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Neotropical Entomology

Print version ISSN 1519-566XOn-line version ISSN 1678-8052

Neotrop. Entomol. vol.36 no.2 Londrina Mar./Apr. 2007

http://dx.doi.org/10.1590/S1519-566X2007000200017 

ACAROLOGY

 

Ácaros associados à cultura da soja no Rio Grande do Sul

 

Mites associated with soybean crop in Rio Grande do Sul State, Brazil

 

 

Jerson V.C. GuedesI; Denise NaviaII; Antonio C. LofegoIII; Sônia T.B. DequechI

IDepto. Defesa Fitossanitária, Univ. Federal de Santa Maria, 97.105-900, Santa Maria, RS
IIEMBRAPA Recursos Genéticos e Biotecnologia, Parque Estação Biológica, Final W5 Norte, 70770-900, Brasília, DF
IIICentro Universitário do Norte Paulista, Rua Ipiranga 3460, 15020-040, São José do Rio Preto, SP

 

 


RESUMO

Nas últimas safras agrícolas, foram observadas severas infestações de ácaros fitófagos em diversos municípios do Rio Grande do Sul, demandando a utilização de pesticidas para seu controle. Este trabalho teve como objetivo identificar as espécies de ácaros fitófagos e predadores associados à soja em dez municípios daquele estado, nas safras de 2002/03 e 2003/04, em cinco cultivares de soja (A 6001 RG, A 7001 RG, A 8000 RG, A 8100 RG, Anta 82), todas geneticamente modificadas. Em amostras de folhas foram encontradas quatro espécies de ácaros fitófagos (Mononychellus planki (McGregor), Polyphagotarsonemus latus (Banks), Tetranychus desertorum Banks e Tetranychus gigas Pritchard & Baker) e duas espécies de ácaros predadores (Phytoseiulus fragariae Denmark & Schicha e Typhlodromalus aripo De Leon). Tetranychus desertorum foi registrada pela primeira vez, associada à soja, no país. P. fragariae e T. aripo foram registradas pela primeira vez em soja. O potencial dos ácaros fitoseídeos como agentes de controle biológico na cultura da soja foi discutido. Dentre as hipóteses para o crescimento das infestações de culturas de soja com ácaros fitófagos estão a expansão progressiva da área cultivada, os veranicos observados nos últimos anos durante a estação de plantio, as modificações no sistema de cultivo da soja que levaram ao aumento no uso de pesticidas e a utilização de novas cultivares com características morfológicas ou bioquímicas que favorecem o desenvolvimento de populações desses ácaros.

Palavras-chave: Glycine max L., Tetranychoidea, Tarsonemidae, Phytoseiidae


ABSTRACT

During the last growing seasons, high infestations of phytophagous mites were observed in the State of Rio Grande do Sul, Brazil, becoming necessary to apply pesticides for their control. The objective of this study was to identify phytophagous and predatory mite species associated with soybean in ten counties of that state, during the 2002/03 and 2003/04 growing seasons, in five soybean cultivars (A 6001 RG, A 7001 RG, A 8000 RG, A 8100 RG, Anta 82), all genetically modified. In samples of soybean leaves four phytophagous mite species (Mononychellus planki (McGregor), Polyphagotarsonemus latus (Banks), Tetranychus desertorum Banks and Tetranychus gigas Pritchard & Baker) and two predatory mite species (Phytoseiulus fragariae Denmark & Schicha and Typhlodromalus aripo De Leon) were found. T. desertorum was found for the first time associated with soybean in the country. Phytoseiulus fragariae and T. aripo are reported for the first time on soybean. The potential of phytoseid mites as biological control agents in soybean crop was discussed. Among the hypotheses to explain the increasing infestation of soybean fields with phytophagous mites area are the progressively larger cultivated area, the dry spells observed in the last few years in the growing season, changes in soybean cropping system that led to increased use of pesticides and utilization of new soybean cultivars with morphological or biochemicals characteristics that favour the development of these mite populations.

