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Neotropical Entomology

versão impressa ISSN 1519-566Xversão On-line ISSN 1678-8052

Neotrop. entomol. vol.38 no.5 Londrina set./out. 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S1519-566X2009000500016 

BIOLOGICAL CONTROL

 

Progênie de Palmistichus elaeisis Delvare & LaSalle (Hymenoptera: Eulophidae) parasitando pupas de Bombyx mori L. (Lepidoptera: Bombycidae) de diferentes idades

 

Progeny of Palmistichus elaeisis Delvare & LaSalle (Hymenoptera: Eulophidae) parasitising pupae of Bombyx mori L. (Lepidoptera: Bombycidae) of different ages

 

 

Fabricio F PereiraI; José C ZanuncioII; José E SerrãoIII; Harley N OliveiraIV; Kellen FáveroI; Elizangela L V GranceI

IFac. de Ciências Biológicas e Ambientais, Univ. Federal da Grande Dourados, 79804-970, Dourados, MS; fabriciofagundes@ufgd.edu.br; kellenfavero@yahoo.com.br; eli_vargasgrance@yahoo.com.br
IIDepto. de Biologia Animal, Univ. Federal de Viçosa, 36571-900, Viçosa, MG; zanuncio@ufv.br
IIIDepto. de Biologia Geral, Univ. Federal de Viçosa, 36571-900, Viçosa, MG; jeserrao@ufv.br
IVEmbrapa Agropecuária Oeste, C. postal 661, 79804-970, Dourados, MS; harley@cpao.embrapa.br

 

 


RESUMO

Palmistichus elaeisis Delvare & LaSalle é um parasitóide pupal natural de pupas de lepidópteros desfolhadores de eucalipto e é considerado um promissor agente de controle biológico. No entanto, o desenvolvimento de técnicas de criação eficientes desse inimigo natural é inicialmente necessário para que ele possa ser utilizado em programas de controle biológico. Pupas de Bombyx mori L. são hospedeiras alternativas em potencial para criação massal de P. elaeisis. Por isto, nós avaliamos a idade mais suscetível do hospedeiro e os efeitos da idade do parasitóide na produção de progênie de P. elaeisis. Pupas de B. mori com 24, 48, 72 ou 96h de idade foram expostas a fêmeas de P. elaeisis de mesmas idades. A duração do ciclo de vida (ovo-adulto) de P. elaeisis não foi afetada pela idade das fêmeas, entretanto, a idade do hospedeiro afetou o desenvolvimento do parasitóide. O melhor parasitismo foi obtido com fêmeas do parasitóide com 72h a 96h e pupas de B. mori com 48h a 72h de idade, que permitiram a elevação da progênie de P. elaeisis.

Palavras-chave: Insecta, controle biológico, parasitóide de pupas, idade de hospedeiro


ABSTRACT

Palmistichus elaeisis Delvare & LaSalle is a natural pupal parasitoid of eucalyptus defoliator lepidopterans and is considered a promising biocontrol agent. However, the development of efficient rearing techniques for this natural enemy are first required before it can be used in biocontrol programs. Bombyx mori L. pupae are potential alternative hosts for this parasitoid mass rearing, and they are easy to rear. Therefore, we investigated the most suitable host age and the effects of parasitoid age on progeny production of P. elaeisis. B. mori pupae, 24h-, 48h-, 72h- or 96h-old were exposed to P. elaeisis females of similar age. The duration of the life cycle (egg-adult) of P. elaeisis was not affected by the age of the parasitizing female; however, the host age affected parasitoid development. The best parasitization was obtained for 72h- to 96h-old parasitoid females when offered to 48h- to 72h-old host pupae, allowing the synchronized rearing of a large number of P. elaeisis offspring.

Key words: Insecta, biological control, pupal parasitoid, host age


 

 

O endoparasitóide gregário Palmistichus elaeisis Delvare & LaSalle é relatado parasitando naturalmente pupas de Eupseudosoma involuta (Sepp) (Lepidoptera: Arctiidae) e Euselasia eucerus Hewitson (Lepidoptera: Riodinidae) (Delvare & LaSalle 1993), Sabulodes sp. (Lepidoptera: Geometridae) (Bittencourt & Berti Filho 1999), Thyrinteina arnobia (Stoll) e Thyrinteina leucoceraea Rindge (Lepidoptera: Geometridae) em condições naturais (Pereira et al 2008). Esses resultados caracterizam P. elaeisis como um parasitóide promissor para o controle de lepidópteros desfolhadores de eucalipto, cujos surtos são, geralmente, compostos por mais de uma espécie simultaneamente (Zanuncio et al 2003). Além disso, P. elaeisis parasitou pupas de alguns hospedeiros alternativos (Bittencourt & Berti Filho 1999, 2004ab, Pereira et al 2009), o que justifica o desenvolvimento de pesquisas para maximizar sua produção em laboratório e permitir o desenvolvimento de um programa de controle biológico aplicado.

