provavelmente depende do tamanho do espaço entre as partículas do material. Em relação a A. lacunatus, provavelmente isso não é um empecilho, uma vez que R. dominica é um inseto broqueador que produz grande quantidade de farinha e, mesmo assim, esse ácaro apresenta alto potencial de parasitismo sobre os ovos desse hospedeiro, como observado por Faroni et al. (2000) e Oliveira et al. (2003a).

No presente estudo, foi demonstrado que A. lacunatus é capaz de se dispersar em uma massa de grãos de trigo, em profundidades de pelo menos 20 cm, sem precisar utilizar um "carregador" e de localizar seu hospedeiro (R. dominica) explorando o ambiente de maneira ativa. Dessa forma, esse ácaro pode colonizar novas áreas ou fugir de locais onde as condições estejam desfavoráveis, apesar de o deslocamento ser limitado, mesmo sem realizar a foresia.

Essas informações são importantes, na medida em que a utilização de um inimigo natural em programas de controle biológico em grãos armazenados pressupõe que o agente apresente, além de um ciclo de vida curto e alto potencial reprodutivo, capacidade de dispersão, inclusive por foresia no caso de ácaros (Lindquist 1983, Bruce 1983). Tais atributos são observados em A. lacunatus e sua habilidade em explorar o ambiente ativamente é mais uma vantagem que deve ser levada em consideração para sua utilização em futuros programas de controle biológico. Entretanto, novos estudos devem ser realizados para avaliar o comportamento de foresia em A. lacunatus e sua capacidade de dispersão sob condições de maior volume de grãos.

 

Agradecimentos

À Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (FAPEMIG) e à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) pelo suporte financeiro.

 

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Received 11/VIII/05.
Accepted 02/I/06.

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