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Neotropical Entomology

versão impressa ISSN 1519-566Xversão On-line ISSN 1678-8052

Neotrop. entomol. vol.38 no.5 Londrina set./out. 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S1519-566X2009000500015 

BIOLOGICAL CONTROL

 

Padronização da criação de Tetranychus urticae Koch (Acari: Tetranychidae) em feijoeiro (Phaseolus vulgaris): idade da planta e tempo de colheita

 

Standardization of a Rearing Procedure of Tetranychus urticae Koch (Acari: Tetranychidae) on Bean (Phaseolus vulgaris): plant age and harvest time

 

 

Alexander Bustos; Fernando Cantor1; José R Cure; Daniel Rodríguez

Facultad de Ciencias, Univ Militar Nueva Granada, Programa de Biología Aplicada Carrera 11 No. 101-80, Of. 206D, Bogotá, Colombia

 

 


RESUMO

Visando padronizar método de criação de Tetranychus urticae Koch em Phaseolus vulgaris (var. ICA Cerinza) para alimentação do ácaro predador Phytoseiulus persimilis Athias-Henriot, foram conduzidos experimentos para identificar: a idade mais apropriada da planta para infestação com T. urticae e o momento após infestação inicial em que se deve recomeçar o ciclo de produção. Para o primeiro experimento, foram utilizados feijoeiros de quatro, cinco, seis e sete semanas de idade, infestadas com seis fêmeas de T. urticae por folíolo. Em todas as idades foi encontrado maior número de indivíduos de T. urticae no terço inferior das plantas, constituído principalmente por folhas cotiledonares. No entanto, o maior número de novos indivíduos de cada idade de T. urticae foi obtido em plantas de quatro semanas. No segundo experimento foram infestadas feijoeiros de quatro semanas de idade com 0,5 fêmea/cm2 de folha. Semanalmente, foi registrado o número de estágios biológicos presentes de T. urticae. A produção máxima de T. urticae foi obtida entre a quarta e quinta semanas após a infestação, sendo esse o momento ideal para a colheita e recomeço do ciclo de produção.

Palavras-chave: Ácaro fitófago, controle biológico, modelo de crescimento populacional, criação massal


ABSTRACT

A rearing technique was standardized to produce Tetranychus urticae Koch on Phaseolus vulgaris (ICA Cerinza variety) as a prey of the predatory mite Phytoseiulus persimilis Athias-Henriot. Two assays were conducted to assess the following variables: 1. the most suitable plant age for mite infestation, 2. the best time to harvest the mites and reinfest the plants. In the first experiment, four-, five-, six-, and seven-week-old plants of P. vulgaris were infested with six T. urticae per foliole. The lower plant stratum exhibited the largest number of mites regardless of plant age. However, four-week-old plants had the larger average number of individuals. In the second experiment four-week-old plants were infested with 0.5 female mite/cm2 of leaf. The number of individuals per instar of T. urticae was recorded weekly. The highest mite production occurred between four and five weeks after infestation, indicating this to be the most suitable for mite harvesting and for plant reinfestation.

Key words: Phytophagous mite, biological control, growth population model, mass rearing


 

 

O ácaro rajado, Tetranychus urticae Koch, é considerado uma das principais pragas de lavouras comerciais, dentre as quais destacam-se as plantas ornamentais como roseira, gérbera e cravo. Para controle de T. urticae têm sido empregados diferentes métodos, predominando o uso indiscriminado de acaricidas sintéticos (Osborne et al 1985). Em consequência, T. urticae desenvolveu resistência à maioria dos compostos disponíveis comercialmente (Skirvin et al 1999). Devido às atuais exigências do mercado internacional para diminução do uso de pesticidas, existe o interesse por parte dos agricultores no uso de inimigos naturais, como Phytoseiulus persimilis Athias-Henriot. Esse inimigo natural é amplamente reconhecido como eficiente ácaro predador de T. urticae (Hussey & Scopes 1985, Sabelis 1985, Overmeer 1985, Zhang 2003).