A idade do hospedeiro e do parasitóide (Thomazini & Berti Filho 2000, Matos Neto et al 2004), assim como várias outras variáveis abióticas e bióticas (Harvey & Gols 1998, Ueno 1999, Harbison et al 2001, Uçkan & Gulel 2002), podem influenciar características biológicas do inimigo natural, como, por exemplo, o sucesso do parasitismo, influenciando a eficiência de sistemas de criação de inimigos para programas de controle biológico (Parra 2002). O aumento da idade de fêmeas de parasitóides pode reduzir a reprodução e o parasitismo, com implicações no sistema de criação massal e na seleção de indivíduos para liberações (Amalin et al 2005). A idade do parasitóide pode, também, afetar a taxa de parasitismo (Harbinson et al 2001), a produção de descendentes totais (Cooperband et al 2003) e a razão sexual da prole (Gunduz & Gulel 2005).

Bombyx mori pode ser criada em grandes quantidades e sua pupa, apesar de ser encerrada em casulo, pode ser facilmente retirada sem ser afetada (Pereira et al 2009). Além disso, P. elaeisis consegue parasitar e se desenvolver em pupas de B. mori, apesar de a mesma ser maior do que outras hospedeiras do parasitóide, o que demonstra o potencial desse hospedeiro para ser utilizado como alternativa para criação de P. elaeisis (Pereira et al 2008, 2009). Entretanto, não existem informações sobre a melhor combinação da idade de fêmeas de P. elaeisis e de pupas de B. mori para se obter o melhor desempenho reprodutivo do parasitóide. Assim, este estudo avaliou o efeito da idade de fêmeas de P. elaeisis e de pupas de B. mori no parasitismo e desenvolvimento do parasitóide.

 

Material e Métodos

Criação de B. mori. Lagartas de primeiro estádio de B. mori foram fornecidas pelo Setor de Sericicultura do Departamento de Biologia Animal da UFV, as quais foram colocadas em bandejas plásticas (39,3 x 59,5 x 7,0 cm) com folhas de amoreira fornecidas diariamente. Os casulos de B. mori foram transferidos para bandejas plásticas (28,3 x 36,0 x 7,0 cm) e mantidos a 25 ± 2ºC, 70 ± 10% de umidade relativa (UR) e fotofase de 14h.

Criação do parasitóide. Adultos de P. elaeisis foram mantidos em tubos de vidro (14 x 2,2 cm) tampados com algodão e com gotas de mel como alimento. Pupas de B. mori, com 48h a 72h de idade, foram retiradas dos casulos e expostas ao parasitismo por P. elaeisis durante 24h a 25 ± 2ºC, umidade relativa de 70 ± 10% e fotofase de 14h em câmara climatizada.

Efeito da idade de fêmeas de P. elaeisis e do hospedeiro na produção de descendentes. Pupas de B. mori com 24, 48, 72 ou 96h de idade foram retiradas dos casulos e expostas ao parasitismo por 45 fêmeas de P. elaeisis com as mesmas idades. Cada combinação idade do parasitóide - idade do hospedeiro (uma pupa mais um grupo de 45 fêmeas parasitóides) foi obtida com acondicionamento dos mesmos em tubos de vidro (14 x 2,2 cm) tampados com algodão. As pupas de B. mori foram expostas ao parasitóide por 24h a 25 ± 2 ºC, 70 ± 10% de umidade relativa e fotofase de 14h, retirando-se as fêmeas de P. elaeisis ao final desse período. Foram observadas a duração do ciclo de vida (ovo-adulto), a porcentagem de parasitismo descontando-se a mortalidade natural do hospedeiro (Abbott 1925), a porcentagem de emergência da progênie, o número de parasitóides emergidos por pupa de B. mori, e a razão sexual (rs = nº de fêmeas/nº de adultos). O sexo dos indivíduos foi determinado de acordo com características morfológicas da antena e abdome de P. elaeisis (Delvare & LaSalle 1993).