key words: Glycine max L., Tetranychoidea, Tarsonemidae, Phytoseiidae


 

 

A soja, Glycine max L., atualmente é a cultura agrícola mais importante no Brasil, ocupando mais de 20 milhões de ha, sendo cultivada em mais de 20 estados de todas as regiões geográficas brasileiras. O Brasil é o segundo maior produtor e o maior exportador mundial de grãos de soja. A produção, no entanto sofre riscos fitossanitários, como competição de plantas daninhas e ataque de pragas e doenças. Os insetos têm se destacado entre as pragas da cultura da soja (Agrianual 2005). Entretanto, recentemente, a ocorrência de ácaros tem ganhado importância, tanto pelos danos à cultura quanto pela necessidade de uso do controle químico.

A maioria das espécies de ácaros fitófagos que infestam a cultura da soja pertence à família Tetranychidae, sendo relatadas 24 espécies por todo o mundo (Tabela 1). Tetranychus urticae Koch é a espécie mais nociva a essa leguminosa, causando problemas em diferentes países: Egito (Hoda et al. 1986), India (Singh 1988), EUA (Carlson 1969), Hungria (Abraham 2000) e Rússia (Shabalta et al. 1992). Outras espécies de tetraniquídeos são consideradas pragas de soja em áreas geográficas restritas: Tetranychus pacificus McGregor e Tetranychus yusti McGregor nos EUA (Carlson 1969, Jeppson et al. 1975), Tetranychus kanzawai Kishida no Japão e Filipinas (Jeppson et al. 1975) e Tetranychus turkestani no Irã e nos EUA (Danashvar & Abaii 1994).

 

 

No Brasil, as espécies de ácaros fitófagos relatadas em soja são: o ácaro rajado, T. urticae; o ácaro verde, Mononychellus planki (McGregor), o ácaro vermelho, Tetranychus ludeni Zacher, Tetranychus gigas Pritchard & Baker (Tetranychidae) e o ácaro branco, Polyphagotarsonemus latus (Banks) (Tarsonemidae) (Flechtmann 1975, Navia & Flechtmann 2004). As infestações por essas espécies foram consideradas ocasionais, não representando problema para a cultura da soja no país. Distintamente, nas safras agrícolas de 2002/03 e 2003/04 foram observadas severas infestações por ácaros fitófagos em soja cultivada em diferentes municípios do Rio Grande do Sul, demandando a aplicação de acaricidas para seu controle.

Os ácaros predadores representam efetivos agentes de controle biológico de ácaros fitófagos em sistemas agrícolas, especialmente aqueles da família Phytoseiidae (Gerson et al. 2003). Já foram registradas nove espécies de ácaros predadores em soja no mundo (Tabela 1). O controle biológico é um componente a ser considerado no manejo integrado de pragas. Conhecer os ácaros predadores associados às espécies-praga é fundamental quando se pensa na implementação de controle biológico em uma cultura.

Até o momento não havia informações sobre quais espécies de ácaros estão associadas à soja no Rio Grande do Sul, com exceção do registro de T. gigas por Navia & Flechtmann (2004). Esse trabalho teve como objetivo identificar as espécies de ácaros fitófagos e predadores associados à soja em alguns municípios do Rio Grande do Sul nas safras 2002/03 e 2003/04.