Para se utilizar P. persimilis no campo, é preciso contar com um método de criação que garanta a oferta permanente do predador. Diferentes técnicas para a criação de P. persimilis têm sido investigadas, com destaque para os métodos clássico, desenvolvido na Inglaterra, o de Furnier, na França, e o de McMurtry & Scriven, nos Estados Unidos (Vacante et al 1989). No entanto, nenhum desses métodos permite a produção de inimigos naturais em larga escala, de forma a garantir a oferta constante do predador para os agricultores, o que normalmente os leva a retornarem aos métodos de controle tradicionais com produtos químicos. Os agricultores da América Latina que ainda consideram a liberação de P. persimilis uma alternativa de controle de T. urticae, procuram instituições/empresas comerciais internacionais para satisfazer demandas comerciais, o que gera um custo maior do produto biológico quando comparado ao custo do controle químico.

Visando desenvolver métodos locais de produção massal de P. persimilis, iniciou-se uma série de pesquisas que buscam maximizar os parâmetros biológicos e ecológicos da interação planta-fitófago-predador. No presente estudo, avaliou-se o efeito da idade da planta hospedeira no crescimento de populações de T. urticae e sua capacidade de suporte, de forma a servir como fonte de alimento constante para o ácaro predador.

 

Material e Métodos

Crescimento populacional de T. urticae em feijoeiro de diferentes idades. Feijoeiros (Phaseolus vugaris var. ICA Cerinza) de quatro, cinco, seis e sete semanas de idade foram infestados simultaneamente com seis fêmeas adultas de T. urticae por folha cotiledonar e por folíolo. Cada idade da planta foi considerada um tratamento constituído por quatro repetições. O número de formas móveis (larvas, ninfas e adultos) e imóveis (ovos e estágios quiescentes) de T. urticae presentes em cada folíolo foi registrado dez dias após a infestação inicial. Visando identificar o terço da planta (inferior, médio e superior) onde se consegue a maior produção de indivíduos por unidade de área foliar (em cm2), em cada amostragem foi registrado o número de indivíduos presentes em cada uma das folhas de cada terço da planta. Para determinar a relação número de indivíduos por unidade de área, folhas foram digitalizadas para cálculo de sua área folhar (em cm2) com a versão livre do software Scion Image PC.

Os dados foram analisados com o teste não-paramétrico de Kruskal-Walis para estimar diferenças entre os tratamentos.

Efeito de T. urticae no desenvolvimento da planta. Foi considerado que o momento oportuno de colheita de T. urticae no feijoeiro seria aquele no qual a produção de indivíduos de T. urticae começasse a diminuir devido à competição, indicando o ponto máximo de crescimento populacional. Para identificar o momento em que deve ser iniciada a colheita de T. urticae, foram infestadas 24 feijoeiros de quatro semanas de idade com 0,5 fêmea por cm2 de folha. Vinte e quatro plantas sadias foram utilizadas como testemunhas. A cada oito dias, durante dois meses, foram avaliados, em três plantas, o número de machos e fêmeas de T. urticae e o desenvolvimento da área folhar.

Para estimar os parâmetros de crescimento de T. urticae em cada estágio biológico (ovo, larva, ninfa e adulto), foi avaliado o ajuste de dois modelos de crescimento da família sigmoidal: logístico e de Gompertz, estimando os parâmetros por meio de regressão linear. No entanto, só foi obtido um ajuste alto com o modelo de Gompertz, o que significa que o crescimento simulado não é simétrico com relação ao ponto de inflexão (Seber & Wild 1989), ou seja, que há maior quantidade de indivíduos presentes na população após serem atingidas as maiores taxas de crescimento; porém, as maiores taxas de crescimento foram atingidas antes do estabelecimento do crescimento da população.

O modelo de Gompertz utilizado descreve-se como:

onde "x" é a variável independente (tempo em dias), "f(x)" é a variável dependente (número de indivíduos), "e" é uma constante que corresponde à base do logaritmo natural e "α", "γ" e "k" são parâmetros do modelo que são estimados mediante regressão não-linear a partir dos dados experimentais. O parâmetro α é a assíntota do modelo que representa o máximo número de indivíduos que pode ser alcançado quando x tende a infinito. O parâmetro k não tem interpretação biológica, mas é requerido para estimar a máxima taxa de crescimento WM = kα/e (Seber & Wild 1989) e γ é o tempo quando é atingida a máxima taxa de crescimento.

Os dados foram submetidos à análise de variância, em desenho experimental fatorial, utilizando como fatores principais plantas infestadas ou não-infestadas e os dias após infestação.