O experimento foi conduzido em esquema fatorial 4 x 4 (quatro idades do parasitóide e quatro idades do hospedeiro), em delineamento inteiramente casualizado, com 12 repetições. Os resultados da duração do ciclo, número de indivíduos emergidos por pupa de B. mori e a razão sexual do parasitóide foram analisados a 5% de probabilidade (ANOVA), sendo os valores significativos submetidos a análise de regressão. Os valores da porcentagem de parasitismo e emergência de P. elaeisis foram submetidos à análise de modelos lineares generalizados com distribuição binomial e, quando significativos, submetidos ao teste χ2 (P < 0,05) com o programa estatístico R Statistical System (Ihaka & Gentleman 1996).

A equação do tipo polinomial e/ou superfície de resposta para análise de regressão foi adotada a partir dos modelos quadráticos: y = β0 + β1xi+ β2xi2 + ei, onde y = progênie de P. elaeisis por pupa; xi = idade da pupa de B. mori; βi,= parâmetros estimados e ei = erro aleatório, e parabolóide: y = β0 + β1x1+ β2x2+ β1x12+ β2x22 + ei, em que y = progêniede P. elaeisis por pupa; βi, = parâmetros estimados, ei = erro aleatório com uma e/ou duas variáveis independentes, respectivamente.

A equação que melhor se ajustou aos dados foi escolhida a partir dos modelos quadrático e parabolóide, com base no coeficiente de determinação (R2) e na significância dos coeficientes de regressão (βi) e de regressão pelo teste F (até 5% de probabilidade). Os valores máximos do número de parasitóides (progênie de P. elaeisis) emergidos por pupa de B. mori foram determinados pelo cálculo e resolução da derivada primeira do modelo parabolóide de regressão ajustado.

 

Resultados

O período de duração do parasitismo a emergência de adultos de P. elaeisis não foi afetado pela idade das fêmeas, mas sim pela idade das pupas de B. mori (ŷ = 34,8483 + 0,00796632x NS- 0,285661z - 0,000366924x2 NS + 0,00190184z2), sendo (ŷ) o período de duração (x) e (z), a idade desse parasitóide e do hospedeiro, respectivamente. Assim, a duração do ciclo de vida de P. elaeisis foi analisada apenas para a idade do hospedeiro (24, 48, 72 ou 96h) (F = 24,6991; P = 0,0001; R2Trat = 0,9998 e Glerro = 78) (Fig 1).

 

 

O parasitismo de P. elaeisis atingiu 100% das pupas de B. mori, independentemente da idade de suas fêmeas e das pupas desse hospedeiro. Entretanto, a idade das fêmeas de P. elaeisis afetou a porcentagem de emergência (χ2 = 7,311; P = 0,007), mas isso não ocorreu em relação à idade de pupas de B. mori (χ2 = 0,004; P = 0,947). Portanto, a emergência de P. elaeisis foi analisada apenas em relação à idade do parasitóide (24, 48, 72 ou 96h) (F = 9,11; P = 0,0034; R2Trat = 0,8152 e Glerro = 15) (Fig 2).

 

 

A idade de fêmeas de P. elaeisis e de pupas de B. mori afetou a produção de descendentes por pupa do parasitóide (ŷ = -345,79 + 12,40x + 12,04z - 0,074x2 - 0,096z2) (R2 = 0,2317; F = 7,4638; P = 0,0001; Glerro= 103), sendo (ŷ) a descendência produzida de P. elaeisis em função da pupa de B. mori e (x) e (z) a idade da fêmea do parasitóide e da pupa, respectivamente. A derivada primeira dessa equação de regressão ajustada indicou produção máxima de P. elaeisis para fêmeas do parasitóide e pupas de B. mori com 83,8h e 62,5h de idade, respectivamente. Ao substituir x e z na equação por essas idades estima-se a produção de 550,6 indivíduos por pupa de B. mori (Fig 3).

 

 

A razão sexual de P. elaeisis foi semelhante nas diferentes combinações de idade do parasitóide e do hospedeiro B. mori com valores de 0,93 a 0,98 (P > 0,05).