 

Material e Métodos

Foram analisadas amostras de folhas, folíolos e pecíolos de plantas de soja infestadas por ácaros coletadas em dez municípios do Rio Grande do Sul (Canguçu, Faxinal do Soturno, Itaara, Manuel Viana, Nova Palma, Palmeira das Missões, Piratini, Restinga Seca, Santa Maria e São Pedro do Sul), em diferentes cultivares de soja (Tabela 2), todas geneticamente modificadas. O material vegetal foi inspecionado no Laboratório de Manejo Integrado de Pragas do Departamento de Defesa Fitossanitária, UFSM, Santa Maria, RS. Todos os ácaros detectados foram preservados em frascos contendo álcool etílico a 70% e enviados para o Setor de Zoologia Agrícola, ESALQ-USP, Piracicaba, SP, onde foram montados em preparações microscópicas em meio de Hoyer (Flechtmann 1975) e identificados ao microscópio com contraste de fase. Os ácaros fitófagos foram identificados pelo Prof. C. H. W. Flechtmann e pela co-autora D. Navia. Os ácaros predadores foram identificados pelo co-autor A. C. Lofego. Os espécimes identificados foram depositados na Coleção de Ácaros do Setor de Zoologia Agrícola, ESALQ-USP, Piracicaba, SP, e na Coleção de Referência de Ácaros do Laboratório de Quarentena Vegetal da Embrapa Cenargen, Brasília, DF.

 

 

Resultados e Discussão

Foram identificadas quatro espécies de ácaros fitófagos: três pertencentes à família Tetranychidae (Tabela 2) (M. planki, Tetranychus desertorum Banks e T gigas) e uma à família Tarsonemidae (P. latus); e duas espécies de ácaros predadores, ambas pertencentes à família Phytoseiidae (Phytoseiulus fragariae Denmark & Schicha e Typhlodromalus aripo De Leon).

M. planki foi descrita em 1950, a partir de espécimes coletados em Porto Rico, também ocorrendo na Argentina, Brasil, Colômbia, Trinidad e Venezuela (Bolland et al. 1998). Trata-se de espécie polífaga, com mais de 50 hospedeiros, incluindo várias leguminosas (Bolland et al. 1998). No Brasil, M. planki já havia sido coletado em Glycine javanica L. (Flechtmann 1968). Todas as fases ativas são de coloração verde intensa, com as pernas amareladas. Os ovos são esverdeados. Em torno da base das setas dorsais desses ácaros observam-se áreas de verde mais escuro (Flechtmann 1975). Esses ácaros não tecem teia. Suas colônias na soja permanecem junto às nervuras, produzindo manchas cloróticas. Seus danos são menos importantes que os causados por outras espécies. Em um aspecto geral, M. planki distingue-se visualmente das demais espécies de tetraniquídeos coletadas em soja devido à coloração esverdeada intensa e ao arqueamento mais pronunciado do dorso.

T. desertorum foi descrita em 1900, a partir de espécimes dos EUA. Apresenta ampla distribuição nas Américas e também ocorre na Austrália, China, e Japão. É registrada sobre 193 hospedeiros (Bolland et al. 1998). As ninfas e fêmeas de T. desertorum apresentam coloração vermelha intensa, enquanto que as larvas e os machos são verde-amarelados. Os ovos recém-postos são amarelados e, posteriormente, tornam-se vermelhos opacos. Esses ácaros tecem apreciável quantidade de teia. As fêmeas medem aproximadamente 0,4 mm de comprimento (Baker & Tuttle 1994). As infestações por T. desertorum em soja causam sintomas semelhantes aos verificados em feijão, com "mosqueamento" na página inferior da folha e manchas cloróticas na página superior. Este é o primeiro registro de T. desertorum infestando soja no Brasil.

T. gigas foi descrita em 1955 a partir de espécimes de algodão do Arizona e do Texas, EUA (Tuttle et al. 1974). Por cerca de 30 anos não foram publicados novos relatos da ocorrência desse ácaro por todo o mundo. Navia & Flechtmann (2004) relataram, pela primeira vez, a presença de T. gigas no Brasil e na América do Sul, e redescreveram a espécie a partir de parátipos do Arizona e do Texas, EUA, e de material dos municípios de Canguçu e Tronqueiras, RS. Pela primeira vez registrou-se a soja (G. max) como hospedeira dessa espécie. As fêmeas apresentam coloração vermelho carmim (Navia & Flechtmann 2004) e medem de 0,4 mm a 0,5 mm de comprimento (Baker & Tuttle 1994). T. gigas é morfologicamente próxima a T. desertorum, diferindo principalmente na morfologia do edeago do macho, que é cerca de duas vezes mais largo que o deste último (Jeppson et al. 1975). As colônias ocorrem predominantemente na face inferior das folhas, as quais apresentam manchas prateadas que ocupam praticamente toda a página inferior da folha.