 

Resultados e Discussão

Crescimento de uma população de T. urticae em plantas de diferentes idades. O maior número de indivíduos de T. urticae foi encontrado em feijoeiros infestados na quarta semana de idade (Tabela 1). As análises indicaram que a idade do feijoeiro tem um efeito altamente significativo na produção de indivíduos por área foliar para dois dos estágios biológicos do ácaro: quiescentes (P < 0,0001) e móveis (P < 0,0475), mas não para o estágio de ovo (P = 0,929). Isso concorda com outros trabalhos onde maior quantidade de T. urticae foi obtida sobre plantas jovens (Bechinski & Stoltz 1985, Karban & Thaler 1999, Opit et al 2003, Rotem & Agrawal 2003), visto que a qualidade da planta hospedeira para T. urticae diminui com a idade (Opit et al 2003, Rotem & Agrawal 2003). Segundo White & Izquierdo (1981) apud Schoonhoven & Voysest (1991), o feijoeiro apresenta as maiores concentrações de nitrogênio na parte vegetativa em suas primeiras fases de desenvolvimento; durante a maturação, o nitrogênio é acumulado nas sementes.

 

 

As análises dos estágios avaliados (ovos, quiescentes e móveis) nos três terços da planta indicaram o terço inferior como o mais adequado, produzindo o maior número de indivíduos por unidade de área, após 10 dias de infestação (Tabela 2). Bechinski & Stoltz (1985) observaram que o maior número de indivíduos foi obtido sobre folhas cotiledonares de feijoeiro infestado com T. urticae. Da mesma forma, Karban & Thaler (1999) obtiveram quase o dobro da população de ácaros quando estes cresceram sobre folhas cotiledonares, ao invés de folhas expandidas de algodoeiro.

 

 

Efeito de T. urticae no desenvolvimento da planta. Diferenças no desenvolvimento das plantas foram observadas a partir da segunda semana após sua infestação (Fig 1). A máxima área folhar atingida em plantas infestadas foi de 1.793 cm2/planta, enquanto que em plantas não-infestadas foi de 2.153 cm2/planta (Fig 2).

O aumento nas taxas de desenvolvimento da área folhar pode ser explicado não só pelo aumento na área folhar, mas também, pela produção de novas folhas na planta (Fig 2). A fase de estabilização apresenta-se devido à redução na produção de órgãos vegetativos, provavelmente porque a planta utiliza os fotoassimilados para produção de órgãos reprodutivos. A diminuição na área folhar por planta pode ser explicada pela abscisão de folhas senescentes.

Com feijão da variedade Bon-Bon, Nachman & Zemek (2003) obtiveram área foliar máxima de aproximadamente 600 cm2/planta aos 21 dias após a infestação, enquanto que neste trabalho foram estimados 796 cm2/planta, para o mesmo período. Além disso, a máxima área foliar foi atingida, aproximadamente, aos 40 dias após a infestação com 1.793 cm2/planta (Fig 1). Essas diferenças podem ser decorrentes do uso de variedades distintas de feijão, já que as condições de ambos os experimentos foram semelhantes.

Desenvolvimento de populações de T. urticae em feijoeiro. A maior densidade de ácaros foi registrada na oitava semana (56 dias após a infestação), com 32 ácaros/ cm2 (Fig 3). Porém, nesse momento a planta apresenta folhas senescentes que não constituem um recurso favorável para os indivíduos ainda em desenvolvimento. A alta densidade corresponde ao acúmulo de ácaros que ainda não migraram, e que estão se desenvolvendo nas folhas remanescentes da planta. Portanto, esse momento não é apropriado para a colheita de T. urticae.

 

 

O crescimento de T. urticae foi lento nas primeiras três semanas após a infestação (Fig 4). A partir da quarta semana ocorreu o maior crescimento populacional desse ácaro fitófago atingindo sua máxima produção aos 42 dias, com aproximadamente 31.000 indivíduos por planta. Esse maior incremento ocorreu entre a quarta e a sexta semanas e coincidiu com o incremento na área foliar da planta (Figs 1 e 2). A população/cm2 sofreu redução na quinta semana (Fig 3), período em que se apresenta a maior taxa de produção na área foliar por planta (Fig 1). Portanto, esse intervalo de tempo poderia ser considerado como momento para a colheita de T. urticae.