 

Discussão

A maior duração do ciclo de vida (ovo, larva e pupa) de P. elaeisis em pupas de B. mori com 24h pode ter resultado da resposta imune do hospedeiro contra imaturos de parasitóides dessa idade. No entanto, esses mecanismos de defesa (taxa de encapsulação e produção de toxinas) não podem ser mantidos ativos por muito tempo devido ao seu alto custo metabólico (Schmidt et al 2001, Schmid-Hempel 2005). Assim, a menor duração de desenvolvimento de P. elaeisis em pupas de B. mori com 48h a 72h de idade poderia ter resultado de condições fisiológicas apropriadas para o parasitóide. Por outro lado, a tendência de aumento do ciclo de vida de P. elaeisis em pupas de B. mori com 96h pode ser explicada pelo fato de o hospedeiro estar em estágio adiantado de desenvolvimento, quando ocorrem mudanças drásticas dos tecidos, o que pode ter afetado sua qualidade nutricional e, consequentemente, reduzido a taxa de desenvolvimento do parasitóide, como relatado para Pediobius furvus (Gahan) (Hymenoptera: Eulophidae) (Mohyuddin 1968).

A maior taxa de emergência da progênie de P. elaeisis proveniente de fêmeas com 72h e 96h em pupas de B. mori com 48h e 72h de idade evidencia que essas idades são mais adequadas para a criação do parasitóide. Por outro lado, as menores taxas de emergência de P. elaeisis de fêmeas com 24h podem ter ocorrido pelo fato as fêmeas não estarem ainda sexualmente maduras, pois o parasitóide apresentou período de pré-oviposição de 20h a 72h, dependendo do hospedeiro de criação.

Pupas de B. mori com 24h e 96h foram menos parasitadas e desfavoráveis ao desenvolvimento dos imaturos de P. elaeisis que aquelas de 48h e 72h. Essa tendência corrobora a relatada para Muscidifurax uniraptor Kogan & Legner (Hymenoptera: Pteromalidae), com menor número de adultos por pupa de Musca domestica L. (Diptera: Muscidae) com 24h que naquelas com 48h e 72h de idade (Thomazini & Berti Filho 2000), o que pode substanciar a hipótese de que pupas em estágios avançados tornam-se de baixa qualidade ao parasitóide.

A maior progênie de P. elaeisis por pupa de B. mori, ambas com 72h de idade, pode ser explicada pelo fato de a fecundidade dos insetos depender da idade e ser, geralmente, dividida em pré-oviposição, oviposição e pós-oviposição. A fecundidade atinge valores máximos na metade do segundo período da vida adulta e declina quando as fêmeas alcançam 60% do seu potencial reprodutivo (Morales-Ramos & Cate 1992). Esse declínio pode ser devido ao decréscimo da atividade fisiológica do parasitóide, do número de ovos depositados e da capacidade de parasitismo de fêmeas (Uçkan & Gulel 2002). A menor progênie de P. elaeisis em pupas de B. mori com 24h e 96h de idade indica que as mesmas são menos adequadas para esse parasitóide, provavelmente devido a mudanças morfológicas e fisiológicas (histólise, histogênese e diferenciação) durante a fase pupal (Chapman 1998). A ação dessas mudanças da pupa no desenvolvimento da progênie de parasitóides é pouco conhecida, mas pode determinar o grau de suscetibilidade do hospedeiro (Pfannenstiel et al 1996).

Palmistichus elaeisis apresentou razão sexual elevada, o que é importante para sistemas de criação massal, experimentos de laboratório e seleção de indivíduos para liberação no campo (Amalin et al 2005), pelo fato de as fêmeas serem responsáveis pela geração subsequente (Uçkan & Gulel 2002). A razão sexual obtida neste trabalho se assemelha àquela obtida para outros Eulophidae criados no hospedeiro alternativo Neobellieria bullata Parker (Diptera: Sarcophagidae) (Silva-Torres & Matthews 2003, Gonzáles et al 2004).

Com base nos resultados obtidos, conclui-se que fêmeas de P. elaeisis com idades de 72h a 96h parasitam com maior sucesso pupas de B. mori com idades entre 48h e 72h e podem produzir até 550,6 indivíduos por pupa desse hospedeiro alternativo. Essa combinação de idades do parasitóide e do hospedeiro é mais adequada para a criação de P. elaeisis por favorecer a obtenção do maior número de descendentes e menor variação e duração da fase imatura do parasitóide, facilitando sua produção em larga escala para possíveis liberações no campo.

 

Agradecimentos

Ao Dr. Christer Hansson, do Department of Zoology, da Lund University, Sweden, e ao Dr. Marcelo Teixeira Tavares, do Departamento de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Espírito Santo, pela identificação do parasitóide; à Empresa Fiação de seda (BRATAC S/A) pelo fornecimento de ovos de B. mori; ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) pelo apoio financeiro.

 

Referências

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Received 19/II/07.
Accepted 14/VII/09.

 

 

Edited by Jorge B Torres - UFRPE

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