T. gigas e T. desertorum são espécies simpátricas em soja no Brasil, apresentando características gerais de coloração e tamanho bastante próximas. Dessa maneira, torna-se difícil distinguir as duas espécies com base em características gerais. Em alguns municípios encontrou-se apenas uma única espécie de tetraniquídeo, enquanto que em outros as três espécies foram coletadas conjuntamente (Tabela 2). É possível que os métodos de controle para as distintas espécies de tetraniquídeos sejam diferenciados, sendo necessário o monitoramento das populações nos diferentes municípios para determinação dos métodos mais eficazes para controlar cada espécie.

O ácaro branco, P. latus, foi encontrado nos plantios de soja na região de Santa Maria, RS na safra agrícola 2002/03. As infestações de ácaro branco em soja nas diversas regiões do país são relatadas como ocasionais. O ácaro branco ataca o ponteiro da planta de soja, fazendo com que as folhas não se desenvolvam normalmente, ficando pequenas, e, por vezes, enroladas para baixo. Estes ácaros são extremamente pequenos (cerca de 0,2 mm de comprimento), de coloração branca a amarelada brilhante.

P. fragariae foi descrita em 1983 a partir de exemplares coletados no Estado de São Paulo, sobre Fragaria sp. (Moraes et al. 2004). Este é o primeiro registro de P. fragariae em soja no mundo. Esse fitoseídeo ainda não é utilizado em programas de controle biológico e nem têm sido feitas avaliações sobre seu potencial como predador, porém, dentre as cinco espécies conhecidas do gênero Phytoseiulus, três espécies - P. persimilis Athias-Henriot, P. longipes Evans e P. macropilis (Banks) - estão entre as mais eficientes espécies de ácaros predadores conhecidas. São espécies amplamente empregadas em programas de controle biológico, tendo sido, inclusive, comercializadas por várias empresas em todo mundo (Gerson et al. 2003). P. persimilis tem sido relatada como agente de controle efetivo de ácaros tetraniquídeos em soja nos EUA (Wheatley & Boethel 1992) e no Irã (Daneshvar & Abaii 1994). Portanto, considera-se promissor o potencial de P. fragariae como predador dos tetraniquídeos a ele associados encontrados na soja.

T. aripo é um ácaro predador bastante comum na América Latina, originalmente descrito de Trindade sobre Solanum stramoniifolium Jacq., em 1967, já tendo sido registrado em mais de 20 plantas hospedeiras em vários países centro e sul americanos, incluindo o Brasil, onde foi encontrado nos estados da Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul e São Paulo (Ferla & Moraes 1998, Feres & Moraes 1998, Moraes et al. 1986, Moraes et al. 2000, Moraes et al. 2004, Zacarias & Moraes 2001). T. aripo já tem um comprovado potencial para o controle de ácaros tetraniquideos, uma vez que tem sido utilizada com resultados bastante satisfatórios no controle do ácaro verde da mandioca, Mononychelus tanajoa (Bondar), no continente africano, onde foi introduzida na década passada e estabeleceu-se com sucesso (Gerson et al. 2003). Esse é o primeiro registro de T. aripo em soja.

Várias hipóteses podem ser levantadas quanto às recentes infestações da cultura da soja por ácaros fitófagos nos últimos dois anos no Rio Grande do Sul. Além de fatores climáticos, mudanças nos métodos culturais, com a utilização de novas variedades de soja, ou mesmo características morfológicas e bioquímicas dessas novas variedades, podem estar favorecendo o desenvolvimento das populações desses ácaros.