 

 

Foram observados três momentos de alta produção de ovos: após uma semana da infestação inicial, 95% da população foi de ovos. De forma semelhante, na quarta semana os ovos representaram 90% da população e na sétima, 50% do total da população (Fig 5).

 

 

Nas primeiras quatro semanas após a infestação, as proporções de ovos e estágios móveis (larvas, ninfas e adultos) de T. urticae foram maiores que as registradas a partir da quinta semana. Isso pode estar relacionado ao aumento da área foliar das plantas hospedeiras (Fig 1) e do número de folhas por planta (Fig 2) como oferta de recurso. A partir da quinta semana, a maior proporção inicial. foi dos estágios imóveis que não requerem consumo de recurso (ovos e quiescentes), os quais atingiram até 85% da população (ovos: 50% e quiescentes: 35%), na oitava semana. Esse acumulo pode ser explicado pelo fato de as populações de ácaros estarem se desenvolvendo em folhas em senescência, o que implica em menor qualidade do recurso e, ainda, em perda de folhas da planta (Fig 2). Nachman & Zemek (2002a) mencionaram que a dinâmica de crescimento de populações de T. urticae é altamente influenciada pela condição da planta.

O modelo de Gompertz permitiu estimar: a) a máxima produção de cada um dos diferentes estágios biológicos de T. urticae por planta, b) o momento em que a mesma é atingida e, c) a máxima produção de indivíduos de cada idade (Tabela 3, Fig 6). O modelo estima que o maior número de indivíduos obtido foi de 29.677 aos 56 dias após a infestação inicial. No entanto, a maior taxa de produção foi obtida aos 32 dias com 2.017 indivíduos por dia. Em consequência, pode-se sugerir que nesse momento se faça a colheita de indivíduos para alimentar o ácaro predador sem afetar o crescimento da população de T. urticae.

 

 

 

 

No período de avaliação, não se observou estabilização da curva de produção de ovos assim como aconteceu para os demais estágios. A estabilização da curva para os estágios móveis ocorreu aos 42 dias (Fig 7), coincidindo com a estabilização do crescimento da área foliar (Fig 1) e cessamento de produção de novas folhas (Fig 2).

Quando analisada separadamente, a produção de machos atingiu o seu máximo antes da produção de fêmeas, mas o valor atingido aos 56 dias foi menor (53 indivíduos) do que o de fêmeas (750 indivíduos) (Fig 8). A taxa máxima de crescimento para machos foi de 1,69 indivíduos/dia, obtida aos 14 dias, sendo de 247,1 indivíduos/dia para fêmeas, aos 35 dias. A máxima produção de machos coincidiu com o inicio do incremento da produção de área foliar (Fig 1), enquanto que a das fêmeas ocorreu com a obtenção do máximo crescimento de área folhar e número de folhas (Fig 2), entre os 21 e 42 dias após a infestação. O número de fêmeas permaneceu constante a partir dos 42 dias de infestação, provavelmente pela interrupção na produção de novas folhas (Figs 1 e 2).

 

 

Com os resultados do presente trabalho pode-se sugerir que: a) feijoeiros de quatro semanas de idade constituem um excelente substrato de desenvolvimento para populações do ácaro fitófago T. urticae, b) entre quatro e cinco semanas após a primeira infestação são atingidas as taxas máximas de produção de ácaros fitófagos (aprox. 10.000 ácaros/planta), com maior proporção de indivíduos com idade preferida pelo predador, c) é recomendável esperar que algumas plantas atinjam cinco semanas de infestação para serem utilizadas como inóculo de infestação para novas plantas, permitindo a continuidade da criação de T. urticae. Esse é o momento em que a população apresenta não só altas taxas de crescimento, mas também alta produção de fêmeas.

 

Agradecimentos

Os autores agradecem o financiamento do Projeto (CIAS-2003-007) pela Universidade Militar Nueva Granada, Bogotá, Colômbia.

 

Referências

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Received 24/VIII/06.
Accepted 06/VIII/08.

 

 

Edited by Denise Navia - EMBRAPA/CENARGEN
1 Autor para correspondência; fernando.cantor@unimilitar.edu.co

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