Apesar de os ácaros tetraniquídeos apresentarem comumente um grande número de hospedeiros, sabe-se que o grau de adaptação à planta hospedeira pode variar significativamente entre hospedeiros ou variedades devido a constituintes nutricionais e tóxicos (Boom et al. 2003). Outros fatores, como a indução de metabólitos secundários, a morfologia da superfície das folhas e a presença de inimigos naturais também apresentam papel importante na aceitação dos hospedeiros pelos ácaros tetraniquídeos, como observado para o ácaro rajado, T. urticae (Boom et al. 2003).

Alguns trabalhos têm sido desenvolvidos avaliando a preferência e não-preferência de T. urticae a diferentes cultivares de soja no Egito (Ali 1999), na Hungria (Rita & Lajos 2001) e nos EUA (Elden 1997 e 1999). Ali (1999) constatou que a resistência de algumas cultivares a T. urticae foi manifestada como resposta comportamental dos ácaros para alguns componentes dos discos foliares que os atraiam ou repeliam. A influência da pubescência de distintos genótipos de soja sobre o desenvolvimento de T. urticae e o sobre os danos provocados pela alimentação dos ácaros mostraram que os genótipos glabros foram menos danificados que os genótipos normais e que os de densa pilosidade (Elden 1997). Seria interessante comparar a preferência, dos ácaros tetraniquídeos infestando soja no Rio Grande do Sul, pelas variedades de soja tradicionalmente cultivadas e as que vêm sendo recentemente cultivadas, visando avaliar se essas últimas são preferidas em relação às demais.

Outras hipóteses que podem ser levantadas relacionam-se às modificações ocorridas no sistema de cultivo da soja nos últimos anos. Dentre essas, três aspectos merecem registro como fatores que podem contribuir para o aumento das populações dos ácaros na soja. A primeira diz respeito à utilização do sistema de controle de plantas daninhas, com cultivares geneticamente modificadas tolerantes a gliphosate, cujas formulações comerciais apresentam adjuvantes com efeitos indiretos sobre ácaros da soja. A segunda é o aumento do uso de inseticidas no controle de insetos-praga na cultura, a maioria dos quais teve impacto sobre ácaros pragas e predadores, possivelmente favorecendo sua ressurgência pela morte de seus inimigos naturais; e também o uso desnecessário de inseticidas nas pulverizações com fungicidas e o herbicida gliphosate. Por fim, com a ocorrência da ferrugem da soja, passou-se a fazer duas a três pulverizações de fungicidas, que podem ter contribuído para a redução de patologias que regulam as populações de ácaros.

Além desses aspectos é importante considerar que as elevadas populações de ácaros em soja também possam estar associadas à ocorrência de veranicos, ou seja, períodos de seca, durante a estação de crescimento da cultura, em anos sucessivos. Essas estiagens têm sido comuns no Sul do Brasil e esses crescimentos populacionais devem responder a modelos multifatoriais, como é comum em artrópodes.

Nesse levantamento não foram encontrados os ácaros tetraniquídeos T. urticae e T. ludeni, espécies anteriormente relatadas infestando soja no Brasil. Não se pode afirmar que as espécies não estejam atacando a soja no Rio Grande do Sul. Este foi um estudo preliminar, devendo ser continuado, amostrando-se culturas de soja em maior número de municípios e buscando conhecer os aspectos bioecológicos desses ácaros infestando a soja no Rio Grande do Sul para a implementação de técnicas apropriadas de manejo.

 

Agradecimentos

Ao Prof. Dr. Carlos Holger W. Flechtmann, ESALQ, USP, Piracicaba, SP, pela colaboração na identificação dos ácaros e pela revisão do manuscrito.

 

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Received 3/X/05. Accepted 28/IX/06.

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